Todas de 2011

ROGER RESPONDE 2011
Dúvidas e curiosidades sobre os livros e o projeto Universalismo Crístico na Terra? Roger responde!
Toda semana Roger responderá às perguntas mais frequentes de seus leitores relacionadas aos seus livros e ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Mande a sua pergunta para: uc.novaera@gmail.com

103 – Pergunta (05/12/2011): Roger, lendo o livro “Atlântida – No reino das trevas”, deparei-me com o seguinte parágrafo: “A baixa frequência espiritual dos novos atlantes fez com que eles perdessem a capacidade de assimilarem prana com elevado padrão energético. O fluido cósmico universal já não os alimentava. Sentiam-se fracos e subnutridos, levando-os a buscar um alimento mais denso. Nem mesmo os frutos e os vegetais lhes eram suficientes”.
Com essa afirmação podemos entender que os atlantes da era de ouro se “alimentavam de luz”, conforme o processo “viver de luz” divulgado pela australiana chamada Jasmuheen? O reino da Atlântida era um mundo mais evoluído e eles viviam em uma dimensão superior, mais sutil. E quanto a nós? Podemos “viver de luz” também nos dias de hoje? Esse processo é confiável?

Roger: Realmente a elevada faixa vibratória em que viviam os atlantes, na quarta dimensão, permitia-lhes viverem de luz, sem alimento sólido algum. Seus corpos mais sutis absorviam toda a energia de que necessitavam através do prana abundante e de elevada qualidade do plano em que viviam.  No entanto, nossos corpos atuais são ainda uma evolução primária dos macacos. É necessário, portanto, um esforço incomum para alimentar-se exclusivamente de prana.

Com isso não estou dizendo que é impossível. Contudo é necessário uma preparação mental com profundas mudanças de crenças e uma adaptação biológica satisfatória para tanto. Nossas almas e corpos absorvem pouco prana, devido ao nosso atual estágio evolutivo, tanto espiritual como biológico. Sem contar que a atmosfera do planeta é densa e poluída, dificultando o processo. E como as almas que estagiam na “escola Terra”, em geral, ainda são desequilibradas e voltadas para interesses materiais, terminam “animalizando” ainda mais os seus limitados corpos físicos.

E quando falo da necessidade da mudança de crenças para “viver de luz”, estou afirmando que é necessário crer absolutamente que isso é possível, para obter o sucesso esperado. Em geral as pessoas mal creem em seu poder como filhos de Deus e que podem realizar coisas “ditas impossíveis”. Como, então, acreditarão firmemente que podem viver sem alimento sólido algum? É necessário uma outra consciência e modo de vida para não fracassar nesse processo de transformação de assimilação energética. Não basta “querer”, é necessário “poder”. Querer é desejo; poder é conquista!

Particularmente, acredito que é mais interessante, em nosso atual estágio evolutivo, alimentarmo-nos de alimentos saudáveis e na quantidade necessária apenas para gerar a energia de que necessitamos, evitando os excessos que causam a obesidade, a intoxicação do organismo e o envelhecimento precoce (devemos “comer para viver”, e não “viver para comer”). Talvez os leitores não tenham percebido, mas já vivemos de prana, só que não exclusivamente. Uma significativa parcela dos recursos que necessitamos são captados através do prana. Só que algumas pessoas captam mais, outras menos. E isso está diretamente ligado ao nosso nível de consciência. Por exemplo, se formos passar um dia em meio à natureza meditando, certamente sentiremos menos fome e sede. Isso porque “ativamos” de forma mais intensa os nossos receptores celulares para captar prana e, também, estaremos em um ambiente energético com maior saturação do fluído cósmico universal.

Olhando por esse enfoque é sábio buscar desenvolver, gradualmente, o seu poder mental (meditação) para absorver mais prana e reduzir a necessidade de alimentos, conquistando, assim, um satisfatório equilíbrio orgânico e, principalmente, evolução, com o objetivo de atingir uma harmonização integral de nosso ser (espírito e corpo). Hoje em dia, muitas das doenças que a humanidade sofre é resultado do desarranjo mental em que se encontra. Pensamentos desalinhados com as virtudes crísticas, alienação, incompreensão do sentido da vida, hábitos materialistas, não meditar, etc… levam–nos às doenças, desmotivação, desânimo, depressão e fraqueza física. Além disso, elevados níveis de stress e a atribulada rotina diária reduzem radicalmente a nossa absorção de prana. Como evoluir para a refinada alimentação prânica se mal conseguimos direcionarmos os nossos pensamentos e sentimentos no rumo do equilíbrio da paz e da luz?

A minha opinião é que pessoas despreparadas não devem se aventurar a realizar o processo do “viver de luz”, pois correm grave risco de desnutrição e desidratação, caso não consigam “acionar” esse complexo processo de assimilação energética e a necessária reprogramação do corpo para atingir esse fim. Antes desse passo, é necessário harmonizar-se espiritualmente. Grandes iogues realizam coisas admiráveis aos olhos do homem ocidental, mas poucos percebem quantos anos de meditação e preparação espiritual eles dedicaram para atingir os seus objetivos. Quanto mais ampliarmos as nossas consciências e acendermos a chama divina em nossos corações, mais aptos estaremos para atingir a meta do “viver de luz”, que, sem dúvida, é um estágio futuro de evolução que conquistaremos antes da “escola Terra” migrar definitivamente para uma nova dimensão.

Antes de chegarmos lá, todos sabem o que devemos fazer.  Já estou até sendo repetitivo com essa máxima: “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem”. Esse é o passo evolutivo imediato de nossa humanidade. “Viver de luz” é uma meta futura, mas que pode ser antecipada por almas decididas a evoluírem de forma mais acelerada. No entanto, “amar ao próximo” é a necessidade urgente de evolução para os dias atuais. É o grande teste evolutivo da humanidade atual. O amor é o fator determinante que definirá quem ficará na terra e quem deverá ser expatriado para um mundo inferior, onde deverá recomeçar o seu aprendizado para conquistar todas as virtudes que orbitam em torno do amor.

102 – Pergunta (28/11/2011): Boa tarde, Roger. Estou lendo seus livros e estou impressionada com as transformações que estão ocorrendo em meu íntimo após as leituras. Estou acostumada com a literatura espírita e posso dizer que o seu trabalho realmente é revolucionário e definitivamente derrama luz sobre as trevas. As suas mensagens enfatizam muito a nova era e a reencarnação sistemática dos espíritos que estão compromissados com a mudança que ocorrerá na Terra no terceiro milênio, após o período de transição em que estamos vivendo. Segundo as informações, estes espíritos já estão encarnando para começar o seu trabalho desde já, dentro do período de transição. Isso está muito claro. Aí eu penso… E nós? Nós que já estamos aqui há mais tempo (os que já estão nos 40 e além, por exemplo),  como ficaremos? Não existe mais tempo pra nós? Esses ensinamentos maravilhosos que chegaram até nós desde o ano 2.000 e que estão abalando nossas estruturas … Já é tarde? Só os que estão chegando agora terão uma chance? Estou confusa com isso…
Ninguém sabe até quando permanecerá na Terra…nascimentos e desencarnações acontecem a cada minuto…aqueles que não ficarão já estão sendo transferidos para o novo planeta… os que estão nascendo mudarão a Terra. Todos terão uma chance? Você pode me esclarecer?

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Ajude-nos a divulgá-lo para que ele tenha um maior alcance. Infelizmente nosso universo de leitores ainda é muito restrito, devido a ser um trabalho independente e sem apoio direto de alguma religião específica. Como tu mesmo afirmaste, são informações importantes que precisam chegar a um número maior de pessoas para que elas tenham a consciência de optar ou não por sua transformação em busca da luz. Entramos na “era” da evolução espiritual consciente. Portanto nossa tarefa reside em mostrar o caminho; trilhá-lo ou não, depende da escolha de cada um.

Sobre a tua preocupação com relação a “chance de manter-se na Terra”  da geração que antecede a chegada das crianças ditas “índigos”, não existe problema algum . Nós somos os “trabalhadores da última hora”. Estamos aqui nessa encarnação tendo a nossa última oportunidade de nos colocarmos à direita do Cristo. E isso que é realmente importante. Muitas das crianças que estão nascendo agora também ainda não estão eleitas para viver na terra do terceiro milênio. Estão, também, tendo a sua última oportunidade para conquistarem os valores da alma necessários para viver no novo ciclo de evolução da Terra.

Desde 1975 estão encarnando mais intensamente na Terra espíritos eleitos, mas ainda não são exclusivamente eles que tem nascido. Muitos espíritos endividados ainda estão voltando mesmo nos dias atuais. Por isso ainda vemos crianças demonstrando péssima índole, pois são espíritos ainda distanciados desses valores e provavelmente serão exilados para o mundo de ordem inferior que será a nova escola dos rebeldes, caso não revertam suas tendências inferiores. Da mesma forma, espíritos missionários tem descido à Terra em todas as décadas dos últimos cem anos. O que mudou é que durante a segunda guerra mundial 95% dos que reencarnavam eram espíritos endividados. Agora essa proporção está se invertendo. Na década de 2050 serão 95% de eleitos contra 5% de devedores reencarnando. Esse é o processo gradual de transição da Terra de um mundo de expiações e provas para um mundo em regeneração espiritual, tão apregoado por toda a literatura espiritualista.

E até que por volta do ano 2075 a Terra terá terminado esse período de transição para a Nova Era. A partir dessa data reencarnarão na Terra somente os eleitos. Almas sinceramente engajadas na busca de sua regeneração espiritual e conscientes do real objetivo da vida.  Por enquanto, estamos todos no mesmo barco, eleitos e aqueles que ainda buscam o ingresso para a nova era. Por isso afirmo que o que importa é amarmos ao nosso próximo como a nós mesmos e buscarmos termos consciência espiritual. Se nos elegermos para ficarmos na Terra no terceiro milênio, ótimo. Caso contrário, chegaremos no novo mundo que nos servirá de escola já com um importante avanço na conquista dos valores espirituais tão necessários para vencermos nossas imperfeições. E talvez sejamos lá os espíritos maduros que começarão a transformar aquele mundo em um palco de luz para que a obra de Deus atinja seu objetivo em todo o Universo.

101 – Pergunta (21/11/2011): Caro Roger, eu gostaria que você nos expusesse qual o objetivo fundamental do Universalismo Crístico. Tenho lido seus livros e acompanhado as informações do seu site, além de acompanhá-lo no facebook. Só não o sigo no twitter porque você não tem conta lá. Deveria criar. Teria muitos seguidores que procuram palavras sábias de luz como as suas. Mas o que desejo saber na pergunta é qual o objetivo essencial do Universalismo Crístico? Espero que não ache a minha pergunta estúpida. É que estou tendo dificuldades para expressar o que quero saber. Sinto algo mais “internalizado” no Universalismo Crístico que fala mais ao fundo da alma. E não consigo entender claramente. Grato pela atenção.

Roger: Querido amigo, claro que a tua pergunta não é estúpida. Na verdade é muito inteligente, porque tu conseguiste ir além da concepção racional e didática do Universalismo Crístico. Algumas pessoas me dizem que o Universalismo Crístico já existia através do Espiritualismo moderno ou, então, do Espiritismo Universalista. E isso é verdade. O que fizemos (e estamos fazendo no novo livro que está sendo elaborado), é apenas codificá-lo de forma abrangente e independente das religiões, permitindo que as pessoas tenham um roteiro claro e estruturado para a sua jornada evolutiva. Os temas espirituais são muito abstratos. E isso leva as pessoas, muitas vezes, a crenças fantasiosas que apenas as distanciam do mundo real e as conduzem para caminhos pouco produtivos para a sua evolução, tanto espiritual quanto humana.

A concepção do Universalismo Crístico visa, em essência, despertar as pessoas para pensarem o tema Espiritualidade de uma forma diferente, liberta e inovadora para que conquistem a oportunidade de viverem uma experiência espiritual completa, plenamente lúcida e com resultados realmente grandiosos em sua evolução infinita rumo à iluminação espiritual. Nunca na história de nossa humanidade foi oferecido um modelo tão abrangente e livre para que as pessoas evoluam por suas próprias iniciativas. A Alta Espiritualidade da Terra com isso está nos dizendo claramente: “Vocês não são mais crianças. Acreditamos que possam tomar as iniciativas certas sem serem conduzidos por dogmas ditados por líderes e gurus espirituais. Vocês aprenderam em todos os séculos passados qual o caminho, agora é hora de trilhar esse caminho por suas próprias consciências.” Isso é absolutamente maravilhoso! Como falei na pergunta anterior, passou o tempo de nos ajoelharmos perante Deus, como crianças penitentes, e chegou o momento de sentarmos de forma responsável ao seu lado na mesa de projetos para trabalharmos por um mundo melhor. E isso não é tarefa somente para almas iluminadas. Temos, sim, nossos erros. Mas se somos conscientes deles e trabalhamos para vencê-los, diariamente, então temos direito, também, a assento nessa mesa de trabalho ao lado do Criador.

O crescimento do Universalismo Crístico é inevitável; à medida em que a humanidade for se esclarecendo devido aos avanços sociais e educacionais em todo o planeta, principalmente por causa dos avanços trazidos pela tecnologia da informação (ipad´s, internet, etc.), que popularizarão a informação e o conhecimento. No futuro, as igrejas de manipulação de massas perderão sistematicamente as suas forças e as pessoas caminharão de forma livre e  consciente através da estrada que todos nós, juntos, construiremos com o Universalismo Crístico. Assim como o mapeamento do genoma humano e outros avanços da medicina estão sendo atingidos para atender a uma futura humanidade “sem carmas degenerativos” (como explicamos no livro “A Nova Era”), o Universalismo Crístico está sendo desenvolvido para atender espiritualmente a humanidade do futuro, plenamente consciente e lúcida. A concepção do U.C. será algo “intuitivo” para as novas gerações. Eles precisarão ler apenas meia dúzias de linhas como essas para saberem qual o caminho espiritual que percorrerão por toda as suas vidas.

A vitória da implantação do Universalismo Crístico é crucial para o futuro da Terra. O inevitável afastamento das religiões (que já está acontecendo, devido a elas não atenderem mais às concepções modernas) está afastando o homem da busca do Bem e do saudável cultivo dos bons valores que norteiam a humanidade. A busca de Espiritualidade é o necessário “equilíbrio da balança” para contrapor-se ao desaparecimento sistemático da ação religiosa sobre os homens, como ocorria no passado. Sem a Espiritualidade consciente do Universalismo Crístico, a humanidade perderá seus valores fundamentais, o que causará um retrocesso no processo evolutivo de nosso mundo.

E sobre a conta no twitter, não a criei porque gosto de falar-lhes através desse canal de comunicação do site. As vezes, uso o facebook também. Mas o tempo é curto e preciso manter-me focado no novo livro. Atender a todas as mídias seria complicado. Mas nada impede que no futuro eu reveja essa posição e crie a conta no twitter, apesar de achar que o facebook engloba todas as funcionalidades do twitter e ainda outras mais, como o álbum de fotos para eventos, etc. A viagem ao Egito em maio de 2012, que debaterá o Universalismo Crístico, está com mais de 70% das vagas preenchidas devido, também, as fotos que postamos no facebook da viagem realizada agora em julho de 2011, e que foram muito acessadas. Indiquem aos amigos para que me adicionem no facebook para melhor divulgarmos o Universalismo Crístico.

100 – Pergunta (14/11/2011): Gostaria de saber o seu ponto de vista e dos espíritos que lhe auxiliam no plano superior, como Hermes, em relação a falta de religiosidade. Veja bem, o ser humano pode ter o coração cheio de amor, ser uma pessoa boa e pura de espírito, mas que não sente necessidade e não crê no Cristianismo. Muita documentação de mediunidade extracorporal (viagem astral) é feita voltada à religião, como se tudo girasse em torno de Deus, Jesus Cristo. Não basta ter amor no coração e fazer o bem? Supomos que existe um Deus que tudo vê. Este Deus não irá me acolher por eu ser uma pessoa boa mas não acreditar nele? Resumindo: Sou um cético espiritualista, que tem a mente aberta, coração cheio de amor e 0% religioso. Não acredito na bíblia. Acredito apenas na energia positiva(amor universal) e energia negativa(falta de amor). Pelo meu perfil, acredito que você tenha captado as dúvidas que me perseguem. Como são tratadas essas questões no plano espiritual (frequências mais altas)?

