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ROGER RESPONDE 2010


54 – Pergunta (27/12/2010): Roger, você já leu o livro “Transição Planetária”, do Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, recém lançado? O livro é excelente e aborda muitas informações que você já nos traz desde o ano 2000, a partir de sua primeira publicação “A história de um anjo”. Por anos eu tentei abordar os temas de seus livros em minhas palestras na casa espírita que frequento, mas era tolhido pela direção da casa que dizia que os seus livros não são referendados pela FEB. Agora com as confirmações do Divaldo, poderei questioná-los sobre isso! Obrigado por todo o trabalho que você tem feito em nome da Espiritualidade, independente das religiões! Deus te abençoe, irmão. Como diz o próprio livro do Divaldo: “O bem não se detém ante qualquer tipo de fronteira, limite, preconceito, porque é emanação divina para a edificação da vida”.


Roger: Sim. Eu já li o livro. Ele é excelente! A mediunidade do Divaldo é uma grande benção para todos que buscam Espiritualidade. Ele, apesar de estar em avançada idade, mantém-se progressista e não se aprisiona as crenças que ajudou a construir no passado. Sabe que a humanidade deve evoluir para outros níveis de compreensão espiritual. Contudo, em meio a ensinamentos de vanguarda em seu novo livro, ele repreende aqueles que questionam os dogmas espíritas. Essa atitude provavelmente tem a finalidade de evitar maiores atritos com os conservadores. Ele já teve problemas quando começou a abordar a questão das crianças do terceiro milênio, vulgarmente chamadas de índigo. Divaldo é o médium mais lúcido dentro do cenário espírita. Obviamente, ele tem que ser ponderado em suas colocações para não gerar melindres em quem ainda não está pronto para abandonar seus próprios dogmas e sua visão sectária a respeito das religiões. No auge de sua sabedoria, Divaldo sabe esperar e caminha na velocidade certa, dentro do cenário em que está inserido.

Leiam o livro, pois ele é realmente ótimo. Fiquei muito feliz em ler informações que já abordávamos há anos como, por exemplo, o novo estágio espiritual da humanidade, abandonando o instinto e rumando para o despertar da consciência, o exílio dos rebeldes para os mundos de ordem inferior, a Terra como herança para os pacíficos, influência de espíritos extraterrestres auxiliando-nos nesse período de transição, entre outras importantes informações sempre relatadas com o brilhantismo característico do Divaldo.

Esse livro, para o nosso trabalho, é bem importante! Apesar de serem informações reservadas, facilitará as nossas exposições, pois poderemos realizar as nossas palestras e divulgações dos livros utilizando como referendo essa bela obra do mais importante médium encarnado no momento. Como bem afirma o leitor, finalmente será possível falar para os irmãos espíritas mais abertamente sobre esses temas tão importantes nesse período em que vivemos. Chegou o momento de aprofundar as informações espirituais nesse meio. A comunidade espírita já está madura para ir além do que tradicionalmente tem recebido nas últimas décadas. As casas espíritas têm que perceber que consolar aqueles que as procuram é importante, contudo, esclarecê-los é de vital importância. Temos que ensinar a pescar, e não apenas ficar dando o peixe.

53 – Pergunta (20/12/2010): Desde que comecei a ler os seus livros, muitas coisas mudaram em meu íntimo. Não vejo mais o mundo com os mesmos olhos, como muitos outros leitores têm manifestado. Inclusive as festas de fim de ano, o Natal e a entrada do novo ano, me parecem agora tão fúteis e vazias. Gostaria que a Nova Era já estivesse implantada na Terra e pudéssemos celebrar essas datas com o devido valor espiritual que elas merecem. O nascimento de Jesus se tornou apenas uma festa comercial, onde o papai Noel é o centro das atenções e as famílias representam um “falso teatro de confraternização”, que representa a mediocridade de nossos valores. Vi esses dias uma frase de uma atriz dizendo que para o Natal ela gostaria de receber um bom comprimido para dormir ou uma passagem para viajar, demonstrando o esgotamento emocional que todos vivemos frente a essa visão superficial de data tão importante. O que você pode nos dizer a respeito disso?

Roger: Em nosso livro, “A Nova Era – Orientações espirituais para o 3° milênio”, já externamos a nossa opinião a respeito desse tema. Realmente, é lamentável observarmos o quanto o homem atual permitiu se alienar em busca de uma fuga dos seus compromissos espirituais. O homem moderno acredita que substituindo a mensagem de renovação interior de Jesus pelo conto de fadas do papai Noel será mais feliz. Mas, a cada ano que passa, a superficial troca de presentes materiais provoca um vazio ainda maior em todos, porque percebem que novos tempos são chegados e a escola de evolução espiritual, que chamamos de planeta Terra, exigirá de seus alunos novos horizontes evolutivos. A infantilidade com que tratamos a vida, não será mais tolerada. E aqueles que tem olhos para ver, já percebem isso.

A crença no papai Noel deveria ser incentivada apenas para crianças de até 7 anos. Isso se os pais veem algo de proveitoso nessa crença imatura. Acima dessa idade, todos deveriam ter real consciência da importância de uma reflexão sobre os ensinamentos espirituais trazidos por Jesus. Ao invés das conversas fúteis, da comilança e das bebidas desenfreadas, deveríamos ater-nos a reflexões sobre as nossas atitudes durante o ano com relação aos ensinamentos desse grande mestre, analisando, assim, o nosso progresso evolutivo no período. É lamentável, mas tornar-se uma pessoa melhor, tornou-se algo secundário para a humanidade em geral. E isso pode não parecer, mas acarreta no campo psicológico das pessoas uma terrível frustração. Na área inconsciente de sua mente, o individuo percebe a sua falência espiritual. Descobre que a vida está passando rapidamente mas ele nada faz para tornar-se uma pessoa melhor, ou seja, adquirir os valores da alma, que são as riquezas imperecíveis da alma. Ano após ano esse cenário se repete, até que uma angústia se apodera de sua alma, e por não saber como resolver isso, termina se deprimindo simplesmente por ouvir as alienantes músicas natalinas, que retratam muito bem a sintonia com o “velho mundo” que está por extinguir-se. Isso pode parecer apenas um clichê, mas volto a afirmar: abandonem o mundo das ilusões e busquem sua espiritualidade interior, sua verdadeira conexão com Deus, só assim se libertarão da tristeza, da depressão e do grande vazio que impera nos corações que já estão cansados do circo em que a vida humana se tornou.

A confraternização natalina através da troca de presentes é saudável, mas de forma alguma pode estar em primeiro plano. Lembrem-se: acima de tudo, Natal é Cristo! Aproveitem essa data especial para debaterem e refletirem sobre os ensinamentos de Jesus e o quanto o estão aplicando em suas vidas, de forma descontraída e fraterna, sem ritualismos. E convidem-no para participar de suas festas natalinas! Tenho certeza que ele ficará muito feliz com esse convite. Infelizmente, o homem atualmente só se lembra de Jesus quando uma familiar está hospitalizado, entre a vida e a morte, ou quando ocorrem tragédias. Na festa de seu aniversário, geralmente, ele é desprezado por aqueles a quem deu a vida para ensinar-lhes o caminho da Luz.

52 – Pergunta (13/12/2010): Roger, tenho uma noção elementar da doutrina espírita embora tenha nascido neste berço. Diante de tantas “idas e vindas” para à casa espírita e embora ouvir dentro de mim “uma voz” dizendo que meu momento já chegou, somente há pouquíssimo tempo decidi ler um livro seu que estava em minha estante há alguns anos, “AKHENATON”.
Uma vontade imensa de ler me invadiu, então decidi pelo seu livro porque sempre tive uma paixão muito grande pelas histórias do Egito. Entrei em êxtase. Também não havia como não entrar… Dei então continuidade com Moisés I e II, Atlântida I e II, agora estou lendo A história de um anjo e já estou com A Nova Era a minha espera. Quero ler os outros 2 que se não me engano são os que faltam das suas obras.
Comecei através deles, a ter uma outra visão não sei se do espiritismo, ou da vida e o desenvolvimento dos fatos… Não sei dizer, mas sei que percebi que preciso sair do vício de achar que o fato de dizer que sou espírita ou de frequentar vez ou outra a casa ou fazer o evangelho no lar, etc., vão me tornar uma pessoa diferente “salva”, sem sequer me atentar para o melhoramento do meu íntimo, meu comportamento diante das situações corriqueiras, minhas tendências… Não via isso dessa forma tão peculiar… Vergonha… Não sei exprimir o que sinto diante de tanta ignorância.
Quero te agradecer, por ter despertado através dessas obras tão maravilhosas, a vontade de mudança e buscar o conhecimento. Não quero tomar mais ainda seu tempo com meus temas pessoais, porém, gostaria que me tirasse uma dúvida. Tenho falado dos teus livros para aqueles que me cercam, e me entristece muito o fato de algumas dessas pessoas colocarem em dúvida a veracidade das obras pelo fato de não serem reconhecidas pela FEB (Federação Espírita Brasileira). Por que não são, já que as mesmas trazem informações tão sensatas?

Roger: Antes de iniciar essa resposta, gostaria de agradecer a todos os leitores pelas perguntas pertinentes e inteligentes que temos recebido. Estamos, nessa semana, comemorando um ano da coluna “Roger Responde”. E é a participação de vocês, leitores, que tornou esse canal de comunicação algo tão importante e rico em informações para todos nós. Espero continuar recebendo mais e mais perguntas para darmos prosseguimento a esse trabalho. Muitas delas não puderam ser respondidas, devido a grande quantidade, ou serem informações que não devem ser revaladas ou, também, por simplesmente não ter a resposta para dar-lhes nesse momento, mas sei que os leitores compreendem isso.

A pergunta da semana é bem interessante. Primeiro porque coloca “em xeque” o rótulo de ser espírita e segundo por causa da visão que temos da instituição burocrática denominada FEB. Os nossos livros cada vez mais procuram demonstrar ao leitor que as religiões nada mais são do que instrumentos que nos ligam a Deus. São apenas ferramentas que nos fazem compreender o objetivo maior da vida, que é evoluir rumo à luz de Deus. As religiões não são times de futebol, e, portanto, não devem ser adoradas como tal. Gastemos as nossas energias na louvável ação de nos tornarmos pessoas melhores, e não defendendo ideias que, com o passar do tempo, tornam-se obsoletas, devido ao natural avanço da humanidade. Já faz muito tempo que abandonei o rótulo de espírita. Hoje em dia me orgulho apenas do título de “irmão” de todos os seres do Universo, de todas as crenças, que reconhecem em Deus o Espírito Criador do Universo. Como afirmamos em determinado trecho do livro Atlântida – No reino das Trevas: “As religiões são instituições humanas! As mensagens incólumes dos grandes mestres, que procuramos resgatar através de nossos relatos, é que foram divinas. As religiões são como rodinhas auxiliares de uma bicicleta infantil; quando aprendemos a nos equilibrar, não necessitamos mais delas. Insistir em manter essas rodinhas, após aprender a andar de bicicleta, prejudica e atrasa o deslocamento, fazendo-nos perder os melhores momentos do passeio. A aquisição da verdadeira consciência espiritual nos faz compreender os caminhos que devemos seguir para alcançarmos a verdadeira felicidade, independente de crenças sectárias.”

E sobre a questão da FEB não reconhecer os nossos livros, isso na verdade não tem nada a ver com eles serem verdadeiros ou não. Trata-se apenas de uma questão política desta entidade. Por algum motivo, provavelmente influências das trevas, no século passado, a citada entidade resolveu abolir do cenário espírita os livros e mensagens do espírito Ramatís (sem justa causa e sem argumentos sólidos), causando grave prejuízo aos planos da Alta Espiritualidade para a evolução do espiritismo, que, assim como Kardec preceituou, deveria ser uma filosofia progressista. Infelizmente os órgãos oficias espíritas engessaram o espiritismo, tornando-o uma religião sectária, como suas antecessoras, devido a visão estreita de suas lideranças nas ultimas décadas, assim como nos alerta o livro “Os Dragões”, do espírito Maria Modesto, psicografado por Wanderley Oliveira. Por sinal, um excelente livro. Hoje em dia o espírita ortodoxo condena quem pensa diferente, assim como fora feito no passado com as mensagens libertadoras que inovaram o cenário espiritual da humanidade. Foi assim com Allan Kardec, que teve seus livros queimados no “Auto de fé de Barcelona” pela Igreja, e, anteriormente, com Jesus, que foi crucificado por trazer a mensagem do amor para a evolução do modelo espiritual vigente em sua época. O próprio Akhenaton, que foi citado nessa pergunta, sofreu a mesma intolerância religiosa, antes mesmo de Jesus. Analisando a História, fica claro perceber que pessoas retrógradas tem dificuldade em aceitar o novo. Quando Chico Xavier escreveu o livro “Obreiros da Vida Eterna”, em 1946, a obra foi considerada como ficção por membros dessa instituição. Hoje, obviamente, ela já é amplamente aceita.

Como os nossos livros são a continuação do processo de universalização das religiões iniciado por Ramatís, através do médium Hercílio Maes, é natural que os burocratas da FEB desconsiderem o nosso trabalho. Porém, em nenhum momento, poderão avaliar a veracidade de nossas informações; principalmente porque não são qualificados para isso. Infelizmente essa organização dá sua chancela a algumas obras espíritas que são motivo de chacota pelos céticos. No campo espiritual tudo é muito subjetivo, mas existem livros publicados e apoiados pela FEB com absurdos erros históricos e científicos, fato que coloca o espiritismo em descrédito no cenário acadêmico. Obviamente que não citarei essas obras por motivos éticos. Mas, por exemplo, existem relatos sobre a época do faraó Akhenaton, (sobre o qual escrevemos e que o leitor bem reconheceu o valor), que são completamente equivocados. Já recebi vários e-mails relatando esses erros históricos, que estudantes iniciantes de Egiptologia detectam com facilidade. Seriam esses livros mediúnicos verídicos? Por que a FEB dá seu apoio a eles? Provavelmente, nada mais que a velha política de interesses: alinhamento de pensamento, sem compromisso com a evolução tão defendida por Kardec. O medo das mudanças evolutivas naturais, os aflige, assim como ocorreu com Caifás ao se deparar com a mensagem libertadora do sublime rabi da Galiléia; ou, então, como aconteceu com os sacerdotes de Amon quando perderam seus privilégios com a revolução espiritual promovida por Akhenaton no antigo Egito.

No entanto, temos que compreender esse comportamento tão comum na história de nossa imatura humanidade. Não se pode pedir a uma instituição com os olhos voltados para o passado que apoie projetos de vanguarda. É como pedir a Igreja Católica, com raízes medievais, que reconheça a veracidade do espiritismo moderno, por exemplo. Temos que ter paciência e aguardar a ação das mentes progressistas dentro do cenário espírita. E isso é apenas uma questão de tempo. As novas gerações tomarão os postos de controle da doutrina no futuro e promoverão as evoluções necessárias, fruto natural de suas mentes mais abertas e aguçadas.

Por isso sempre recomendo aos leitores: cuidado com as determinações absolutistas das instituições burocráticas religiosas. Atenham-se as mensagens dos grandes mestres que as inspiraram. Busquem a verdade por suas próprias mãos! Os seguidores das religiões são pessoas falíveis como todos nós e, no caso do espiritismo, ainda é pior, porque são espíritos muito endividados que receberam a benção de trabalhar em nome dessa nova revelação para saldar seus débitos do passado, como nos narra diversas obras mediúnicas. A Nova Era será fundamentalmente baseada na filosofia de “busca de Espiritualidade”. Será o fim da era da submissão a líderes religiosos. “Busque a verdade e a verdade te libertará”. E certamente ela não está nas mãos dos homens, que geralmente colocam os seus interesses pessoais acima dos interesses divinos. Sendo assim, onde poderemos encontrar a verdade que tanto procuramos para iluminar os nossos caminhos? O melhor juiz para a busca da verdade é a nossa própria consciência. Jamais deleguem essa importante tarefa a outrem. Isso significa escravizar-se ao pensamento alheio, que é tão passível de erro quanto o seu próprio.

Logo, esperamos que no futuro a FEB seja dirigida por líderes de mente aberta que resgatem o real papel dessa instituição, que hoje em dia está sendo negligenciado. As casas espíritas com visão mais aberta terminam se descredenciando por não tolerarem a imposição de tamanho atraso em suas convicções e ficam sem o apoio de uma importante instituição que poderia lhes nortear os rumos e dar subsídios para realizarem suas atividades. É uma pena que isso venha a ocorrer nos dias atuais, quando já obtivemos diversos avanços no campo da compreensão e universalização do saber espiritual.

51 – Pergunta (06/12/2010): Acabo de ler o livro “Atlântida – No Reino das Trevas” e, de antemão, cumprimento-o pela obra. Uma questão me deixa intrigado e gostaria de esclarecimento. A narrativa me deixou a impressão de que os magos negros atlantes, por seu conhecimento e poder, suplantaram de certa forma os padecimentos que seriam esperados tanto no plano astral como em futuras encarnações. Tome-se como exemplo o caso de Arnach. Após a queda do continente atlante, construiu para si um ‘império mental’ a seu gosto que perdurou por milênios; viveu sua ‘falsa’ realidade por longo tempo até retornar para a luz e viver a experiência física novamente. Certo é que não podemos nos afastar da colheita obrigatória nem de pagar nosso último ceitil; porém, o que nos pareceu com a narrativa é que o espírito avançado no campo psíquico/mental, ainda que imensamente atrasado no amor ao próximo, leva uma ‘vantagem’ sobre o espírito mais simplório. Reforço que esta é uma impressão que o livro me suscita; não creio que seja assim. Por isso, gostaria de mais explicações nesse ponto.


Roger: O mundo espiritual é essencialmente de natureza mental, ou seja, um reflexo de nossa própria consciência. Se somos virtuosos, a nossa mente sintoniza-se com as esferas sublimes, entrando em uma frequência de luz. Porém, se vivemos em desacordo com a lei suprema “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem”, nossa mente, em sua estrutura inconsciente, cobra-nos por estarmos em conflito com esse principio divino, precipitando-nos às sombras, onde se fará presente em nossa tela mental todas as coisas que abominamos, entre elas, dor (na condição de remorso) e miséria.

Naturalmente esse é o destino das almas corrompidas, principalmente devido a carga trazida através de todos os relatos das religiões a cerca do Inferno. Assim é, para espíritos comuns, inevitável que a consciência cobre o seu preço, infligindo a ele até mesmo deformações no corpo perispiritual, por mais que o infrator deseje se enganar. No entanto, os magos negros atlantes são seres que sempre possuíram assombroso poder mental, desenvolvido com afinco em seus rituais de magia e hipnose. Após desencarnarem na extinta Atlântida, perceberam que poderiam controlar inclusive a área inconsciente de suas mentes, projetando para si um mundo ilusório de conforto, poder e requinte, mesmo vivendo no reino das sombras. E é essa a maior perdição das sombras… O prazer de viver na opulência. Caso não fosse assim, todos retornariam para a luz rapidamente. Mas Deus precisa dos senhores da escuridão para ajudar no trabalho de despertamento das almas primitivas, que estagnam no processo evolutivo. Assim como nós precisamos dos policiais e do exército para livrar os morros cariocas da criminalidade. Eles não ouviriam a mensagem evangélica. Pastores, padres e demais líderes espirituais não seriam ouvidos. Criminosos contumazes necessitam de forças mais intensas para serem chamados à razão. Assim ocorre também com as consciências mais primitivas de nosso mundo.

Certamente que ninguém foge da colheita daquilo que plantou, como sabiamente nos ensinou Jesus. No entanto, Deus permite esse “momentâneo” período de ilusão dos magos negros para que obtenham um aprendizado de acordo com as suas necessidades evolutivas incomuns. Deus não deseja o sofrimento e a autopunição de seus filhos. Nós é que nos flagelamos com os dramas de nossas próprias consciências. Deus não condena, apenas aguarda serenamente a nossa redenção espiritual. Ele espera pacientemente que retifiquemos os nossos erros e que aprendamos a viver em harmonia com o Universo.

Arnach pode ter passado ao leitor a ideia de impunidade; mas, no transcorrer desses séculos, também teve as suas amarguras, e se protegeu dela, da forma que lhe era possível, com a armadura da ilusão. Hoje em dia ele necessitará realizar uma grande tarefa transformadora no mundo dos homens para resgatar os seus erros. Ele pagará até o ultimo ceitil, como reza a Lei Maior, mas com um verdadeiro trabalho voltado para o Bem coletivo. É isso que Deus espera de nós… que nos tornemos pessoas melhores. Dor e sofrimento é uma construção da mente humana em desalinho com a sua natureza divina. Lembrem-se: culpa e medo são construções de nossas mentes. Deus não quer isso para nós. Nós construímos esses sentimentos deturpados e promovemos um autoflagelo que muitas vezes nem percebemos.

Se não fosse dessa forma, Deus teria privilegiado Paulo de Tarso, que era um assassino de cristãos até o seu encontro com Jesus na estrada para Damasco, onde modificou totalmente a sua vida para a Luz e foi recebido no plano espiritual como um grande vencedor e passou a habitar as paragens celestiais.

E como nos narra o livro, caso Arnach fracasse nessa missão abençoada, sofrerá a ação implacável da lei cármica, sem privilégios, porque a lei de Deus é igual para todos, mas sempre respeitando o momento evolutivo de cada um. Deus oferece o remédio de acordo com a enfermidade de cada alma. Carma é reeducação da alma. Não é punição! Depende somente de como vemos o mundo. Para alguns, nascer em situação menos favorável é castigo divino. Já para almas focadas no Bem é oportunidade de trabalho em nome do Cristo dentro de um cenário mais instigante. Existem médicos que preferem atuar na África ou em outras regiões assoladas pela miséria para levar o Bem a todos. Outros já preferem o conforto de seus consultórios. Quem está mais perto de Deus?


50 – Pergunta (29/11/2010): “Post no Orkut”: Atlântida de Roger…verdade ou mentira? Caros amigos, ultimamente tenho refletido bastante sobre as leituras que tenho realizado nos últimos anos. Sei que não devemos aceitar tudo o que lemos, e temos que nos questionar sempre sobre a lógica e veracidade da obra, fazer comparações, sendo imparciais, “olhando de fora”, para não cairmos nas garras da fascinação. Foi com esse intuito que sentei e peguei os livros de Roger Bottini Paranhos, sobre a Atlântida. Os livros contém um conteúdo moral inegável, passando uma mensagem de esperança, amor e amizade, mas encontrei algumas narrações que me deixaram “com um pé atrás”. Ao iniciar a leitura de Atlântida I, estava bastante entusiasmado em conhecer a história do continente perdido sob uma nova ótica, que respondesse as questões que a ciência é incapaz de responder. Conforme fui avançando na leitura, comecei a achar estranho quando o Roger mencionava trechos de outros de seus livros, sobre suas outras encarnações, onde sempre se colocava na personalidade de alguém conhecido e influente na história da humanidade, mesmo a humanidade contando entre 30 a 40 bilhões de espíritos diferentes. É muito fácil dizer ter sido Leonardo DaVinci, Dom Pedro, o rei da Inglaterra, Buda, Platão e Elvis Presley, e tem muita gente que jura de pés juntos que foi várias celebridades como essas em encarnações passadas. Mas, até aí, tudo bem, pois, apesar de 99,99% difícil, não considero isso algo impossível de acontecer. Terminei o primeiro livro e iniciei a leitura de Atlântida II. Neste segundo livro, minha desconfiança aumentou bastante, quando Roger acrescentou sua suposta relação íntima com duas deusas perfeitas e tremendamente sexy, que estranhamente eram completamente viciadas em fazer sexo com ele, e pior, AO MESMO TEMPO! Esse tipo de coisa é difícil de levar a sério, pois isso é, nada mais nada menos, a fantasia de todos os meninos adolescentes: ter duas admiradoras fanáticas lindas e perfeitas, que andam grudadas com ele pra lá e pra cá, na frente de toda a sociedade, causando inveja em todos os outros homens e ciúmes em todas as outras mulheres, que o seguiriam incondicionalmente e aceitariam todas as suas decisões, que fossem loucas por ele, e que fossem ótimas na cama, não só na cama como na piscina, na mesa, etc, e as duas juntas! Até mesmo a descrição das vestimentas das gêmeas, ousadas e eróticas, ficou um tanto surreal……nos sonhos ocultos dos adolescentes rejeitados, esse é um jeito dos meninos fugirem da realidade dura e cruel, onde são baixinhos, feios, nerds, chatos ou impopulares, e são obrigados a criarem essas idealizações de mulheres, que são perfeitas em todos os sentidos, as “amiguinhas” imaginárias para suprir suas necessidades de serem amados por alguém no mundo e causar boa impressão nos outros, coisa que não acontece no mundo real. Bom, terminada a parte das gêmeas, outra característica da narrativa que me deixou desconfiado foi o Roger ter se colocado como o rei atlante no final; mais uma vez celebridade! Além de ser celebridade, toda a sua roda de amigos também é formada por grandes celebridades da história, isso é muito difícil de acreditar! Pra finalizar, o “estopim” que me deixou convencido de que essa não é uma história verídica, foi o fato de Roger ter mencionado que a estrela Alcyone é o centro da galáxia. Ora, se ele foi assistido por seu mentor Hermes o tempo todo, como Hermes deixaria esse erro tão bobo escapar e se perpetuar no livro? Por acaso o inteligentíssimo Hermes não sabe que o centro da galáxia é o buraco negro supermassivo ”Sagittarius A” ou simplesmente “Sag.A.”, que está a cerca de 30 mil anos-luz daqui na direção das constelações de Sagitário e Escorpião, enquanto Alcyone está a apenas 410 anos-luz na direção oposta, na constelação de Touro?? Anteriormente, eu havia mandado um alerta para o Roger sobre o mesmo equívoco de Alcyone, que estava em uma das respostas do site do Universalismo Crístico. Eu mostrei algumas informações, matérias e vídeos que provavam que a estrela Alcyone está longe de ser o centro da galáxia. Ele analisou o material e agradeceu o aviso sobre esse equívoco. Sua resposta foi:
“Oi, realmente tu tens razão. Existem teorias bem consistentes a respeito disso, contradizendo informações anteriores. Os astrônomos vivem se contradizendo, portanto, o ideal é não mergulhar muito nessa seara em nossos livros. Estive verificando as informações relativas a isso no próprio livro. Falamos somente de estarmos nos aproximando do cinturão de fótons da estrela Alcyone. Não falamos em orbitá-la e nem que está no centro da nossa galáxia. Apenas que é uma estrela da região central do nosso céu. Algo vago…Era melhor evitar essa informação de aproximação/afastamento de Alcyone, porém, infelizmente, o livro já foi impresso. Agora é torcer para esses detalhes não chamarem a atenção dos leitores mais críticos. Até mesmo porque essa é apenas uma informação secundária do livro. Trabalhar com muitas informações em um curto espaço de tempo, faz-nos correr esses riscos. Quanto ao site, já dei uma adequada naquela resposta. Obrigado pela ajuda, Roger.”
No entanto, ele disse sim que Alcyone é o centro da galáxia em um trecho. Eu fico me perguntando: se a narração dessa história é resultado das lembranças e dos registros akásicos, além das lembranças exatas de diálogos durante o desdobramento consciente, então alguém do outro lado falou pra ele que Alcyone era o centro da galáxia. Mas se a ciência de lá é mais avançada, como puderam cometer esse erro que nem mesmo a ciência de cá, dos encarnados, comete? Peço que deem suas opiniões sobre esse meu dilema, afinal, eu gosto muito dos livros de Roger. Talvez eu esteja enganado. Se esse for o caso, peço que me ajudem a acreditar, com informações que comprovem a veracidade de Atlântida I e II.


Roger: Realmente existem informações que são incríveis. Toda semana surge um ganhador na Mega-Sena entre milhões de apostas. A gente nem acredita que seja possível acertar as seis dezenas, mas quase toda semana surge um ganhador. Difícil de acontecer, mas é possível… Talvez o ideal fosse eu e Hermes inventarmos o nome de um espírito fictício e dizermos que ele está narrando a história. Seria uma forma de tirar os holofotes de cima de mim e, dessa forma, tranquilizar leitores com perfil cético. Mas, temos um pacto com a verdade… Preferimos que os nossos livros sejam vistos como ficção do que pactuar com uma mentira somente para conforto dos leitores. Existem bilhões de espíritos no planeta, mas quantos possuem consciência para relatar essas informações? Mais lógico é que alguém que tenha consciência desses fatos os tenha protagonizado, do que aqueles que ainda vivem em um nível profundo de alienação (que é, infelizmente, a grande maioria da população da Terra). Ademais, se eu dissesse que fui um dos mestres, que era pura luz, aí não faria sentido, dado o meu real nível de evolução na atualidade. Mas, o Andrey, reflita… faz muito sentido…

Sobre as gêmeas serem a fantasia de todo adolescente nerd… Acho que esse perfil não se enquadra na minha personalidade… pelo menos não nessa vida, talvez no passado distante… quem sabe?! E não sei se isso é o sonho de todo adolescente nerd, mas, para os que é, certamente o realizarão no futuro, em alguma encarnação, através da lei de atração. Somos o que pensamos e atingimos os objetivos que vibram em nosso íntimo. A fé remove montanhas. Para mim, isso já é algo realizado, por tanto não causa eco em minha alma. Nem tinha me preocupado com isso durante a elaboração do livro. Nessa minha longa estrada já vivi tanta coisa que poucas nessa vida me impressionam…
Costumo dizer que aquelas coisas que mais nos incomodam são justamente as que ainda nos causam desconforto por não as termos como bem resolvidas dentro de nós. Reflita sobre isto! Na minha opinião, a história das gêmeas é até um grito de liberdade para as mulheres, que ainda, inconscientemente, estão aprisionadas ao modelo cristão medieval, que as diminui e limita em seu real potencial, sempre submetendo-as à crença de que o modelo social e cultural vigente é o que esperam delas. Isso causa nelas muitos traumas e anos de terapia…

E sobre a questão da estrela Alcyone, que já havíamos conversado e tu expos nesse post, se tu fosse médium entenderia que não existe perfeição na comunicação mediúnica. Os leitores só não percebem mais falhas em todos os livros que leem porque o espectro de conhecimento deles, em geral, é limitado. Tu percebeu essa questão especifica porque a astronomia é um foco especial de interesse de tua personalidade.

Houve um erro de captação. Hermes desejava explicar que a estrela Alcyone centralizará a irradiação necessária para a entrada da Era da Luz e eu entendi como estrela central da galáxia devido a essa salada de informações que lemos todos os dias… Se as vezes compreendemos mal o que disse um amigo, imagine um tema complexo ditado por um espírito com uma mente muito a frente e ainda em outra dimensão…

Os nossos livros até trabalham com paradigmas mais amplos, mas, estamos longe da perfeição. Analisando pela tua ótica, então, o que dizer dos livros espíritas sobre o antigo Egito com gritantes erros históricos? É mentira ou limitação mediúnica? Os livros de Chico Xavier serão também mentiras? Já que o perfil que ele apresenta dos apóstolos segue à risca a visão oficial da Igreja, sendo que hoje sabemos, através de pesquisas históricas, que muitos deles (Maria Madalena, Judas, etc) tinham um outro perfil. Emmanuel apresenta ensinamentos algumas vezes machistas, colocando a mulher em um segundo plano, virtuosa somente quando é uma boa mãe e dona de casa submissa… visão católica medieval… apenas limitação de paradigmas… verdades relativas…

Por fim, sugiro que leia os meus e os demais livros mediúnicos com atenção. Se prenda mais a essência da mensagem e menos aos fatos. Se nem mesmo os relatos históricos de poucos anos atrás, apresentados como fatos, não podemos confiar plenamente, porque dependem do ponto de vista do observador, o que dirá, então, de livros capturados através de percepção mediúnica? Em essência, o que interessa, é a mensagem e o ideal do Universalismo Crístico. Ele é a “verdade sublime” que navega pelo mar de informações subjetivas dos nossos livros.

E, infelizmente, a Atlântida não possui referências históricas, dificultando, ainda mais, conhecer verdadeiramente essa história.
Como tu pode pedir, a quem quer que seja, “informações que comprovem a veracidade de Atlântida 1 e 2”?? As informações que qualquer um fornecer serão somente crenças, e não fatos! Creio que tu só terá uma resposta final sobre esse tema, quando retornar definitivamente ao Mundo Espiritual. Talvez aí poderemos, quem sabe, conversarmos em um cenário maravilhoso e inenarrável para a visão humana, e lá tomaremos uma xícara de chá procurando identificar fraternalmente acertos e erros desses livros, e debateremos, também, qual a contribuição da mensagem dos meus livros orientados por Hermes para o avanço espiritual da humanidade no terceiro milênio.

P.S.: Como tu utilizou nossa conversa privada nesse post, creio que não se importará de eu publicar essas tuas reflexões, nas próximas semanas, em nossa coluna “Roger Responde” no site WWW.universalismocristico.com.br Pode ser útil para outros leitores que possuam dúvidas semelhantes, mas, por um motivo ou outro, não desejam se manifestar.

49 – Pergunta (22/11/2010): Roger, você acredita que o Universalismo Crístico se manterá puro com o transcorrer das décadas? Geralmente as pessoas, com o tempo, distorcem as verdades imortais, como aconteceu com todas as religiões, e que você muito bem relata em seus livros. Você acredita que o Universalismo Crístico não será distorcido ou, então, não se criarão dissidências a partir dele?

Roger: O Universalismo Crístico é uma ideia, e não uma seita ou organização religiosa. Ele possui uma essência incorruptível baseada em seus três alicerces fundamentais: (I) : o amor ao próximo como a si mesmo buscando cultivar as virtudes crísticas de forma verdadeira e incondicional refletindo diretamente o amor do próprio Criador. (II) a crença na reencarnação do espírito e do carma, pois sem esses princípios não existe justiça divina. (III) a busca incessante pela sabedoria espiritual aliada ao progresso filosófico e científico com o objetivo de promover a evolução integral da humanidade.

Além desses três princípios fundamentais, o Universalismo Crístico possui dois roteiros inabaláveis: (I) A lei do amor. Tudo que foge da maior das virtudes deve ser descartado, pois não provém de Deus. (II) A busca da verdade. Jesus nos ensinou: “Conhece a verdade e a verdade te libertará”. A verdade está onde estão o bom senso e a lógica.

Se alguma dissidência ou novas ideias fugirem desses três alicerces e dois roteiros, poderá ser chamada de qualquer coisa, menos de Universalismo Crístico. E cabe a cada um de nós, que buscamos a universalidade do saber espiritual, jamais dar respaldo a essas novas dissidências que fogem desses princípios. Obviamente que devemos sempre respeitar as ideias alheias e até mesmo apoiá-las, se forem alicerçadas no amor, no entanto, não podemos jamais permitir que o Universalismo Crístico corrompa a sua essência. A essência do UC já é bem ampla e permissiva. Trata-se apenas de um roteiro que tem por objetivo apoiar a caminhada espiritual da humanidade, permitindo a todos liberdade de ação. Se consentirmos que seu “esqueleto central” seja corrompido, o Universalismo Crístico perderá a sua importância e destaque acima das religiões, e tornar-se-á mais uma das milhares de crenças e seitas que existem pelo mundo. Somente a sua estrutura consolidada e incorruptível manterá a sua mensagem universal e perene.

O Universalismo Crístico é a “chave” de tudo… é a pedra filosofal da Nova Era! E tal tesouro precisa ser protegido pelos templários modernos de quaisquer distorções e incompreensões, com verdadeiro espírito de amor e fraternidade.

48 – Pergunta (15/11/2010): Isto é mais um relato do que uma pergunta, mas, intuí que seria útil. Quando o Universalismo Crístico surgiu em meu caminho, serviu como gatilho para inúmeros disparos de consciência, e o primeiro livro que li foi o próprio “Universalismo Crístico – O Futuro das Religiões”. O que mais marcou minha vida a partir daquele momento foi o conceito “Amor/Apego”, eu achava que vivia um relacionamento feliz, eram muitas brigas, ciúmes, discussões infrutíferas, picuinhas de almas presas aos grilhões da condicionalidade. Quando li o livro, tentei empregar o conceito do “amor incondicional”, a minha noiva ficava louca quando queria brigar e eu me forçava a manter-me sereno, dizendo que me recusava que nosso relacionamento se mantivesse tão imaturo, tudo o que eu me disciplinava a falar e sentir era o bom sentimento do carinho. E me mantive assim durante meses, eu vibrava para que ela entendesse isso, sem forçar, esperando o tempo necessário das mudanças, até que ela leu o U.C e compreendeu o porque do que eu estava fazendo. Hoje, caminhamos juntos, ajudando-nos mutuamente em nossa evoluções, sempre nos disciplinando para o caminho do bem. Somos muito felizes. Então eu sou grato ao U.C, e a você Roger, por nos fornecer esse gatilho de evolução. Respeitar o tempo de evolução de cada um, não é abandoná-lo a mercê de seus obscuros sentimentos, nossa mente tem muito poder de auxílio, paciência e emanação luminosa ajudam, ainda mais com a força da transformadora era de Aquário.

Roger: Realmente essa não é uma pergunta, mas concordo com a tua intuição, é um depoimento útil a todos nós. Eis o objetivo de nosso trabalho. Todas as dificuldades não são nada comparadas com a alegria de receber relatos como esse, ou, então, de um presidiário que diz ter-se transformado com a leitura do livro “Sob o Signo de Aquário”, ou do adolescente que abandonou as drogas ao ler o livro “A história de um anjo”, ou aquele leitor que viajou ao Egito depois de ler o Akhenaton, e descobriu um novo sentido para sua vida, etc, etc…

O entendimento do conceito “amor/apego” é tão fundamental para a nossa verdadeira compreensão do amor que, em nossas palestras de divulgação do Universalismo Crístico, para embasar melhor o primeiro dos três princípios do UC, narramos a maravilhosa história de Jesus, chamada “No caminho do amor”, que foi originalmente psicografada por Chico Xavier, no livro “Contos e Apólogos, (irmão X), e a reproduzimos em nosso livro “Sob o Signo de Aquário – Narrações sobre viagens astrais”. Nesse texto, Jesus nos mostra, com seu brilhantismo habitual, as duas faces do amor: a primeira baseada no apego e no desejo, fruto dos caprichos egoístas de almas infantis. A segunda, que é a personificação de Deus, é o amor doação, aquele que somente as almas em busca da luz conquistam e compreendem.

Estamos vivendo um momento especial na história da humanidade. Uma nova consciência está surgindo. O ingresso da humanidade na “era de Aquário” simboliza a necessária mudança na forma como devemos empreender nossa evolução espiritual. É o fim da era da submissão aos dogmas religiosos alienantes; e o início da busca consciente de Espiritualidade. Feliz daquele que compreende isso e empreende a sua caminhada rumo à autoiluminação consciente.

47 – Pergunta (08//11/2010): No momento em que os atlantes-capelinos estavam construindo os barcos para partirem da Atlântida, antes de seu afundamento, me veio a ideia de que esse acontecimento deu origem a história da “arca de Noé”. Será que é possível, já que o livro nos mostra tantos exemplos de crenças e lendas que se construíram a partir dos fatos acontecidos na Grande Ilha? Assim como as lendas da deusa Ártemis, dos deuses escandinavos, Odin e Thor, etc…

Roger: Sim. São tantas informações nesse último livro que algumas nos “escaparam” em sua elaboração. Como já relatamos no livro “Moisés – Em busca da Terra Prometida”, quase a totalidade dos textos do Velho Testamento são baseados em lendas ou, então, em linguagens figuradas, interpretativas, das coisas como realmente aconteceram. É só analisarmos a partida dos atlantes-capelinos da Atlântida, antes de seu trágico fim, e rapidamente podemos perceber que a lenda de Noé se enquadra facilmente na interpretação desse acontecimento.

Inclusive, a decadência da sociedade atlante reflete diretamente a narrativa de que “Deus decidiu destruir o mundo por causa de sua perversidade”. Imaginem os primitivos habitantes do mundo primevo interpretando os acontecimentos fantásticos que se sucederam através de sua estreita visão de mundo… Fica fácil compreender que não poderíamos ter interpretações muito diferentes desta. Por fim, “Deus faz um pacto com Noé e sua descendência”, que nada mais é do que o compromisso dos atlantes que se salvaram do afundamento da Atlântida no sentido de trabalhar ativamente pela evolução das civilizações do mundo primevo.

Como afirmei na pergunta anterior, em uma futura adaptação para o cinema, com mais calma e tranquilidade, deveremos encadear todos esses fatos. Para escrever um livro por ano, tenho que me desdobrar em meu trabalho profissional e demais atividades para dar conta da agenda designada pelos mentores espirituais. Não sou um Dan Brown que ganha milhões a cada publicação e tem até um escritório de pesquisas para fornecer informações que atendam aos seus futuros livros. Além disso, estou longe de uma mediunidade brilhante e de uma capacidade de trabalho notável como a de Chico Xavier, apesar de todo empenho de Hermes e da equipe espiritual nesse sentido. Logo, o leitor terá que perdoar esses pequenos lapsos desse escriba que lhes escreve. Meus agradecimentos ao leitor que elaborou essa pergunta, e por mais essa importante lembrança que não deveria ter ficado de fora do relato oficial do livro.

46 – Pergunta (01/11/2010): Eu gostaria de saber qual foi a origem das gêmeas? Quem eram seus pais? Como puderam ser gêmeas, mas com características bem específicas das duas raças atlantes? No livro “Atlântida – No reino da Luz” elas surgem repentinamente quando os grandes mestres as levam para o mundo primevo para ficarem aos cuidados de Andrey e Evelyn. Explique-nos mais! Elas são fascinantes demais. Gostaria de saber mais ao seu respeito.

Roger: No livro “Atlântida – no reino da Luz” procuramos ao máximo evitar relatos mais trágicos e dolorosos, priorizando focar as narrativas na elevada filosofia dos grandes mestres e nos primeiros conflitos psicológicos dos atlantes-capelinos que detinham o poder sobre a enigmática energia Vril. Portanto, optamos por não relatar, com detalhes, o fato que levou os mestres a esconder as pequenas gêmeas, então com quatro anos de idade, na dimensão do mundo primevo.

Os pais de Sol e Lua foram friamente assassinados por se negarem a utilizar seu poder com o Vril em favor das facções em guerra. O pai das gêmeas era da raça branca e a mãe da raça vermelha. Eram almas devotadas ao bem e jamais se submeteriam à ação coercitiva da força das trevas. Depois de serem mortos por negarem-se a colaborar, Gadeir interessou-se por suas filhas, acreditando que, em breve, elas apresentariam os mesmos poderes de seus país; fato que levou os mestres a rapidamente levá-las ao nosso encontro, em nosso exílio voluntario no mundo primevo, às margens do Nilo de outrora.

Apesar de serem gêmeas univitelinas, Sol e Lua eram idênticas, mas com algumas pequenas variações que destacavam suas raças. A cor da pele, dos cabelos e dos olhos eram praticamente as suas únicas diferenças. Elas possuíam uma semelhança realmente notável que tentamos retratar (dentro do possível) nas capas dos livros. E devemos lembrar que a constituição genética dos atlantes não era oriunda da evolução do Homo sapiens, assim como nós, fato que não permite enquadrá-las dentro de nossos atuais conhecimentos genéticos.

Mas não se preocupem! Essas informações importantes, que ficaram de fora dos livros, estarão presentes no roteiro de adaptação para o cinema, quando for o momento de realizar essa empolgante super produção. Não existe relato sobre a Atlântida com esse nível de abrangência. É só uma questão de tempo para esses dois livros tornarem-se um filme grandioso. Mas isso exigirá uma equipe ao nível das produções de George Lucas, James Cameron ou Steven Spielberg. Seria um crime filmar essa fascinante história em um patamar inferior ao dos grandes épicos de Hollywood. A saga sobre a Atlântida tem os ingredientes necessários para alçarmos o tema Espiritualidade ao nível dos blockbusters mundiais, a exemplo de Senhor dos Anéis, Guerra nas Estrelas, Matrix, Harry Potter, etc.. Esses dois livros talvez sejam a porta de entrada para a universalização do conhecimento e da filosofia espiritual entre as grandes massas. Precisamos trabalhar firme para que isso ocorra, com fé em Deus e no engajamento do público leitor.

