Cap. I

I – Descrença atual sobre as verdades espirituais


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No 4º Encontro realizado em 03.07.2010 o UCRS estudou e discutiu a pergunta:

PERGUNTA: — Por que o homem se torna, a cada dia, mais ateu ou cultiva um espírito religioso superficial, enquanto as comunicações espirituais nos informam que o homem do Terceiro Milênio evoluirá e se tornará mais espiritualizado?

HERMES: — Isso é algo normal! Devemos lembrar que ainda é pequeno o número de “eleitos” na face do planeta, pois a grande maioria dos encarnados é composta de espíritos endividados para com a Lei de Deus; portanto, ainda não conquistaram o ingresso para a Terra do Terceiro Milênio. E, a despeito disso, continuam cultivando os seus vícios de conduta e desprezando a oportunidade dada pelo Pai. Em meio à transição planetária rumo à Nova Era, ainda vivem, e viverão por algumas décadas, espíritos com graves distúrbios oriundos de séculos de encarnações voltadas para o mal e egoísmo. Mas, com o passar dos anos, esse cenário será alterado gradualmente, fazendo com que a coletividade se volte para a comunhão com o Plano Espiritual Superior.

A nova humanidade, composta de espíritos seletos, aprenderá a estabelecer um contato regular e disciplinado com o Mundo Espiritual. Os meios de comunicação abandonarão o cultivo de programas de baixo nível cultural, que “emburre-cem” a população, para, então, despertar o homem desta Nova Era de paz e amor para as Verdades Imortais. E isso acontecerá naturalmente, pois os eleitos, almas sedentas na busca pela evolução, desprezarão essa massiva carga de informações medíocres que recebem atualmente e darão atenção somente à programação instrutiva. Os meios de comunicação, sempre em busca de audiência, atenderão certamente ao novo anseio popular.

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No 6º Encontro realizado em 31.07.2010 o UCRS estudou e discutiu as perguntas:

PERGUNTA: Se bem entendemos, a falta de fé e espírito religioso é fruto do baixo nível espiritual das almas atualmente encarnadas em nosso mundo.

HERMES: — Exatamente! Nunca, na atual história da humanidade terrena, estiveram presentes, ao mesmo tempo, tantos espíritos encarnados com baixa vibração. Na década de 60 do século passado havia em torno de 95 por cento de espíri­tos com grande atraso espiritual para o padrão terreno.

PERGUNTA:— Mas nos parece que atualmente, no início do século vinte e um, a situação é ainda pior. Como explicar isso?

HERMES: — Já estamos vivendo um período onde estão reencarnando espíritos eleitos para promover a transformação para a Nova Era, mas é nesse período que também estão peregrinando pela vida física espíritos com grave inclinação para o mal. Alguns deles passaram séculos em sintonia com os sentimentos anticristãos nas zonas de trevas do Mundo Espiritual. Hoje, presos ao corpo físico, extravasam todo o seu ódio, rancor e tendência para o mal. Acentuam, assim, a imagem de desequilíbrio espiritual e de caos social, praticando seqüestros, estupros, assassinatos, tráfico de drogas e todas as formas de violência contra os seus semelhantes. Observamos a presença desses espíritos também nos crimes de “colarinho branco”, que indiretamente prejudicam a vida de milhares de pessoas. Os grandes profetas de Deus atestaram que quando chegasse ò dia do “juízo final” haveria grande desordem e uma completa inversão dos valores. Eles já previam a atual situação, porque Deus sempre dá uma última chance até mesmo aos mais rebeldes.

PERGUNTA: — Concordaste antes que a falta de fé e espírito religioso demonstra o baixo padrão espiritual da humanidade. Mas os ateus, que promovem ações comunitárias e lutam por uma sociedade mais humana e mais justa, não seriam espíritos com uma graduação superior?

HERMES: — São espíritos com boas tendências, mas ainda não despertaram para a força transformadora da fé no Mundo Invisível. Estes irmãos alcançarão provavelmente o estágio espiritual esperado para a Nova Era, mas ainda precisam interligar-se às forças superiores que regem o Universo. No fundo, eles já pressentem essa influência divina, mas a renegam por causa de traumas em encarnações anteriores, onde muitas vezes foram vítimas de religiosos mal-intencionados.