Roger: Hoje é um dia muito especial. (Pergunta entrou no site em 11/11/11 as 11:11) Estamos chegando a centésima pergunta respondida aqui nesse espaço. Um fato a se comemorar! Já temos um “livro” de informações adicionais à disposição dos leitores no site WWW.universalismocristico.com.br Divulguem aos seus contatos. Ainda hoje recebo muitas perguntas que já foram respondidas aqui de leitores que desconhecem essas informações complementares sobre os nossos livros e o projeto Universalismo Crístico na Terra. E para um dia especial, escolhi, também, uma pergunta bem especial, que creio ser de grande valia para o entendimento do trabalho que estamos realizando e, algumas vezes, é incompreendido devido a sua natureza independente das religiões.

Sim. Entendo a tua colocação e acho ela muito interessante e pertinente. O trabalho que estamos desenvolvendo, o Universalismo Crístico, tem por objetivo principal despertar a consciência espiritual nas pessoas, libertando-as da alienação, independente de terem ou não uma crença religiosa. As novas gerações, cada vez mais, se distanciarão do modelo religioso que conhecemos, de submissão a dogmas e rituais litúrgicos. As novas gerações não serão “servos de Deus”, e sim seus amados filhos; não se colocarão de joelhos perante Ele, mas sim sentarão à mesa com o Criador para trabalhar ao seu lado com o objetivo de promover o progresso de toda a Criação. No entanto, creio que a filosofia espiritual dos grandes avatares da Terra deve ser sempre estudada e praticada. As religiões e sua ritualística podem ser descartadas, mas a mensagem dos grandes mestres é o farol que nos conduz aos verdadeiros valores espirituais. E creio que o bom filósofo, mesmo que ateu, agnóstico ou cético, reconhece a grandeza filosófica e espiritual das mensagens de mestres como Jesus ou Buda.

A falta de religiosidade não é vista como problema nenhum pela Alta Espiritualidade. As religiões são organizações humanas, e não espirituais. O que Deus espera de nós é que “amemos os nossos semelhantes como a nós mesmos e não façamos aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem”, ou seja, exatamente o que tu colocas em tua pergunta. E o perfil que tu apresentas é o que chamo de “espiritualismo cientifico”, que busca, através de uma análise racional, identificar, comprovar e revelar a Espiritualidade no mundo físico. Algo de extremo valor nessas primeiras décadas do terceiro milênio.

No livro “Universalismo Crístico – O futuro das religiões”, afirmamos também que até mesmo céticos, ateus e agnósticos são bem vindos dentro da visão do Universalismo Crístico, desde que procurem estabelecer relações harmônicas com os seus semelhantes e o planeta. Em geral, as pessoas muito religiosas sofrem de “miopia espiritual”, suas mentes estão impregnadas por crenças em demasia, e muitas delas são bem distorcidas e fanatizadas, causando mais o mal do que o bem ao meio em que vivem, devido a defesas fervorosas de “verdades absolutas”, pois se consideram os “donos da verdade”, e, também, por causa de perseguições religiosas por não aceitarem as crenças alheias. Portanto, vejo com bons olhos os pesquisadores espirituais que buscam a Espiritualidade sem submeterem-se às religiões; promovendo o entendimento espiritual de forma sensata e com tolerância.

E esse será o perfil das novas gerações. Um dia uma mãe me procurou argumentando que seu filho, adolescente, não tinha Espiritualidade, pois o jovem não gostava quando ela realizava orações e o convocava para a prática do Evangelho no Lar. Conversando com ele, percebi que o problema não era a “conversa com os bons espíritos e com Deus”, mas sim a excessiva formalidade das “orações religiosas”. E o estudo da mensagem edificante de Jesus também não era o que o incomodava, mas sim a ritualística de ler o Evangelho ao “pé da letra”, cheio de formalidades e com uma linguagem antiquada, ao invés de fazer uma conversa descontraída sobre a mensagem de Jesus e a melhor forma de colocá-la em prática nas situações do cotidiano moderno.

Percebam, meus amigos, que uma nova consciência está surgindo com a chegada da geração do terceiro milênio. E precisamos nos adaptar a ela para melhor auxiliar a busca de Espiritualidade de nossos filhos e netos. Quem for contra essa tendência, vai perder a “conexão” com os seus filhos, fazendo-os se desligarem, também, da saudável busca espiritual. A ausência do aconselhamento paterno pode levar os filhos a caírem nas mãos das drogas e/ou outros caminhos sombrios.  A maior missão que temos para realizar nesse mundo não é sermos grandes médicos, advogados, professores, etc. Isso é importante também. Mas a nossa principal missão é educarmos bem os nossos filhos para que se tornem no futuro grandes homens e grandes mulheres, sedimentando em seus corações e mentes os verdadeiros valores da alma, independente das religiões e sua excessiva formalidade.

Religiões são apenas instrumentos para a compreensão de Deus, não são o próprio Deus. Jamais coloquem as religiões acima do amor aos seus semelhantes. Amem ao seu próximo, e não às religiões. Elas estão aqui para servir-nos, e não para sermos seus escravos. O plano espiritual superior fica mil vezes mais alegre com um ateu em harmonia com seus irmãos e o planeta, do que um religioso que vive escravizado aos seus rituais, dogmas e regras de comportamento, mas se esquece de realizar o seu papel para construir um mundo mais fraterno. No entanto, a prática do bem viver associada a consciência espiritual permite ao ser humano uma melhor experiência de aprendizado no campo dos valores espirituais. Aliar a prática dos bons valores à consciência espiritual é garantia de grandes conquistas espirituais e de uma verdadeira realização pessoal, encontrando a definitiva felicidade.

99 – Pergunta (07/11/2011): Roger, adoro tanto seus livros que vi em uma loja um “terceiro livro sobre Moisés” porque dizia na capa “volume 3” e o comprei imediatamente. Mas chegando em casa vi que o livro era o mesmo “Moisés – Em busca da terra prometida” que eu já tinha lido e na capa indicava ser o “volume 2”. Houve um erro de impressão? Isso pode causar confusão em alguns leitores, assim como ocorreu comigo.

Roger: Os livros “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”,  “Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da Terra Prometida” tratam-se de uma trilogia. E muitos leitores não sabem disso. Por diversas vezes recebi e-mails afirmando terem adorado o livro Akhenaton e que desconheciam a informação de que ele teve continuidade nos dois livros sobre Moisés.

Quando elaboramos os trabalhos sobre Moisés, optamos por colocar volume 1 e volume 2 pois se tratava diretamente da mesma história. No entanto, devido a desinformação dos leitores sobre ser uma trilogia, iniciada no livro Akhenaton, conversei com a editora do Conhecimento e decidimos realizar o indicativo de que era uma trilogia, sendo “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito” o livro 1, “Moisés – O libertador de Israel” o livro 2 e “Moisés – Em busca da terra prometida” o livro 3. E o título geral seria “Trilogia da Implantação do monoteísmo na Terra”, para serem vendidos de forma conjunta no futuro, em uma caixa estilizada com valor especial.

Infelizmente isso causou essa outra confusão, relatada na pergunta. Peço aos leitores que prestem atenção nesses detalhes de troca de edições e mudanças nas capas dos livros. As vezes dá a impressão de ser um novo livro, mas nem de longe é essa intenção. De forma alguma desejamos enganar os leitores. Tudo que fazemos é para melhor informá-los. Para ter certeza do andamento de nosso trabalho, quais os livros lançados e novos lançamentos, palestras e demais informações, procurem divulgar e acessar regularmente o site www.universalismocristico.com.br

Quem acompanha regularmente a coluna “Roger Responde” já sabe, por exemplo, que estamos trabalhando no novo livro “Universalismo Crístico Avançado” que será lançado provavelmente no segundo semestre do ano que vem.
98 – Pergunta (31/10/2011): Prezado Roger, começando a assistir a sua palestra no simpósio realizado no mês de abril em Brasília, observei que você afirmou que o homem é uma evolução do macaco. Foi dito da seguinte forma: “como vocês sabem, o nosso corpo biológico evoluiu através de um processo do mundo dos macacos; tem gente que não acredita nisso, mas o “homo sapiens” veio através da evolução dos primatas”. Roger, peço desculpas, mas afirmo que o homem não é produto da evolução dos macacos. O corpo humano é produto de uma alta tecnologia das consciências extraterrestres, ou seja, o “Comando Planetário Terra”, através dos engenheiros siderais, produziu este nosso corpo para que o espírito vivenciasse uma determinada missão no sistema denso da matéria. O espírito humano é distinto do espírito dos animais. A linhagem humana é uma, e a linhagem dos animais é outra totalmente diferente. Deus se manifesta no cosmos de diversas formas que a maioria dos homens não tem condições de assimilar e entender.A linhagem dos animais, que muitos exotéricos denominam de “reino dos devas”, já existia no planeta Terra muito antes do homem. O homem começou a vivenciar experiências neste planeta a mais ou menos trinta mil anos atrás. Antes disso, somente os grandes animais é que habitavam o nosso planeta. Existe, no astral do nosso planeta, um comando de espíritos que controlam o reino dos animais. Por exemplo: se você quiser conversar com o seu cãozinho de estimação com esta nossa linguagem, o animal não irá compreender, salvo em raríssimas exceções num processo de telepatia. No entanto, se você fizer uma projeção astral e tiver contato com os espíritos do reino dos devas, este espírito poderá dar um comando ao seu cão e ele obedecerá instantaneamente, sendo que você compreenderá todo o processo de comunicação.
Infelizmente, os homens ainda não têm compreensão de tudo o que se passa no astral do nosso planeta. Existe uma tecnologia tão avançada, tão avançada, que nenhuma ciência, atualmente, seria capaz de compreender. É por isso que quando um determinado ser humano é abduzido por nossos irmãos das estrelas, fica totalmente perdido e não compreende qual o verdadeiro papel dos extraterrestres junto ao planeta Terra.


Roger: Em nossos livros “Atlântida – No reino da luz” e “Atlântida – No reino das trevas” afirmamos que os antigos atlantes advinham de uma outra linhagem, superior, oriunda da quarta dimensão. E foram eles que realizaram as manipulações genéticas necessárias para estabelecer o “elo perdido” da nossa humanidade, aperfeiçoando a matriz genética dos “macacos” para dar origem ao homo sapiens. Leia o livro para ter uma ideia melhor do que propomos. Pegar uma frase solta em uma palestra pelo youtube torna difícil uma boa avaliação sobre nosso trabalho.

Afirmamos também que os “deuses gigantes que vinham dos céus” no início de nossa humanidade eram também os atlantes que tinham a função de promover o progresso desses povos incipientes. Em nenhum momento extraterrestres vieram nos visitar e abduzir, pelo menos não em nossa dimensão, como se especula até hoje. Inclusive já respondemos sobre tudo isso nessa coluna. E existem estudos bem atuais questionando a veracidade desses relatos:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5438777-EI8147,00-Cientistas+dizem+ter+provado+que+ETs+sao+produto+da+imaginacao.html

De qualquer forma, respeito tua opinião. Mas te alerto para que reflitas sobre ela.  Tu a defende como verdade indiscutível, como se tu tivesse alguma prova definitiva e absoluta a respeito dela. Tu estás lindando com “crenças”, e não com “fatos”, portanto sempre é importante analisar com cuidado e abrir a mente para outras possibilidades.

E segundo a análise da ciência, cada vez mais se confirma a teoria evolutiva de Darwin. Acreditar em algo diferente é como crer na teoria do “criacionismo”, que afirma que o mundo foi criado em seis dias por Deus a pouco mais de dez mil anos, como afirma a Bíblia. Basta analisar fósseis e rochas para verificarmos que a Terra tem milhões de anos, tornando essa teoria absurda. Sem contar que a matriz genética dos humanos e dos macacos é quase idêntica, segundo se verificou através do mapeamento do genoma humano, comprovando a nossa ancestralidade em comum.

97 – Pergunta (24/10/2011): Roger, como você vai escrever livros sobre Jesus, , talvez possa me ajudar. Há poucos dias li o livro Boa Nova de Chico Xavier e no final da narrativa o autor descreve o encontro de Jesus já ressuscitado com Maria Madalena, ela teria sido a primeira pessoa a encontrar com o messias após a ressurreição, no entanto ele pede para ela não tocá-lo pois ainda não havia ido até seu pai. Esta atitude de Jesus me deixou intrigada, procurei nos 4 evangelhos a mesma passagem e constatei que Lucas nem menciona o encontro, Marcos cita o encontro mas não entra em detalhes, já Mateus narra o encontro dizendo que Madalena estaria com outra Maria e que ambas abraçam os pés de Jesus, o único que narra o encontro da mesma forma que Humberto de Campos, através da mediunidade de Chico, é João. Gostaria de saber, se possível, se o encontro aconteceu mesmo e o motivo de Jesus lhe pedir que não o tocasse já que nos outros encontros com os apóstolos em espírito era comum que os mesmos lhe tocassem, como no tão conhecido encontro dele com Tomé.

Roger: Sim, como já afirmamos nesse espaço destinado aos leitores, no futuro escreveremos uma série de livros sobre a fantástica missão de Jesus, explanando com mais detalhes todos esses pormenores, caso Hermes nos permita “mergulharmos” com profundidade nesses incríveis acontecimentos que ocorreram há dois mil anos, assim como fizemos nos livros Akhenaton, Moisés – O libertador de Israel, Moisés – Em busca da terra prometida, Atlântida – No reino da Luz e Atlântida – No reino das trevas.

Jesus impediu Maria Madalena de tocá-lo logo após a ressurreição porque ela estava vendo mediunicamente (através da terceira visão) somente o seu corpo perispiritual, sem estar “materializado”. Essa “materialização” ocorreu no famoso encontro com os discípulos quando Tomé tocou as chagas de Jesus e em outros vários momentos durante os 40 dias seguintes. Nesses momentos, Jesus estava portando o que ficou conhecido como sendo o seu “corpo glorioso”, ou seja, ele apenas realizou uma “materialização” utilizando-se de ectoplasma fornecido pelos próprios discípulos que possuíam mediunidade de efeitos físicos.

Jesus, nessas impressionantes aparições, tentava passar a mensagem da imortalidade da alma, e não do corpo. Mas claro que Maria Madalena nem os discípulos entenderam isso claramente na época, portanto todos passaram a crer que Jesus havia ressuscitado fisicamente. E foi essa crença que impulsionou o cristianismo a tornar-se uma religião que cresceu exponencialmente por séculos e séculos até os dias hoje. Seria engraçado, se não fosse triste, constatar que um fato mal interpretado, entendido como miraculoso, teve mais força que a própria mensagem sublime de Jesus. Se não fosse o fato “surreal” de seu “retorno do mundo dos mortos”, talvez a sua mensagem hoje em dia não estivesse viva. Característica típica de um mundo primitivo como o nosso, que precisa da imagem de Jesus sendo martirizado e crucificado para lembrar de sua mensagem, enquanto o sermão das bem aventuranças e outros grandes ensinamentos seus são desconhecidos da grande maioria de seus fiéis.

É contra essa alienação religiosa que o Universalismo Crístico procura lutar, despertando as consciências que ainda tratam o tema “Espiritualidade” como um mero ritual de culto exterior e mecânico. Outro exemplo semelhante é o de Chico Xavier. Quantos se maravilharam com sua mediunidade notável? No entanto, quantos realmente buscaram entender e viver sua mensagem de Luz? A grande maioria ficou apenas na casca, poucas mergulharam ao âmago do real objetivo de seu trabalho.

E, inclusive, se o santo sudário for realmente autêntico, essa é uma comprovação de que o corpo de Jesus na verdade se desmaterializou horas após sua morte, como ocorre com mestres muito especiais, fato que causou uma “fotoimpressão” no tecido mortuário. Teoria na qual eu, particularmente, acredito; apesar de ainda não ter confirmações mediúnicas a respeito disso. Com essa teoria, a crença básica do cristianismo tradicional cairia por terra. Jesus jamais ressuscitou. E isso e sua crucificação não são a essência de sua mensagem. O corpo volta à terra e o espírito ascende para experiências superiores. Creio que esses livros sobre Jesus serão reveladores e com uma narrativa inesquecível. E espero estar à altura de realizar esse grande empreendimento.

