Roger Responde 51-60

ROGER RESPONDE

Dúvidas e curiosidades sobre os livros e o Universalismo Crístico? Roger responde!
Toda semana Roger responderá às perguntas mais frequentes de seus leitores relacionadas aos seus livros e ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Mande a sua pergunta para: uc.novaera@gmail.com

51 – Pergunta (06/12/2010): Acabo de ler o livro “Atlântida – No Reino das Trevas” e, de antemão, cumprimento-o pela obra. Uma questão me deixa intrigado e gostaria de esclarecimento. A narrativa me deixou a impressão de que os magos negros atlantes, por seu conhecimento e poder, suplantaram de certa forma os padecimentos que seriam esperados tanto no plano astral como em futuras encarnações. Tome-se como exemplo o caso de Arnach. Após a queda do continente atlante, construiu para si um ‘império mental’ a seu gosto que perdurou por milênios; viveu sua ‘falsa’ realidade por longo tempo até retornar para a luz e viver a experiência física novamente. Certo é que não podemos nos afastar da colheita obrigatória nem de pagar nosso último ceitil; porém, o que nos pareceu com a narrativa é que o espírito avançado no campo psíquico/mental, ainda que imensamente atrasado no amor ao próximo, leva uma ‘vantagem’ sobre o espírito mais simplório. Reforço que esta é uma impressão que o livro me suscita; não creio que seja assim. Por isso, gostaria de mais explicações nesse ponto.


Roger: O mundo espiritual é essencialmente de natureza mental, ou seja, um reflexo de nossa própria consciência. Se somos virtuosos, a nossa mente sintoniza-se com as esferas sublimes, entrando em uma frequência de luz. Porém, se vivemos em desacordo com a lei suprema “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem”, nossa mente, em sua estrutura inconsciente, cobra-nos por estarmos em conflito com esse principio divino, precipitando-nos às sombras, onde se fará presente em nossa tela mental todas as coisas que abominamos, entre elas, dor (na condição de remorso) e miséria.

Naturalmente esse é o destino das almas corrompidas, principalmente devido a carga trazida através de todos os relatos das religiões a cerca do Inferno. Assim é, para espíritos comuns, inevitável que a consciência cobre o seu preço, infligindo a ele até mesmo deformações no corpo perispiritual, por mais que o infrator deseje se enganar. No entanto, os magos negros atlantes são seres que sempre possuíram assombroso poder mental, desenvolvido com afinco em seus rituais de magia e hipnose. Após desencarnarem na extinta Atlântida, perceberam que poderiam controlar inclusive a área inconsciente de suas mentes, projetando para si um mundo ilusório de conforto, poder e requinte, mesmo vivendo no reino das sombras. E é essa a maior perdição das sombras… O prazer de viver na opulência. Caso não fosse assim, todos retornariam para a luz rapidamente. Mas Deus precisa dos senhores da escuridão para ajudar no trabalho de despertamento das almas primitivas, que estagnam no processo evolutivo. Assim como nós precisamos dos policiais e do exército para livrar os morros cariocas da criminalidade. Eles não ouviriam a mensagem evangélica. Pastores, padres e demais líderes espirituais não seriam ouvidos. Criminosos contumazes necessitam de forças mais intensas para serem chamados à razão. Assim ocorre também com as consciências mais primitivas de nosso mundo.

Certamente que ninguém foge da colheita daquilo que plantou, como sabiamente nos ensinou Jesus. No entanto, Deus permite esse “momentâneo” período de ilusão dos magos negros para que obtenham um aprendizado de acordo com as suas necessidades evolutivas incomuns. Deus não deseja o sofrimento e a autopunição de seus filhos. Nós é que nos flagelamos com os dramas de nossas próprias consciências. Deus não condena, apenas aguarda serenamente a nossa redenção espiritual. Ele espera pacientemente que retifiquemos os nossos erros e que aprendamos a viver em harmonia com o Universo.

Arnach pode ter passado ao leitor a ideia de impunidade; mas, no transcorrer desses séculos, também teve as suas amarguras, e se protegeu dela, da forma que lhe era possível, com a armadura da ilusão. Hoje em dia ele necessitará realizar uma grande tarefa transformadora no mundo dos homens para resgatar os seus erros. Ele pagará até o ultimo ceitil, como reza a Lei Maior, mas com um verdadeiro trabalho voltado para o Bem coletivo. É isso que Deus espera de nós… que nos tornemos pessoas melhores. Dor e sofrimento é uma construção da mente humana em desalinho com a sua natureza divina. Lembrem-se: culpa e medo são construções de nossas mentes. Deus não quer isso para nós. Nós construímos esses sentimentos deturpados e promovemos um autoflagelo que muitas vezes nem percebemos.

Se não fosse dessa forma, Deus teria privilegiado Paulo de Tarso, que era um assassino de cristãos até o seu encontro com Jesus na estrada para Damasco, onde modificou totalmente a sua vida para a Luz e foi recebido no plano espiritual como um grande vencedor e passou a habitar as paragens celestiais.

E como nos narra o livro, caso Arnach fracasse nessa missão abençoada, sofrerá a ação implacável da lei cármica, sem privilégios, porque a lei de Deus é igual para todos, mas sempre respeitando o momento evolutivo de cada um. Deus oferece o remédio de acordo com a enfermidade de cada alma. Carma é reeducação da alma. Não é punição! Depende somente de como vemos o mundo. Para alguns, nascer em situação menos favorável é castigo divino. Já para almas focadas no Bem é oportunidade de trabalho em nome do Cristo dentro de um cenário mais instigante. Existem médicos que preferem atuar na África ou em outras regiões assoladas pela miséria para levar o Bem a todos. Outros já preferem o conforto de seus consultórios. Quem está mais perto de Deus?

