Roger Responde 31-40

ROGER RESPONDE

Dúvidas e curiosidades sobre os livros e o Universalismo Crístico? Roger responde!
Toda semana Roger responderá às perguntas mais frequentes de seus leitores relacionadas aos seus livros e ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Mande a sua pergunta para: uc.novaera@gmail.com

31- Pergunta 1/5 (19/07/2010): “Roger, com a conclusão do livro “Atlântida – No reino das Trevas”, nós, da equipe do projeto Universalismo Crístico, que já tivemos a oportunidade de ler o livro para desenvolver a capa, auxiliar na revisão dos textos, etc. , gostaríamos de fazer uma série de cinco perguntas sobre o novo livro. Nessa primeira pergunta, gostaríamos de saber o que você espera da reação dos leitores sobre a mudança de perfil dos livros, distanciando-se cada vez mais do formato tradicional dos livros espíritas, ou seja, menos doutrinário e mais reflexivo. Como você vê isso e como espera que seja a reação dos leitores a essa nova obra que, ao nosso entender, é simplesmente extraordinária, eletrizante do princípio ao fim, e apresenta uma linguagem mais universal, atendendo a outros públicos?

Roger: O livro “Atlântida – No reino da Luz” consolidou uma nova orientação já implementada na obra “Universalismo Crístico – O futuro das religiões”. Como eu já havia afirmado em outra oportunidade, todos os livros anteriores ao livro UC foram elaborados com a finalidade de construir uma “ponte” que levasse os leitores da “velha” para a “nova” forma de pensar sobre Espiritualidade. Desde os nossos primeiros trabalhos, eu e Hermes afirmamos, também, que jamais “choveríamos no molhado”. Não perderíamos o precioso tempo dos leitores para falar o que já foi dito em outras obras, apenas trocando o nome das personagens ou, então, criando uma nova nomenclatura para dizer as mesmas coisas que já foram ditas no passado. Tomamos por base algumas informações já consolidadas, com a finalidade de situar o leitor, mas sempre procurando trazer algo inovador sobre determinado tema, com o objetivo de atender às necessidades iminentes da Nova Era.

Mesmo assim, recebi algumas críticas de leitores, que me acusaram de estar mais preocupado em enaltecer o meu ego do que narrar os acontecimentos que são o foco central dos livros. O que posso dizer a esses leitores é que o novo livro somente vai intensificar ainda mais essa tendência. Entretanto, convido-os a lê-lo, pois é um livro realmente notável sobre a Atlântida. As questões em aberto no volume 1 são explicadas nesse livro, fazendo com que 80% da história do continente perdido seja entendida nesse desfecho. O Atlântida 2 naturalmente é muito mais informativo, pois ele é a grande apoteose, o momento em que as coisas se revelam. O Atlântida 1 tem a finalidade de inserir o leitor no contexto e narrar brevemente a época de ouro dos atlantes. Tenho a ousadia de dizer que jamais foi escrito algo semelhante e com tantos detalhes reveladores sobre a Atlântida e o início de nossa atual civilização.

O volume 2, mesmo relatando um período trevoso, é rico em ensinamentos de alta profundidade espiritual, de forma elegante mesmo quando relata as ações do lado negro. Não se preocupem quanto a isso. O livro não causa desconforto e não é demasiadamente pesado, como os livros desse gênero. Pelo contrário, os levará, em certos momentos, a elevados sentimentos de amor e admiração pela beleza da obra de Deus, que rege tanto a luz, como as trevas.

Nesse livro, o leitor terá a oportunidade de ver uma outra visão sobre as trevas e perceberá que eles não são nossos inimigos odiosos, e sim nossos irmãos, filhos do mesmo Pai, vibrando ainda em uma outra sintonia, que não está, assim, tão distante da nossa. As vezes, a nossa arrogância nos faz pensar que estamos à altura dos espíritos iluminados e que devemos aprender somente com eles, mas, na verdade, os espíritos da linha negra tem muito a nos ensinar, através do exemplo do que não devemos fazer e também pela sua sabedoria. Reflexões como as apresentadas nesse livro nos fazem ver que agimos, em muitas ocasiões, como eles, mas o nosso ego nos cega e não permite-nos perceber isso. O livro “Atlântida – No reino das Trevas” é uma aula de reflexão interior. Preparem-se para uma viagem ainda mais profunda e indagadora do que a do volume 1.

E gostaria que todos os leitores da fase do livro “A história de um anjo” nos seguissem nessa caminhada, porém, isso não depende de mim. Temos que seguir a nossa jornada e respeitar o livre arbítrio dos outros. É necessário cumprir as determinações de Hermes. E como ele mesmo diz no prefácio do livro Universalismo Crístico: “Todo aquele que deseja ser livre e busca procurar a verdade por suas próprias mãos, sendo senhor de seu próprio destino, que nos siga nas próximas páginas…” Ou seja, nos siga nos próximos livros!