96 – Pergunta (17/10/2011): Roger, muito pouco se fala e quase nada se sabe sobre a meditação (contemplação) aqui na filosofia do Ocidente, ao contrário da do Oriente. O “não-agir” permanente, praticado por muitos orientais, sem dúvida não é uma atitude ideal para a Nova Era. Em contrapartida, o “falso-agir” praticado pela grande maioria dos ocidentais é muito mais reprovável.
Como você vê a prática da meditação no horizonte da nova era que se aproxima? A meditação poderia ajudar na atual transição que estamos passando? Ao passo que o estudo de obras crísticas ajudam a “saber”, a meditação não ajudaria as pessoas a “Ser aquilo que se sabe”? Não haveria um avanço espiritual muito maior nas pessoas se elas aliassem a caridade com a meditação do que naquelas que só praticam a primeira?

Roger: Sim. A tua colocação é muito interessante. E talvez aí esteja o foco principal para realmente o homem se desenvolver espiritualmente de forma integral. O mestre Ramatís, na segunda metade do século passado, através de seu médium Hercílio Maes, trabalhou em seus livros sobre a importância de unirmos os conceitos espirituais do Ocidente e do Oriente, dando o “pontapé inicial” para o trabalho que realizamos hoje através  da difusão do projeto Universalismo Crístico na Terra.

O cenário atual no mundo ocidental, em geral, realmente é o do “falso agir”, como colocaste sabiamente em tua pergunta. Seguimos as religiões, as mais diversas, mas não existe uma reflexão sobre seus ensinamentos e qual é o objetivo de nossa existência no mundo material. Tudo é muito superficial; haja vista o mecanicismo imposto pela vida humana. O homem ocidental tem medo de meditar. Vive escravo de sua rotina. Quando chega em casa do trabalho e não encontra ninguém em casa, rapidamente liga a televisão, temendo ter que realizar um “diálogo consigo mesmo”.

São raros aqueles que realizam o saudável ato de meditar sobre sua caminhada espiritual e depois ainda buscar colocar em prática o que aprendeu na teoria, exercitando “seu espírito” para adquirir praticamente as virtudes que devemos agregar às nossas almas para nos tornarmos pessoas melhores. “Conhece-te a ti mesmo”, já diziam os sábios filósofos gregos.

Meditar e não agir é o “não-agir”; não meditar, e agir sem consciência real do objetivo dessa ação é o “falso-agir”. Muitos espiritualistas praticam a caridade, mas sem real sintonia com ela. Em alguns casos, realizam a caridade apenas para obterem méritos espirituais com o objetivo de escaparem de ter de expiar os seus desvios de comportamento nas zonas de trevas do mundo espiritual, após seu desencarne, como foi bem descrito no livro/filme “Nosso Lar”.

A mudança interna necessita de prática diária; da mesma forma que necessitamos de exercícios rotineiros para que nosso organismo físico tenha saúde e bem estar. Como falei na semana passada, fiz uma cirurgia no joelho e agora estou realizando fisioterapia para que o movimento da perna seja plenamente recuperado. Da mesma forma ocorre com nossas almas. Se nos afastarmos do exercício saudável de “meditar” para obtermos a consciência crística para “praticar” sinceramente ações voltadas para o Bem e para a Verdade, nossa alma se atrofiará ou, pior, se acostumará ao “movimento inverso”, ou seja, se acostumará a viver na sintonia negativa, reclamando de tudo e de todos e seguindo pelo caminho mais fácil, que é o de atender somente os desejos de seu próprio ego, desligando-se de sua relação com o mundo e vivendo apenas para seus interesses. No plano espiritual, consciências que vivem nessa sintonia, tomam a forma de ovoides, perdendo sua forma perispiritual e vivendo em um mundo íntimo de ódio, rancor e inconformidade, perdendo a conexão com Deus e os bons espíritos por longos períodos.

Não meditar e filosofar sobre quem somos, de onde viemos, e qual nosso objetivo na vida, é alienar-se, ou seja, morrer em espírito. Dessa forma passamos a ser máquinas de carne alienadas que apenas aguardam o momento de desencarnar e voltar para a pátria espiritual em débito, necessitando resgatar todo o tempo perdido. Meditar e não colocar em prática é aprender, mas, infelizmente, não viver. Somente realizando as duas coisas, cresceremos espiritualmente e alcançaremos a tão sonhada felicidade eterna. O Universalismo Crístico em essência é exatamente isso. Aprender com a filosofia espiritual ensinada pelos grandes mestres de todas as religiões, e, sinceramente, colocá-las em prática, libertando-se da alienação espiritual vigente no mundo nos dias atuais.

Jesus nos disse: “Conhece a verdade e ela vos libertará”,  “não olhe o cisco no olho de teu irmão; veja a trave que encontra-se no seu” e diversos outros “antídotos antialienantes”… cabe a nós abrirmos nossos olhos e percebermos esses ensinamentos e colocá-los em prática.

95 – Pergunta (10/10/2011): Roger, desculpe a indiscrição, mas fiquei sabendo que na viagem ao Egito em julho você torceu o joelho em frente a esfinge de Gizé, e essa torção resultou em uma ruptura de menisco. O que mais me impressionou sobre esse relato é que você na personalidade de Radamés no livro Akhenaton e depois como Natanael nos livros sobre Moisés, também teve um problema semelhante no mesmo joelho direito. Tanto que mancava “na pele” de Natanael devido a esse problema que só foi solucionado quando Moisés o curou durante a fuga do Egito. Por Deus, o que seria isso? Um carma ainda não totalmente cumprido? Rememorações muito intensas causaram essa revivificação cármica? E, claro, eu gostaria de saber também como você está agora, após a cirurgia. Espero que esteja bem! Todas as noites peço por você em minhas orações, de todo coração, para que o “Espírito Criador” lhe dê muita saúde e luz para prosseguir nos iluminando com mais belas obras literárias e com essa mensagem abençoada do Universalismo Crístico, que nos fez perceber que somos livres para fazermos a nossa caminhada espiritual independente das religiões.

Roger: Querida, obrigado por se preocupar comigo. No dia 29 de agosto fiz uma cirurgia de ruptura do menisco medial, removendo-o. Foi uma cirurgia simples, mas mexer no joelho sempre resulta em inchaço e necessidade de fisioterapia para recuperar o movimento. Agora já estou quase plenamente recuperado. Inclusive voltei a nadar para fortalecer a musculatura da perna. Eu pensei que somente nadando já estaria bem fortalecido para as “maratonas do Egito”, mas o sol escaldante do verão e o cansaço de caminhar de um lado ao outro pelo extenso platô de Gizé cansaram as minhas pernas. Em um momento de desequilíbrio, em frente a esfinge (a foto antes da torção até está no meu facebook) ou eu caia de cima daquelas pedras imensas, da altura de uma pessoa, ou me apoiava no joelho torcido, o que terminou causando o rompimento do menisco. Ainda bem que tínhamos três médicos na expedição e um deles me emprestou anti-inflamatórios e assim pude prosseguir a viagem normalmente. Claro que mancando levemente, assim como Natanael há 3 mil anos… O que terminou se tornando motivo de brincadeiras por parte do divertido grupo da expedição de julho 2011.

O grupo de pessoas que já está fechando o pacote para a próxima viagem em maio de 2012 deve procurar realizar caminhadas e algum trabalho de reforço muscular nas pernas. Farei isso também. Ainda mais que a subida ao monte Sinai exigirá bastante das pernas daqueles que irão a pé. Mas não se preocupem, quem quiser pode subir o Sinai montado em um camelo. Uma experiência que deve ser fantástica também. Não vejo a hora… será algo tão interessante em termos de meditação e vivência quanto a caminhada de Santiago de Compostela, no nordeste da Espanha.

Tenho recebido perguntas sobre a viagem ao Egito em 2012, ano da entrada da Terra na “Era da Luz”, se a viagem tem algo de “experiência energética”. Viajar ao Egito sempre é uma experiência energética e transformadora. E creio que em 2012 isso será ainda mais intenso. É impossível ir ao Egito e não ter “insights” de vidas passadas, principalmente para quem já teve encarnações na terra dos faraós. Independente de já termos superado esse ou aquele carma, as lembranças retornam fortes, fazendo-nos reviver consciente e inconscientemente alegrias e traumas do passado, permitindo-nos retornar ao Brasil renovados e com uma nova consciência, libertando-nos de nossas limitações. Tenho observado isso nos que foram na viagem de julho. Hoje estão mais fortes, confiantes e com elevada autoestima. Uma semana de vivências no Egito pode ser mais eficaz do que anos de terapia.


94 – Pergunta (03/10/2011): Minha pergunta é relativa à informação que revelaste no livro “Moisés – Em busca da terra prometida”. Revelaste que o sacerdote Amenófis (Akhenaton na encarnação anterior) reencarnaria posteriormente como Allan Kardec, sendo esta a última encarnação dele. No entanto, em Obras Póstumas, o espírito da verdade traz a informação de que Kardec teria que reencarnar para completar a tarefa de divulgação do Espiritismo. Gostaria que diluísse essa minha dúvida. Desde já muito grato, esperando que continue com muita fé e amor em seus propósitos.

Roger: A afirmação do livro “Moisés – Em busca da terra prometida” é de que até o momento aquela era a última encarnação de Akhenaton. Em nenhum momento afirmamos que seria a última. Fizemos essa afirmação contundente porque na época do lançamento desse livro havia um grande número de espíritas afirmando que Chico Xavier seria a reencarnação de Allan Kardec, devido a grande emoção por seu recente desencarne. Então fomos enfáticos afirmando que a reencarnação de Akhenaton como Allan Kardec tinha sido a sua última até aquele momento, mas não que ele não encarnaria mais. Como já afirmamos na pergunta 14, do dia (15/03/2010), Chico Xavier não foi Kardec. E nessa pergunta fizemos uma referência ao excelente texto da pedagoga espírita Dora Incontri que fez um estudo bem interessante sobre esse tema. Veja no site: www.opiniaoespirita.org/cnek_di.htm

Certamente Akhenaton (Kardec) retornará para prosseguir com sua missão de esclarecimento espiritual da humanidade. Mas não carregando bandeiras de religiões. Essa era a visão da humanidade na época em que Kardec viveu. No século 19, ainda não havia como vislumbrar como seria o futuro espiritual de nossa humanidade. Apesar de que ele, sabiamente, trouxe-nos o Espiritismo como uma ciência e uma filosofia. Seus seguidores, principalmente no Brasil, que o transformaram fundamentalmente em uma religião. E isso não é uma crítica. Talvez se não fosse assim, o Espiritismo teria morrido no Brasil, assim como aconteceu na França, pois naquela época não estávamos preparados para uma visão além das religiões.

Kardec não voltará pelo Espiritismo, mas sim pela divulgação da Espiritualidade no mundo, de forma ampla e desprendida de agremiações. Até porque, quando ele retornar, a visão que o mundo terá de Espiritualidade já estará muito além das crenças religiosas que temos hoje. O Espiritismo, assim como as demais religiões, serão procuradas apenas por conservadores tradicionais, que seguem essa ou aquela religião, na maioria das vezes, apenas para seguir o legado de seus pais e avós, pouco se importando com a essência espiritual, que realmente transforma.

O leitor deve compreender que os espíritos nos trazem comunicações plenamente verídicas, mas as assimilamos de acordo com a capacidade de discernimento que temos na época. As nossas percepções do mundo são limitadas e vão se ampliando à medida que evoluímos. Assim caminha a humanidade! O Espírito da Verdade, que se manifesta nas obras de Kardec, é o próprio Jesus, portanto, quem somos nós para discordar da informação de que Akhenaton (Allan Kardec) encarnará novamente na Terra?


93 – Pergunta (26/09/2011): Roger, será que você pode me esclarecer sobre a triangulação ocorrida, em seu livro Atlântida no Reino das Trevas,conjuntamente, quando se fazia entre vocês cinco para a manipulação da energia vril? Quem sabe Hermes possa através de você, me esclarecer sobre “encaixes triangulares”, pois foi isso que certo dia eu “ouvi”, com a minha mente. Na época foi me mostrado um filme, em que usava-se os quatros elementos. Logo em seguida em sonho me vi pairando sobre a esfinge do Egito, vendo-a perfeitamente desde a cabeça por inteiro. Sinto que lá há um portal, e sei que posso acioná-lo. É por esse motivo que me identifiquei com seus escritos. Assim também me mostraram as três pirâmides, eu olhava para elas, como se tivesse vendo-as de frente, e em seguida vi uma estrela cadente vir em direção da primeira. Por esses motivos que peço à você uma orientação, porque onde resido não encontrei alguém que pudesse me orientar sobre esses assuntos.
Mais uma vez, agradeço pelo carinho e atenção. Se de alguma forma puder obter algum esclarecimento ficarei imensamente grata. Moro no interior do estado de São Paulo e certos assuntos sei que por enquanto não devo comentar por não encontrar confiança.

Roger: Tenho recebido vários e-mails a respeito dos rituais de magia utilizados na extinta Atlântida, principalmente sobre a magia de aprisionamento através do círculo, narrada no capítulo 11, “Reunião das trevas”, do livro “Atlântida – no reino das trevas” e essa citada pela leitora, onde Andrey, Sol e Lua estabeleciam um triangulo interno e Andrey, Ryu e Arnach faziam o mesmo de forma externa, montando um “duplo triângulo” de forças para manipular o Vril e assim obterem um poder máximo nos embates narrados no livro. Sem contar perguntas sobre a “suástica invertida” de Hitler, entre outras informações sobre a sinistra “sociedade Vril” durante o triste período da segunda guerra mundial.

No entanto, por ordem expressa de Hermes, não posso revelar nenhuma informação além das que já foram relatadas no livro. O objetivo de nosso trabalho é, e sempre foi, de cunho filosófico, convidando os leitores a uma reflexão íntima com o objetivo de mudarem suas atitudes e pensamentos, através de uma real conscientização de que rumo estão seguindo em suas vidas. Ler e interpretar o conjunto de virtudes espirituais necessários para a nossa evolução é muito simples. Contudo, verdadeiramente compreendê-las e aplicá-las é algo muito difícil. Por esse motivo procuramos relatar essas informações pelo campo racional e emocional em nossas narrativas, com o objetivo de ajudar o leitor a despertar sua própria consciência.

As informações do campo da magia são apenas curiosidades ou elementos que podem se tornar uma força poderosa e destrutiva em mãos despreparadas. A única magia que devemos dominar nesse período delicado que estamos vivendo rumo à Nova Era, é a magia do amor e do respeito aos nossos semelhantes. Esse é o objetivo de todo o nosso trabalho: despertar consciências para que possamos todos juntos caminhar em direção ao amor que o Cristo nos ensinou.

92 – Pergunta (19/09/2011): Como respondes as mais perguntadas, repito para a contabilização de vezes… Roger, já li todos os teus livros anteriores e agora estou lendo Atlântida – No reino das trevas. No começo deste livro há a informação sobre o momento em que a terra entrará no cinturão de fótons da estrela Alcyone. E que a mudança da frequência terrena em decorrência desse fato alterará a percepção de alguns espíritos mais elevados moralmente que estão encarnados, os chamados índigos. Nesse sentido você disse na resposta à pergunta 35, de 16/08/2010: “As crianças que sofrem dificuldades comportamentais para se adaptar a esse “velho mundo”, respirarão aliviadas.” Eu gostaria, se possível, que falasse mais sobre esse termo “respirarão aliviadas”. Será uma mudança orgânica no funcionamento cognitivo desses espíritos encarnados(frequentemente diagnosticados como portadores do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) ou simplesmente um alívio moral deles por reparar que o mundo está entrando definitivamente numa nova era(neste segundo caso, a data de 21/12/2012 seria só simbólica?)? Ou talvez uma conjugação de ambos(alteração orgânica+alívio moral)? Por acaso essas crianças, ou jovens adultos, deixarão de lado algumas mazelas decorrentes do chamado TDAH, e por isso “respirariam aliviadas”? Muito obrigado pela atenção.