PERGUNTA: — O caso de pessoas que foram queimadas nas fogueiras da Inquisição, condenadas por atos de heresia durante a Idade Média, seria um exemplo disso que afirmas.

HERMES: — Estais perfeitamente certos! Após a desilusão de se verem vítimas da intransigência de um deus cruel, vingativo e até mesmo ignorante, esses espíritos bem-intencionados se rebelaram contra o Criador, pois não conseguiram compreender que os atos daqueles que se intitulavam representantes de Deus na Terra nem sempre espelhavam a Verdade Divina.

PERGUNTA: — E a falta de espiritualidade não seria causada pelo excesso de avanço tecnológico e científico, que parece explicar tudo por meio de argumentos exclusivamente materialistas?

HERMES: — A extinta Atlântida possuía conhecimentos superiores aos da atual humanidade e assim mesmo cultuava um avançado espírito religioso. Os atlantes não separavam o espiritual do material, assim como atualmente vemos entre os homens. Talvez aí esteja o motivo de a humanidade do atual ciclo evolutivo ainda ser tão atrasada e ter necessitado de quase dois milênios para ingressar na atual era dos computadores. O avanço que obtiveram é conquistado em menos de cinco séculos por sociedades voltadas para o conhecimento espiritual.

PERGUNTA: — Pelas tuas palavras concluímos que se o homem tivesse se dedicado a uma sincera busca pelo crescimento espiritual teria conquistado o atual estágio cientifico e tecnológico há séculos, não é isso?

HERMES: — Já elucidamos essa questão em nosso trabalho anterior: “Akhenaton — A Revolução Espiritual do Antigo Egito”. Ali, esclarecemos que se o homem tivesse voltado as suas forças para o bem, e não para as guerras fratricidas e para o cultivo de sua vaidade, teria ingressado na atual era dos computadores já no ano 300 da Era Cristã.

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No 7º Encontro realizado em 29.08.2010
o UCRS estudo e discutiu a pergunta:

PERGUNTA: — Como compreender que a crença espiritual pode alavancar a ciência e o crescimento tecnológico e intelectual da humanidade?

HERMES: — A verdadeira crença em Deus, que liberta de dogmas religiosos e do conformismo fatalista, desperta os sentidos espirituais que estão latentes no homem, fazendo com que ele encontre as respostas que busca não só dentro de si, mas também no contato com inteligências invisíveis aos seus olhos físicos. Portanto, o homem que assim procede adquire conhecimento rapidamente porque consegue acessar de forma confiável o que foi criado pelo Senhor do Universo.

Podemos afirmar que caso surgisse um ser de um outro planeta na Terra, habituado a cultivar o contato espiritual, e observasse quantos séculos a atual humanidade terrena demorou para desvendar os mistérios da energia elétrica, ficaria espantado com o vosso atraso. Ainda existem outras formas de energias, invisíveis à realidade material, que somente serão descobertas quando os homens passarem a ver as coisas de maneira mais espiritualizada.

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No 9º Encontro que realizou-se em 26.09.2010 e foram estudadas as perguntas que segue:

PERGUNTA: — Como o homem deve espiritualizar-se? Observamos a devoção de parte da população que se empenha em crer em santos, religiões e até mesmo dedica as suas vidas a isso, mas não apresenta os avanços que foram citados anteriormente.

HERMES: — Isso ocorre porque as pessoas se dedicam apenas a rituais religiosos, sem realmente interiorizar-se na busca pela sabedoria espiritual. É tempo de o homem descobrir que crer em santos ou rezar um terço não é suficiente para a sua ascese espiritual. É necessário o despertamento para a busca do bem e do crescimento em todos os caminhos que nos levam à evolução. Atender a rituais religiosos de forma mecânica e ocasional apenas reduz os impulsos negativos e o cultivo de vícios, mas não orienta o homem para a Luz. Aquele que se dedica a espiritualizar-se apenas em reuniões semanais, e no cotidiano entrega-se a uma vida mecânica e escravizada à maneira de pensar da mídia e da sociedade atual, sempre egoísta e exclusivista, porta-se como uma ave que almeja o céu, mas tenta voar com sapatos de chumbo.

PERGUNTA: — Pelo que entendemos, o homem deve preocupar-se mais em meditar sobre suas ações do dia-a-dia e pelo rumo que está dando a sua vida, do que orar. Estamos certos?