O que nos deixa feliz é que, mesmo perdendo alguns leitores mais ortodoxos e presos a “velha forma de pensar”, mesmo assim, mais e mais pessoas despertam para o Universalismo Crístico, crescendo exponencialmente o número de adeptos da “nova forma de pensar”, independente de crenças religiosas sectárias. Essa é a essência de nossa tarefa! Fico feliz em saber que estamos atingindo o nosso objetivo, que é utilizar a linguagem e as narrativas certas para a forma de compreensão espiritual das novas gerações. Se elas mostrarem que estamos no caminho certo, então continuaremos nesse mesmo ritmo e direção, firmes e confiantes na assistência da Alta Espiritualidade.”

32- Pergunta 2/5 (26/07/2010): “Temos recebido dezenas de e-mails com um mesmo questionamento. O que poderia nos adiantar sobre as fantásticas gêmeas, Sol e Lua? Elas, em sua rápida aparição no livro “Atlântida – No reino da Luz”, impressionaram os leitores com suas personalidades cativantes. Você poderia falar sobre a participação delas no novo livro? Percebe-se uma grande energia nelas já no volume 1, prenunciando uma participação brilhante na sequencia da narrativa.”

Roger: Sim. As gêmeas no volume 2 passam de coadjuvantes a protagonistas da narrativa. O livro “Atlântida – No reino das Trevas”, após o interessante capítulo introdutório, inicia-se vinte anos depois da morte de Evelyn. As gêmeas, naquela época, já eram duas jovens de 25 anos e terão uma atuação envolvente e com profunda personalidade na sequencia da história. Elas faziam parte do pequeno grupo de últimos atlantes que nasceram com poder absoluto sobre o Vril, fato que tornou-as peças fundamentais durante os acontecimentos que levaram a Atlântida ao seu trágico destino.

Inclusive, é difícil dizer qual personagem é mais expressivo no “Atlântida – No reino das Trevas”. Atlas, Gadeir, Andrey, Arnach, Sol e Lua, todos tem participações marcantes e profundamente reflexivas e psicológicas, provocando fortes sensações e questionamentos internos nos leitores. Essa é a proposta do livro. Acredito que as gêmeas tocarão especialmente as mulheres, pois elas têm um perfil muito atraente e idealizado, não só por serem mulheres deslumbrantes, mas, também, por serem sábias e poderosas, algo que é o sonho íntimo de muitas mulheres.

Contudo, apesar de entender a curiosidade e ansiedade de alguns leitores por informações a respeito delas, creio que antecipar informações sobre elas prejudicaria a surpresa e o ineditismo da leitura, portanto prefiro não trazer muitos detalhes a respeito desse assunto. Apenas posso garantir-lhes que elas terão participação ativa até a última página do livro.

33- Pergunta 3/5 (02/08/2010): “Nesse novo livro, percebemos, também, uma linguagem diferenciada dos demais, em alguns momentos com um sutil apelo sensual ainda não utilizado em suas obras. Poderíamos afirmar que você foi um pouco mais além do estilo das magníficas obras de Rochester, nesse quesito. O que poderia dizer-nos sobre isso e como você espera que seja a reação dos leitores a esse novo estilo?”

Roger: O livro “Atlântida – No reino das Trevas” é um livro especial e diferenciado. Ele traz uma abordagem que não é comum em nossos trabalhos, ou seja, ver os fatos pelo olhar do lado sombrio. Naturalmente, tive que ser fiel a cada momento, a cada narrativa. Claro que sem perder a elegância e os termos condizentes com uma literatura espiritualista voltada para o amor e a busca da luz de Deus. Em nosso trabalho sempre buscamos ser o mais verdadeiro possível. Logo, não faria sentido algum “mascararmos” esse livro para realizarmos uma narrativa com enfoque somente altamente espiritualizado, como é o usual em nossos livros. Decididamente esse não é o objetivo desse livro. Também, não é a nossa proposta ficar batendo e menosprezando a ação do lado negro, como é tão comum lermos em outros livros desse gênero. Jamais utilizaríamos esse clichê antifraterno, sectário e de aspecto doutrinário, típico das religiões em geral.

Não estamos aqui realizando uma defesa da ação das trevas, no entanto é ingenuidade desprezar o que podemos aprender com o lado sombrio. Rotulá-los de ignorantes porque não seguem a mesma estrada que nós, é um comportamento semelhante ao daqueles que julgam de forma negativa aquilo que desconhecem, por puro medo ou arrogância. Podemos encontrar a presença de Deus tanto na luz como nas trevas, basta termos lucidez e sabedoria para isso. Não existe um demônio soberano regendo as trevas. Talvez até alguns acreditem nisso. E esse é um comportamento muito comum entre os dragões. Mas é pura ilusão. Somente Deus é o Senhor de toda a Criação! Luz e treva estão sob o seu Augusto controle.