Roger: Eu não respondo apenas as mais perguntadas, mas as mais importantes e que possam esclarecer assuntos de interesse geral. E a tua pergunta está no grupo das mais interessantes. No entanto, são muitos questionamentos e, as vezes, é difícil estabelecer as mais prioritárias. Sem contar que existem perguntas que precisam ser respondidas no momento em que a questão em foco está acontecendo, como fizemos na pergunta passada que dizia respeito a próxima viagem ao Egito ou, então, em perguntas sobre assuntos que foram notícia naquele período e perderiam o sentido se respondidas posteriormente.

Sobre a citação mencionada acima, que consta do capitulo introdutório do livro “Atlântida – no reino das Trevas” e, também, da pergunta 35, de 16/08/2010, refere-se à mudança de frequência espiritual de nosso planeta. Com a desativação total das quatro pirâmides hipnóticas e outras medidas a serem tomadas pela Alta Espiritualidade da Terra, nosso mundo passará a ter uma psicosfera mais higienizada, permitindo que espíritos já sintonizados com frequências espirituais mais elevadas “respirem aliviados”.

Essas crianças não passarão por mudanças orgânicas, pelo menos a curto prazo. As crianças realmente preparadas para o terceiro milênio ficarão como estão. O mundo ao seu redor que se transformará permitindo que elas, “respirando aliviadas”, possam desenvolver todo o seu incrível potencial que está embotado devido as limitações da frequência vibratória atual da Terra. Essas crianças estão prontas para promover um grande progresso espiritual e humano, através de outras visões, quebrando paradigmas, mas, como seus país, professores e a sociedade em geral ainda vibram na frequência do passado, terminam dificultando o desenvolvimento dessas crianças, limitando-as e diagnosticando-as como enfermiças e/ou problemáticas.

No entanto, o que mais me preocupa, é que os pais, no afã natural de acharem seus filhos especiais, confundam as características de crianças índigo com problemas realmente patológicos que necessitem de acompanhamento médico para reduzir seus efeitos e o agravamento da situação. Tenho visto vários país com crianças que apresentam problemas cognitivos dos mais variados e os pais insistem em afirmar que seus filhos são crianças índigos. Uma criança índigo, de modo geral, tem o coração bom e, mesmo sendo rebelde, entende a necessidade da disciplina e de suas responsabilidades, tanto na escola como na vida familiar. E, também, como hoje em dia temos vídeo games, internet, TV´s a cabo e toda uma gama de distrações modernas, fica fácil a criança ser vítima do famoso “´déficit de atenção”, que em muitos casos é apenas preguiça e irresponsabilidade da criança/adolescente para com seus deveres. Os pais precisam ficar atentos a todas essas questões.


91 – Pergunta (12/09/2011): Roger, eu gostaria de saber quando você irá realizar outra viagem para o Egito com leitores e qual o objetivo dessas viagens, além, obviamente, de conhecer esse país fascinante? Não sei se me fiz entender. Existe algum motivo que vá além do simples turismo, como, por exemplo, revelações espirituais, preparar os participantes da viagem para projetos futuros ou algo ligado com a orientação dos mentores, etc.?


Roger: Deixei para responder essa pergunta nesta semana porque é nela que começaremos a divulgar a nossa próxima viagem que contemplará o Egito e o Monte Sinai. Creio que o Egito, por toda a sua história espiritual, é um importante local onde podemos reunir aqueles que estão prontos para contribuir com a visão espiritual do terceiro milênio: o Universalismo Crístico. Os espíritos encarnados sintonizados com o U.C. e o antigo Egito certamente participaram da revolução de Amarna, ao lado de Akhenaton, e portanto a viagem à terra de Kemi é uma grande oportunidade para despertar, fazer eclodir para o nível consciente, toda a sua bagagem de vidas anteriores e melhor entender a sua missão nessa encarnação. Na nossa primeira viagem ao Egito, agora em julho passado, ocorreu isso com muitos participantes. A minha função nessas viagens não é percorrer o caminho pelos participantes, mas sim mostrar o rumo e incentivá-los a percorrê-lo.

Na próxima viagem que realizaremos em maio de 2012 o enfoque será um aprofundamento da troca de ideias sobre o que podemos fazer para contribuirmos na implantação e difusão do ideal do Universalismo Crístico pelo Brasil. Assunto este que já tratamos na primeira viagem, em diversas conversas nas agradáveis noites no cruzeiro pelo Nilo. Nessa próxima viagem, o cruzeiro será de 7 noites para podermos aproveitarmos ao máximo a excelente infraestrutura do barco que permitiu uma interação maior entre todos os participantes. Além do mais teremos mais tempo para conversarmos, devido a excluirmos os passeios muito longos e que consumiam tempo e energia sem grande retornos, como foi o caso de Alexandria e Amarna. Infelizmente a cidade celestial de Akhenaton não existe mais… sendo desnecessário retornarmos lá.

O objetivo dessa vez é levarmos um grupo de 40 pessoas. E fazer com que esse grupo se integre e possa trazer a sua contribuição, tanto no campo espiritual como nas realizações no mundo físico, com o objetivo de trabalharmos juntos pela construção de um mundo melhor e mais espiritualizado. Certamente a Espiritualidade responsável por esse projeto, principalmente Hermes, inspirará àqueles que deverão estar presentes, a se mobilizarem para realizar esse sonho tão acalentado por todos: conhecer a terra dos faraós e subir a montanha sagrada em que Moisés recebeu do Cristo Planetário os 10 mandamentos.

Aqueles que participaram da viagem de julho podem falar melhor do que eu sobre como é gratificante poder realizar tal experiência na companhia de pessoas com a mesma sintonia em um mundo onde o enfoque espiritual ainda é tão reduzido. É uma dádiva encontrar almas que pensam de forma semelhante e que em apenas um dia convivendo juntos parece que já se conhecem por séculos… e isso realmente é verdade… Vejam mais informações sobre a viagem de maio 2012 nesse site, através do link: http://ww2.universalismocristico.com.br/index.php?mix

90 – Pergunta (05/09/2011):Gostaria de lhe fazer uma pergunta  e acho que seria até interessante que ela fosse colocada, se conveniente, no site do Universalismo Crístico: Tenho lido muito sobre a guerra entre os índios peles vermelhas e os brancos ( americanos) na conquista do Oeste do século XIX. Os relatos se parecem em muito com a guerra dos brancos e vermelhos da Atlântida, com a única diferença de que os vermelhos eram do Leste ( e não do Oeste) e da presença do Vril ( no caso da Atlântida). Contudo a postura ecológica e a bravura dos vermelhos contra a atitude antiecológica e o desenvolvimento tecnológico dos brancos reedita a Atlântida, no Reino das Trevas na América do século XIX. Há mais do que coincidência nessa “reedição”? Atlantes daquela época teriam reencarnado na América, repetindo o processo? Gostaria que, se possível, você me esclarecesse.

Roger: Como diz o ditado bíblico: “Não há nada de novo sob o sol.” A Terra é cenário de evolução do mesmo grupo de espíritos durante todo o último ciclo evolutivo, que se iniciou nos últimos cem anos antes do afundamento da Atlântida. Portanto, é natural que as histórias se repitam em outras terras e em outras épocas; mas com as mesmas almas, apenas vestindo novas roupagens físicas. Um grande número de atlantes permeou todos os fatos históricos de nossa humanidade atual, em alguns casos, reeditando de forma muito semelhante os mesmos erros do passado, como nesse caso bem relatado pelo leitor.

Já respondemos em outra pergunta sobre a ligação do atual povo japonês com os atlantes também, no que diz respeito aos “carmas radioativos” que a terra do sol nascente tanto sofre. E o povo norte americano também descende diretamente desses conflitos, originados pelos guerreiros atlantes capelinos. Muitas almas daquele período evoluíram no transcorrer dos milênios, entretanto, outras ainda continuam vivendo escravizadas ao mundo das ilusões do ego humano.

A nação norte americana até os dias atuais demonstra muito o perfil dos atlantes capelinos. Um povo  extremamente científico e  materialista. Em geral não conseguem viver em paz se não forem os senhores do mundo, assim como ocorreu na extinta Atlântida, onde a raça branca não suportou a ideia de viver em igualdade de condições com seus irmãos da raça vermelha. E isso se repetiu, como bem disse o leitor, na conquista do Oeste pelo homem branco americano, no século XIX.

Somente quando o homem compreender que é um espírito imortal, vivendo experiências de aprendizado na matéria, é que perceberá o quanto vive repetindo os mesmos erros, vida após vida, e atrasando o seu encontro definitivo com a verdadeira felicidade; aquela que se encontra no “reino dos Céus”, e não nos “tesouros que a traça rói e a ferrugem consome”,  como nos ensinou o mestres dos mestres!

89 – Pergunta (29/08/2011): Roger, nos livros sobre a Atlântida você afirma que foi o personagem Andrey e, também, os personagens Radamés, no livro Akhenaton,  e Natanael, nos livros sobre Moisés. Como pode ser isso? Já que no livro Akhenaton é afirmado na capa que o livro foi “orientado por Hermes e Radamés” e nos livros sobre Moisés foi “orientado por Hermes e Natanael”. Você mesmo canalizou a sua própria consciência? O espírito é indivisível. Como você pode ser médium de si próprio?

Roger: Quando lançamos o livro “A história de um anjo”, sofremos algumas críticas dos espíritas ortodoxos devido ao diálogo realizado com Jesus, entre outras coisas. No ano seguinte lançamos o livro “Sob o Signo de Aquário”, que tinha diálogos com Saint Germain, Ramatís e outros mestres, além de abordar informações que iam do Espiritismo tradicional, passavam pela Apometria e iam até a Teosofia. Esse estilo diferenciado foi alvo de críticas também. Como afirmamos na pergunta anterior, estávamos iniciando uma nova proposta de canalização mediúnica, diferente do que todos estavam acostumados. Então, no final de 2001, Hermes sugere que a narrativa dos livros sobre Akhenaton e Moisés fossem narrados diretamente por mim, que havia vivido junto a ele naquele período. Hermes achou que seria mais interessante um simples homem do povo narrar as histórias, ao invés dele, que era (e é) um grande mestre. Essa proximidade “leitor-narrador” geraria uma empatia positiva na transformação íntima de cada um. Hemes constatou que seria mais motivador para o leitor identificar-se com uma pessoa de seu mesmo nível evolutivo, lutando por seu crescimento espiritual, do que ele, que já é um grande mestre. Geralmente as pessoas admiram seres celestiais, mas, por não fazerem parte real de suas vidas, não se mobilizam para transformar-se em direção à Luz, achando-se incapazes e indignos de atingirem tal condição espiritual.

Então, para evitar novas críticas, simplesmente omiti que o narrador (Radamés) era eu mesmo, e que havia obtido aquelas informações através de regressão de memória orientada por Hermes. A editora do Conhecimento optou por colocar que as obras eram “mediúnicas orientadas por Hermes/Radamés e Hermes/Natanael”. No entanto, já sugeri que a editora retire essas indicações. Esses são os nossos únicos livros que fazem referência a serem obras mediúnicas. Isso será importante até mesmo para atingirmos um público maior. Os nossos livros seguem um modelo de elaboração diferente dos espíritas, são “Universalistas Crísticos”, causando uma impressão equivocada de nosso trabalho por parte dos leitores de outras crenças quando percebem a indicação de que são “mediúnicos”. Infelizmente quem não é espírita tem preconceito com livros espíritas. Talvez até por não gostarem da linguagem, algumas vezes, excessivamente doutrinária. Os nossos livros são de “espiritualidade” e não de “religião”.

Sendo assim, eu não canalizei a mim mesmo. Foi apenas uma regressão de memória. O curioso é que muitas pessoas, bem sintonizadas, perceberam imediatamente que Radamés era eu mesmo e me relatavam isso, pessoalmente ou por e-mail. Já outras chegavam a dizer que estavam recebendo em seus trabalhos mediúnicos o espírito Radamés. Alguns até diziam que ele era o diretor dos trabalhos espirituais de sua Casa. Claro que era um engano, pois eu estou aqui mesmo, encarnado, e não participei em nenhum momento dessas atividades relatadas. Vejam como a mediunidade é algo delicado e deve ser sempre analisada com critério e cuidado. Mais importante que a famosa preocupação de quem é o espírito comunicante, devemos observar a qualidade moral dos ensinamentos e os valores crísticos da entidade; ou, até mesmo, analisar se não é apenas uma manifestação anímica do médium.

88 – Pergunta (22/08/2011): Roger, gostaria de agradecer pelo seu trabalho e dizer-lhe que muito tenho aprendido com ele. Comprei o livro “A História de um Anjo – 1ª edição” no ano 2000 e desde então procuro seguir seus passos através de seus livros e recentemente no site. Gostaria que você me esclarecesse sobre um assunto que já te rendeu aborrecimentos.  Nas leituras que faço procuro perceber o entendimento espiritual dos livros, as mensagens implícitas e não simplesmente o que está escrito. Isso eu aprendi lendo seus livros e os de Ramatís. Algumas coisas que leio eu descarto de imediato, outras eu deixo em “stand by” para futuro entendimento. Reconheço minha ignorância espiritual.
A pergunta diz respeito ao seu encontro com Jesus, narrado no cap. XIV do livro “A História de um Anjo.” Desde que li o livro pela primeira vez, (já li várias) esse assunto ficou remoendo em minha mente. Já li o comentário do livro no site e conforme Hermes explicou – “para Jesus nada é impossível”. Você também já explicou que participou daquela reunião no plano espiritual quando ainda estava desencarnado.  Na narração do livro, o Roger do presente foi  levado por Hermes a ver e relembrar a reunião para a confecção do livro no plano material. Como um fato que ocorreu no passado pode se misturar a realidade presente? Como Jesus no passado se dirigiu ao Roger do presente, se o Roger do presente não estava lá naquele momento?
Roger, não veja esse meu questionamento como uma dúvida ao seu trabalho, muito pelo contrário, eu admiro seu trabalho inovador e estou tentando entender tudo isso e ver se existe alguma explicação. Talvez na nossa atual imaturidade espiritual, ainda não seja possível entendermos determinadas situações. A melhor explicação que tenho no momento seria de Willian Shakespeare – “existe muito mais entre a terra e o céu do que pode imaginar a nossa vã filosofia”. Qualquer outro comentário que puder me enviar ficarei imensamente grato.

Roger: Quando iniciamos os trabalhos para a elaboração do livro “A história de um anjo” eu tinha apenas 20 anos. Muitas coisas que ocorriam fugiam a minha compreensão que ainda encontrava-se limitada para entender plenamente o inovador projeto que Hermes desejava realizar através de minha mediunidade. Todos, naquela época, estávamos acostumados com trabalhos mediúnicos onde o médium é apenas uma “caneta viva” do espírito comunicante. Portanto, as projeções mentais que me eram apresentadas durante a elaboração de nosso livro, me pareciam como reflexos de uma projeção astral que estava ocorrendo naquele exato momento. Somente anos depois compreendi que eu havia vivenciado uma regressão de memória para um período anterior a minha reencarnação no ano de 1969. As narrativas astrais, a presença de Jesus e todos os demais fatos relativos a primeira parte do livro (antes da reencarnação de Gabriel) eram rememorações de fatos vividos por mim, em espírito, antes de reencarnar em meados da década de 1950. Por isso fica um pouco difícil de compreender. Eu estava relatando fatos do passado, mas me utilizando do presente para descrevê-los porque no momento da elaboração do livro isso também não estava bem claro para mim.

E como já afirmamos no link que segue abaixo, a primeira parte do livro, antes da reencarnação de Gabriel, ocorreu na década de 50 do século passado, época em que eu ainda estava no plano espiritual e vivenciei em espírito todos os fatos narrados e, agora, reencarnado, relatei através de processo de regressão de memória, como se eu fosse um repórter. Já a segunda parte foi um relato sobre a possível atuação de Gabriel nos anos futuros de acordo com o plano traçado para a sua encarnação. Estes fatos foram estudados no plano astral, sob a orientação de Hermes e após relatados no livro. Vi o livro no Império do Amor Universal, porque antes de reencarnar já havíamos presenciado aqueles fatos e analisado a futura missão de Gabriel e dos “transformadores para a Nova Era”. Logo o projeto já estava pronto, só faltava materializarmos no mundo físico. Mais informações aqui!