HERMES: — O homem vive atualmente um período de elevada “conturbação astral”. São raras as pessoas que conseguem entrar em um estado de equilíbrio e harmonia para um bom contato com o Mundo Maior. Para obter esse estado de sintonia, em meio às pesadas correntes negativas que transitam atualmente pela Terra, é necessário, antes de tudo, meditar, refletir, buscar o aperfeiçoamento por meio da auto-análise. Só assim o homem libertar-se-á das influências negativas que o chumbam ao solo em sua batalha rumo aos píncaros da realização espiritual. Depois de estar equilibrado, aí sim poderá orar com produtividade, pois aquele que ora em desequilíbrio termina por dormir, ou, então, passa horas com a mente vagando por outros assuntos, enquanto o corpo teima em concentrar-se inutilmente.

PERGUNTA: — Os monges tibetanos, por exemplo, meditam e oram com fervor e equilíbrio e não vemos grandes descobertas científicas saindo dos monastérios. Como explicar isso a partir das considerações anteriores?

HERMES: — Cada filho de Deus possui sua missão no plano físico. Aos monges cabe despertar na humanidade o espírito de religiosidade e de amor ao próximo. Além do mais, eles fazem parte dos grupos responsáveis pelo processo de geração de energias positivas para a higienização do planeta. Logo, não seriam eles quem deveriam realizar a tarefa dos cientistas. O “foco” dos monges é o trabalho de edificação religiosa; já aos homens que se dedicam à ciência, cabe aliar a busca incessante por descobertas em sua área à crença na vida imortal, procurando enxergar além dos seus limitados sentidos físicos. Quando os cientistas compreendem que somente Deus poderia ter arquitetado o Universo, ampliam e começam a ver com outros olhos as suas descobertas científicas. Um exemplo do que afirmamos foi a forma de pensar do maior entre os cientistas do século vinte, Albert Einstein. Entre os pensamentos filosóficos que demonstram sua profunda reflexão espiritual, podemos citar: “Não quero saber como Deus criou o mundo. Só quero compreender os seus pensamentos” e “A ciência comum nos afasta de Deus, mas a ciência pura nos aproxima do Criador.”

PERGUNTA: — Podemos, então, crer que a forma como as religiões nos ensinam a orar é equivocada, pois é repleta de rituais que tornam mecânico e monótono o contato com Deus?

HERMES: — As religiões, assim como a humanidade, devem evoluir. A mentalidade humana avança com o passar dos séculos e hoje já se torna absurda aos iniciados a tese de um “Reino dos Céus” sobre as nuvens, administrado por um velhinho de barba longa e branca; ou, então, São Pedro, nas portas do paraíso, com uma planilha de controle de nossas boas e más ações. Hoje, o homem já inicia a sua caminhada rumo a uma nova compreensão, onde o céu e o inferno estão no mesmo local: dentro de nossos corações, fazendo com que compreendamos que o nosso estado de espírito nos enquadrará em diversas dimensões diferentes no Plano Espiritual. Deus já passa a ser compreendido em Seu verdadeiro aspecto: a Mente Suprema, onipresente em todo o Universo, e não preso às limitadas formas físicas.

Dessa forma, podemos crer que as orações repetitivas, os rituais mecânicos nas cerimônias religiosas, deixarão de existir gradualmente, à medida que seus adeptos forem evoluindo. As religiões que cultuarem insistentemente o tradicionalismo, que se apresenta somente como um obstáculo à evolução, certamente perderão adeptos e a presença no cenário religioso do mundo.

Em resumo: as religiões não são equivocadas em sua forma de manter contato com o Reino Maior; elas são apenas vítimas da estagnação no processo evolutivo, causada por seus próprios seguidores. A vida é constante evolução. E quem luta contra isso termina fadado ao desaparecimento. Somente as religiões que se renovarem ou se unirem com suas afins sobreviverão no Terceiro Milênio, até que se conclua a inevitável união de todas as religiões.

PERGUNTA: — Gostaríamos de saber mais sobre essa união das religiões. Poderias nos esclarecer?

HERMES: — Preferimos abordar esse tema em capítulo à parte, no decorrer deste trabalho.