Nesse livro tivemos uma rara oportunidade de utilizar um outro estilo literário, e isso com o apoio e a autorização de Hermes, o mentor espiritual de nossos livros, portanto tenham a certeza de que cada linha relatada está em conformidade com as Altas Esferas Espirituais que coordenam o nosso trabalho. Os leitores que lerem o livro com a mente aberta, procurando absorver os ensinamentos ali contidos, sem “pré-conceitos” estabelecidos, terão a oportunidade de enriquecerem a sua compreensão do mundo, através de um outro prisma. Já aqueles que se “fecharem”, perderão uma boa oportunidade de crescimento interior.

Devemos abrir as nossas mentes, somente assim poderemos compreender melhor o Espírito Criador. Criticar e negar a existência do outro lado das questões, somente nos dará um atestado de ignorância com relação a compreensão alheia. Além do mais, geralmente criticamos mais intensamente aquilo que ainda nos fragiliza. Vemos o cisco no olho de nosso irmão, devido a termos uma trave em nossos olhos. As pessoas que ficam horrorizadas com certas atitudes e narrativas é porque ainda não se resolveram bem naquela específica questão que condenam. A alma sábia e livre trata a tudo com moderação, respeito e interesse, mesmo quando as questões em foco não fazem mais parte de seu ego. Elas simplesmente não se afetam, mas desejam estudar e analisar com o objetivo de adquirir aprendizado. O sábio é puro equilíbrio…

Procurei relatar o livro “Atlântida – No reino das Trevas” da exata forma como eu sentia e agia naquele distante período, há 12 mil anos, porém, nos momentos em que relatava os textos como narrador, fiz as iluminadas reflexões necessárias, sempre sob a orientação de Hermes, a nobre Ártemis nesse livro. Contudo, abusei um pouco desse estilo, digamos assim… mais profano, até mesmo como um exercício literário para mim e, também, para não tornar-me repetitivo para os leitores mais exigentes. Mas fiquem tranquilos, pois em nosso próximo livro que abordará o Universalismo Crístico de forma mais avançada, traremos um conjunto de diálogos com Hermes, em diferentes paisagens, repleto das mais elevadas reflexões espirituais, bem ao estilo “mestre e discípulo”. Algo bem distante desse mundo sensual e sombrio do livro “Atlântida – No reino das Trevas”, que será lançado agora em setembro. Essa obra, apesar de mostrar o passado distante, reflete bem o momento presente de nossa humanidade, e o leitor poderá facilmente se identificar nesse cenário, ou identificar personalidade atuais. Esse livro, também é um importante objeto de estudo para todo aquele que busca o despertamento espiritual. Confiem em mim! O livro é fabuloso dentro daquilo a que se propõem.

34- Pergunta 4/5 (09/08/2010): “O livro “Atlântida- No reino das Trevas” é repleto de narrativas épicas, como por exemplo as batalhas, homem a homem, entre os exércitos branco e vermelho, os fantásticos duelos dos sacerdotes do Vril e, também, o apoteótico cataclismo que levou a Grande Ilha para as profundezas do oceano Atlântico. No entanto, em minha opinião, o momento mais impressionante do livro é a batalha no astral entre os magos negros atlantes e os dragões, após a submersão da Atlântida, para ver quem regeria o astral inferior da Terra. Por isso perguntamos, existe alguma programação de Hermes para termos um livro exclusivo sobre esse intrigante tema?

“Roger: Esse capítulo, eu também achei muito interessante, ao ponto de deixar o apocalipse atlante realmente em um segundo plano. E eis que o afundamento da Atlântida naturalmente seria o ponto máximo da narrativa, contudo, tornou-se secundário perto do capítulo a que te referes. Nem eu sabia que Hermes tinha intenção de abordarmos esse tema (e suas consequências) nesse livro. Nele podemos entender melhor o perfil desses enigmáticos seres, que inspiraram a lenda dos vampiros, no caso dos magos negros, e dos demônios, com relação aos dragões. Esse capítulo mostra-nos, também, as suas ações e a função dos magos negros como “Senhores do Carma” na regência evolutiva da humanidade terrena pelo lado negro, sempre sob o olhar regulador das Altas Esferas Espirituais. Aquilo que chamamos de caos e anarquia, em nada foge ao planejamento divino, apenas ainda não o compreendemos. E, inclusive, a ação do mal na Terra é fruto da lei de ação e reação que rege os nossos destinos. Infelizmente, a nossa imaturidade espiritual nos leva a necessitar da dor para despertarmos, e esse é o papel desses terríveis seres. Antes de acusar as trevas pelos nossos infortúnios, vamos analisar as nossas vidas para vermos se não estamos “acionando”, com o nosso mal proceder, os mecanismos da justiça divina, através da lei de ação e reação. Quem planta espinhos, jamais colherá flores. Se ilude quem pensa o contrário.