87 – Pergunta (15/08/2011): Li recentemente numa tacada só a duologia sobre a Atlântida e gostei bastante. Sei que o fundamento do livro é moral, no entanto, tenho um lado racional que tem muita curiosidade em conhecer a história da humanidade. Só o fato da grande pirâmide atlante ter sido construída há pelo menos 30000 anos antes de sua encarnação na Atlântida é fascinante, o que nos faz pensar que a era de ouro atlante já existia há pelo menos 42000 anos atrás! Você disse na última questão que intimamente não acredita na existência da Lemúria. Tenho dúvidas a respeito, porém, não consigo acreditar na tradição da teosofia que diz que os lemurianos eram meio reptilianos, com um olho só.
Contudo, farei uma pergunta sobre outro assunto. Quando você era um mago negro no astral, construiu, através de sua hábil manipulação mental do Vril, um palácio. No entanto, num único segundo de culpa, todo o seu palácio ruiu e você e as gêmeas se viram atirados ao charco. Disso se conclui que tudo é mental. Porém, uma mente, mesmo que poderosa, precisa de energia, e você diz que os magos negros vampirizam a energia dos espíritos sofredores dos charcos para manterem seus impérios (como as máquinas faziam com os humanos no filme “Matrix”). O que gostaria de saber é se os magos negros vampirizam também “à distância” os encarnados. Antes de tudo obrigado!


Roger:
Os magos negros vampirizam à distância, mas utilizando-se de um sistema de cadeia energética. Eles não vão até a vítima para sugar-lhe as energias como fazem os obsessores comuns. Eles fazem isso enviando seus comandados que sugam das vítimas sintonizadas com ações anticrísticas  o elemento astral que alimenta os seus impérios.  Uma comparação clara desse processo, seria o próprio tráfico de drogas. O chefe de um grande cartel de cocaína não vende a droga diretamente. Quem leva o produto maléfico ao usuário final são traficantes menores, bem abaixo nessa sinistra escala hierárquica,  mas, o chefão, é quem recebe a maior quota desse retorno financeiro. O processo obsessivo regido por magos negros e dragões é muito semelhante, só que a moeda ambicionada não é o dinheiro, e, sim, a energia astral da vitima viciada e em sintonia com o mal. Não é por acaso que a nossa humanidade tem raros momentos de felicidade e vive em constante depressão…

Somente em alguns raros casos eles atuam diretamente vampirizando encarnados, mas isso ocorre em casos bem específicos e que são de especial interesse deles. Como eu afirmei na pergunta número 84, do dia 25/07/2011: os magos negros são arredios e evitam contato com aqueles que consideram inferiores a eles. Jamais “bebem da fonte” por acharem a nossa humanidade desprezível. Apenas absorvem a energia gerada a partir da egrégora formada por seus milhares de comandados.

Vale sempre lembrar que esse tema é instigante e prende a atenção dos leitores. No entanto, devemos focar nossa atenção nos exemplos de Luz e na mensagem renovadora trazida pelos grandes mestres espirituais de nossa humanidade. O Evangelho de Jesus e sua mensagem libertadora tem mais força que a ação de mil magos negros. E, quem está em sintonia com essa mensagem, jamais será atingido pela ação das sombras. Evitem fascinar-se demasiadamente pelas curiosidades das sombras. Alimentem suas mentes com histórias de Luz! Quanto mais povoarmos nossas mentes com pensamentos voltados para o amor e a luz, mais felizes seremos, afastando definitivamente a tristeza e a depressão de nossa vidas.

86 – Pergunta (08/08/2011): Primeiro, eu gostaria de te parabenizar pelos teus livros. Desde que eu li o Akhenaton, é fácil perceber a qualidade e foi fácil sentir que era uma obra que valia a pena ler. Agora estou terminando de ler “Atlântida – No Reino da Luz”, outro livro genial, esclarecedor e que tirou muitas dúvidas minhas sobre o que eu pensava, sentia… e até bateu uma saudade e mexeu muito com o meu emocional ler esse livro.
Minha pergunta envolve outra coisa: você defende abertamente o Universalismo Crístico, em que devemos pegar o que cada religião tem de bom, com o que eu concordo absolutamente, tanto que sempre me interessei por diversas religiões, inclusive hinduísmo, umbanda, xintoísmo, entre outros. Você nos trouxe livros como o Akhenaton e o de Moisés (eu não li ainda estes, mas estou louco para lê-los), esclarecendo uma série de histórias distorcidas com informações mais precisas da espiritualidade, como as 10 pragas do Egito (que vc cita também no primeiro volume de Atlântida). A minha dúvida é: você pretende escrever livros esclarecendo mais sobre a formação e base das várias outras religiões, como o hinduísmo, o islamismo (já citou que Maomé foi outra reencarnação de Atlas), o xintoísmo (adoro Japão e por isso me interesso por isso, que tem uma magia muito interessante), até mesmo uma história sobre o que realmente aconteceu durante toda a vida de Jesus (incluindo infância e adolescência), assim como as informações acerca das outras religiões? Pergunto isso porque Hermes Trimegisto citou que a próxima obra depois da Atlântida envolveria ainda o Universalismo Crístico de forma mais complexa e profunda, com o que eu fiquei extremamente curioso. De qualquer forma, por mais que obras incluindo isso não estejam nos planos, o que você acha da ideia? Não daria um bom fundamento para o Universalismo Crístico?

Roger: Se bem me recordo, já falei sobre algo semelhante aqui na coluna Roger Responde. Sim. Se Deus permitir, escreveremos todos esses trabalhos e muito mais. O enfoque de nossa obra gira em torno do que tu levantaste nessa pergunta, ou seja, difundir o ideal do Universalismo Crístico, e isso envolve, também, utilizar importantes relatos históricos vividos pelo narrador em encarnações passadas para que a humanidade compreenda o processo de evolução espiritual de nosso mundo no decorrer dos séculos.

Entretanto, essa agenda de trabalho está nas mãos de Hermes. Sempre fico sabendo qual será o próximo livro a ser escrito enquanto elaboro o anterior. Mas não tenho todas as informações antecipadas, até mesmo para não comprometer a concentração necessária ao livro que estamos trabalhando naquele determinado momento. O livro sobre Jesus, já afirmamos que será uma trilogia, abordando diversos aspectos da vida do grande mestre. O livro sobre Maomé e o Islamismo creio que será, também, uma questão de tempo, devido a presença de “Atlas – Menés – Moisés – Maomé” em nossas obras anteriores.

Admiro muito o Japão (manancial de ex-atlantes) e o xintoísmo. Na minha opinião, um dos melhores livros já escrito é “Shogun”, de James Clavell e um dos melhores filmes da história do cinema é “O último Samurai”, estrelado por Tom Cruise. Os valores de honradez e dignidade do antigo Japão demonstram sua grande espiritualidade. Portanto, vamos ver se Hermes ouve o teu pedido. Ele escuta a todos, inclusive aqueles que generosamente elevam seus pensamentos a ele em oração. Os leitores não precisam me enviar e-mails pedindo para eu mandar um abraço a ele, pois Hermes está em sintonia com os pensamentos de todos aqueles que se cativam com seus sábios ensinamentos, reproduzidos aqui no plano material por esse seu fiel discípulo. Ele ouve a todos nós, assim como Jesus e os demais grandes mestres o fazem. São almas onipresentes em nosso mundo.

No entanto, no momento, mais importante do que escrever um livro atrás do outro, é fazer com que um número infinitamente maior de leitores tenham acesso à nossa literatura. Quanto mais divulgarmos, mais pessoas pelo Brasil e pelo mundo terão acesso a essas importantes informações que transformam vidas. Algumas vezes fico pensativo quando uma pessoa me diz que leu o livro “A história de um anjo” e que esse mágico livro mudou sua vida. Essa obra foi lançada há mais de dez anos e só agora está chegando nas mãos de algumas pessoas, que já deveriam tê-lo lido há muito tempo… Isso é uma lástima! Estamos com algumas propostas para transformar esse (e outros livros) em filme. Talvez uma versão cinematográfica desperte um número significativo de leitores para a proposta do Universalismo Crístico, que é um livro que, também, está infinitamente aquém do número de leitores que deveriam o estar lendo. Os livros mais lidos não são os melhores, mas sim os que são mais divulgados… Portanto, infelizmente, tenho que diminuir o ritmo da elaboração de novos livros para fazer esse trabalho de divulgação, o qual, ainda, recebemos pouco apoio para realizar.

E essa luta é difícil, em meio a tantos títulos literários e, também, devido a concorrência feroz da internet, por meio das mídias sociais, chats, etc… que tem consumido o tempo que antigamente as pessoas dedicavam à leitura. Por causa do fenômeno da internet estamos tendo que elaborar livros menores, por incrível que isso possa parecer. É necessário compactar os textos e narrativas porque as pessoas cada vez têm dedicado menos tempo ao saudável habito da leitura. Com a saga da Atlântida tivemos que fazer isso, enfocando somente no drama central da história, para assim atingir mais leitores, principalmente aqueles que se dizem sem “tempo para ler livros”.

85 – Pergunta (01/08/2011): Roger, existem muitas pessoas e entidades relacionadas ao bem estar dos animais, mas muitos recriminam isso, com a desculpa de que deveríamos nos preocupar com crianças sem comida na África, etc. Inclusive no livro Transição Planetária, do Divaldo Franco, há uma passagem condenando o ato dessas pessoas que doam seu tempo e dinheiro para amparar nossos irmãozinhos menores. Gostaria de saber o que você e os nossos irmãos do mais alto acham disso?

Roger: Eu acredito que existem muitas formas e caminhos para se trabalhar em nome de Deus. E que existem trabalhadores que são chamados a atuar em cada uma delas. Cada pessoa deve seguir a sua intuição e trabalhar por aquilo a que seu coração é chamado. Eu recebo criticas, também, por não estar revertendo os direitos autorais de nossos livros para a caridade, assim como fizeram médiuns notáveis como Chico Xavier. No entanto, creio que o meu chamado para trabalhar em nome de Deus está diretamente ligado à conscientização espiritual da humanidade. Eu preciso focar em atingir o maior número de pessoas possíveis, através de ampla divulgação de uma mensagem que ainda assusta as religiões tradicionais. E posso fazer isso tranquilamente porque sei que outros valorosos trabalhadores do Alto estão amparando os necessitados, auxiliando hospitais, vestindo e alimentando os que estão desamparados, assim como outros, como tu, estão trabalhando em prol de nossos irmãos menores, ou seja, os animais. Cada um deve seguir trabalhando ativamente na seara de Luz ao qual é chamado em nome de Deus e do Cristo Planetário da Terra. O que seriam dos animais se não tivessem ninguém para os defender da brutalidade humana?

Não se preocupe com as críticas. Elas sempre existirão. É da natureza ainda imperfeita de nossa humanidade “olhar mais para o cisco no olho de seu irmão, do que para o galho encravado em seu olho”. Apenas o que deves procurar avaliar é, se o mesmo sentimento que tens para com os animais, o  tens para com toda a criação de Deus. Algumas pessoas amam os animais e detestam os homens. Isso é sintoma de desequilíbrio espiritual; de um trauma mal resolvido que cobrará o seu preço carmicamente em determinado momento. Uma pessoa que ama verdadeiramente os animais, também sabe (e deve) amar e compreender os seus semelhantes. Francisco de Assis, em sua existência, demonstrava esse exemplo como ninguém.

Respeito e valorizo o ideal em defesa dos animais. A humanidade tem evoluído no que diz respeito a tratar os animais com respeito e dignidade, porém ainda há muito a ser feito nesse sentido. Não poderemos descansar enquanto animais tiverem suas peles arrancadas, em vida, apenas para atender aos fúteis ditames da moda. Ou, então, serem escravos como veículos de tração de seres embrutecidos que os tratam com violência; mais parecendo que o “animal” está sentado na carroça dando chicotadas em um doce ser indefeso. E, mais para o futuro, fazer ver ao homem, que podemos nos nutrir através de outras formas de alimento, que não seja a carne de indefesos seres vivos, assim como nós. Mas a evolução não se dá “aos saltos” e, sim, passo a passo. Nosso papel é fazer com que a humanidade caminhe hoje e sempre em direção à Luz de Deus. Um ser que rompe com a “alienação”, compreendendo seu papel no mundo, está em movimento. Cedo ou tarde, ele vislumbrará a Luz.

84 – Perguntas (25/07/2011): Roger, tenho lido vários livros que abordam as faces das trevas e tenho encontrado informações diferentes das suas obras que trazem relatos sobre magos negros e dragões. No seu livro sobre a Atlântida você afirma que os magos negros estão acima dos dragões, mas não é  o que afirmam outras literaturas. O que você pode nos dizer a respeito.

Roger: Tenho recebido alguns e-mails levantando essa mesma questão. E já tinha respondido esse questionamento na coluna “Roger Responde 2010”, pergunta número 06, do dia 18/01/2010. Sobre se li esses livros, na verdade, hoje em dia, o meu tempo para leituras é muito restrito. Geralmente só leio as obras que são indicadas pelos mestres espirituais e aquelas que podem vir a ajudar na ampliação da minha visão na elaboração de trabalhos futuros. Sobre esse tema, li apenas o livro “Os Dragões”, do espírito Maria Modesto, psicografado por Wanderley Oliveira. Achei um livro muito bom.

Sobre o tema magos negros e dragões posso falar com tranquilidade, até mesmo por já ter vivido diretamente nesse meio. O que deve estar causando confusão em outros livros é a denominação dada aos magos negros. Essa ordem espiritual, se podemos chamar assim, é oriunda da extinta Atlântida. Os verdadeiros e originais magos negros são apenas o grupo de sacerdotes do Vril que viviam na Grande Ilha e corromperam seu domínio sobre o quinto elemento com o objetivo de utilizá-lo para o mal. Esses seriam os magos negros atlantes. No próprio livro, no penúltimo capítulo, afirmamos: “Com o passar do tempo, todos aqueles que foram treinados pelos genuínos magos negros atlantes receberam essa mesma denominação. Mas, em sua maioria, eram apenas antigos atlantes que nunca possuíram poder algum com o Vril, no entanto, se destacaram na complexa hierarquia do lado negro no transcorrer dos milênios”.

E com o passar dos milênios, espíritos que nem viveram na Atlântida, começaram a receber essa mesma denominação de magos negros, por mediuns que pouco compreendiam a origem antiga desse termo e, também, por espíritos maléficos que desejavam demonstrar poder e, portanto, se apresentavam com esse terrível título. Contudo, eram apenas espíritos primários, facilmente dominados pelos dragões, fato que causou a falsa impressão de os dragões serem superiores aos verdadeiros magos negros atlantes. Um fato realmente impossível de acontecer dado o histórico desses últimos doze mil anos.

Os genuínos magos negros atlantes sempre viveram em regiões pouco acessíveis a consciências primarias. Raramente são percebidos. Eles são arredios e evitam contato com aqueles que consideram inferiores a eles. Raramente veremos um genuíno mago negro manifestando-se mediunicamente. O caso de Arnach com meu grupo mediúnico foi raro. Ocorreu devido a nossa ligação do passado.

E, como afirma o livro “Atlântida – no reino das trevas”,: “Os dragões são espíritos primitivos, que concentram os seus processamentos mentais na região do cérebro conhecida como reptiliana. Eis o motivo de serem designados por esse nome! A sua forma perispiritual torna-se animalizada, geralmente em forma de réptil, pois reflete diretamente a região cerebral de suas manifestações mais comuns. Eles não reagem diretamente por meio da emoção ou da razão, e sim por instinto. Parecem zumbis selvagens seguindo o comando de seus líderes. E o ódio em seus corações é algo realmente assustador. Milênios voltados para o mal provocaram essa metamorfose em seus corpos espirituais, sendo um processo lento e difícil resgatá-los para o caminho da luz.