PERGUNTA: — A descrença atual dos homens não seria fruto de a realidade espiritual ser pouco palpável? Os homens não seriam mais religiosos se tivessem provas incontestáveis da realidade espiritual?

HERMES: — As provas sempre se fizeram presentes na história da humanidade. Aqueles que tiveram “olhos para ver”, como nos disse Jesus, viram! Os homens tiveram várias comprovações, mas poucos foram os que dedicaram seu tempo a aprofundar esse tema e estudá-lo. Recentemente, a Doutrina Espírita ofereceu dezenas de comprovações incontestáveis sobre a realidade espiritual por intermédio de Chico Xavier; inclusive com demonstrações em programas de televisão. Mas, pouco depois, essas comprovações foram esquecidas em virtude da falta de perseverança dos homens, mais preocupados com seus interesses imediatistas, que se desfazem na poeira, no final de suas transitórias vidas físicas. Além do mais, a mensagem de cunho filosófico-espiritual foi desprezada por muitos, que detiveram mais a sua atenção no fenômeno paranormal das comunicações mediúnicas. Eis um comportamento típico de espíritos no estágio de evolução em que se encontra a humanidade terrena.

PERGUNTA: — Algumas pessoas alegam que seria necessária uma comprovação “mais real” da existência da vida espiritual. O que achas disso?

HERMES: — A dificuldade que algumas pessoas possuem em sentir a presença da vida espiritual é diretamente proporcional a sua falta de fé e interesse na Vida Maior. Uma prova disso está nos momentos difíceis, na perda de algum ente querido, por exemplo; ocasiões em que essas pessoas ouvem vozes do Além e sentem em seus corações a “presença” de forças invisíveis. Portanto, basta apenas uma sincera aproximação com Deus, por meio da oração fervorosa e disciplinada, para sentir-se efetivamente a realidade espiritual. Não é o Mundo Espiritual que deve apresentar-se ao homem, mas ele é quem deve entrar em sintoma com essa realidade facilmente visível aos olhos de quem se dispõe a isso. Repetimos as palavras de Jesus: “Aquele que tiver olhos para ver, verá!”

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No 12º Encontro, 06.11.2010, foram estudados as perguntas que segue:


Lido e comentado pela Fabiana.

PERGUNTA: — Haverá aqueles que, lendo estas tuas palavras, afirmarão que é normal a pessoa ter alucinações após a perda de um parente próximo e que isso é de fácil explicação, segundo as teses materialistas, analisando-se o trauma emocional vivido. O que podes dizer a respeito?

HERMES: — No capítulo seguinte estudaremos a influência oculta dos espíritos na vida humana e o leitor poderá constatar que a presença dos espíritos em nossa rotina diária é mais constante do que se pode imaginar. O que ocorre é uma total falta de sintonia dos encarnados para perceber essa presença, tanto de espíritos iluminados, como dos perturbados. O que os materialistas entendem por alucinação, trata-se muitas vezes de um “flash” da dimensão espiritual, que permite ao encarnado que não possui a faculdade mediúnica desenvolvida ver, ouvir e sentir a presença dos irmãos libertos da matéria. A grande maioria dos loucos internados nos hospícios são criaturas que tiveram contatos mediúnicos incontroláveis e não foram adequadamente tratados e esclarecidos a esse respeito. A medicação pesada, tradicionalmente usada nesses casos, e o conflito psíquico, terminam por causar realmente um distúrbio mental, comprometendo definitivamente a saúde do paciente. Mas, mesmo assim, não negamos a possibilidade de que ocorram, ocasionalmente, alguns casos de alucinação, em que a pessoa, impressionada por alguma situação específica, termina sendo influenciada pela sua própria imaginação.

Lido e comentado pela Nádia.

PERGUNTA: — Hoje em dia ainda é grande o número de pesquisadores que afirmam sermos apenas matéria, ou seja: que o homem não possui alma. Alguns especulam inclusive que as experiências de “quase morte”, em que o paciente retorna à vida e faz relatos sobre a vida espiritual, nada mais são que impressões causadas ao cérebro pelo impacto da disfunção orgânica. O que tens a dizer a respeito disso?

