Roger Responde 41-50

ROGER RESPONDE

Dúvidas e curiosidades sobre os livros e o Universalismo Crístico? Roger responde!
Toda semana Roger responderá às perguntas mais frequentes de seus leitores relacionadas aos seus livros e ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Mande a sua pergunta para: uc.novaera@gmail.com

41- Pergunta (27/09/2010): “Desde que li o livro Universalismo Crístico a minha forma de ver o mundo mudou radicalmente. Já tinha lido vários livros espíritas e de outras religiões. Mas parecia que eles eram apenas um doce refresco para a minha alma. E assim eu ia levando a minha vida sem maiores reflexões. Como se as leituras fossem apenas novelas para eu me distrair. Mas lendo o livro Universalismo Crístico e os demais que você publicou, tudo mudou para mim. Não consigo mais ver o mundo da forma de antes. As coisas que me interessavam antes passaram a ser tão pequenas; as que me divertiam, agora parecem tão bobas. E o pior, o meu marido não está me acompanhando nessa nova forma de ver o mundo e está agindo de forma revoltada e negativa, condenando-me por eu ter mudado. Peço a ele que me acompanhe, mas ele diz que essas ideias são coisas de louco e que eu deveria pensar menos e aproveitar mais o nosso privilegiado padrão de vida. Mas não posso mais… Pouco a pouco nos distanciamos. Sinto como se fôssemos dois estranhos sem sintonia alguma. O que você pode me dizer para me ajudar? Estou muito aflita.

“Roger: A pergunta dessa semana é de cunho pessoal. No entanto, devido ao significativo números de e-mails que tenho recebido com essa mesma questão, resolvi respondê-lo de forma geral, porque talvez atenda a necessidade de outras pessoas que estejam passando pelo mesma situação, mas que sintam receio em se expor. Os nossos livros tem realmente uma proposta diferenciada que é percebida por “aqueles que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir”, como disse-nos Jesus. Eles vão muito além de histórias românticas e despretensiosas. O caráter reflexivo da mensagem coordenada por Hermes, abre novos horizontes, provocando o despertamento daqueles que estão prontos e somente aguardavam que o “gatilho” em suas consciências fosse destravado. Infelizmente nossos cônjuges muitas vezes não estão preparados para essa súbita ampliação da consciência, provocando desentendimentos e a perda da afinidade do casal.

A partir dessa situação, podemos entender, então, o que Jesus desejava dizer quando afirmou: “Vim para lançar fogo a Terra; e que é o que desejo senão que ele se acenda?… Julgais que eu tenha vindo trazer paz à Terra? Não, eu vos afirmo; ao contrário, vim trazer a divisão. (LUCAS, cap. XII, vv. 49 a 51.)” A divisão é a natural separação entre aqueles que compreendem a nova revelação e aqueles que desejam manter-se escravizados ao velho estilo de vida, materialista e alienante. Mas no futuro todos se congraçarão na mudança, assim como ocorre hoje em dia com a mensagem de amor universal de Jesus, que, independente das religiões, tornou-se exemplo de civilidade entre os homens. E isso é mais comum do que se pensa. Inclusive, justamente no livro Universalismo Crístico, isso é relatado. O pai do iluminado Rafael desperta logo no início da obra, mas a sua mãe mantém-se na cegueira espiritual, até o momento final do livro, quando também sofre um maravilhoso insight e liberta-se da ignorância espiritual.

Mesmo sendo assim, não podemos condenar o cônjuge que mantém-se irredutível em seu processo de mudança. Lembrem-se que quando o casamento ou a união ocorreu, pensávamos como ele, e por isso aceitamos o projeto de vida em comum. Logo, condená-lo agora por não aceitar uma mudança que ainda não compreende, é injusto. Devemos respeitar o tempo das pessoas. Almas despertam de dentro para fora, e não ao contrário. Nada faz-nos mudar, a não ser uma revelação interna, a partir de nossas experiências acumuladas no decorrer do tempo, e em seu devido tempo. Um fruto não pode ser colhido antes de amadurecer.

Cabe a aquele que despertou, portanto, decidir, se deseja aguardar um despertamento futuro do cônjuge, trabalhando silenciosamente para isso, ou então optar por seguir sua trilha evolutiva por outros caminhos. Na minha opinião, o casamento não é indissolúvel. Quando as almas se separam por um significativo período, distanciando-se definitivamente, sem sintonia de ideais e sem afinidade, é porque o casamento já acabou. Mas deve permanecer sempre o afeto e o amor mútuo, principalmente se existirem filhos que sejam frutos dessa união.

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42- Pergunta (04/10/2010): “Um dia li teu livro “A história de um Anjo”, acho que era este o título, achei muito bonito, até pesquisei para ver se o anjo estava mesmo por ai reencarnado… mas confesso que tive alguns preconceitos… Posteriormente, li Moisés, Atlântida 1 e estava esperando o 2 com bastante ansiedade e soube que já está à venda. Gostei demais do livro “Sob o signo de aquário”. Só há uns questionamentos: porque o título do livro Atlântida, não é “A história de um jovem atlante”? Sabe, você narra sua história na verdade, você é realmente aquele personagem? Outra coisa, você nunca ouviu falar do Dr. José Lacerda de Azevedo, seu livro “Espírito e Matéria” abordam muito do que tratas neste livro “Sob o signo”. Você coloca como se os aparelhos parasitas fossem a grande coqueluche… brother, me senti triste, pois Dr. Lacerda a quem prezamos de coração era aí de tua cidade, um grande pesquisador e foi a pessoa que melhor pesquisou este assunto. Adorei saber de teu e-mail…estava com estes questionamentos na garganta. Abraço. Desculpe o desabafo…de qualquer modo gosto do teu trabalho.