Creio que a curto prazo não existe a intenção de abordarmos esse tema em um livro exclusivo. Porém, isso depende das decisões de Hermes. Talvez ocorra como no caso da Atlântida, que foi mencionada em 2002 no livro “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, e agora recebeu dois livros exclusivos. O projeto que tenho conhecimento a curto prazo é o de consolidar o ideal do Universalismo Crístico, motivo pelo qual o próximo livro tratará exclusivamente desse assunto.

Lembro aos leitores que se identificam com essa ideia sobre a importância de divulgá-la sempre. Indiquem aos amigos o livro Universalismo Crístico e o site www.universalismocristico.com.br . Somente o nosso esforço conjunto poderá despertar a humanidade para uma nova forma de pensar, agir e viver. Temos a grata oportunidade de fazermos a diferença em beneficio dos planos da Luz e em prol de nossos irmãos. Não vamos esconder a luz debaixo da mesa ou enterrar os talentos que recebemos de Deus. Temos uma significativa consciência espiritual em meio a um mundo obscurecido pela alienação espiritual! Façamos a nossa parte e o Universo conspirará para a nossa felicidade hoje e sempre. A felicidade eterna está em participar do grande plano divino. Feliz daquele que já percebeu isso.”
35- Pergunta 5/5 (16/08/2010): “Atlântida- No reino das Trevas” começa de forma surpreendente. No capítulo introdutório você faz um relato sensacional sobre a desativação de uma das quatro pirâmides hipnóticas que foram construídas no astral pelos magos negros com a finalidade de manter a humanidade terrena entorpecida com relação às questões espirituais. Isso desde a época da Atlântida.
Como última pergunta dessa série de cinco sobre o novo livro, gostaríamos de saber o que você poderia adiantar aos leitores sobre essas informações que são relatadas com profundidade no capítulo introdutório?

“Roger: O período de transição para a Nova Era se intensificará a partir do dia 21 de dezembro de 2012, momento em que a Terra ingressará definitivamente na “Era da Luz”, devido a sua órbita entrar novamente na esfera de ação do cinturão de fótons da estrela Alcyone, que se localiza no centro de nossa Galáxia. Esse fato não é apenas um simbolismo. Ele realmente mudará a frequência de nosso planeta permitindo que as novas gerações possam integrar-se de forma mais plena ao futuro “mundo dos eleitos para a Nova Era”. As crianças que sofrem dificuldades comportamentais para se adaptar a esse “velho mundo”, respirarão aliviadas. Nesse novo período, a baixa frequência em que vivemos, marcada pela alienação espiritual e os hábitos distanciados dos verdadeiros valores espirituais, terá menos influência sobre a humanidade e passará a se extinguir gradativamente nas próximas décadas.

Essas pirâmides foram construídas em um passado remoto, logo após a vitória dos magos negros sobre os dragões e durante o início da regência destes no astral inferior da Terra. No entanto, nada ocorre sem a concordância de Deus. Esse era o carma de nossa civilização. Necessitávamos evoluir dentro desse modelo em que as pessoas teriam que realizar um significativo esforço para encontrar Deus dentro de si, através da fé e da vitória sobre o seu próprio ego. Era uma necessidade direta dos céticos exilados de Capela, que passaram a compor a grande maioria da população da Terra.

Com a chegada da Nova Era, e consequentemente um novo padrão de evolução espiritual, as novas gerações, aqueles que venceram as suas imperfeições em encarnações anteriores, terão uma percepção mais plena da realidade imortal. A desativação dessas pirâmides será importante nesse sentido, mas isso, também, depende da ampliação da consciência de cada um. As ditas “crianças Índigo”, que nada mais são do que esses espíritos aqui mesmo de nosso mundo, que se elegeram por seus méritos em encarnações anteriores, terão menos dificuldade para adaptar-se, porque o mundo mudará, deixando de receber alienados para receber espíritos conscientes de sua origem imortal e, consequentemente, dotados de dignos valores espirituais, baseados no respeito e no amor ao próximo. Essa nova ascendência de espíritos dignos sobre a humanidade é que mudará o cenário caótico e triste em que vivemos, onde o materialismo e a alienação espiritual vigoram. Essa será a verdadeira e definitiva vitória da luz sobre as trevas. E não o arcaico moralismo cultural das religiões, que procura estabelecer como verdade absoluta as suas limitadas crenças sectárias.”