A pergunta da semana que vem, sobre a “arca de Noé”, procuraremos, também, melhor relatá-la quando ocorrer a futura adaptação para o cinema.


45 – Pergunta (25/10/2010): Recentemente, em uma reunião espírita que participei, foi posto em pauta a “Natureza de Jesus”. Relatando perguntas como: Jesus era médium? Era Deus?… na primeira pergunta lembrei de uma colocação do livro Universalismo Crístico, onde é relatado que Jesus era médium do Cristo. Porém, a resposta dos espíritas foi “Não”, ele não era médium! Eu não indaguei nada para não me sentir um pouco afastado da discussão e, possivelmente, inferior aos conceitos “espíritas”. A colocação que eles fizeram foi que Jesus era um ser de suprema elevação espiritual e não precisava da mediunidade para pregar o que ele estava destinado a pregar. Mas ainda tenho minhas dúvidas. Em que conceito ele poderia ser médium do Cristo? E aproveitando a oportunidade gostaria que você diferenciasse Jesus do Cristo, pois os espíritas tem plena convicção que Jesus é o próprio Cristo.

Roger: Se fôssemos perguntar aos membros das demais religiões cristãs se Jesus é Deus, certamente responderiam que “absolutamente sim”. Quanto mais admiramos uma personalidade incomum, mais fácil fica divinizá-la. Foi assim no antigo Egito. O próprio Hermes, o mentor espiritual de nosso trabalho, foi divinizado como o deus Toth na antiguidade, devido a sua existência incomum naquele período, e também como a deusa Ártemis na época da Atlântida, conforme relatamos no livro “Atlântida – No reino das Trevas”.

Os espíritas já conseguiram se libertar dessa extrema admiração à personalidade incomum de Jesus, aceitando-o como um espírito excelso, e não mais como se fosse o próprio Deus. Antes do Espiritismo essa seria uma visão inconcebível! Portanto, é natural que os espíritas ortodoxos sintam-se melindrados com a afirmação de que Jesus não é o Cristo. Aos olhos deles, isso seria “diminuí-lo” a um patamar que não conseguem aceitar, devido a imensa admiração que possuem pelo Mestre dos mestres. No entanto, não existe demérito nenhum em ser médium do Cristo Planetário. Pelo contrário, essa é uma tarefa grandiosa designada apenas a espíritos incomuns, como Jesus, que veio a tornar-se governador espiritual da Terra durante toda a era de Peixes.

O Cristo Planetário é o “Logos” do planeta Terra, espírito que já viveu a “segunda morte”, que é a desintegração do corpo perispiritual; ele, portanto, vive somente no plano mental. Dessa forma, não possui condições de reencarnar em um corpo físico, pois não tem mais o veiculo intermediário (perispírito) para isso. O interessante é que Jesus, nos dias atuais, também já não o possui mais. Ele já sofreu a “segunda morte” por causa de sua fantástica ascensão, fruto de sua notável missão há dois mil anos e de sua regência durante esse período. Logo, aqueles que esperam a volta de Jesus encarnado, devem compreender que ele não possui mais condições para retornar ao mundo físico, além de estar envolvido em incumbências ainda mais superiores no Mundo Maior. Se todos evoluímos com o passar dos séculos, imaginem Jesus o quanto evolui nos últimos 20 séculos! E quem crê que ele já era perfeito e não precisa mais evoluir, ainda está mais enganado. A evolução é infinita e o plano evolutivo da Terra é um dos mais primários do Universo.

Deixemos as paixões religiosas à parte, e procuremos refletir racionalmente que Jesus trata-se de um amado irmão em estágio mais avançado de evolução, que desceu de seu reino de Luz para mostrar-nos o caminho da iluminação. Apenas isso. Endeusá-lo apenas atesta a nossa fraqueza para seguir seu admirável exemplo de vida, apontando-o como uma meta inatingível, digna somente de um Deus vivo. Por isso sempre afirmo que Jesus não veio para salvar-nos. Ele nem pode fazer isso! Salvar-se cabe somente a cada um de nós, através do aprendizado das lições ministradas por esse genial professor, um dos mais notáveis intérpretes do Cristo em toda a história da Terra.
E se acreditarmos que Jesus era o Cristo, então a sua missão falhou, pois o mundo todo não é cristão e nem vai o ser no futuro. É, (e foi no passado), inútil tentar “cristianizar os povos bárbaros” como foi feito na época das Cruzadas. Agora se percebermos que ele era médium do Cristo, encarregado de implantar a visão crística na cultura ocidental, então tudo muda de figura. Vemos que ele, ao lado dos demais avatares do planeta, realizaram com êxito suas missões, trazendo a toda humanidade a mensagem do amor e da sabedoria crística: “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faças aos outros aquilo que não gostaria que te fizessem”. (Veja a lei áurea das 10 maiores religiões da Terra na página “Apresentação” nesse mesmo site).

Se nos despirmos da paixão emocional de adorarmos Jesus, quase como se fosse uma divindade, e o analisarmos racionalmente como um dos maiores mestres que já viveu na Terra, perceberemos que faz muito sentido a afirmação de que Jesus não era Deus e também não era o Cristo. E que Deus ilumine, hoje e sempre, esse nosso grande irmão que instruiu a civilização ocidental, oferecendo-lhe o roteiro para libertar-se da escuridão.

44– Pergunta (18/10/2010): “Em função da sua resposta à pergunta de nº 30, pergunto: você afirma, com base no alerta dado por Hermes, “não devemos esperar que algum espírito iluminado realize um trabalho especial e indiscutível”. Esse alerta não se choca com toda a ótica do seu livro “A História de um Anjo”, onde Gabriel se apresenta, justamente, como esse ser especial, que vem à Terra com o propósito de reunir todas as religiões cristãs e, assim, difundir todo o conceito do Universalismo Crístico?”

Roger: “A tua colocação está correta. Nos livros “A história de um anjo” e “Universalismo Crístico” centralizamos a ação na figura de um ou mais personagens de destaque para facilitar a compreensão dessa missão que, na verdade, cabe a todos aqueles que despertarem para a consciência espiritual do terceiro milênio. É o fim da era dos gurus e líderes espirituais infalíveis. Cada um deve fazer a sua parte e a ninguém deve ser dado o poder da palavra absoluta e infalível. A construção do Universalismo Crístico deve ser feita através do debate sadio e sensato, sem melindres. Ninguém pode ser arvorar como dono infalível da verdade. Corroborarmos essa atitude é voltarmos à época em que se construíam filosofias espiritualistas a partir da percepção de pessoas tão limitadas quanto nós, mas que se vestiam de uma aura mística e absoluta para impor suas ideias, geralmente distorcendo a mensagem cristalina dos grandes intérpretes crísticos da Terra.

Hermes afirmou no posfácio do livro “A história de um anjo” que esperava que a figura simbólica de Gabriel servisse como um “detonador psíquico” com o objetivo de despertar os encarnados sobre as transformações necessárias em suas almas para atender as mudanças de consciência previstas para o terceiro milênio. Que todos nós nos inspiremos em personagens como Gabriel e Rafael para fazermos nossa parte e, no futuro, talvez eles estejam lado a lado conosco em nome desse ideal, sem, no entanto, nos preocuparmos em estarmos trabalhando junto a figuras tão representativas, até mesmo porque nosso empenho e dedicação se assemelharão aos deles, tornando-nos verdadeiramente iguais, através da cristalina compreensão da mensagem simbolizada por eles nos livros citados acima.

No Universalismo Crístico não existem generais e soldados. A hierarquia absolutamente não existe. Nele, somos todos irmãos, com igual voz nos debates e estudos, contudo precisamos realizar uma verdadeira reflexão interna e sinceros estudos para estarmos à altura da seriedade necessária para a instigante busca proposta por essa abrangente filosofia. Como diria Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo!”, e tudo mais te será revelado.”

43- Pergunta (11/10/2010): Antes de mais nada, gostaria de congratulá-lo pelas obras, que estão sendo um importante farol para a nova era na literatura espiritualista. Tanto em A História de Um Anjo quanto em Universalismo Crístico percebi que a narrativa se comporta de maneira dual: hora como uma verdadeira prévia de acontecimentos futuros (acontecimentos reais, com personagens reais); hora como uma exemplificação simbólica de como será o processo de implantação das novas ideias no planeta. A primeira noção pode parecer uma leitura literal, ‘ao pé da letra’ e restrita, mas creio que as próprias obras indicam esse sentido. Isto posto, como analisar a ‘prévia’ do ‘nascimento’ do Universalismo Crístico nas obras, se este é um conceito já amplamente debatido e divulgado nos dias atuais por vários outros ‘personagens’. Gostaria de uma elucidação desse ponto.”

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Quando Allan Kardec codificou o Espiritismo, as comunicações com os espíritos já existiam desde a antiguidade e eram amplamente estudadas pelas sociedades iniciáticas, no entanto, ele esclareceu e criou uma metodologia de compreensão didática e popular sobre o assunto. Da mesma forma, estamos somente estabelecendo e divulgando uma metodologia clara para compreensão da ideia do Universalismo Crístico.

Tu citas em tua pergunta que o conceito do Universalismo Crístico já é amplamente debatido e divulgado. Antes de lançarmos o livro sobre esse tema em 2007, realizei pesquisas no Google com esse termo e somente duas ocorrências surgiram. A primeira era a referencia que fazíamos a esse termo em nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, publicado em 2003, e a outra referia-se a uma mensagem de Ramatís dirigida ao grupo Bandeirantes da Luz de São Paulo. Logo, parece-me que esse tema não era amplamente debatido através dessa metodologia, mas sim era um sentimento natural daqueles que estão prontos para a visão universalista de entender os temas espirituais. Como já disse em outras oportunidades (vide pergunta nº 37), Universalismo Crístico e Espiritualismo Universalista são duas coisas diferentes. O primeiro é uma metodologia de compreensão espiritual, liberta de rituais, e o segundo trata-se de uma visão religiosa mais abrangente, porém ainda afeita aos tradicionais modelos religiosos. No nosso entender o Espiritualismo Universalista é uma adaptação das religiões já existentes, e não propriamente um conceito puro de Universalismo Crístico.

Talvez até em grupos de estudo e conversas restritas o tema já fosse discutido, mas não de forma de mais amplo alcance, como está ocorrendo agora com o surgimento de grupos regionais a partir do organismo nacional criado a partir do livro. Nessas últimas semanas tivemos três novas adesões iluminadas: o início da formação dos grupos da Bahia, Pernambuco e do Ceará, que se unem aos já existentes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. São Paulo também já está dando seus primeiros passos. Em breve a consciência espiritual do terceiro milênio será sim amplamente divulgada e debatida em todo o cenário nacional, a partir do esforço conjunto de todos.

Se o Universalismo Crístico já existia, diríamos que sim, no fundo do coração daqueles que buscam uma compreensão espiritual superior, contudo estamos tornando-o visível e compreensível às massas. Os jovens que protagonizam a implantação do Universalismo Crístico no livro de mesmo nome, somos todos nós, espalhados por todo o Brasil, que estamos focados na concretização desse ideal na Terra.”

42- Pergunta (04/10/2010): “Um dia li teu livro “A história de um Anjo”, acho que era este o título, achei muito bonito, até pesquisei para ver se o anjo estava mesmo por ai reencarnado… mas confesso que tive alguns preconceitos… Posteriormente, li Moisés, Atlântida 1 e estava esperando o 2 com bastante ansiedade e soube que já está à venda. Gostei demais do livro “Sob o signo de aquário”. Só há uns questionamentos: porque o título do livro Atlântida, não é “A história de um jovem atlante”? Sabe, você narra sua história na verdade, você é realmente aquele personagem? Outra coisa, você nunca ouviu falar do Dr. José Lacerda de Azevedo, seu livro “Espírito e Matéria” abordam muito do que tratas neste livro “Sob o signo”. Você coloca como se os aparelhos parasitas fossem a grande coqueluche… brother, me senti triste, pois Dr. Lacerda a quem prezamos de coração era aí de tua cidade, um grande pesquisador e foi a pessoa que melhor pesquisou este assunto. Adorei saber de teu e-mail…estava com estes questionamentos na garganta. Abraço. Desculpe o desabafo…de qualquer modo gosto do teu trabalho.

“Roger: Várias perguntas desse e-mail estão respondidas na coluna “Roger Responde” do site WWW.universalismocristico.com.br Lá tu encontrarás respostas e esclarecimentos sobre o nosso trabalho.

Sobre as informações do livro “Sob o Signo de Aquário”, claro que conheço o trabalho do Dr. Lacerda, que é excelente por sinal. Porém, o nosso trabalho visa principalmente atingir a um público leigo, e não a estudiosos do assunto, como é o teu caso. Para muitos desses leitores as informações ali contidas são novidades. Talvez a grande falha tenha sido não citarmos os estudos do Dr. Lacerda no livro, mas creio que isso foi uma decisão dos mentores, haja vista o preconceito que ele ainda sofre dentro do retrógrado cenário espírita, assim como ocorre com Ramatís, que também é um dos mentores espirituais de nossos trabalhos.

Eu não me enquadro no perfil de escritor espírita ou apométrico. Sou apenas um romancista espiritualista que tenta trazer informações profundas para um público menos preocupado com os dogmas das religiões, mas procuramos atuar em todos os segmentos. Essa é a essência do Universalismo Crístico (veja no site). Existem outros escritores mais qualificados que eu para abranger estudos mais atuais e profundos sobre Apometria. Somente o nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais do terceiro milênio” é que é mais técnico. Os demais são romances que buscam conscientizar o leitor mais pela reflexão e emoção, do que por questões técnicas espirituais.

E os dois livros sobre a Atlântida (vol.2 lançado faz pouco) são mais válidos pela reflexão sobre “A história do jovem atlante” do que se narrássemos aquilo que já estamos acostumados na literatura sobre esse tema, e que, em geral, pouco acrescenta ao nosso crescimento interior.

41- Pergunta (27/09/2010): “Desde que li o livro Universalismo Crístico a minha forma de ver o mundo mudou radicalmente. Já tinha lido vários livros espíritas e de outras religiões. Mas parecia que eles eram apenas um doce refresco para a minha alma. E assim eu ia levando a minha vida sem maiores reflexões. Como se as leituras fossem apenas novelas para eu me distrair. Mas lendo o livro Universalismo Crístico e os demais que você publicou, tudo mudou para mim. Não consigo mais ver o mundo da forma de antes. As coisas que me interessavam antes passaram a ser tão pequenas; as que me divertiam, agora parecem tão bobas. E o pior, o meu marido não está me acompanhando nessa nova forma de ver o mundo e está agindo de forma revoltada e negativa, condenando-me por eu ter mudado. Peço a ele que me acompanhe, mas ele diz que essas ideias são coisas de louco e que eu deveria pensar menos e aproveitar mais o nosso privilegiado padrão de vida. Mas não posso mais… Pouco a pouco nos distanciamos. Sinto como se fôssemos dois estranhos sem sintonia alguma. O que você pode me dizer para me ajudar? Estou muito aflita.

“Roger: A pergunta dessa semana é de cunho pessoal. No entanto, devido ao significativo números de e-mails que tenho recebido com essa mesma questão, resolvi respondê-lo de forma geral, porque talvez atenda a necessidade de outras pessoas que estejam passando pelo mesma situação, mas que sintam receio em se expor. Os nossos livros tem realmente uma proposta diferenciada que é percebida por “aqueles que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir”, como disse-nos Jesus. Eles vão muito além de histórias românticas e despretensiosas. O caráter reflexivo da mensagem coordenada por Hermes, abre novos horizontes, provocando o despertamento daqueles que estão prontos e somente aguardavam que o “gatilho” em suas consciências fosse destravado. Infelizmente nossos cônjuges muitas vezes não estão preparados para essa súbita ampliação da consciência, provocando desentendimentos e a perda da afinidade do casal.

A partir dessa situação, podemos entender, então, o que Jesus desejava dizer quando afirmou: “Vim para lançar fogo a Terra; e que é o que desejo senão que ele se acenda?… Julgais que eu tenha vindo trazer paz à Terra? Não, eu vos afirmo; ao contrário, vim trazer a divisão. (LUCAS, cap. XII, vv. 49 a 51.)” A divisão é a natural separação entre aqueles que compreendem a nova revelação e aqueles que desejam manter-se escravizados ao velho estilo de vida, materialista e alienante. Mas no futuro todos se congraçarão na mudança, assim como ocorre hoje em dia com a mensagem de amor universal de Jesus, que, independente das religiões, tornou-se exemplo de civilidade entre os homens. E isso é mais comum do que se pensa. Inclusive, justamente no livro Universalismo Crístico, isso é relatado. O pai do iluminado Rafael desperta logo no início da obra, mas a sua mãe mantém-se na cegueira espiritual, até o momento final do livro, quando também sofre um maravilhoso insight e liberta-se da ignorância espiritual.

Mesmo sendo assim, não podemos condenar o cônjuge que mantém-se irredutível em seu processo de mudança. Lembrem-se que quando o casamento ou a união ocorreu, pensávamos como ele, e por isso aceitamos o projeto de vida em comum. Logo, condená-lo agora por não aceitar uma mudança que ainda não compreende, é injusto. Devemos respeitar o tempo das pessoas. Almas despertam de dentro para fora, e não ao contrário. Nada faz-nos mudar, a não ser uma revelação interna, a partir de nossas experiências acumuladas no decorrer do tempo, e em seu devido tempo. Um fruto não pode ser colhido antes de amadurecer.

Cabe a aquele que despertou, portanto, decidir, se deseja aguardar um despertamento futuro do cônjuge, trabalhando silenciosamente para isso, ou então optar por seguir sua trilha evolutiva por outros caminhos. Na minha opinião, o casamento não é indissolúvel. Quando as almas se separam por um significativo período, distanciando-se definitivamente, sem sintonia de ideais e sem afinidade, é porque o casamento já acabou. Mas deve permanecer sempre o afeto e o amor mútuo, principalmente se existirem filhos que sejam frutos dessa união.

40- Pergunta (20/09/2010): “Gosto muito de seus livros, e acredito que o Universalismo Crístico responde a muitos de meus questionamentos pessoais. A respeito do livro Akhenaton tenho uma séria dúvida e angústia. Ele foi o único de seus livros que não consegui ler até o fim. Explico. A mim, me pareceu que a forma de Akhenaton ao administrar os negócios públicos do Egito (tendo que conciliá-las com as necessidades de implementação de uma nova consciência coletiva considerando os anseios e crenças do povo da época) não detinha capacidade política e administrativa suficientes para isso. A mim, me pareceu que em alguns momentos ele agia como um autista feliz, sem conseguir interpretar o mundo real em que ele vivia e sem compreender os imperativos e as necessidades que o cargo dele,enquanto administrador de um Estado exigia. Era como se ele quisesse colocar o mundo de cabeça para baixo em um curto período de tempo e esperasse que todo mundo agora soubesse andar em um espaço invertido. Os homens, seus valores, sua moral e suas instituições não mudam da noite para o dia. É um processo lento e por vezes silencioso e não é preciso colocar o mundo de cabeça para baixo para mudá-lo. A falta de expertise política de Akhenaton me deixou muito angustiada. Além disso, pergunto: se não há registros dos feitos de Akhenaton no mundo, melhor, se dele nada nos foi legado, a não ser aquilo que você relata, de que valeu aquela sua experiência para o mundo?”

“Roger: Entendo a tua pergunta. E ele mesmo, Akhenaton, reconhece que cometeu erros nesse sentido. No entanto, te pergunto, se a missão de Jesus não foi similar nesse sentido? O Mestre dos mestres também quis colocar o mundo de cabeça para baixo, atacando diretamente a estrutura corrupta do Sinédrio judeu, fato que o levou à crucificação. A única diferença era que Jesus não tinha o poder governamental, enquanto Akhenaton era o rei mais poderoso do mundo da época. Ele sonhou com um mundo de paz, sem guerras, sem violência. Como afirmam os egiptólogos modernos, ele era como um “hippie californiano” pregando a Era de Aquário com uma antecedência de mais de trinta séculos. Akhenaton era um homem muito a frente do seu tempo. E talvez seu maior erro tenha sido não perceber isso. Se tu leres o livro até o final, verás que nos últimos capítulos tem uma interessante reflexão sobre os egípcios não estarem preparados para essa mudança. Eles não tinham como crer em um Deus tão abstrato como Aton. Radamés reflete sobre isso após a morte de Akhenaton. Inclusive, a crença em santos, feitos de pedra, que perdura até os dias atuais, é um reflexo dessa dificuldade humana de crer em um Deus intangível.

Creio que Deus, em sua infinita sabedoria, programou a missão de Akhenaton para mostrar mais uma vez aos seus filhos que Ele sempre nos permite o caminho da evolução através do amor e da sabedoria. Por não seguirmos esse caminho luminoso, necessariamente temos que trilhar o caminho da dor e do sofrimento para despertar. E foi isso que fez o Altíssimo enviando cem anos depois Moisés para realizar o projeto que era imprescindível para evolução espiritual da Terra. Se tivéssemos lucidez espiritual, talvez perceberíamos que todo o sofrimento que enfrentamos é ocasionado por nossa cegueira espiritual. Quando nos afastamos do caminho harmônico, alertas amoráveis são acionados, mas geralmente estamos surdos e cegos a uma salutar reflexão, fato que desencadeia sobre nossas cabeças o terrível guante da dor para despertar-nos.

Os feitos de Akhenaton foram apagados da história. Até recentemente, devido a ignorância dos homens, seu reinado era desconhecido. Como eu disse, ele estava muito além do seu tempo. Agora a sua história está sendo reavivada em uma época de maior compreensão da humanidade. Tudo tem o seu tempo. O próprio Saint Germain, herdeiro do posto de governador espiritual da Terra para a Era de Aquário, sucessor de Jesus, é um ilustre desconhecido da grande maioria dos encarnados. Porém isso não será sempre assim. Tudo tem o seu tempo… Em breve conheceremos todo o trabalho realizado por esse grande mestre, desde os tempos em que era o notável mestre Kundô na Atlântida, passando por sua importante existência como José, pai de Jesus, momento em que ele foi bem mais que um simples carpinteiro, até chegar a sua encarnação excepcional como conde de Saint Germain, durante os eventos notáveis da Revolução Francesa, momento em que a humanidade despertou em sua consciência a importância do ideal de liberdade, igualdade e fraternidade, mesmo dentro de um período de terror, que ainda foi sucedido pelos impulsos ditatoriais de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. Este último, fazemos interessantes análises durante o transcorrer de nosso último livro “Atlântida – No reino das Trevas”.

39- Pergunta (13/09/2010): “Em relação a informação que consta no livro Universalismo Crístico que Allan Kardec foi Akhenaton e na pergunta 36 do site que ele também foi Seraphis Bay. Me corrija se eu estiver errado, mas então essas três personalidades são o mesmo espírito e Allan Kardec já está ascensionado; estou correto? Gostaria, se possível, que você contasse como visualizou esse fato, se foi Hermes que lhe mostrou, como foi… Fiquei contente, mas no meu meio de convívio, infelizmente, tem pessoas que não acreditam nesses fatos… Você poderia me esclarecer isso?”

“Roger: Estabelecer na Terra, uma religião, ainda mais com a importância e a complexidade do Espiritismo, é uma tarefa para espíritos de elevado quilate espiritual. Algum dia as pessoas perceberão isso. E essa questão é mais uma forma de constatar a impossibilidade de Chico Xavier ser a reencarnação de Allan Kardec, apesar de o maior médium do século vinte ser, também, um espírito brilhante. Entretanto, a tarefa de ser intérprete do Cristo Planetário é uma tarefa legada somente a almas incomuns, que já ascencionaram, segundo os padrões de nosso mundo.

Além de ter vivido na personalidade de Akhenaton, Allan Kardec foi, também, Atônis, o sacerdote do sol na Atlântida, e Andrey era seu filho. Logo, por mais incrível que isso possa parecer, Allan Kardec foi meu pai na extinta Atlântida e um inesquecível amigo no antigo Egito, durante seu reinado como o faraó filho do Sol. Logo, sei o que estou dizendo. Essas informações são obtidas através de um processo de regressão de memória conduzido por Hermes, que é o mentor espiritual de todos os nossos livros.

Revelar Allan Kardec como reencarnação de Akhenaton foi uma tarefa muito estudada e amadurecida. Desde a elaboração do livro “Akhenaton – A revolução espiritual do Antigo Egito” que estudamos se essa informação deveria ou não ser revelada. Durante dois anos amadurecemos essa ideia e depois, quando me senti seguro para atestar essa informação, confirmada e reconfirmada por Hermes, revelamos no livro “Moisés – Em busca da Terra Prometida”. Não achamos fundamental ou importante revelar quem foi quem em encarnações anteriores. Isso gera, muitas vezes, curiosidades e especulações infrutíferas. Mas nesse caso especifico existia a finalidade de fazer o leitor compreender o processo evolutivo da humanidade no decorrer dos séculos. Assim, como agora, estamos revelando a personalidade de Moisés, na Atlântida, como o rei da raça vermelha, Atlas; para assim a humanidade compreender como se desenrolou a evolução espiritual da Terra.

O fantástico fato de Moisés, na personalidade de Atlas, ter evoluído pela linha negra, como sacerdote das trevas por um período de 2 mil anos, antes de iniciar sua caminhada para a luz, onde realizou as missões notáveis nas personalidade de Moisés e Maomé, tornando-o, também, um espírito ascensionado, é, sem duvida, motivo para muita reflexão em meio ao nosso cenário espiritualista, que não compreende que a ação das trevas também é regida por Deus. Não existe um diabo rivalizando com Deus. O Criador dos Mundos é soberano. Ele rege o Bem e o Mal com o objetivo de promover a nossa evolução. Nada foge ao seu controle.

Mas, como costumo afirmar, esse não é o fator importante dos nossos livros. Isso não é relevante, e sim a mensagem de renovação ali contida, que é dirigida diretamente por Hermes, mas também, indiretamente, por Akhenaton (Allan Kardec) e Ramatís, entre outros. Todos eles são mestres ascensionados, responsáveis, junto com Jesus, Saint Germain, entre outros, pela evolução conjunta de nosso mundo.

Se o leitor ler os nossos livros como ficção, não tem importância. Não estou aqui buscando créditos ou reconhecimento. Já fico muito feliz quando uma simples e isolada reflexão desperta o leitor, fazendo-o ver o mundo com outros olhos, independente de crer ou não nas informações espirituais ali contidas. Existe a “informação espiritual” e a “filosofia espiritual”. Acho muito mais interessante que o leitor foque sua atenção na “filosofia espiritual”. Quem assimila conceitos como “ama ao teu próximo como a ti mesmo” tem um ganho espiritual infinitamente maior do que aquele que se prende ao “que é” ou “não é” no plano espiritual.

Alguns leitores mais tradicionais possuem dificuldade em aceitar novas informações, por estarem demasiadamente apegado às suas antigas crenças. Renegam novidades coerentes e defendem teses antigas algumas vezes até já derrubadas pela ciência ou pela arqueologia moderna. A filosofia espiritual, que é o que realmente importa para a nossa evolução, é cristalina, apenas devemos aprender a despertá-la dentro de nós. Caro leitor, o mundo reflete apenas as nossas limitadas percepções, portanto, não se prenda a letra que mata, mas sim ao espírito que vivifica!

Não importa se acreditamos que Allan Kardec é Akhenaton e também Seraphis Bay, mas sim que tenhamos condições espirituais de poder reconhecê-lo quando chegarmos ao mundo espiritual. E isso depende apenas do despertar de nossa consciência. O filme Nosso Lar está aí para mostrar, com brilhantismo, essa realidade aos espíritas, aos adeptos das demais religiões e aos ateus.”

38- Pergunta (06/09/2010): “Estou começando a conhecer mais sobre o seu trabalho e de seus mentores! Gostaria de saber quem é Hermes Trimegisto? Se trata de um espírito arcangélico? Sou realmente uma entusiasta dos ensinamentos de Hemes e acho fascinante ele se comunicar conosco!!!!

“Roger: Nesse mesmo site, no link “Introdução”, explica quem foi Hermes no passado e seu trabalho. Ele ficou conhecido por trazer ensinamentos de grande profundidade, que eram compreendidos apenas por seus discípulos mais preparados. Por isso, o termo “hermético” tornou-se sinônimo de algo muito fechado ou de difícil entendimento. No entanto, o trabalho que ele realiza conosco atualmente tem uma proposta oposta a essa. Como a Terra está chegando em uma época de abrangente desenvolvimento espiritual de sua humanidade, Hermes tem trazido informações profundas que até mesmo adolescentes compreendem com naturalidade, através de uma linguagem moderna e simples, facilitando a compreensão espiritual das novas gerações.

Em nossos livros são relatadas diversas de suas existências. Nos livros Atlântida – No reino da luz e Atlântida – No reino das Trevas, ele é a nobre Ártemis. Em Akhenaton – A revolução espiritual do Antigo Egito, narramos sua encarnação como Ramósis, o sumo sacerdote do templo de Osíris, em Moisés – o libertador de Israel e Moisés – Em busca da Terra Prometida, ele é Henok, o chefe da tribo dos levitas. Entre outras elucidações que são feitas também no livro Sob o signo de Aquário, onde é revelada outras informações sobre esse grande mestre no plano espiritual.

Hermes é um dos grandes avatares de nossa humanidade, e foi ele quem trouxe a mensagem crística para o antigo Egito, através da famosa “Tábua de Esmeraldas” (texto que também está reproduzido nesse site), em sua encarnação como Toth, que veio a tornar-se o deus da escrita e da sabedoria entre os egípcios, durante a unificação do Alto e do Baixo Egito há 5.100 anos.

Hoje em dia ele é um mestre ascensionado, que não necessita mais encarnar em nosso mundo, salvo para missões de esclarecimento de nossa humanidade. Ao lado de grandes mestres, que também executaram notáveis missões de esclarecimento espiritual no decorrer de nossa história, como por exemplo, Jesus, Krishna, Akhenaton, Buda, Zoroastro, Moisés, etc…, ele coordena diversas atividades que visam promover o nosso mundo ao nível de entendimento necessário para a Terra do terceiro milênio: a Nova Era.”

37- Pergunta (30/08/2010): “Roger, você aparece na Wikipédia como um dos principais adeptos corrente de pensamento Espiritualista Universalista. Qual a relação (ou diferença) entre Espiritualismo Universalista e o Universalismo Crístico?

“Roger: Não fui em quem criou o perfil no Wikipédia. E ele é atualizado com frequência. Essa é a proposta do Wikipédia para manter dados corretos e atualizados. Mas a designação de certa forma é pertinente. O termo Espiritualista Universalista tem tudo a ver com o nosso trabalho, que é desprovido de rótulos, buscando estudar as correntes do conhecimento espiritualista de forma abrangente e desprovida de dogmas.

Entretanto, Espiritualismo Universalista e Universalismo Crístico não são a mesma coisa. O primeiro poderíamos entender como a designação daqueles que desejam se identificar com uma corrente religiosa com princípios espirituais mais avançados, rompendo com o rigor das religiões tradicionais. Já o Universalismo Crístico é uma metodologia de estudo e compreensão espiritual, que independe das religiões. Ninguém poderá se chamar de “Universalista Crístico” no futuro, porque não se trata de uma religião, que tentará impor, com o passar do tempo, seus dogmas. As religiões terminam naturalmente impondo suas verdades como absolutas; o Universalismo Crístico parte do pressuposto inverso, que todos nós devemos buscar essa verdade através do estudo e da expansão de nossas consciências, a partir de nossas experiências e reflexões, e jamais porque alguém determinou que fosse assim.

O novo padrão espiritual do terceiro milênio, o Universalismo Crístico, não deve ser visto como uma “salada de religiões”, porém como a união de todos aqueles que sentem a luz de Deus em seus corações convidando-os à construção de um mundo melhor e a uma compreensão maior dos desígnios de Deus. Sinceramente, não importa no que acreditamos, mas sim como as nossas crenças nos transformam para nos tornarmos pessoas melhores, contribuindo, assim, para que o amor de Deus vença as imperfeições e limitações de nossos egos…”

36- Pergunta (23/08/2010): “Li recentemente “Atlântida – No Reino da Luz” e “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”. Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo magnífico trabalho que tens feito. As obras são fascinantes. Sou cientista e muitas vezes me identifico com o sentimento de frustração e raiva de Andrey e Radamés. Isto porque tento conversar com as pessoas sobre esse assunto (dos livros) e ninguém tem a mesma empolgação de falar nesse assunto. Desde pequena sempre tive muitas perguntas na minha cabeça e com os teus livros tenho sanado diversas.
Tenho dois questionamentos sobre tuas obras. Em relação a obra “Atlântida – No Reino da Luz”: Os espíritos atlantes encarnados (não capelinos) de onde vieram? Os espíritos encarnados no mundo primevo eram originários apenas de Tríade (capelinos)? O mestre Seraphis Bey viveu em Atlântida? Em relação a obra “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, nosso querido Hermes, após ter vivido em Atlântida como Artemis, ele só reencarnou novamente no Egito no período pré dinástico?


“Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Os espíritos atlantes, da época de ouro, anteriores a chegada dos capelinos, evoluíam na dimensão da Atlântida há milênios. Foram eles que construíram a Grande Pirâmide, milênios antes. A sua saída durante a chegada dos capelinos deveu-se a terem ascensionado a esferas ainda mais superiores. A sua origem, eu não saberia dizer. Não tenho essa informação. Mas provavelmente vieram para a Terra em um passado remoto, migrando de outros mundos também. No passado, certamente, cometeram seus erros e foram espíritos primários, assim como nós hoje. Um dia nos tornaremos seres iluminados como eles. Essa é a lei de evolução a que todo filho de Deus está submetido.

Os espíritos encarnados no mundo primevo da Terra naquele período, eram, em boa parte, oriundos de Capela, mas também já viviam aqui, na terra da 3D, espíritos que se individualizaram a partir de almas grupos de animais. A evolução é única. A nossa alma, antes de se individualizar e tornar-se apta para encarnar no mundo hominal, passa pelos reinos mineral, vegetal e animal, onde experimenta as primeiras sensações e adquire lampejos de consciência, antes de individualizar-se no seio da alma grupo de determinada espécie e partir para a sua primeira experiência no mundo humano. Claro que as suas primeiras experiências são muito primitivas. A missão dos capelinos, além de cumprir seu exílio, era de ajudar a promover o progresso dessas almas bem primárias que estavam iniciando o seu processo de evolução na 3D da Terra. E era esse o papel dos atlantes da era de ouro, antes da chegada dos capelinos. Os atlantes foram os grandes professores de nossa humanidade, apesar de algumas pessoas crerem que os “gigantes que vinham do céu”, para ensinar-lhes, tratavam-se de extraterrestres.

Seraphis Bey, mestre do quarto raio, segundo os estudos teosóficos, é o próprio Akhenaton. Sendo assim, ele viveu na Atlântida na personalidade de Atônis, que era o pai de Andrey. Os mestres se apresentam com “roupagens” diferentes, adequando-se a cada crença. Inclusive eles se apresentam, algumas vezes, até como pretos velhos em terreiros de Umbanda. A mensagem de Deus é uma só. A nossa limitada compreensão é que exige formas diferenciadas de dizer a mesma coisa, devido as nossas crenças sectárias. Chegará o dia em que eles nos instruirão de alma para alma, sem a necessidade de rótulos.

Não sei informar se Hermes teve encarnações entre o período da Atlântida e sua grandiosa encarnação como Toth, quando compilou os famosos princípios Herméticos, durante a fundação da primeira dinastia egípcia, na unificação do Alto e Baixo Egito, ao lado de Menés, que era Atlas reencarnado. Ele evita revelar informações que não sejam objeto de trabalho nos livros. Inclusive o que sei sobre as minhas encarnações é o que está registrado nos livros. Pouco a pouco, ele vai expandindo a minha consciência para narrarmos as histórias que possam ser úteis para a caminhada dos leitores. Talvez, no futuro, essa tua última pergunta seja respondida nas páginas dos livros que virão.”

35- Pergunta 5/5 (16/08/2010): “Atlântida- No reino das Trevas” começa de forma surpreendente. No capítulo introdutório você faz um relato sensacional sobre a desativação de uma das quatro pirâmides hipnóticas que foram construídas no astral pelos magos negros com a finalidade de manter a humanidade terrena entorpecida com relação às questões espirituais. Isso desde a época da Atlântida.
Como última pergunta dessa série de cinco sobre o novo livro, gostaríamos de saber o que você poderia adiantar aos leitores sobre essas informações que são relatadas com profundidade no capítulo introdutório?

“Roger: O período de transição para a Nova Era se intensificará a partir do dia 21 de dezembro de 2012, momento em que a Terra ingressará definitivamente na “Era da Luz”, devido a entrar novamente na esfera de ação do cinturão de fótons da estrela Alcyone. Esse fato não é apenas um simbolismo. Ele realmente mudará a frequência de nosso planeta permitindo que as novas gerações possam integrar-se de forma mais plena ao futuro “mundo dos eleitos para a Nova Era”. As crianças que sofrem dificuldades comportamentais para se adaptar a esse “velho mundo”, respirarão aliviadas. Nesse novo período, a baixa frequência em que vivemos, marcada pela alienação espiritual e os hábitos distanciados dos verdadeiros valores espirituais, terá menos influência sobre a humanidade e passará a se extinguir gradativamente nas próximas décadas.

Essas pirâmides foram construídas em um passado remoto, logo após a vitória dos magos negros sobre os dragões e durante o início da regência destes no astral inferior da Terra. No entanto, nada ocorre sem a concordância de Deus. Esse era o carma de nossa civilização. Necessitávamos evoluir dentro desse modelo em que as pessoas teriam que realizar um significativo esforço para encontrar Deus dentro de si, através da fé e da vitória sobre o seu próprio ego. Era uma necessidade direta dos céticos exilados de Capela, que passaram a compor a grande maioria da população da Terra.

Com a chegada da Nova Era, e consequentemente um novo padrão de evolução espiritual, as novas gerações, aqueles que venceram as suas imperfeições em encarnações anteriores, terão uma percepção mais plena da realidade imortal. A desativação dessas pirâmides será importante nesse sentido, mas isso, também, depende da ampliação da consciência de cada um. As ditas “crianças Índigo”, que nada mais são do que esses espíritos aqui mesmo de nosso mundo, que se elegeram por seus méritos em encarnações anteriores, terão menos dificuldade para adaptar-se, porque o mundo mudará, deixando de receber alienados para receber espíritos conscientes de sua origem imortal e, consequentemente, dotados de dignos valores espirituais, baseados no respeito e no amor ao próximo. Essa nova ascendência de espíritos dignos sobre a humanidade é que mudará o cenário caótico e triste em que vivemos, onde o materialismo e a alienação espiritual vigoram. Essa será a verdadeira e definitiva vitória da luz sobre as trevas. E não o arcaico moralismo cultural das religiões, que procura estabelecer como verdade absoluta as suas limitadas crenças sectárias.

34- Pergunta 4/5 (09/08/2010): “O livro “Atlântida- No reino das Trevas” é repleto de narrativas épicas, como por exemplo as batalhas, homem a homem, entre os exércitos branco e vermelho, os fantásticos duelos dos sacerdotes do Vril e, também, o apoteótico cataclismo que levou a Grande Ilha para as profundezas do oceano Atlântico. No entanto, em minha opinião, o momento mais impressionante do livro é a batalha no astral entre os magos negros atlantes e os dragões, após a submersão da Atlântida, para ver quem regeria o astral inferior da Terra. Por isso perguntamos, existe alguma programação de Hermes para termos um livro exclusivo sobre esse intrigante tema?

“Roger: Esse capítulo, eu também achei muito interessante, ao ponto de deixar o apocalipse atlante realmente em um segundo plano. E eis que o afundamento da Atlântida naturalmente seria o ponto máximo da narrativa, contudo, tornou-se secundário perto do capítulo a que te referes. Nem eu sabia que Hermes tinha intenção de abordarmos esse tema (e suas consequências) nesse livro. Nele podemos entender melhor o perfil desses enigmáticos seres, que inspiraram a lenda dos vampiros, no caso dos magos negros, e dos demônios, com relação aos dragões. Esse capítulo mostra-nos, também, as suas ações e a função dos magos negros como “Senhores do Carma” na regência evolutiva da humanidade terrena pelo lado negro, sempre sob o olhar regulador das Altas Esferas Espirituais. Aquilo que chamamos de caos e anarquia, em nada foge ao planejamento divino, apenas ainda não o compreendemos. E, inclusive, a ação do mal na Terra é fruto da lei de ação e reação que rege os nossos destinos. Infelizmente, a nossa imaturidade espiritual nos leva a necessitar da dor para despertarmos, e esse é o papel desses terríveis seres. Antes de acusar as trevas pelos nossos infortúnios, vamos analisar as nossas vidas para vermos se não estamos “acionando”, com o nosso mal proceder, os mecanismos da justiça divina, através da lei de ação e reação. Quem planta espinhos, jamais colherá flores. Se ilude quem pensa o contrário.

Creio que a curto prazo não existe a intenção de abordarmos esse tema em um livro exclusivo. Porém, isso depende das decisões de Hermes. Talvez ocorra como no caso da Atlântida, que foi mencionada em 2002 no livro “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, e agora recebeu dois livros exclusivos. O projeto que tenho conhecimento a curto prazo é o de consolidar o ideal do Universalismo Crístico, motivo pelo qual o próximo livro tratará exclusivamente desse assunto.

Lembro aos leitores que se identificam com essa ideia sobre a importância de divulgá-la sempre. Indiquem aos amigos o livro Universalismo Crístico e o site www.universalismocristico.com.br . Somente o nosso esforço conjunto poderá despertar a humanidade para uma nova forma de pensar, agir e viver. Temos a grata oportunidade de fazermos a diferença em beneficio dos planos da Luz e em prol de nossos irmãos. Não vamos esconder a luz debaixo da mesa ou enterrar os talentos que recebemos de Deus. Temos uma significativa consciência espiritual em meio a um mundo obscurecido pela alienação espiritual! Façamos a nossa parte e o Universo conspirará para a nossa felicidade hoje e sempre. A felicidade eterna está em participar do grande plano divino. Feliz daquele que já percebeu isso.”

33- Pergunta 3/5 (02/08/2010): “Nesse novo livro, percebemos, também, uma linguagem diferenciada dos demais, em alguns momentos com um sutil apelo sensual ainda não utilizado em suas obras. Poderíamos afirmar que você foi um pouco mais além do estilo das magníficas obras de Rochester, nesse quesito. O que poderia dizer-nos sobre isso e como você espera que seja a reação dos leitores a esse novo estilo?”

Roger: O livro “Atlântida – No reino das Trevas” é um livro especial e diferenciado. Ele traz uma abordagem que não é comum em nossos trabalhos, ou seja, ver os fatos pelo olhar do lado sombrio. Naturalmente, tive que ser fiel a cada momento, a cada narrativa. Claro que sem perder a elegância e os termos condizentes com uma literatura espiritualista voltada para o amor e a busca da luz de Deus. Em nosso trabalho sempre buscamos ser o mais verdadeiro possível. Logo, não faria sentido algum “mascararmos” esse livro para realizarmos uma narrativa com enfoque somente altamente espiritualizado, como é o usual em nossos livros. Decididamente esse não é o objetivo desse livro. Também, não é a nossa proposta ficar batendo e menosprezando a ação do lado negro, como é tão comum lermos em outros livros desse gênero. Jamais utilizaríamos esse clichê antifraterno, sectário e de aspecto doutrinário, típico das religiões em geral.

Não estamos aqui realizando uma defesa da ação das trevas, no entanto é ingenuidade desprezar o que podemos aprender com o lado sombrio. Rotulá-los de ignorantes porque não seguem a mesma estrada que nós, é um comportamento semelhante ao daqueles que julgam de forma negativa aquilo que desconhecem, por puro medo ou arrogância. Podemos encontrar a presença de Deus tanto na luz como nas trevas, basta termos lucidez e sabedoria para isso. Não existe um demônio soberano regendo as trevas. Talvez até alguns acreditem nisso. E esse é um comportamento muito comum entre os dragões. Mas é pura ilusão. Somente Deus é o Senhor de toda a Criação! Luz e treva estão sob o seu Augusto controle.