52 – Pergunta (13/12/2010): Roger, tenho uma noção elementar da doutrina espírita embora tenha nascido neste berço. Diante de tantas “idas e vindas” para à casa espírita e embora ouvir dentro de mim “uma voz” dizendo que meu momento já chegou, somente há pouquíssimo tempo decidi ler um livro seu que estava em minha estante há alguns anos, “AKHENATON”.
Uma vontade imensa de ler me invadiu, então decidi pelo seu livro porque sempre tive uma paixão muito grande pelas histórias do Egito. Entrei em êxtase. Também não havia como não entrar… Dei então continuidade com Moisés I e II, Atlântida I e II, agora estou lendo A história de um anjo e já estou com A Nova Era a minha espera. Quero ler os outros 2 que se não me engano são os que faltam das suas obras.
Comecei através deles, a ter uma outra visão não sei se do espiritismo, ou da vida e o desenvolvimento dos fatos… Não sei dizer, mas sei que percebi que preciso sair do vício de achar que o fato de dizer que sou espírita ou de frequentar vez ou outra a casa ou fazer o evangelho no lar, etc., vão me tornar uma pessoa diferente “salva”, sem sequer me atentar para o melhoramento do meu íntimo, meu comportamento diante das situações corriqueiras, minhas tendências… Não via isso dessa forma tão peculiar… Vergonha… Não sei exprimir o que sinto diante de tanta ignorância.
Quero te agradecer, por ter despertado através dessas obras tão maravilhosas, a vontade de mudança e buscar o conhecimento. Não quero tomar mais ainda seu tempo com meus temas pessoais, porém, gostaria que me tirasse uma dúvida. Tenho falado dos teus livros para aqueles que me cercam, e me entristece muito o fato de algumas dessas pessoas colocarem em dúvida a veracidade das obras pelo fato de não serem reconhecidas pela FEB (Federação Espírita Brasileira). Por que não são, já que as mesmas trazem informações tão sensatas?

Roger: Antes de iniciar essa resposta, gostaria de agradecer a todos os leitores pelas perguntas pertinentes e inteligentes que temos recebido. Estamos, nessa semana, comemorando um ano da coluna “Roger Responde”. E é a participação de vocês, leitores, que tornou esse canal de comunicação algo tão importante e rico em informações para todos nós. Espero continuar recebendo mais e mais perguntas para darmos prosseguimento a esse trabalho. Muitas delas não puderam ser respondidas, devido a grande quantidade, ou serem informações que não podem ser revaladas ou, também, por simplesmente não ter a resposta para dar-lhes nesse momento, mas sei que os leitores compreendem isso.

A pergunta da semana é bem interessante. Primeiro porque coloca “em xeque” o rótulo de ser espírita e segundo por causa da visão que temos da instituição burocrática denominada FEB. Os nossos livros cada vez mais procuram demonstrar ao leitor que as religiões nada mais são do que instrumentos que nos ligam a Deus. São apenas ferramentas que nos fazem compreender o objetivo maior da vida, que é evoluir rumo à luz de Deus. As religiões não são times de futebol, e, portanto, não devem ser adoradas como tal. Gastemos as nossas energias na louvável ação de nos tornarmos pessoas melhores, e não defendendo ideias que, com o passar do tempo, tornam-se obsoletas, devido ao natural avanço da humanidade. Já faz muito tempo que abandonei o rótulo de espírita. Hoje em dia me orgulho apenas do título de “irmão” de todos os seres do Universo, de todas as crenças, que reconhecem em Deus o Espírito Criador do Universo. Como afirmamos em determinado trecho do livro Atlântida – No reino das Trevas: “As religiões são instituições humanas! As mensagens incólumes dos grandes mestres, que procuramos resgatar através de nossos relatos, é que foram divinas. As religiões são como rodinhas auxiliares de uma bicicleta infantil; quando aprendemos a nos equilibrar, não necessitamos mais delas. Insistir em manter essas rodinhas, após aprender a andar de bicicleta, prejudica e atrasa o deslocamento, fazendo-nos perder os melhores momentos do passeio. A aquisição da verdadeira consciência espiritual nos faz compreender os caminhos que devemos seguir para alcançarmos a verdadeira felicidade, independente de crenças sectárias.”

E sobre a questão da FEB não reconhecer os nossos livros, isso na verdade não tem nada a ver com eles serem verdadeiros ou não. Trata-se apenas de uma questão política desta entidade. Por algum motivo, provavelmente influências das trevas, no século passado, a citada entidade resolveu abolir do cenário espírita os livros e mensagens do espírito Ramatís (sem justa causa e sem argumentos sólidos), causando grave prejuízo aos planos da Alta Espiritualidade para a evolução do espiritismo, que, assim como Kardec preceituou, deveria ser uma filosofia progressista. Infelizmente os órgãos oficias espíritas engessaram o espiritismo, tornando-o uma religião sectária, como suas antecessoras, devido a visão estreita de suas lideranças nas ultimas décadas, assim como nos alerta o livro “Os Dragões”, do espírito Maria Modesto, psicografado por Wanderley Oliveira. Por sinal, um excelente livro. Hoje em dia o espírita ortodoxo condena quem pensa diferente, assim como fora feito no passado com as mensagens libertadoras que inovaram o cenário espiritual da humanidade. Foi assim com Allan Kardec, que teve seus livros queimados no “Auto de fé de Barcelona” pela Igreja, e, anteriormente, com Jesus, que foi crucificado por trazer a mensagem do amor para a evolução do modelo espiritual vigente em sua época. O próprio Akhenaton, que foi citado nessa pergunta, sofreu a mesma intolerância religiosa, antes mesmo de Jesus. Analisando a História, fica claro perceber que pessoas retrógradas tem dificuldade em aceitar o novo. Quando Chico Xavier escreveu o livro “Obreiros da Vida Eterna”, em 1946, a obra foi considerada como ficção por membros dessa instituição. Hoje, obviamente, ela já é amplamente aceita.