HERMES: — A inteligência e a capacidade de defender teses com base na observação constituem algo inerente e passível de ser alcançado por todos os seres humanos, tanto espiritualizados como arraigados ao mais doentio materialismo. Logo, aqueles que estão distanciados da crença na vida espiritual não deixam de raciocinar e defender o que pensam. Certamente existem céticos com grande capacidade intelectual e o que estes fazem é apenas defender suas teses, por serem as únicas que conseguem compreender como certas dentro de seu restrito universo. Como dissemos na resposta anterior: quanto mais cético for o homem, mais distanciado ele estará da realidade espiritual, tornando-se impossível que pressinta, dentro desse estado de espírito, a realidade imortal. Somente os que buscam “a face de Deus” a encontrarão. Esta é uma lei natural da evolução a que todos estamos submetidos.

Portanto, esses estudiosos, sempre voltados para a crença exclusiva de que viemos do pó e ao pó retornaremos, acabam por bloquear suas mentes para uma visão mais ampla. Essa prática termina orientando seus estudos exclusivamente dentro dos paradigmas da visão materialista à qual se escravizam. Inclusive atacam todas as formas de medicina alternativa, acusando-as de possuír em tão-somente o famigerado “efeito placebo”, e nenhum efeito medicinal.

Eles encontram resposta para tudo dentro do complicado mecanismo das comunicações neuroniais no cérebro físico. Mal sabem eles que a mente nada mais é do que um condutor da vontade e do sistema fisiológico do espírito imortal que dá vida e dirige a máquina física, assim como um motorista necessita da cabine de comando de um veículo para conduzi-lo pelas rodovias do mundo.

Lido e comentado pela Gustavo.

PERGUNTA: — Sabemos que atualmente existem pesquisadores que trabalham em um processo inverso do habitual. Eles partem de princípios religiosos milenares em direção à ciência moderna. Nesse contexto, terminam encontrando as respostas que a ciência nos dá hoje, por meio da medicina, da física, da astronomia etc. E para isso eles tomam por base textos com mais de três mil anos de existência. Será que o conhecimento da humanidade regrediu ou trata-se de mais uma consequência da descrença nos valores espirituais?

HERMES: — As duas indagações receberão uma resposta afirmativa. A humanidade regrediu em razão da mudança do perfil espiritual dos encarnados durante o transcorrer dos milênios, e a descrença espiritual da atual humanidade embotou a visão dos encarnados que começaram a avaliar o mundo ao seu redor tão-somente por meio dos sentidos físicos. Na Lemúria, como na Atlântida, e mais recentemente na Suméria, civilização que antecedeu aos babilônicos, tivemos importantes avanços científicos utilizando-se métodos pouco aceitáveis pelos cientistas atuais.

Os povos antigos são vistos pela ciência moderna como ignorantes e primitivos, mas ainda hoje assombram a humanidade atual com suas técnicas nos diversos campos do conhecimento humano. Alguns cientistas já perceberam isso. Como bom exemplo temos o conhecimento tecnológico utilizado pelos egípcios para a construção das pirâmides de Gize, herança do povo atlante, em que blocos de duas toneladas foram erguidos ao longo daquelas magníficas construções. No livro “Akhenaton A Revolução Espiritual do Antigo Egito”, demonstramos c pio aquele povo possuía um conhecimento que espantaria o homem moderno, que ainda só sabe alcançar o progresso por meio de energias poluentes e prejudiciais ao meio ambiente. Além do mais, é importante lembrar o antigo conhecimento da medicina oriental, principalmente a chinesa, que hoje em dia já ó respeitada no meio médico, a exemplo da técnica milenar da acupuntura.

Lido e comentado pela Paulo.

PERGUNTA: — A atual humanidade encarnada ainda é escrava de seus vícios de conduta. Raros são aqueles que não se deixam influenciar pelo padrão de comportamento ditado pela sociedade e pelos meios de comunicação. Como esperar que o homem modifique o rumo de sua vida em direção à Luz, se ele mesmo, sabendo dos malefícios da atual forma de viver da sociedade, com o cultivo de hábitos negativos como o ódio, a maledicência e o consumo de drogas, como o cigarro, ainda não consegue forças para libertar-se de sua influência perniciosa?