36- Pergunta (23/08/2010): “Li recentemente “Atlântida – No Reino da Luz” e “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”. Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo magnífico trabalho que tens feito. As obras são fascinantes. Sou cientista e muitas vezes me identifico com o sentimento de frustração e raiva de Andrey e Radamés. Isto porque tento conversar com as pessoas sobre esse assunto (dos livros) e ninguém tem a mesma empolgação de falar nesse assunto. Desde pequena sempre tive muitas perguntas na minha cabeça e com os teus livros tenho sanado diversas.
Tenho dois questionamentos sobre tuas obras. Em relação a obra “Atlântida – No Reino da Luz”: Os espíritos atlantes encarnados (não capelinos) de onde vieram? Os espíritos encarnados no mundo primevo eram originários apenas de Tríade (capelinos)? O mestre Seraphis Bey viveu em Atlântida? Em relação a obra “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, nosso querido Hermes, após ter vivido em Atlântida como Artemis, ele só reencarnou novamente no Egito no período pré dinástico?

“Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Os espíritos atlantes, da época de ouro, anteriores a chegada dos capelinos, evoluíam na dimensão da Atlântida há milênios. Foram eles que construíram a Grande Pirâmide, milênios antes. A sua saída durante a chegada dos capelinos deveu-se a terem ascensionado a esferas ainda mais superiores. A sua origem, eu não saberia dizer. Não tenho essa informação. Mas provavelmente vieram para a Terra em um passado remoto, migrando de outros mundos também. No passado, certamente, cometeram seus erros e foram espíritos primários, assim como nós hoje. Um dia nos tornaremos seres iluminados como eles. Essa é a lei de evolução a que todo filho de Deus está submetido.

Os espíritos encarnados no mundo primevo da Terra naquele período, eram, em boa parte, oriundos de Capela, mas também já viviam aqui, na terra da 3D, espíritos que se individualizaram a partir de almas grupos de animais. A evolução é única. A nossa alma, antes de se individualizar e tornar-se apta para encarnar no mundo hominal, passa pelos reinos mineral, vegetal e animal, onde experimenta as primeiras sensações e adquire lampejos de consciência, antes de individualizar-se no seio da alma grupo de determinada espécie e partir para a sua primeira experiência no mundo humano. Claro que as suas primeiras experiências são muito primitivas. A missão dos capelinos, além de cumprir seu exílio, era de ajudar a promover o progresso dessas almas bem primárias que estavam iniciando o seu processo de evolução na 3D da Terra. E era esse o papel dos atlantes da era de ouro, antes da chegada dos capelinos. Os atlantes foram os grandes professores de nossa humanidade, apesar de algumas pessoas crerem que os “gigantes que vinham do céu”, para ensinar-lhes, tratavam-se de extraterrestres.

Seraphis Bey, mestre do quarto raio, segundo os estudos teosóficos, é o próprio Akhenaton. Sendo assim, ele viveu na Atlântida na personalidade de Atônis, que era o pai de Andrey. Os mestres se apresentam com “roupagens” diferentes, adequando-se a cada crença. Inclusive eles se apresentam, algumas vezes, até como pretos velhos em terreiros de Umbanda. A mensagem de Deus é uma só. A nossa limitada compreensão é que exige formas diferenciadas de dizer a mesma coisa, devido as nossas crenças sectárias. Chegará o dia em que eles nos instruirão de alma para alma, sem a necessidade de rótulos.

Não sei informar se Hermes teve encarnações entre o período da Atlântida e sua grandiosa encarnação como Toth, quando compilou os famosos princípios Herméticos, durante a fundação da primeira dinastia egípcia, na unificação do Alto e Baixo Egito, ao lado de Menés, que era Atlas reencarnado. Ele evita revelar informações que não sejam objeto de trabalho nos livros. Inclusive o que sei sobre as minhas encarnações é o que está registrado nos livros. Pouco a pouco, ele vai expandindo a minha consciência para narrarmos as histórias que possam ser úteis para a caminhada dos leitores. Talvez, no futuro, essa tua última pergunta seja respondida nas páginas dos livros que virão..”

37- Pergunta (30/08/2010): “Roger, você aparece na Wikipédia como um dos principais adeptos corrente de pensamento Espiritualista Universalista. Qual a relação (ou diferença) entre Espiritualismo Universalista e o Universalismo Crístico?

“Roger: Não fui em quem criou o perfil no Wikipédia. E ele é atualizado com frequência. Essa é a proposta do Wikipédia para manter dados corretos e atualizados. Mas a designação de certa forma é pertinente. O termo Espiritualista Universalista tem tudo a ver com o nosso trabalho, que é desprovido de rótulos, buscando estudar as correntes do conhecimento espiritualista de forma abrangente e desprovida de dogmas.