Como os nossos livros são a continuação do processo de universalização das religiões iniciado por Ramatís, através do médium Hercílio Maes, é natural que os burocratas da FEB desconsiderem o nosso trabalho. Porém, em nenhum momento, poderão avaliar a veracidade de nossas informações; principalmente porque não são qualificados para isso. Infelizmente essa organização dá sua chancela a algumas obras espíritas que são motivo de chacota pelos céticos. No campo espiritual tudo é muito subjetivo, mas existem livros publicados e apoiados pela FEB com absurdos erros históricos e científicos, fato que coloca o espiritismo em descrédito no cenário acadêmico. Obviamente que não citarei essas obras por motivos éticos. Mas, por exemplo, existem relatos sobre a época do faraó Akhenaton, (sobre o qual escrevemos e que o leitor bem reconheceu o valor), que são completamente equivocados. Já recebi vários e-mails relatando esses erros históricos, que estudantes iniciantes de Egiptologia detectam com facilidade. Seriam esses livros mediúnicos verídicos? Por que a FEB dá seu apoio a eles? Provavelmente, nada mais que a velha política de interesses: alinhamento de pensamento, sem compromisso com a evolução tão defendida por Kardec. O medo das mudanças evolutivas naturais, os aflige, assim como ocorreu com Caifás ao se deparar com a mensagem libertadora do sublime rabi da Galiléia; ou, então, como aconteceu com os sacerdotes de Amon quando perderam seus privilégios com a revolução espiritual promovida por Akhenaton no antigo Egito.

No entanto, temos que compreender esse comportamento tão comum na história de nossa imatura humanidade. Não se pode pedir a uma instituição com os olhos voltados para o passado que apoie projetos de vanguarda. É como pedir a Igreja Católica, com raízes medievais, que reconheça a veracidade do espiritismo moderno, por exemplo. Temos que ter paciência e aguardar a ação das mentes progressistas dentro do cenário espírita. E isso é apenas uma questão de tempo. As novas gerações tomarão os postos de controle da doutrina no futuro e promoverão as evoluções necessárias, fruto natural de suas mentes mais abertas e aguçadas.

Por isso sempre recomendo aos leitores: cuidado com as determinações absolutistas das instituições burocráticas religiosas. Atenham-se as mensagens dos grandes mestres que as inspiraram. Busquem a verdade por suas próprias mãos! Os seguidores das religiões são pessoas falíveis como todos nós e, no caso do espiritismo, ainda é pior, porque são espíritos muito endividados que receberam a benção de trabalhar em nome dessa nova revelação para saldar seus débitos do passado, como nos narra diversas obras mediúnicas. A Nova Era será fundamentalmente baseada na filosofia de “busca de Espiritualidade”. Será o fim da era da submissão a líderes religiosos. “Busque a verdade e a verdade te libertará”. E certamente ela não está nas mãos dos homens, que geralmente colocam os seus interesses pessoais acima dos interesses divinos. Sendo assim, onde poderemos encontrar a verdade que tanto procuramos para iluminar os nossos caminhos? O melhor juiz para a busca da verdade é a nossa própria consciência. Jamais deleguem essa importante tarefa a outrem. Isso significa escravizar-se ao pensamento alheio, que é tão passível de erro quanto o seu próprio.

Logo, esperamos que no futuro a FEB seja dirigida por líderes de mente aberta que resgatem o real papel dessa instituição, que hoje em dia está sendo negligenciado. As casas espíritas com visão mais aberta terminam se descredenciando por não tolerarem a imposição de tamanho atraso em suas convicções e ficam sem o apoio de uma importante instituição que poderia lhes nortear os rumos e dar subsídios para realizarem suas atividades. É uma pena que isso venha a ocorrer nos dias atuais, quando já obtivemos diversos avanços no campo da compreensão e universalização do saber espiritual.


53 – Pergunta (20/12/2010): Desde que comecei a ler os seus livros, muitas coisas mudaram em meu íntimo. Não vejo mais o mundo com os mesmos olhos, como muitos outros leitores têm manifestado. Inclusive as festas de fim de ano, o Natal e a entrada do novo ano, me parecem agora tão fúteis e vazias. Gostaria que a Nova Era já estivesse implantada na Terra e pudéssemos celebrar essas datas com o devido valor espiritual que elas merecem. O nascimento de Jesus se tornou apenas uma festa comercial, onde o papai Noel é o centro das atenções e as famílias representam um “falso teatro de confraternização”, que representa a mediocridade de nossos valores. Vi esses dias uma frase de uma atriz dizendo que para o Natal ela gostaria de receber um bom comprimido para dormir ou uma passagem para viajar, demonstrando o esgotamento emocional que todos vivemos frente a essa visão superficial de data tão importante. O que você pode nos dizer a respeito disso?

Roger: Em nosso livro, “A Nova Era – Orientações espirituais para o 3° milênio”, já externamos a nossa opinião a respeito desse tema. Realmente, é lamentável observarmos o quanto o homem atual permitiu se alienar em busca de uma fuga dos seus compromissos espirituais. O homem moderno acredita que substituindo a mensagem de renovação interior de Jesus pelo conto de fadas do papai Noel será mais feliz. Mas, a cada ano que passa, a superficial troca de presentes materiais provoca um vazio ainda maior em todos, porque percebem que novos tempos são chegados e a escola de evolução espiritual, que chamamos de planeta Terra, exigirá de seus alunos novos horizontes evolutivos. A infantilidade com que tratamos a vida, não será mais tolerada. E aqueles que tem olhos para ver, já percebem isso.