Nesse livro tivemos uma rara oportunidade de utilizar um outro estilo literário, e isso com o apoio e a autorização de Hermes, o mentor espiritual de nossos livros, portanto tenham a certeza de que cada linha relatada está em conformidade com as Altas Esferas Espirituais que coordenam o nosso trabalho. Os leitores que lerem o livro com a mente aberta, procurando absorver os ensinamentos ali contidos, sem “pré-conceitos” estabelecidos, terão a oportunidade de enriquecerem a sua compreensão do mundo, através de um outro prisma. Já aqueles que se “fecharem”, perderão uma boa oportunidade de crescimento interior.

Devemos abrir as nossas mentes, somente assim poderemos compreender melhor o Espírito Criador. Criticar e negar a existência do outro lado das questões, somente nos dará um atestado de ignorância com relação a compreensão alheia. Além do mais, geralmente criticamos mais intensamente aquilo que ainda nos fragiliza. Vemos o cisco no olho de nosso irmão, devido a termos uma trave em nossos olhos. As pessoas que ficam horrorizadas com certas atitudes e narrativas é porque ainda não se resolveram bem naquela específica questão que condenam. A alma sábia e livre trata a tudo com moderação, respeito e interesse, mesmo quando as questões em foco não fazem mais parte de seu ego. Elas simplesmente não se afetam, mas desejam estudar e analisar com o objetivo de adquirir aprendizado. O sábio é puro equilíbrio…

Procurei relatar o livro “Atlântida – No reino das Trevas” da exata forma como eu sentia e agia naquele distante período, há 12 mil anos, porém, nos momentos em que relatava os textos como narrador, fiz as iluminadas reflexões necessárias, sempre sob a orientação de Hermes, a nobre Ártemis nesse livro. Contudo, abusei um pouco desse estilo, digamos assim… mais profano, até mesmo como um exercício literário para mim e, também, para não tornar-me repetitivo para os leitores mais exigentes. Mas fiquem tranquilos, pois em nosso próximo livro que abordará o Universalismo Crístico de forma mais avançada, traremos um conjunto de diálogos com Hermes, em diferentes paisagens, repleto das mais elevadas reflexões espirituais, bem ao estilo “mestre e discípulo”. Algo bem distante desse mundo sensual e sombrio do livro “Atlântida – No reino das Trevas”, que será lançado agora em setembro. Essa obra, apesar de mostrar o passado distante, reflete bem o momento presente de nossa humanidade, e o leitor poderá facilmente se identificar nesse cenário, ou identificar personalidade atuais. Esse livro, também é um importante objeto de estudo para todo aquele que busca o despertamento espiritual. Confiem em mim! O livro é fabuloso dentro daquilo a que se propõem.

32- Pergunta 2/5 (26/07/2010): “Temos recebido dezenas de e-mails com um mesmo questionamento. O que poderia nos adiantar sobre as fantásticas gêmeas, Sol e Lua? Elas, em sua rápida aparição no livro “Atlântida – No reino da Luz”, impressionaram os leitores com suas personalidades cativantes. Você poderia falar sobre a participação delas no novo livro? Percebe-se uma grande energia nelas já no volume 1, prenunciando uma participação brilhante na sequencia da narrativa.”

Roger: Sim. As gêmeas no volume 2 passam de coadjuvantes a protagonistas da narrativa. O livro “Atlântida – No reino das Trevas”, após o interessante capítulo introdutório, inicia-se vinte anos depois da morte de Evelyn. As gêmeas, naquela época, já eram duas jovens de 25 anos e terão uma atuação envolvente e com profunda personalidade na sequencia da história. Elas faziam parte do pequeno grupo de últimos atlantes que nasceram com poder sobre o Vril, fato que tornou-as peças fundamentais durante os acontecimentos que levaram a Atlântida ao seu trágico destino.

Inclusive, é difícil dizer qual personagem é mais expressivo no “Atlântida – No reino das Trevas”. Atlas, Gadeir, Andrey, Arnach, Sol e Lua, todos tem participações marcantes e profundamente reflexivas e psicológicas, provocando fortes sensações e questionamentos internos nos leitores. Essa é a proposta do livro. Acredito que as gêmeas tocarão especialmente as mulheres, pois elas têm um perfil muito atraente e idealizado, não só por serem mulheres deslumbrantes, mas, também, por serem sábias e poderosas, algo que é o sonho íntimo de muitas mulheres.

Contudo, apesar de entender a curiosidade e ansiedade de alguns leitores por informações a respeito delas, creio que antecipar informações prejudicaria a surpresa e o ineditismo da leitura, portanto prefiro não trazer muitos detalhes a respeito desse assunto. Apenas posso garantir-lhes que elas terão participação ativa até a última página do livro.

31- Pergunta 1/5 (19/07/2010): “Roger, com a conclusão do livro “Atlântida – No reino das Trevas”, nós, da equipe do projeto Universalismo Crístico, que já tivemos a oportunidade de ler o livro para desenvolver a capa, auxiliar na revisão dos textos, etc., gostaríamos de fazer uma série de cinco perguntas sobre o novo livro. Nessa primeira pergunta, gostaríamos de saber o que você espera da reação dos leitores sobre a mudança de perfil dos livros, distanciando-se cada vez mais do formato tradicional dos livros espíritas, ou seja, menos doutrinário e mais reflexivo. Como você vê isso e como espera que seja a reação dos leitores a essa nova obra que, ao nosso entender, é simplesmente extraordinária, eletrizante do princípio ao fim, e apresenta uma linguagem mais universal, atendendo a outros públicos?

Roger: O livro “Atlântida – No reino da Luz” consolidou uma nova orientação já implementada na obra “Universalismo Crístico – O futuro das religiões”. Como eu já havia afirmado em outra oportunidade, todos os livros anteriores ao livro UC foram elaborados com a finalidade de construir uma “ponte” que levasse os leitores da “velha” para a “nova” forma de pensar sobre Espiritualidade. Desde os nossos primeiros trabalhos, eu e Hermes afirmamos, também, que jamais “choveríamos no molhado”. Não perderíamos o precioso tempo dos leitores para falar o que já foi dito em outras obras, apenas trocando o nome das personagens ou, então, criando uma nova nomenclatura para dizer as mesmas coisas que já foram ditas no passado. Tomamos por base algumas informações já consolidadas, com a finalidade de situar o leitor, mas sempre procurando trazer algo inovador sobre determinado tema, com o objetivo de atender às necessidades iminentes da Nova Era.

Mesmo assim, recebi algumas críticas de leitores, que me acusaram de estar mais preocupado em enaltecer o meu ego do que narrar os acontecimentos que são o foco central dos livros. O que posso dizer a esses leitores é que o novo livro somente vai intensificar ainda mais essa tendência. Entretanto, convido-os a lê-lo, pois é um livro realmente notável sobre a Atlântida. As questões em aberto no volume 1 são explicadas nesse livro, fazendo com que 80% da história do continente perdido seja entendida nesse desfecho. O Atlântida 2 naturalmente é muito mais informativo, pois ele é a grande apoteose, o momento em que as coisas se revelam. O Atlântida 1 tem a finalidade de inserir o leitor no contexto e narrar brevemente a época de ouro dos atlantes. Tenho a ousadia de dizer que jamais foi escrito algo semelhante e com tantos detalhes reveladores sobre a Atlântida e o início de nossa atual civilização.

O volume 2, mesmo relatando um período trevoso, é rico em ensinamentos de alta profundidade espiritual, de forma elegante mesmo quando relata as ações do lado negro. Fiquem tranquilos quanto a isso. O livro é agradável até mesmo para os mais sensíveis e não é demasiadamente pesado, como os livros desse gênero. Pelo contrário, os levará, em certos momentos, a elevados sentimentos de amor e admiração pela beleza da obra de Deus, que rege tanto a luz, como as trevas.

Nesse livro, o leitor terá a oportunidade de ver uma outra visão sobre as trevas e perceberá que eles não são nossos inimigos odiosos, e sim nossos irmãos, filhos do mesmo Pai, vibrando ainda em uma outra sintonia, que não está, assim, tão distante da nossa. As vezes, a nossa arrogância nos faz pensar que estamos à altura dos espíritos iluminados e que devemos aprender somente com eles, mas, na verdade, os espíritos da linha negra tem muito a nos ensinar, através do exemplo do que não devemos fazer e também pelo seu conhecimento. Reflexões como as apresentadas nesse livro nos fazem ver que agimos, em muitas ocasiões, como eles, mas o nosso ego nos cega e não permite-nos perceber isso. O livro “Atlântida – No reino das Trevas” é uma aula de reflexão interior. Preparem-se para uma viagem ainda mais profunda e indagadora do que a do volume 1.

E gostaria que todos os leitores da fase do livro “A história de um anjo” nos seguissem nessa caminhada, porém, isso não depende de mim. Temos que seguir a nossa jornada e respeitar o livre arbítrio dos outros. É necessário cumprir as determinações de Hermes. E como ele mesmo diz no prefácio do livro Universalismo Crístico: “Todo aquele que deseja ser livre e busca procurar a verdade por suas próprias mãos, sendo senhor de seu próprio destino, que nos siga nas próximas páginas…” Ou seja, nos siga nos próximos livros!

O que nos deixa feliz é que, mesmo perdendo alguns leitores mais ortodoxos e presos a “velha forma de pensar”, mesmo assim, mais e mais pessoas despertam para o Universalismo Crístico, crescendo exponencialmente o número de adeptos da “nova forma de pensar”, independente de crenças religiosas sectárias. Essa é a essência de nossa tarefa! Fico feliz em saber que estamos atingindo o nosso objetivo, que é utilizar a linguagem e as narrativas certas para a forma de compreensão espiritual das novas gerações. Se elas mostrarem que estamos no caminho certo, então continuaremos nesse mesmo ritmo e direção, firmes e confiantes na assistência da Alta Espiritualidade.”

30- Pergunta (12/07/2010): “Acabei recentemente a leitura do livro Universalismo Crístico e concordo plenamente com os 3 Pilares propostos para a grande integração das religiões no futuro. Não obstante, quando no livro estes conceitos são apresentados por Rafael para os representantes das religiões, eles não são compreendidos e aceitos pelos religiosos, que abandonam a reunião bastante aborrecidos e de forma acintosa. Você não acha que para uma adoção do Universalismo Crístico nos dias atuais seriam necessários um grande Ser centralizador das ideias e ações do UC, bem como muitos “Rafaeis”, totalmente desprovidos de ego e vaidade, comungando um objetivo comum para que a mensagem pudesse ser divulgada uniformemente e bem acolhida pelas pessoas das mais diversas vertentes religiosas? Isto não seria uma utopia quando pensamos à nível nacional e mais ainda quando extrapolamos para a escala mundial?”

Roger: Em diversos momentos, Hermes, que é o coordenador do projeto Universalismo Crístico, alertou-nos que deveríamos abandonar a busca por gurus. Esse não é o caminho na Nova Era. Portanto, não devemos esperar que algum espírito iluminado realize um trabalho especial e indiscutível. Mesmo porque isso não funciona a curto prazo. O próprio Jesus só foi reconhecido séculos depois de realizada a sua missão.

No entanto, a tua segunda proposta de muitos “Rafaeis” é o objetivo a ser atingido. A implantação do Universalismo Crístico na Terra realmente necessita da participação efetiva de todos aqueles que se identificarem com a mensagem contida nesse livro. Não podemos esperar as coisas acontecerem de braços cruzados. A Nova Era que todos sonhamos para o futuro da humanidade exige que descruzemos os braços e partamos para a ação. Os lideres e burocratas das religiões não realizarão esse papel, pelo contrário, trabalharão para que ela não aconteça. O desejo de status e poder fala muito alto ao ego humano. Cabe então a cada um de nós levantarmos essa bandeira de liberdade espiritual e consciencial. Acreditamos que com a futura publicação do livro “Universalismo Crístico Avançado”, possamos clarear ainda mais essa ideia que, sem dúvida, é a visão espiritual mais adequada para uma civilização madura e liberta de cabrestos religiosos.

E como bem afirmaste na pergunta, cada um de nós deve se despir de seu ego e de suas vaidades, procurando manter incólume a essência do Universalismo Crístico, que é um debate de ideias e filosofias de entendimento espiritual, sem estabelecer verdades indiscutíveis. Os donos da verdade não devem possuir espaço dentro do U.C., pois ele é democrático e aberto, mas sem perder a ordem e a metodologia sensata. Ideias obscuras e sem lucidez devem ser avaliadas com atenção e rechaçadas se não se sustentarem em um diálogo fraterno. E aquilo que já está consolidado, como o amor ao próximo e demais sábias filosofias inerentes a todas as grandes religiões do mundo devem ser reavivadas nos corações das pessoas que, hoje em dia, infelizmente, mais vivem os rituais religiosos, do que buscam adquirir espiritualidade.

29- Pergunta (05/07/2010): “Roger, veja essa notícia sobre Tutankhamon: link. Essa nova pesquisa sobre a morte do faraó fecha com a resposta que você deu na pergunta 13, do dia 08/03/2010. Realmente, resquícios de malária no DNA de sua múmia não significa que ele foi a óbito por esse motivo. Abraços e continuo aguardando ansiosamente o “Atlântida – no reino das Trevas“.

Roger: Essa não é uma pergunta, e sim uma constatação. Mesmo assim, gostaria de tecer alguns comentários. Talvez, seja muito difícil resgatarmos essas informações à luz da ciência. Mesmo com todos os avanços científicos, realizar exames em múmias com mais de três mil anos de existência não trará uma conclusão sólida e indiscutível. É o mesmo caso do santo sudário de Turim. A cada século que passa, ele sofre novas contaminações, tornando-se impossível datá-lo com técnicas como a do “carbono 14”, e atestar sua autenticidade. Porém, infelizmente, os cientistas têm o mau hábito de apresentarem as suas teses como indiscutíveis, enquanto tudo que vem do plano espiritual é visto como crendices. Tanto na astronomia, como na ciência, de forma geral, vemos todos os dias teses antes aceitas como indiscutíveis sendo derrubadas. Portanto, devemos sempre mantermos nossas mentes abertas a novos estudos e jamais aceitar qualquer informação como verdade absoluta. A única verdade absoluta que temos até o momento é que o amor e a harmonia são o caminho indiscutível para a nossa ascese evolutiva e refletem perfeitamente a essência de Deus.

A própria Atlântida, talvez, nos apresente apenas insignificantes vestígios no futuro, que provavelmente não atestarão definitivamente todo o esplendor dessa civilização. Muitos, inclusive, afirmam que ela nem existiu ou, então, não passou de uma ilhota qualquer perdida nas imediações do portal de Hércules.

É provável que somente o domínio do acesso aos registros akhásicos, no futuro, possam nos dar informações definitivas sobre essas questões tão intrigantes. E creio que todos se surpreenderão, pois a forma de pensar, agir e viver dessas civilizações eram bem diferentes do nosso modo de viver. Se fôssemos narrá-las exatamente como pensavam e agiam, o leitor teria dificuldade em compreendê-las. Para nós, parece muito natural lermos alguns livros sobre o antigo Egito que só falta aparecer uma loja de “fast food” na esquina da avenida das Esfinges, mas o mundo deles, em geral, era bem diferente disso.”

28- Pergunta (28/06/2010): “Acabei de ler Atlântida – No Reino da Luz e estou com uma dúvida. Após a destruição do continente atlante, a grande pirâmide de cristal ficou submersa na região que hoje chamamos de Triângulo das Bermudas, daí a razão das alterações nos radares de alguns navios e aeronaves, e do desaparecimento de outros tantos (certamente caíram, no caso dos aviões, ou afundaram, no caso dos navios). A minha pergunta é: então até hoje a energia Vril ainda se encontra ativa na pirâmide, correndo por entre suas paredes? Seria possível?

Roger: Como explicamos na primeira pergunta dessa coluna, muitas das informações que ficaram sem maiores detalhes ou esclarecimentos no livro “Atlântida – No reino da Luz” serão respondidas no final dessa saga, no livro “Atlântida – No reino das Trevas”, que será lançado no início de setembro desse ano. Aproveito para informar a todos que o livro já está concluído. No momento estamos realizando as revisões e acabamentos finais para enviá-lo à editora. Ele terá em torno de 30 a 50 páginas a mais que o primeiro e posso garantir-lhes que será uma leitura eletrizante. Impossível parar de ler!

Abaixo segue um pequeno trecho do livro, em primeira mão, que esclarece a dúvida do leitor:

O Vril passara a vibrar em sua forma inversa, após a ruptura de seu maior templo. De alguma forma, até mesmo o símbolo máximo da inteligência atlante vingava-se de nós, os capelinos céticos e arrogantes, os amaldiçoados algozes daquele paraíso sagrado!

Talvez esse rompimento das paredes da pirâmide, liberando as cadeias de Vril, tenha contribuído para os fenômenos que até hoje ocorrem no Triângulo das Bermudas, como, por exemplo, o desaparecimento de navios e aeronaves, além da alteração da leitura dos instrumentos de navegação.

A energia Vril é autossuficiente! Se fosse trabalhada por sacerdotes hábeis poderia tornar-se eterna, principalmente em um ambiente neutro e sem influências mentais, como o fundo do mar das Bahamas. A chama de Antúlio era uma prova disso. Ela permaneceu incólume por séculos, até a sociedade atlante começar a se corromper.

27- Pergunta (21/06/2010): “Também adoro os seus livros! É uma nova e maravilhosa forma de abordar o tema Espiritualidade, de maneira moderna e clara. Eu gostaria de saber o que você faz com o dinheiro que recebe da venda dos livros? Já são quase nove títulos. Deve trazer um bom retorno financeiro. Existe algum projeto espiritual ao qual você destina esses valores?”

Roger: Mais uma vez, obrigado pelo apoio de todos vocês ao nosso trabalho. É isso que nos dá forças para continuarmos nessa abençoada tarefa de divulgar as Verdades Imortais. O coordenador espiritual de nossos trabalhos, Hermes, definiu, desde a publicação de nosso primeiro livro, “A história de um anjo”, que todos os direitos autorais de nossos livros devem ficar sob o meu poder para trabalharmos na divulgação do Universalismo Crístico e, posteriormente, quando a visão espiritual do futuro estiver implantada, criarmos uma grande instituição com o objetivo de educar e espiritualizar as novas gerações. Nossas crianças e adolescentes precisam disso.

Como os nossos livros não estão atrelados a nenhuma religião ou organização específica, só podemos contar com o apoio desses recursos e dos leitores que nos auxiliam no trabalho de divulgação. Por isso insistimos tanto para que todos auxiliem na divulgação. Cada nova pessoa que conhece o nosso trabalho e adquire os livros é mais um passo que podemos dar para atingirmos esse objetivo. Quem crê que o Universalismo Crístico é o caminho, precisa se empenhar para auxiliar-nos nessa difícil tarefa de tornar esse trabalho reconhecido no cenário literário de nosso país.

E mesmo com todo esse esforço conjunto, infelizmente o retorno ainda é inexpressivo. Recebemos através da venda dos livros um valor muito pequeno. Editoras, distribuidoras, lojistas, transportes, divulgações, etc… consomem quase a totalidade do valor final que o leitor paga quando adquire um livro. Como muitos sabem, somente escritores consagrados ou que tem editora própria conseguem significativo retorno, ainda mais no Brasil, que é um país que lê muito pouco. Recebemos em torno de R$1,50 por livro vendido. Quase nada. Necessitaríamos de um volume muito grande de vendas para atingirmos os objetivos traçados pela Alta Espiritualidade para atender ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Devido a isso, estamos inclusive estudando a possibilidade de criarmos uma ONG focada no Universalismo Crístico para custear os diversos projetos de esclarecimento espiritual que estão parados por falta de recursos. Cada dia mais pessoas estão se engajando nessa nova forma de pensar sobre Espiritualidade e desejam de alguma forma colaborar. Precisamos organizar esse amplo leque de possibilidades para que todos, da forma que for, possam dar a sua contribuição para a construção de um mundo melhor e mais espiritualizado, independente das crenças religiosas de cada um.

26- Pergunta (14/06/2010): “Primeiramente gostaria de dizer que eu e minha mãe adoramos seus livros! Sua linguagem é muito didática e gostosa de ler! Sou cientista e gosto tanto de estudar sobre assuntos espirituais que até montei um grupo de estudos na USP sobre ciência e espiritualidade que a cada dia aparecem mais interessados! Existe apenas uma dúvida que não entrou na minha cabeça e da minha mãe: não conseguimos aceitar as encarnações de Moisés à que você se refere no livro da Atlântida. Como Moisés, um ser extremamente elevado e pacífico, poderia vir a ser Maomé, que incitou tantas guerras? Preferimos acreditar no livro “Moisés, o vidente do Sinai” psicografado por Josefa Rosália tendo como espírito Hilarion de Monte Nebo. Lá, de acordo com o arquivo da Luz, que não mente jamais, as encarnações de Moisés foram: Juno e Numo na Lemúria, Anfião e Antúlio na Atlântida; Abel, Krishna e Buda. Sendo sua última reencarnação como Jesus. Assim sendo, gostaria que verificasse com seus guias espirituais a veracidade de minhas afirmações em relação a esse assunto.

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Vejam que interessante! A pergunta da semana passada apontava Moisés como um homem totalmente ambicioso, interesseiro, manipulador, vingativo e egocêntrico. E na de hoje ele é apresentado como uma das encarnações do próprio Jesus, o mais excelso espírito que já desceu à face da Terra da terceira dimensão. Por isso afirmei na semana passada que os livros mediúnicos devem ser apreciados com cautela, procurando se ater mais a essência da mensagem do que aos textos literalmente.

As informações que trazemos em nossa trilogia: “Implantação do Monoteísmo na Terra” (Akhenaton – A Revolução Espiritual do Antigo Egito, Moisés – O Libertador de Israel e Moisés – Em busca da Terra Prometida) foram orientados por Hermes e seguem a visão trazida por Ramatís em meados do século passado. Ramatís nos mostra que o Cristo Planetário jamais encarnou na Terra e, sim, utilizou-se de diversos médiuns, espíritos incomuns, para trazer a sua mensagem a cada povo do mundo. Esses médiuns são os mesmos avatares que citaste na pergunta (entre outros), sendo que nenhum deles é o mesmo espírito. Inclusive Jesus só encarnou em nosso mundo na personalidade que conhecemos há 2.000 anos. Todos estes avatares foram “mediunizados” pelo Cristo para executarem as suas missões. Por isso a semelhança das mensagens espirituais em todo o mundo. Em resumo: Jesus, por exemplo, não era o Cristo, mas sim o médium do Cristo, que trata-se de uma entidade da categoria dos arcanjos, que são responsáveis pela evolução das diversas escolas evolutivas do Universo e que estão impossibilitados de habitar um limitado corpo físico devido a expansão de sua luz, fruto de uma evolução de milhões de anos.

Já as informações que trazes em teu e-mail são procedentes da médium argentina Josefa Rosália Luque Álvarez. Ela crê e divulgou em seus textos que o Cristo reencarnou nos avatares que citas em tua mensagem e, portanto, todos eram o mesmo espírito. Peço que reflitas sobre a afirmação que tu fizeste em tua pergunta: “Lá, de acordo com o arquivo da Luz, que não mente jamais,…”. Creio também que o “arquivo da Luz” não mente jamais. A pergunta é: “E quem leu esse arquivo da Luz?” Esse médium estaria apto a interpretar essas informações, codificadas na linguagem celestial, e traduzi-las para a humana, sem distorcê-las? Pense sobre isto.

Eu li os livros que citaste e, por exemplo, soa-me estranha a ideia de que Ramsés era amigo de Moisés e que pediu para ele partir com o povo hebreu porque o povo egípcio havia se corrompido. Todos os registros históricos desse famoso faraó apontam para uma personalidade completamente diferente da apresentada no livro “Moisés – o vidente do Sinai”. Ramsés era um guerreiro impiedoso, e por isso ele construiu um império que se manteve intacto durante todo o seu reinado (62 anos). Ele desencarnou com mais de 90 anos de idade.

Além disso a personalidade de Moisés no “Velho Testamento” (mesmo que deturpada em alguns pontos) é radicalmente oposta à bondade e à mansuetude angelical apontada nesse livro. Não existe similaridade entre o Moisés apontado nesse livro com o Moisés bíblico. E devemos lembrar que Akhenaton (informações históricas comprovadas por arqueólogos) tentou realizar uma transição pacífica para o monoteísmo 100 anos antes e não obteve êxito. A evolução espiritual das massas era muito crua para isso há 3.300 anos. Como Moisés conseguiria realizar isso sendo bondoso e manso? Como libertar e liderar um povo rebelde e em meio a diversas guerras no deserto apenas usando de docilidade para com os inimigos?

Os médiuns em geral estão sempre aprisionados aos seus próprios paradigmas (assim como o homem em geral). É muito difícil ao espírito comunicante trazer informações que ultrapassem a compreensão e o sistema de crenças dos médiuns. Por mais que o médium seja qualificado, ele ainda é escravo de suas limitações psíquicas. Ele sente a mensagem do mentor, mas não consegue romper com as suas crenças pré-estabelecidas, contaminando a mensagem pura que vem dos planos superiores.

Qual médium está mais próximo da verdade? Impossível definir. A não ser que comparemos o relato mediúnico às informações históricas e científicas que a humanidade física já possui. Como ainda tateamos no escuro com relação a comprovações incontestáveis, o ideal é nos prendermos a essência da mensagem, e não a informações pontuais que possam ter sido distorcidas pela limitação dos médiuns, que são todos humanos e falíveis.

Em resumo: creia naquilo que te faz feliz e auxilia a tua caminhada. Mas também permita-se ao questionamento de tuas próprias crenças. A verdade está onde se encontra o bom senso e a lógica. O amor já sabemos onde encontrar: ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faças aos outros aquilo que não gostaria que te fizessem.”

25- Pergunta (07/06/2010): “Sou leitor apaixonado de seus livros escritos com o amparo do iluminado Hermes. Li toda a trilogia Akhenaton + Moisés 1 e 2 e fiquei muito emocionado em diversas passagens e relatos contados sob a ótica de Radamés e Natanael. Recentemente li também o livro “O Faraó Mernephta” escrito com o amparo de J. W. Rochester (Ed. do Conhecimento) que nos mostra uma versão na qual Moisés é um homem totalmente ambicioso, interesseiro, manipulador, vingativo e egocêntrico, além de pessoas e passagens muito divergentes das mostradas em sua obra. Como entender relatos divergentes e até antagônicos de espíritos que dizem ter presenciado os mesmos acontecimentos? Como separar o joio do trigo?”

Roger: Não gosto de comentar livros de outros autores. No entanto a pergunta é excelente e também pertinente. Nesse caso é necessário uma explicação devido a essas divergências apresentadas pelo leitor. Não é raro os médiuns contaminarem os textos que recebem da Espiritualidade com seus pensamentos e crenças. Já falamos sobre isso em outras oportunidades. E não me excluo dessa situação. Médiuns completamente isentos teriam que ter uma consciência muito ampla para abrangerem o pensamento superior dos mentores e os compreender além de suas crenças e de suas limitadas percepções de mundo. O próprio Chico Xavier, o médium mais brilhante que conhecemos, também deixou-se afetar por suas crenças em alguns de seus livros, não reproduzindo com fidelidade o que a Espiritualidade lhe passava. Por isso os livros mediúnicos devem ser sempre estudados com cautela e sem paixão. Recomendo até mesmo a se prenderem mais a essência das mensagens do que ao conteúdo “ipsis literis”, ou seja, ao “pé da letra”.

Os livros de Rochester, psicografados pela médium russa Wera Krijnowskaya, são um bom exemplo disso. Em várias de suas obras é possível perceber um terrível anti-semitismo, que seria totalmente inadequado nos dias de hoje, após o holocausto que vitimou milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial. Como ela escreveu os seus livros no final do século dezenove, tinha portanto a liberdade para atacar abertamente os judeus sem sofrer qualquer tipo de censura ou reprovação. Isso fica notório em vários livros seus, como por exemplo, “O Chanceler de Ferro do Antigo Egito”, “A vingança do Judeu” e o livro citado na pergunta “o Faraó Merneptah”. Os judeus são sempre citados nesses livros como traiçoeiros, odiosos, interesseiros e agiotas desprezíveis. Segundo esses livros, são desprezados pela sociedade em que vivem e desejam vingar-se disso. Esse é um tema recorrente nos livros de Rochester. Mesmo assim, eles são muito interessantes e com uma narrativa de encher os olhos.

A médium viveu na Rússia durante o período final da dinastia Romanov, antes da Revolução Russa, período em que a nobreza vivia de heranças, sem trabalhar, e abusava de festas fúteis, como ela muito bem retrata em seus livros. Os judeus emprestavam dinheiro a muitos desses nobres falidos e depois cobravam inclusive com a penhora de seus bens, deixando-os na miséria. Talvez ela e seu esposo tenham passado por situações difíceis com seus credores judeus e ela repercutiu isso nos livros. Nota-se um ódio gratuito a tudo que se refere ao povo judeu em seus livros. Ela também se baseou nos textos distorcidos da Bíblia, ao pé da letra, para descarregar a sua ira sobre eles.

E outro ponto que pode gerar as divergências é que Merneptah era o próprio Rochester. E ele não era um espírito iluminado na época em que utilizou-se da médium para narrar as suas experiências. Talvez tenha feito o que é muito comum entre nós, humanos: ele defendeu seus próprios pontos de vista.

Além disso pode haver também as nossas falhas na captação mediúnica e na interpretação dos fatos. Como eu era o próprio Natanael, e vivi próximo a Moisés desde os tempos da Atlântida, quando ele viveu como Atlas, posso ter “defendido” de forma exagerada as suas atitudes nos eventos da libertação do povo judeu da escravidão no Egito.

Livro: O Faraó Mernephta – J. W. Rochester (Ed. do Conhecimento)

24- Pergunta (31/05/2010): “Eu estou lendo o seu livro “Atlântida – No reino da luz” e tive uma dúvida: os personagens Andrey e Evelyn realmente existiram, e você foi Andrey em sua vida passada? Também quero lhe perguntar se o Vril, energia que gosto de estudar e comprei até seu livro por causa dela, poderia ser usada em nosso tempo, alguém poderia usá-la ainda neste século ou ainda teríamos que esperar mais para conseguirmos usar está tão poderosa energia? E outra pergunta, já li muito sobre a sociedade Vril, nos tempos da guerra, e eles se comunicavam com seres de outros planetas, a energia Vril poderia fazer isto, conectar nossas mentes com outros seres de outros planeta? Bom trabalho, estou gostando muito da leitura de seu livro, obrigado por nos oferecer esta excelente leitura em busca do saber.

Roger: As informações espirituais que escrevemos são baseadas em fatos sob a orientação de Hermes. Os únicos relatos que ainda não sei se são uma simbologia ou fatos a acontecer, são os referentes a Gabriel no livro “A história de um anjo” e os de Rafael no livro “Universalismo Crístico”. Hermes não deixa claro esse assunto por motivos que já expomos aqui em pergunta anterior. Tudo mais é fato! Não escrevemos ficção. No entanto, a realidade está de acordo com a percepção de cada um. Não nos importamos se as pessoas leem as nossas histórias como se fossem ficção. O importante é a mensagem espiritual inserida dentro delas. Se o leitor acredita ou não que fui Andrey, Radamés ou Natanael e que Crystal foi Evelyn, Isetnefret ou Rute, isso não faz diferença. O que importa para nós é o quanto essas narrativas podem transformar as pessoas rumo a uma verdadeira consciência espiritual. Fazemos o nosso trabalho com o máximo de seriedade e comprometimento. O objetivo é oferecer informações e reflexões que nos auxiliem a nos tornarmos pessoas melhores.

Algumas pessoas afirmam que seria muita coincidência eu ter vivido sempre em momentos tão especiais da história da humanidade e próximo dos acontecimentos que marcaram o mundo. Inclusive isso acontecerá também na narrativa sobre a vida de Jesus. Quanto a isso só posso reproduzir a mesma pergunta que Andrey faz ao final da história da Atlântida: Por que, Espírito Criador, me colocas em meio a esses fatos tão fundamentais de nossa história? Provavelmente seja para fazer o que eu faço agora: relatá-los como testemunha ocular dos fatos. Elucidando, assim, o que o tempo, os interesses dos poderosos ou apenas a incompreensão da época, distorceu.

Outros poucos leitores protestam, dizendo que só quero exaltar o meu ego nos livros. Mas não me importo. Não é para eles que escrevo! E sim para pessoas de mente aberta, aqueles que já se libertaram da “velha forma de pensar”.

Creio que no livro Atlântida – No reino da Luz afirmamos que a humanidade futura da Terra voltará a dominar o Vril. Na verdade o fluido cósmico universal está aí, cada vez mais presente, ao alcance de todos. Infelizmente ainda não temos a capacidade desenvolvida para manipulá-lo como os antigos atlantes faziam. Ainda nesse século, ele será novamente manipulado a olhos vistos. Por enquanto alguns poucos iniciados estão tendo essa oportunidade, tão rara como o oricalco. Mas nada que possa ser revelado.

No livro Atlântida – No reino das trevas falaremos sobre a sociedade do Vril e sobre os estudos realizados pelos nazistas, inspirados pelas trevas, para dominar essa energia e consequentemente o mundo. Graças a intervenção do Alto, eles não conseguiram. Inclusive o desenvolvimento da bomba atômica foi um trabalho sutil realizado pelos magos das sombras tanto entre os alemães como entre os americanos.

Existe também muita lenda por trás do Vril. Não se pode acreditar em tudo que lemos por aí. Inclusive não sei nada a respeito da utilização do Vril para comunicar-se com outros planetas.

23- Pergunta (24/05/2010): “Lendo o livro Atlântida no Reino da Luz me bateu uma curiosidade à respeito de uma coisa: a enorme semelhança com os filmes da série “Star Wars”! Foi algo proposital fazer essas alusões aos nomes e particularidades do filme no seu livro ou você nem percebeu? O lado negro, ou lado escuro, e Magos Negros que podem ser comparados aos “Sith” do filme; O poder do Vril, que pode ser comparado ao poder “Jedi” do filme; a menção que Gadeir faz sobre a possibilidade de Atlas criar um exército de “Clones”, como os do filme; a grande guerra que ocorre entre o lado negro e o lado da luz, exatamente como a guerra do filme; as gêmeas, que lembram o fato de, no filme, haver um casal de gêmeos, etc… É impressionante!

Roger: Essa é uma resposta que talvez não agrade a todos ou gere descrença. O fato é que George Lucas, o criador da série Star Wars, é um atlante-capelino que viveu os acontecimentos finais da Atlântida e, portanto, guarda em seu inconsciente as informações que serviram de base para o seu roteiro de ficção científica espacial. Certamente a Espiritualidade Superior se utilizou disso, aliando a capacidade tecnológica de Lucas, típica dos capelinos, para criar um dos mais importantes enredos cinematográficos da história do cinema. Lembrem-se, como disse-nos Kardec: somos mais governados por espíritos do que podemos imaginar! A fronteira entre “imaginação” e “realidade invisível aos olhos” é bem pequena. As obras de Julio Verne são uma prova disso.

Seria muito difícil utilizarmos informações da época, relatar aspectos culturais e a linguagem da extinta Atlântida, segundo os moldes dos dias atuais. Por exemplo, realizar uma tradução literal da saudação dos atlantes não faria sentido algum nos dias atuais, porque era adequada a uma cultura já extinta. Não traria o entendimento necessário! Já tivemos essa dificuldade ao relatar os fatos ocorridos no antigo Egito durante o reinado do faraó Akhenaton. Portanto, nos utilizamos da linguagem utilizada por Geroge Lucas na série Star Wars. A saudação “Que a paz do Espírito Criador esteja com você” é uma representação semelhante a utilizada pelos Jedi no filme e retrata melhor a intenção dos sacerdotes do Vril da época de ouro da Atlântida.

Já a “força” relatada por Lucas no filme, representa o poder do Vril dos antigos atlantes, e assim por diante. Ele captou em uma linguagem bem atual aqueles acontecimentos, e nós nos utilizamos da linguagem que ele popularizou para tentar narrar a história como ela foi dentro de uma forma fácil e simples de compreender, sem a utilização de termos incompreensíveis que nada acrescentariam ao objetivo maior da obra, que é provocar reflexão sobre os caminhos do Bem e do Mal e também sobre o início e fim dos ciclos de evolução das civilizações, fato muito atual no momento em que vivemos e que a Terra como um todo está passando.

Sobre as gêmeas, nisso em nada se casa com a série “Star Wars”. Os leitores terão uma leitura surpreendente delas no livro Atlântida – No reino das Trevas. Elas deixam de ser coadjuvantes e tornam-se personagens fundamentais da narrativa. Lembrem-se: “O Bem e o Mal são apenas os dois opostos da mesma força!” Assim como o calor e o frio são os dois opostos de algo que chamamos temperatura.

22- Pergunta (17/05/2010): “Você viu o filme sobre a vida de Chico Xavier? O que achou?”

Roger: Sim! O filme é bom, mas poderia ter um enfoque maior na mensagem espiritual trazida pelo Chico. Entendo que o diretor quis fazer um filme que não fosse doutrinário para alcançar um público maior, sem dar a ideia de estar defendo essa ou aquela religião. Mas senti falta de um conteúdo espiritual mais rico, que abordasse com profundidade a reforma íntima e o entendimento espiritual da vida, ao invés de dar ênfase às cartas de familiares que desencarnaram, que é algo que consola, mas não esclarece.

Espero que o filme “Nosso Lar”, baseado nesse excelente livro de Chico Xavier, que estreará em setembro, seja mais esclarecedor e retrate com mais profundidade a Vida Imortal. Estamos entrando na era do cinema espiritual. É fundamental que as pessoas lotem as salas de cinema e demonstrem a força desse tipo de filme para que mais produções sejam realizadas. Os filmes possuem um alcance muito maior que os livros. Infelizmente as pessoas não têm o hábito da leitura, mas filmes são sempre muito assistidos. Esse é um excelente caminho para popularizar as importantes mensagens espirituais que são canalizadas do Alto, auxiliando na mudança do padrão espiritual da humanidade. Creio que se o Brasil investir no filão do cinema espiritual, poderá se tornar referência mundial nesse ramo, alastrando para o mundo um conhecimento que hoje em dia está muito restrito ao nosso país: o saber espiritual!

Esperamos também que esse movimento no futuro permita que nossos livros tornem-se filmes. Na verdade eles já são elaborados em formato de roteiro de filme. O livro “A história de um anjo” parece um filme que se tornou livro. A trilogia Akhenaton, Moisés, o libertador de Israel e Moisés, em Busca da Terra Prometida também dariam ótimos filmes. Sem falar no épico Atlântida No reino da Luz e No Reino das Trevas. Este seria, sem dúvida, uma película inesquecível.

Assista o trailer dos filmes:

Chico Xavier, O filme (youtube)
Nosso Lar (youtube)

21- Pergunta (10/05/2010): “Estou lendo o livro “Sob o signo de Aquário” e estou no capítulo que fala sobre os implantes eletrônicos e estou achando surpreendente e ao mesmo tempo horrível! Gostaria de te perguntar como podemos saber se estamos com o tal implante? Quais seriam os “sintomas” físicos ou emocionais que apresentamos quando estamos com tal equipamento?”

Roger: Ilude-se quem crê que o plano espiritual é menos avançado tecnologicamente que o físico. E também quem acha que os espíritos das sombras se resumem a seres ignorantes e turrões. Entre eles existem grandes cientistas com elevado poder mental, fator fundamental para realizar qualquer técnica avançada, tanto da luz como das trevas.

Como diz no livro, esses dispositivos provocam sintomas como fortes dores de cabeça, irritabilidade e profundo estresse. Eles são instalados pelas equipes das sombras no corpo elétrico, uma das subdivisões do corpo astral, onde desencadeia-se todas as descargas energéticas oriundas do sistema nervoso central.

Para sabermos se temos algum dispositivo eletrônico de obsessão instalado basta meditarmos sobre o nosso comportamento no dia a dia e analisar os sintomas descritos acima. Bem que essas técnicas mais avançadas de obsessão geralmente são utilizadas em encarnados mais perseverantes e que realizam alguma atividade em prol do bem da humanidade. No restante da humanidade, alienada com respeito ao mundo invisível, qualquer obsessão básica realizada por espíritos ainda perturbados já é suficiente e menos custoso de realizar.Nos capítulos 4 e 7 do livro citado existem informações detalhadas sobre o assunto.

20- Pergunta (03/05/2010): “Não sei se é normal o que sinto, mas, cada vez que leio um de seus livros, ou que leio algo no site Universalismo Crístico, sinto como se estivesse perturbado por dentro, como se estivesse ansioso por saber ou entender coisas que sinto que já sei, mas que ainda não me são compreendidas. Ou seja, sinto que tudo isso mexe com minha mente e, às vezes, me deixa em estado pensativo profundo. O que seria isso?

Roger: O trabalho que estamos realizando sob a orientação de Hermes tem a finalidade principal, entre outras, de despertar os espíritos encarnados na Terra que já estão sintonizados com a frequência espiritual da Nova Era. A linguagem e as reflexões internas propostas no transcorrer dos textos são como mantras que atuam no âmago da alma de quem também se comprometeu no plano espiritual, antes de reencarnar, a abraçar a causa de trabalhar pela transformação do mundo para o terceiro milênio.

Feliz daquele que sente isso, porque, apesar dos conflitos iniciais que viverá por ainda não compreender bem do que se trata, em breve, se for perseverante na busca por respostas, se integrará a uma consciência cósmica superior. E o fato de sentir essa sintonia com a visão espiritual do terceiro milênio já é uma amostra de que está preparado para prosseguir reencarnando na Terra da Nova Era, trabalhando para construir um mundo melhor e desperto para a realidade da Vida Imortal. Em breve chegaremos a era da libertação da alienação espiritual em que se encontra a humanidade. Ela se tornará ciente de sua natureza espiritual, acima da vida humana.

O mundo físico não é a nossa pátria, mas sim apenas um breve local de estágio para aprendizado de nossa alma imortal. Bem aventurados os mansos e pacíficos porque estes herdarão a Terra.

19- Pergunta (26/04/2010): “Amo seus livros.Creio que aprendi a lê-los com a mente aberta, liberta dos paradigmas, conforme você indica. Ao reler alguns deles percebi muitas outras coisas que não havia percebido anteriormente. Realmente é uma leitura transformadora. Peço a Deus em minhas orações para que as pessoas despertem para a visão espiritual do 3° milênio: o Universalismo Crístico.
Eu gostaria de perguntar sobre como está sendo a elaboração do livro “Atlântida – No reino das Trevas”. Tenho percebido em algumas respostas suas que você está um pouco estressado e menos amoroso como estávamos acostumados. Estão ocorrendo ataques das sombras a esse projeto? De alguma forma eles estão lhe influenciando para irritá-lo e assim essa revelação não chegar as nossas mãos?


Roger: Fico feliz em saber que tu estás compreendendo, em essência, a mensagem. Eis o meu sonho dourado nesse mundo! E que Deus ouça as tuas preces para que possamos ter, em breve, uma humanidade que entenda a mensagem do Universalismo Crístico, sem distorcê-la de acordo com os seus traumas, bloqueios, ou visões carregadas de preconceito por não conseguirem libertar-se do modelo espiritual anterior.

A elaboração do livro “Atlântida – No reino das Trevas” realmente está sendo muito difícil. Os ataques das sombras estão sendo contínuos, procurando prejudicar a concretização desse projeto. Infelizmente é comum termos o apoio dos leitores quando estão satisfeitos ou com algum interesse específico, mas quando necessitamos de auxílio, em momentos de dificuldade energética ou ataques obsessivos, geralmente se melindram ou retiram o apoio. Esperam somente receber, jamais apoiar ou se doar por esse projeto que é de todos nós. Isso é natural do ser humano, entretanto todos os estudos espirituais que realizamos poderiam ser suficientes para percebermos, compreendermos e refletirmos sobre isso. A vida não é um mar de rosas e não tenho a alma abnegada como o nosso querido Chico Xavier, que a tudo se submetia por amor à causa que abraçou. Na verdade não me proponho a isso. O meu caminho nessa existência é outro.