“Roger: Várias perguntas desse e-mail estão respondidas na coluna “Roger Responde” do site WWW.universalismocristico.com.br
Lá tu encontrarás respostas e esclarecimentos sobre o nosso trabalho.

Sobre as informações do livro “Sob o Signo de Aquário”, claro que conheço o trabalho do Dr. Lacerda, que é excelente por sinal. Porém, o nosso trabalho visa principalmente atingir a um público leigo, e não a estudiosos do assunto, como é o teu caso. Para muitos desses leitores as informações ali contidas são novidades. Talvez a grande falha tenha sido não citarmos os estudos do Dr. Lacerda no livro, mas creio que isso foi uma decisão dos mentores, haja vista o preconceito que ele ainda sofre dentro do retrógrado cenário espírita, assim como ocorre com Ramatís, que também é um dos mentores espirituais de nossos trabalhos.

Eu não me enquadro no perfil de escritor espírita ou apométrico. Sou apenas um romancista espiritualista que tenta trazer informações profundas para um público menos preocupado com os dogmas das religiões, mas procuramos atuar em todos os segmentos. Essa é a essência do Universalismo Crístico (veja no site).  Existem outros escritores mais qualificados que eu para abranger estudos mais atuais e profundos sobre Apometria. Somente o nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais do terceiro milênio” é que é mais técnico. Os demais são romances que buscam conscientizar o leitor mais pela reflexão e emoção, do que por questões técnicas espirituais.

E os dois livros sobre a Atlântida (vol.2 lançado faz pouco) são mais válidos pela reflexão sobre “A história do jovem atlante” do que se narrássemos aquilo que já estamos acostumados na literatura sobre esse tema, e que, em geral, pouco acrescenta ao nosso crescimento interior

.”

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43- Pergunta (11/10/2010): “Antes de mais nada, gostaria de congratulá-lo pelas obras, que estão sendo um importante farol para a nova era na literatura espiritualista. Tanto em A História de Um Anjo quanto em Universalismo Crístico percebi que a narrativa se comporta de maneira dual: hora como uma verdadeira prévia de acontecimentos futuros (acontecimentos reais, com personagens reais); hora como uma exemplificação simbólica de como será o processo de implantação das novas ideias no planeta. A primeira noção pode parecer uma leitura literal, ‘ao pé da letra’ e restrita, mas creio que as próprias obras indicam esse sentido. Isto posto, como analisar a ‘prévia’ do ‘nascimento’ do Universalismo Crístico nas obras, se este é um conceito já amplamente debatido e divulgado nos dias atuais por vários outros ‘personagens’. Gostaria de uma elucidação desse ponto.”

“Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Quando Allan Kardec codificou o Espiritismo, as comunicações com os espíritos já existiam desde a antiguidade e eram amplamente estudadas pelas sociedades iniciáticas, no entanto, ele esclareceu e criou uma metodologia de compreensão didática e popular sobre o assunto. Da mesma forma, estamos somente estabelecendo e divulgando uma metodologia clara para compreensão da ideia do Universalismo Crístico.

Tu citas em tua pergunta que o conceito do Universalismo Crístico já é amplamente debatido e divulgado. Antes de lançarmos o livro sobre esse tema em 2007, realizei pesquisas no Google com esse termo e somente duas ocorrências surgiram. A primeira era a referencia que fazíamos a esse termo em nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, publicado em 2003, e a outra referia-se a uma mensagem de Ramatís dirigida ao grupo Bandeirantes da Luz de São Paulo. Logo, parece-me que esse tema não era amplamente debatido através dessa metodologia, mas sim era um sentimento natural daqueles que estão prontos para a visão universalista de entender os temas espirituais. Como já disse em outras oportunidades (vide pergunta nº 37), Universalismo Crístico e Espiritualismo Universalista são duas coisas diferentes. O primeiro é uma metodologia de compreensão espiritual, liberta de rituais, e o segundo trata-se de uma visão religiosa mais abrangente, porém ainda afeita aos tradicionais modelos religiosos. No nosso entender o Espiritualismo Universalista é uma adaptação das religiões já existentes, e não propriamente um conceito puro de Universalismo Crístico.

Talvez até em grupos de estudo e conversas restritas o tema já fosse discutido, mas não de forma de mais amplo alcance, como está ocorrendo agora com o surgimento de grupos regionais a partir do organismo nacional criado a partir do livro. Nessas últimas semanas tivemos três novas adesões iluminadas: o início da formação dos grupos da Bahia, Pernambuco e do Ceará, que se unem aos já existentes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. São Paulo também já está dando seus primeiros passos. Em breve a consciência espiritual do terceiro milênio será sim amplamente divulgada e debatida em todo o cenário nacional, a partir do esforço conjunto de todos.

Se o Universalismo Crístico já existia, diríamos que sim, no fundo do coração daqueles que buscam uma compreensão espiritual superior, contudo estamos tornando-o visível e compreensível às massas. Os jovens que protagonizam a implantação do Universalismo Crístico no livro de mesmo nome, somos todos nós, espalhados por todo o Brasil, que estamos focados na concretização desse ideal na Terra.”


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44– Pergunta (18/10/2010): “Em função da sua resposta à pergunta de nº 30, pergunto: você afirma, com base no alerta dado por Hermes, “não devemos esperar que algum espírito iluminado realize um trabalho especial e indiscutível”. Esse alerta não se choca com toda a ótica do seu livro “A História de um Anjo”, onde Gabriel se apresenta, justamente, como esse ser especial, que vem à Terra com o propósito de reunir todas as religiões cristãs e, assim, difundir todo o conceito do Universalismo Crístico?”