A crendice do papai Noel deveria ser permitida apenas para crianças de até 7 anos. Isso se os pais veem algo de proveitoso nessa crença imatura. Acima dessa idade, todos deveriam ter real consciência da importância de uma reflexão sobre os ensinamentos espirituais trazidos por Jesus. Ao invés das conversas fúteis, da comilança e das bebidas desenfreadas, deveríamos ater-nos a reflexões sobre as nossas atitudes durante o ano com relação aos ensinamentos desse grande mestre, analisando, assim, o nosso progresso evolutivo no período. É lamentável, mas tornar-se uma pessoa melhor, tornou-se algo secundário para a humanidade em geral. E isso pode não parecer, mas acarreta no campo psicológico das pessoas uma terrível frustração. Na área inconsciente de sua mente, o individuo percebe a sua falência espiritual. Descobre que a vida está passando rapidamente mas ele nada faz para tornar-se uma pessoa melhor, ou seja, adquirir os valores da alma, que são as riquezas imperecíveis da alma. Ano após ano esse cenário se repete, até que uma angústia se apodera de sua alma, e por não saber como resolver isso, termina se deprimindo simplesmente por ouvir as alienantes músicas natalinas, que retratam muito bem a sintonia com o “velho mundo” que está por extinguir-se. Isso pode parecer apenas um clichê, mas volto a afirmar: abandonem o mundo das ilusões e busquem sua espiritualidade interior, sua verdadeira conexão com Deus, só assim se libertarão da tristeza, da depressão e do grande vazio que impera nos corações que já estão cansados do circo em que a vida humana se tornou.

A confraternização natalina através da troca de presentes é saudável, mas de forma alguma pode estar em primeiro plano. Lembrem-se: acima de tudo, Natal é Cristo! Aproveitem essa data especial para debaterem e refletirem sobre os ensinamentos de Jesus e o quanto o estão aplicando em suas vidas, de forma descontraída e fraterna, sem ritualismos. E convidem-no para participar de suas festas natalinas! Tenho certeza que ele ficará muito feliz com esse convite. Infelizmente, o homem atualmente só se lembra de Jesus quando uma familiar está hospitalizado, entre a vida e a morte, ou quando ocorrem tragédias. Na festa de seu aniversário, geralmente, ele é desprezado por aqueles a quem deu a vida para ensinar-lhes o caminho da Luz.


54 – Pergunta (27/12/2010):  Roger, você já leu o livro “Transição Planetária”, do Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, recém lançado? O livro é excelente e aborda muitas informações que você já nos traz desde o ano 2000, a partir de sua primeira publicação “A história de um anjo”. Por anos eu tentei abordar os temas de seus livros em minhas palestras na casa espírita que frequento, mas era tolhido pela direção da casa que dizia que os seus livros não são referendados pela FEB. Agora com as confirmações do Divaldo, poderei questioná-los sobre isso! Obrigado por todo o trabalho que você tem feito em nome da Espiritualidade, independente das religiões! Deus te abençoe, irmão. Como diz o próprio livro do Divaldo: “O bem não se detém ante qualquer tipo de fronteira, limite, preconceito, porque é emanação divina para a edificação da vida”.


Roger: Sim. Eu já li o livro. Ele é excelente! A mediunidade do Divaldo é uma grande benção para todos que buscam Espiritualidade. Ele, apesar de estar em avançada idade, mantém-se progressista e não se aprisiona as crenças que ajudou a construir no passado. Sabe que a humanidade deve evoluir para outros níveis de compreensão espiritual. Contudo, em meio a ensinamentos de vanguarda em seu novo livro, ele repreende aqueles que questionam os dogmas espíritas. Essa atitude provavelmente tem a finalidade de evitar maiores atritos com os conservadores. Ele já teve problemas quando começou a abordar a questão das crianças do terceiro milênio, vulgarmente chamadas de índigo. Divaldo é o médium mais lúcido dentro do cenário espírita. Obviamente, ele tem que ser ponderado em suas colocações para não gerar melindres em quem ainda não está pronto para abandonar seus próprios dogmas e sua visão sectária a respeito das religiões. No auge de sua sabedoria, Divaldo sabe esperar e caminha na velocidade certa, dentro do cenário em que está inserido.

Leiam o livro, pois ele é realmente ótimo. Fiquei muito feliz em ler informações que já abordávamos há anos como, por exemplo, o novo estágio espiritual da humanidade, abandonando o instinto e rumando para o despertar da consciência, o exílio dos rebeldes para os mundos de ordem inferior, a Terra como herança para os pacíficos, influência de espíritos extraterrestres auxiliando-nos nesse período de transição, entre outras importantes informações sempre relatadas com o brilhantismo característico do Divaldo.

Esse livro, para o nosso trabalho, é bem importante! Apesar de serem informações reservadas, facilitará as nossas exposições, pois poderemos realizar as nossas palestras e divulgações dos livros utilizando como referendo essa bela obra do mais importante médium encarnado no momento. Como bem afirma o leitor, finalmente será possível falar para os irmãos espíritas mais abertamente sobre esses temas tão importantes nesse período em que vivemos. Chegou o momento de aprofundar as informações espirituais nesse meio. A comunidade espírita já está madura para ir além do que tradicionalmente tem recebido nas últimas décadas. As casas espíritas têm que perceber que consolar aqueles que as procuram é importante, contudo, esclarecê-los é de vital importância. Temos que ensinar a pescar, e não apenas ficar dando o peixe.