O novo livro traz informações sobre a ação dos magos negros atlantes no processo de alienação espiritual da humanidade, suas tentativas de impor seu poder sobre a humanidade no transcorrer dos séculos, principalmente durante a segunda guerra mundial, o poder da energia inversa do Vril, a manipulação do “Sol Negro”, entre outras informações. É natural que desejem evitar o acesso da humanidade a essas informações. Mas tenho certeza que isso seria bem pior se os livros tivessem um alcance significativo. Eles sabem que pouquíssimas pessoas leem e compreendem a mensagem, portanto os ataques não são tão incisivos, apesar de causar alguns estragos em minha psique, desequilibrando-me em momentos de vacilo. Mas tenho realizado trabalhos espirituais em centros espíritas para evitar a obsessão sutil que realizam e também para desativar os dispositivos que regularmente instalam em meu corpo astral com essa finalidade. Além, obviamente, de realizar a prática salutar do “Evangelho no Lar”, que é fundamental para afastar a ação desses nossos irmãos que ainda trabalham pelo domínio das trevas.

Apesar de tudo isso, temos uma boa notícia para dar aos leitores que apreciam o nosso trabalho. Nesse domingo concluímos 50% do novo livro. E podemos afirmar que, além das informações inéditas, o leitor será brindado com uma leitura instigante do início ao fim.

18 – Pergunta (19/04/2010): “Antes de tudo gostaria de parabeniza-lo pelo trabalho de divulgação do Universalismo Crístico e também agradecer a você e aos mentores, especialmente ao Hermes.
Tenho umas dúvidas e se for possível e oportuno responder eu ficaria muito grato. O desenho que a faixa de terras do continente atlântico forma parece não ter conexão alguma com as extremidades da Eurafrica e das Américas. Algo como uma peça de um quebra-cabeça que não faz parte do jogo. Pergunto: a Atlântida é uma faixa de terras deslocadas do super continente Pangéia? No caso positivo, por que então aparenta não ter nenhuma ligação com os outros continentes?Gostaria de saber também, qual o tronco biológico dos corpos usados na Atlântida. Se a raça primitiva provém do macaco, qual a raiz das raças existentes da Atlântida?


Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho! Os abraços e os agradecimentos a Hermes e aos demais mentores são sempre ouvidos por eles. São almas em avançado estado de evolução, que percebem com facilidade os nossos sentimentos, principalmente os mais sublimes. Muitas pessoas me escrevem pedindo que eu envie um abraço a eles. Todos podem fazer isso diretamente em suas preces ou após as leituras. Garanto que eles ouvirão e responderão no íntimo de cada um.

A pangéia, continente único durante a formação da Terra, contornado por um único Oceano primordial, se fragmentou há milhões de anos. No meu entender, a conexão entre a América e a Euráfrica é visível, quando observamos o mapa mundial, demonstrando ser impossível existir um continente das proporções da Atlântida entre eles, desde as primeiras fases de formação do nosso planeta. A Atlântida, conforme narra o livro, fazia parte da quarta dimensão da Terra e foi descendo, gradativamente, para o plano físico grosseiro da Terra durante os seus últimos séculos. Processo que se acelerou nos derradeiros anos, fazendo com que navegadores do mundo primevo descobrissem a “ilha mítica”. A Atlântida tornou-se então um elemento extraordinário em uma dimensão que não era a sua. Tanto que a sua submersão até hoje é um mistério. Na região do Triângulo das Bermudas, alguns pesquisadores na década de 70 do século passado afirmaram ter encontrado a Grande Pirâmide. Quando retornaram lá com equipamentos mais apropriados para a expedição, ela já tinha desaparecido, demonstrando a sua natureza semimaterial. Eis o grande mistério do Triângulo das Bermudas, região onde navios e aviões desaparecem com frequência sem deixar vestígios. Sem falar nas estranhas alterações ocorridas nas bússolas devido a energia intensa ainda gerada pelo Vril constante nas paredes internas da pirâmide submersa.

Sobre o tronco biológico dos corpos usados na Atlântida, eles eram oriundos do processo biológico mais sutil da quarta dimensão. Provavelmente provinham de uma evolução natural de hominídeos daquela dimensão. Como isso havia ocorrido há vários milhares de anos, Arnach desconhecia esse fato, e achava-se um ser divino, em comparação com os hominídeos da Terra que mal estavam avançando para um organismo mais evoluído de manifestação física. Os próprios habitantes do mundo primevo chamavam os atlantes de “filhos dos deuses”, fato que tornava a soberba de alguns atlantes distanciados da luz ainda maior.

17 – Pergunta (12/04/2010): “Acompanho seu site e leio seus livros! E o admiro muito! Gostaria de tirar uma dúvida, sobre o espírito de Nefertiti. No seu livro, “Atlântida no reino da Luz”, Atônis era o sumo sacerdote do templo do sol, em Atlântida, que logo seria o grande faraó Akhenaton no antigo Egito! No livro Akhenaton você comenta “muito” sobre Nefertiti e do amor que ela possuía por Akhenaton e ambos tinham uma encarnação altiva, recíproca, em que, um ajudava o outro. E em outros livros espíritas os dois sempre reencarnaram juntos. Mas você não relata Nefertiti encarnada em Atlântida por quê?Em “Moisés – Em Busca da Terra Prometida” e “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” você afirma que a última encarnação de Akhenaton ocorreu na personalidade de Allan Kardec. Então Nefertiti poderia ser Amélie Gabrielle Boudet, a esposa de kardec? A historia dos casais são idênticas, um ajuda o outro, inclusive Amélie depois que Kardec morreu cuidou e com empenho e devotamento continuou o trabalho de codificação do Espiritismo idealizado por Kardec, assim como Nefertiti fez após a morte de Akhenaton! O que acontece com Nefertiti?

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho! No livro Akhenaton, no capítulo inicial sobre a Atlântida, afirmamos que Criste (esposa de Atônis) reencarnou no futuro como a rainha Nefertiti, mas creio que esquecemos de fazer essa afirmação no livro Atlântida. Realmente foi uma falha de informação. Tu estás certa! Nem todos os leitores leem todos os livros. No livro “Atlântida – No reino das Trevas” colocaremos essa referência. Muito bem lembrado. Nos livros “Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da Terra Prometida”, afirmamos que Nefertiti reencarnou como Séfora, a esposa de Moisés, enquanto Akhenaton era o sacerdote de Heliópolis, Amenófis, que foi o responsável pela iniciação espiritual de Moisés.

O conceito de alma gêmea é algo que também deve ser analisado. Não existem “almas gêmeas”, e sim “almas afins”, que evoluem juntas por afinidade. Nós somos seres integrais. Não dependemos de outra alma para existir e nos completar. Entretanto criamos afinidades em nossa infinita jornada evolutiva e amamos de forma mais especial esses espíritos afins. Mas com o passar dos milênios, abandonamos essa característica, digamos assim “mais humana”, e partimos para um amor verdadeiramente espiritual e universal, assim como o do Cristo, que é igualitário a todos os seres do Universo, independente de afinidade. Esse sentimento de amor especial a determinado espírito é algo característico em nosso limitado nível evolutivo.

Sobre Nefertiti ser Amélie Gabrielle Boudet, vejam como não é difícil desvendar esses mistérios. Basta analisar o perfil psicológico e comportamental para perceber que Amélie Gabrielle Boudet era Nefertiti reencarnada ao lado de sua “alma afim” com o objetivo de concretizarem em conjunto a missão de implantar o Espiritismo na Terra. Infelizmente até pouco tempo a humanidade ainda vivia uma época de sombras com relação ao papel da mulher, relegando-as a um segundo plano. O Egito Antigo foi uma época de ouro para a manifestação do espírito feminino, permitindo que Nefertiti se destacasse de forma mais intensa e atuante.

16 – Pergunta (29/03/2010):Li todos os seus livros (exceto o A Nova Era) e gostei de todos. Sou adepto do Universalismo Crístico e procuro divulgar conforme minhas possibilidades. Gostaria de perguntar, em meus estudos sobre espiritualidade aprendi que muitas são as motivações de uma reencarnação, entre elas, manter a forma humana. No seu livro “A história de um anjo”, durante um de seus encontros com Arnach, você diz que ele não poderia manter aquela forma humana por muito tempo. É possível sabermos qual a forma dele quando não está na forma humana?”

Roger: Os livros em que Arnach é mencionado são: Sob o Signo de Aquário, Universalismo Crístico e Atlântida – No reino da Luz. (E, a partir de setembro, em Atlântida – No reino das Trevas). O livro em que afirmamos que Arnach não poderia manter-se belo e elegante é o livro Sob o Signo de Aquário. Naquele momento afirmamos que ele não conseguiria manter uma forma perispiritual no astral de beleza e elegância porque espíritos endividados por suas práticas maléficas maculam com cargas espirituais negativas à sua “túnica nupcial” ou seja, o corpo astral.

Não afirmamos que ele não manterá uma “forma humana”, mas sim que essa, em sua real condição espiritual, não seria bela e harmônica, como ele se apresentava através de vigoroso poder mental. Ela seria deformada e envolta por uma graxa negra, como normalmente se apresentam os espíritos sintonizados com as trevas. Inclusive alguns deles se apresentam apenas como um “esqueleto” coberto por um manto negro, devido a não conseguirem se desligar do corpo físico que abandonaram após a morte. Nestes casos, acompanham a decomposição natural do corpo que lhe servia de instrumento durante a vida. Existem outras situações, de acordo com cada nível consciencial. Espíritos com baixa consciência e que alimentam ódio doentio, por exemplo, transformam-se em formas ovoides.

15 – Pergunta (22/03/2010):Há várias décadas as mais diversas linhas de crença e pensamento vem falando sobre A Nova Era, ou mais especificamente A Era de Aquário. Isso fica escrito e explorado no seu livro ”Sob o Signo de Aquário”! Segundo você nos narra nessas belas páginas a Terra passará a ter Saint Germain como novo Regente Espiritual, sucedendo Jesus, nos guiando rumo a novos avanços do Planeta Gaia. E quanto ao Cristo Cósmico? O mesmo Ser que vem servindo de filtro e amparo das energia de incompreensíveis de planos elevados seguirá nos banhando de Luz ou haverá também uma sucessão com a entrada da era Violeta? Gostaria que você explorasse um pouco o assunto.”

Roger: Como já afirmamos no livro “A Nova Era – Orientações Espirituais para o Terceiro Milênio” e também no livro “Sob o Signo de Aquário – Narrações sobre Viagens Astrais”, Jesus e o Cristo não são a mesma entidade espiritual. Jesus foi o maior entre os médiuns do Cristo e está encerrando o seu atual mandato de governador espiritual da Terra, cargo que está sendo cedido a Saint Germain neste processo atual de transição planetária. A Nova Era, a era de Aquário, será regida pelo mestre da Chama Violeta. Já o Cristo é uma entidade de evolução mais avançada e que não possui mais forma de manifestação física. Ele é uma essência que interpenetra todo o globo terrestre e rege o processo evolutivo de nosso planeta. Por não poder mais manifestar-se no limitado mundo das formas físicas, ele “inspirou” almas de alto quilate espiritual, como Jesus, Krishna, Buda, Zoroastro, Antúlio, Moisés, Maomé, Confúncio, entre outros, para realizar as inesquecíveis missões de esclarecimento espiritual que observamos no decorrer da história de nossa humanidade, em meio as mais diferentes culturas.

A governança espiritual da Terra está passando das mãos de Jesus para Saint Germain. Já o espírito do Cristo Planetário só abandonará a sua tarefa de ser a “alma do nosso mundo” quando ocorrer a morte do planeta. A Terra é o seu corpo e eis a sua missão: manter vivo esse organismo, esse maravilhoso ser vivo que chamamos de Gaia, e que o homem insiste em agredir com a sua busca insana por poder e riquezas transitórias.

O Cristo Planetário assumiu essa incumbência desde a gestação da vida em nosso planeta e só se desligará dele com a sua extinção. Apesar de parecer um tempo gigantesco aos olhos de nossa curta existência física, para espíritos da categoria dos Arcanjos, esse é um breve momento em sua caminhada eterna. Além do mais o seu processo de evolução se encontra em faixas inimagináveis a nossa limitada compreensão. O Cristo Planetário é o representante direto de Deus na Terra. O “transformador energético” que modula a Luz Divina de acordo com a nossa baixa capacidade receptiva.

Lembramos que o termo “Cristo Planetário”, utilizado para designá-lo, foi só uma forma de identificação a partir da interpretação evangélica que nos diz que Jesus era médium de um ser maior, denominado de Cristo (O Ungido) por seus seguidores. (Não me chameis de mestre, pois temos um único mestre, e ele é o Cristo). Assim derivamos o termo Crístico, do termo Cristão, para representar claramente a mensagem recebida por todos os médiuns do Cristo na história de nossa civilização, e não somente a mensagem recebida por Jesus Cristo (Jesus médium do Cristo).

Essas informações também podem ser obtidas com mais detalhes nos livros “O Sublime Peregrino” e o “Evangelho à Luz do Cosmo” de Ramatís, Editora do Conhecimento.

14 – Pergunta (15/03/2010):Alguns livros espíritas afirmam que Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec. Entretanto nos livros “Moisés – Em Busca da Terra Prometida” e “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” você afirma que a última encarnação de Akhenaton ocorreu na personalidade de Allan Kardec. Depois não encarnou mais. Sendo assim podemos entender que Chico não é a reencarnação de Kardec. Poderia explicar isso?”

Roger: Sim. Chico não foi Kardec. E isso é facilmente observado analisando o perfil psicológico dos dois e suas respectivas encarnações. A pedagoga espírita Dora Incontri realizou um estudo bem interessante e consistente a respeito desse tema. Veja no site: www.opiniaoespirita.org/cnek_di.htm

Chico Xavier sem dúvida alguma conquistou um grande avanço espiritual em sua última encarnação. Mas colocá-lo na mesma condição espiritual de Allan Kardec, cuja as principais identidades anteriores foram a do sumo sacerdote do templo do sol, Atônis na Atlântida, o grande faraó Akhenaton no antigo Egito, o sacerdote Amenófis que instruiu Moisés no templo de Heliópolis e depois o grande educador Jan Huss, é realizar uma comparação despropositada e ilógica. Uma tentativa inconsciente das massas de não querer reconhecer que um espírito mediano pode conquistar elevada condição espiritual em uma heroica encarnação. Essa é uma forma de dizer: “Chico era um espírito de elevado quilate espiritual, por isso a sua vida foi brilhante. Homens comuns não podem realizar obras divinas.” Percebam que é uma tentativa inconsciente de justificar o próprio fracasso espiritual, colocando-se na condição de indigno de atingir tal elevação espiritual. Ou seja: somente almas iluminadas podem obter sucesso evolutivo.

Para algumas pessoas é mais fácil ficar adorando Chico e outros santos e não fazer nada por sua própria evolução espiritual. Dizem “amém” aos grandes mestres e depois vão assistir novelas na televisão, de forma alienada, sem realizar nenhuma reforma interior. Não é isso que esperam de nós os que lutaram para espiritualizar o nosso mundo.

A humanidade em geral prefere colocar Jesus em um altar e cultuá-lo, ao invés de chamar o Divino Amigo para suas vidas e assim aprender com o Grande Professor das Almas. Não vou cansar de repetir: Jesus não era o Salvador! Ele nunca salvou ninguém. Ele foi o Divino Professor que nos trouxe a eterna lição do amor e da evolução espiritual. Aqueles que ficarem sentados esperando serem salvos, “morrerão” de corpo e alma, pois retornarão ao plano espiritual sem agregar nada à sua evolução.

Os próprios problemas de saúde que Chico teve no transcorrer da vida (e que ele venceu com nobreza e dignidade) demonstram que possuía carmas a resgatar e não se tratava de uma alma ascensionada. Além disso, Kardec reencarnou na época de Cristo como o centurião Cornélius. Aquele que disse a Jesus: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Uma palavra vossa e meu servo estará curado.” Nessa mesma época Chico Xavier estava encarnado como Flávia, a filha do senador romano Publio Lentulus (que era Emmanuel, seu mentor). Como então Chico (Flávia) poderia ser Kardec (Cornelius) se ambos estavam reencarnados ao mesmo tempo naquele período?

13 – Pergunta (08/03/2010):Li o livro sobre Akhenaton. Adorei. Gostaria de esclarecer umas dúvidas que vi num documentário da discovery na data de hoje 01/03/2010 e fizeram uns testes na múmia de Tutankhamon. Vamos lá: descobriram que tinha uma fratura no osso perto do joelho(fêmur), além de uma deformidade no pé (osteonecrose) causada por uma doença. Então fizeram um exame para de DNA para malária e descobriram o DNA do parasita na múmia dele. Então, o diagnóstico da morte foi malária. No sarcófago tinha também muitos cajados (mais de 50) que acreditam que usava, pois mancava de uma perna (osteonecrose). E no livro fala que sofreu um atentado e tinha uma lesão entre a cabeça e o pescoço. Se for possível, gostaria de que me esclarecesse essas descobertas.”

Roger: Para quem leu o livro Akhenaton, gostaria de informar que a história continua nos livros “Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da Terra Prometida”. Trata-se de uma trilogia. Muitos leitores não sabem disso.

Sobre as novas descobertas divulgadas, costumo dizer que a morte do rei Tut é tão polemica quanta a veracidade do Santo Sudário de Turim. Muitas especulações e poucas informações realmente consistentes. Os cientistas creem que suas informações são altamente confiáveis e refletem a mais absoluta verdade. No entanto, alguns anos depois as suas teses (aprisionadas a paradigmas limitados) são derrubadas. E isso se repete em todos os campos, tanto na astronomia, como na arqueologia e também nas ciências médicas.

A malária era conhecida no antigo Egito como “doença mágica”. Inclusive Ramósis estudava suas causas para tentar debelar aquele mal que chegou a afligir, em alguns períodos, mais da metade da população. Muitos habitantes do Vale do Nilo naquele período teriam indícios dessa doença, mas isso não significa que foram a óbito especificamente por esse motivo. Os antigos egípcios eram bons médicos. Muitos casos de malária eram curados utilizando-se tratamentos desconhecidos pela medicina moderna, mas que deixariam resquícios no DNA.

Era costume colocar nos sarcófagos os objetos que o morto precisaria utilizar no pós-vida. Os encarregados do funeral de Tut acreditaram que ele precisaria dos cajados para se locomover na terra do Sol Poente, já que falecera decorrente de um forte trauma que havia enfraquecido gravemente o seu organismo. Os nossos idosos também usam bengalas para sustentar o seu corpo enfraquecido, e não apenas porque tenham fraturas aqui ou ali.

O egiptólogo Howard Carter quando removeu a múmia do sarcófago em 1922 causou-lhe graves danos, chegando ao ponto de serrá-la em várias partes, dificultando, com certeza, qualquer tipo de avaliação 3.300 anos depois da morte do faraó menino. Inclusive a múmia estava tão impregnada de resina que até o teste de DNA ficou sob suspeita. A medicina atual mal consegue obter resultados conclusivos com pessoas vivas, imaginem avaliar um corpo infestado por fungos e bactérias por um período de 3.300 anos…

Corridas de bigas e caçadas eram comuns naquele período. Era o “hobby” da realeza. Nada impede que ele tenha sofrido alguns acidentes e fraturas decorrentes disso.

Esses documentários e revistas precisam vender, então eles mesmos especulam coisas que já tinham sido atestadas por outras pesquisas, como a paternidade de Akhenaton, por exemplo. O documentário trata essa questão como se ninguém soubesse anteriormente que Akhenaton era o pai de Tut. O exame de DNA apenas comprovou essa informação que já tinha sido atestada por outras provas arqueológicas, apesar deles alegarem que não.

Infelizmente o faraó Tutankhamon gera muito dinheiro. Ele é o Michael Jackson do antigo Egito! Inclusive a verdadeira múmia de Nefertiti (que eles alegam já ter encontrado) está ao lado da tumba de Tut. Mas as autoridades egípcias não exploram aquele local porque teriam que fechar a visitação a tumba de Tut. Isso resultaria em uma perda financeira com o turismo da ordem de milhões de dólares por ano.

12 – Pergunta (01/03/2010):Você poderia nos dizer mais sobre as ‘senhas secretas’ (ou mensagens subliminares) em seus livros, mencionadas na entrevista sobre o livro Atlântida? Qual a razão delas estarem presentes nos livros? Tem autorização dos mentores espirituais para falar sobre isso? Elas atuam no nosso inconsciente despertando exatamente o que? Você falará mais sobre isso no livro Atlântida – No reino das Trevas Vol2?

Roger: Os leitores, a medida que vão ampliando as suas consciências, passam a perceber alguns pequenos detalhes narrados nas entrelinhas do texto. Da mesma maneira que as vezes falamos em linguagem figurada na frente das crianças para que essas não entendam assuntos somente adequados a adultos, assim são as senhas secretas de nossos livros.

O leitor à medida que começa a ter uma visão espiritual mais abrangente, passa a perceber esses códigos sutis. Principalmente nos últimos trabalhos: “Universalismo Crístico” e “Atlântida” esses códigos se fazem mais presentes. Como disse-nos, Jesus: “Aquele que tiver olhos para ver, que veja”.

Enquanto alguns se debatem com questões menores, discutindo sobre a veracidade ou não dos fatos narrados nos livros, o sábio, no silêncio de seu coração, opta por absorver a essência da mensagem e, por já ter maturidade espiritual, absorve essa essência e deixa escapar de seu rosto um sutil sorriso de satisfação, quando encontra claramente (aos seus olhos) as senhas secretas.

Por meio dessa forma de elaboração dos textos conseguimos atingir a uma variada gama de leitores, falando claramente ao nível consciente e também despertando almas através de reflexões inconscientes. Não há como descrever como isso ocorre no mundo íntimo de cada indivíduo. Ocorre uma mudança na forma de ver e viver o mundo. Simplesmente não há uma resposta consciente para isso.

No livro “Atlântida – No reino das Trevas” falaremos mais sobre essas questões que eram a espinha dorsal tanto da magia branca como da magia negra atlante, que era mental, e não ritualística, como muitos pensam. A magia ritualística surgiu posteriormente no mundo primevo devido a incompreensão aos sofisticados comandos mentais mágicos dos atlantes.

11 – Pergunta (22/02/2010): “Relendo seu maravilhoso livro ‘Sob o Signo de Aquário’ novamente me encanto com a simplicidade de Gaijin e a elevação de Shien. Gostaria que você explicasse mais sobre os Elementais: interação com os homens, origem de sua energia, manipulação dos e seus efeitos e etc. Grande abraço e votos pra que continue esse trabalho maravilhoso.

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. São vocês, os leitores, que nos dão forças para continuarmos nessa abençoada tarefa de divulgar as Verdades Eternas. Todas as formas de vida criadas por Deus, possuem alma, ou seja, uma entidade espiritual que impulsiona a vida daquele organismo biológico. No mundo hominal isso ocorre por meio de uma alma consciente e individualizada que reencarna infinitas vezes para promover a sua evolução espiritual. No caso dos animais irracionais e vegetais (almas ainda não individualizadas), isso é realizado por almas-grupos que regem toda uma determinada espécie, de forma interligada entre si.

O filme Avatar, de James Cameron, nos mostra isso muito bem. O povo de Pandora conhecia essa energia sutil dos espíritos da Natureza e sabia comunicar-se com ela. Logo, os Elementais são os espíritos da Natureza responsáveis pela energia desse organismo vivo, que é o nosso planeta. Gaia! A Terra é um ser vivo. Portanto, os Elementais são os espíritos dos elementos da Terra, que coordenam as mais diversas espécies da Natureza.

Aquele que entende a linguagem dos Elementais e consegue percebê-la, torna-se um médium dessa energia e adquire habilidade para manipulá-la em beneficio dos seus semelhantes, quer através de curas por meio dessa energia ou, então, através da higienização astral do planeta. Realizar exercícios de meditação em locais da Natureza onde se sinta a sua Grande Energia e também amá-la verdadeiramente, de forma indistinta, tanto aos animais como aos vegetais, permite um eficaz desenvolvimento dessa faculdade. Mas não basta apenas meditar. É preciso despertar a consciência para compreender uma outra relação com o mundo e com a Natureza!

10 – Pergunta (15/02/2010): “Sobre “O Cristo Planetário”. Radamés ou Hermes fala no Grande Espírito que é Jesus. Ele fala que o Cristo planetário inspirou Jesus. Fala também em Deus Criador e em Javé, Jeová ou Iavé. Quem é o Cristo planetário?!
Quem Realmente entregou a Moisés as tábuas da Lei?! Jesus ou o Cristo planetário?!”

Roger: O Cristo Planetário foi quem entregou as tábuas da Lei a Moisés. Moisés, assim como Jesus, foi médium do Cristo Planetário, que é um espírito da categoria dos arcanjos, sem condições de encarnar na Terra devido a sua imensa luz. Informações mais detalhadas sobre isso em nosso livro “A Nova Era” ou então no livro “O Sublime Peregrino” de Ramatís.

09 – Pergunta (08/02/2010):Como a Atlântida poderia estar localizada na quarta dimensão se os atlantes eram de carne e osso? E, sendo eles pertencentes à quarta dimensão como passavam com tanta facilidade para a terceira e eram tão bem visualizados pelos seres primitivos?
Seres de outros planetas também chegaram em naves (discos voadores) para visitar ou explorar a Terra?”

Roger: Como afirma o livro, a Atlântida desceu para uma dimensão intermediária, entre a quarta e a terceira, com a finalidade de civilizar os povos do mundo primitivo da Terra: a terceira dimensão. Os atlantes não eram seres de “carne e osso” como nós. Viviam em uma esfera biológica superior e mais sutil. Não descendiam dos primatas. Por esse motivo Arnach sempre afirmava que jamais viveria no “mundo dos macacos”, ou seja, reencarnar nos corpos primitivos do mundo primevo da Terra. Portanto os atlantes viviam entre os dois planos, parecendo aos olhos dos habitantes primevos como seres quintessenciados, a semelhança dos elfos, fadas e duendes da mitologia nórdica. Hoje em dia isso não ocorre mais. A dimensão mais próxima que temos contato é com a espiritual, que é muito sutil para interagirmos da mesma forma como ocorria com os atlantes no passado.

Seres de outros planetas estão sempre nos visitando para auxiliar-nos em nossa evolução, mas eles manifestam-se somente nas dimensões espirituais superiores.

08 – Pergunta (01/02/2010):O Universalismo Crístico está programado para ser implantado em etapas? Quais seriam essas etapas?

Roger: O Universalismo Crístico por si só já é uma “etapa” do grande projeto de preparação da Terra para a Nova Era. A sua criação tem a finalidade de atender ao anseio natural da humanidade por uma visão espiritual liberta e progressista. No final do último Best-seller de Dan Brown, “O símbolo perdido”, é possível perceber uma defesa natural e espontânea dos personagens ao Universalismo Crístico, obviamente sem citar esse nome que foi estruturado por nós.

É importante que os leitores leiam livros modernos e isentos de ranços doutrinários. Um novo mundo se descortina aos olhos da humanidade, e aqueles que levantam bandeiras separativas e que cultuam a crítica destrutiva como forma de defender as suas crenças, em breve estarão semeando “palavras mortas” aos olhos do mundo.
A implantação do Universalismo Crístico depende fundamentalmente de todos nós. Definir etapas e prazos, frente a uma humanidade que em sua grande parte mal compreende princípios elementares de Espiritualidade e que a outra parte ainda está escravizada a crenças ultrapassadas, é muito difícil.

Cada dia fica mais claro que o Universalismo Crístico está mais próximo das pessoas que não defendem nenhuma religião e são livres pensadores. Os religiosos sentem grande desconforto em abandonar os seus dogmas e ritos.
Logo, só podemos contar com o apoio, em todos os sentidos, daqueles que já despertaram para o caminho do futuro. As etapas de implantação do Universalismo Crístico serão consolidadas de acordo com o esforço que cada um de nós realizar em prol da divulgação dessa ideia.

07 – Pergunta (25/01/2010):Gostaria de saber, também, como você tomou conhecimento de toda aquela história ocorrida na Atlântida, se o assunto não foi obtido por via mediúnica. Foi através do Registro Akashico? E por que o nome do Hermes não está mais na capa?

Roger: No capitulo introdutório do livro “Atlântida – No reino da Luz” creio que fica claro que ele foi escrito através de um processo de regressão de memória conduzido por Hermes, assim como ocorreu nos livros Akhenaton, onde fui Radamés, e nos livros sobre Moisés, quando vivi como Natanael. Nesses livros anteriores isso não fica claro porque ainda não tínhamos consolidado o nosso trabalho. Era necessário conquistar uma cumplicidade com os leitores para que isso fosse melhor compreendido.

O nome de “Hermes” e o termo “psicografia” não estaremos mais colocando na capa dos livros para atingir um público maior. Os nossos livros seguem um modelo de elaboração diferente dos espíritas, são Universalistas Crísticos, causando uma impressão equivocada de nosso trabalho por parte dos leitores de outras crenças quando percebem a indicação de que são “mediúnicos”. Infelizmente quem não é espírita tem preconceito com livros espíritas. Talvez até por não gostar da linguagem, algumas vezes, excessivamente doutrinária.

06 – Pergunta (18/01/2010):Quanto aos magos negros, algo me intrigou no seu relato, pois já tinha lido em livros escritos por outro médium sobre aqueles senhores da escuridão, assim denominados pelo espírito que escreveu através dele, que alguns daqueles espíritos nunca reencarnaram na Terra e por isso tinham o corpo perispiritual bastante deformados. Aí eu pergunto: Por que o Arnach se conserva até agora perfeito e bonito?”

Roger: No próximo livro “Atlântida – No reino das Trevas” muitas dessas questões ficarão claras. Os magos negros são espíritos exilados de Capela e que dominaram o cenário da Atlântida durante as décadas finais até a sua submersão. São espíritos requintados, com grande domínio sobre a energia Vril e que levaram esse poder consigo para o astral. Eles conseguem manipular o mundo ao seu redor, criando uma vida ilusória de beleza e conforto, no entanto precisam prestar contas ao Criador como todos os filhos de Deus.

Os espíritos conhecidos como Dragões são entidades primitivas do mundo terreno, grotescas e deselegantes, que até tentaram submeter os magos negros após o afundamento do continente. Houve uma grande guerra no astral logo após o cataclismo. Essa batalha foi vencida rapidamente pelos magos negros, que dominaram os Dragões e tornaram-se os “senhores do Karma”, os responsáveis por promover a evolução nos níveis mais primários da Terra, regendo essas esferas muitas vezes em comum acordo com os ditames das esferas de Luz.

Os magos negros são os príncipes da escuridão e, em geral, estabelecem acordos respeitando as determinações gerais que descem do Alto. São diplomatas do astral inferior. Já os Dragões são criaturas ignorantes, sádicas e repulsivas, que não aceitam a inevitabilidade das leis criadas por Deus. Os magos negros raramente são vistos por médiuns ou espíritos socorristas. Eles geralmente se localizam em esferas espirituais pouco acessíveis e de lá regem seus domínios. O retorno de um mago negro para a Luz é algo sempre muito comemorado, pois são grandes formadores de opinião no astral inferior. Muitos trabalhadores das sombras o seguem em sua volta para a Luz provocando grandes transformações no cenário da luta entre o Bem e o Mal na Terra.

05 – Pergunta (11/01/2010):O que tens a nos dizer sobre as previsões catastróficas que estão sendo feitas para o dia 21/12/2012, quando encerra-se o calendário Maia?”

Roger: Mais importante do que preocupar-se com o “fim do mundo” é procurar manter-se sintonizado com as virtudes crísticas e assim credenciar-se para poder viver um processo de evolução superior na Terra da Nova Era.

Além disso, o mundo não irá acabar em 2012. O calendário Maia termina nessa data porque tratava-se apenas do fim de mais um ciclo, chamado por eles de “Contagem Longa”. Eles encerraram esse cálculo simplesmente porque o faziam de forma manual, sem computadores. Acreditaram que 2012 estava muito longe de sua época para prosseguirem realizando a contagem de uma Nova Era que surgiria muito depois de sua geração.

Portanto, surgirá um novo ciclo de evolução depois de 2012. E será uma boa mudança! Entraremos na Era da Luz, por meio da energia benéfica da estrela Alcione, que nos banhará nesse período com seu anel de fótons, mudando a frequência vibracional da Terra. Evento este que não ocorre desde a submersão da Atlântida, há 12 mil anos. A partir dessa mudança vibracional, “aqueles que tiverem olhos para ver”, ou seja, estiverem nessa sintonia, perceberão importantes mudanças no planeta e poderão definitivamente eleger-se para a Nova Era na Terra por meio de uma mudança definitiva de suas vidas em direção ao “caminho da Luz”.

No capitulo introdutório e no transcorrer do livro “Atlântida – No reino das Trevas”, Hermes nos trará esses esclarecimentos de forma mais abrangente.

04 – Pergunta (04/01/2010):O personagem Gabriel do livro “A história de um anjo” seria o mesmo arcanjo Gabriel que anunciou à Maria que ela conceberia Jesus?”

Roger: Muitas pessoas tem feito essa confusão. O espírito que anunciou a vinda de Jesus, trata-se de um arcanjo, espírito avançadíssimo que não mais encarna no mundo físico da Terra. O seu nome no astral obviamente é outro.

O nome Gabriel, que lhe foi atribuído, significa simplesmente “mensageiro de Deus”, que era o que ele estava realizando no momento da Anunciação. Com o passar do tempo várias crianças foram recebendo o nome de Gabriel, assim como ocorre com as crianças que são batizadas como Maria ou Miriam em homenagem à mãe de Jesus.

O espírito Gabriel do livro “A história de um anjo”, portanto, não é o anunciador do nascimento de Jesus, mas um espírito que lhe é muito próximo.


Mais informações aqui!

03 – Pergunta (28/12/2009):Qual o papel da Umbanda [e das outras religiões] no seu conceito de Universalismo Crístico?”

Roger: O conceito de Universalismo Crístico é um só. Não é de minha propriedade, nem de ninguém. Ao contrário do que alguns pensam, o Universalismo Crístico não se trata de um multi-culturalismo onde todos pensam conforme a sua religião e serão respeitados por isso. Esse é um pressuposto da própria Constituição Brasileira e um ato de amor e respeito aos semelhantes que já devíamos ter conquistado há muito tempo.

O Universalismo Crístico é uma metodologia de compreensão espiritual que tem por meta analisar as crenças e a sabedoria de todas as religiões com o objetivo de, através de estudos e debates, construir uma visão unificada sobre as questões espirituais, libertando-se de dogmas e rituais que não atenderão às necessidades de espiritualização das gerações futuras. A partir desses estudos, cada um define o ritmo de sua caminhada e presta satisfações somente a sua própria consciência. O Universalista Crístico se despe de rótulos! Ele não precisa de identidade religiosa, porque já está Uno com Deus.

Fundamentalmente o Universalismo Crístico é um convite a um sensato processo de espiritualização interna. Eis a diferença fundamental entre espiritualizar-se e cultivar crenças religiosas. Espiritualizar-se é uma caminhada de autodescobrimento e evolução. Religiosidade é apego a crenças mais culturais do que necessariamente espirituais. O livro Universalismo Crístico aborda esse entendimento com profundidade.

Basta perguntar-se até aonde suas crenças provocam reflexões internas. Religiosidade é um conjunto de respostas estabelecidas por lideres espirituais. Espiritualização é um conjunto de perguntas internas, que abrem as portas de nossas mentes e corações. Esse último é a essência da busca do Universalismo Crístico. Aquele que despertou para a busca da Verdade sabe que as respostas que realmente interessam estão dentro de si mesmo.

02 – Pergunta (21/12/2009):O que devemos entender pelos personagens Gabriel de “A história de um anjo” e Rafael do livro “Universalismo Crístico”? Eles são reais ou trata-se de ficção?”

Roger: Essa é uma pergunta que talvez somente o tempo irá responder. Nas vezes que questionei Hermes sobre isso ele foi enfático em afirmar que devemos focar nossas atenções na mensagem de renovação espiritual contida nesses livros. Segundo ele, esses personagens simbolizam a programação da Alta Espiritualidade da Terra para as transformações que ocorrerão na Terra nas próximas décadas.

A união faz a força! Não devemos ficar procurando ou esperando gurus espirituais que devam realizar o trabalho que cabe a todos nós. Talvez no futuro vejamos Gabriel e Rafael trabalhando junto a todos os homens e mulheres de boa vontade que desejam construir um mundo novo, mas não com o destaque apresentado no livro. Cabe lembrar que o Messias veio a Terra há dois mil anos, mas poucos o reconheceram, devido ao sublime rabi da Galiléia não atender às expectativas de riqueza e pompa que o povo de Israel esperava.

Aqueles que viverem a mensagem contida nos livros, perceberão as mudanças que se tornarão cada vez mais intensas a partir de 2012. E compreenderão definitivamente a mensagem implícita contida em todos os nossos livros. Dentro deles existem códigos que somente são acessíveis às mentes que já ampliaram as suas consciências, libertando-se de sectarismos e rótulos. Não devemos nos prender a letra que mata, mas sim ao espírito dos textos, que é o que vivifica! “Aquele que tiver olhos para ver, verá”. Mais informações aqui!

01 – Pergunta (14/12/2009):No livro “Atlântida – No reino da Luz” é enfocado mais o aspecto psicológico do personagem central, ao invés de trazer mais detalhes sobre a Atlântida como um todo. Poderia explicar-nos o que o levou a essa decisão?”

Roger:
As decisões não dependem apenas de mim. As linhas mestras são traçadas pelo coordenador espiritual de nosso trabalho: Hermes. E ele optou por essa abordagem com razão! É mais importante trazer uma mensagem reflexiva aos leitores, fazendo-os refletir sobre si mesmos (a partir da experiência de Andrey), do que ficar narrando aspectos sócio-culturais de uma civilização que já se perdeu no tempo.

O nosso trabalho tem por objetivo convidar os leitores a mudanças práticas em suas vidas. O mundo está cheio de teorias que somente enchem os olhos, mas que não provocam transformação interior. Em nossa opinião, de nada vale estudar profundos tratados espirituais e continuar com a alma distanciada do amor, ou seja, indiferente a uma sincera busca de evolução espiritual. É comum vermos nos dias atuais pessoas que possuem grande conhecimento sobre espiritualidade, porém com medíocre evolução espiritual, e nem percebem isso por estarem com a visão voltada para os seus próprios egos.

Ademais, acreditamos que o livro é muito rico em revelações. “Atlântida – No reino da Luz” traz informações consistentes sobre o Vril, a época de ouro da Atlântida, o trabalho dos atlantes na dimensão primitiva da Terra, o exílio de Capela, etc. Até hoje vi raríssimos trabalhos com informação consistente e confiável sobre esse instigante tema. Muitos rituais, fantasias e informações vazias…, mas poucas revelações concretas. Acredito que o nosso livro é muito rico nesse aspecto e ainda possui esse fantástico diferencial: ele provoca reflexão, causando preciosas mudanças internas nos leitores que estão prontos para o despertar.

Lembramos, também, que trata-se de uma obra em dois volumes. Sem dúvida alguma muitas das questões que ficaram em aberto serão esclarecidas no volume 2. E o livro foi escrito assim de forma proposital, permitindo que a leitura do “Atlântida – No reino das Trevas” seja rica em surpresas e revelações inesquecíveis.


ROGER RESPONDE 2011
Dúvidas e curiosidades sobre os livros e o projeto Universalismo Crístico na Terra? Roger responde!
Toda semana Roger responderá às perguntas mais frequentes de seus leitores relacionadas aos seus livros e ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Mande a sua pergunta para: uc.novaera@gmail.com


101 – Pergunta (21/11/2011): Caro Roger, eu gostaria que você nos expusesse qual o objetivo fundamental do Universalismo Crístico. Tenho lido seus livros e acompanhado as informações do seu site, além de acompanhá-lo no facebook. Só não o sigo no twitter porque você não tem conta lá. Deveria criar. Teria muitos seguidores que procuram palavras sábias de luz como as suas. Mas o que desejo saber na pergunta é qual o objetivo essencial do Universalismo Crístico? Espero que não ache a minha pergunta estúpida. É que estou tendo dificuldades para expressar o que quero saber. Sinto algo mais “internalizado” no Universalismo Crístico que fala mais ao fundo da alma. E não consigo entender claramente. Grato pela atenção.

Roger: Querido amigo, claro que a tua pergunta não é estúpida. Na verdade é muito inteligente, porque tu conseguiste ir além da concepção racional e didática do Universalismo Crístico. Algumas pessoas me dizem que o Universalismo Crístico já existia através do Espiritualismo moderno ou, então, do Espiritismo Universalista. E isso é verdade. O que fizemos (e estamos fazendo no novo livro que está sendo elaborado), é apenas codificá-lo de forma abrangente e independente das religiões, permitindo que as pessoas tenham um roteiro claro e estruturado para a sua jornada evolutiva. Os temas espirituais são muito abstratos. E isso leva as pessoas, muitas vezes, a crenças fantasiosas que apenas as distanciam do mundo real e as conduzem para caminhos pouco produtivos para a sua evolução, tanto espiritual quanto humana.

A concepção do Universalismo Crístico visa, em essência, despertar as pessoas para pensarem o tema Espiritualidade de uma forma diferente, liberta e inovadora para que conquistem a oportunidade de viverem uma experiência espiritual completa, plenamente lúcida e com resultados realmente grandiosos em sua evolução infinita rumo à iluminação espiritual. Nunca na história de nossa humanidade foi oferecido um modelo tão abrangente e livre para que as pessoas evoluam por suas próprias iniciativas. A Alta Espiritualidade da Terra com isso está nos dizendo claramente: “Vocês não são mais crianças. Acreditamos que possam tomar as iniciativas certas sem serem conduzidos por dogmas ditados por líderes e gurus espirituais. Vocês aprenderam em todos os séculos passados qual o caminho, agora é hora de trilhar esse caminho por suas próprias consciências.” Isso é absolutamente maravilhoso! Como falei na pergunta anterior, passou o tempo de nos ajoelharmos perante Deus, como crianças penitentes, e chegou o momento de sentarmos de forma responsável ao seu lado na mesa de projetos para trabalharmos por um mundo melhor. E isso não é tarefa somente para almas iluminadas. Temos, sim, nossos erros. Mas se somos conscientes deles e trabalhamos para vencê-los, diariamente, então temos direito, também, a assento nessa mesa de trabalho ao lado do Criador.

O crescimento do Universalismo Crístico é inevitável; à medida em que a humanidade for se esclarecendo devido aos avanços sociais e educacionais em todo o planeta, principalmente por causa dos avanços trazidos pela tecnologia da informação (ipad´s, internet, etc.), que popularizarão a informação e o conhecimento. No futuro, as igrejas de manipulação de massas perderão sistematicamente as suas forças e as pessoas caminharão de forma livre e  consciente através da estrada que todos nós, juntos, construiremos com o Universalismo Crístico. Assim como o mapeamento do genoma humano e outros avanços da medicina estão sendo atingidos para atender a uma futura humanidade “sem carmas degenerativos” (como explicamos no livro “A Nova Era”), o Universalismo Crístico está sendo desenvolvido para atender espiritualmente a humanidade do futuro, plenamente consciente e lúcida. A concepção do U.C. será algo “intuitivo” para as novas gerações. Eles precisarão ler apenas meia dúzias de linhas como essas para saberem qual o caminho espiritual que percorrerão por toda as suas vidas.

A vitória da implantação do Universalismo Crístico é crucial para o futuro da Terra. O inevitável afastamento das religiões (que já está acontecendo, devido a elas não atenderem mais às concepções modernas) está afastando o homem da busca do Bem e do saudável cultivo dos bons valores que norteiam a humanidade. A busca de Espiritualidade é o necessário “equilíbrio da balança” para contrapor-se ao desaparecimento sistemático da ação religiosa sobre os homens, como ocorria no passado. Sem a Espiritualidade consciente do Universalismo Crístico, a humanidade perderá seus valores fundamentais, o que causará um retrocesso no processo evolutivo de nosso mundo.