Roger: “A tua colocação está correta. Nos livros “A história de um anjo” e “Universalismo Crístico” centralizamos a ação na figura de um ou mais personagens de destaque para facilitar a compreensão dessa missão que, na verdade, cabe a todos aqueles que despertarem para a consciência espiritual do terceiro milênio. É o fim da era dos gurus e líderes espirituais infalíveis. Cada um deve fazer a sua parte e a ninguém deve ser dado o poder da palavra absoluta e infalível. A construção do Universalismo Crístico deve ser feita através do debate sadio e sensato, sem melindres. Ninguém pode ser arvorar como dono infalível da verdade. Corroborarmos essa atitude é voltarmos à época em que se construíam filosofias espiritualistas a partir da percepção de pessoas tão limitadas quanto nós, mas que se vestiam de uma aura mística e absoluta para impor suas ideias, geralmente distorcendo a mensagem cristalina dos grandes intérpretes crísticos da Terra.

Hermes afirmou no posfácio do livro “A história de um anjo” que esperava que a figura simbólica de Gabriel servisse como um “detonador psíquico” com o objetivo de despertar os encarnados sobre as transformações necessárias em suas almas para atender as mudanças de consciência previstas para o terceiro milênio. Que todos nós nos inspiremos em personagens como Gabriel e Rafael para fazermos nossa parte e, no futuro, talvez eles estejam lado a lado conosco em nome desse ideal, sem, no entanto, nos preocuparmos em estarmos trabalhando junto a figuras tão representativas, até mesmo porque nosso empenho e dedicação se assemelharão aos deles, tornando-nos verdadeiramente iguais, através da cristalina compreensão da mensagem simbolizada por eles nos livros citados acima.

No Universalismo Crístico não existem generais e soldados. A hierarquia absolutamente não existe. Nele, somos todos irmãos, com igual voz nos debates e estudos, contudo precisamos realizar uma verdadeira reflexão interna e sinceros estudos para estarmos à altura da seriedade necessária para a instigante busca proposta por essa abrangente filosofia. Como diria Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo!”, e tudo mais te será revelado.”


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45 – Pergunta (25/10/2010): Recentemente, em uma reunião espírita que participei, foi posto em pauta a “Natureza de Jesus”. Relatando perguntas como: Jesus era médium? Era Deus?… na primeira pergunta lembrei de uma colocação do livro Universalismo Crístico, onde é relatado que Jesus era médium do Cristo. Porém, a resposta dos espíritas foi “Não”, ele não era médium! Eu não indaguei nada para não me sentir um pouco afastado da discussão e, possivelmente, inferior aos conceitos “espíritas”. A colocação que eles fizeram foi que Jesus era um ser de suprema elevação espiritual e não precisava da mediunidade para pregar o que ele estava destinado a pregar. Mas ainda tenho minhas dúvidas. Em que conceito ele poderia ser médium do Cristo? E aproveitando a oportunidade gostaria que você diferenciasse Jesus do Cristo, pois os espíritas tem plena convicção que Jesus é o próprio Cristo.

Roger: Se fôssemos perguntar aos membros das demais religiões cristãs se Jesus é Deus, certamente responderiam que “absolutamente sim”. Quanto mais admiramos uma personalidade incomum, mais fácil fica divinizá-la. Foi assim no antigo Egito. O próprio Hermes, o mentor espiritual de nosso trabalho, foi divinizado como o deus Toth na antiguidade, devido a sua existência incomum naquele período, e também como a deusa Ártemis na época da Atlântida, conforme relatamos no livro “Atlântida – No reino das Trevas”.

Os espíritas já conseguiram se libertar dessa extrema admiração a personalidade incomum de Jesus, aceitando-o como um espírito excelso, e não mais como se fosse o próprio Deus. Antes do Espiritismo essa seria uma visão inconcebível! Portanto, é natural que os espíritas ortodoxos sintam-se melindrados com a afirmação de que Jesus não é o Cristo. Aos olhos deles, isso seria “diminuí-lo” a um patamar que não conseguem aceitar, devido a imensa admiração que possuem pelo Mestre dos mestres. No entanto, não existe demérito nenhum em ser médium do Cristo Planetário. Pelo contrário, essa é uma tarefa grandiosa designada apenas a espíritos incomuns, como Jesus, que veio a tornar-se governador espiritual da Terra durante toda a era de Peixes.

O Cristo Planetário é o “Logos” do planeta Terra, espírito que já viveu a “segunda morte”, que é a desintegração do corpo perispiritual; ele, portanto, vive somente no plano mental. Dessa forma, não possui condições de reencarnar em um corpo físico, pois não tem mais o veiculo intermediário (perispírito) para isso. O interessante é que Jesus, nos dias atuais, também já não o possui mais. Ele já sofreu a “segunda morte” por causa de sua fantástica ascensão, fruto de sua notável missão há dois mil anos e de sua regência durante esse período. Logo, aqueles que esperam a volta de Jesus encarnado, devem compreender que ele não possui mais condições para retornar ao mundo físico, além de estar envolvido em incumbências ainda mais superiores no Mundo Maior. Se todos evoluímos com o passar dos séculos, imaginem Jesus o quanto evolui nos últimos 20 séculos! E quem crê que ele já era perfeito e não precisa mais evoluir, ainda está mais enganado. A evolução é infinita e o plano evolutivo da Terra é um dos mais primários do Universo.