56 – Pergunta (10/01/2011):  No Livro Universalismo Crístico, durante o desdobramento, que é narrado no começo do livro, quando você está conversando com o “mago das trevas” ele ameaça romper o seu Cordão Prateado. A partir disso, procurei realmente saber se o cordão poderia ser rompido, pesquisei na internet e encontrei trechos de literaturas espíritas que afirmavam: O Cordão só poderá ser rompido com o desencarne, com a morte do corpo físico. Também encontrei essa proposta de rompimento no livro “Sob o signo de Aquário”. Em pesquisa no Google encontrei entre outras: “Desse modo não é possível a ‘tomada do corpo por outro espírito’, ‘me perder durante a projeção e nunca mais voltar’, ‘enroscar meu cordão e rompe-lo’, ou ainda ‘um espírito cortar meu cordão’. Essas são apenas fantasias e mitos criados por muitas ordens esotéricas.” O que você pode nos dizer a respeito dessas informações que me parecem contraditórias?

Roger: O cordão prateado é mais uma simbologia para entendermos a ligação do espírito ao seu corpo físico, quando encarnado, do que propriamente o fato de um fio que nos liga ao nosso corpo no momento em que estamos projetados no astral. Imaginem bilhões de espíritos trafegando libertos de seus corpos, por distâncias de milhares de quilômetros, ligados por cordões prateados… seria algo como bilhões de cabos de fibra ótica entrelaçados pelo globo terrestre. Algo meio sem sentido, não é mesmo? Se um determinado espírito retornasse por outro caminho ao seu corpo, ficaria enredado em milhares de outros “fios prateados”, causando o caos no tráfego extracorpóreo…

O cordão prateado é somente uma forma simbólica de descrever o “elo” que mantém o corpo físico ligado ao espírito, mas ele não é de natureza física, como um cabo de energia, mas sim um elemento de ordem espiritual, sem estar preso a correlação “espaço-tempo”. Com o seu amadurecimento espiritual, a humanidade perceberá que as narrativas referentes a temas espirituais que se baseiam nas formas materiais da vida humana não fazem sentido. Elas apenas servem para elucidar o nosso entendimento das coisas espirituais. Por exemplo, espíritos vivendo em casas, sentados em cadeiras e tomando sopas no plano astral só ocorrem nas mentes de espíritos recém desencarnados e de pouca evolução ou, então, nas narrativas dos mentores espirituais para termos um melhor entendimento de um mundo que foge de nossa ainda limitada compreensão materialista. O universo espiritual é mental, e não físico. A nossa limitada visão da vida como um todo, nos faz querer explicar a causa como reflexo da consequência, quando o inverso é que é verdadeiro. O leito do rio existe por causa da sua nascente, e não o contrário.

Os estudos espíritas são louváveis instrumentos de pesquisa, assim como todos os ramos da ciência, no entanto, assim como a ciência humana, ainda não dominam completamente toda a abrangência do conhecimento a que se propõem estudar, portanto não podemos atestar suas informações como absolutas. Com o passar dos anos, novas verdades se revelam, e sábio é aquele que não se prende ao passado e busca ampliar o seu entendimento espiritual.

Mas no que diz respeito a pergunta, realmente não é comum ocorrer o “rompimento” do cordão prateado pela ação de outros espíritos que não sejam aqueles designados pela Alta Espiritualidade com a finalidade de procederem o desencarne do espírito em seu momento extremo. Entretanto, não existe regra sem exceção. Por exemplo, a tomada do corpo por outro espírito, os casos de possessões, são raros, mas ocorrem. Existem relatos bem interessantes. E no que diz respeito a ação dos magos negros, todo o cuidado é pouco. Obviamente que os espíritos protetores não permitiriam que esses espíritos das sombras efetivassem as ameaças que me fizeram durantes as narrativas citadas acima. Essas ameaças tiveram a finalidade de me provocar medo e tensão para me desestabilizar emocionalmente naquelas ocasiões.

Contudo, recomendo sempre as pessoas que evitem se envolver com esse tipo de entidades espirituais. Ainda mais se não tiverem uma “boa retaguarda” protegendo-os. É comum vermos médiuns que se envolvem com esses espíritos que possuem vigoroso poder negativo e, por se distanciarem da luz do Cristo, devido a indução hipnótica destas entidades, terminam sofrendo terríveis consequências. Alguns são, inclusive, atacados nos chacras, causando desequilíbrios orgânicos e espirituais para o resto de suas vidas, e/ou sofrem o rompimento do cordão prateado, resultando em mortes inesperadas e inexplicáveis. Se “orarmos e vigiarmos” estaremos com a proteção dos espíritos de luz, mas se nos distanciarmos do caminho da mensagem crística, estaremos por nossa conta e risco. Essa é uma regra de segurança elementar, mas que médiuns fascinados esquecem rapidamente, quando sob a influência sinistra de espíritos das sombras.

Inclusive, depois de terminarmos o livro “Atlântida – No reino das Trevas”, Hermes alertou-me que deveremos trabalhar, nos próximos livros, em temas de muita luz, paz e amor, porque as emanações e impressões deletérias dos magos negros ficam impregnadas no próprio médium, causando perigosa fascinação, mesmo com o trabalho sendo conduzido pelos mestres da Luz. Temas como de nosso último livro, de forma central, abordaremos novamente somente daqui a alguns bons anos.

.

.