E sobre a conta no twitter, não a criei porque gosto de falar-lhes através desse canal de comunicação do site. As vezes, uso o facebook também. Mas o tempo é curto e preciso manter-me focado no novo livro. Atender a todas as mídias seria complicado. Mas nada impede que no futuro eu reveja essa posição e crie a conta no twitter, apesar de achar que o facebook engloba todas as funcionalidades do twitter e ainda outras mais, como o álbum de fotos para eventos, etc. A viagem ao Egito em maio de 2012, que debaterá o Universalismo Crístico, está com mais de 70% das vagas preenchidas devido, também, as fotos que postamos no facebook da viagem realizada agora em julho de 2011, e que foram muito acessadas. Indiquem aos amigos para que me adicionem no facebook para melhor divulgarmos o Universalismo Crístico.

100 – Pergunta (14/11/2011): Gostaria de saber o seu ponto de vista e dos espíritos que lhe auxiliam no plano superior, como Hermes, em relação a falta de religiosidade. Veja bem, o ser humano pode ter o coração cheio de amor, ser uma pessoa boa e pura de espírito, mas que não sente necessidade e não crê no Cristianismo. Muita documentação de mediunidade extracorporal (viagem astral) é feita voltada à religião, como se tudo girasse em torno de Deus, Jesus Cristo. Não basta ter amor no coração e fazer o bem? Supomos que existe um Deus que tudo vê. Este Deus não irá me acolher por eu ser uma pessoa boa mas não acreditar nele? Resumindo: Sou um cético espiritualista, que tem a mente aberta, coração cheio de amor e 0% religioso. Não acredito na bíblia. Acredito apenas na energia positiva(amor universal) e energia negativa(falta de amor). Pelo meu perfil, acredito que você tenha captado as dúvidas que me perseguem. Como são tratadas essas questões no plano espiritual (frequências mais altas)?

Roger: Hoje é um dia muito especial. (Pergunta entrou no site em 11/11/11 as 11:11) Estamos chegando a centésima pergunta respondida aqui nesse espaço. Um fato a se comemorar! Já temos um “livro” de informações adicionais à disposição dos leitores no site WWW.universalismocristico.com.br Divulguem aos seus contatos. Ainda hoje recebo muitas perguntas que já foram respondidas aqui de leitores que desconhecem essas informações complementares sobre os nossos livros e o projeto Universalismo Crístico na Terra. E para um dia especial, escolhi, também, uma pergunta bem especial, que creio ser de grande valia para o entendimento do trabalho que estamos realizando e, algumas vezes, é incompreendido devido a sua natureza independente das religiões.

Sim. Entendo a tua colocação e acho ela muito interessante e pertinente. O trabalho que estamos desenvolvendo, o Universalismo Crístico, tem por objetivo principal despertar a consciência espiritual nas pessoas, libertando-as da alienação, independente de terem ou não uma crença religiosa. As novas gerações, cada vez mais, se distanciarão do modelo religioso que conhecemos, de submissão a dogmas e rituais litúrgicos. As novas gerações não serão “servos de Deus”, e sim seus amados filhos; não se colocarão de joelhos perante Ele, mas sim sentarão à mesa com o Criador para trabalhar ao seu lado com o objetivo de promover o progresso de toda a Criação. No entanto, creio que a filosofia espiritual dos grandes avatares da Terra deve ser sempre estudada e praticada. As religiões e sua ritualística podem ser descartadas, mas a mensagem dos grandes mestres é o farol que nos conduz aos verdadeiros valores espirituais. E creio que o bom filósofo, mesmo que ateu, agnóstico ou cético, reconhece a grandeza filosófica e espiritual das mensagens de mestres como Jesus ou Buda.

A falta de religiosidade não é vista como problema nenhum pela Alta Espiritualidade. As religiões são organizações humanas, e não espirituais. O que Deus espera de nós é que “amemos os nossos semelhantes como a nós mesmos e não façamos aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem”, ou seja, exatamente o que tu colocas em tua pergunta. E o perfil que tu apresentas é o que chamo de “espiritualismo cientifico”, que busca, através de uma análise racional, identificar, comprovar e revelar a Espiritualidade no mundo físico. Algo de extremo valor nessas primeiras décadas do terceiro milênio.

No livro “Universalismo Crístico – O futuro das religiões”, afirmamos também que até mesmo céticos, ateus e agnósticos são bem vindos dentro da visão do Universalismo Crístico, desde que procurem estabelecer relações harmônicas com os seus semelhantes e o planeta. Em geral, as pessoas muito religiosas sofrem de “miopia espiritual”, suas mentes estão impregnadas por crenças em demasia, e muitas delas são bem distorcidas e fanatizadas, causando mais o mal do que o bem ao meio em que vivem, devido a defesas fervorosas de “verdades absolutas”, pois se consideram os “donos da verdade”, e, também, por causa de perseguições religiosas por não aceitarem as crenças alheias. Portanto, vejo com bons olhos os pesquisadores espirituais que buscam a Espiritualidade sem submeterem-se às religiões; promovendo o entendimento espiritual de forma sensata e com tolerância.

E esse será o perfil das novas gerações. Um dia uma mãe me procurou argumentando que seu filho, adolescente, não tinha Espiritualidade, pois o jovem não gostava quando ela realizava orações e o convocava para a prática do Evangelho no Lar. Conversando com ele, percebi que o problema não era a “conversa com os bons espíritos e com Deus”, mas sim a excessiva formalidade das “orações religiosas”. E o estudo da mensagem edificante de Jesus também não era o que o incomodava, mas sim a ritualística de ler o Evangelho ao “pé da letra”, cheio de formalidades e com uma linguagem antiquada, ao invés de fazer uma conversa descontraída sobre a mensagem de Jesus e a melhor forma de colocá-la em prática nas situações do cotidiano moderno.

Percebam, meus amigos, que uma nova consciência está surgindo com a chegada da geração do terceiro milênio. E precisamos nos adaptar a ela para melhor auxiliar a busca de Espiritualidade de nossos filhos e netos. Quem for contra essa tendência, vai perder a “conexão” com os seus filhos, fazendo-os se desligarem, também, da saudável busca espiritual. A ausência do aconselhamento paterno pode levar os filhos a caírem nas mãos das drogas e/ou outros caminhos sombrios.  A maior missão que temos para realizar nesse mundo não é sermos grandes médicos, advogados, professores, etc. Isso é importante também. Mas a nossa principal missão é educarmos bem os nossos filhos para que se tornem no futuro grandes homens e grandes mulheres, sedimentando em seus corações e mentes os verdadeiros valores da alma, independente das religiões e sua excessiva formalidade.

Religiões são apenas instrumentos para a compreensão de Deus, não são o próprio Deus. Jamais coloquem as religiões acima do amor aos seus semelhantes. Amem ao seu próximo, e não às religiões. Elas estão aqui para servir-nos, e não para sermos seus escravos. O plano espiritual superior fica mil vezes mais alegre com um ateu em harmonia com seus irmãos e o planeta, do que um religioso que vive escravizado aos seus rituais, dogmas e regras de comportamento, mas se esquece de realizar o seu papel para construir um mundo mais fraterno. No entanto, a prática do bem viver associada a consciência espiritual permite ao ser humano uma melhor experiência de aprendizado no campo dos valores espirituais. Aliar a prática dos bons valores à consciência espiritual é garantia de grandes conquistas espirituais e de uma verdadeira realização pessoal, encontrando a definitiva felicidade.

99 – Pergunta (07/11/2011): Roger, adoro tanto seus livros que vi em uma loja um “terceiro livro sobre Moisés” porque dizia na capa “volume 3” e o comprei imediatamente. Mas chegando em casa vi que o livro era o mesmo “Moisés – Em busca da terra prometida” que eu já tinha lido e na capa indicava ser o “volume 2”. Houve um erro de impressão? Isso pode causar confusão em alguns leitores, assim como ocorreu comigo.

Roger: Os livros “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”,  “Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da Terra Prometida” tratam-se de uma trilogia. E muitos leitores não sabem disso. Por diversas vezes recebi e-mails afirmando terem adorado o livro Akhenaton e que desconheciam a informação de que ele teve continuidade nos dois livros sobre Moisés.

Quando elaboramos os trabalhos sobre Moisés, optamos por colocar volume 1 e volume 2 pois se tratava diretamente da mesma história. No entanto, devido a desinformação dos leitores sobre ser uma trilogia, iniciada no livro Akhenaton, conversei com a editora do Conhecimento e decidimos realizar o indicativo de que era uma trilogia, sendo “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito” o livro 1, “Moisés – O libertador de Israel” o livro 2 e “Moisés – Em busca da terra prometida” o livro 3. E o título geral seria “Trilogia da Implantação do monoteísmo na Terra”, para serem vendidos de forma conjunta no futuro, em uma caixa estilizada com valor especial.

Infelizmente isso causou essa outra confusão, relatada na pergunta. Peço aos leitores que prestem atenção nesses detalhes de troca de edições e mudanças nas capas dos livros. As vezes dá a impressão de ser um novo livro, mas nem de longe é essa intenção. De forma alguma desejamos enganar os leitores. Tudo que fazemos é para melhor informá-los. Para ter certeza do andamento de nosso trabalho, quais os livros lançados e novos lançamentos, palestras e demais informações, procurem divulgar e acessar regularmente o site www.universalismocristico.com.br

Quem acompanha regularmente a coluna “Roger Responde” já sabe, por exemplo, que estamos trabalhando no novo livro “Universalismo Crístico Avançado” que será lançado provavelmente no segundo semestre do ano que vem.
98 – Pergunta (31/10/2011): Prezado Roger, começando a assistir a sua palestra no simpósio realizado no mês de abril em Brasília, observei que você afirmou que o homem é uma evolução do macaco. Foi dito da seguinte forma: “como vocês sabem, o nosso corpo biológico evoluiu através de um processo do mundo dos macacos; tem gente que não acredita nisso, mas o “homo sapiens” veio através da evolução dos primatas”. Roger, peço desculpas, mas afirmo que o homem não é produto da evolução dos macacos. O corpo humano é produto de uma alta tecnologia das consciências extraterrestres, ou seja, o “Comando Planetário Terra”, através dos engenheiros siderais, produziu este nosso corpo para que o espírito vivenciasse uma determinada missão no sistema denso da matéria. O espírito humano é distinto do espírito dos animais. A linhagem humana é uma, e a linhagem dos animais é outra totalmente diferente. Deus se manifesta no cosmos de diversas formas que a maioria dos homens não tem condições de assimilar e entender.A linhagem dos animais, que muitos exotéricos denominam de “reino dos devas”, já existia no planeta Terra muito antes do homem. O homem começou a vivenciar experiências neste planeta a mais ou menos trinta mil anos atrás. Antes disso, somente os grandes animais é que habitavam o nosso planeta. Existe, no astral do nosso planeta, um comando de espíritos que controlam o reino dos animais. Por exemplo: se você quiser conversar com o seu cãozinho de estimação com esta nossa linguagem, o animal não irá compreender, salvo em raríssimas exceções num processo de telepatia. No entanto, se você fizer uma projeção astral e tiver contato com os espíritos do reino dos devas, este espírito poderá dar um comando ao seu cão e ele obedecerá instantaneamente, sendo que você compreenderá todo o processo de comunicação.
Infelizmente, os homens ainda não têm compreensão de tudo o que se passa no astral do nosso planeta. Existe uma tecnologia tão avançada, tão avançada, que nenhuma ciência, atualmente, seria capaz de compreender. É por isso que quando um determinado ser humano é abduzido por nossos irmãos das estrelas, fica totalmente perdido e não compreende qual o verdadeiro papel dos extraterrestres junto ao planeta Terra.


Roger: Em nossos livros “Atlântida – No reino da luz” e “Atlântida – No reino das trevas” afirmamos que os antigos atlantes advinham de uma outra linhagem, superior, oriunda da quarta dimensão. E foram eles que realizaram as manipulações genéticas necessárias para estabelecer o “elo perdido” da nossa humanidade, aperfeiçoando a matriz genética dos “macacos” para dar origem ao homo sapiens. Leia o livro para ter uma ideia melhor do que propomos. Pegar uma frase solta em uma palestra pelo youtube torna difícil uma boa avaliação sobre nosso trabalho.

Afirmamos também que os “deuses gigantes que vinham dos céus” no início de nossa humanidade eram também os atlantes que tinham a função de promover o progresso desses povos incipientes. Em nenhum momento extraterrestres vieram nos visitar e abduzir, pelo menos não em nossa dimensão, como se especula até hoje. Inclusive já respondemos sobre tudo isso nessa coluna. E existem estudos bem atuais questionando a veracidade desses relatos:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5438777-EI8147,00-Cientistas+dizem+ter+provado+que+ETs+sao+produto+da+imaginacao.html

De qualquer forma, respeito tua opinião. Mas te alerto para que reflitas sobre ela.  Tu a defende como verdade indiscutível, como se tu tivesse alguma prova definitiva e absoluta a respeito dela. Tu estás lindando com “crenças”, e não com “fatos”, portanto sempre é importante analisar com cuidado e abrir a mente para outras possibilidades.

E segundo a análise da ciência, cada vez mais se confirma a teoria evolutiva de Darwin. Acreditar em algo diferente é como crer na teoria do “criacionismo”, que afirma que o mundo foi criado em seis dias por Deus a pouco mais de dez mil anos, como afirma a Bíblia. Basta analisar fósseis e rochas para verificarmos que a Terra tem milhões de anos, tornando essa teoria absurda. Sem contar que a matriz genética dos humanos e dos macacos é quase idêntica, segundo se verificou através do mapeamento do genoma humano, comprovando a nossa ancestralidade em comum.

97 – Pergunta (24/10/2011): Roger, como você vai escrever livros sobre Jesus, , talvez possa me ajudar. Há poucos dias li o livro Boa Nova de Chico Xavier e no final da narrativa o autor descreve o encontro de Jesus já ressuscitado com Maria Madalena, ela teria sido a primeira pessoa a encontrar com o messias após a ressurreição, no entanto ele pede para ela não tocá-lo pois ainda não havia ido até seu pai. Esta atitude de Jesus me deixou intrigada, procurei nos 4 evangelhos a mesma passagem e constatei que Lucas nem menciona o encontro, Marcos cita o encontro mas não entra em detalhes, já Mateus narra o encontro dizendo que Madalena estaria com outra Maria e que ambas abraçam os pés de Jesus, o único que narra o encontro da mesma forma que Humberto de Campos, através da mediunidade de Chico, é João. Gostaria de saber, se possível, se o encontro aconteceu mesmo e o motivo de Jesus lhe pedir que não o tocasse já que nos outros encontros com os apóstolos em espírito era comum que os mesmos lhe tocassem, como no tão conhecido encontro dele com Tomé.

Roger: Sim, como já afirmamos nesse espaço destinado aos leitores, no futuro escreveremos uma série de livros sobre a fantástica missão de Jesus, explanando com mais detalhes todos esses pormenores, caso Hermes nos permita “mergulharmos” com profundidade nesses incríveis acontecimentos que ocorreram há dois mil anos, assim como fizemos nos livros Akhenaton, Moisés – O libertador de Israel, Moisés – Em busca da terra prometida, Atlântida – No reino da Luz e Atlântida – No reino das trevas.

Jesus impediu Maria Madalena de tocá-lo logo após a ressurreição porque ela estava vendo mediunicamente (através da terceira visão) somente o seu corpo perispiritual, sem estar “materializado”. Essa “materialização” ocorreu no famoso encontro com os discípulos quando Tomé tocou as chagas de Jesus e em outros vários momentos durante os 40 dias seguintes. Nesses momentos, Jesus estava portando o que ficou conhecido como sendo o seu “corpo glorioso”, ou seja, ele apenas realizou uma “materialização” utilizando-se de ectoplasma fornecido pelos próprios discípulos que possuíam mediunidade de efeitos físicos.

Jesus, nessas impressionantes aparições, tentava passar a mensagem da imortalidade da alma, e não do corpo. Mas claro que Maria Madalena nem os discípulos entenderam isso claramente na época, portanto todos passaram a crer que Jesus havia ressuscitado fisicamente. E foi essa crença que impulsionou o cristianismo a tornar-se uma religião que cresceu exponencialmente por séculos e séculos até os dias hoje. Seria engraçado, se não fosse triste, constatar que um fato mal interpretado, entendido como miraculoso, teve mais força que a própria mensagem sublime de Jesus. Se não fosse o fato “surreal” de seu “retorno do mundo dos mortos”, talvez a sua mensagem hoje em dia não estivesse viva. Característica típica de um mundo primitivo como o nosso, que precisa da imagem de Jesus sendo martirizado e crucificado para lembrar de sua mensagem, enquanto o sermão das bem aventuranças e outros grandes ensinamentos seus são desconhecidos da grande maioria de seus fiéis.

É contra essa alienação religiosa que o Universalismo Crístico procura lutar, despertando as consciências que ainda tratam o tema “Espiritualidade” como um mero ritual de culto exterior e mecânico. Outro exemplo semelhante é o de Chico Xavier. Quantos se maravilharam com sua mediunidade notável? No entanto, quantos realmente buscaram entender e viver sua mensagem de Luz? A grande maioria ficou apenas na casca, poucas mergulharam ao âmago do real objetivo de seu trabalho.

E, inclusive, se o santo sudário for realmente autêntico, essa é uma comprovação de que o corpo de Jesus na verdade se desmaterializou horas após sua morte, como ocorre com mestres muito especiais, fato que causou uma “fotoimpressão” no tecido mortuário. Teoria na qual eu, particularmente, acredito; apesar de ainda não ter confirmações mediúnicas a respeito disso. Com essa teoria, a crença básica do cristianismo tradicional cairia por terra. Jesus jamais ressuscitou. E isso e sua crucificação não são a essência de sua mensagem. O corpo volta à terra e o espírito ascende para experiências superiores. Creio que esses livros sobre Jesus serão reveladores e com uma narrativa inesquecível. E espero estar à altura de realizar esse grande empreendimento.

96 – Pergunta (17/10/2011): Roger, muito pouco se fala e quase nada se sabe sobre a meditação (contemplação) aqui na filosofia do Ocidente, ao contrário da do Oriente. O “não-agir” permanente, praticado por muitos orientais, sem dúvida não é uma atitude ideal para a Nova Era. Em contrapartida, o “falso-agir” praticado pela grande maioria dos ocidentais é muito mais reprovável.
Como você vê a prática da meditação no horizonte da nova era que se aproxima? A meditação poderia ajudar na atual transição que estamos passando? Ao passo que o estudo de obras crísticas ajudam a “saber”, a meditação não ajudaria as pessoas a “Ser aquilo que se sabe”? Não haveria um avanço espiritual muito maior nas pessoas se elas aliassem a caridade com a meditação do que naquelas que só praticam a primeira?

Roger: Sim. A tua colocação é muito interessante. E talvez aí esteja o foco principal para realmente o homem se desenvolver espiritualmente de forma integral. O mestre Ramatís, na segunda metade do século passado, através de seu médium Hercílio Maes, trabalhou em seus livros sobre a importância de unirmos os conceitos espirituais do Ocidente e do Oriente, dando o “pontapé inicial” para o trabalho que realizamos hoje através  da difusão do projeto Universalismo Crístico na Terra.

O cenário atual no mundo ocidental, em geral, realmente é o do “falso agir”, como colocaste sabiamente em tua pergunta. Seguimos as religiões, as mais diversas, mas não existe uma reflexão sobre seus ensinamentos e qual é o objetivo de nossa existência no mundo material. Tudo é muito superficial; haja vista o mecanicismo imposto pela vida humana. O homem ocidental tem medo de meditar. Vive escravo de sua rotina. Quando chega em casa do trabalho e não encontra ninguém em casa, rapidamente liga a televisão, temendo ter que realizar um “diálogo consigo mesmo”.

São raros aqueles que realizam o saudável ato de meditar sobre sua caminhada espiritual e depois ainda buscar colocar em prática o que aprendeu na teoria, exercitando “seu espírito” para adquirir praticamente as virtudes que devemos agregar às nossas almas para nos tornarmos pessoas melhores. “Conhece-te a ti mesmo”, já diziam os sábios filósofos gregos.

Meditar e não agir é o “não-agir”; não meditar, e agir sem consciência real do objetivo dessa ação é o “falso-agir”. Muitos espiritualistas praticam a caridade, mas sem real sintonia com ela. Em alguns casos, realizam a caridade apenas para obterem méritos espirituais com o objetivo de escaparem de ter de expiar os seus desvios de comportamento nas zonas de trevas do mundo espiritual, após seu desencarne, como foi bem descrito no livro/filme “Nosso Lar”.

A mudança interna necessita de prática diária; da mesma forma que necessitamos de exercícios rotineiros para que nosso organismo físico tenha saúde e bem estar. Como falei na semana passada, fiz uma cirurgia no joelho e agora estou realizando fisioterapia para que o movimento da perna seja plenamente recuperado. Da mesma forma ocorre com nossas almas. Se nos afastarmos do exercício saudável de “meditar” para obtermos a consciência crística para “praticar” sinceramente ações voltadas para o Bem e para a Verdade, nossa alma se atrofiará ou, pior, se acostumará ao “movimento inverso”, ou seja, se acostumará a viver na sintonia negativa, reclamando de tudo e de todos e seguindo pelo caminho mais fácil, que é o de atender somente os desejos de seu próprio ego, desligando-se de sua relação com o mundo e vivendo apenas para seus interesses. No plano espiritual, consciências que vivem nessa sintonia, tomam a forma de ovoides, perdendo sua forma perispiritual e vivendo em um mundo íntimo de ódio, rancor e inconformidade, perdendo a conexão com Deus e os bons espíritos por longos períodos.

Não meditar e filosofar sobre quem somos, de onde viemos, e qual nosso objetivo na vida, é alienar-se, ou seja, morrer em espírito. Dessa forma passamos a ser máquinas de carne alienadas que apenas aguardam o momento de desencarnar e voltar para a pátria espiritual em débito, necessitando resgatar todo o tempo perdido. Meditar e não colocar em prática é aprender, mas, infelizmente, não viver. Somente realizando as duas coisas, cresceremos espiritualmente e alcançaremos a tão sonhada felicidade eterna. O Universalismo Crístico em essência é exatamente isso. Aprender com a filosofia espiritual ensinada pelos grandes mestres de todas as religiões, e, sinceramente, colocá-las em prática, libertando-se da alienação espiritual vigente no mundo nos dias atuais.

Jesus nos disse: “Conhece a verdade e ela vos libertará”,  “não olhe o cisco no olho de teu irmão; veja a trave que encontra-se no seu” e diversos outros “antídotos antialienantes”… cabe a nós abrirmos nossos olhos e percebermos esses ensinamentos e colocá-los em prática.

95 – Pergunta (10/10/2011): Roger, desculpe a indiscrição, mas fiquei sabendo que na viagem ao Egito em julho você torceu o joelho em frente a esfinge de Gizé, e essa torção resultou em uma ruptura de menisco. O que mais me impressionou sobre esse relato é que você na personalidade de Radamés no livro Akhenaton e depois como Natanael nos livros sobre Moisés, também teve um problema semelhante no mesmo joelho direito. Tanto que mancava “na pele” de Natanael devido a esse problema que só foi solucionado quando Moisés o curou durante a fuga do Egito. Por Deus, o que seria isso? Um carma ainda não totalmente cumprido? Rememorações muito intensas causaram essa revivificação cármica? E, claro, eu gostaria de saber também como você está agora, após a cirurgia. Espero que esteja bem! Todas as noites peço por você em minhas orações, de todo coração, para que o “Espírito Criador” lhe dê muita saúde e luz para prosseguir nos iluminando com mais belas obras literárias e com essa mensagem abençoada do Universalismo Crístico, que nos fez perceber que somos livres para fazermos a nossa caminhada espiritual independente das religiões.

Roger: Querida, obrigado por se preocupar comigo. No dia 29 de agosto fiz uma cirurgia de ruptura do menisco medial, removendo-o. Foi uma cirurgia simples, mas mexer no joelho sempre resulta em inchaço e necessidade de fisioterapia para recuperar o movimento. Agora já estou quase plenamente recuperado. Inclusive voltei a nadar para fortalecer a musculatura da perna. Eu pensei que somente nadando já estaria bem fortalecido para as “maratonas do Egito”, mas o sol escaldante do verão e o cansaço de caminhar de um lado ao outro pelo extenso platô de Gizé cansaram as minhas pernas. Em um momento de desequilíbrio, em frente a esfinge (a foto antes da torção até está no meu facebook) ou eu caia de cima daquelas pedras imensas, da altura de uma pessoa, ou me apoiava no joelho torcido, o que terminou causando o rompimento do menisco. Ainda bem que tínhamos três médicos na expedição e um deles me emprestou anti-inflamatórios e assim pude prosseguir a viagem normalmente. Claro que mancando levemente, assim como Natanael há 3 mil anos… O que terminou se tornando motivo de brincadeiras por parte do divertido grupo da expedição de julho 2011.

O grupo de pessoas que já está fechando o pacote para a próxima viagem em maio de 2012 deve procurar realizar caminhadas e algum trabalho de reforço muscular nas pernas. Farei isso também. Ainda mais que a subida ao monte Sinai exigirá bastante das pernas daqueles que irão a pé. Mas não se preocupem, quem quiser pode subir o Sinai montado em um camelo. Uma experiência que deve ser fantástica também. Não vejo a hora… será algo tão interessante em termos de meditação e vivência quanto a caminhada de Santiago de Compostela, no nordeste da Espanha.

Tenho recebido perguntas sobre a viagem ao Egito em 2012, ano da entrada da Terra na “Era da Luz”, se a viagem tem algo de “experiência energética”. Viajar ao Egito sempre é uma experiência energética e transformadora. E creio que em 2012 isso será ainda mais intenso. É impossível ir ao Egito e não ter “insights” de vidas passadas, principalmente para quem já teve encarnações na terra dos faraós. Independente de já termos superado esse ou aquele carma, as lembranças retornam fortes, fazendo-nos reviver consciente e inconscientemente alegrias e traumas do passado, permitindo-nos retornar ao Brasil renovados e com uma nova consciência, libertando-nos de nossas limitações. Tenho observado isso nos que foram na viagem de julho. Hoje estão mais fortes, confiantes e com elevada autoestima. Uma semana de vivências no Egito pode ser mais eficaz do que anos de terapia.


94 – Pergunta (03/10/2011): Minha pergunta é relativa à informação que revelaste no livro “Moisés – Em busca da terra prometida”. Revelaste que o sacerdote Amenófis (Akhenaton na encarnação anterior) reencarnaria posteriormente como Allan Kardec, sendo esta a última encarnação dele. No entanto, em Obras Póstumas, o espírito da verdade traz a informação de que Kardec teria que reencarnar para completar a tarefa de divulgação do Espiritismo. Gostaria que diluísse essa minha dúvida. Desde já muito grato, esperando que continue com muita fé e amor em seus propósitos.

Roger: A afirmação do livro “Moisés – Em busca da terra prometida” é de que até o momento aquela era a última encarnação de Akhenaton. Em nenhum momento afirmamos que seria a última. Fizemos essa afirmação contundente porque na época do lançamento desse livro havia um grande número de espíritas afirmando que Chico Xavier seria a reencarnação de Allan Kardec, devido a grande emoção por seu recente desencarne. Então fomos enfáticos afirmando que a reencarnação de Akhenaton como Allan Kardec tinha sido a sua última até aquele momento, mas não que ele não encarnaria mais. Como já afirmamos na pergunta 14, do dia (15/03/2010), Chico Xavier não foi Kardec. E nessa pergunta fizemos uma referência ao excelente texto da pedagoga espírita Dora Incontri que fez um estudo bem interessante sobre esse tema. Veja no site: www.opiniaoespirita.org/cnek_di.htm

Certamente Akhenaton (Kardec) retornará para prosseguir com sua missão de esclarecimento espiritual da humanidade. Mas não carregando bandeiras de religiões. Essa era a visão da humanidade na época em que Kardec viveu. No século 19, ainda não havia como vislumbrar como seria o futuro espiritual de nossa humanidade. Apesar de que ele, sabiamente, trouxe-nos o Espiritismo como uma ciência e uma filosofia. Seus seguidores, principalmente no Brasil, que o transformaram fundamentalmente em uma religião. E isso não é uma crítica. Talvez se não fosse assim, o Espiritismo teria morrido no Brasil, assim como aconteceu na França, pois naquela época não estávamos preparados para uma visão além das religiões.

Kardec não voltará pelo Espiritismo, mas sim pela divulgação da Espiritualidade no mundo, de forma ampla e desprendida de agremiações. Até porque, quando ele retornar, a visão que o mundo terá de Espiritualidade já estará muito além das crenças religiosas que temos hoje. O Espiritismo, assim como as demais religiões, serão procuradas apenas por conservadores tradicionais, que seguem essa ou aquela religião, na maioria das vezes, apenas para seguir o legado de seus pais e avós, pouco se importando com a essência espiritual, que realmente transforma.

O leitor deve compreender que os espíritos nos trazem comunicações plenamente verídicas, mas as assimilamos de acordo com a capacidade de discernimento que temos na época. As nossas percepções do mundo são limitadas e vão se ampliando à medida que evoluímos. Assim caminha a humanidade! O Espírito da Verdade, que se manifesta nas obras de Kardec, é o próprio Jesus, portanto, quem somos nós para discordar da informação de que Akhenaton (Allan Kardec) encarnará novamente na Terra?


93 – Pergunta (26/09/2011): Roger, será que você pode me esclarecer sobre a triangulação ocorrida, em seu livro Atlântida no Reino das Trevas,conjuntamente, quando se fazia entre vocês cinco para a manipulação da energia vril? Quem sabe Hermes possa através de você, me esclarecer sobre “encaixes triangulares”, pois foi isso que certo dia eu “ouvi”, com a minha mente. Na época foi me mostrado um filme, em que usava-se os quatros elementos. Logo em seguida em sonho me vi pairando sobre a esfinge do Egito, vendo-a perfeitamente desde a cabeça por inteiro. Sinto que lá há um portal, e sei que posso acioná-lo. É por esse motivo que me identifiquei com seus escritos. Assim também me mostraram as três pirâmides, eu olhava para elas, como se tivesse vendo-as de frente, e em seguida vi uma estrela cadente vir em direção da primeira. Por esses motivos que peço à você uma orientação, porque onde resido não encontrei alguém que pudesse me orientar sobre esses assuntos.
Mais uma vez, agradeço pelo carinho e atenção. Se de alguma forma puder obter algum esclarecimento ficarei imensamente grata. Moro no interior do estado de São Paulo e certos assuntos sei que por enquanto não devo comentar por não encontrar confiança.

Roger: Tenho recebido vários e-mails a respeito dos rituais de magia utilizados na extinta Atlântida, principalmente sobre a magia de aprisionamento através do círculo, narrada no capítulo 11, “Reunião das trevas”, do livro “Atlântida – no reino das trevas” e essa citada pela leitora, onde Andrey, Sol e Lua estabeleciam um triangulo interno e Andrey, Ryu e Arnach faziam o mesmo de forma externa, montando um “duplo triângulo” de forças para manipular o Vril e assim obterem um poder máximo nos embates narrados no livro. Sem contar perguntas sobre a “suástica invertida” de Hitler, entre outras informações sobre a sinistra “sociedade Vril” durante o triste período da segunda guerra mundial.

No entanto, por ordem expressa de Hermes, não posso revelar nenhuma informação além das que já foram relatadas no livro. O objetivo de nosso trabalho é, e sempre foi, de cunho filosófico, convidando os leitores a uma reflexão íntima com o objetivo de mudarem suas atitudes e pensamentos, através de uma real conscientização de que rumo estão seguindo em suas vidas. Ler e interpretar o conjunto de virtudes espirituais necessários para a nossa evolução é muito simples. Contudo, verdadeiramente compreendê-las e aplicá-las é algo muito difícil. Por esse motivo procuramos relatar essas informações pelo campo racional e emocional em nossas narrativas, com o objetivo de ajudar o leitor a despertar sua própria consciência.

As informações do campo da magia são apenas curiosidades ou elementos que podem se tornar uma força poderosa e destrutiva em mãos despreparadas. A única magia que devemos dominar nesse período delicado que estamos vivendo rumo à Nova Era, é a magia do amor e do respeito aos nossos semelhantes. Esse é o objetivo de todo o nosso trabalho: despertar consciências para que possamos todos juntos caminhar em direção ao amor que o Cristo nos ensinou.

92 – Pergunta (19/09/2011): Como respondes as mais perguntadas, repito para a contabilização de vezes… Roger, já li todos os teus livros anteriores e agora estou lendo Atlântida – No reino das trevas. No começo deste livro há a informação sobre o momento em que a terra entrará no cinturão de fótons da estrela Alcyone. E que a mudança da frequência terrena em decorrência desse fato alterará a percepção de alguns espíritos mais elevados moralmente que estão encarnados, os chamados índigos. Nesse sentido você disse na resposta à pergunta 35, de 16/08/2010: “As crianças que sofrem dificuldades comportamentais para se adaptar a esse “velho mundo”, respirarão aliviadas.” Eu gostaria, se possível, que falasse mais sobre esse termo “respirarão aliviadas”. Será uma mudança orgânica no funcionamento cognitivo desses espíritos encarnados(frequentemente diagnosticados como portadores do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) ou simplesmente um alívio moral deles por reparar que o mundo está entrando definitivamente numa nova era(neste segundo caso, a data de 21/12/2012 seria só simbólica?)? Ou talvez uma conjugação de ambos(alteração orgânica+alívio moral)? Por acaso essas crianças, ou jovens adultos, deixarão de lado algumas mazelas decorrentes do chamado TDAH, e por isso “respirariam aliviadas”? Muito obrigado pela atenção.


Roger: Eu não respondo apenas as mais perguntadas, mas as mais importantes e que possam esclarecer assuntos de interesse geral. E a tua pergunta está no grupo das mais interessantes. No entanto, são muitos questionamentos e, as vezes, é difícil estabelecer as mais prioritárias. Sem contar que existem perguntas que precisam ser respondidas no momento em que a questão em foco está acontecendo, como fizemos na pergunta passada que dizia respeito a próxima viagem ao Egito ou, então, em perguntas sobre assuntos que foram notícia naquele período e perderiam o sentido se respondidas posteriormente.

Sobre a citação mencionada acima, que consta do capitulo introdutório do livro “Atlântida – no reino das Trevas” e, também, da pergunta 35, de 16/08/2010, refere-se à mudança de frequência espiritual de nosso planeta. Com a desativação total das quatro pirâmides hipnóticas e outras medidas a serem tomadas pela Alta Espiritualidade da Terra, nosso mundo passará a ter uma psicosfera mais higienizada, permitindo que espíritos já sintonizados com frequências espirituais mais elevadas “respirem aliviados”.

Essas crianças não passarão por mudanças orgânicas, pelo menos a curto prazo. As crianças realmente preparadas para o terceiro milênio ficarão como estão. O mundo ao seu redor que se transformará permitindo que elas, “respirando aliviadas”, possam desenvolver todo o seu incrível potencial que está embotado devido as limitações da frequência vibratória atual da Terra. Essas crianças estão prontas para promover um grande progresso espiritual e humano, através de outras visões, quebrando paradigmas, mas, como seus país, professores e a sociedade em geral ainda vibram na frequência do passado, terminam dificultando o desenvolvimento dessas crianças, limitando-as e diagnosticando-as como enfermiças e/ou problemáticas.

No entanto, o que mais me preocupa, é que os pais, no afã natural de acharem seus filhos especiais, confundam as características de crianças índigo com problemas realmente patológicos que necessitem de acompanhamento médico para reduzir seus efeitos e o agravamento da situação. Tenho visto vários país com crianças que apresentam problemas cognitivos dos mais variados e os pais insistem em afirmar que seus filhos são crianças índigos. Uma criança índigo, de modo geral, tem o coração bom e, mesmo sendo rebelde, entende a necessidade da disciplina e de suas responsabilidades, tanto na escola como na vida familiar. E, também, como hoje em dia temos vídeo games, internet, TV´s a cabo e toda uma gama de distrações modernas, fica fácil a criança ser vítima do famoso “´déficit de atenção”, que em muitos casos é apenas preguiça e irresponsabilidade da criança/adolescente para com seus deveres. Os pais precisam ficar atentos a todas essas questões.



91 – Pergunta (12/09/2011): Roger, eu gostaria de saber quando você irá realizar outra viagem para o Egito com leitores e qual o objetivo dessas viagens, além, obviamente, de conhecer esse país fascinante? Não sei se me fiz entender. Existe algum motivo que vá além do simples turismo, como, por exemplo, revelações espirituais, preparar os participantes da viagem para projetos futuros ou algo ligado com a orientação dos mentores, etc.?


Roger: Deixei para responder essa pergunta nesta semana porque é nela que começaremos a divulgar a nossa próxima viagem que contemplará o Egito e o Monte Sinai. Creio que o Egito, por toda a sua história espiritual, é um importante local onde podemos reunir aqueles que estão prontos para contribuir com a visão espiritual do terceiro milênio: o Universalismo Crístico. Os espíritos encarnados sintonizados com o U.C. e o antigo Egito certamente participaram da revolução de Amarna, ao lado de Akhenaton, e portanto a viagem à terra de Kemi é uma grande oportunidade para despertar, fazer eclodir para o nível consciente, toda a sua bagagem de vidas anteriores e melhor entender a sua missão nessa encarnação. Na nossa primeira viagem ao Egito, agora em julho passado, ocorreu isso com muitos participantes. A minha função nessas viagens não é percorrer o caminho pelos participantes, mas sim mostrar o rumo e incentivá-los a percorrê-lo.

Na próxima viagem que realizaremos em maio de 2012 o enfoque será um aprofundamento da troca de ideias sobre o que podemos fazer para contribuirmos na implantação e difusão do ideal do Universalismo Crístico pelo Brasil. Assunto este que já tratamos na primeira viagem, em diversas conversas nas agradáveis noites no cruzeiro pelo Nilo. Nessa próxima viagem, o cruzeiro será de 7 noites para podermos aproveitarmos ao máximo a excelente infraestrutura do barco que permitiu uma interação maior entre todos os participantes. Além do mais teremos mais tempo para conversarmos, devido a excluirmos os passeios muito longos e que consumiam tempo e energia sem grande retornos, como foi o caso de Alexandria e Amarna. Infelizmente a cidade celestial de Akhenaton não existe mais… sendo desnecessário retornarmos lá.

O objetivo dessa vez é levarmos um grupo de 40 pessoas. E fazer com que esse grupo se integre e possa trazer a sua contribuição, tanto no campo espiritual como nas realizações no mundo físico, com o objetivo de trabalharmos juntos pela construção de um mundo melhor e mais espiritualizado. Certamente a Espiritualidade responsável por esse projeto, principalmente Hermes, inspirará àqueles que deverão estar presentes, a se mobilizarem para realizar esse sonho tão acalentado por todos: conhecer a terra dos faraós e subir a montanha sagrada em que Moisés recebeu do Cristo Planetário os 10 mandamentos.

Aqueles que participaram da viagem de julho podem falar melhor do que eu sobre como é gratificante poder realizar tal experiência na companhia de pessoas com a mesma sintonia em um mundo onde o enfoque espiritual ainda é tão reduzido. É uma dádiva encontrar almas que pensam de forma semelhante e que em apenas um dia convivendo juntos parece que já se conhecem por séculos… e isso realmente é verdade… Vejam mais informações sobre a viagem de maio 2012 nesse site, através do link: http://ww2.universalismocristico.com.br/index.php?mix



90 – Pergunta (05/09/2011):Gostaria de lhe fazer uma pergunta  e acho que seria até interessante que ela fosse colocada, se conveniente, no site do Universalismo Crístico: Tenho lido muito sobre a guerra entre os índios peles vermelhas e os brancos ( americanos) na conquista do Oeste do século XIX. Os relatos se parecem em muito com a guerra dos brancos e vermelhos da Atlântida, com a única diferença de que os vermelhos eram do Leste ( e não do Oeste) e da presença do Vril ( no caso da Atlântida). Contudo a postura ecológica e a bravura dos vermelhos contra a atitude antiecológica e o desenvolvimento tecnológico dos brancos reedita a Atlântida, no Reino das Trevas na América do século XIX. Há mais do que coincidência nessa “reedição”? Atlantes daquela época teriam reencarnado na América, repetindo o processo? Gostaria que, se possível, você me esclarecesse.

Roger: Como diz o ditado bíblico: “Não há nada de novo sob o sol.” A Terra é cenário de evolução do mesmo grupo de espíritos durante todo o último ciclo evolutivo, que se iniciou nos últimos cem anos antes do afundamento da Atlântida. Portanto, é natural que as histórias se repitam em outras terras e em outras épocas; mas com as mesmas almas, apenas vestindo novas roupagens físicas. Um grande número de atlantes permeou todos os fatos históricos de nossa humanidade atual, em alguns casos, reeditando de forma muito semelhante os mesmos erros do passado, como nesse caso bem relatado pelo leitor.

Já respondemos em outra pergunta sobre a ligação do atual povo japonês com os atlantes também, no que diz respeito aos “carmas radioativos” que a terra do sol nascente tanto sofre. E o povo norte americano também descende diretamente desses conflitos, originados pelos guerreiros atlantes capelinos. Muitas almas daquele período evoluíram no transcorrer dos milênios, entretanto, outras ainda continuam vivendo escravizadas ao mundo das ilusões do ego humano.

A nação norte americana até os dias atuais demonstra muito o perfil dos atlantes capelinos. Um povo  extremamente científico e  materialista. Em geral não conseguem viver em paz se não forem os senhores do mundo, assim como ocorreu na extinta Atlântida, onde a raça branca não suportou a ideia de viver em igualdade de condições com seus irmãos da raça vermelha. E isso se repetiu, como bem disse o leitor, na conquista do Oeste pelo homem branco americano, no século XIX.

Somente quando o homem compreender que é um espírito imortal, vivendo experiências de aprendizado na matéria, é que perceberá o quanto vive repetindo os mesmos erros, vida após vida, e atrasando o seu encontro definitivo com a verdadeira felicidade; aquela que se encontra no “reino dos Céus”, e não nos “tesouros que a traça rói e a ferrugem consome”,  como nos ensinou o mestres dos mestres!

89 – Pergunta (29/08/2011): Roger, nos livros sobre a Atlântida você afirma que foi o personagem Andrey e, também, os personagens Radamés, no livro Akhenaton,  e Natanael, nos livros sobre Moisés. Como pode ser isso? Já que no livro Akhenaton é afirmado na capa que o livro foi “orientado por Hermes e Radamés” e nos livros sobre Moisés foi “orientado por Hermes e Natanael”. Você mesmo canalizou a sua própria consciência? O espírito é indivisível. Como você pode ser médium de si próprio?

Roger: Quando lançamos o livro “A história de um anjo”, sofremos algumas críticas dos espíritas ortodoxos devido ao diálogo realizado com Jesus, entre outras coisas. No ano seguinte lançamos o livro “Sob o Signo de Aquário”, que tinha diálogos com Saint Germain, Ramatís e outros mestres, além de abordar informações que iam do Espiritismo tradicional, passavam pela Apometria e iam até a Teosofia. Esse estilo diferenciado foi alvo de críticas também. Como afirmamos na pergunta anterior, estávamos iniciando uma nova proposta de canalização mediúnica, diferente do que todos estavam acostumados. Então, no final de 2001, Hermes sugere que a narrativa dos livros sobre Akhenaton e Moisés fossem narrados diretamente por mim, que havia vivido junto a ele naquele período. Hermes achou que seria mais interessante um simples homem do povo narrar as histórias, ao invés dele, que era (e é) um grande mestre. Essa proximidade “leitor-narrador” geraria uma empatia positiva na transformação íntima de cada um. Hemes constatou que seria mais motivador para o leitor identificar-se com uma pessoa de seu mesmo nível evolutivo, lutando por seu crescimento espiritual, do que ele, que já é um grande mestre. Geralmente as pessoas admiram seres celestiais, mas, por não fazerem parte real de suas vidas, não se mobilizam para transformar-se em direção à Luz, achando-se incapazes e indignos de atingirem tal condição espiritual.