Deixemos as paixões religiosas à parte, e procuremos refletir racionalmente que Jesus trata-se de um amado irmão em estágio mais avançado de evolução, que desceu de seu reino de Luz para mostrar-nos o caminho da iluminação. Apenas isso. Endeusá-lo apenas atesta a nossa fraqueza para seguir seu admirável exemplo de vida, apontando-o como uma meta inatingível, digna somente de um Deus vivo. Por isso sempre afirmo que Jesus não veio para salvar-nos. Ele nem pode fazer isso! Salvar-se cabe somente a cada um de nós, através do aprendizado das lições que aprendemos com esse genial professor, um dos mais notáveis intérpretes do Cristo em toda a história da Terra.
E se acreditarmos que Jesus era o Cristo, então a sua missão falhou, pois o mundo todo não é cristão e nem vai o ser no futuro. É, (e foi no passado), inútil tentar “cristianizar os povos bárbaros” como foi feito na época das Cruzadas. Agora se percebermos que ele era médium do Cristo, encarregado de implantar a visão crística na cultura ocidental, então tudo muda de figura. Vemos que ele, ao lado dos demais avatares do planeta, realizaram com êxito suas missões, trazendo a toda humanidade a mensagem do amor e da sabedoria crística: “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faças aos outros aquilo que não gostaria que te fizessem”. (Veja a lei áurea das 10 maiores religiões da Terra na página “Apresentação” nesse mesmo site).

Se nos despirmos da paixão emocional de adorarmos Jesus, quase como se fosse uma divindade, e o analisarmos racionalmente como um dos maiores mestres que já viveu na Terra, perceberemos que faz muito sentido a afirmação de que Jesus não era Deus e também não era o Cristo. E que Deus ilumine, hoje e sempre, esse nosso grande irmão que instruiu a civilização ocidental, oferecendo-lhe o roteiro para libertar-se da escuridão.

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46 – Pergunta (01/11/2010): Eu gostaria de saber qual foi a origem das gêmeas? Quem eram seus país? Como puderam ser gêmeas, mas com características bem específicas das duas raças atlantes? No livro “Atlântida – No reino da Luz” elas surgem repentinamente quando os grandes mestres as levam para o mundo primevo para ficarem aos cuidados de Andrey e Evelyn. Explique-nos mais! Elas são fascinantes demais. Gostaria de saber mais ao seu respeito.

Roger: No livro “Atlântida – no reino da Luz” procuramos ao máximo evitar relatos mais trágicos e dolorosos, priorizando focar as narrativas na elevada filosofia dos grandes mestres e nos primeiros conflitos psicológicos dos atlantes-capelinos que detinham o poder sobre a enigmática energia Vril. Portanto, optamos por não relatar, com detalhes, o fato que levou os mestres a esconder as pequenas gêmeas, então com quatro anos de idade, na dimensão do mundo primevo.

Os pais de Sol e Lua foram friamente assassinados por se negarem a utilizar seu poder com o Vril em favor das facções em guerra. O pai das gêmeas era da raça branca e a mãe da raça vermelha. Eram almas devotadas ao bem e jamais se submeteriam à ação coercitiva da força das trevas. Depois de serem mortos por negarem-se a colaborar, Gadeir interessou-se por suas filhas, acreditando que, em breve, elas apresentariam os mesmos poderes de seus país; fato que levou os mestres a rapidamente levá-las ao nosso encontro, em nosso exílio voluntario no mundo primevo, às margens do Nilo de outrora.

Apesar de serem gêmeas univitelinas, Sol e Lua eram idênticas, mas com algumas pequenas variações que destacavam suas raças. A cor da pele, dos cabelos e dos olhos eram praticamente as suas únicas diferenças. Elas possuíam uma semelhança realmente notável que tentamos retratar (dentro do possível) nas capas dos livros. E devemos lembrar que a constituição genética dos atlantes não era oriunda da evolução do Homo sapiens, assim como nós, fato que não permite enquadrá-las dentro de nossos atuais conhecimentos genéticos.

Mas não se preocupem! Essas informações importantes, que ficaram de fora dos livros, estarão presentes no roteiro de adaptação para o cinema, quando for o momento de realizar essa empolgante super produção. Não existe relato sobre a Atlântida com esse nível de abrangência. É só uma questão de tempo para esses dois livros tornarem-se um filme grandioso. Mas isso exigirá uma equipe ao nível das produções de George Lucas, James Cameron ou Steven Spielberg. Seria um crime filmar essa fascinante história em um patamar inferior ao dos grandes épicos de Hollywood. A saga sobre a Atlântida tem os ingredientes necessários para alçarmos o tema Espiritualidade ao nível dos blockbusters mundiais, a exemplo de Senhor dos Anéis, Guerra nas Estrelas, Matrix, Harry Potter, etc.. Esses dois livros talvez sejam a porta de entrada para a universalização do conhecimento e da filosofia espiritual entre as grandes massas. Precisamos trabalhar firme para que isso ocorra, com fé em Deus e no engajamento do público leitor.