HERMES: — Realmente, essa é uma missão difícil, pois os espíritos atualmente encarnados na Terra são como cordeirinhos que necessitam de um pastor para guiá-los. Infelizmente, os “pastores da Luz” são desprezados porque convidam seu rebanho para uma transformação que exige uma nova forma de comportamento, ao qual ainda não estão acostumados. Por serem ainda fracos de espírito e cegos para enxergarem a Luz, seguem felizes pela “porta larga” dos prazeres pouco construtivos e que os conduzem, a médio prazo, à tristeza e à desilusão. Mas o atual estágio de evolução em que vive a humanidade terrena exige que assim seja. Cabe a cada um libertar-se das amarras do atraso espiritual por sua própria consciência e, assim, tornar-se eleito para a Nova Era que já desponta no horizonte como o sol matutino. Nesse período, as forças do mal serão sufocadas pela Nova Ordem Mundial de paz e amor que surgirá, facilitando a caminhada na difícil jornada da vida física a que todos os filhos de Deus devem submeter-se em seu processo evolutivo.

PERGUNTA: — Acreditamos que a prática de estudo do Evangelho de Jesus ajudaria nesse processo de encontro com a Luz. Poderias elucidar-nos sobre esse assunto?

HERMES: — Certamente! Mas a grande dificuldade está na elevada dirga negativa que circunda o planeta. Em raros momentos da atual história da humanidade a aura planetária esteve tão carregada. Tão logo o indivíduo se candidata a realizar o estudo dos ensinamentos do Cristo, sofre a influência do que os encarnados chamam de espíritos obsessores, em decorrência de sua perseverança em induzi-los ao erro. A energia negativa e a indução mental desses desencarnados sintonizados com o mal fazem com que os homens pouco perseverantes desanimem, abandonando a prática salutar da leitura e debate dos ensinamentos cristãos. As primeiras semanas de estudo exigem muita perseverança e determinação para que o projeto de redenção espiritual não morra nos primeiros passos.

PERGUNTA: — Não seria uma luta desigual? Nós somos encarnados em constante desequilíbrio, lutando contra forças sinistras das Sombras que conspiram contra o nosso progresso e, ainda mais, somos vítimas dessa pesada energia astral negativa intoxicando o planeta!

HERMES: — Não existe equívoco ou desigualdade na vida criada por Deus. A humanidade só colhe o que plantou no decorrer dos séculos. Caso o homem tivesse se evangelizado em suas encarnações anteriores, não estaria agora vivendo essa luta desigual. Aqueles que já alcançaram a Luz aguardam o despertar da Nova Era para reencarnarem na Terra desfrutando do benéfico plantio, por terem semeado amor e paz em suas passagens pelo mundo dos homens no passado. Mas mesmo assim podemos dizer que os encarnados atualmente na Terra não estão abandonados, pois basta sintonizarem-se com os planos superiores para construírem o paraíso na Terra. Depende tão-somente da perseverança e da fé de cada um. O grande problema encontra-se na prioridade que cada encarnado dá em sua vida à reforma espiritual. Algumas pessoas insistem em reclamar falta de tempo para se dedicar à educação espiritual, por meio da meditação, do estudo e da auto-análise para reforma íntima. Mas os mesmos que não encontram tempo para a sua reforma interior são flagrados diariamente assistindo telenovelas decadentes ou em conversações maledicências que não os engrandecem em nada. Na vida, tudo é uma questão de prioridade, pois a duração do dia é igual para todos.

PERGUNTA: — O que poderias dizer sobre os nossos governantes e políticos em relação ao estudo deste capítulo?

HERMES: — Não podemos negar o ditado que diz: “Cada povo tem o governo que merece!” A classe política nada mais é que uma pequena amostragem do povo que governa; portanto, jamais será diferente de seus governados. Que os povos da Terra não se iludam! Somente terão bons governantes quando a Nova Era estiver consolidada na Terra, quando os homens aprenderem a se amarem como o Cristo nos ama.

Assim como a grande maioria dos habitantes do planeta, os políticos ainda não encontraram a verdadeira comunhão com Deus: ou vivem de aparências religiosas, tipicamente para agradar os seus eleitores, ou cultuam um ateísmo aberto. O mandato publico exige um idealismo e um desejo de promover o desenvolvimento social que somente o comportamento espiritualizado e/ou humanitário consegue insuflar no coração dos homens. O idealista materialista geralmente termina por inclinar-se aos seus interesses particulares, abandonando a sagrada missão de promover o bem comum. Somente a fervorosa aceitação dos valores crísticos faz com que o homem se mobilize integralmente em prol de seus semelhantes, pelo amor incondicional e espírito de caridade.