Então, para evitar novas críticas, simplesmente omiti que o narrador (Radamés) era eu mesmo, e que havia obtido aquelas informações através de regressão de memória orientada por Hermes. A editora do Conhecimento optou por colocar que as obras eram “mediúnicas orientadas por Hermes/Radamés e Hermes/Natanael”. No entanto, já sugeri que a editora retire essas indicações. Esses são os nossos únicos livros que fazem referência a serem obras mediúnicas. Isso será importante até mesmo para atingirmos um público maior. Os nossos livros seguem um modelo de elaboração diferente dos espíritas, são “Universalistas Crísticos”, causando uma impressão equivocada de nosso trabalho por parte dos leitores de outras crenças quando percebem a indicação de que são “mediúnicos”. Infelizmente quem não é espírita tem preconceito com livros espíritas. Talvez até por não gostarem da linguagem, algumas vezes, excessivamente doutrinária. Os nossos livros são de “espiritualidade” e não de “religião”.

Sendo assim, eu não canalizei a mim mesmo. Foi apenas uma regressão de memória. O curioso é que muitas pessoas, bem sintonizadas, perceberam imediatamente que Radamés era eu mesmo e me relatavam isso, pessoalmente ou por e-mail. Já outras chegavam a dizer que estavam recebendo em seus trabalhos mediúnicos o espírito Radamés. Alguns até diziam que ele era o diretor dos trabalhos espirituais de sua Casa. Claro que era um engano, pois eu estou aqui mesmo, encarnado, e não participei em nenhum momento dessas atividades relatadas. Vejam como a mediunidade é algo delicado e deve ser sempre analisada com critério e cuidado. Mais importante que a famosa preocupação de quem é o espírito comunicante, devemos observar a qualidade moral dos ensinamentos e os valores crísticos da entidade; ou, até mesmo, analisar se não é apenas uma manifestação anímica do médium.

88 – Pergunta (22/08/2011): Roger, gostaria de agradecer pelo seu trabalho e dizer-lhe que muito tenho aprendido com ele. Comprei o livro “A História de um Anjo – 1ª edição” no ano 2000 e desde então procuro seguir seus passos através de seus livros e recentemente no site. Gostaria que você me esclarecesse sobre um assunto que já te rendeu aborrecimentos.  Nas leituras que faço procuro perceber o entendimento espiritual dos livros, as mensagens implícitas e não simplesmente o que está escrito. Isso eu aprendi lendo seus livros e os de Ramatís. Algumas coisas que leio eu descarto de imediato, outras eu deixo em “stand by” para futuro entendimento. Reconheço minha ignorância espiritual.
A pergunta diz respeito ao seu encontro com Jesus, narrado no cap. XIV do livro “A História de um Anjo.” Desde que li o livro pela primeira vez, (já li várias) esse assunto ficou remoendo em minha mente. Já li o comentário do livro no site e conforme Hermes explicou – “para Jesus nada é impossível”. Você também já explicou que participou daquela reunião no plano espiritual quando ainda estava desencarnado.  Na narração do livro, o Roger do presente foi  levado por Hermes a ver e relembrar a reunião para a confecção do livro no plano material. Como um fato que ocorreu no passado pode se misturar a realidade presente? Como Jesus no passado se dirigiu ao Roger do presente, se o Roger do presente não estava lá naquele momento?
Roger, não veja esse meu questionamento como uma dúvida ao seu trabalho, muito pelo contrário, eu admiro seu trabalho inovador e estou tentando entender tudo isso e ver se existe alguma explicação. Talvez na nossa atual imaturidade espiritual, ainda não seja possível entendermos determinadas situações. A melhor explicação que tenho no momento seria de Willian Shakespeare – “existe muito mais entre a terra e o céu do que pode imaginar a nossa vã filosofia”. Qualquer outro comentário que puder me enviar ficarei imensamente grato.

Roger: Quando iniciamos os trabalhos para a elaboração do livro “A história de um anjo” eu tinha apenas 20 anos. Muitas coisas que ocorriam fugiam a minha compreensão que ainda encontrava-se limitada para entender plenamente o inovador projeto que Hermes desejava realizar através de minha mediunidade. Todos, naquela época, estávamos acostumados com trabalhos mediúnicos onde o médium é apenas uma “caneta viva” do espírito comunicante. Portanto, as projeções mentais que me eram apresentadas durante a elaboração de nosso livro, me pareciam como reflexos de uma projeção astral que estava ocorrendo naquele exato momento. Somente anos depois compreendi que eu havia vivenciado uma regressão de memória para um período anterior a minha reencarnação no ano de 1969. As narrativas astrais, a presença de Jesus e todos os demais fatos relativos a primeira parte do livro (antes da reencarnação de Gabriel) eram rememorações de fatos vividos por mim, em espírito, antes de reencarnar em meados da década de 1950. Por isso fica um pouco difícil de compreender. Eu estava relatando fatos do passado, mas me utilizando do presente para descrevê-los porque no momento da elaboração do livro isso também não estava bem claro para mim.

E como já afirmamos no link que segue abaixo, a primeira parte do livro, antes da reencarnação de Gabriel, ocorreu na década de 50 do século passado, época em que eu ainda estava no plano espiritual e vivenciei em espírito todos os fatos narrados e, agora, reencarnado, relatei através de processo de regressão de memória, como se eu fosse um repórter. Já a segunda parte foi um relato sobre a possível atuação de Gabriel nos anos futuros de acordo com o plano traçado para a sua encarnação. Estes fatos foram estudados no plano astral, sob a orientação de Hermes e após relatados no livro. Vi o livro no Império do Amor Universal, porque antes de reencarnar já havíamos presenciado aqueles fatos e analisado a futura missão de Gabriel e dos “transformadores para a Nova Era”. Logo o projeto já estava pronto, só faltava materializarmos no mundo físico. Mais informações aqui!

87 – Pergunta (15/08/2011): Li recentemente numa tacada só a duologia sobre a Atlântida e gostei bastante. Sei que o fundamento do livro é moral, no entanto, tenho um lado racional que tem muita curiosidade em conhecer a história da humanidade. Só o fato da grande pirâmide atlante ter sido construída há pelo menos 30000 anos antes de sua encarnação na Atlântida é fascinante, o que nos faz pensar que a era de ouro atlante já existia há pelo menos 42000 anos atrás! Você disse na última questão que intimamente não acredita na existência da Lemúria. Tenho dúvidas a respeito, porém, não consigo acreditar na tradição da teosofia que diz que os lemurianos eram meio reptilianos, com um olho só.
Contudo, farei uma pergunta sobre outro assunto. Quando você era um mago negro no astral, construiu, através de sua hábil manipulação mental do Vril, um palácio. No entanto, num único segundo de culpa, todo o seu palácio ruiu e você e as gêmeas se viram atirados ao charco. Disso se conclui que tudo é mental. Porém, uma mente, mesmo que poderosa, precisa de energia, e você diz que os magos negros vampirizam a energia dos espíritos sofredores dos charcos para manterem seus impérios (como as máquinas faziam com os humanos no filme “Matrix”). O que gostaria de saber é se os magos negros vampirizam também “à distância” os encarnados. Antes de tudo obrigado!


Roger:
Os magos negros vampirizam à distância, mas utilizando-se de um sistema de cadeia energética. Eles não vão até a vítima para sugar-lhe as energias como fazem os obsessores comuns. Eles fazem isso enviando seus comandados que sugam das vítimas sintonizadas com ações anticrísticas  o elemento astral que alimenta os seus impérios.  Uma comparação clara desse processo, seria o próprio tráfico de drogas. O chefe de um grande cartel de cocaína não vende a droga diretamente. Quem leva o produto maléfico ao usuário final são traficantes menores, bem abaixo nessa sinistra escala hierárquica,  mas, o chefão, é quem recebe a maior quota desse retorno financeiro. O processo obsessivo regido por magos negros e dragões é muito semelhante, só que a moeda ambicionada não é o dinheiro, e, sim, a energia astral da vitima viciada e em sintonia com o mal. Não é por acaso que a nossa humanidade tem raros momentos de felicidade e vive em constante depressão…

Somente em alguns raros casos eles atuam diretamente vampirizando encarnados, mas isso ocorre em casos bem específicos e que são de especial interesse deles. Como eu afirmei na pergunta número 84, do dia 25/07/2011: os magos negros são arredios e evitam contato com aqueles que consideram inferiores a eles. Jamais “bebem da fonte” por acharem a nossa humanidade desprezível. Apenas absorvem a energia gerada a partir da egrégora formada por seus milhares de comandados.

Vale sempre lembrar que esse tema é instigante e prende a atenção dos leitores. No entanto, devemos focar nossa atenção nos exemplos de Luz e na mensagem renovadora trazida pelos grandes mestres espirituais de nossa humanidade. O Evangelho de Jesus e sua mensagem libertadora tem mais força que a ação de mil magos negros. E, quem está em sintonia com essa mensagem, jamais será atingido pela ação das sombras. Evitem fascinar-se demasiadamente pelas curiosidades das sombras. Alimentem suas mentes com histórias de Luz! Quanto mais povoarmos nossas mentes com pensamentos voltados para o amor e a luz, mais felizes seremos, afastando definitivamente a tristeza e a depressão de nossa vidas.

86 – Pergunta (08/08/2011): Primeiro, eu gostaria de te parabenizar pelos teus livros. Desde que eu li o Akhenaton, é fácil perceber a qualidade e foi fácil sentir que era uma obra que valia a pena ler. Agora estou terminando de ler “Atlântida – No Reino da Luz”, outro livro genial, esclarecedor e que tirou muitas dúvidas minhas sobre o que eu pensava, sentia… e até bateu uma saudade e mexeu muito com o meu emocional ler esse livro.
Minha pergunta envolve outra coisa: você defende abertamente o Universalismo Crístico, em que devemos pegar o que cada religião tem de bom, com o que eu concordo absolutamente, tanto que sempre me interessei por diversas religiões, inclusive hinduísmo, umbanda, xintoísmo, entre outros. Você nos trouxe livros como o Akhenaton e o de Moisés (eu não li ainda estes, mas estou louco para lê-los), esclarecendo uma série de histórias distorcidas com informações mais precisas da espiritualidade, como as 10 pragas do Egito (que vc cita também no primeiro volume de Atlântida). A minha dúvida é: você pretende escrever livros esclarecendo mais sobre a formação e base das várias outras religiões, como o hinduísmo, o islamismo (já citou que Maomé foi outra reencarnação de Atlas), o xintoísmo (adoro Japão e por isso me interesso por isso, que tem uma magia muito interessante), até mesmo uma história sobre o que realmente aconteceu durante toda a vida de Jesus (incluindo infância e adolescência), assim como as informações acerca das outras religiões? Pergunto isso porque Hermes Trimegisto citou que a próxima obra depois da Atlântida envolveria ainda o Universalismo Crístico de forma mais complexa e profunda, com o que eu fiquei extremamente curioso. De qualquer forma, por mais que obras incluindo isso não estejam nos planos, o que você acha da ideia? Não daria um bom fundamento para o Universalismo Crístico?

Roger: Se bem me recordo, já falei sobre algo semelhante aqui na coluna Roger Responde. Sim. Se Deus permitir, escreveremos todos esses trabalhos e muito mais. O enfoque de nossa obra gira em torno do que tu levantaste nessa pergunta, ou seja, difundir o ideal do Universalismo Crístico, e isso envolve, também, utilizar importantes relatos históricos vividos pelo narrador em encarnações passadas para que a humanidade compreenda o processo de evolução espiritual de nosso mundo no decorrer dos séculos.

Entretanto, essa agenda de trabalho está nas mãos de Hermes. Sempre fico sabendo qual será o próximo livro a ser escrito enquanto elaboro o anterior. Mas não tenho todas as informações antecipadas, até mesmo para não comprometer a concentração necessária ao livro que estamos trabalhando naquele determinado momento. O livro sobre Jesus, já afirmamos que será uma trilogia, abordando diversos aspectos da vida do grande mestre. O livro sobre Maomé e o Islamismo creio que será, também, uma questão de tempo, devido a presença de “Atlas – Menés – Moisés – Maomé” em nossas obras anteriores.

Admiro muito o Japão (manancial de ex-atlantes) e o xintoísmo. Na minha opinião, um dos melhores livros já escrito é “Shogun”, de James Clavell e um dos melhores filmes da história do cinema é “O último Samurai”, estrelado por Tom Cruise. Os valores de honradez e dignidade do antigo Japão demonstram sua grande espiritualidade. Portanto, vamos ver se Hermes ouve o teu pedido. Ele escuta a todos, inclusive aqueles que generosamente elevam seus pensamentos a ele em oração. Os leitores não precisam me enviar e-mails pedindo para eu mandar um abraço a ele, pois Hermes está em sintonia com os pensamentos de todos aqueles que se cativam com seus sábios ensinamentos, reproduzidos aqui no plano material por esse seu fiel discípulo. Ele ouve a todos nós, assim como Jesus e os demais grandes mestres o fazem. São almas onipresentes em nosso mundo.

No entanto, no momento, mais importante do que escrever um livro atrás do outro, é fazer com que um número infinitamente maior de leitores tenham acesso à nossa literatura. Quanto mais divulgarmos, mais pessoas pelo Brasil e pelo mundo terão acesso a essas importantes informações que transformam vidas. Algumas vezes fico pensativo quando uma pessoa me diz que leu o livro “A história de um anjo” e que esse mágico livro mudou sua vida. Essa obra foi lançada há mais de dez anos e só agora está chegando nas mãos de algumas pessoas, que já deveriam tê-lo lido há muito tempo… Isso é uma lástima! Estamos com algumas propostas para transformar esse (e outros livros) em filme. Talvez uma versão cinematográfica desperte um número significativo de leitores para a proposta do Universalismo Crístico, que é um livro que, também, está infinitamente aquém do número de leitores que deveriam o estar lendo. Os livros mais lidos não são os melhores, mas sim os que são mais divulgados… Portanto, infelizmente, tenho que diminuir o ritmo da elaboração de novos livros para fazer esse trabalho de divulgação, o qual, ainda, recebemos pouco apoio para realizar.

E essa luta é difícil, em meio a tantos títulos literários e, também, devido a concorrência feroz da internet, por meio das mídias sociais, chats, etc… que tem consumido o tempo que antigamente as pessoas dedicavam à leitura. Por causa do fenômeno da internet estamos tendo que elaborar livros menores, por incrível que isso possa parecer. É necessário compactar os textos e narrativas porque as pessoas cada vez têm dedicado menos tempo ao saudável habito da leitura. Com a saga da Atlântida tivemos que fazer isso, enfocando somente no drama central da história, para assim atingir mais leitores, principalmente aqueles que se dizem sem “tempo para ler livros”.

85 – Pergunta (01/08/2011): Roger, existem muitas pessoas e entidades relacionadas ao bem estar dos animais, mas muitos recriminam isso, com a desculpa de que deveríamos nos preocupar com crianças sem comida na África, etc. Inclusive no livro Transição Planetária, do Divaldo Franco, há uma passagem condenando o ato dessas pessoas que doam seu tempo e dinheiro para amparar nossos irmãozinhos menores. Gostaria de saber o que você e os nossos irmãos do mais alto acham disso?

Roger: Eu acredito que existem muitas formas e caminhos para se trabalhar em nome de Deus. E que existem trabalhadores que são chamados a atuar em cada uma delas. Cada pessoa deve seguir a sua intuição e trabalhar por aquilo a que seu coração é chamado. Eu recebo criticas, também, por não estar revertendo os direitos autorais de nossos livros para a caridade, assim como fizeram médiuns notáveis como Chico Xavier. No entanto, creio que o meu chamado para trabalhar em nome de Deus está diretamente ligado à conscientização espiritual da humanidade. Eu preciso focar em atingir o maior número de pessoas possíveis, através de ampla divulgação de uma mensagem que ainda assusta as religiões tradicionais. E posso fazer isso tranquilamente porque sei que outros valorosos trabalhadores do Alto estão amparando os necessitados, auxiliando hospitais, vestindo e alimentando os que estão desamparados, assim como outros, como tu, estão trabalhando em prol de nossos irmãos menores, ou seja, os animais. Cada um deve seguir trabalhando ativamente na seara de Luz ao qual é chamado em nome de Deus e do Cristo Planetário da Terra. O que seriam dos animais se não tivessem ninguém para os defender da brutalidade humana?

Não se preocupe com as críticas. Elas sempre existirão. É da natureza ainda imperfeita de nossa humanidade “olhar mais para o cisco no olho de seu irmão, do que para o galho encravado em seu olho”. Apenas o que deves procurar avaliar é, se o mesmo sentimento que tens para com os animais, o  tens para com toda a criação de Deus. Algumas pessoas amam os animais e detestam os homens. Isso é sintoma de desequilíbrio espiritual; de um trauma mal resolvido que cobrará o seu preço carmicamente em determinado momento. Uma pessoa que ama verdadeiramente os animais, também sabe (e deve) amar e compreender os seus semelhantes. Francisco de Assis, em sua existência, demonstrava esse exemplo como ninguém.

Respeito e valorizo o ideal em defesa dos animais. A humanidade tem evoluído no que diz respeito a tratar os animais com respeito e dignidade, porém ainda há muito a ser feito nesse sentido. Não poderemos descansar enquanto animais tiverem suas peles arrancadas, em vida, apenas para atender aos fúteis ditames da moda. Ou, então, serem escravos como veículos de tração de seres embrutecidos que os tratam com violência; mais parecendo que o “animal” está sentado na carroça dando chicotadas em um doce ser indefeso. E, mais para o futuro, fazer ver ao homem, que podemos nos nutrir através de outras formas de alimento, que não seja a carne de indefesos seres vivos, assim como nós. Mas a evolução não se dá “aos saltos” e, sim, passo a passo. Nosso papel é fazer com que a humanidade caminhe hoje e sempre em direção à Luz de Deus. Um ser que rompe com a “alienação”, compreendendo seu papel no mundo, está em movimento. Cedo ou tarde, ele vislumbrará a Luz.

84 – Perguntas (25/07/2011): Roger, tenho lido vários livros que abordam as faces das trevas e tenho encontrado informações diferentes das suas obras que trazem relatos sobre magos negros e dragões. No seu livro sobre a Atlântida você afirma que os magos negros estão acima dos dragões, mas não é  o que afirmam outras literaturas. O que você pode nos dizer a respeito.

Roger: Tenho recebido alguns e-mails levantando essa mesma questão. E já tinha respondido esse questionamento na coluna “Roger Responde 2010”, pergunta número 06, do dia 18/01/2010. Sobre se li esses livros, na verdade, hoje em dia, o meu tempo para leituras é muito restrito. Geralmente só leio as obras que são indicadas pelos mestres espirituais e aquelas que podem vir a ajudar na ampliação da minha visão na elaboração de trabalhos futuros. Sobre esse tema, li apenas o livro “Os Dragões”, do espírito Maria Modesto, psicografado por Wanderley Oliveira. Achei um livro muito bom.

Sobre o tema magos negros e dragões posso falar com tranquilidade, até mesmo por já ter vivido diretamente nesse meio. O que deve estar causando confusão em outros livros é a denominação dada aos magos negros. Essa ordem espiritual, se podemos chamar assim, é oriunda da extinta Atlântida. Os verdadeiros e originais magos negros são apenas o grupo de sacerdotes do Vril que viviam na Grande Ilha e corromperam seu domínio sobre o quinto elemento com o objetivo de utilizá-lo para o mal. Esses seriam os magos negros atlantes. No próprio livro, no penúltimo capítulo, afirmamos: “Com o passar do tempo, todos aqueles que foram treinados pelos genuínos magos negros atlantes receberam essa mesma denominação. Mas, em sua maioria, eram apenas antigos atlantes que nunca possuíram poder algum com o Vril, no entanto, se destacaram na complexa hierarquia do lado negro no transcorrer dos milênios”.

E com o passar dos milênios, espíritos que nem viveram na Atlântida, começaram a receber essa mesma denominação de magos negros, por mediuns que pouco compreendiam a origem antiga desse termo e, também, por espíritos maléficos que desejavam demonstrar poder e, portanto, se apresentavam com esse terrível título. Contudo, eram apenas espíritos primários, facilmente dominados pelos dragões, fato que causou a falsa impressão de os dragões serem superiores aos verdadeiros magos negros atlantes. Um fato realmente impossível de acontecer dado o histórico desses últimos doze mil anos.

Os genuínos magos negros atlantes sempre viveram em regiões pouco acessíveis a consciências primarias. Raramente são percebidos. Eles são arredios e evitam contato com aqueles que consideram inferiores a eles. Raramente veremos um genuíno mago negro manifestando-se mediunicamente. O caso de Arnach com meu grupo mediúnico foi raro. Ocorreu devido a nossa ligação do passado.

E, como afirma o livro “Atlântida – no reino das trevas”,: “Os dragões são espíritos primitivos, que concentram os seus processamentos mentais na região do cérebro conhecida como reptiliana. Eis o motivo de serem designados por esse nome! A sua forma perispiritual torna-se animalizada, geralmente em forma de réptil, pois reflete diretamente a região cerebral de suas manifestações mais comuns. Eles não reagem diretamente por meio da emoção ou da razão, e sim por instinto. Parecem zumbis selvagens seguindo o comando de seus líderes. E o ódio em seus corações é algo realmente assustador. Milênios voltados para o mal provocaram essa metamorfose em seus corpos espirituais, sendo um processo lento e difícil resgatá-los para o caminho da luz.

Já os magos negros são seres profundamente racionais e elegantes. Prezam o diálogo e a negociação. Eles processam a sua interação com o mundo externo através das refinadas estruturas do córtex cerebral: a área mais racional e nobre do cérebro. Adoram hipnotizar as suas vítimas em meio ao diálogo. São verdadeiros vampiros! Raramente se alteram em uma discussão, pois sabem que, por esse meio, não obterão uma vitória consistente. Costumam realizar planos de longo prazo, enquanto os dragões geralmente são imediatistas”.

83 – Perguntas (18/07/2011): Oi Roger, moro em Teresina (PI), e sou uma grande admiradora de suas obras. Conheci seu trabalho através de um grupo mediúnico do qual faço parte. Aliás, é sobre isso que quero falar. Nosso grupo reúne três vezes na semana para estudar os assuntos espirituais, temos uma formação espírita, mas somos completamente abertos aos novos conhecimentos. Porém, recebemos muitas críticas de pessoas ligadas ao movimento espírita piauiense, por nos reunirmos na casa de uma amiga, que já tem uma grande caminhada! Além de estudar as obras, reservamos um tempo a desenvolvimento mediúnico. Exatamente por isto estamos sendo alvo de comentários. Em contato com a orientadora de nosso grupo, ela me pediu que te enviasse este email pedindo sua opinião sobre nossa atividade. Devemos seguir a máxima de Jesus que afirmou “onde um ou mais se reunirem em meu nome eu estarei presente”, ou existe de fato algum problema em desenvolvermos nosso trabalho em um local que não se constitua como um centro espírita ou terreiro de umbanda, ou algo parecido???
Atualmente estou lendo “Universalismo Crístico – O Futuro das Religiões” e estou impressionada com as pontuações sobre a nossa liberdade de pensamentos e sentimentos, que devem estar livres de dogmas adotados pelas religiões. Gostaria ainda de saber se há alguma previsão de você vir à região Nordeste para palestrar em algum evento.

Roger: Não há problema algum em realizar estudos espirituais fora de centros espíritas ou de qualquer outro centro religioso. Contudo, quanto a realizar trabalho de desenvolvimento mediúnico, é necessário algumas precauções, principalmente se o foco for receber espíritos menos esclarecidos para conduzi-los ao caminho da luz. Nesses casos, é necessário que o diretor dos trabalhos seja alguém experiente e disciplinado. Receber mentores espirituais também exige certa precaução, pois caso o grupo esteja desarmonizado, pode-se abrir as portas para espíritos fascinadores se passarem por mestres e ludibriarem o grupo com informações falsas e que levem o grupo à desunião.

Em regra geral, a precaução do movimento espírita piauiense é válida. Dentro de um centro espírita existe toda uma equipe espiritual que dá suporte aos trabalhos da Casa. Na residência de uma pessoa, não existe todo esse preparo, cabendo ao dirigente do grupo e toda a equipe, estarem sempre em plena sintonia com seus mentores para terem todo apoio e suporte. Já vi trabalhos mediúnicos sendo realizados em residências sem problema algum. Mas, o que quero dizer, é que para realizar isso o dirigente e a equipe precisam ter absoluta seriedade e responsabilidade. Qualquer desequilíbrio ou desarmonia pode resultar em problemas que venham inclusive a desarmonizar energeticamente esse próprio lar e seus moradores. Sempre é mais seguro realizar dentro de um local sagrado, ou seja, em uma casa pré-definida para servir somente para fins espirituais. Se vocês creem que o grupo possui elevado equilíbrio e que estão em plena sintonia com a equipe espiritual, não há problema. Caso contrário, melhor realizar em um centro espírita com todo o apoio que a Casa já oferece para trabalhos que envolvam diretamente a ação da Espiritualidade.

Infelizmente algumas casas espíritas ainda estão presas ao passado, dificultando estudos mais avançados e visões universalistas, o que impele seus frequentadores a realizar seus estudos em outros locais. Sendo assim, os estudos mais avançados podem ser realizados em suas residências, mas seria prudente deixar o desenvolvimento mediúnico para o centro espírita, local do qual não podem se desligar se desejam auxiliar a Espiritualidade Superior a promover o progresso espiritual nesses locais. Se todos que tiverem a visão mais aberta se afastarem dos centros espíritas, o que será da Doutrina Espírita no futuro? Tornar-se-á uma religião arcaica e escravizada ao passado, em meio a um mundo em constante movimento.

Sobre palestras no Nordeste, no ano passado estive em Maceió, Natal e Recife. Esse ano realizarei poucas palestras, devido a dedicar-me a outros projetos, entre eles, a elaboração do livro “Universalismo Crístico Avançado”, que exigirá esforços e dedicação especiais.

80/81/82 – Perguntas (27/06/2011 , 04/07/2011 e 11/07/2011): Em primeiro lugar, gostaria de agradecer-lhe pela oportunidade de recuperar a minha religiosidade há muito deixada em segundo plano. Li o livro “Akhenaton” e gostei bastante da história e me abriu a porta para conhecer um pouco melhor o “Universalismo Crístico”. Conversando com meu cunhado – que foi quem me indicou o livro e o Universalismo Crístico, me surgiram muitas dúvidas. Abaixo seguem elas compiladas em resumo:
1 – Não que eu discorde da lei “ame ao próximo como a si mesmo”, mas por que ela necessariamente deve ser aceita como uma verdade absoluta? O “UC” não diz que devemos refletir e meditar para encontrarmos as respostas?
2 – Em sua palestra, tu comentaste que os planetas são como anos escolares, então se não conseguimos evoluir em determinado planeta, somos reprovados (exilados) e tentamos de novo. Continuando nesta analogia, sabemos que a escola é para aprendermos e termos mais chances de termos um futuro melhor. A pergunta é: qual é o objetivo de reencarnarmos, encontrarmos o caminho da luz etc.? Os espíritos “arcanjos” já foram imperfeitos como nós e assim haverão para todo o sempre? Se sim, qual é o grande objetivo disso?
3 – Em “Akhenaton” tu cita que há um grande espírito de luz em processo de redução vibracional. Como é isso?
Peço-lhe perdão pela ignorância de minhas perguntas, mas a grande pedra que fica em meu caminho sempre que penso em minha espiritualidade é neste objetivo maior. Simplesmente não me faz sentido. E sempre deixei de lado este aspecto de minha vida, pois todas as respostas que obtive até hoje foram vagas, ou simples “É assim porque Deus quis.”.


Roger:
Caros leitores, hoje postaremos uma resposta tripla com três perguntas, abrangendo as próximas 3 semanas, devido a nossa viagem para o Egito com o grupo de leitores que se permitiu essa inesquecível experiência. Os sonhos só fazem sentido quando nos mobilizamos para realizá-los. Parabéns a todos que batalharam para realizar esse sonho há tanto tempo acalentado. Hoje embarcamos para a terra dos faraós e em breve acordaremos de frente para as pirâmides de Gizé. Onze dias inesquecíveis nos aguardam.

Sobre a primeira pergunta do leitor, basta entendermos que o amor e Deus são sinônimos. E isso é uma verdade amplamente defendida por todas as religiões, em todas as épocas. A unanimidade das religiões a respeito do amor já nos leva a crer que essa é uma verdade absoluta. Sem amor, a harmonia não existe; guerras se instalam, o progresso se interrompe e a felicidade, objetivo de todas as almas, deixa de existir. Aqui não falamos no amor como os gestos ou comportamentos pessoais de cada um. As vezes, pessoas meigas e delicadas entendem que o amor é algo somente compreendido como sendo o seu comportamento doce e conciliador. Amor, em sua mais ampla expressão, significa gerar equilíbrio e harmonia, promovendo ações que visem o bem comum. E em algumas vezes é necessário posturas mais firmes. Uma mãe doce que não repreende e educa o filho rebelde não está agindo com amor.  Se o leitor procurar conhecer a concepção do amor em sua mais ampla abrangência perceberá que a lei espiritual que nos ensina a “amar ao nosso próximo como a nós mesmos” é a mais perfeita regra de harmonia universal. Claro que dentro da estrutura de livre pensar do Universalismo Crístico qualquer um pode questionar inclusive essa verdade absoluta. No entanto, creio ser muito difícil alguém tecer argumentos lógicos e racionais a respeito desse tema.

Na segunda questão, esse é um tema central de nossos livros também. Os planetas são escolas de evolução planetária. Qual a finalidade disso? Creio que o mesmo objetivo pelo qual estudamos em uma escola do mundo humano, ou seja, para termos um futuro melhor e mais feliz e nos tornarmos dignos cidadãos de nossa nação e, consequentemente, do mundo. A maior riqueza que podemos obter é o desenvolvimento de nossas consciências para assim termos uma participação mais digna e atuante na vida. Se fôssemos seres irracionais, talvez viver uma vida exclusivamente biológica, seria suficiente. Mas com a evolução individual de cada um, passamos naturalmente a buscar algo mais. E é isso que nos faz conhecer o grande mistério da vida criada por Deus. O objetivo da evolução é dar sentido as nossas próprias vidas e, ao mesmo tempo, contribuirmos com toda a obra de nosso Pai, o Criador Incriado. Todo o arcanjo já foi um espírito primário, assim como todo espírito primário um dia se tornará um arcanjo. A felicidade só é conquistada quando conhecemos amplamente a obra de Deus. Em uma comparação simples, seria algo como aquela pessoa que conhece um vinho altamente elaborado. Antes de conhecer, ela se contentava em beber qualquer tipo de vinho, depois de conhecer algo muito melhor, entende que aquele já não o faz mais feliz. O homem só é feliz em sua ignorância por desconhecer a grandeza que o espera quando obter elevado grau de consciência. Como diria Einstein: uma mente aberta a novas ideias, jamais volta ao seu tamanho original. Somos incapazes de involuir.

E na terceira pergunta referente ao livro Akhenaton, creio que o leitor está se referindo a preparação da reencarnação do “Grande Espírito”, que no livro refere-se a Jesus de Nazaré. Espíritos muito evoluídos  necessitam realizar um intrincado processo de redução de sua luz para poder habitar os limitados corpos da dimensão física. A consciência superdesenvolvida de Jesus teve dificuldades incríveis para manter-se aprisionada a um corpo ainda tão primário como os nossos. Por isso ele suou sangue em seus últimos momentos da vida física, demonstrando que seu cérebro físico não mais suportava a intensa energia espiritual que jorrava de seu excelso espírito.

A medida que fores lendo todos os nossos nove livros, encontrarás respostas bem detalhadas para todos esses questionamentos. Boa viagem em tua busca pelo conhecimento espiritual.

79 – Pergunta (20/06/2011): Roger, eu gostaria de saber se algum dia você escreverá mais sobre as três primeiras dinastias do antigo Egito. Quando, de acordo com o seu Livro Akhenaton, as verdades espirituais eram de conhecimento geral. Gostaria de ter mais informações de como era a relação entre os primeiros faraós e os sábios que tinham conhecimentos atlantes, como Imhotep, Toth e outras encarnações dos grandes sábios de Atlântida. Esse me parece um tema extremamente interessante.

Roger: No final do livro “Atlântida – No reino das trevas”, informamos que a primeira encarnação de Andrey, depois de sete mil anos como mago negro nas trevas, ocorreu durante a unificação do Alto e do Baixo Egito, ao lado de Atlas, que reencarnou como o primeiro faraó do antigo Egito, Menés. Nesse mesmo período, Hermes estava reencarnado como Toth, em sua mais brilhante vivência na Terra, período em que trouxe à civilização egípcia ensinamentos notáveis que o alçaram a condição de avatar espiritual da Terra. Ser um avatar é uma condição rara. Significa ser mediador direto do Cristo Planetário de nosso mundo. Hermes, (Toth nessa encarnação), exerceu atividade espiritual semelhante a Antúlio na Atlântida, Akhenaton posteriormente no Egito, Zoroastro na Pérsia, Moisés na palestina, Maomé no mundo islâmico, Jesus entre os judeus, entre outros poucos; recebendo diretamente a inspiração do espírito responsável pela evolução da Terra para traçar o roteiro de evolução de nosso mundo, adequando sua sublime mensagem “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem” às culturas mais diversas de nosso planeta.

Caro leitor, certamente esse livro será escrito futuramente. E ele será bem interessante, tanto pelo enfoque espiritual, devido ao legado de Hermes Trimegisto, quanto pelo aspecto histórico da fundação das dinastias faraônicas do Egito antigo, que levaram esse outrora glorioso povo a tornar-se a civilização mais avançada de sua época.


78 – Pergunta (13/06/2011): Amigo Roger, primeiro gostaria de parabenizar a você, Hermes e todos os trabalhadores da luz pelo esplêndido trabalho. Depois de começar a ler seus livros foi como se houvesse despertado algo em mim que faz com que ajudar o próximo seja um dever. Obrigado! Minha mãe também é uma grande fã do seu trabalho e ela gostaria de saber sua opinião sobre o dízimo. Tenho uma dúvida em relação ao momento da desencarnação. No livro “Akhenaton – A Revolução Espiritual do Antigo Egito” (página 136 e 137) Meri-Rá nos dá a entender que a conservação do corpo contribui para o espírito e para o trabalho da Alta Espiritualidade na conclusão da total separação do corpo e espírito, porque as energias vitais permanecem algum tempo impregnadas no corpo somático após a libertação do espírito. Quer dizer que mortes em que o corpo é destruído parcial ou totalmente há maior dificuldade na total libertação do espírito? Seria então uma atitude errada cremar o corpo, já que o corpo é desintegrado após a morte?

Roger: Obrigado pelo apoio teu e de tua mãe ao nosso trabalho. Sobre o dizimo, é complicado dar uma resposta definitiva. Se for uma contribuição espontânea, sem pressões, mas com responsabilidade dos contribuintes, é possível realizar grandes trabalhos sociais e, principalmente, de esclarecimento espiritual da humanidade. Contudo, se for ferramenta de manipulação utilizada por religiosos inescrupulosos, certamente, é algo desprezível. É uma pena que aqueles que tem consciência para construir um mundo novo, geralmente creem que não devam se mobilizar para isso, apoiando iniciativas em que acreditam, enquanto os ardilosos manipuladores recebem graciosamente a renda mensal de pessoas de pouca consciência que mal tem condições de sustentar suas famílias.  Esse é um tema para ampla dissertação. E o nosso espaço semanal aqui é muito pequeno para debatê-lo. Sou a favor do dízimo consciente! Ofertado por pessoas que acompanham e saibam o destino dos fundos. Já o dízimo exploratório, com o objetivo de enriquecimento ilícito, na minha opinião deveria ser tratado judicialmente como crime.

Sobre a questão do desprendimento do espírito do corpo, temos importantes informações a respeito na literatura espírita. Em nossos dois primeiros livros “A história de um anjo” e “Sob o signo de aquário” também abordamos essas peculiaridades de cada desencarne. Espíritos iluminados, como Gabriel do livro “A história de um anjo”, geralmente realizam o desligamento total espírito-corpo em apenas alguns poucos segundos. No caso dele, especificamente, o leitor deve lembrar que ele já estava desligado do corpo antes mesmo de vir a falecer, apenas utilizando-se do veículo físico como um instrumento para verbalizar o seu pensamento nos momentos finais de sua existência.

No entanto, em espíritos enrijecidos, materialistas e que possuem suas consciências gravemente alienadas pelo mundo ilusório da vida humana, estes sofrem imensa dificuldade para efetivar o desligamento dos seus laços que ligam o corpo perispiritual ao físico. Até mesmo por não crerem no fenômeno do retorno à vida espiritual. Por isso, é sempre recomendado, expressamente, que o corpo seja cremado somente 72 horas após a morte. Antes disso, o espírito pode estar imantado ainda ao corpo e vivenciar e sentir todo o drama da incineração do veículo físico, sofrendo dores e terrores atrozes. O processo natural de decomposição orgânica é menos impactante, tendo em vista que o espírito se liberta bem antes do agravamento desse processo. Salvo no caso dos suicidas, que interrompem prematuramente a sua existência. Esses últimos vivenciam por longo período os impactos da morte, devido a ficarem ligados pelos laços perispirituais ao corpo físico. Suicidas não devem ser cremados em hipótese alguma.

Sobre a citação de Meri-Rá no livro Akhenaton, é evidente que rituais de sepultamento que envolvam o corpo físico em boas vibrações, preservando as energias etéreas, propiciam um desenlace mais tranquilo e harmonioso para o espírito. Procedimentos dessa natureza não é algo efetivamente necessário. Depende muito da necessidade do espírito que está desencarnando. Boas orações funcionam tão bem quanto os antigos ritos fúnebres do Egito faraônico em qualquer caso. A humanidade moderna está perdendo o hábito da oração por achá-la muito formal e, em alguns casos, piegas. Mas a oração nada mais é do que uma conversa íntima com Deus e com os mentores espirituais, elevando as vibrações espirituais. Façam-na com a linguagem que lhes for mais familiar e confortável.

E no que diz respeito as vibrações espirituais para um bom desencarne, o problema maior hoje em dia reside no mecanicismo religioso dos dias atuais (pura formalidade) e na indiferença cética dos entes queridos, que não creem que daquele corpo sem vida está sendo operado um magnífico processo de renascimento da alma do falecido para o Mundo Maior. E no “lado de lá” uma festa está sendo realizada para recebê-lo, obviamente se sua vida tenha sido digna e valorosa.


77 – Pergunta (06/06/2011): Roger, você já leu o texto “Folha Espírita publica revelações de Chico Xavier sobre o destino da Terra”, que está hospedado no site: http://www.vinhadeluz.com.br//site/noticia.php?id=760 ???  (Caro leitor, leia o texto do link antes de ler a resposta).
Nesse texto são apresentadas informações, ditas diretamente pela santa boca de Chico Xavier, sobre o adiamento de catástrofes que ocorreriam no período de transição para a Nova Era. Irmão, o que você tem a nos dizer sobre isso?

Roger: Fico muito feliz que informações como essa tenham chegado ao conhecimento público, ainda mais se realmente trata-se de palavras de nosso grande médium Chico Xavier. Ele, sem dúvida, é o mais brilhante canal mediúnico que conhecemos. E o mais interessante é que são informações polêmicas que até hoje em dia dividem alguns espiritualistas, mais especificamente do segmento espírita. Não me refiro àqueles que estão na busca da luz interior, em verdadeira comunhão com Deus, mas sim àqueles que mais se preocupam com a “letra que mata, do que com o espírito que vivifica”. Esses últimos, passam suas vidas questionando livros espirituais que não atendam aos seus egos escravizados por suas limitadas crenças. Um exemplo disso, é o sistemático ataque que sempre sofreram as obras de Ramatís por parte dessas pessoas de visão estreita; principalmente devido às revelações de seu profético livro “Mensagens do Astral”, recebido mediunicamente pelo médium Hercílio Maes e publicado em 1956.

Ou seja, esse livro foi escrito bem antes do ano de 1969, momento em que houve a reunião do astral, citada no texto da pergunta, dando uma moratória de 50 anos a nossa humanidade para procurar corrigir-se antes dos cataclismos de fim dos tempos. No livro de Ramatís, o sábio mentor afirma que esses acontecimentos ocorreriam no final do século vinte. E, pelo que vemos nas referências de Chico, era isso que realmente aconteceria. Se aqueles que criticam a obra de Ramatís tivessem um pouco de sensibilidade, perceberiam que um conjunto de livros com tal valor moral e com tão ricas informações jamais poderia ser obra do acaso ou de um mistificador. Certamente as Inteligências Superiores que regem o destino de nosso mundo estavam coordenando as atividades realizadas pelo médium Hercílio Maes. Se a obra de Ramatís fosse uma farsa, não estaria viva há mais de 50 anos e, logicamente, que eu não estaria dando prosseguimento ao seu trabalho inicial que agora culmina com o  projeto Universalismo Crístico na Terra, do qual Ramatís foi um dos idealizadores (através do trabalho com Hercílio Maes e, também, no astral) e agora dá a sua contribuição de forma mais indireta através de minha mediunidade, coordenada por Hermes. Logo, a obra “Mensagens do Astral” é mais atual e verídica do que nunca, basta darmos um “upgrade” nas datas referidas por Ramatís nesse livro. Vejam que as questões sobre aquecimento global e comprometimento da camada de ozônio já eram referenciadas nesse importante livro. Além de muitas outras que estão se confirmando diariamente.

Voltando ao texto, vemos que as datas mencionadas por Chico Xavier fecham muito bem. Realmente, os eventos de fim dos tempos foram adiados e, a partir da próxima década, começarão a se intensificar os sinais de efetivação da transição planetária, sendo que por volta de 2036 teremos os mais impressionantes eventos. Particularmente, não gosto de falar sobre esses temas, apesar de serem importantes para a conscientização da humanidade. Sem dúvida alguma, acho mais louvável que os encarnados evoluam por amor aos seus semelhantes, e não porque suas almas estão a risco de sofrerem graves tragédias e/ou o terrível exílio para um mundo primitivo de ordem inferior, assim como aconteceu em nosso passado, durante o exílio de Capela, e que narramos em nossos dois últimos livros sobre a Atlântida.

No final dessa resposta, nada mais posso dizer do que a clássica frase de Jesus a respeito desse tema: “Aqueles que tiverem olhos para ver que vejam. Os que tiverem ouvidos para ouvir, que ouçam.”  Enquanto os teóricos e céticos discutem  o “sexo dos anjos”, o iniciado percebe em seu íntimo os acontecimentos que estão próximos de eclodir nas próximas décadas. Mas ele não se desespera e não faz alarde, na verdade pouco se preocupa com isso, apenas procura realizar a reforma íntima tão urgente e procura despertar seus irmãos para a inadiável prática do “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros aquilo que não gostaria que te fizessem.” E, certamente, as profecias catastróficas se cumprirão menos intensamente à medida que o homem compreender esse sublime ensinamento divino. As profecias são alertas de Deus, e não fatos imutáveis. E elas atuam mais intensamente justamente naqueles que mais precisam de um efetivo despertar. A dor e o sofrimento são instrumentos divinos para acordar os mais alienados com respeito aos sagrados objetivos da vida.

76 – Pergunta (30/05/2011): Olá Roger. Parabéns pela forma como você divulga seus conhecimentos e pelo esforço na divulgação do Universalismo Crístico. Lendo seus livros, principalmente os dois sobre a Atlântida, surgiram algumas (muitas) duvidas e gostaria, se possível, que você comentasse sobre elas. Qual o critério geral de alguns exilados capelinos terem encarnado em Atlântida e outros encarnado diretamente no ‘mundo primevo’ da Terra? (é ‘apenas’ questão de nível evolutivo?). Infere-se de seus livros que muitas (todas?) divindades egípcias foram atlantes. Você tem informação sobre Horus e Ptah ou relaciona elas com algum personagem de seus livros? Tanto a luz como as trevas trabalham para o Criador. Assim, pode-se considerar que conforme os magos negos atlantes de 1° escalão ascenderam para luz, os de 2° escalão (referidos no livro Atlântida – no reino das trevas como muitos nazistas) passaram a fazer o trabalho ´sujo´(trabalho necessário de agentes karmicos)? Seria isso?  (até que eles também passem para luz). Você cita o processo de Arnach para Luz, mas não cita Ryu. Ele também está passando para luz? Voce acha que Gadeir e Pantaeur ainda tem ‘jeito’ ou serão exilados novamente? Nos seus livros deu para se ter uma boa ideia da passagem dos magos negros para a luz. Você tem alguma ideia de como é a passagem dos dragões para a luz? Sobre o nazismo, Hitler parece ser mais um médium obsidiado e iludido do que um mago negro atlante (seria ambos? Ou não seria nem um pouco iludido?). Você o relaciona com algum personagem atlante? (ou naquela época não era ninguém?). Você acredita que o poder de Hitler de hipnotizar as massas era devido apenas ao uso da pirâmide hipnótica e da obsessão de Gadeir ou tinha algo mais? Antecipadamente agradeço seus comentários.