A pergunta da semana que vem, sobre a “arca de Noé”, procuraremos, também, melhor relatá-la quando ocorrer a futura adaptação para o cinema.
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47 – Pergunta (08//11/2010): No momento em que os atlantes-capelinos estavam construindo os barcos para partirem da Atlântida, antes de seu afundamento, me veio a ideia de que esse acontecimento deu origem a história da “arca de Noé”. Será que é possível, já que o livro nos mostra tantos exemplos de crenças e lendas que se construíram a partir dos fatos acontecidos na Grande Ilha? Assim como as lendas da deusa Ártemis, dos deuses escandinavos, Odin e Thor, etc…

Roger: Sim. São tantas informações nesse último livro que algumas nos “escaparam” em sua elaboração.  Como já relatamos no livro “Moisés – Em busca da Terra Prometida”, quase a totalidade dos textos do Velho Testamento são baseados em lendas ou, então, em linguagens figuradas, interpretativas, das coisas como realmente aconteceram. É só analisarmos a partida dos atlantes-capelinos da Atlântida, antes de seu trágico fim, e rapidamente podemos perceber que a lenda de Noé se enquadra facilmente na interpretação desse acontecimento.

Inclusive, a decadência da sociedade atlante reflete diretamente a narrativa de que “Deus decidiu destruir o mundo por causa de sua perversidade”. Imaginem os primitivos habitantes do mundo primevo interpretando os acontecimentos fantásticos que se sucederam através de sua estreita visão de mundo… Fica fácil compreender que não poderíamos ter interpretações muito diferentes desta. Por fim, “Deus faz um pacto com Noé e sua descendência”, que nada mais é do que o compromisso dos atlantes que se salvaram do afundamento da Atlântida no sentido de trabalhar ativamente pela evolução das civilizações do mundo primevo.

Como afirmei na pergunta anterior, em uma futura adaptação para o cinema, com mais calma e tranquilidade, deveremos encadear todos esses fatos. Para escrever um livro por ano, tenho que me desdobrar em meu trabalho profissional e demais atividades para dar conta da agenda designada pelos mentores espirituais. Não sou um Dan Brown que ganha milhões a cada publicação e tem até um escritório de pesquisas para fornecer informações que atendam aos seus futuros livros. Além disso, estou longe de uma mediunidade brilhante e de uma capacidade de trabalho notável como a de Chico Xavier, apesar de todo empenho de Hermes e da equipe espiritual nesse sentido. Logo, o leitor terá que perdoar esses pequenos lapsos desse escriba que lhes escreve. Meus agradecimentos ao leitor que elaborou essa pergunta, e por mais essa importante lembrança que não deveria ter ficado de fora do relato oficial do livro.
48 – Pergunta (15//11/2010): Isto é mais um relato do que uma pergunta, mas, intuí que seria útil. Quando o Universalismo Crístico surgiu em meu caminho, serviu como gatilho para inúmeros disparos de consciência, e o primeiro livro que li foi o próprio “Universalismo Crístico – O Futuro das Religiões”. O que mais marcou minha vida a partir daquele momento foi o conceito “Amor/Apego”, eu achava que vivia um relacionamento feliz, eram muitas brigas, ciúmes, discussões infrutíferas, picuinhas de almas presas aos grilhões da condicionalidade. Quando li o livro, tentei empregar o conceito do “amor incondicional”, a minha noiva ficava louca quando queria brigar e eu me forçava a manter-me sereno, dizendo que me recusava que nosso relacionamento se mantivesse tão imaturo, tudo o que eu me disciplinava a falar e sentir era o bom sentimento do carinho. E me mantive assim durante meses, eu vibrava para que ela entendesse isso, sem forçar, esperando o tempo necessário das mudanças, até que ela leu o U.C e compreendeu o porque do que eu estava fazendo. Hoje, caminhamos juntos, ajudando-nos mutuamente em nossa evoluções, sempre nos disciplinando para o caminho do bem. Somos muito felizes. Então eu sou grato ao U.C, e a você Roger, por nos fornecer esse gatilho de evolução. Respeitar o tempo de evolução de cada um, não é abandoná-lo a mercê de seus obscuros sentimentos, nossa mente tem muito poder de auxílio, paciência e emanação luminosa ajudam, ainda mais com a força da transformadora era de Aquário.

Roger: Realmente essa não é uma pergunta, mas concordo com a tua intuição, é um depoimento útil a todos nós. Eis o objetivo de nosso trabalho. Todas as dificuldades não são nada comparadas com a alegria de receber relatos como esse, ou, então, de um presidiário que diz ter-se transformado com a leitura do livro “Sob o Signo de Aquário”, ou do adolescente que abandonou as drogas ao ler o livro “A história de um anjo”, ou aquele leitor que viajou ao Egito depois de ler o Akhenaton, e descobriu um novo sentido para sua vida, etc, etc…

O entendimento do conceito “amor/apego” é tão fundamental para a nossa verdadeira compreensão do amor que, em nossas palestras de divulgação do Universalismo Crístico, para embasar melhor o primeiro dos três princípios do UC, narramos a maravilhosa história de Jesus, chamada “No caminho do amor”, que foi originalmente psicografada por Chico Xavier, no livro “Contos e Apólogos, (irmão X), e a reproduzimos em nosso livro “Sob o Signo de Aquário – Narrações sobre viagens astrais”.  Nesse texto, Jesus nos mostra, com seu brilhantismo habitual, as duas faces do amor: a primeira baseada no apego e no desejo, fruto dos caprichos egoístas de almas infantis. A segunda, que é a personificação de Deus, é o amor doação, aquele que somente as almas em busca da luz conquistam e compreendem.

Estamos vivendo um momento especial na história da humanidade. Uma nova consciência está surgindo. O ingresso da humanidade na “era de Aquário” simboliza a necessária mudança na forma como devemos empreender nossa evolução espiritual. É o fim da era da submissão aos dogmas religiosos alienantes; e o início da busca consciente de Espiritualidade. Feliz daquele que compreende isso e empreende a sua caminhada rumo à autoiluminação consciente.
49 – Pergunta (22/11/2010): Roger, você acredita que o Universalismo Crístico se manterá puro com o transcorrer das décadas? Geralmente as pessoas, com o tempo, distorcem as verdades imortais, como aconteceu com todas as religiões, e que você muito bem relata em seus livros. Você acredita que o Universalismo Crístico não será distorcido ou, então, não se criarão dissidências a partir dele?