Entretanto, Espiritualismo Universalista e Universalismo Crístico não são a mesma coisa. O primeiro poderíamos entender como a designação daqueles que desejam se identificar com uma corrente religiosa com princípios espirituais mais avançados, rompendo com o rigor das religiões tradicionais. Já o Universalismo Crístico é uma metodologia de estudo e compreensão espiritual, que independe das religiões. Ninguém poderá se chamar de “Universalista Crístico” no futuro, porque não se trata de uma religião, que tentará impor, com o passar do tempo, seus dogmas. As religiões terminam naturalmente impondo suas verdades como absolutas; o Universalismo Crístico parte do pressuposto inverso, que todos nós devemos buscar essa verdade através do estudo e da expansão de nossas consciências, a partir de nossas experiências e reflexões, e jamais porque alguém determinou que fosse assim.

O novo padrão espiritual do terceiro milênio, o Universalismo Crístico, não deve ser visto como uma “salada de religiões”, porém como a união de todos aqueles que sentem a luz de Deus em seus corações convidando-os à construção de um mundo melhor e a uma compreensão maior dos desígnios de Deus. Sinceramente, não importa no que acreditamos, mas sim como as nossas crenças nos transformam para nos tornarmos pessoas melhores, contribuindo, assim, para que o amor de Deus vença as imperfeições e limitações de nossos egos…”

38- Pergunta (06/09/2010): “Estou começando a conhecer mais sobre o seu trabalho e de seus mentores! Gostaria de saber quem é Hermes Trimegisto? Se trata de um espírito arcangélico? Sou realmente uma entusiasta dos ensinamentos de Hemes e acho fascinante ele se comunicar conosco!!!!

“Roger: Nesse mesmo site, no link “Introdução”, explica quem foi Hermes no passado e seu trabalho. Ele ficou conhecido por trazer ensinamentos de grande profundidade, que eram compreendidos apenas por seus discípulos mais preparados. Por isso, o termo “hermético” tornou-se sinônimo de algo muito fechado ou de difícil entendimento. No entanto, o trabalho que ele realiza conosco atualmente tem uma proposta oposta a essa. Como a Terra está chegando em uma época de abrangente desenvolvimento espiritual de sua humanidade, Hermes tem trazido informações profundas que até mesmo adolescentes compreendem com naturalidade, através de uma linguagem moderna e simples, facilitando a compreensão espiritual das novas gerações.

Em nossos livros são relatadas diversas de suas existências. Nos livros Atlântida – No reino da luz e Atlântida – No reino das Trevas, ele é a nobre Ártemis. Em Akhenaton – A revolução espiritual do Antigo Egito, narramos sua encarnação como Ramósis, o sumo sacerdote do templo de Osíris, em Moisés – o libertador de Israel e Moisés – Em busca da Terra Prometida, ele é Henok, o chefe da tribo dos levitas. Entre outras elucidações que são feitas também no livro Sob o signo de Aquário, onde é revelada outras informações sobre esse grande mestre no plano espiritual.

Hermes é um dos grandes avatares de nossa humanidade, e foi ele quem trouxe a mensagem crística para o antigo Egito, através da famosa “Tábua de Esmeraldas” (texto que também está reproduzido nesse site), em sua encarnação como Toth, que veio a tornar-se o deus da escrita e da sabedoria entre os egípcios, durante a unificação do Alto e do Baixo Egito há 5.100 anos.

Hoje em dia ele é um mestre ascensionado, que não necessita mais encarnar em nosso mundo, salvo para missões de esclarecimento de nossa humanidade. Ao lado de grandes mestres, que também executaram notáveis missões de esclarecimento espiritual no decorrer de nossa história, como por exemplo, Jesus, Krishna, Akhenaton, Buda, Zoroastro, Moisés, etc…, ele coordena diversas atividades que visam promover o nosso mundo ao nível de entendimento necessário para a Terra do terceiro milênio: a Nova Era.”

39- Pergunta (13/09/2010): “Em relação a informação que consta no livro Universalismo Crístico que Allan Kardec foi Akhenaton e na pergunta 36 do site que ele também foi Seraphis Bay. Me corrija se eu estiver errado, mas então essas três personalidades são o mesmo espírito e Allan Kardec já está ascensionado; estou correto? Gostaria, se possível, que você contasse como visualizou esse fato, se foi Hermes que lhe mostrou, como foi… Fiquei contente, mas no meu meio de convívio, infelizmente, tem pessoas que não acreditam nesses fatos… Você poderia me esclarecer isso?”