57 – Pergunta (17/01/2011):  Primeiramente, gostaria de dar parabéns pelo livro Atlântida no Reino das Trevas… Como sempre, muitas conexões feitas e dúvidas tiradas… e melhor ainda… novos questionamentos surgiram… No final de Atlântida no Reino das Trevas, vocês escrevem: “O Espírito Criador, em sua Mente Suprema, consegue prever com exatidão as ações de seus filhos com milênios de antecedência, apenas analisando seu perfil psicológico. Para Deus, o mistério absolutamente não existe.” Temos nosso livre arbítrio, mas se Deus sabe como tudo vai acontecer, a espiritualidade maior, os espíritos mais elevados, devem também ter consciência disso tudo… então por que alguns “fracassos” não puderam ser evitados? Como no caso da tentativa de Akhenaton em implantar a crença de um único Deus. Se existe uma previsão, por que tantas guerras? tantos desastres? Não poderíamos evitar isso? Gostaria que você falasse mais a respeito do livre arbítrio, fiquei um pouco confusa, porque no fundo parece que não temos tanta liberdade assim, já que tudo já está previsto.

Eu tenho uma pergunta para você, e vi que estava apurado em suas viagens, vou coloca-la aqui novamente se você puder me responder: é sobre o livre-arbítrio. No Atlântida vol2, você fala sobre ele e como Deus conhece seus filhos amados. Como “funciona” então o livre-arbítrio? Uma vez que temos uma missão, um comprometimento com a vida e conosco mesmo o livre arbítrio permite que escolhamos as atitudes e ações no caminho, mas o caminho já está traçado? Seria assim que ele age em nossas vidas?

Roger: Essa questão realmente é um pouco complicada. Vamos tentar colocar de forma clara e objetiva. O livre-arbítrio, ou seja, a liberdade de escolha, é um direito fundamental de todos os filhos de Deus. A escolha de nossos próprios caminhos, ou seja, tomarmos as nossas próprias decisões, é que nos caracteriza como verdadeiros filhos de Deus, e não apenas robôs autômatos, que agem segundo a vontade da Mente Suprema de Deus. A beleza da vida está em nossa individualidade e liberdade de decisão, independente das consequências. Espíritos que já se iluminaram, sentem-se realizados através dessa liberdade e conquista, já os que ainda se encontram na estrada da imperfeição, por sua limitada consciência, terminam semeando o caos durante a sua caminhada evolutiva, causando distúrbios nos projetos de luz, que terminam ocasionando fracassos.

A nossa imperfeição espiritual faz com que tomemos decisões equivocadas, mas que nos levam ao aprendizado. E Deus não está preocupado com resultados imediatos, mas sim com o proveito que tomamos da lição ensinada pela vida. Para o Criador, a “aprovação” no final do período de aprendizagem só tem real valor se realmente tivermos evoluído, ou seja, aprendido a lição necessária em nosso momento evolutivo.

Mas, então, como Deus sabe tudo de antemão, com milênios de antecedência? Veja, estamos falando de uma Inteligência incompreensível a nossa natureza de espíritos ainda imperfeitos. Falar de Deus, sempre é um desafio. Como analisar um Ser que jamais foi criado, que sempre existiu? A nossa mente mal consegue refletir sobre algo que jamais teve um princípio, quanto mais entender a Inteligência Suprema e sua capacidade de análise psicológica do comportamento de seus filhos no transcorrer dos milênios. Analisando os nossos filhos na infância, devido a convivência diária, podemos perceber quais serão suas inclinações futuras na vida adulta. Mesmo assim erramos muitas vezes… Já o Espírito Criador consegue avaliar-nos por centenas de encarnações futuras, por milhares de anos, e acertar com 100% de precisão quais serão as nossas escolhas. A mente Dele é o Todo, nela residem o passado, o presente e o futuro. Em Deus não existe espaço nem tempo. E isso não é fácil de compreendermos devido aos limitados paradigmas da vida humana.

E somente o Cristo Planetário, espírito responsável pela evolução da Terra, tem acesso completo a essas informações assim tão amplas. Nem mesmo os grandes mestres da Terra, como Jesus, entre outros, tem tamanha consciência dos futuros da humanidade e das individualidades das consciências que evoluem na Terra. Portanto, trabalham com esperança no futuro, realizando os projetos que, quando são falhos, mesmo assim oferecem importante aprendizado para a humanidade como um todo. O fracasso de implantar o monoteísmo na Terra, realizado por Akhenaton, que narramos no livro “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, não foi uma perda, mas sim uma necessária escola para os espíritos que evoluíam em nosso mundo naquele período. Talvez se o projeto de Akhenaton tivesse dado certo, sem a humanidade ter os reais valores para compreender a sua mensagem, teríamos problemas futuros nos estágios seguintes da evolução coletiva de nosso planeta, assim como acontece quando um aluno é aprovado para o nível seguinte em sua escola sem ter aprendido adequadamente a matéria.

58 – Pergunta (24/01/2011): No livro “Atlântida – No reino das trevas” você chega a comentar em alguma parte que a influência do magos negros no astral inferior chegou a atingir Albert Einstein enquanto encarnado com o objetivo de se chegar a conclusão da bomba atômica, o que acabou ocorrendo. Até onde eu entendo ele cumpriu a parte dele em trazer pra Terra o que se comprometeu, sua ideia nunca foi criar uma bomba, tanto que existem relatos que ele entrou em depressão quando viu o que fizeram com suas teorias. Essa influência foi direta nele ou alguns espíritos acabaram distorcendo as teorias à seu bel prazer e usando de forma reversa à natureza?