Já os magos negros são seres profundamente racionais e elegantes. Prezam o diálogo e a negociação. Eles processam a sua interação com o mundo externo através das refinadas estruturas do córtex cerebral: a área mais racional e nobre do cérebro. Adoram hipnotizar as suas vítimas em meio ao diálogo. São verdadeiros vampiros! Raramente se alteram em uma discussão, pois sabem que, por esse meio, não obterão uma vitória consistente. Costumam realizar planos de longo prazo, enquanto os dragões geralmente são imediatistas”.

83 – Perguntas (18/07/2011): Oi Roger, moro em Teresina (PI), e sou uma grande admiradora de suas obras. Conheci seu trabalho através de um grupo mediúnico do qual faço parte. Aliás, é sobre isso que quero falar. Nosso grupo reúne três vezes na semana para estudar os assuntos espirituais, temos uma formação espírita, mas somos completamente abertos aos novos conhecimentos. Porém, recebemos muitas críticas de pessoas ligadas ao movimento espírita piauiense, por nos reunirmos na casa de uma amiga, que já tem uma grande caminhada! Além de estudar as obras, reservamos um tempo a desenvolvimento mediúnico. Exatamente por isto estamos sendo alvo de comentários. Em contato com a orientadora de nosso grupo, ela me pediu que te enviasse este email pedindo sua opinião sobre nossa atividade. Devemos seguir a máxima de Jesus que afirmou “onde um ou mais se reunirem em meu nome eu estarei presente”, ou existe de fato algum problema em desenvolvermos nosso trabalho em um local que não se constitua como um centro espírita ou terreiro de umbanda, ou algo parecido???
Atualmente estou lendo “Universalismo Crístico – O Futuro das Religiões” e estou impressionada com as pontuações sobre a nossa liberdade de pensamentos e sentimentos, que devem estar livres de dogmas adotados pelas religiões. Gostaria ainda de saber se há alguma previsão de você vir à região Nordeste para palestrar em algum evento.

Roger: Não há problema algum em realizar estudos espirituais fora de centros espíritas ou de qualquer outro centro religioso. Contudo, quanto a realizar trabalho de desenvolvimento mediúnico, é necessário algumas precauções, principalmente se o foco for receber espíritos menos esclarecidos para conduzi-los ao caminho da luz. Nesses casos, é necessário que o diretor dos trabalhos seja alguém experiente e disciplinado. Receber mentores espirituais também exige certa precaução, pois caso o grupo esteja desarmonizado, pode-se abrir as portas para espíritos fascinadores se passarem por mestres e ludibriarem o grupo com informações falsas e que levem o grupo à desunião.

Em regra geral, a precaução do movimento espírita piauiense é válida. Dentro de um centro espírita existe toda uma equipe espiritual que dá suporte aos trabalhos da Casa. Na residência de uma pessoa, não existe todo esse preparo, cabendo ao dirigente do grupo e toda a equipe, estarem sempre em plena sintonia com seus mentores para terem todo apoio e suporte. Já vi trabalhos mediúnicos sendo realizados em residências sem problema algum. Mas, o que quero dizer, é que para realizar isso o dirigente e a equipe precisam ter absoluta seriedade e responsabilidade. Qualquer desequilíbrio ou desarmonia pode resultar em problemas que venham inclusive a desarmonizar energeticamente esse próprio lar e seus moradores. Sempre é mais seguro realizar dentro de um local sagrado, ou seja, em uma casa pré-definida para servir somente para fins espirituais. Se vocês creem que o grupo possui elevado equilíbrio e que estão em plena sintonia com a equipe espiritual, não há problema. Caso contrário, melhor realizar em um centro espírita com todo o apoio que a Casa já oferece para trabalhos que envolvam diretamente a ação da Espiritualidade.

Infelizmente algumas casas espíritas ainda estão presas ao passado, dificultando estudos mais avançados e visões universalistas, o que impele seus frequentadores a realizar seus estudos em outros locais. Sendo assim, os estudos mais avançados podem ser realizados em suas residências, mas seria prudente deixar o desenvolvimento mediúnico para o centro espírita, local do qual não podem se desligar se desejam auxiliar a Espiritualidade Superior a promover o progresso espiritual nesses locais. Se todos que tiverem a visão mais aberta se afastarem dos centros espíritas, o que será da Doutrina Espírita no futuro? Tornar-se-á uma religião arcaica e escravizada ao passado, em meio a um mundo em constante movimento.

Sobre palestras no Nordeste, no ano passado estive em Maceió, Natal e Recife. Esse ano realizarei poucas palestras, devido a dedicar-me a outros projetos, entre eles, a elaboração do livro “Universalismo Crístico Avançado”, que exigirá esforços e dedicação especiais.

80/81/82 – Perguntas (27/06/2011 , 04/07/2011 e 11/07/2011): Em primeiro lugar, gostaria de agradecer-lhe pela oportunidade de recuperar a minha religiosidade há muito deixada em segundo plano. Li o livro “Akhenaton” e gostei bastante da história e me abriu a porta para conhecer um pouco melhor o “Universalismo Crístico”. Conversando com meu cunhado – que foi quem me indicou o livro e o Universalismo Crístico, me surgiram muitas dúvidas. Abaixo seguem elas compiladas em resumo:
1 – Não que eu discorde da lei “ame ao próximo como a si mesmo”, mas por que ela necessariamente deve ser aceita como uma verdade absoluta? O “UC” não diz que devemos refletir e meditar para encontrarmos as respostas?
2 – Em sua palestra, tu comentaste que os planetas são como anos escolares, então se não conseguimos evoluir em determinado planeta, somos reprovados (exilados) e tentamos de novo. Continuando nesta analogia, sabemos que a escola é para aprendermos e termos mais chances de termos um futuro melhor. A pergunta é: qual é o objetivo de reencarnarmos, encontrarmos o caminho da luz etc.? Os espíritos “arcanjos” já foram imperfeitos como nós e assim haverão para todo o sempre? Se sim, qual é o grande objetivo disso?
3 – Em “Akhenaton” tu cita que há um grande espírito de luz em processo de redução vibracional. Como é isso?
Peço-lhe perdão pela ignorância de minhas perguntas, mas a grande pedra que fica em meu caminho sempre que penso em minha espiritualidade é neste objetivo maior. Simplesmente não me faz sentido. E sempre deixei de lado este aspecto de minha vida, pois todas as respostas que obtive até hoje foram vagas, ou simples “É assim porque Deus quis.”.


Roger:
Caros leitores, hoje postaremos uma resposta tripla com três perguntas, abrangendo as próximas 3 semanas, devido a nossa viagem para o Egito com o grupo de leitores que se permitiu essa inesquecível experiência. Os sonhos só fazem sentido quando nos mobilizamos para realizá-los. Parabéns a todos que batalharam para realizar esse sonho há tanto tempo acalentado. Hoje embarcamos para a terra dos faraós e em breve acordaremos de frente para as pirâmides de Gizé. Onze dias inesquecíveis nos aguardam.

Sobre a primeira pergunta do leitor, basta entendermos que o amor e Deus são sinônimos. E isso é uma verdade amplamente defendida por todas as religiões, em todas as épocas. A unanimidade das religiões a respeito do amor já nos leva a crer que essa é uma verdade absoluta. Sem amor, a harmonia não existe; guerras se instalam, o progresso se interrompe e a felicidade, objetivo de todas as almas, deixa de existir. Aqui não falamos no amor como os gestos ou comportamentos pessoais de cada um. As vezes, pessoas meigas e delicadas entendem que o amor é algo somente compreendido como sendo o seu comportamento doce e conciliador. Amor, em sua mais ampla expressão, significa gerar equilíbrio e harmonia, promovendo ações que visem o bem comum. E em algumas vezes é necessário posturas mais firmes. Uma mãe doce que não repreende e educa o filho rebelde não está agindo com amor.  Se o leitor procurar conhecer a concepção do amor em sua mais ampla abrangência perceberá que a lei espiritual que nos ensina a “amar ao nosso próximo como a nós mesmos” é a mais perfeita regra de harmonia universal. Claro que dentro da estrutura de livre pensar do Universalismo Crístico qualquer um pode questionar inclusive essa verdade absoluta. No entanto, creio ser muito difícil alguém tecer argumentos lógicos e racionais a respeito desse tema.

Na segunda questão, esse é um tema central de nossos livros também. Os planetas são escolas de evolução planetária. Qual a finalidade disso? Creio que o mesmo objetivo pelo qual estudamos em uma escola do mundo humano, ou seja, para termos um futuro melhor e mais feliz e nos tornarmos dignos cidadãos de nossa nação e, consequentemente, do mundo. A maior riqueza que podemos obter é o desenvolvimento de nossas consciências para assim termos uma participação mais digna e atuante na vida. Se fôssemos seres irracionais, talvez viver uma vida exclusivamente biológica, seria suficiente. Mas com a evolução individual de cada um, passamos naturalmente a buscar algo mais. E é isso que nos faz conhecer o grande mistério da vida criada por Deus. O objetivo da evolução é dar sentido as nossas próprias vidas e, ao mesmo tempo, contribuirmos com toda a obra de nosso Pai, o Criador Incriado. Todo o arcanjo já foi um espírito primário, assim como todo espírito primário um dia se tornará um arcanjo. A felicidade só é conquistada quando conhecemos amplamente a obra de Deus. Em uma comparação simples, seria algo como aquela pessoa que conhece um vinho altamente elaborado. Antes de conhecer, ela se contentava em beber qualquer tipo de vinho, depois de conhecer algo muito melhor, entende que aquele já não o faz mais feliz. O homem só é feliz em sua ignorância por desconhecer a grandeza que o espera quando obter elevado grau de consciência. Como diria Einstein: uma mente aberta a novas ideias, jamais volta ao seu tamanho original. Somos incapazes de involuir.

E na terceira pergunta referente ao livro Akhenaton, creio que o leitor está se referindo a preparação da reencarnação do “Grande Espírito”, que no livro refere-se a Jesus de Nazaré. Espíritos muito evoluídos  necessitam realizar um intrincado processo de redução de sua luz para poder habitar os limitados corpos da dimensão física. A consciência superdesenvolvida de Jesus teve dificuldades incríveis para manter-se aprisionada a um corpo ainda tão primário como os nossos. Por isso ele suou sangue em seus últimos momentos da vida física, demonstrando que seu cérebro físico não mais suportava a intensa energia espiritual que jorrava de seu excelso espírito.

A medida que fores lendo todos os nossos nove livros, encontrarás respostas bem detalhadas para todos esses questionamentos. Boa viagem em tua busca pelo conhecimento espiritual.

79 – Pergunta (20/06/2011): Roger, eu gostaria de saber se algum dia você escreverá mais sobre as três primeiras dinastias do antigo Egito. Quando, de acordo com o seu Livro Akhenaton, as verdades espirituais eram de conhecimento geral. Gostaria de ter mais informações de como era a relação entre os primeiros faraós e os sábios que tinham conhecimentos atlantes, como Imhotep, Toth e outras encarnações dos grandes sábios de Atlântida. Esse me parece um tema extremamente interessante.

Roger: No final do livro “Atlântida – No reino das trevas”, informamos que a primeira encarnação de Andrey, depois de sete mil anos como mago negro nas trevas, ocorreu durante a unificação do Alto e do Baixo Egito, ao lado de Atlas, que reencarnou como o primeiro faraó do antigo Egito, Menés. Nesse mesmo período, Hermes estava reencarnado como Toth, em sua mais brilhante vivência na Terra, período em que trouxe à civilização egípcia ensinamentos notáveis que o alçaram a condição de avatar espiritual da Terra. Ser um avatar é uma condição rara. Significa ser mediador direto do Cristo Planetário de nosso mundo. Hermes, (Toth nessa encarnação), exerceu atividade espiritual semelhante a Antúlio na Atlântida, Akhenaton posteriormente no Egito, Zoroastro na Pérsia, Moisés na palestina, Maomé no mundo islâmico, Jesus entre os judeus, entre outros poucos; recebendo diretamente a inspiração do espírito responsável pela evolução da Terra para traçar o roteiro de evolução de nosso mundo, adequando sua sublime mensagem “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem” às culturas mais diversas de nosso planeta.

Caro leitor, certamente esse livro será escrito futuramente. E ele será bem interessante, tanto pelo enfoque espiritual, devido ao legado de Hermes Trimegisto, quanto pelo aspecto histórico da fundação das dinastias faraônicas do Egito antigo, que levaram esse outrora glorioso povo a tornar-se a civilização mais avançada de sua época.


78 – Pergunta (13/06/2011): Amigo Roger, primeiro gostaria de parabenizar a você, Hermes e todos os trabalhadores da luz pelo esplêndido trabalho. Depois de começar a ler seus livros foi como se houvesse despertado algo em mim que faz com que ajudar o próximo seja um dever. Obrigado! Minha mãe também é uma grande fã do seu trabalho e ela gostaria de saber sua opinião sobre o dízimo. Tenho uma dúvida em relação ao momento da desencarnação. No livro “Akhenaton – A Revolução Espiritual do Antigo Egito” (página 136 e 137) Meri-Rá nos dá a entender que a conservação do corpo contribui para o espírito e para o trabalho da Alta Espiritualidade na conclusão da total separação do corpo e espírito, porque as energias vitais permanecem algum tempo impregnadas no corpo somático após a libertação do espírito. Quer dizer que mortes em que o corpo é destruído parcial ou totalmente há maior dificuldade na total libertação do espírito? Seria então uma atitude errada cremar o corpo, já que o corpo é desintegrado após a morte?

Roger: Obrigado pelo apoio teu e de tua mãe ao nosso trabalho. Sobre o dizimo, é complicado dar uma resposta definitiva. Se for uma contribuição espontânea, sem pressões, mas com responsabilidade dos contribuintes, é possível realizar grandes trabalhos sociais e, principalmente, de esclarecimento espiritual da humanidade. Contudo, se for ferramenta de manipulação utilizada por religiosos inescrupulosos, certamente, é algo desprezível. É uma pena que aqueles que tem consciência para construir um mundo novo, geralmente creem que não devam se mobilizar para isso, apoiando iniciativas em que acreditam, enquanto os ardilosos manipuladores recebem graciosamente a renda mensal de pessoas de pouca consciência que mal tem condições de sustentar suas famílias.  Esse é um tema para ampla dissertação. E o nosso espaço semanal aqui é muito pequeno para debatê-lo. Sou a favor do dízimo consciente! Ofertado por pessoas que acompanham e saibam o destino dos fundos. Já o dízimo exploratório, com o objetivo de enriquecimento ilícito, na minha opinião deveria ser tratado judicialmente como crime.

Sobre a questão do desprendimento do espírito do corpo, temos importantes informações a respeito na literatura espírita. Em nossos dois primeiros livros “A história de um anjo” e “Sob o signo de aquário” também abordamos essas peculiaridades de cada desencarne. Espíritos iluminados, como Gabriel do livro “A história de um anjo”, geralmente realizam o desligamento total espírito-corpo em apenas alguns poucos segundos. No caso dele, especificamente, o leitor deve lembrar que ele já estava desligado do corpo antes mesmo de vir a falecer, apenas utilizando-se do veículo físico como um instrumento para verbalizar o seu pensamento nos momentos finais de sua existência.

No entanto, em espíritos enrijecidos, materialistas e que possuem suas consciências gravemente alienadas pelo mundo ilusório da vida humana, estes sofrem imensa dificuldade para efetivar o desligamento dos seus laços que ligam o corpo perispiritual ao físico. Até mesmo por não crerem no fenômeno do retorno à vida espiritual. Por isso, é sempre recomendado, expressamente, que o corpo seja cremado somente 72 horas após a morte. Antes disso, o espírito pode estar imantado ainda ao corpo e vivenciar e sentir todo o drama da incineração do veículo físico, sofrendo dores e terrores atrozes. O processo natural de decomposição orgânica é menos impactante, tendo em vista que o espírito se liberta bem antes do agravamento desse processo. Salvo no caso dos suicidas, que interrompem prematuramente a sua existência. Esses últimos vivenciam por longo período os impactos da morte, devido a ficarem ligados pelos laços perispirituais ao corpo físico. Suicidas não devem ser cremados em hipótese alguma.