Roger: O Universalismo Crístico é uma ideia, e não uma seita ou organização religiosa. Ele possui uma essência incorruptível baseada em seus três alicerces fundamentais: (I) : o amor ao próximo como a si mesmo buscando cultivar as virtudes crísticas de forma verdadeira e incondicional refletindo diretamente o amor do próprio Criador. (II) a crença na reencarnação do espírito e do carma, pois sem esses princípios não existe justiça divina. (III) a busca incessante pela sabedoria espiritual aliada ao progresso filosófico e científico com o objetivo de promover a evolução integral da humanidade.

Além desses três princípios fundamentais, o Universalismo Crístico possui dois roteiros inabaláveis: (I) A lei do amor. Tudo que foge da maior das virtudes deve ser descartado, pois não provém de Deus. (II) A busca da verdade. Jesus nos ensinou: “Conhece a verdade e a verdade te libertará”.  A verdade está onde estão o bom senso e a lógica.

Se alguma dissidência ou novas ideias fugirem desses três alicerces e dois roteiros, poderá ser chamada de qualquer coisa, menos de Universalismo Crístico. E cabe a cada um de nós, que buscamos a universalidade do saber espiritual, jamais dar respaldo a essas novas dissidências que fogem desses princípios. Obviamente que devemos sempre respeitar as ideias alheias e até mesmo apoiá-las, se forem  alicerçadas no amor, no entanto, não podemos jamais permitir que o Universalismo Crístico corrompa a sua essência. A essência do UC já é bem ampla e permissiva. Trata-se apenas de um roteiro que tem por objetivo apoiar a caminhada espiritual da humanidade, permitindo a todos liberdade de ação. Se consentirmos que seu “esqueleto central” seja corrompido, o Universalismo Crístico perderá a sua importância e destaque acima das religiões, e tornar-se-á mais uma das milhares de crenças e seitas que existem pelo mundo. Somente a sua estrutura consolidada e incorruptível manterá a sua mensagem universal e perene.

O Universalismo Crístico é a “chave” de tudo… é a pedra filosofal da Nova Era! E tal tesouro precisa ser protegido pelos templários modernos de quaisquer distorções e incompreensões, com verdadeiro espírito de amor e fraternidade.

50 – Pergunta (29/11/2010): “Post no Orkut”: Atlântida de Roger…verdade ou mentira? Caros amigos, ultimamente tenho refletido bastante sobre as leituras que tenho realizado nos últimos anos. Sei que não devemos aceitar tudo o que lemos, e temos que nos questionar sempre sobre a lógica e veracidade da obra, fazer comparações, sendo imparciais, “olhando de fora”, para não cairmos nas garras da fascinação. Foi com esse intuito que sentei e peguei os livros de Roger Bottini Paranhos, sobre a Atlântida. Os livros contém um conteúdo moral inegável, passando uma mensagem de esperança, amor e amizade, mas encontrei algumas narrações que me deixaram “com um pé atrás”. Ao iniciar a leitura de Atlântida I, estava bastante entusiasmado em conhecer a história do continente perdido sob uma nova ótica, que respondesse as questões que a ciência é incapaz de responder. Conforme fui avançando na leitura, comecei a achar estranho quando o Roger mencionava trechos de outros de seus livros, sobre suas outras encarnações, onde sempre se colocava na personalidade de alguém conhecido e influente na história da humanidade, mesmo a humanidade contando entre 30 a 40 bilhões de espíritos diferentes. É muito fácil dizer ter sido Leonardo DaVinci, Dom Pedro, o rei da Inglaterra, Buda, Platão e Elvis Presley, e tem muita gente que jura de pés juntos que foi várias celebridades como essas em encarnações passadas. Mas, até aí, tudo bem, pois, apesar de 99,99% difícil, não considero isso algo impossível de acontecer. Terminei o primeiro livro e iniciei a leitura de Atlântida II. Neste segundo livro, minha desconfiança aumentou bastante, quando Roger acrescentou sua suposta relação íntima com duas deusas perfeitas e tremendamente sexy, que estranhamente eram completamente viciadas em fazer sexo com ele, e pior, AO MESMO TEMPO!   Esse tipo de coisa é difícil de levar a sério, pois isso é, nada mais nada menos, a fantasia de todos os meninos adolescentes: ter duas admiradoras fanáticas lindas e perfeitas, que andam grudadas com ele pra lá e pra cá, na frente de toda a sociedade, causando inveja em todos os outros homens e ciúmes em todas as outras mulheres, que o seguiriam incondicionalmente e aceitariam todas as suas decisões, que fossem loucas por ele, e que fossem ótimas na cama, não só na cama como na piscina, na mesa, etc, e as duas juntas! Até mesmo a descrição das vestimentas das gêmeas, ousadas e eróticas, ficou um tanto surreal……nos sonhos ocultos dos adolescentes rejeitados, esse é um jeito dos meninos fugirem da realidade dura e cruel, onde são baixinhos, feios, nerds, chatos ou impopulares, e são obrigados a criarem essas idealizações de mulheres, que são perfeitas em todos os sentidos, as “amiguinhas” imaginárias para suprir suas necessidades de serem amados por alguém no mundo e causar boa impressão nos outros, coisa que não acontece no mundo real. Bom, terminada a parte das gêmeas, outra característica da narrativa que me deixou desconfiado foi o Roger ter se colocado como o rei atlante no final; mais uma vez celebridade! Além de ser celebridade, toda a sua roda de amigos também é formada por grandes celebridades da história, isso é muito difícil de acreditar! Pra finalizar, o “estopim” que me deixou convencido de que essa não é uma história verídica, foi o fato de Roger ter mencionado que a estrela Alcyone é o centro da galáxia. Ora, se ele foi assistido por seu mentor Hermes o tempo todo, como Hermes deixaria esse erro tão bobo escapar e se perpetuar no livro? Por acaso o inteligentíssimo Hermes não sabe que o centro da galáxia é o buraco negro supermassivo ”Sagittarius A” ou simplesmente “Sag.A.”, que está a cerca de 30 mil anos-luz daqui na direção das constelações de Sagitário e Escorpião, enquanto Alcyone está a apenas 410 anos-luz na direção oposta, na constelação de Touro?? Anteriormente, eu havia mandado um alerta para o Roger sobre o mesmo equívoco de Alcyone, que estava em uma das respostas do site do Universalismo Crístico. Eu mostrei algumas informações, matérias e vídeos que provavam que a estrela Alcyone está longe de ser o centro da galáxia. Ele analisou o material e agradeceu o aviso sobre esse equívoco. Sua resposta foi:
“Oi, realmente tu tens razão. Existem teorias bem consistentes a respeito disso, contradizendo informações anteriores. Os astrônomos vivem se contradizendo, portanto, o ideal é não mergulhar muito nessa seara em nossos livros. Estive verificando as informações relativas a isso no próprio livro. Falamos somente de estarmos nos aproximando do cinturão de fótons da estrela Alcyone. Não falamos em orbitá-la e nem que está no centro da nossa galáxia. Apenas que é uma estrela da região central do nosso céu. Algo vago…Era melhor evitar essa informação de aproximação/afastamento de Alcyone, porém, infelizmente, o livro já foi impresso. Agora é torcer para esses detalhes não chamarem a atenção dos leitores mais críticos. Até mesmo porque essa é apenas uma informação secundária do livro. Trabalhar com muitas informações em um curto espaço de tempo, faz-nos correr esses riscos. Quanto ao site, já dei uma adequada naquela resposta. Obrigado pela ajuda, Roger.”
No entanto, ele disse sim que Alcyone é o centro da galáxia em um trecho. Eu fico me perguntando: se a narração dessa história é resultado das lembranças e dos registros akásicos, além das lembranças exatas de diálogos durante o desdobramento consciente, então alguém do outro lado falou pra ele que Alcyone era o centro da galáxia. Mas se a ciência de lá é mais avançada, como puderam cometer esse erro que nem mesmo a ciência de cá, dos encarnados, comete?  Peço que deem suas opiniões sobre esse meu dilema, afinal, eu gosto muito dos livros de Roger. Talvez eu esteja enganado. Se esse for o caso, peço que me ajudem a acreditar, com informações que comprovem a veracidade de Atlântida I e II.