Roger: No livro “Atlântida – no reino da Luz” explicamos que os espíritos menos endividados carmicamente e com capacidade intelectual mais desenvolvida, principalmente os cientistas, receberam a oportunidade de reencarnar na frequência mais equilibrada e sutil da Atlântida, para assim auxiliarem no processo de evolução espiritual da Terra, enquanto os demais adentraram na densa atmosfera do mundo primevo, sofrendo uma terrível e sofrível adaptação. Fato semelhante ao que ocorrerá com os futuros exilados da Terra ao serem conduzidos pelo astro intruso após a conclusão da seleção de fim dos tempos que já está ocorrendo na Terra, e que se intensificará nas próximas décadas. Informações estas que aprofundamos no livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, no terceiro capítulo, “O exílio planetário e o seu objetivo”.

Nem todas as divindades egípcias, gregas ou romanas foram oriundas da Atlântida. O próprio deus Hórus, nada mais era do que a forma encontrada pelos faraós egípcios para se divinizarem em vida. Os reis egípcios vendiam a ideia de que eram filhos diretos de Osíris e Isis, que eram os deuses que fundaram a nação do vale do Nilo. O povo, então, adorava os faraós como divindades, o que terminava evitando rebeliões e até mesmo atentados contra a vida dos soberanos. Quem seria louco o suficiente para afrontar um deus vivo?

Não diria que os magos negros atlantes do primeiro escalão foram para luz. Gadeir e Galeato eram do primeiro escalão e prosseguem regendo as trevas. Alguns, naturalmente, não foram citados diretamente no livro porque seu poder na época era restrito e insignificante para o contexto da narrativa. Adolf Hitler era um deles. Apesar de ter tido uma participação terrível no cenário do mundo físico do século vinte, ele não possuía muitos poderes na Atlântida. Era apenas um coadjuvante naquele cenário. Os espíritos que ficam no astral coordenando é que são os mais perigosos. Eles, assim como os grandes mestres da luz, reencarnam somente quando necessário, preferem ficar orquestrando seus projetos utilizando-se de seus discípulos no mundo físico. A encarnação de Jesus e de avatares em geral são raras exceções.

Sobre Ryu, afirmamos no final do livro “Atlântida – No reino das Trevas” que ele voltou para luz um pouco antes da descida de Jesus ao mundo físico. E que essa vivência direta com o Messias o transformou de forma definitiva para o caminho da luz. Mas não se preocupe em saber mais detalhes. Essa história será contada em breve, em três eletrizantes volumes.

Quem será exilado em breve… Boa pergunta. Isso somente pode ser respondido analisando o íntimo de cada um. Algo somente acessível a Deus e aos grandes mestres. As vezes defendemos pessoas que parecem muito nobres, mas no fundo trata-se apenas de uma máscara; enquanto condenamos pessoas francas e sinceras que dizem o que pensam, mas não enxergamos o seu coração de ouro por contrariarem nossas crenças limitadas e pessoais. Tudo é muito relativo. E geralmente não temos todas as informações para entender a beleza da alma de cada um.

Sobre os dragões, falaremos sobre eles novamente nas próximas semanas. Já respondemos sobre as diferenças hierárquicas entre magos negros e dragões (pergunta 06 – 18/01/2010), mas esses questionamentos andam muito frequentes por causa de outras literaturas. Somos todos filhos de Deus, com nossas peculiaridades, independente da agremiação que estamos associados, todos passamos para luz da mesma forma, que é através do reconhecimento da força soberana do amor. Somente isso. No caso de dragões e magos negros o processo é mais complexo, devido ao seu elevado nível de conhecimento e poder. Mas no fundo, o que realmente transforma é, sem dúvida, a força do amor.

O poder de Hitler não era fruto somente do poder da pirâmide hipnótica e dos seus mentores espirituais sombrios. O seu carisma e discurso hipnótico também surtiram poderoso efeito. Mas nada aconteceria sem o consentimento coletivo de sua nação. Todos são responsáveis de uma forma ou de outra pelo mal cometido. Não existe espaço para vítimas e algozes. O distanciamento da lei de amor, ensinado por todos os grandes mestres espirituais da Terra, reflexo direto do próprio Criador, jamais pode ser alegado por essa ou aquela razão. Desde crianças somos ensinados a amar e respeitar os nossos semelhantes. Não existem argumentações que justifiquem uma ação contrária a lei máxima de todas as religiões. Hitler foi somente o detonador psíquico de todo um grupo de espíritos que agiu ou de forma ativa ou passiva para as atrocidades que foram cometidas.

75 – Pergunta (23/05/2011): Gostaria de saber um pouco mais sobre a energia Vril. Hoje, em nossos tempos, mesmo nessa atmosfera psíquica poluída, será que existe alguém portador dessa energia Vril? Se existir , será que essa energia tem outro nome? Caso exista, como essa pessoa exerce o poder da energia Vril, e qual seria o seu alcance. E aproveitando a oportunidade,daria para lançar um livro sobre a Lemúria? Ela afundou pelos mesmos motivos que a Atlântida?

Roger: A energia Vril nada mais é que do que o “fluído cósmico universal” definido por Allan Kardec no livro dos Espíritos, ou seja, a matéria em seu estado mais elementar; nada mais que energia livre e que pode ser amplamente manipulada, tanto por espíritos desencarnados, como por encarnados. A diferença está no grau de manipulação dessa energia que era realizado pelos sacerdotes do Vril da extinta Atlântida.  O que os sábios indianos chamam de prana ou os chineses de “chi” ou “ki” também é uma boa definição para o Vril, apesar de ser uma definição limitada e incompleta. E já que muitos comparam a nossa série Atlântida à saga Guerra nas Estrelas, de George Lucas, diríamos que o Vril seria algo semelhante ao “poder da força” dos Jedis.

Na época da Atlântida era possível realizar coisas realmente fantásticas a partir da manipulação do Vril, devido a atmosfera propícia da Grande Ilha, e até mesmo do mundo primevo, além da consciência altamente desenvolvida dos atlantes. E essas informações não estão apenas em nossos livros. Edgar Cayce, grande profeta do século passado, os próprios estudos teosóficos, entre outros, trouxeram-nos valiosas informações a respeito, apesar de, em sua maioria, serem muito superficiais. Esse conhecimento inclusive atiçou a curiosidade do partido nazista durante a segunda guerra mundial, como afirmamos no livro “Atlântida – no reino das trevas”.

Hoje em dia, existem pessoas que manipulam essa energia, mas de forma bem moderada. Como foi visto no livro “Atlântida – No reino da Luz”, a manipulação do Vril era utilizada para realizar curas. E isso é feito, também, hoje em dia, por meio de técnicas de curas das mais diversas, como o Reiki e o passe magnético, por exemplo. A maioria desses curadores manipula o Vril, porém não percebe isso conscientemente. Obviamente que manipulações sofisticadas, que atuam na matéria mais densa ao nosso redor, é ainda de domínio de raríssimos encarnados nos dias atuais. O mestre indiano Sai Baba, que desencarnou faz poucos dias, era um deles, apesar de alguns críticos acreditarem que o que ele realizava nesse sentido era uma farsa. Esses hábeis manipuladores do Vril dos tempos atuais, os magos modernos, realizam fenômenos bem interessantes que modificam a realidade ao seu redor, contudo muitos não percebem, por estarem incapacitados para compreender os sutis fatores que verdadeiramente regem a vida. Mas aquele que está desperto, percebe. Tudo o que ocorre no plano físico, tem origem no mental. Assim sendo, a mente desses sábios, de todas as áreas, é que conduzirá a humanidade a uma nova consciência.

E com o passar das próximas décadas mais e mais filhos de Deus conscientes surgirão dominando o “fluído cósmico universal” (Vril), sendo que no futuro nossos meios de transporte novamente serão movidos por essa fascinante força limpa, aliviando o nosso ecossistema dos meios energéticos atuais que poluem diariamente a nossa atmosfera com resíduos tóxicos e, no caso de matrizes mais graves, gerando desastres radioativos, como ocorreu recentemente no Japão. Por sinal, na “terra do Sol Nascente” reencarnam sistematicamente muitos antigos atlantes que manipularam o Vril de forma indevida no passado, causando as tragédias radioativas que contribuíram para o fim da Atlântida. Nos tempos atuais, necessitam realizar um compulsório resgate cármico nesse sentido, como observamos nas tragédias de Hiroshima e Nagasaki e, agora, na usina de Fukushima.

Sobre a Lemúria, jamais recebemos qualquer informação sobre a existência desse continente. Não estou dizendo aqui que ele não existiu. Mas, assim como informações sobre extraterrestres no plano físico, jamais Hermes ou outro orientador espiritual me sinalizou com a existência da Lemúria. Particularmente, em meu íntimo, sinto que a Lemúria não tenha existido. Mas essa é uma opinião pessoal minha.

74 – Pergunta (16/05/2011): Nos seus livros, nota-se a predominância da importância do ponto de vista espiritual, dos valores do espírito; (o que inclusive dá veracidade aos fatos narrados que seriam facilmente lidos como ficção); exemplos de orgulho, egoísmo, arrogância e vaidade que existiam há muito tempo como você mesmo narra e também agora na nossa sociedade, cada vez mais corrompendo esses valores verdadeiros e sagrados, e sendo principal causa de nossa falência. Então, tendo como foco principal essas imperfeições, não seria possível, analisando do ponto de vista científico, descobrir as causas disso?… encontro em livros espíritas, onde se diz que a causa é a ignorância do espírito simples e ignorante, ou que temos que trabalhar a fraternidade, a humildade, reencarnar mais algumas vezes para nos melhorar cada vez mais e arrancar de vez os males do orgulho e do egoísmo (o que concordo plenamente)… mas não seria possível descobrir tecnicamente o porquê de sermos assim?… Se diz que o tímido tem vergonha porque é muito orgulhoso de chegar nas meninas, então ele bebe umas e outras e parece que aquela vergonha some; já está conversando com a menina (e olha que foi uma substância, o álcool)… pesquisando na internet achei até uma afirmação que dizia: “O egoísmo e o orgulho têm a sua fonte num sentimento natural: O INSTINTO DE CONSERVAÇÃO. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porque Deus nada pode fazer de inútil” pode estar errado não sei…. mas  ainda tem aquela que aponta para uma parte primitiva mais ou menos no meio de nosso cérebro chamada de “complexo r”, que é responsável por instintos de sobrevivência, reprodução, agressividade, etc …. ou ainda a nossa incapacidade de manipular perfeitamente ainda nossos sentimentos e emoções nos colocam literalmente presos numa “MATRIX”… enfim, será que não existe  uma explicação (científica)?, ou então é porque simplesmente ainda somos “crianças espirituais e estamos crescendo”?

Roger: A explicação central para essa tua dúvida, creio que encontramos na luta entre a animalidade e a angelitude que todo espírito, que encontra-se no grau de evolução em que nos encontramos, deve travar contra si mesmo. Deus nos criou simples e ignorantes. Dessa forma, quando realizamos as primeiras encarnações no mundo hominal, sofremos vigorosamente sob a ação dos instintos do corpo que nos serve de instrumento. A tarefa evolutiva do espírito é desenvolver a sua consciência para libertar-se desses instintos primários, que foram úteis em uma época onde éramos pouco mais que animais, mas não no estágio de consciência que nos encontramos. Não me refiro aqui ao instinto de preservação da vida que nos afasta naturalmente de situações que causariam dano ou a morte de nosso corpo físico, mas sim  a aqueles instintos selvagens que nos levam a práticas que contrariam a máxima “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem”, devido a nossa ambição, egoísmo, ciúme, raiva, ódio, revolta, e todos demais sentimentos anticrísticos que ainda dominam os nossos egos.

Além disso, o  nosso código genético é trabalhado pela Espiritualidade para também ser intensificada características que melhor atendam às nossas necessidades evolutivas. Por exemplo, uma pessoa que precisa desenvolver a virtude da tolerância, será propensa a ter um sistema nervoso irritadiço, com o objetivo de intensificar essa luta interna. Alguém escravo dos vícios em existências anteriores, terá tendência genética a sucumbir a isso, como a medicina já tem descoberto através de genes específicos de algumas pessoas com maior tendência à dependência química. A finalidade, obviamente, é trabalhar o espírito, promover sua evolução, estimulando-o a adquirir forças para vencer as suas fraquezas e obter total libertação. Obviamente que a lei do carma está intimamente ligada a esse processo.

No livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio” abordamos essas questões nos capítulos 9 e 10, “Vícios do corpo” e “Vícios da alma”. Ali fica claro que recebemos em nossas encarnações no plano físico corpos adequados às nossas necessidades cármicas e, também, projetados para provocar uma estimulação inversa, com a finalidade de vencer nossos desequilíbrios milenares. Por isso, geralmente, grandes sábios abençoam suas mazelas, pois reconhecem nelas um exercício para a vitória do “eu superior”. Muito desses desequilíbrios também residem em nosso próprio inconsciente, marcado por crenças equivocadas e distorcidas no transcorrer dos séculos. A alma deve procurar ser livre e consciente de si. Respirar fundo e procurar se desligar dessa já longa escravidão ao mundo das ilusões para finalmente tornar-se verdadeiramente senhora de si mesmo.

E, como afirmamos nesse mesmo livro, os avanços da medicina no campo da engenharia genética permitirão a humanidade do futuro obter para a encarnação física corpos livres de toda essa carga de enfermidades e desequilíbrios. E por que somente agora Deus permitiu isso? Porque nas próximas décadas passarão a reencarnar na Terra as almas eleitas para a Nova Era. Espíritos vencedores! Que não possuirão carmas degenerativos e  já superaram essa etapa evolutiva primitiva. O nosso mundo deixará de ser de expiações e provas para tornar-se um mundo de regeneração espiritual, conforme já informado por diversas fontes espirituais.

73 – Pergunta (09/05/2011): Caro Roger, fiquei extremamente impressionado com os relatos da primeira parte do livro Universalismo Crístico, e também de como aquela pirâmide foi desarmada com ajuda de Arnach no livro Atlântida – No reino das Trevas, especialmente no fato de como o mundo mental e o controle sobre ele pode nos ser essencial para sairmos do inferno e entrarmos no céu, instantaneamente.  Este tem sido o meu maior desafio nos últimos anos: manter um padrão de pensamentos, emoções e sentimentos o minimamente elevado para sair do inferno a que nos impomos. O “orai e vigiai” sob essa ótica mental.  E as leituras de seus livros tem sido muito empolgantes (só entrei em contato agora em 2011) também porque os temas mentais são raros e muito esparsos na literatura espiritualista. Ao que parece, o entendimento desse “mundo mental” deve ser importantíssimo no controle dessas nossas oscilações entre treva e luz e o rompimento com a vida de ilusão que nos sujeitamos.
Talvez assim assuntos como corpo mental, redesdobramento (a partir do corpo astral), vidência mental, psicometria, premonição, ideoplastia, criação e manipulação energética seriam melhor compreendidos.
E como me sinto meio preso ao paradigma de entender o mundo mental como sendo a dimensão imediatamente superior à astral, conforme entendi no contato com apometria ; gostaria muito que você elucidasse mais sobre a forma como você compreende o mundo mental. Se possível, também nos desse mais alguns exemplos de fatos ou eventos vividos que só se explicam “via mental” para que possamos compreender melhor essa visão que extrapola os cinco sentidos e que nos ajudaria em muito na expansão de nossas consciências.

Roger: Caro leitor, na minha opinião tu entendes muito bem o plano mental, bem mais do que humildemente reconheces em tua mensagem. As tuas colocações não poderiam ser mais lúcidas e pertinentes. A desativação da pirâmide hipnótica no livro Atlântida – No reino das Trevas narra de forma bem interessante como isso se processa. Na verdade, a definitiva libertação do mundo das ilusões ocorre quando compreendemos a natureza do plano mental. E o interessante é que de lá que nós surgimos, a essência do espírito, a centelha divina, sem forma e plena de luz. Realmente somos feitos à imagem e semelhança de Deus. E isso significa que somos essencialmente espíritos, e não a imagem humana de um velhinho de barbas longas sentado sobre nuvens.

Porém, o processo evolutivo que nos leva da animalidade à angelitude é o que nos faz “descer” aos planos astral e físico para obtermos a consciência necessária com o objetivo de vivermos no verdadeiro mundo: o mundo do espírito, onde a felicidade e a plenitude são completas, livres de conceitos como tempo e espaço; sendo eterno e abrangendo a imensidão do Universo.

Como nossa mente física crê inicialmente que somos criaturas concebidas dentro do plano físico e vivemos dentro dessa realidade, acreditamos que as formas físicas se refletem no plano espiritual. Que lá, no mundo espiritual, viveremos em cidades humanas, com infraestrutura semelhante as da Terra, sendo perfeitas no astral superior e bizarras na dimensão infernal. No entanto, isso é apenas reflexo das consciências que ainda estagiam dentro dessa compreensão da vida. É difícil explicar como seria o mundo mental para quem vive ainda atrelado às limitadas rotinas da vida humana, que carece do mundo das formas e dos sentidos físicos para serem compreendidas. Por isso existem cidades astrais que são reflexos da vida humana. O objetivo é adequar o recém chegado do mundo físico (desencarnado) a uma realidade que atenda a sua compreensão. Existem cidades astrais que inclusive os desencarnados não sabem que morreram. Acreditam que estão apenas se recuperando de uma doença grave em um hospital. Simplesmente porque não creem na vida após a morte. O livro “E a vida continua”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, relata bem esses casos.

Tenha a certeza de nossa imensa dificuldade para relatar cidades astrais como o império do Amor Universal, que localiza-se no “sexto Céu”, dentro da limitada compreensão humana. Para isso, nos socorremos da natureza descritiva que mais faz o homem comum compreender a natureza de um reino celestial. O plano mental reflete a verdade cristalina de Deus, já o reino dimensional humano e o astral, onde residem almas com limitada consciência, nada mais são que projeções adequadas a percepção de cada um. Para um cristão, esse plano será adequado às suas fervorosas crenças cristãs, para um muçulmano estará adaptado as características religiosas de sua crença e consciência, e assim por diante, com todas as crenças… No entanto, todas elas, em essência, partem de uma mesma origem, no plano mental, que lhes traz a ilusão de adequar-se as suas crenças. Eis o ego humano reinando! Já quem rompe com seus paradigmas, e compreende o mundo mental, bebe água diretamente da fonte, enquanto aqueles que ainda estão aprisionados ao mundo das ilusões de seus próprios egos, bebem das torneiras locais e regionais, com todas as idiossincrasias culturais e religiosas que lhes rodeiam. Por exemplo: realizar uma oração decorada, sem introspecção, de forma mecânica, é beber das torneiras distantes de Deus, de forma escravizada às culturas religiosas. Entretanto, ligar a sua mente a do Criador, até mesmo sem palavras, mas mentalizando e sentindo a verdadeira comunhão com Deus, é beber diretamente da fonte, em perfeita sintonia com o mundo mental e original do Criador. Um dos papéis fundamentais do Universalismo Crístico é fazer a humanidade perceber isso.

No livro “Atlântida – No reino das Trevas” , eu e Arnach víamos a pirâmide como um artefato tecnológico, devido as nossas crenças, enquanto o troglodita que defendia a pirâmide a via como um antílope no qual realizávamos magia através da leitura de suas entranhas expostas dramaticamente sobre a mesa… Apenas crenças em busca de uma mesma essência que residia no plano mental, ou seja, dominar e reprogramar o processo de magismo que foi realizado há 12 mil anos e que foi gravado nos registros Akhasicos, com o objetivo de hipnotizar a humanidade para alienar-se com relação a sua própria evolução e consciência espiritual.

Tudo ocorre originalmente no plano mental. Nós é que ainda precisamos trazer essas informações para a nossa compreensão ainda escrava do mundo das formas. E isso atrasa a compreensão e, o pior, polui essas informações com distorções causadas pela nossas crenças limitadas. Por isso as religiões trazem informações tão diferentes e, algumas vezes, contraditórias. E isso ocorre em todos os segmentos da vida, desde a filosofia até a ciência.  Digo até a ciência, porque as compreensões limitadas de seus observadores, os fazem ter uma visão cartesiana e limitada do Todo, prejudicando o avanço da humanidade. Os cientistas também bebem das torneiras distantes… Beber a água da fonte é que faz toda a diferença…

Mesmo que compreendêssemos e rastreássemos o Universo inteiro, em toda a sua impressionante magnitude, ainda estaríamos limitados a apenas uma das diversas faces do Todo. O Universo é o plano físico. Deus, o Todo absoluto, rege o plano mental, e Ele, somente Ele, abrange o Todo da Criação, em suas multidimensões. Por isso ainda nos é impossível compreendê-Lo em toda a sua magnitude.

Por esse motivo, esse é o princípio primeiro da tábua de esmeraldas de Hermes Trimegisto: 1º – O princípio do Mentalismo: a mente é tudo. O universo é mental. Por sobre tudo aquilo que conhecemos há o plano de um Espírito Maior que não podemos conhecer.  Ele é a Lei. O Todo-Poderoso está em tudo!


72 – Pergunta (02/05/2011): Prezado Roger, quero expressar a emoção que estou sentindo nesse momento, ao terminar seu livro UNIVERSALISMO CRÍSTICO. Sinto-me com o peito iluminado, inundado pelo amor e pelo contentamento em ter encontrado, finalmente, uma literatura que se coadune com meus sentimentos e pensamentos. Já passei pelo catolicismo e por alguns centros espíritas. Porém, confesso, não consegui me encaixar em nenhum deles. A filosofia, em si, é maravilhosa. Porém, carregada de culpa, de lógicas matemáticas quanto à lei de ação e reação e, muito mais, pela carga emocional dos homens que a interpretam. Sempre acreditei em um Deus soberanamente justo e bom e, por isso, quando ouvia certas interpretações, aquilo me doía na alma. Há anos estou buscando meu crescimento espiritual, libertando-me, procurando ascender pelo amor.
Ao ler o seu livro, senti que mais alguém também pensa e sente como eu. Em minha vida, muitas vezes acabei adoecendo por me fechar e negar, quando não consegui me encaixar em certos padrões sociais e religiosos. Fechei-me em meu “casulo”, adormecendo certos sentimentos. Mas, a vida é um ciclo ascendente e o adormecido acorda, desperta. Estou vivenciando agora, mais uma vez, e graças a você, a experiência do despertar.
Porém, tenho uma dúvida. Neste despertar, também despertou, novamente, minha mediunidade. Tenho sentido no peito uma sensação diferente. Tem dias que estou em um verdadeiro torpor. Recebi alguns convites para trabalhar mediunicamente em centros espíritas, mas… como sempre, fico com receio. Minha pergunta é: Como o Universalismo Crístico atuará em relação ao desenvolvimento e educação da mediunidade? Ainda precisaremos das casas espíritas para isto? Ou, como você disse, tudo é mental e temos que aprender por conta própria (às vezes sinto que não conseguirei…)?

Roger: Temos recebido cada vez mais manifestações como essa. E isso é uma agradável surpresa! Quando estabelecemos o roteiro de implantação do Universalismo Crístico na Terra, sempre com o sábio aconselhamento de Hermes e dos demais mentores espirituais, definimos como meta inicial que o Universalismo Crístico deveria ser um ideal que permeasse todas as religiões, revitalizando-as, para que atendessem às necessidades de seus fiéis. A função do Universalismo Crístico, nesse momento, não era de substituir as religiões, mas auxiliá-las a evoluírem em um mundo em constante movimento. Qualquer pessoa desavisada, mesmo com a força atual das igrejas de massas, se fizer uma sincera reflexão, livre de paixões, perceberá que esse modelo está em franco declínio. Uma pessoa lúcida não tem como negar essa evidência. Basta apenas uma mínima conscientização espiritual para perceber que as religiões, da forma em que se encontram, pouco tem a oferecer para o real progresso espiritual de seus seguidores.

Acreditávamos que somente na próxima geração a humanidade estaria totalmente liberta de rótulos religiosos e da visão patriarcal das religiões. Mas, para a nossa agradável surpresa, percebemos um número expressivo de pessoas, de todas as idades, desejando prosseguir em sua jornada de crescimento espiritual independente das religiões. Contudo, isso não nos isenta do compromisso de dar subsídios aqueles que desejam prosseguir em suas religiões, contudo, provocando os debates internos oferecidos pelo ideal do Universalismo Crístico. As religiões precisam ser instigadas a esse debate filosófico. E o apoio, de seus membros que já conseguem ver mais além, é essencial.

A partir desse cenário de amplo crescimento de adeptos do UC sem religião, precisamos acelerar o nascimento e desenvolvimento dos núcleos regionais do Universalismo Crístico para que sejam criadas estruturas independentes para abrigar aqueles que desejam prosseguir em sua jornada espiritual livre das religiões. Só assim poderemos criar cursos e ambiente para um saudável desenvolvimento mediúnico, além de um espaço para divulgação dos conhecimentos espirituais de todos os grandes mestres da humanidade, e ,também, iniciativas para inclusão social e educacional das comunidades locais, etc. etc.

Cada vez mais todos que se sintonizam com o ideal do Universalismo Crístico, (fato que ocorre também pelo compromisso assumido no plano espiritual antes de reencarnarmos), devem partir para a ação, procurando apoiar os grupos regionais que já surgiram (veja os grupos já formados nesse site, link “grupos”), trazendo a sua contribuição e, também, partindo para o pioneirismo, estabelecendo os grupos em regiões que ainda não existem. Lembrem-se, estamos construindo a estrada por onde as gerações futuras trafegarão por séculos e séculos. Todos nós estamos fazendo história! Feliz daquele que participar ativamente desse grande momento evolutivo de nossa humanidade.

E sempre é importante lembrar que os grupos que se formarem e os atuais devem manter sempre uma visão e um perfil de atuação universalista, sem agregar as idiossincrasias das religiões. Os grupos regionais do UC devem ser livres de dogmas, procedimentos e rituais que venham a caracterizá-los como um apêndice de qualquer outra religião. O Universalismo Crístico é uma filosofia espiritual que utiliza-se de estudos universais para apoiar o desenvolvimento espiritual de seus adeptos. Todas as crenças específicas, não aceitas universalmente, devem ser apenas objeto de debate. Jamais devem tornar-se uma crença absoluta e arraigada dentro dessa agremiação que tem por função ser um fértil terreno de debates e estudos. O ideal do Universalismo Crístico é uma forma de pensar absolutamente livre. Jamais deve se aprisionar às crenças pessoais de quem quer seja.

71 – Pergunta (25/04/2011): Prezado Roger, lendo a sua resposta a pergunta 56 de 10/01/2011  fiquei um pouco confuso diante das outras informações que eu tenho. Compreendo a ideia de que o mundo espiritual é mental, a simbologia do cordão de prata e também todo o poder de atuação da hierarquia caída. Mas seria realmente possível alguém desencarnar pela atuação de alguém, ainda que contra a vontade de Deus? Também seria possível alguém ser possuído sem dar o seu consentimento para isso?
Faço esses questionamentos porque entendo que ninguém tem poder de atuar sobre as nossas vidas sem o nosso consentimento e contrariando a vontade do Criador. Penso que por mais complexo e desconhecido seja o mundo espiritual, o poder de Deus e o livre arbítrio estão sempre em primeiro plano.
Aproveito para dizer que os seus dois últimos livros sobre Atlântida estão demais! Não somente pela sua coragem em relatar a forma como você acabou sendo seduzido pelo “lado negro da força”, mas principalmente por descrever a postura dos seres mais iluminados diante do seu comportamento. Achei super interessante no final do primeiro livro quando Andrey conversa com Kundo. Isso ajuda a gente entender a postura dos seres de Luz em relação a nós. Uma última questão…nas suas experiências mediúnicas e viagens astrais, você já se deparou como a Mestra Ascensionada Kwan Yin? Parabéns pelos livros!

Roger:
Não precisamos dar um consentimento formal para sermos possuídos… basta nos distanciarmos da luz, termos obsessores terríveis e pensamentos e ações voltados para o mal ou para energias negativas. Se não fosse assim, os hospícios não teriam tantos pacientes que, em muitas vezes, são apenas possessos ou obsediados que não deram autorização para isso. E isso não ocorre contra a vontade de Deus. O Criador não rege as nossas vidas diretamente, ofertando “graças divinas”. Nós é que vivemos sob a influência implacável da lei natural de ação e reação (carma).

Concordo com tua colocação sobre o livre arbítrio. Basta que o provável candidato a possesso ou obsediado utilize o seu livre arbítrio para libertar-se de toda a carga inconsciente do passado que lhe atrela ao seu obsessor (que pode se apossar de seu corpo e alma através de uma simbiose energética). Não basta apenas não querer ser possuído. Tu achas que uma pessoa que se suicida deseja verdadeiramente isso? E alguém que vive em depressão? Tu crê que essa pessoa ama viver assim? Ou é vítima de algo mais profundo que não encontra explicação? Somente uma pessoa lúcida controla a si mesmo. A grande maioria dos encarnados mal controla seus pensamentos e sentimentos, tornando-se vítimas de obsessões e, em situações mais graves e raras, de possessões.

E obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Sobre a mestra apontada na pergunta. Não sei te dizer. Eles se apresentam de diversas formas, de acordo com a nossa sintonia e crença. Por exemplo, Akhenaton e  Seraphis Bey são duas identidades do mesmo espírito. Mas ele sempre se apresentou para mim com a personalidade de Akhenaton. Jamais o vi como Seraphis.

70 – Pergunta (18/04/2011): Gostaria de saber, para refletir e aprender, como se dá o seu processo de elaboração dos livros, sempre escrito na 1º pessoa, ou seja relatado por você mesmo. Desdobrado você assiste as imagens numa tela, ou elas aparecem na sua mente em vigília (ou não), durante a escrita? Ou ambas as coisas? Você rememora os desdobramentos e os diálogos com seus guias na íntegra ? Lhe ditam alguma coisa, tipo psicografia intuitiva?
Como é elaborado o “enredo”? Você mescla informações suas com a de seus mentores, o que facilita o intercâmbio? (Afinal Ramatís disse que os estudos do Hercílio o tornavam mais apto a registrar suas ideias.). Você estuda coisas sobre Alcyone, a sociedade secreta nazista, que lhe dão subsídios na escrita e na compreensão do que querem lhe transmitir?  Imagino que seja uma missão árdua a sua. O esquecimento dos acontecimentos vividos durante o desdobramento descansa e alivia o médium e a todas as pessoas, no geral. Como é o seu caso, ainda mais diante do grau de “surrealismo” de experiências que me parecem vividas no plano mental, acima do astral, você consegue se desligar para manter uma vida terrena equilibrada?

Roger: Essa pergunta é pertinente e interessante. Geralmente nos eventos de divulgação do Universalismo Crístico que participo, essa é uma questão sempre presente. Portanto é importante respondê-la aqui. Vamos lá! Para entender bem a mecânica de nossos nove livros é importante ter lido a todos. Creio que esse não é o caso de quem realizou essa pergunta. Nossos livros são elaborados através dos mais diversos estilos mediúnicos.

Nosso primeiro livro “A história de um anjo” foi elaborado durante os primeiros anos da década de cinquenta do século passado, no astral, antes da minha encarnação, que ocorreu em 1969. Todas as narrativas ocorridas no astral foram acompanhadas por mim, ao lado de Hermes, quando eu estava desencarnado. A segunda parte do livro, que faz uma projeção da ação dos espíritos missionários responsáveis pela união da consciência espiritual da humanidade, modelo básico do Universalismo Crístico, foi realizada através de uma análise da programação traçada para suas missões. Não existe fatalismo. As coisas não acontecerão exatamente como ali está narrado. Trata-se apenas de uma narrativa demonstrando a ação da luz para a transformação da Terra na Nova Era nas próximas décadas. E esse livro serve como exemplo e modelo para que nós façamos, também, a nossa parte. É o fim da era dos gurus. Não temos que esperar líderes ou espíritos iluminados para nos conduzirem. Nós somos a luz! E através de nossa ação conjunta, o mundo se transformará.

Já o livro “Sob o signo de aquário” é um livro tradicional de projeção astral. Cada capítulo é uma noite em que saí em projeção astral com os mentores para, no dia seguinte, com a ajuda deles, relatar os fatos vividos. O elevado grau de lucidez da narrativa é devido, também, aos esclarecimentos posteriores que os mentores deram ao texto, durante a sua elaboração, geralmente na noite seguinte a do meu desdobramento espiritual.

A trilogia da “Implantação do monoteísmo na Terra”, composta pelos livros “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da terra prometida” foram elaborados a partir de um processo de regressão de memória. O mentor espiritual de nossos trabalhos, Hermes, achou que seria mais interessante que alguém simples do povo narrasse as histórias, e não ele, um grande mestre. Se ele narrasse, poderia acontecer o que geralmente ocorre, as pessoas não se identificarem com a necessidade de um processo de mudança interna porque isso ocorreu com um grande mestre, então, torna-se apenas digno de admiração. O leitor analisando e acompanhando as vivências de Radamés/Natanael pôde identificar-se e, assim, trabalhar-se internamente à medida que avançava na leitura, promovendo profundas reflexões.

O livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio” é o único elaborado através de psicografia tradicional. Eu e mais dois colaboradores elaboramos perguntas ao mentor espiritual Hermes Trimegisto, que as respondeu de forma mediúnica tradicional. A partir de suas respostas formulávamos novas perguntas sobre o tema, ou, então, ele mesmo nos solicitava perguntas mais específicas que nossas mentes não percebiam ou alcançavam.

O livro “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” é o foco central de todo o nosso trabalho. Todos os demais livros são “pontes” que levam o leitor da visão espiritual tradicional dos séculos passados para a visão espiritual do futuro. Esse livro funde os estilos mediúnicos apresentados nos livros “Sob o signo de aquário” e “A história de um anjo”. Na primeira parte, diálogos com os mestres da luz e com os magos negros sobre o Universalismo Crístico. Na segunda parte, uma narrativa sobre a ação daqueles que estão sintonizados com o Universalismo Crístico para implantá-lo no mundo, com o objetivo de atender as necessidades de entendimento espiritual para a Nova Era. O próprio simpósio do Universalismo Crístico ocorrido em Brasília no dia 03 de abril desse ano, é uma confirmação de uma das etapas narradas no próprio livro. Tudo depende apenas de nós mesmos.

E os livros “Atlântida – No reino da Luz” e “Atlântida – No reino das Trevas” seguem exatamente a mesma técnica mediúnica já apresentadas nos livros da trilogia “Implantação do monoteísmo na Terra”, além de terem capítulos introdutórios realizados com o mesmo processo apresentado no livro “Sob o signo de aquário”.

O próximo livro, que se chamará “Universalismo Crístico Avançado”, segue também esse mesmo processo. Será um apanhado de debates e estudos filosóficos com os mestres da espiritualidade para consolidar a visão espiritual do terceiro milênio na Terra. O nosso décimo livro será a consolidação definitiva de toda essa etapa de nosso trabalho.

Eu não realizo estudos sobre os temas dos livros, apesar de alguns assuntos já conhecer de antemão. Mas, após os livros estarem prontos, procuro realizar uma pesquisa a respeito para ver se as informações estão coerentes com os estudos históricos, arqueológicos e científicos. Fiz isso principalmente nos livros sobre o antigo Egito, para verificar se os nomes estavam corretos, etc. Acho um desrespeito com os leitores livros com erros dessa natureza. Portanto, procuro evitar ao máximo. Livros devem instruir, e não passar informações equivocadas.

Algumas vezes recebo e-mails procurando comparar o nosso livro Akhenaton com outros elaborados por outros autores. Só o que posso dizer é: comparem os textos com as informações históricas, já comprovadas, desse período. E com relação aos livros sobre a Atlântida, não temos nenhuma informação comprovada de fato, portanto, querer comparar livros com informações hipotéticas baseadas em crenças não comprovadas, não vai nos levar a lugar algum. Não discuto crenças, apenas fatos. Crenças são pessoais. Cada um acredita no que quiser e desejar.
69 – Pergunta (11/04/2011): Amigo Roger, parabéns novamente por sua última obra. Já li todos os seus livros, e o que mais me fascina é a facilidade com que você transmite as informações. É uma linguagem ao mesmo tempo simples e completa, de fácil compreensão mas rica em detalhes. Aproveito a oportunidade para lhe perguntar: Estamos adentrando numa Nova Era, como muitos já comentam. Filmes, livros e programas de televisão falam sobre o fim do mundo como o conhecemos, falam dos Maias, I Ching e tudo mais. Ramatís nas  obras de Hercilio Maes também comenta sobre o Planeta X, ou o Chupão. Os espíritas também. E você, qual  sua opinião sobre o assunto? Leio suas respostas em seu site, e vejo que você espera a partir de 2012 energias positivas para a Terra. Mas  como fica o tão esperado planeta Chupão, ou melhor, a separação do Joio e do Trigo, como aconteceu com você ( e comigo provavelmente ) na época de Capela? Não está para breve?
Eu considero ter bons conhecimentos sobre o lado espiritual, a ciência e a ordem das coisas, apesar de usar esse conhecimento com pouca sabedoria. Entretanto, não tenho muita percepção mediúnica, nunca vi ou ouvi espíritos, apesar de acreditar que em muitos casos fui intuído. E é por essa intuição que acho que uma mudança radical irá ocorrer em breve, não só espiritualmente nas novas encarnações da Terra, mas fisicamente no Globo. Isso já ocorreu várias vezes, e acredito que  ocorrerá novamente, e em breve. Você não tem essa impressão?


Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Falamos sobre essas questões no nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, durante todo o terceiro capítulo: “O exílio planetário e o seu objetivo”. Nesse capítulo falamos sobre o astro intruso e as transformações para a nova era. Somente não aprofundamos as questões mais apocalípticas porque esse não é o objetivo de nosso trabalho. O foco central de nossa mensagem é convidar os leitores a uma reforma íntima, ou seja, uma mudança de consciência. Creio que relatar catástrofes apenas atiça a curiosidade e pouco contribui para a sincera mudança interna das pessoas.

Mas, aqueles que tiverem olhos para ver, perceberão que muito do que é relatado nos livros já está acontecendo. Desde os impactos na atmosfera física e espiritual de nosso planeta até a gradual verticalização de seu eixo. E acreditamos que esses acontecimentos irão se intensificar, mesmo após a entrada da “era da Luz” em 2012. Esses são dois fenômenos complementares, mas de natureza oposta. A entrada no cinturão de fótons propiciará uma sintonia mais plena e favorável aqueles que serão eleitos, mas isso não impedirá que os habitantes da Terra resgatem os seus carmas coletivos. Na década de 2030 provavelmente ocorrerão as maiores tragédias, época em que passará bem próximo à Terra o asteroide Apophis. Após esse período, a humanidade terrena começará a subir definitivamente o seu padrão vibratório, permitindo-nos vislumbrar a futura Terra dos eleitos do Cristo, tão sabiamente profetizada por Jesus, quando nos disse: Bem aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.

68 – Pergunta (04/04/2011): O que mais me chama atenção em seus livros, são algumas descrições de sensações que os personagens passam, como vaidades, egoísmos, ou seja, sensações que todos sentimos, mas nem sempre admitimos, nos seus livros é muito bem expresso e causa a reflexão. A minha pergunta é sobre a evolução dos magos, pois como espíritos tão baixos podem ser mais inteligente que nós. Como eles podem ter tanto poder se são tão pouco evoluídos?  Ou eles na verdade são evoluídos, mas sem moral?
Para terminar faço uma deixa que não é pergunta nem pegadinha, no livro Akhenaton, você diz que teve sua primeira experiência com Ramatis, sob a encarnação de Meri-Rá. Mas no livro Atlântida, que ocorreu 12 mil anos antes, você narra a convivência com Ramatis sob o nome de Násser.

Roger: A tua afirmação está correta. Os magos negros tem uma evolução da consciência superior, fruto de anos de estudo e aperfeiçoamento. Assim como um cientista, que é um gênio nas áreas técnicas, mas tem o coração frio e indiferente. No campo moral é que reside a inferioridade deles e é nesse ponto que se diferenciam dos espíritos de luz. Para atingir a angelitude, precisam trabalhar o seu “corpo emocional”. No “corpo mental” já estão bem desenvolvidos; mais do que inúmeros trabalhadores da luz que conhecemos nas esferas intermediárias.

E sobre a pegadinha. Realmente foi falha minha. Bem observado! Na época do livro Akhenaton, eu havia obtido poucas informações a respeito da Atlântida. Não tinha a consciência que tenho agora para escrever esses livros. Tanto que Hermes achou melhor não respeitar a ordem cronológica dos fatos para preservar minha psique. Caso eu soubesse de tudo isso que ocorreu na Atlântida lá em 2001 (quando escrevemos Akhenaton) talvez eu tivesse surtado.

E para tu perceberes como esses detalhes são complicados, ainda mais em um livro como Akhenaton, que tem mais de 750 mil caracteres, veja que na pergunta tu também te equivocaste. Os acontecimentos da Atlântida ocorreram 9 mil anos antes da décima oitava dinastia egípcia, e não 12 mil, como afirmaste. Hoje em dia, em seis meses, lidamos com mais informações do que nossos avós lidavam durante toda a vida. Impossível não ocorrer equívocos.

67 – Pergunta (28/03/2011): Estou estudando o Universalismo Crístico e estou achando o assunto muito lógico e interessante, no entanto, gostaria que você me falasse um pouco em que consiste a Maçonaria e a Ordem Rosa Cruz para o Universalismo Crístico, ou seja, estas Ordens já estão ultrapassadas, ou elas ainda são detentoras de verdades que nem todos ainda estão preparados para tomar conhecimento? Fale-nos também sobre o batismo nas águas conforme o evangelismo prega. Ele é somente um ritual exteriorizado ou tem alguma valia espiritual? Precisa ou não precisa se batizar?

Roger: O Universalismo Crístico é um instrumento que visa auxiliar a humanidade em sua compreensão da vida como um todo, provocando reflexões a respeito de cada crença e abrindo os horizontes para uma melhor compreensão da Espiritualidade. A função do Universalismo Crístico não é julgar as demais crenças. Todas possuem, em essência, valores imperecíveis que devem ser respeitados e acatados. Somente a forma como são entendidas e praticadas que deve ser revista. Por exemplo, a mensagem sublime contida nos dez mandamentos coloca o judaísmo como uma das mais importantes religiões do cenário mundial, entretanto, o conjunto de rituais e costumes que surgiram a partir da formação desse notável povo deve ser refletido e analisado para o futuro.

Da mesma forma, a maçonaria corresponde a uma das mais importantes ordens iniciáticas de  nossa história. O progresso da humanidade inúmeras vezes surgiu das mãos de livres pensadores adeptos dessa louvável confraria. Inclusive, tenho vários amigos maçons e já realizei palestras para eles expondo a ideia do Universalismo Crístico. E eles sempre atestaram a essência do Universalismo Crístico como exatamente a essência de suas convicções. Ou seja, crer em um Ser Supremo, o Criador, o Grande Arquiteto do Universo, independente das crenças religiosas individuais de seus adeptos. Porém, como no caso do judaísmo, os seus rituais precisam ser analisados para entender até que ponto eles ainda possuem força para promover o progresso espiritual e humano de seus adeptos.