Roger: Em 1941 tem início o Projeto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atômica), que foi conduzido pelo General Leslie R. Groves e a sua pesquisa foi dirigida pelo fisico estadounidense judeu J. Robert Oppenheimer, após ter ficado claro que uma arma de fissão nuclear era possível e que a Alemanha Nazista estava também investigando a construção de tais armas para si. Oppenheimer tentou insistentemente convencer o presidente Roosevelt da necessidade de construir a bomba atômica, antes dos nazistas, mas havia uma indecisão a respeito do tema. Albert Einstein, então, foi convencido por Oppenheimer de que deveria elaborar uma carta ao presidente alertando-o da urgência desse projeto. Einstein, um pacifista, com sua visão entorpecida pelo medo, foi sutilmente envolvido pela ação das trevas para dar seu definitivo apoio a construção dessa terrível arma. Por isso costumo afirmar que o medo e a culpa são os maiores instrumentos das trevas para nos dominarem e bloquearem os grandes projeto de luz que todos deveríamos realizar em nossas vidas. Einstein era um cientista com indiscutivel influência, e isso levou o presidente americano a acatar, sem a mínima hesitação, a sua decisão sobre a importância de iniciar o projeto mais sinistro da historia atual de nossa humanidade, e que se desdobra até os dias atuais, levando nações como a Coréia do Norte a matar o seu povo de fome para investir seus limitados recursos no desenvolvimento de tal tecnologia.

De uma forma ou de outra, isso viria a acontecer, é da natureza humana, ainda imperfeita e guerreira. No entanto,  no livro somente realçamos a ação das trevas em todas as frentes para atingir os seus objetivos. Einstein foi um cidadão exemplar, mas nem ele fugiu da ação das entidades sombrias para servir de instrumento para o mal.

Posteriormente, Einstein emitiu um pronunciamento oficial sobre o referido tema, demonstrando pesar sobre a decisão que teve de tomar, motivado pelo medo da ação nazista, em que diz: “Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se veem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de antissocial ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por ideias simples e claras.

Por isso nós afirmamos no livro “Atlântida – No reino das Trevas”:
“Gadeir logo percebeu que o nazismo fracassaria e passou a estimular os americanos a construir a bomba atômica. Utilizando uma das maiores armas das sombras: o medo, eles manipularam inclusive o famoso cientista Albert Einstein para que esse, instigado pelo temor de que os alemães desenvolvessem a bomba antes dos americanos, desse seu apoio à construção do artefato que ceifaria milhares de vidas japonesas e instauraria a era da Guerra Fria no mundo”.

59 – Pergunta (31/01/2011): Em outras ocasiões já demonstrei meu apreço pelo teu trabalho, ao qual me sinto muito ligado. Parabéns e obrigado!  Acompanho assiduamente a coluna “Roger responde” e, ao ler as perguntas 38 e 39 e suas respectivas respostas fiquei com uma dúvida: Akhenaton e Hermes são dois espíritos remanescentes da antiga Atlântida e trabalham juntos pela nossa evolução desde essa época, ok!; se Akhenaton foi Allan Kardec, onde estava Hermes neste momento? Estava encarnado ou desencarnado? Qual foi a sua participação na elaboração das obras básicas do Espiritismo?
Tenho esta dúvida por que sou oriundo do espiritismo e considero o UC um aperfeiçoamento deste. Notei que o nome HERMES não aparece no prolegômenos do Livro dos Espíritos e nas “instruções dos espíritos” no Evangelho Segundo o Espiritismo. Não que isso seja necessário, mas o nome HERMES numa destas obras não tornaria o UC mais facilmente aceito, mais abrangente?

Roger: Existem vários momentos na história de nossa humanidade que foram importantes para a sua evolução. A própria revolução francesa não teve diretamente caráter religioso ou espiritual, mas foi amplamente acompanhada por esses mestres para trazer uma nova consciência baseada nos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. Mesmo com o apoio e o controle desses mestres, várias atrocidades foram cometidas durante a execução desse projeto de luz, como o triste “período do Terror”, quando a guilhotina ceifou centenas de vidas, demonstrando que o esforço pela disseminação da luz sempre tem que lutar contra a ação das trevas em mundos imperfeitos como a Terra.

A revolução francesa e o espiritismo foram dois eventos muito próximos e, portanto, não puderam contar com a presença física dos mesmos mestres. A reencarnação de almas ascensionadas não ocorre de forma tão rápida e, naquela época, estávamos longe do padrão de longevidade que teremos nos séculos futuros, devido as doenças e guerras do passado. E, por incrivel que possa parecer para alguns, esses mestres são mais importantes e úteis no plano espiritual do que no físico. Quando eles reencarnam, vários de seus projetos no astral ficam comprometidos. No entanto, por amor ao cenário evolutivo da vida física, se desdobram para trazerem luz ao nosso mundo e cumprirem os planos do Cristo para a Terra.

Hermes não esteve presente fisicamente durante a codificação do Espiritismo. Essa tarefa coube a outros grandes mestres. Entretanto, do plano astral, ajudou constantemente ao seu irmão de longa jornada que se encontrava reeencarnado na personalidade de Allan Kardec. E a doutrina espírita não cita Hermes porque o foco do trabalho de Allan Kardec foi a cultura espiritual ocidental. Além do que, o objetivo era trazer uma compreensão espiritual popular, de fácil compreensão. E, todos sabemos, que os ensinamentos herméticos são para iniciados, por serem de dificil entendimento. Ainda mais no século dezenove, época em que a humanidade era ainda mais alienada que nos dias atuais e os ensinamentos de Hermes eram de interesse, em geral, apenas dos alquimicos.