“Roger: Estabelecer na Terra, uma religião, ainda mais com a importância e a complexidade do Espiritismo, é uma tarefa para espíritos de elevado quilate espiritual. Algum dia as pessoas perceberão isso. E essa questão é mais uma forma de constatar a impossibilidade de Chico Xavier ser a reencarnação de Allan Kardec, apesar de o maior médium do século vinte ser, também, um espírito brilhante. Entretanto, a tarefa de ser intérprete do Cristo Planetário é uma tarefa legada somente a almas incomuns, que já ascencionaram, segundo os padrões de nosso mundo.

Além de ter vivido na personalidade de Akhenaton, Allan Kardec foi, também, Atônis, o sacerdote do sol na Atlântida, e Andrey era seu filho. Logo, por mais incrível que isso possa parecer, Allan Kardec foi meu pai na extinta Atlântida e um inesquecível amigo no antigo Egito, durante seu reinado como o faraó filho do Sol. Logo, sei o que estou dizendo. Essas informações são obtidas através de um processo de regressão de memória conduzido por Hermes, que é o mentor espiritual de todos os nossos livros.

Revelar Allan Kardec como reencarnação de Akhenaton foi uma tarefa muito estudada e amadurecida. Desde a elaboração do livro “Akhenaton – A revolução espiritual do Antigo Egito” que estudamos se essa informação deveria ou não ser revelada. Durante dois anos amadurecemos essa ideia e depois, quando me senti seguro para atestar essa informação, confirmada e reconfirmada por Hermes, revelamos no livro “Moisés – Em busca da Terra Prometida”. Não achamos fundamental ou importante revelar quem foi quem em encarnações anteriores. Isso gera, muitas vezes, curiosidades e especulações infrutíferas. Mas nesse caso especifico existia a finalidade de fazer o leitor compreender o processo evolutivo da humanidade no decorrer dos séculos. Assim, como agora, estamos revelando a personalidade de Moisés, na Atlântida, como o rei da raça vermelha, Atlas; para assim a humanidade compreender como se desenrolou a evolução espiritual da Terra.

O fantástico fato de Moisés, na personalidade de Atlas, ter evoluído pela linha negra, como sacerdote das trevas por um período de 2 mil anos, antes de iniciar sua caminhada para a luz, onde realizou as missões notáveis nas personalidade de Moisés e Maomé, tornando-o, também, um espírito ascensionado, é, sem duvida, motivo para muita reflexão em meio ao nosso cenário espiritualista, que não compreende que a ação das trevas também é regida por Deus. Não existe um diabo rivalizando com Deus. O Criador dos Mundos é soberano. Ele rege o Bem e o Mal com o objetivo de promover a nossa evolução. Nada foge ao seu controle.

Mas, como costumo afirmar, esse não é o fator importante dos nossos livros. Isso não é relevante, e sim a mensagem de renovação ali contida, que é dirigida diretamente por Hermes, mas também, indiretamente, por Akhenaton (Allan Kardec) e Ramatís, entre outros. Todos eles são mestres ascensionados, responsáveis, junto com Jesus, Saint Germain, entre outros, pela evolução conjunta de nosso mundo.

Se o leitor ler os nossos livros como ficção, não tem importância. Não estou aqui buscando créditos ou reconhecimento. Já fico muito feliz quando uma simples e isolada reflexão desperta o leitor, fazendo-o ver o mundo com outros olhos, independente de crer ou não nas informações espirituais ali contidas. Existe a “informação espiritual” e a “filosofia espiritual”. Acho muito mais interessante que o leitor foque sua atenção na “filosofia espiritual”. Quem assimila conceitos como “ama ao teu próximo como a ti mesmo” tem um ganho espiritual infinitamente maior do que aquele que se prende ao “que é” ou “não é” no plano espiritual.

Alguns leitores mais tradicionais possuem dificuldade em aceitar novas informações, por estarem demasiadamente apegado às suas antigas crenças. Renegam novidades coerentes e defendem teses antigas algumas vezes até já derrubadas pela ciência ou pela arqueologia moderna. A filosofia espiritual, que é o que realmente importa para a nossa evolução, é cristalina, apenas devemos aprender a despertá-la dentro de nós. Caro leitor, o mundo reflete apenas as nossas limitadas percepções, portanto, não se prenda a letra que mata, mas sim ao espírito que vivifica!

Não importa se acreditamos que Allan Kardec é Akhenaton e também Seraphis Bay, mas sim que tenhamos condições espirituais de poder reconhecê-lo quando chegarmos ao mundo espiritual. E isso depende apenas do despertar de nossa consciência. O filme Nosso Lar está aí para mostrar, com brilhantismo, essa realidade aos espíritas, aos adeptos das demais religiões e aos ateus.”