Roger: Realmente existem informações que são incríveis. Toda semana surge um ganhador na Mega-Sena entre milhões de apostas. A gente nem acredita que seja possível acertar as seis dezenas, mas quase toda semana surge um ganhador. Difícil de acontecer, mas é possível… Talvez o ideal fosse eu e Hermes inventarmos o nome de um espírito fictício e dizermos que ele está narrando a história. Seria uma forma de tirar os holofotes de cima de mim e, dessa forma, tranquilizar leitores com perfil cético. Mas, temos um pacto com a verdade… Preferimos que os nossos livros sejam vistos como ficção do que pactuar com uma mentira somente para conforto dos leitores. Existem bilhões de espíritos no planeta, mas quantos possuem consciência para relatar essas informações? Mais lógico é que alguém que tenha consciência desses fatos os tenha protagonizado, do que aqueles que ainda vivem em um nível profundo de alienação (que é, infelizmente, a grande maioria da população da Terra). Ademais, se eu dissesse que fui um dos mestres, que era pura luz, aí não faria sentido, dado o meu real nível de evolução na atualidade. Mas, o Andrey, reflita… faz muito sentido…

Sobre as gêmeas serem a fantasia de todo adolescente nerd… Acho que esse perfil não se enquadra na minha personalidade… pelo menos não nessa vida, talvez no passado distante… quem sabe?! E não sei se isso é o sonho de todo adolescente nerd, mas, para os que é, certamente o realizarão no futuro, em alguma encarnação, através da lei de atração. Somos o que pensamos e atingimos os objetivos que vibram em nosso íntimo. A fé remove montanhas. Para mim, isso já é algo realizado, por tanto não causa eco em minha alma. Nem tinha me preocupado com isso durante a elaboração do livro. Nessa minha longa estrada já vivi tanta coisa que poucas nessa vida me impressionam…
Costumo dizer que aquelas coisas que mais nos incomodam são justamente as que ainda nos causam desconforto por não as termos como bem resolvidas dentro de nós. Reflita sobre isto! Na minha opinião, a história das gêmeas é até um grito de liberdade para as mulheres, que ainda, inconscientemente, estão aprisionadas ao modelo cristão medieval, que as diminui e limita em seu real potencial, sempre submetendo-as à crença de que o modelo social e cultural vigente é o que esperam delas. Isso causa nelas muitos traumas e anos de terapia…

E sobre a questão da estrela Alcyone, que já havíamos conversado e tu expos nesse post, se tu fosse médium entenderia que não existe perfeição na comunicação mediúnica. Os leitores só não percebem mais falhas em todos os livros que leem porque o espectro de conhecimento deles, em geral, é limitado. Tu percebeu essa questão especifica porque a astronomia é um foco especial de interesse de tua personalidade.