Sobre a citação de Meri-Rá no livro Akhenaton, é evidente que rituais de sepultamento que envolvam o corpo físico em boas vibrações, preservando as energias etéreas, propiciam um desenlace mais tranquilo e harmonioso para o espírito. Procedimentos dessa natureza não é algo efetivamente necessário. Depende muito da necessidade do espírito que está desencarnando. Boas orações funcionam tão bem quanto os antigos ritos fúnebres do Egito faraônico em qualquer caso. A humanidade moderna está perdendo o hábito da oração por achá-la muito formal e, em alguns casos, piegas. Mas a oração nada mais é do que uma conversa íntima com Deus e com os mentores espirituais, elevando as vibrações espirituais. Façam-na com a linguagem que lhes for mais familiar e confortável.

E no que diz respeito as vibrações espirituais para um bom desencarne, o problema maior hoje em dia reside no mecanicismo religioso dos dias atuais (pura formalidade) e na indiferença cética dos entes queridos, que não creem que daquele corpo sem vida está sendo operado um magnífico processo de renascimento da alma do falecido para o Mundo Maior. E no “lado de lá” uma festa está sendo realizada para recebê-lo, obviamente se sua vida tenha sido digna e valorosa.


77 – Pergunta (06/06/2011): Roger, você já leu o texto “Folha Espírita publica revelações de Chico Xavier sobre o destino da Terra”, que está hospedado no site: http://www.vinhadeluz.com.br//site/noticia.php?id=760 ???  (Caro leitor, leia o texto do link antes de ler a resposta).
Nesse texto são apresentadas informações, ditas diretamente pela santa boca de Chico Xavier, sobre o adiamento de catástrofes que ocorreriam no período de transição para a Nova Era. Irmão, o que você tem a nos dizer sobre isso?

Roger: Fico muito feliz que informações como essa tenham chegado ao conhecimento público, ainda mais se realmente trata-se de palavras de nosso grande médium Chico Xavier. Ele, sem dúvida, é o mais brilhante canal mediúnico que conhecemos. E o mais interessante é que são informações polêmicas que até hoje em dia dividem alguns espiritualistas, mais especificamente do segmento espírita. Não me refiro àqueles que estão na busca da luz interior, em verdadeira comunhão com Deus, mas sim àqueles que mais se preocupam com a “letra que mata, do que com o espírito que vivifica”. Esses últimos, passam suas vidas questionando livros espirituais que não atendam aos seus egos escravizados por suas limitadas crenças. Um exemplo disso, é o sistemático ataque que sempre sofreram as obras de Ramatís por parte dessas pessoas de visão estreita; principalmente devido às revelações de seu profético livro “Mensagens do Astral”, recebido mediunicamente pelo médium Hercílio Maes e publicado em 1956.

Ou seja, esse livro foi escrito bem antes do ano de 1969, momento em que houve a reunião do astral, citada no texto da pergunta, dando uma moratória de 50 anos a nossa humanidade para procurar corrigir-se antes dos cataclismos de fim dos tempos. No livro de Ramatís, o sábio mentor afirma que esses acontecimentos ocorreriam no final do século vinte. E, pelo que vemos nas referências de Chico, era isso que realmente aconteceria. Se aqueles que criticam a obra de Ramatís tivessem um pouco de sensibilidade, perceberiam que um conjunto de livros com tal valor moral e com tão ricas informações jamais poderia ser obra do acaso ou de um mistificador. Certamente as Inteligências Superiores que regem o destino de nosso mundo estavam coordenando as atividades realizadas pelo médium Hercílio Maes. Se a obra de Ramatís fosse uma farsa, não estaria viva há mais de 50 anos e, logicamente, que eu não estaria dando prosseguimento ao seu trabalho inicial que agora culmina com o  projeto Universalismo Crístico na Terra, do qual Ramatís foi um dos idealizadores (através do trabalho com Hercílio Maes e, também, no astral) e agora dá a sua contribuição de forma mais indireta através de minha mediunidade, coordenada por Hermes. Logo, a obra “Mensagens do Astral” é mais atual e verídica do que nunca, basta darmos um “upgrade” nas datas referidas por Ramatís nesse livro. Vejam que as questões sobre aquecimento global e comprometimento da camada de ozônio já eram referenciadas nesse importante livro. Além de muitas outras que estão se confirmando diariamente.

Voltando ao texto, vemos que as datas mencionadas por Chico Xavier fecham muito bem. Realmente, os eventos de fim dos tempos foram adiados e, a partir da próxima década, começarão a se intensificar os sinais de efetivação da transição planetária, sendo que por volta de 2036 teremos os mais impressionantes eventos. Particularmente, não gosto de falar sobre esses temas, apesar de serem importantes para a conscientização da humanidade. Sem dúvida alguma, acho mais louvável que os encarnados evoluam por amor aos seus semelhantes, e não porque suas almas estão a risco de sofrerem graves tragédias e/ou o terrível exílio para um mundo primitivo de ordem inferior, assim como aconteceu em nosso passado, durante o exílio de Capela, e que narramos em nossos dois últimos livros sobre a Atlântida.

No final dessa resposta, nada mais posso dizer do que a clássica frase de Jesus a respeito desse tema: “Aqueles que tiverem olhos para ver que vejam. Os que tiverem ouvidos para ouvir, que ouçam.”  Enquanto os teóricos e céticos discutem  o “sexo dos anjos”, o iniciado percebe em seu íntimo os acontecimentos que estão próximos de eclodir nas próximas décadas. Mas ele não se desespera e não faz alarde, na verdade pouco se preocupa com isso, apenas procura realizar a reforma íntima tão urgente e procura despertar seus irmãos para a inadiável prática do “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros aquilo que não gostaria que te fizessem.” E, certamente, as profecias catastróficas se cumprirão menos intensamente à medida que o homem compreender esse sublime ensinamento divino. As profecias são alertas de Deus, e não fatos imutáveis. E elas atuam mais intensamente justamente naqueles que mais precisam de um efetivo despertar. A dor e o sofrimento são instrumentos divinos para acordar os mais alienados com respeito aos sagrados objetivos da vida.

76 – Pergunta (30/05/2011): Olá Roger. Parabéns pela forma como você divulga seus conhecimentos e pelo esforço na divulgação do Universalismo Crístico. Lendo seus livros, principalmente os dois sobre a Atlântida, surgiram algumas (muitas) duvidas e gostaria, se possível, que você comentasse sobre elas. Qual o critério geral de alguns exilados capelinos terem encarnado em Atlântida e outros encarnado diretamente no ‘mundo primevo’ da Terra? (é ‘apenas’ questão de nível evolutivo?). Infere-se de seus livros que muitas (todas?) divindades egípcias foram atlantes. Você tem informação sobre Horus e Ptah ou relaciona elas com algum personagem de seus livros? Tanto a luz como as trevas trabalham para o Criador. Assim, pode-se considerar que conforme os magos negos atlantes de 1° escalão ascenderam para luz, os de 2° escalão (referidos no livro Atlântida – no reino das trevas como muitos nazistas) passaram a fazer o trabalho ´sujo´(trabalho necessário de agentes karmicos)? Seria isso?  (até que eles também passem para luz). Você cita o processo de Arnach para Luz, mas não cita Ryu. Ele também está passando para luz? Voce acha que Gadeir e Pantaeur ainda tem ‘jeito’ ou serão exilados novamente? Nos seus livros deu para se ter uma boa ideia da passagem dos magos negros para a luz. Você tem alguma ideia de como é a passagem dos dragões para a luz? Sobre o nazismo, Hitler parece ser mais um médium obsidiado e iludido do que um mago negro atlante (seria ambos? Ou não seria nem um pouco iludido?). Você o relaciona com algum personagem atlante? (ou naquela época não era ninguém?). Você acredita que o poder de Hitler de hipnotizar as massas era devido apenas ao uso da pirâmide hipnótica e da obsessão de Gadeir ou tinha algo mais? Antecipadamente agradeço seus comentários.

Roger: No livro “Atlântida – no reino da Luz” explicamos que os espíritos menos endividados carmicamente e com capacidade intelectual mais desenvolvida, principalmente os cientistas, receberam a oportunidade de reencarnar na frequência mais equilibrada e sutil da Atlântida, para assim auxiliarem no processo de evolução espiritual da Terra, enquanto os demais adentraram na densa atmosfera do mundo primevo, sofrendo uma terrível e sofrível adaptação. Fato semelhante ao que ocorrerá com os futuros exilados da Terra ao serem conduzidos pelo astro intruso após a conclusão da seleção de fim dos tempos que já está ocorrendo na Terra, e que se intensificará nas próximas décadas. Informações estas que aprofundamos no livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, no terceiro capítulo, “O exílio planetário e o seu objetivo”.

Nem todas as divindades egípcias, gregas ou romanas foram oriundas da Atlântida. O próprio deus Hórus, nada mais era do que a forma encontrada pelos faraós egípcios para se divinizarem em vida. Os reis egípcios vendiam a ideia de que eram filhos diretos de Osíris e Isis, que eram os deuses que fundaram a nação do vale do Nilo. O povo, então, adorava os faraós como divindades, o que terminava evitando rebeliões e até mesmo atentados contra a vida dos soberanos. Quem seria louco o suficiente para afrontar um deus vivo?

Não diria que os magos negros atlantes do primeiro escalão foram para luz. Gadeir e Galeato eram do primeiro escalão e prosseguem regendo as trevas. Alguns, naturalmente, não foram citados diretamente no livro porque seu poder na época era restrito e insignificante para o contexto da narrativa. Adolf Hitler era um deles. Apesar de ter tido uma participação terrível no cenário do mundo físico do século vinte, ele não possuía muitos poderes na Atlântida. Era apenas um coadjuvante naquele cenário. Os espíritos que ficam no astral coordenando é que são os mais perigosos. Eles, assim como os grandes mestres da luz, reencarnam somente quando necessário, preferem ficar orquestrando seus projetos utilizando-se de seus discípulos no mundo físico. A encarnação de Jesus e de avatares em geral são raras exceções.

Sobre Ryu, afirmamos no final do livro “Atlântida – No reino das Trevas” que ele voltou para luz um pouco antes da descida de Jesus ao mundo físico. E que essa vivência direta com o Messias o transformou de forma definitiva para o caminho da luz. Mas não se preocupe em saber mais detalhes. Essa história será contada em breve, em três eletrizantes volumes.

Quem será exilado em breve… Boa pergunta. Isso somente pode ser respondido analisando o íntimo de cada um. Algo somente acessível a Deus e aos grandes mestres. As vezes defendemos pessoas que parecem muito nobres, mas no fundo trata-se apenas de uma máscara; enquanto condenamos pessoas francas e sinceras que dizem o que pensam, mas não enxergamos o seu coração de ouro por contrariarem nossas crenças limitadas e pessoais. Tudo é muito relativo. E geralmente não temos todas as informações para entender a beleza da alma de cada um.

Sobre os dragões, falaremos sobre eles novamente nas próximas semanas. Já respondemos sobre as diferenças hierárquicas entre magos negros e dragões (pergunta 06 – 18/01/2010), mas esses questionamentos andam muito frequentes por causa de outras literaturas. Somos todos filhos de Deus, com nossas peculiaridades, independente da agremiação que estamos associados, todos passamos para luz da mesma forma, que é através do reconhecimento da força soberana do amor. Somente isso. No caso de dragões e magos negros o processo é mais complexo, devido ao seu elevado nível de conhecimento e poder. Mas no fundo, o que realmente transforma é, sem dúvida, a força do amor.

O poder de Hitler não era fruto somente do poder da pirâmide hipnótica e dos seus mentores espirituais sombrios. O seu carisma e discurso hipnótico também surtiram poderoso efeito. Mas nada aconteceria sem o consentimento coletivo de sua nação. Todos são responsáveis de uma forma ou de outra pelo mal cometido. Não existe espaço para vítimas e algozes. O distanciamento da lei de amor, ensinado por todos os grandes mestres espirituais da Terra, reflexo direto do próprio Criador, jamais pode ser alegado por essa ou aquela razão. Desde crianças somos ensinados a amar e respeitar os nossos semelhantes. Não existem argumentações que justifiquem uma ação contrária a lei máxima de todas as religiões. Hitler foi somente o detonador psíquico de todo um grupo de espíritos que agiu ou de forma ativa ou passiva para as atrocidades que foram cometidas.

75 – Pergunta (23/05/2011): Gostaria de saber um pouco mais sobre a energia Vril. Hoje, em nossos tempos, mesmo nessa atmosfera psíquica poluída, será que existe alguém portador dessa energia Vril? Se existir , será que essa energia tem outro nome? Caso exista, como essa pessoa exerce o poder da energia Vril, e qual seria o seu alcance. E aproveitando a oportunidade,daria para lançar um livro sobre a Lemúria? Ela afundou pelos mesmos motivos que a Atlântida?

Roger: A energia Vril nada mais é que do que o “fluído cósmico universal” definido por Allan Kardec no livro dos Espíritos, ou seja, a matéria em seu estado mais elementar; nada mais que energia livre e que pode ser amplamente manipulada, tanto por espíritos desencarnados, como por encarnados. A diferença está no grau de manipulação dessa energia que era realizado pelos sacerdotes do Vril da extinta Atlântida.  O que os sábios indianos chamam de prana ou os chineses de “chi” ou “ki” também é uma boa definição para o Vril, apesar de ser uma definição limitada e incompleta. E já que muitos comparam a nossa série Atlântida à saga Guerra nas Estrelas, de George Lucas, diríamos que o Vril seria algo semelhante ao “poder da força” dos Jedis.

Na época da Atlântida era possível realizar coisas realmente fantásticas a partir da manipulação do Vril, devido a atmosfera propícia da Grande Ilha, e até mesmo do mundo primevo, além da consciência altamente desenvolvida dos atlantes. E essas informações não estão apenas em nossos livros. Edgar Cayce, grande profeta do século passado, os próprios estudos teosóficos, entre outros, trouxeram-nos valiosas informações a respeito, apesar de, em sua maioria, serem muito superficiais. Esse conhecimento inclusive atiçou a curiosidade do partido nazista durante a segunda guerra mundial, como afirmamos no livro “Atlântida – no reino das trevas”.

Hoje em dia, existem pessoas que manipulam essa energia, mas de forma bem moderada. Como foi visto no livro “Atlântida – No reino da Luz”, a manipulação do Vril era utilizada para realizar curas. E isso é feito, também, hoje em dia, por meio de técnicas de curas das mais diversas, como o Reiki e o passe magnético, por exemplo. A maioria desses curadores manipula o Vril, porém não percebe isso conscientemente. Obviamente que manipulações sofisticadas, que atuam na matéria mais densa ao nosso redor, é ainda de domínio de raríssimos encarnados nos dias atuais. O mestre indiano Sai Baba, que desencarnou faz poucos dias, era um deles, apesar de alguns críticos acreditarem que o que ele realizava nesse sentido era uma farsa. Esses hábeis manipuladores do Vril dos tempos atuais, os magos modernos, realizam fenômenos bem interessantes que modificam a realidade ao seu redor, contudo muitos não percebem, por estarem incapacitados para compreender os sutis fatores que verdadeiramente regem a vida. Mas aquele que está desperto, percebe. Tudo o que ocorre no plano físico, tem origem no mental. Assim sendo, a mente desses sábios, de todas as áreas, é que conduzirá a humanidade a uma nova consciência.

E com o passar das próximas décadas mais e mais filhos de Deus conscientes surgirão dominando o “fluído cósmico universal” (Vril), sendo que no futuro nossos meios de transporte novamente serão movidos por essa fascinante força limpa, aliviando o nosso ecossistema dos meios energéticos atuais que poluem diariamente a nossa atmosfera com resíduos tóxicos e, no caso de matrizes mais graves, gerando desastres radioativos, como ocorreu recentemente no Japão. Por sinal, na “terra do Sol Nascente” reencarnam sistematicamente muitos antigos atlantes que manipularam o Vril de forma indevida no passado, causando as tragédias radioativas que contribuíram para o fim da Atlântida. Nos tempos atuais, necessitam realizar um compulsório resgate cármico nesse sentido, como observamos nas tragédias de Hiroshima e Nagasaki e, agora, na usina de Fukushima.