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40- Pergunta (13/09/2010): “Gosto muito de seus livros, e acredito que o Universalismo Crístico responde a muitos de meus questionamentos pessoais. A respeito do livro Akhenaton tenho uma séria dúvida e angústia. Ele foi o único de seus livros que não consegui ler até o fim. Explico. A mim, me pareceu que a forma de Akhenaton ao administrar os negócios públicos do Egito (tendo que conciliá-las com as necessidades de implementação de uma nova consciência coletiva considerando os anseios e crenças do povo da época) não detinha capacidade política e administrativa suficientes para isso. A mim, me pareceu que em alguns momentos ele agia como um autista feliz, sem conseguir interpretar o mundo real em que ele vivia e sem compreender os imperativos e as necessidades que o cargo dele,enquanto administrador de um Estado exigia. Era como se ele quisesse colocar o mundo de cabeça para baixo em um curto período de tempo e esperasse que todo mundo agora soubesse andar em um espaço invertido. Os homens, seus valores, sua moral e suas instituições não mudam da noite para o dia. É um processo lento e por vezes silencioso e não é preciso colocar o mundo de cabeça para baixo para mudá-lo. A falta de expertise política de Akhenaton me deixou muito angustiada. Além disso, pergunto: se não há registros dos feitos de Akhenaton no mundo, melhor, se dele nada nos foi legado, a não ser aquilo que você relata, de que valeu aquela sua experiência para o mundo?

“Roger: Entendo a tua pergunta. E ele mesmo, Akhenaton, reconhece que cometeu erros nesse sentido. No entanto, te pergunto, se a missão de Jesus não foi similar nesse sentido? Ele também quis colocar o mundo de cabeça para baixo, atacando diretamente a estrutura corrupta do Sinédrio judeu, fato que o levou à crucificação.  A única diferença era que Jesus não tinha o poder governamental, enquanto Akhenaton era o rei mais poderoso do mundo da época. Ele sonhou com um mundo de paz, sem guerras, sem violência. Como afirmam os egiptólogos modernos, ele era como um “hippie californiano” pregando a Era de Aquário com uma antecedência de mais de trinta séculos. Akhenaton era um homem muito a frente do seu tempo. E talvez seu maior erro tenha sido não perceber isso. Se tu leres o livro até o final, verás que mais para o final tem uma interessante reflexão sobre os egípcios não estarem preparados para essa mudança. Eles não tinham como crer em um Deus tão abstrato como Aton. Radamés reflete sobre isso após a morte de Akhenaton. Inclusive a crença em santos, feitos de pedra, é um reflexo dessa dificuldade humana de crer em um Deus intangível que perdura até os dias atuais.

Creio que Deus, em sua infinita sabedoria, programou a missão de Akhenaton para mostrar mais uma vez aos seus filhos que Ele sempre nos permite o caminho da evolução através do amor e da sabedoria. Por não seguirmos esse caminho luminoso, necessariamente temos que trilhar o caminho da dor e do sofrimento para despertar. E foi isso que fez o Altíssimo enviando cem anos depois Moisés para realizar o projeto que era imprescindível para evolução espiritual da Terra. Se tivéssemos lucidez espiritual, talvez perceberíamos que todo o sofrimento que enfrentamos é ocasionado por nossa cegueira espiritual. Quando nos afastamos do caminho harmônico, alertas amoráveis são acionados, mas geralmente estamos surdos e cegos a uma salutar reflexão, fato que desencadeia sobre nossas cabeças o terrível guante da dor para despertar-nos.

Os feitos de Akhenaton foram apagados da história. Até recentemente, devido a ignorância dos homens, seu reinado era desconhecido. Como eu disse, ele estava muito além do seu tempo. Agora a sua história está sendo reavivada em uma época de maior compreensão da humanidade. Tudo tem o seu tempo. O próprio Saint Germain, herdeiro do posto de governador espiritual da Terra para a Era de Aquário, sucessor de Jesus, é um ilustre desconhecido da grande maioria dos encarnados. Porém isso não será sempre assim. Tudo tem o seu tempo… Em breve conheceremos todo o trabalho realizado por esse grande mestre, desde os tempos em que era o notável mestre Kundô na Atlântida, passando por sua importante existência como José, pai de Jesus, momento em que ele foi bem mais que um simples carpinteiro, até chegar a sua encarnação excepcional como conde de Saint Germain, durante os eventos notáveis da Revolução Francesa, momento em que a humanidade despertou em sua consciência a importância do ideal de liberdade, igualdade e fraternidade, mesmo dentro de um período de terror, que ainda foi sucedido pelos impulsos ditatoriais de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. Este último, fazemos interessantes análises durante o transcorrer de nosso último livro “Atlântida – No reino das Trevas”.

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