Houve um erro de captação. Hermes desejava explicar que a estrela Alcyone centralizará a irradiação necessária para a entrada da Era da Luz e eu entendi como estrela central da galáxia devido a essa salada de informações que lemos todos os dias… Se as vezes compreendemos mal o que disse um amigo, imagine um tema complexo ditado por um espírito com uma mente muito a frente e ainda em outra dimensão…

Os nossos livros até trabalham com paradigmas mais amplos, mas, estamos longe da perfeição. Analisando pela tua ótica, então, o que dizer dos livros espíritas sobre o antigo Egito com gritantes erros históricos? É mentira ou limitação mediúnica? Os livros de Chico Xavier serão também mentiras? Já que o perfil que ele apresenta dos apóstolos segue à risca a visão oficial da Igreja, sendo que hoje sabemos, através de pesquisas históricas, que muitos deles (Maria Madalena, Judas, etc) tinham um outro perfil. Emmanuel apresenta ensinamentos algumas vezes machistas, colocando a mulher em um segundo plano, virtuosa somente quando é uma boa mãe e dona de casa submissa… visão católica medieval… apenas limitação de paradigmas… verdades relativas…

Por fim, sugiro que leia os meus e os demais livros mediúnicos com atenção. Se prenda mais a essência da mensagem e menos aos fatos. Se nem mesmo os relatos históricos de poucos anos atrás, apresentados como fatos, não podemos confiar plenamente, porque dependem do ponto de vista do observador, o que dirá, então, de livros capturados através de percepção mediúnica? Em essência, o que interessa, é a mensagem e o ideal do Universalismo Crístico. Ele é a “verdade sublime” que navega pelo mar de informações subjetivas dos nossos livros.

E, infelizmente, a Atlântida não possui referências históricas, dificultando, ainda mais, conhecer verdadeiramente essa história.
Como tu pode pedir, a quem quer que seja, “informações que comprovem a veracidade de Atlântida 1 e 2”?? As informações que qualquer um fornecer serão somente crenças, e não fatos! Creio que tu só terá uma resposta final sobre esse tema, quando retornar definitivamente ao Mundo Espiritual. Talvez aí poderemos, quem sabe, conversarmos em um cenário maravilhoso e inenarrável para a visão humana, e lá tomaremos uma xícara de chá procurando identificar fraternalmente acertos e erros desses livros, e debateremos, também, qual a contribuição da mensagem dos meus livros orientados por Hermes para o avanço espiritual da humanidade no terceiro milênio.

P.S.: Como tu utilizou nossa conversa privada nesse post, creio que não se importará de eu publicar essas tuas reflexões, nas próximas semanas, em nossa coluna “Roger Responde” no site WWW.universalismocristico.com.br Pode ser útil para outros leitores que possuam dúvidas semelhantes, mas, por um motivo ou outro, não desejam se manifestar.

49 – Pergunta (22/11/2010): Roger, você acredita que o Universalismo Crístico se manterá puro com o transcorrer das décadas? Geralmente as pessoas, com o tempo, distorcem as verdades imortais, como aconteceu com todas as religiões, e que você muito bem relata em seus livros. Você acredita que o Universalismo Crístico não será distorcido ou, então, não se criarão dissidências a partir dele?

Roger: O Universalismo Crístico é uma ideia, e não uma seita ou organização religiosa. Ele possui uma essência incorruptível baseada em seus três alicerces fundamentais: (I) : o amor ao próximo como a si mesmo buscando cultivar as virtudes crísticas de forma verdadeira e incondicional refletindo diretamente o amor do próprio Criador. (II) a crença na reencarnação do espírito e do carma, pois sem esses princípios não existe justiça divina. (III) a busca incessante pela sabedoria espiritual aliada ao progresso filosófico e científico com o objetivo de promover a evolução integral da humanidade.

Além desses três princípios fundamentais, o Universalismo Crístico possui dois roteiros inabaláveis: (I) A lei do amor. Tudo que foge da maior das virtudes deve ser descartado, pois não provém de Deus. (II) A busca da verdade. Jesus nos ensinou: “Conhece a verdade e a verdade te libertará”.  A verdade está onde estão o bom senso e a lógica.

Se alguma dissidência ou novas ideias fugirem desses três alicerces e dois roteiros, poderá ser chamada de qualquer coisa, menos de Universalismo Crístico. E cabe a cada um de nós, que buscamos a universalidade do saber espiritual, jamais dar respaldo a essas novas dissidências que fogem desses princípios. Obviamente que devemos sempre respeitar as ideias alheias e até mesmo apoiá-las, se forem  alicerçadas no amor, no entanto, não podemos jamais permitir que o Universalismo Crístico corrompa a sua essência. A essência do UC já é bem ampla e permissiva. Trata-se apenas de um roteiro que tem por objetivo apoiar a caminhada espiritual da humanidade, permitindo a todos liberdade de ação. Se consentirmos que seu “esqueleto central” seja corrompido, o Universalismo Crístico perderá a sua importância e destaque acima das religiões, e tornar-se-á mais uma das milhares de crenças e seitas que existem pelo mundo. Somente a sua estrutura consolidada e incorruptível manterá a sua mensagem universal e perene.

O Universalismo Crístico é a “chave” de tudo… é a pedra filosofal da Nova Era! E tal tesouro precisa ser protegido pelos templários modernos de quaisquer distorções e incompreensões, com verdadeiro espírito de amor e fraternidade.

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