60 – Pergunta (07/02/2011): Caro Roger, também parabenizo o leitor pela bela visão crística apresentada na questão 55. Da mesma forma que ele, eu também li todos os seus livros na ordem em que foram publicados e espero ansioso por novas obras suas em parceria com Hermes, principalmente aquela já prometida da época de Jesus. Eu percebi também em sua obra que a evolução dos espíritos se dá de forma bastante lenta e, desde a época da Atlântida, muitos espíritos estão ainda reencarnando para queimar carmas em busca de sua angelitude.  Baseando-me neste fato, fico cada vez mais duvidoso com relação aos trabalhos de desobsessão realizados em Terreiros de Umbanda, Centros Espíritas e Casas Apométricas, nos quais apenas em meia hora de “conversas doutrinantes”  se consegue convencer um mago negro ou um espírito de baixa vibração a seguir pelo caminho da luz. Recordando-me dos recorrentes embates sem vencedores com Arnach e Galeato, onde fortíssimas argumentações são confrontadas pelo lado negro e pelo caminho crístico, fico ainda mais cético com relação a estas doutrinações instantâneas, que utiliza normalmente no meu entender uma retórica repetitiva e de baixo poder de convencimento. Onde está havendo exagero e o processo está equivocado? Nas sagas dos espíritos que vêm caminhando por milhares de anos em direção a Luz ou nas seções de desobsessão realizadas até mesmo em uma única reunião de atendimento espiritual?

Roger: Caro leitor,  a tua colocação já diz tudo. E isso é algo que acontece comumente nos processos de doutrinação/desobsessão: animismo dos médiuns e sugestionamento dos doutrinadores. Não se converte um mago negro ou um dragão com meia dúzia de palavras… Eles tem muito mais conhecimento que nós. Somente atingindo o seu coração, com verdadeiro sentimento de amor, depois de muito refletirem, é que voltam para a luz. Assim como ocorreu com Arnach, desde o livro “Sob o Signo de Aquário” até sua redenção no “Atlântida – No reino das Trevas” e que esperamos ocorra com Galeato e muitos outros no futuro.

Espíritos com o conhecimento dos magos negros não serão jamais doutrinados através de nossa abordagem limitada. Eles estão no plano astral, com ampla compreensão das coisas, enquanto estamos aqui com a nossa visão limitada a apenas essa existência. O que os faz abandonarem o caminho das trevas é um processo lento e reflexivo, muitas vezes através de “despertamentos inconscientes” que levam anos, décadas ou, até mesmo, séculos. Creio que o nosso exemplo, verdadeiramente sincero, é muito mais efetivo do que qualquer argumentação evangélica. E isso é  o que falta muito nos doutrinadores, seja de que segmento for, espíritas, umbandistas, apômetras, evangélicos, católicos, etc…(todos trabalham com esse tipo de atividade mas denominam com outros nomes). O problema não está em nossa “falta de santidade”, mas sim em não reconhecer que somos criaturas ainda imperfeitas. Os magos negros dão risadas dos falsos moralistas, hipócritas e enganadores. No entanto admiram aqueles que reconhecem os seus erros e fraquezas, colocando toda a autoridade moral nas mãos de Jesus e dos mentores espirituais, como tão comumente lemos nas obras de Chico e Divaldo.

Já presenciei diversas doutrinações que mais parecem um teatro. O médium diz sempre as mesmas coisas, seguindo um terrível e metódico animismo, enquanto o doutrinador segue o seu script de “frases de efeito” sem real consideração ou interesse pelo espírito comunicante. É comum o doutrinador estar mais preocupado com o seu ego e a admiração dos presentes do que com o real problema. E, assim, em uma simbiose anímica entre os encarnados, o espírito que está sendo esclarecido retira-se dando risadas, isso ocorre comumente com doutrinação de magos negros ou dragões, que não estão preocupados em serem esclarecidos. Claro que espíritos simples, que necessitam apenas de socorro, absorvem a necessária energia magnética desse processo, e recebem depois um verdadeiro esclarecimento pelos mentores no mundo espiritual. Mas vejam bem, para os espíritos desencarnados, (seja de que natureza forem), o comportamento consciente e solidário dos encarnados, tem importante reflexo em suas almas, convidando-os para uma verdadeira renovação; haja vista a vitória espiritual no mundo físico ser algo realmente admirável para todos.

Um excelente livro, que deveria ser leitura obrigatória de todos os médiuns que trabalham com desobsessão/doutrinação, é o “Diálogo com as Sombras”, do escritor espírita Hermínio de Miranda. O exercício mediúnico é algo que exige muito estudo e principalmente reflexão e desenvolvimento de sensibilidade por parte de médiuns e doutrinadores. Realizar esse processo de forma “automática”, como se todo o atendimento seguisse uma “receita de bolo” é um passo para a falência do processo e, consequentemente, dos médiuns. Cada caso é um universo novo e deve ser tratado como tal. Jamais pré-julguem o espírito comunicante segundo seus princípios preconceituosos. Jesus tratou com amor e carinho prostitutas e cobradores de impostos; e, até hoje, ainda vemos pessoas pré-julgando seus irmãos, emitindo seus “pré-conceitos” do que é certo e do que é errado, segundo seus costumes e hábitos, muitas vezes hipócritas ou absolutamente equivocados. De médiuns assim, o inferno está cheio. A Alta Espiritualidade da Terra precisa de médiuns sinceros, que reconheçam suas fraquezas, e que procuram seguir os ensinamentos de Jesus, principalmente “o ama ao teu próximo como a si mesmo”, independente de quem seja esse próximo. Sabemos que existem vários trabalhadores valorosos também, voltados para o trabalho sincero e verdadeiro. Entretanto, sempre cabe alertar sobre esses desvios tão comuns e rotineiros.

Deixe uma resposta