O rito nada mais é do que a materialização de um comando mental. A consagração no plano físico de uma magia mental, com a finalidade de gravar nas mentes e corações instruções e comandos puramente mentais. O Universalismo Crístico defende a causa de que no futuro a humanidade da Nova Era não necessitará de rituais, porque terá a capacidade de realizar a sua transformação interior através de um “puro comando mental” para si mesmo.

Um exemplo de ritual que está sendo aos poucos abolido, encontra-se em meio ao cenário espírita. Antigamente os passes eram realizados de forma ritualística e individual. Hoje em dia é realizada apenas uma imposição de mãos coletiva. Obviamente que existem casos que necessitam de “passes especiais” que são atendidos de forma individual. Não é a esses casos que me refiro.

Sobre o batismo, é o que comentamos acima. É apenas um ritual de aceitação da mensagem do Cristo em nossas vidas. É mais sensato quando realizado no final da adolescência, momento em que geralmente o ser humano se descobre e pode realizar um pacto dessa natureza; muito semelhante ao ritual de iniciação da maçonaria, que é um momento de grande responsabilidade para o neófito. Uma criança recém nascida ser batizada, não faz muito sentido, pois ela ainda não tem compreensão da crença religiosa que está abraçando, por escolha dos pais.

Se precisa ou não se batizar, costumo dizer que é algo semelhante a doação de órgãos. Se a pessoa já tem maturidade espiritual necessária para entender que não precisará do órgão físico no plano espiritual, tudo bem! Da mesma forma, se já possui maturidade espiritual para assumir compromissos sinceros e verdadeiros consigo mesmo e com Deus somente com uma convicção mental íntima, o ritual não é necessário. Depende de cada um. E realizar ou não; não eleva nem diminui ninguém. No entanto, se a evolução espiritual natural nos levará futuramente a viver no plano mental, devemos  passar a pensar além das formas e ritos humanos. Como diz-nos Hermes: A mente é tudo! O universo é mental! O Todo Poderoso está em tudo porque ele rege a sua criação a partir desse plano.
66 – Pergunta (21/03/2011): Roger, assisti a um documentário na TV a Cabo sob o título “OVNI´s Nazistas”. Nesse documentário é apresentada a tese de que as aparições de vários OVNI´s nos EUA após a segunda guerra mundial ocorreu devido aos americanos terem levado os cientistas nazistas para seu país (isentando-os do julgamento por seus crimes de guerra) e lá eles teriam trabalhado em diversos projetos ultramodernos para época no ramo da engenharia e aeronáutica. Ao ver o documentário, logo me veio a mente as explicações dos teus livros sobre a Atlântida de que Hitler e o partido nazista obtiveram informações das tecnologias atlantes (através de métodos ocultistas) e tentaram implantá-las. Como a guerra acabou antes, várias plantas de projetos ficaram inacabadas, despertando o interesse dos Americanos. Estou certo nessa dedução?


Roger: Sim, meu amigo. Não poderias estar mais certo. Foi exatamente isso que aconteceu. Vamos aos fatos. Himmler realizou diversas reuniões ocultistas com a presença de quatro mulheres médiuns que serviram de canal para muitas informações trazidas pelos magos negros atlantes para a construção de armamentos que viriam dar a vitória definitiva para a instauração de um império nazista mundial. Seria a supremacia da raça ariana, tão desejada por Gadeir, sob a égide da suástica. Vários desses projetos foram desenvolvidos pelos nazistas, mas não ficaram prontos a tempo. Com a vitória dos aliados, os americanos se interessaram por aqueles projetos inacabados e pelo potencial dos engenheiros nazistas. Eles já tinham demonstrado a sua capacidade desenvolvendo o primeiro avião a jato, em foma de delta, que fora um sucesso na guerra. Logo, mereciam crédito.

No entanto, projetos como os “discos” e o surreal “sino” jamais obtiveram êxito pela falta de um elemento fundamental: o domínio da energia Vril. Os americanos, então, tentaram desenvolver naves com essas aerodinamicas mas utilizando propulsão a jato, algo completamente incompatível com a aerodinamica e a força motriz necessária para esses veículos. Os primeiros testes começaram a ser realizados em torno de um ano após o final da segunda guerra mundial, com muitas aparições nos céus e quedas de equipamentos por diversas regiões dos EUA. Como os projetos eram ultra-secretos e o povo americano começou a crer na presenças de extraterrestres, a força aérea americana resolveu não negar essas informações e, até mesmo, sutilmente, passou a apoiar a ideia de que o mundo estava sendo visitado por seres extraterrestres, para assim desviar a atenção do povo. Nesse caso específico não estamos nos referindo ao fenomeno denominado como “foo fighter” que se trata de outra coisa.

Assim, o rápido avanço tecnológico do período pós-guerra levou a compreensão dos leigos ao terreno dos “contos de fadas”, fazendo-os crer que os OVNI’s (fisicamente observados) eram de origem extraterrestre. Na verdade nada mais eram que o impressionante avanço tecnologico, oriundo de tecnologia atlante, obtido por meio de informações mediunicas. Isso causou preocupação nas altas esferas espirituais, pois antecipou a era de desenvolvimento tecnológico da atual humanidade, que ainda encontrava-se muito imatura. O período tenebroso da “guerra fria” entre americanos e soviéticos foi o mais claro resultado dessa antecipação do conhecimento do assombroso poder energético da fissão nuclear, que jamais chegaria ao domínio do homem nessa época se dependesse das forças da Luz.

E como já afirmamos no livro “Sob o Signo de Aquário”, em entrevista com o espírito extraterrestre Shien, a presença de ET´s na Terra acontece somente na dimensão espiritual. Eles estão na Terra auxiliando-nos nesse período de transição planetária somente no plano espiritual. Visões ou contatos com esses seres só ocorrem através de manifestações mediunicas, de vidência, materializações, etc… ou, então, através de interpretações equivocadas, como essa, muito bem observada pelo leitor. É possível encontrar várias informações adicionais sobre esse tema em uma rápida pesquisa na Internet.

65 – Pergunta (14/03/2011): Roger Bottini foi filho de Kardec em outra encarnação? O que dizem os membros dessa comunidade acerca dessa teoria??? (Post do Orkut).


Roger:
Meu querido amigo, não se comporte como um “fariseu moderno”… Jesus, quando veio ao mundo, apresentou-se como o messias de Israel e, por causa de pessoas com o teu comportamento, ele não foi aceito e foi conduzido ao triste calvário na cruz. Imagine o alcance da mensagem de Jesus, na época, se não fosse esse estúpido desserviço dos fariseus. Por favor, não queira estar no time deles… Sei que tu tens muito mais a oferecer à Causa da Luz do que apenas isso… Todos já percebemos as intenções de teus posts na minha comunidade do Orkut: criar discórdia para defender as tuas “verdades absolutas.”  E essa tua sórdida atitude não atingirá o seu objetivo… Quem despertou para o Universalismo Crístico pensa por sua própria cabeça. Não usa cabresto! E também se preocupa é com a essência dos ensinamentos, e não com sensacionalismos.

E se tu perguntas quem eu sou é porque pensas em algo… Quem tu dirias que sou? Um falso profeta ou um mistificador? Eu sei quem eu sou. E quem eu sou está relatado em todos os nossos 9 livros. E como disse-nos Jesus: “Conhece-se a árvore por seus frutos!” Eis os meus frutos, que ofereço a todos, de coração, expondo-me até demasiadamente. E aqueles que leram sabem que meus frutos proveem de Deus. Os leitores apresentam amostras disso diariamente. 98% dos e-mails que recebo são com declarações nesse sentido. De vez em quando aparece um questionador, assim como tu. Mas é bom… isso só faz brilhar mais luz sobre o nosso trabalho…

Meu amigo, espero te encontrar em breve do nosso lado, pois creio que tu não gostarias de entrar para a história como os fariseus que levaram Jesus à cruz ou, então, como os inquisidores medievais que queimaram, vivas, pessoas inocentes na fogueira, sob a estúpida argumentação de bruxaria. Inclusive papai, ops…, quer dizer, Allan Kardec, sofreu essa terrível execução na personalidade de Jan Huss. Espero que quando eu acessar esses registros para narrar essa história no futuro, não te encontres lá, ao pé da fogueira de Jan Huss, ansioso para impedir mais uma iniciativa do Alto para trazer Luz a esse nosso mundo físico já tão cansado da escuridão.

64 – Pergunta (07/03/2011): Muito se fala sobre a reencarnação nos tempos atuais de espíritos missionários que já estão vindo para auxiliar no progresso da humanidade. Recentemente ouvi boatos de que Emmanuel, o ex mentor de Chico Xavier, estaria já reencarnado há alguns anos no Brasil. O que sabes sobre isso? Também gostaria que esclarecesses um pouco a respeito do papel das outras nações além do Brasil na entrada ao novo ciclo evolutivo da Terra. Isso porque me parece que muitas nações se encontram alienadas e alheias ao verdadeiro propósito da vida na Terra.

Muito espíritas estão dizendo que Emmanuel está encarnado no Brasil para cumprir uma missão, e as conversas que ouço são de teor que o próprio Chico antes de morrer confirmou, apesar de eu não ter escutado ele mesmo dizer e nem ter lido sobre tal fato em lugar algum, mas nas casas espíritas que estou indo estão meio que de forma tímida dizendo que ele está mesmo reencarnado. Você sabe de algo? Apesar de que não devemos nos atentar para isso e esperar um salvador e sim nos tornarmos nossos próprios salvadores, mas em meu intimo sei que alguém vai vir e difundir um trabalho assim como o seu. Posso sentir e gostaria que soubesse que considero você um desses que estaria marcado para vir e iluminar.


Roger: Obrigado pelas tuas generosas palavras. A reencarnação de Emmanuel não é boato. Ele reencarnou mesmo no ano 2000. Ele deveria retornar somente depois do desencarne de Chico Xavier, mas como este teve sua encarnação estendida em mais seis anos, Emmanuel terminou voltando antes mesmo do desencarne de seu pupilo dileto. Joana de Angelis também está prestes a reencarnar. Deve ocorrer a sua volta no ano 2015. Mas isso não significa que Divaldo desencarnará nesse ano. Não confundam as coisas.

Outros diversos espíritos com avançada consciência reencarnarão nos próximos anos, promovendo um avanço do entendimento espiritual da humanidade como um todo. Espíritos como Gabriel e Rafael, dos livros “A história de um anjo” e “Universalismo Crístico” simbolizam essa tendência que se tornará cada vez mais comum nas próximas décadas.

E sobre o papel das demais nações no novo ciclo evolutivo da Terra, pouco a pouco, conseguiremos visualizar isso melhor. Quem vê o Brasil de fora, também não percebe os focos de luz que se propagam, ainda de forma pouco expressiva. Movimentos espirituais ainda são pouco significativos para a mídia e para as massas. Ainda somos vistos como algo estranho, que eles não entendem. O que vemos são modelos religiosos burocráticos, como também existe no restante do mundo. Para nós, espiritualistas, parecemos ser expressivos porque estamos inseridos dentro desse cenário, porém a grande maioria da população ainda vive absolutamente alienada a isso.

Além disso, um importante sinal de mudança já estamos percebendo com a onda de liberdade que está se propagando pelo Oriente Médio. Trata-se de um verdadeiro despertar de consciência democrática  que se alastra, libertando os povos de ditadores inescrupulosos, ampliando as mentes das pessoas para uma futura libertação religiosa também.  Assim como os homens despertam para a necessidade de liberdade política, em breve perceberão a necessidade de obterem sua liberdade espiritual, sobrepondo-se aos dogmas das religiões. É tudo uma questão de tempo. A essência dos valores espirituais será compreendida e aplicada pelos homens, que finalmente abandonarão suas crenças religiosas tradicionais, que são apenas fruto da cultura e dos preconceitos de uma era que já passou.


63 – Pergunta (28/02/2011): Em nenhum dos livros da trilogia do Monoteísmo na Terra você cita a presença das gêmeas, apesar dos outros personagens todos fazerem parte do palco encarnatório no geral. Do mesmo jeito que você veio a acrescentar seu conhecimento naquela situação toda, imagino que elas também teriam, devido seu já destacado grau de conhecimento das leis divinas. Você sabe se elas estiveram nessas encarnações também, sendo próximas ou não do seu círculo consanguíneo? Ou elas ficaram em auxílio no projeto do plano astral?

Eu gostaria de saber se as gêmeas estavam presentes na época de Akhenaton e depois na época de Moisés. Por que você não cita a presença delas naquela época? É algo que não deve ser revelado? Se estão encarnadas agora, você poderia localizá-las ou reconhecê-las caso as encontrasse pessoalmente?

Roger: Nem todas as informações me são reveladas de uma só vez. Por exemplo, no livro “Sob o signo de Aquário” temos uma reunião no astral onde Akhenaton está presente. Naquele instante, eu nem imaginava que o próximo livro a ser elaborado seria justamente sobre os fatos ocorridos durante o seu reinado na décima oitava dinastia egípcia. Nesse mesmo livro, tive encontros sinistros com o mago negro Arnach, que só depois viria a tomar consciência que fora, para mim, quase como um irmão durante os tempos da Atlântida.

Durante a elaboração da trilogia da implantação do monoteísmo na Terra, eu não tinha consciência das gêmeas, nessa minha atual existência. E os coordenadores do trabalho não as revelaram à luz da minha consciência em nenhum instante, naquela época. Talvez estivessem lá, talvez não, como muitos outros personagens que não são narrados por não serem de interesse direto do projeto dos livros. E, também, no próprio livro Atlântida – No reino das Trevas, é relatado que fomos separados algumas vezes para quebrar esse elo profundo que nos ligou por tantos séculos.

Sol e Lua estão encarnadas agora, como também relata o livro. Só saberei se poderei reconhecê-las quando encontrá-las pessoalmente. E espero sinceramente que isso aconteça. Será um momento marcante e especial para todos nós.

62 – Pergunta (21/02/2011): Revendo o livro Universalismo Crístico algo me chamou a atenção. Akhenaton, ao comentar o segundo pilar do UC, diz que a “reencarnação ainda deve ser qualificada como uma verdade relativa no mundo físico, por causa da falta de comprovação categórica…”. Tudo bem! Todavia, o físico indiano Amit Goswami, PhD em Física Quântica, em seu livro A FÍSICA DA ALMA, comprova cientificamente a reencarnação utilizando-se desta disciplina. Uma consulta rápida na internet mostrou que ele é bem conhecido do público brasileiro, já tendo sido, inclusive, entrevistado em um programa de televisão. Não seria o caso de considerar a reencarnação como já comprovada cientificamente e que mais comprovações virão se somar a esta?

Roger: Entendo a tua colocação e também concordo com ela. Entretanto, a ciência tradicional ainda reluta em aceitar os postulados da física quântica. Tratam-na como objeto de estudo, e não como verdade acadêmica indiscutível. Como estamos lidando com crenças de diversas religiões, é prudente aguardarmos manifestações de outros pesquisadores ou, até mesmo, uma aceitação oficial sobre o tema.

Esses dias, um professor de psicologia social da universidade Cornell, chamado Daryl J. Bem, apresentou um estudo tentando comprovar a parapsicologia, ao apresentar fortes evidencias de Percepção Extrasensorial (PES), ou seja, a capacidade de pressentir o futuro. Por ser um tema que foge o ramo da ciência tradicional, a tese está sofrendo diversos ataques e sendo alvo de ironias. Sem dúvida, qualquer comprovação cientifica de abordagens espirituais terá que lutar contra os céticos até o último instante, por vários anos; até o momento em que seja apresentada uma comprovação definitiva e indiscutível.

Mas, com certeza, no nosso próximo livro sobre o Universalismo Crístico avançado faremos essas considerações que tu argumentas sabiamente em tua pergunta. Não fizemos antes porque as verdades relativas precisam ser trabalhadas gradualmente para que a humanidade possa entrar de forma equilibrada na visão espiritual do terceiro milênio. Uma nova verdade precisa ser enraizada com cuidado em solos áridos, caso contrário, virá a se perder.

61 – Pergunta (14/02/2011): Roger, acabo de ler o volume 1 sobre Atlântida e te parabenizo pela excelente narrativa, rica em detalhes e abundante em lu(z)cidez! Conseguiste, mais uma vez, nos brindar com uma obra fantástica e inovadora, rompendo com a obscuridade e incertezas que sempre permearam os fatos relativos à Atlântida. Combinar fatos histórico à Luz da espiritualidade sempre traz imensos esclarecimentos sobre as trilhas que as civilizações do passado percorreram. Gostaria que comentasse mais sobre o momento em que você é arrebatado de Trion e de forma consciente conseguiu narrar a ‘‘segunda morte’’. Fiquei bastante curioso com o ocorrido, pois no caso relatado no livro, ele ocorreu não por uma sutilização e sublimação energética mas sim por uma readequação bioenergética a um local novo. Como se dá a derrocada do psicossoma? A exemplo do cordão de prata, existiria um cordão de ouro a ser desconectado? E no estado puro e indivisível de Espírito, quais as percepções que você teve em relação ao estado de ‘‘primeira morte’’? Com votos de felicidade e muitas páginas em 2011.

Roger: Boa pergunta! Já que falamos sobre o “cordão prateado” na pergunta 56, nada mais interessante do que falarmos sobre o “cordão dourado” nessa. Assim como o cordão prateado tem a função de estabelecer a conexão e as trocas energéticas entre o corpo físico e o perispiritual, o cordão de ouro é responsável por esse mesmo processo entre o corpo perispiritual básico, normalmente designado como corpo astral, e o corpo mental, que poderíamos afirmar como sendo o corpo de manifestação espiritual mais próximo de nossa centelha divina, ou seja, o espírito propriamente dito. Em suma, de maneira mais prática, para melhor entendimento, poderíamos dizer que o cordão de ouro é o elemento de ligação entre o corpo perispiritual e o próprio espírito imortal.

O cordão dourado energeticamente é muito sutil, e por isso geralmente não é percebido por médiuns. Eis o motivo de raramente ser relatado nas literaturas espiritualistas. No livro “Atlântida – No Reino das Trevas”, no capítulo introdutório, Hermes nos aconselha a acessarmos a pirâmide no campo mental. Naquele instante, nos projetamos de nossos corpos astrais, ligados pelo cordão de ouro, e acessamos a pirâmide no campo mental e lá a desarmamos definitivamente. Após obtermos êxito na missão, fomos tracionados novamente para os nossos perispíritos, pelo mesmo cordão dourado, devido aos ataques das sombras que sofríamos naquela dimensão inferior. Cabe lembrar, assim como relatamos na pergunta 56, que o cordão prateado e o dourado, não são cabos físicos, mas sim elementos energéticos de natureza espiritual, sem limitações físicas. E vejam que interessante, Arnach não estava reencarnado naquele momento, mas mesmo assim estava ligado ao seu corpo astral pelo fio dourado. São duas instâncias diferentes!

Mas, vamos a pergunta! Realmente, a “segunda morte”, ou seja, a desintegração do perispírito, ocorre no momento em que a nossa consciência evolui a patamares superiores, libertando-se da necessidade de viver no mundo das formas. Com isso, passa a viver apenas no plano mental, experimentando existências inimagináveis a nossa limitada condição atual. Nesse momento, o “cordão dourado” se rompe e o corpo perispiritual se decompõem, assim como acontece com o corpo físico com o rompimento do cordão prateado.

Um fato interessante é que Jesus já vivia no plano mental e, para reencarnar em nosso mundo físico há dois mil anos, teve de reconstruir o seu perispírito. Portanto, ele viveu dois renascimentos: um no mundo físico e outro no mundo astral inferior. Esses dois renascimentos, na verdade, foram a sua verdadeira “paixão”. Um processo bem difícil e doloroso para espíritos que já atingiram a iluminação. A morte de Jesus na cruz foi sua libertação; seus dois renascimentos, um verdadeiro calvário. Algo como tentar aprisionar um raio cristalino de luz em um jarro de barro mergulhado em um pântano.

E esse é um processo semelhante ao que ocorre com espíritos exilados para mundos inferiores. Claro que, observada as devidas proporções. Não é possível viajar pelo espaço com corpos de natureza biológica, mesmo que sutil, como é o corpo astral. A viagem se faz no mental e, no novo destino, deve-se reconstruir o corpo perispiritual com os elementos astrais e biológicos do novo mundo. Dependendo da diferença de vibração entre os mundos, esse é um processo bem doloroso, como já explicamos no livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o 3 milênio” e, também, no “Atlântida – No reino da Luz”.

A sensação de “segunda morte” é menos traumática que da “primeira morte”. A morte física, por ser mais grosseira, causa mais impressões sensoriais. A segunda morte parece mais uma libertação das sensações humanas, como se a nossa alma pudesse abraçar o universo, independente dos limites espaciais. No entanto, as percepções humanas típicas, como os cinco sentidos, se perdem. É uma relação puramente mental com o Universo, mas, por incrível que isso possa parecer, é mais ampla e detalhada, apesar da ausência da visão, audição e demais sentidos.

60 – Pergunta (07/02/2011): Caro Roger, também parabenizo o leitor pela bela visão crística apresentada na questão 55. Da mesma forma que ele, eu também li todos os seus livros na ordem em que foram publicados e espero ansioso por novas obras suas em parceria com Hermes, principalmente aquela já prometida da época de Jesus. Eu percebi também em sua obra que a evolução dos espíritos se dá de forma bastante lenta e, desde a época da Atlântida, muitos espíritos estão ainda reencarnando para queimar carmas em busca de sua angelitude.  Baseando-me neste fato, fico cada vez mais duvidoso com relação aos trabalhos de desobsessão realizados em Terreiros de Umbanda, Centros Espíritas e Casas Apométricas, nos quais apenas em meia hora de “conversas doutrinantes”  se consegue convencer um mago negro ou um espírito de baixa vibração a seguir pelo caminho da luz. Recordando-me dos recorrentes embates sem vencedores com Arnach e Galeato, onde fortíssimas argumentações são confrontadas pelo lado negro e pelo caminho crístico, fico ainda mais cético com relação a estas doutrinações instantâneas, que utiliza normalmente no meu entender uma retórica repetitiva e de baixo poder de convencimento. Onde está havendo exagero e o processo está equivocado? Nas sagas dos espíritos que vêm caminhando por milhares de anos em direção a Luz ou nas seções de desobsessão realizadas até mesmo em uma única reunião de atendimento espiritual?

Roger: Caro leitor,  a tua colocação já diz tudo. E isso é algo que acontece comumente nos processos de doutrinação/desobsessão: animismo dos médiuns e sugestionamento dos doutrinadores. Não se converte um mago negro ou um dragão com meia dúzia de palavras… Eles tem muito mais conhecimento que nós. Somente atingindo o seu coração, com verdadeiro sentimento de amor, depois de muito refletirem, é que voltam para a luz. Assim como ocorreu com Arnach, desde o livro “Sob o Signo de Aquário” até sua redenção no “Atlântida – No reino das Trevas” e que esperamos ocorra com Galeato e muitos outros no futuro.

Espíritos com o conhecimento dos magos negros não serão jamais doutrinados através de nossa abordagem limitada. Eles estão no plano astral, com ampla compreensão das coisas, enquanto estamos aqui com a nossa visão limitada a apenas essa existência. O que os faz abandonarem o caminho das trevas é um processo lento e reflexivo, muitas vezes através de “despertamentos inconscientes” que levam anos, décadas ou, até mesmo, séculos. Creio que o nosso exemplo, verdadeiramente sincero, é muito mais efetivo do que qualquer argumentação evangélica. E isso é  o que falta muito nos doutrinadores, seja de que segmento for, espíritas, umbandistas, apômetras, evangélicos, católicos, etc…(todos trabalham com esse tipo de atividade mas denominam com outros nomes). O problema não está em nossa “falta de santidade”, mas sim em não reconhecer que somos criaturas ainda imperfeitas. Os magos negros dão risadas dos falsos moralistas, hipócritas e enganadores. No entanto admiram aqueles que reconhecem os seus erros e fraquezas, colocando toda a autoridade moral nas mãos de Jesus e dos mentores espirituais, como tão comumente lemos nas obras de Chico e Divaldo.

Já presenciei diversas doutrinações que mais parecem um teatro. O médium diz sempre as mesmas coisas, seguindo um terrível e metódico animismo, enquanto o doutrinador segue o seu script de “frases de efeito” sem real consideração ou interesse pelo espírito comunicante. É comum o doutrinador estar mais preocupado com o seu ego e a admiração dos presentes do que com o real problema. E, assim, em uma simbiose anímica entre os encarnados, o espírito que está sendo esclarecido retira-se dando risadas, isso ocorre comumente com doutrinação de magos negros ou dragões, que não estão preocupados em serem esclarecidos. Claro que espíritos simples, que necessitam apenas de socorro, absorvem a necessária energia magnética desse processo, e recebem depois um verdadeiro esclarecimento pelos mentores no mundo espiritual. Mas vejam bem, para os espíritos desencarnados, (seja de que natureza forem), o comportamento consciente e solidário dos encarnados, tem importante reflexo em suas almas, convidando-os para uma verdadeira renovação; haja vista a vitória espiritual no mundo físico ser algo realmente admirável para todos.

Um excelente livro, que deveria ser leitura obrigatória de todos os médiuns que trabalham com desobsessão/doutrinação, é o “Diálogo com as Sombras”, do escritor espírita Hermínio de Miranda. O exercício mediúnico é algo que exige muito estudo e principalmente reflexão e desenvolvimento de sensibilidade por parte de médiuns e doutrinadores. Realizar esse processo de forma “automática”, como se todo o atendimento seguisse uma “receita de bolo” é um passo para a falência do processo e, consequentemente, dos médiuns. Cada caso é um universo novo e deve ser tratado como tal. Jamais pré-julguem o espírito comunicante segundo seus princípios preconceituosos. Jesus tratou com amor e carinho prostitutas e cobradores de impostos; e, até hoje, ainda vemos pessoas pré-julgando seus irmãos, emitindo seus “pré-conceitos” do que é certo e do que é errado, segundo seus costumes e hábitos, muitas vezes hipócritas ou absolutamente equivocados. De médiuns assim, o inferno está cheio. A Alta Espiritualidade da Terra precisa de médiuns sinceros, que reconheçam suas fraquezas, e que procuram seguir os ensinamentos de Jesus, principalmente “o ama ao teu próximo como a si mesmo”, independente de quem seja esse próximo. Sabemos que existem vários trabalhadores valorosos também, voltados para o trabalho sincero e verdadeiro. Entretanto, sempre cabe alertar sobre esses desvios tão comuns e rotineiros.

59 – Pergunta (31/01/2011): Em outras ocasiões já demonstrei meu apreço pelo teu trabalho, ao qual me sinto muito ligado. Parabéns e obrigado!  Acompanho assiduamente a coluna “Roger responde” e, ao ler as perguntas 38 e 39 e suas respectivas respostas fiquei com uma dúvida: Akhenaton e Hermes são dois espíritos remanescentes da antiga Atlântida e trabalham juntos pela nossa evolução desde essa época, ok!; se Akhenaton foi Allan Kardec, onde estava Hermes neste momento? Estava encarnado ou desencarnado? Qual foi a sua participação na elaboração das obras básicas do Espiritismo?
Tenho esta dúvida por que sou oriundo do espiritismo e considero o UC um aperfeiçoamento deste. Notei que o nome HERMES não aparece no prolegômenos do Livro dos Espíritos e nas “instruções dos espíritos” no Evangelho Segundo o Espiritismo. Não que isso seja necessário, mas o nome HERMES numa destas obras não tornaria o UC mais facilmente aceito, mais abrangente?

Roger: Existem vários momentos na história de nossa humanidade que foram importantes para a sua evolução. A própria revolução francesa não teve diretamente caráter religioso ou espiritual, mas foi amplamente acompanhada por esses mestres para trazer uma nova consciência baseada nos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. Mesmo com o apoio e o controle desses mestres, várias atrocidades foram cometidas durante a execução desse projeto de luz, como o triste “período do Terror”, quando a guilhotina ceifou centenas de vidas, demonstrando que o esforço pela disseminação da luz sempre tem que lutar contra a ação das trevas em mundos imperfeitos como a Terra.

A revolução francesa e o espiritismo foram dois eventos muito próximos e, portanto, não puderam contar com a presença física dos mesmos mestres. A reencarnação de almas ascensionadas não ocorre de forma tão rápida e, naquela época, estávamos longe do padrão de longevidade que teremos nos séculos futuros, devido as doenças e guerras do passado. E, por incrivel que possa parecer para alguns, esses mestres são mais importantes e úteis no plano espiritual do que no físico. Quando eles reencarnam, vários de seus projetos no astral ficam comprometidos. No entanto, por amor ao cenário evolutivo da vida física, se desdobram para trazerem luz ao nosso mundo e cumprirem os planos do Cristo para a Terra.

Hermes não esteve presente fisicamente durante a codificação do Espiritismo. Essa tarefa coube a outros grandes mestres. Entretanto, do plano astral, ajudou constantemente ao seu irmão de longa jornada que se encontrava reeencarnado na personalidade de Allan Kardec. E a doutrina espírita não cita Hermes porque o foco do trabalho de Allan Kardec foi a cultura espiritual ocidental. Além do que, o objetivo era trazer uma compreensão espiritual popular, de fácil compreensão. E, todos sabemos, que os ensinamentos herméticos são para iniciados, por serem de dificil entendimento. Ainda mais no século dezenove, época em que a humanidade era ainda mais alienada que nos dias atuais e os ensinamentos de Hermes eram de interesse, em geral, apenas dos alquimicos.


58 – Pergunta (24/01/2011): No livro “Atlântida – No reino das trevas” você chega a comentar em alguma parte que a influência do magos negros no astral inferior chegou a atingir Albert Einstein enquanto encarnado com o objetivo de se chegar a conclusão da bomba atômica, o que acabou ocorrendo. Até onde eu entendo ele cumpriu a parte dele em trazer pra Terra o que se comprometeu, sua ideia nunca foi criar uma bomba, tanto que existem relatos que ele entrou em depressão quando viu o que fizeram com suas teorias. Essa influência foi direta nele ou alguns espíritos acabaram distorcendo as teorias à seu bel prazer e usando de forma reversa à natureza?

Roger: Em 1941 tem início o Projeto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atômica), que foi conduzido pelo General Leslie R. Groves e a sua pesquisa foi dirigida pelo fisico estadounidense judeu J. Robert Oppenheimer, após ter ficado claro que uma arma de fissão nuclear era possível e que a Alemanha Nazista estava também investigando a construção de tais armas para si. Oppenheimer tentou insistentemente convencer o presidente Roosevelt da necessidade de construir a bomba atômica, antes dos nazistas, mas havia uma indecisão a respeito do tema. Albert Einstein, então, foi convencido por Oppenheimer de que deveria elaborar uma carta ao presidente alertando-o da urgência desse projeto. Einstein, um pacifista, com sua visão entorpecida pelo medo, foi sutilmente envolvido pela ação das trevas para dar seu definitivo apoio a construção dessa terrível arma. Por isso costumo afirmar que o medo e a culpa são os maiores instrumentos das trevas para nos dominarem e bloquearem os grandes projeto de luz que todos deveríamos realizar em nossas vidas. Einstein era um cientista com indiscutivel influência, e isso levou o presidente americano a acatar, sem a mínima hesitação, a sua decisão sobre a importância de iniciar o projeto mais sinistro da historia atual de nossa humanidade, e que se desdobra até os dias atuais, levando nações como a Coréia do Norte a matar o seu povo de fome para investir seus limitados recursos no desenvolvimento de tal tecnologia.

De uma forma ou de outra, isso viria a acontecer, é da natureza humana, ainda imperfeita e guerreira. No entanto,  no livro somente realçamos a ação das trevas em todas as frentes para atingir os seus objetivos. Einstein foi um cidadão exemplar, mas nem ele fugiu da ação das entidades sombrias para servir de instrumento para o mal.

Posteriormente, Einstein emitiu um pronunciamento oficial sobre o referido tema, demonstrando pesar sobre a decisão que teve de tomar, motivado pelo medo da ação nazista, em que diz: “Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se veem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de antissocial ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por ideias simples e claras.

Por isso nós afirmamos no livro “Atlântida – No reino das Trevas”: “Gadeir logo percebeu que o nazismo fracassaria e passou a estimular os americanos a construir a bomba atômica. Utilizando uma das maiores armas das sombras: o medo, eles manipularam inclusive o famoso cientista Albert Einstein para que esse, instigado pelo temor de que os alemães desenvolvessem a bomba antes dos americanos, desse seu apoio à construção do artefato que ceifaria milhares de vidas japonesas e instauraria a era da Guerra Fria no mundo”.
57 – Pergunta (17/01/2011):  Primeiramente, gostaria de dar parabéns pelo livro Atlântida no Reino das Trevas… Como sempre, muitas conexões feitas e dúvidas tiradas… e melhor ainda… novos questionamentos surgiram… No final de Atlântida no Reino das Trevas, vocês escrevem: “O Espírito Criador, em sua Mente Suprema, consegue prever com exatidão as ações de seus filhos com milênios de antecedência, apenas analisando seu perfil psicológico. Para Deus, o mistério absolutamente não existe.” Temos nosso livre arbítrio, mas se Deus sabe como tudo vai acontecer, a espiritualidade maior, os espíritos mais elevados, devem também ter consciência disso tudo… então por que alguns “fracassos” não puderam ser evitados? Como no caso da tentativa de Akhenaton em implantar a crença de um único Deus. Se existe uma previsão, por que tantas guerras? tantos desastres? Não poderíamos evitar isso? Gostaria que você falasse mais a respeito do livre arbítrio, fiquei um pouco confusa, porque no fundo parece que não temos tanta liberdade assim, já que tudo já está previsto.

Eu tenho uma pergunta para você, e vi que estava apurado em suas viagens, vou coloca-la aqui novamente se você puder me responder: é sobre o livre-arbítrio. No Atlântida vol2, você fala sobre ele e como Deus conhece seus filhos amados. Como “funciona” então o livre-arbítrio? Uma vez que temos uma missão, um comprometimento com a vida e conosco mesmo o livre arbítrio permite que escolhamos as atitudes e ações no caminho, mas o caminho já está traçado? Seria assim que ele age em nossas vidas?

Roger: Essa questão realmente é um pouco complicada. Vamos tentar colocar de forma clara e objetiva. O livre-arbítrio, ou seja, a liberdade de escolha, é um direito fundamental de todos os filhos de Deus. A escolha de nossos próprios caminhos, ou seja, tomarmos as nossas próprias decisões, é que nos caracteriza como verdadeiros filhos de Deus, e não apenas robôs autômatos, que agem segundo a vontade da Mente Suprema de Deus. A beleza da vida está em nossa individualidade e liberdade de decisão, independente das consequências. Espíritos que já se iluminaram, sentem-se realizados através dessa liberdade e conquista, já os que ainda se encontram na estrada da imperfeição, por sua limitada consciência, terminam semeando o caos durante a sua caminhada evolutiva, causando distúrbios nos projetos de luz, que terminam ocasionando fracassos.A nossa imperfeição espiritual faz com que tomemos decisões equivocadas, mas que nos levam ao aprendizado. E Deus não está preocupado com resultados imediatos, mas sim com o proveito que tomamos da lição ensinada pela vida. Para o Criador, a “aprovação” no final do período de aprendizagem só tem real valor se realmente tivermos evoluído, ou seja, aprendido a lição necessária em nosso momento evolutivo.

Mas, então, como Deus sabe tudo de antemão, com milênios de antecedência? Veja, estamos falando de uma Inteligência incompreensível a nossa natureza de espíritos ainda imperfeitos. Falar de Deus, sempre é um desafio. Como analisar um Ser que jamais foi criado, que sempre existiu? A nossa mente mal consegue refletir sobre algo que jamais teve um princípio, quanto mais entender a Inteligência Suprema e sua capacidade de análise psicológica do comportamento de seus filhos no transcorrer dos milênios. Analisando os nossos filhos na infância, devido a convivência diária, podemos perceber quais serão suas inclinações futuras na vida adulta. Mesmo assim erramos muitas vezes… Já o Espírito Criador consegue avaliar-nos por centenas de encarnações futuras, por milhares de anos, e acertar com 100% de precisão quais serão as nossas escolhas. A mente Dele é o Todo, nela residem o passado, o presente e o futuro. Em Deus não existe espaço nem tempo. E isso não é fácil de compreendermos devido aos limitados paradigmas da vida humana.

E somente o Cristo Planetário, espírito responsável pela evolução da Terra, tem acesso completo a essas informações assim tão amplas. Nem mesmo os grandes mestres da Terra, como Jesus, entre outros, tem tamanha consciência dos futuros da humanidade e das individualidades das consciências que evoluem na Terra. Portanto, trabalham com esperança no futuro, realizando os projetos que, quando são falhos, mesmo assim oferecem importante aprendizado para a humanidade como um todo. O fracasso de implantar o monoteísmo na Terra, realizado por Akhenaton, que narramos no livro “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, não foi uma perda, mas sim uma necessária escola para os espíritos que evoluíam em nosso mundo naquele período. Talvez se o projeto de Akhenaton tivesse dado certo, sem a humanidade ter os reais valores para compreender a sua mensagem, teríamos problemas futuros nos estágios seguintes da evolução coletiva de nosso planeta, assim como acontece quando um aluno é aprovado para o nível seguinte em sua escola sem ter aprendido adequadamente a matéria.


56 – Pergunta (10/01/2011):  No Livro Universalismo Crístico, durante o desdobramento, que é narrado no começo do livro, quando você está conversando com o “mago das trevas” ele ameaça romper o seu Cordão Prateado. A partir disso, procurei realmente saber se o cordão poderia ser rompido, pesquisei na internet e encontrei trechos de literaturas espíritas que afirmavam: O Cordão só poderá ser rompido com o desencarne, com a morte do corpo físico. Também encontrei essa proposta de rompimento no livro “Sob o signo de Aquário”. Em pesquisa no Google encontrei entre outras: “Desse modo não é possível a ‘tomada do corpo por outro espírito’, ‘me perder durante a projeção e nunca mais voltar’, ‘enroscar meu cordão e rompe-lo’, ou ainda ‘um espírito cortar meu cordão’. Essas são apenas fantasias e mitos criados por muitas ordens esotéricas.” O que você pode nos dizer a respeito dessas informações que me parecem contraditórias?

Roger: O cordão prateado é mais uma simbologia para entendermos a ligação do espírito ao seu corpo físico, quando encarnado, do que propriamente o fato de um fio que nos liga ao nosso corpo, no momento em que estamos projetados no astral. Imaginem bilhões de espíritos trafegando libertos de seus corpos, por distâncias de milhares de quilômetros,… seria algo como bilhões de cabos de fibra ótica entrelaçados pelo globo terrestre. Algo meio sem sentido, não é mesmo? Se um determinado espírito retornasse por outro caminho ao seu corpo, ficaria enredado em bilhões de outros “fios prateados”, causando o caos no tráfego extracorpóreo…

O cordão prateado é somente uma forma simbólica de descrever o “elo” que mantém o corpo físico ligado ao espírito, mas ele não é de natureza física, como um cabo de fibra ótica, mas sim um elemento de ordem espiritual, sem estar preso a correlação “espaço-tempo”. Com o seu amadurecimento espiritual, a humanidade perceberá que as narrativas referentes a temas espirituais que se baseiam nas formas materiais da vida humana não fazem sentido. Elas apenas servem para elucidar o nosso entendimento das coisas espirituais. Por exemplo, espíritos vivendo em casas, sentados em cadeiras e tomando sopas no plano astral só ocorrem nas mentes de espíritos recém desencarnados e de pouca evolução ou, então, nas narrativas dos mentores espirituais para termos um melhor entendimento de um mundo que foge de nossa ainda limitada compreensão materialista. O universo espiritual é mental, e não físico.

Os estudos espíritas são louváveis instrumento de pesquisa, assim como todos os ramos da ciência, no entanto, assim como a ciência humana, ainda não dominam completamente toda a abrangência do conhecimento que se propõem a estudar, portanto não podemos atestar suas informações como absolutas. Com o passar dos anos, novas verdades se revelam, e sábio é aquele que não se prende ao passado e busca ampliar o seu entendimento espiritual.

Mas no que diz respeito a pergunta, realmente não é comum ocorrer o “rompimento” do cordão prateado pela ação de outros espíritos que não sejam aqueles designados pela Alta Espiritualidade a procederem o desencarne do espírito em seu momento extremo. Entretanto, não existe regra sem exceção. Por exemplo, a tomada do corpo por outro espírito, os casos de possessões, são raros, mas ocorrem. Existem relatos bem interessantes. E no que diz respeito a ação dos magos negros, todo o cuidado é pouco. Obviamente que os espíritos protetores não permitiriam que esses espíritos das sombras efetivassem as ameaças que me fizeram durantes as narrativas citadas acima. Essas ameaças tiveram mais a finalidade de provocar-me medo e tensão para me desestabilizar emocionalmente naquelas ocasiões.

Contudo, recomendo sempre as pessoas que evitem se envolver com esse tipo de entidades espirituais. Ainda mais se não tiverem uma “boa retaguarda” protegendo-os. É comum vermos médiuns que se envolvem com esses espíritos que possuem vigoroso poder e, por se distanciarem da luz do Cristo, devido a indução hipnótica destas, sofrerem terríveis consequências. Sendo muitas delas levadas à morte por vários meios, entre eles, o próprio rompimento do cordão prateado, resultando em mortes inesperadas e inexplicáveis. Se “orarmos e vigiarmos” estaremos com a proteção dos espíritos de luz, mas se nos distanciarmos do caminho da luz, estaremos por nossa conta e risco. Essa é uma regra de segurança elementar, mas que médiuns fascinados esquecem rapidamente, quando sob a influência sinistra de espíritos das sombras.

Inclusive, depois de terminarmos o livro “Atlântida – No reino das Trevas”, Hermes alertou-me que deveremos trabalhar, nos próximos livros, em temas de muita luz, paz e amor, porque as emanações e impressões deletérias dos magos negros ficam impregnadas no próprio médium, causando perigosa fascinação, mesmo com o trabalho sendo conduzido pelos mestres da Luz. Temas como de nosso último livro, de forma central, novamente, somente daqui há alguns bons anos.

55 – Pergunta (03/01/2011):  Li todos os livros do Roger e na mesma sequência do lançamento. Tenho lido muito durante os meus 58  anos e aprendi muita coisa. A conclusão que cheguei depois de tanto ler é que independente da história e conteúdo, o mais importante é a mensagem contida em cada livro. Depois de me preocupar se tenho a marca da besta, se vou ficar por aqui ou não, concluí que o mais importante não é para onde vou, mas o que vou poder contribuir em qualquer mundo que Deus me oferecer. Todos têm muito a aprender, e esse aprendizado se faz vagarosamente e Deus é tão maravilhoso que espera milênios para que possamos dar um passo. Em um dos livros do espírito  Ramatís, ele mencionou uma obra chamada Harpas Eternas, comprei o livro e descobri que a obra completa é composta por 14 livros. Li todos, maravilhosos, eu recomendo. Em um dos livros, o guia espiritual, Hilarião de Monte Nebo, informa que Jesus teve sete encarnações aqui na Terra, sendo uma delas a personalidade de Antúlio na própria Atlântida. Gostaria de saber se isto é verdade. É obvio que verdade ou não isto não vai mudar a minha vida, é pura curiosidade.

Roger: Caro leitor, essa pergunta já foi respondida na questão número 26, do dia 14/06/2010, da coluna “Roger Responde 2010”. Eu poderia ter lhe dito isso diretamente por e-mail, como estou fazendo com todas aquelas perguntas que já foram respondidas no site anteriormente, mas que porventura o leitor não tenha percebido.

No entanto, a tua reflexão inicial foi tão profunda e maravilhosa que decidi dividi-la com os demais leitores. Creio que, mesmo que eu me esforçasse muito, não conseguiria resumir de forma tão singela, e ao mesmo tempo profunda, tudo que temos procurado dizer a todos. Essa é essência! Parabéns por ter compreendido! Continue pensando dessa forma que a tua luz interior e as decorrentes ações de tua forma de pensar te levarão finalmente a “Grande Revelação”, que é impossível de ser descrita, pois só pode ser vivida, por aqueles que atingirem o ápice da compreensão espiritual. Prossiga por esse caminho, e quando chegares ao final dessa atual jornada humana, ingressarás no plano espiritual de forma exitosa.

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