PERGUNTA: — Realmente, analisando deputados, senadores, governadores e presidentes da República que nosso país teve nos últimos anos, concluímos que eles são um reflexo de nossa própria sociedade. Mas o que dizer sobre as comunicações espirituais que nos falam da chegada ao poder de um homem que transformaria o Brasil?

HERMES: — Como dissemos anteriormente, os verdadeiros governantes da Terra do Terceiro Milênio surgirão quando os eleitos para a Nova Era, almas de boa índole que já estão reencarnando no planeta, assumirem o poder dentro de algumas décadas 1 . Muito antes disso, dificilmente ocorrerão grandes transformações no cenário político mundial; ainda mais que isso exige um movimento orquestrado de todas as nações e credos para não causar atritos ou até mesmo guerras.

PERGUNTA: — Provavelmente estás te referindo aos atuais conflitos entre a cultura judaico-cristã e a muçulmana, que possui uma conotação religiosa?

HERMES: — Exatamente! Mas falaremos mais sobre este assunto em capítulo próprio, no decorrer deste trabalho.

PERGUNTA: — Pelo que vemos, a batalha não é fácil, pois se já nos é difícil transformar os nossos parentes dentro de casa, para que possamos evoluir em conjunto, que dirá a sociedade que nos cerca!…

HERMES: — Realmente assim é! Como não podemos transformar a todos em um passe de mágica, porque cada um é dono de seu destino, devemos aprender a manter o equilíbrio em um mundo adverso, assim como os seres vivos se adaptam às zonas inóspitas do planeta.

É necessário sempre lembrar que o primeiro passo é fazermos a nossa parte na meta suprema de nossas vidas: a busca da evolução espiritual. Por meio do crescimento como seres humanos, cuja regra básica deve ser o ensinamento “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”, estaremos direcionando nossas vidas a uma fantástica viagem de transformação espiritual que mudará definitivamente o nosso futuro nos séculos vindouros. O homem abandonará o seu “rosário de encarnações” de expiações e provas e ingressará nas agradáveis reencarnações de regeneração espiritual.

É fundamental refletir sobre a importância de defendermos as crianças, ainda despreparadas para enfrentarem o pesado estilo de vida em voga no mundo terreno. Somente preparando-as moralmente teremos no futuro uma sociedade melhor. Vale lembrar que nossos filhos de hoje podem ser nossos pais numa existência futura, reservada aos que ainda peregrinam pelas sucessivas experiências na vida física. Logo, é prudente educarmos bem os nossos filhos para termos sábios orientadores quando voltarmos como crianças indefesas ao seio da vida material.

PERGUNTA: — Que orientações nos darias para que pudéssemos nos libertar das influências negativas tão fortes que sofremos neste final de ciclo evolutivo?

HERMES: — Como dissemos anteriormente, é fundame­tal fazer uma reflexão sobre nossos atos cotidianos, buscar na oração o equilíbrio e a harmonia, bem como procurar realizar leituras edificantes e abandonar programas televisivos e leituras que não sejam enobrecedores. Também é necessário uma completa reformulação pedagógica nas escolas, pois estamos certos de que a grande dificuldade para a conquista da liberdade espiritual está na má formação escolar.

Nos últimos séculos, ao contrário do que ocorria na escola grega antiga, os jovens estão sendo formados de uma maneira os desestimula a pensar, quando o processo educativo deveria aguçar o raciocínio, ou seja, levar o estudante a chegar a conclusões por si só. No entanto, hoje em dia, eles apenas absorvem informações sem meditarem sobre elas, tornando-se facilmente manipulados por aqueles que detêm o poder. E sabemos que quem é mais capaz de discernir e raciocinar sobre os conceitos que aprende, dá o primeiro passo para alcançar o objetivo supremo de nossas vidas, que é a liberdade espiritual. Lembremos, então, as palavras de Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Portanto, essa seria a meta que as escolas deveriam desenvolver. Mas, enquanto isso não ocorre, devemos procurar na boa leitura, na meditação e na troca de ideias fraternas com nossos semelhantes, a fórmula para desenvolvermos nossa própria maneira de pensar.

Em um breve futuro, as escolas serão remodeladas e o Evangelho de Jesus e os ensinamentos de outros avatares terão lugar de destaque entre os temas de estudo. A sábia interpretação dos ensinamentos dos grandes mestres, e não apenas a sua leitura superficial, incutirá na mente dos jovens uma nova forma de viver a vida, muitas vezes contrariando tendências de encarnações anteriores que ainda são cultivadas.

É no período da infância, quando os sentidos ainda estão embotados, que os espíritos encarnados conseguem assimilar conceitos construtivos e adaptar o seu caráter no mundo físico. Portanto, a infância serve como fonte de renovação de nossa índole e oportunidade para os rebeldes disciplinarem-se espiritualmente. Infelizmente, os pais terminam tornando-se maus formadores de caráter para os próprios filhos, pelos péssimos exemplos que lhes dão ou por permitirem que eles assimilem cedo demais a sensualidade e a malícia decadente apregoadas pela sociedade e pelos meios de comunicação, o que lhes causa um amadurecimento precoce. Com isso, os filhos perdem a oportunidade de se utilizarem do ingénuo período da infância para cultivar conceitos que marcarão definitivamente o seu caráter.

Em mundos superiores, a infância é desnecessária; os espí­ritos atingem a fase adulta com três ou quatro anos de idade, com total domínio de suas faculdades. Na Terra, a infância e a adolescência são prolongadas a fim de que o caráter das crianças sejam moldados pelos bons exemplos e ensinamentos dos pais e da sociedade que os cerca. Lamentavelmente, o que vemos são pais que, ao invés de ajudarem a criança no estágio acolhedor da infância, terminam por prejudicá-la com amostras diárias de um comportamento social anticristão.

Podemos afirmar, com convicção, que os pais de hoje são grandes responsáveis pelos criminosos e fracassados de amanhã. E de conhecimento comum que uma das maiores missões que nos é incumbida pelo Criador é a boa formação de nossos filhos. Certamente, os pais negligentes serão responsabilizados pela má formação de seus filhos após retornarem ao Mundo Maior.

PERGUNTA: — Mas há pais que criam seus filhos com amor, carinho e uma boa formação espiritual e mesmo assim eles se tornam delinqüentes, contrariando a formação recebida. O que nos dizes a respeito disso?

HERMES: — Não dissemos que os pais devem “angelizar” os seus filhos, pois isso é impossível. A Lei Divina nos ensina que cada um é responsável pela sua evolução, sendo impossível que outrem venha a promover o progresso espiritual de seus irmãos; somente é possível auxiliá-los. O que salientamos é a importância de criar-se um ambiente familiar e social propício para as crianças. Assim, esses espíritos que estão reencarnando terão melhores condições de reverter o quadro de trevas em que ainda vivem. Caso eles desprezem o amor, o carinho e a boa formação espiritual que recebem dos pais, ampliarão ainda mais a sua dívida em relação à Lei de Deus, que cobrará mais intensamente o desprezo pela dádiva que receberam, com uma nova encarnação em um ambiente sem o apoio familiar. Quanto aos pais’; estes fizeram a sua parte e serão recompensados por Deus quando retornarem ao Mundo Maior, ou quando o Criador determinar o momento oportuno.

PERGUNTA: — Que últimas considerações terias sobre ti descrença atual dos homens em relação às Verdades Espirituais?

HERMES: — Cada filho de Deus possui o seu livre-arbítrio, e isso deve ser respeitado. Não podemos mudar o mundo de uma hora para outra ou tentar carregá-lo sobre as nossas cosias. Portanto, devemos procurar fazer a nossa parte na busca da Luz, e irradiar a nossa forma de pensar entre aqueles que convivem conosco diariamente. Como dissemos em outras oportunidades, a natural reencarnação de espíritos de alto quilate espiritual no Terceiro Milênio irá transformar gradualmente a face do planeta em todos os campos, desde o moral até o científico. O que devemos fazer, em vez de lamentar a falta de espiritualidade da humanidade, é promover o nosso crescimento nesse sentido, para que, quando o mundo estiver em plena comunhão com Deus, estejamos lá, eleitos para a Nova Era, assim como os irmãos iluminados que se dedicaram, durante os séculos passados, a alcançar o padrão espiritual necessário para herdar a Terra do Terceiro Milênio em suas futuras encarnações.

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