Sobre a Lemúria, jamais recebemos qualquer informação sobre a existência desse continente. Não estou dizendo aqui que ele não existiu. Mas, assim como informações sobre extraterrestres no plano físico, jamais Hermes ou outro orientador espiritual me sinalizou com a existência da Lemúria. Particularmente, em meu íntimo, sinto que a Lemúria não tenha existido. Mas essa é uma opinião pessoal minha.

74 – Pergunta (16/05/2011): Nos seus livros, nota-se a predominância da importância do ponto de vista espiritual, dos valores do espírito; (o que inclusive dá veracidade aos fatos narrados que seriam facilmente lidos como ficção); exemplos de orgulho, egoísmo, arrogância e vaidade que existiam há muito tempo como você mesmo narra e também agora na nossa sociedade, cada vez mais corrompendo esses valores verdadeiros e sagrados, e sendo principal causa de nossa falência. Então, tendo como foco principal essas imperfeições, não seria possível, analisando do ponto de vista científico, descobrir as causas disso?… encontro em livros espíritas, onde se diz que a causa é a ignorância do espírito simples e ignorante, ou que temos que trabalhar a fraternidade, a humildade, reencarnar mais algumas vezes para nos melhorar cada vez mais e arrancar de vez os males do orgulho e do egoísmo (o que concordo plenamente)… mas não seria possível descobrir tecnicamente o porquê de sermos assim?… Se diz que o tímido tem vergonha porque é muito orgulhoso de chegar nas meninas, então ele bebe umas e outras e parece que aquela vergonha some; já está conversando com a menina (e olha que foi uma substância, o álcool)… pesquisando na internet achei até uma afirmação que dizia: “O egoísmo e o orgulho têm a sua fonte num sentimento natural: O INSTINTO DE CONSERVAÇÃO. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porque Deus nada pode fazer de inútil” pode estar errado não sei…. mas  ainda tem aquela que aponta para uma parte primitiva mais ou menos no meio de nosso cérebro chamada de “complexo r”, que é responsável por instintos de sobrevivência, reprodução, agressividade, etc …. ou ainda a nossa incapacidade de manipular perfeitamente ainda nossos sentimentos e emoções nos colocam literalmente presos numa “MATRIX”… enfim, será que não existe  uma explicação (científica)?, ou então é porque simplesmente ainda somos “crianças espirituais e estamos crescendo”?

Roger: A explicação central para essa tua dúvida, creio que encontramos na luta entre a animalidade e a angelitude que todo espírito, que encontra-se no grau de evolução em que nos encontramos, deve travar contra si mesmo. Deus nos criou simples e ignorantes. Dessa forma, quando realizamos as primeiras encarnações no mundo hominal, sofremos vigorosamente sob a ação dos instintos do corpo que nos serve de instrumento. A tarefa evolutiva do espírito é desenvolver a sua consciência para libertar-se desses instintos primários, que foram úteis em uma época onde éramos pouco mais que animais, mas não no estágio de consciência que nos encontramos. Não me refiro aqui ao instinto de preservação da vida que nos afasta naturalmente de situações que causariam dano ou a morte de nosso corpo físico, mas sim  a aqueles instintos selvagens que nos levam a práticas que contrariam a máxima “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem”, devido a nossa ambição, egoísmo, ciúme, raiva, ódio, revolta, e todos demais sentimentos anticrísticos que ainda dominam os nossos egos.

Além disso, o  nosso código genético é trabalhado pela Espiritualidade para também ser intensificada características que melhor atendam às nossas necessidades evolutivas. Por exemplo, uma pessoa que precisa desenvolver a virtude da tolerância, será propensa a ter um sistema nervoso irritadiço, com o objetivo de intensificar essa luta interna. Alguém escravo dos vícios em existências anteriores, terá tendência genética a sucumbir a isso, como a medicina já tem descoberto através de genes específicos de algumas pessoas com maior tendência à dependência química. A finalidade, obviamente, é trabalhar o espírito, promover sua evolução, estimulando-o a adquirir forças para vencer as suas fraquezas e obter total libertação. Obviamente que a lei do carma está intimamente ligada a esse processo.

No livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio” abordamos essas questões nos capítulos 9 e 10, “Vícios do corpo” e “Vícios da alma”. Ali fica claro que recebemos em nossas encarnações no plano físico corpos adequados às nossas necessidades cármicas e, também, projetados para provocar uma estimulação inversa, com a finalidade de vencer nossos desequilíbrios milenares. Por isso, geralmente, grandes sábios abençoam suas mazelas, pois reconhecem nelas um exercício para a vitória do “eu superior”. Muito desses desequilíbrios também residem em nosso próprio inconsciente, marcado por crenças equivocadas e distorcidas no transcorrer dos séculos. A alma deve procurar ser livre e consciente de si. Respirar fundo e procurar se desligar dessa já longa escravidão ao mundo das ilusões para finalmente tornar-se verdadeiramente senhora de si mesmo.

E, como afirmamos nesse mesmo livro, os avanços da medicina no campo da engenharia genética permitirão a humanidade do futuro obter para a encarnação física corpos livres de toda essa carga de enfermidades e desequilíbrios. E por que somente agora Deus permitiu isso? Porque nas próximas décadas passarão a reencarnar na Terra as almas eleitas para a Nova Era. Espíritos vencedores! Que não possuirão carmas degenerativos e  já superaram essa etapa evolutiva primitiva. O nosso mundo deixará de ser de expiações e provas para tornar-se um mundo de regeneração espiritual, conforme já informado por diversas fontes espirituais.

73 – Pergunta (09/05/2011): Caro Roger, fiquei extremamente impressionado com os relatos da primeira parte do livro Universalismo Crístico, e também de como aquela pirâmide foi desarmada com ajuda de Arnach no livro Atlântida – No reino das Trevas, especialmente no fato de como o mundo mental e o controle sobre ele pode nos ser essencial para sairmos do inferno e entrarmos no céu, instantaneamente.  Este tem sido o meu maior desafio nos últimos anos: manter um padrão de pensamentos, emoções e sentimentos o minimamente elevado para sair do inferno a que nos impomos. O “orai e vigiai” sob essa ótica mental.  E as leituras de seus livros tem sido muito empolgantes (só entrei em contato agora em 2011) também porque os temas mentais são raros e muito esparsos na literatura espiritualista. Ao que parece, o entendimento desse “mundo mental” deve ser importantíssimo no controle dessas nossas oscilações entre treva e luz e o rompimento com a vida de ilusão que nos sujeitamos.
Talvez assim assuntos como corpo mental, redesdobramento (a partir do corpo astral), vidência mental, psicometria, premonição, ideoplastia, criação e manipulação energética seriam melhor compreendidos.
E como me sinto meio preso ao paradigma de entender o mundo mental como sendo a dimensão imediatamente superior à astral, conforme entendi no contato com apometria ; gostaria muito que você elucidasse mais sobre a forma como você compreende o mundo mental. Se possível, também nos desse mais alguns exemplos de fatos ou eventos vividos que só se explicam “via mental” para que possamos compreender melhor essa visão que extrapola os cinco sentidos e que nos ajudaria em muito na expansão de nossas consciências.

Roger: Caro leitor, na minha opinião tu entendes muito bem o plano mental, bem mais do que humildemente reconheces em tua mensagem. As tuas colocações não poderiam ser mais lúcidas e pertinentes. A desativação da pirâmide hipnótica no livro Atlântida – No reino das Trevas narra de forma bem interessante como isso se processa. Na verdade, a definitiva libertação do mundo das ilusões ocorre quando compreendemos a natureza do plano mental. E o interessante é que de lá que nós surgimos, a essência do espírito, a centelha divina, sem forma e plena de luz. Realmente somos feitos à imagem e semelhança de Deus. E isso significa que somos essencialmente espíritos, e não a imagem humana de um velhinho de barbas longas sentado sobre nuvens.

Porém, o processo evolutivo que nos leva da animalidade à angelitude é o que nos faz “descer” aos planos astral e físico para obtermos a consciência necessária com o objetivo de vivermos no verdadeiro mundo: o mundo do espírito, onde a felicidade e a plenitude são completas, livres de conceitos como tempo e espaço; sendo eterno e abrangendo a imensidão do Universo.

Como nossa mente física crê inicialmente que somos criaturas concebidas dentro do plano físico e vivemos dentro dessa realidade, acreditamos que as formas físicas se refletem no plano espiritual. Que lá, no mundo espiritual, viveremos em cidades humanas, com infraestrutura semelhante as da Terra, sendo perfeitas no astral superior e bizarras na dimensão infernal. No entanto, isso é apenas reflexo das consciências que ainda estagiam dentro dessa compreensão da vida. É difícil explicar como seria o mundo mental para quem vive ainda atrelado às limitadas rotinas da vida humana, que carece do mundo das formas e dos sentidos físicos para serem compreendidas. Por isso existem cidades astrais que são reflexos da vida humana. O objetivo é adequar o recém chegado do mundo físico (desencarnado) a uma realidade que atenda a sua compreensão. Existem cidades astrais que inclusive os desencarnados não sabem que morreram. Acreditam que estão apenas se recuperando de uma doença grave em um hospital. Simplesmente porque não creem na vida após a morte. O livro “E a vida continua”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, relata bem esses casos.

Tenha a certeza de nossa imensa dificuldade para relatar cidades astrais como o império do Amor Universal, que localiza-se no “sexto Céu”, dentro da limitada compreensão humana. Para isso, nos socorremos da natureza descritiva que mais faz o homem comum compreender a natureza de um reino celestial. O plano mental reflete a verdade cristalina de Deus, já o reino dimensional humano e o astral, onde residem almas com limitada consciência, nada mais são que projeções adequadas a percepção de cada um. Para um cristão, esse plano será adequado às suas fervorosas crenças cristãs, para um muçulmano estará adaptado as características religiosas de sua crença e consciência, e assim por diante, com todas as crenças… No entanto, todas elas, em essência, partem de uma mesma origem, no plano mental, que lhes traz a ilusão de adequar-se as suas crenças. Eis o ego humano reinando! Já quem rompe com seus paradigmas, e compreende o mundo mental, bebe água diretamente da fonte, enquanto aqueles que ainda estão aprisionados ao mundo das ilusões de seus próprios egos, bebem das torneiras locais e regionais, com todas as idiossincrasias culturais e religiosas que lhes rodeiam. Por exemplo: realizar uma oração decorada, sem introspecção, de forma mecânica, é beber das torneiras distantes de Deus, de forma escravizada às culturas religiosas. Entretanto, ligar a sua mente a do Criador, até mesmo sem palavras, mas mentalizando e sentindo a verdadeira comunhão com Deus, é beber diretamente da fonte, em perfeita sintonia com o mundo mental e original do Criador. Um dos papéis fundamentais do Universalismo Crístico é fazer a humanidade perceber isso.

No livro “Atlântida – No reino das Trevas” , eu e Arnach víamos a pirâmide como um artefato tecnológico, devido as nossas crenças, enquanto o troglodita que defendia a pirâmide a via como um antílope no qual realizávamos magia através da leitura de suas entranhas expostas dramaticamente sobre a mesa… Apenas crenças em busca de uma mesma essência que residia no plano mental, ou seja, dominar e reprogramar o processo de magismo que foi realizado há 12 mil anos e que foi gravado nos registros Akhasicos, com o objetivo de hipnotizar a humanidade para alienar-se com relação a sua própria evolução e consciência espiritual.

Tudo ocorre originalmente no plano mental. Nós é que ainda precisamos trazer essas informações para a nossa compreensão ainda escrava do mundo das formas. E isso atrasa a compreensão e, o pior, polui essas informações com distorções causadas pela nossas crenças limitadas. Por isso as religiões trazem informações tão diferentes e, algumas vezes, contraditórias. E isso ocorre em todos os segmentos da vida, desde a filosofia até a ciência.  Digo até a ciência, porque as compreensões limitadas de seus observadores, os fazem ter uma visão cartesiana e limitada do Todo, prejudicando o avanço da humanidade. Os cientistas também bebem das torneiras distantes… Beber a água da fonte é que faz toda a diferença…

Mesmo que compreendêssemos e rastreássemos o Universo inteiro, em toda a sua impressionante magnitude, ainda estaríamos limitados a apenas uma das diversas faces do Todo. O Universo é o plano físico. Deus, o Todo absoluto, rege o plano mental, e Ele, somente Ele, abrange o Todo da Criação, em suas multidimensões. Por isso ainda nos é impossível compreendê-Lo em toda a sua magnitude.

Por esse motivo, esse é o princípio primeiro da tábua de esmeraldas de Hermes Trimegisto: 1º – O princípio do Mentalismo: a mente é tudo. O universo é mental. Por sobre tudo aquilo que conhecemos há o plano de um Espírito Maior que não podemos conhecer.  Ele é a Lei. O Todo-Poderoso está em tudo!

72 – Pergunta (02/05/2011): Prezado Roger, quero expressar a emoção que estou sentindo nesse momento, ao terminar seu livro UNIVERSALISMO CRÍSTICO. Sinto-me com o peito iluminado, inundado pelo amor e pelo contentamento em ter encontrado, finalmente, uma literatura que se coadune com meus sentimentos e pensamentos. Já passei pelo catolicismo e por alguns centros espíritas. Porém, confesso, não consegui me encaixar em nenhum deles. A filosofia, em si, é maravilhosa. Porém, carregada de culpa, de lógicas matemáticas quanto à lei de ação e reação e, muito mais, pela carga emocional dos homens que a interpretam. Sempre acreditei em um Deus soberanamente justo e bom e, por isso, quando ouvia certas interpretações, aquilo me doía na alma. Há anos estou buscando meu crescimento espiritual, libertando-me, procurando ascender pelo amor.
Ao ler o seu livro, senti que mais alguém também pensa e sente como eu. Em minha vida, muitas vezes acabei adoecendo por me fechar e negar, quando não consegui me encaixar em certos padrões sociais e religiosos. Fechei-me em meu “casulo”, adormecendo certos sentimentos. Mas, a vida é um ciclo ascendente e o adormecido acorda, desperta. Estou vivenciando agora, mais uma vez, e graças a você, a experiência do despertar.
Porém, tenho uma dúvida. Neste despertar, também despertou, novamente, minha mediunidade. Tenho sentido no peito uma sensação diferente. Tem dias que estou em um verdadeiro torpor. Recebi alguns convites para trabalhar mediunicamente em centros espíritas, mas… como sempre, fico com receio. Minha pergunta é: Como o Universalismo Crístico atuará em relação ao desenvolvimento e educação da mediunidade? Ainda precisaremos das casas espíritas para isto? Ou, como você disse, tudo é mental e temos que aprender por conta própria (às vezes sinto que não conseguirei…)?

Roger: Temos recebido cada vez mais manifestações como essa. E isso é uma agradável surpresa! Quando estabelecemos o roteiro de implantação do Universalismo Crístico na Terra, sempre com o sábio aconselhamento de Hermes e dos demais mentores espirituais, definimos como meta inicial que o Universalismo Crístico deveria ser um ideal que permeasse todas as religiões, revitalizando-as, para que atendessem às necessidades de seus fiéis. A função do Universalismo Crístico, nesse momento, não era de substituir as religiões, mas auxiliá-las a evoluírem em um mundo em constante movimento. Qualquer pessoa desavisada, mesmo com a força atual das igrejas de massas, se fizer uma sincera reflexão, livre de paixões, perceberá que esse modelo está em franco declínio. Uma pessoa lúcida não tem como negar essa evidência. Basta apenas uma mínima conscientização espiritual para perceber que as religiões, da forma em que se encontram, pouco tem a oferecer para o real progresso espiritual de seus seguidores.

Acreditávamos que somente na próxima geração a humanidade estaria totalmente liberta de rótulos religiosos e da visão patriarcal das religiões. Mas, para a nossa agradável surpresa, percebemos um número expressivo de pessoas, de todas as idades, desejando prosseguir em sua jornada de crescimento espiritual independente das religiões. Contudo, isso não nos isenta do compromisso de dar subsídios aqueles que desejam prosseguir em suas religiões, contudo, provocando os debates internos oferecidos pelo ideal do Universalismo Crístico. As religiões precisam ser instigadas a esse debate filosófico. E o apoio, de seus membros que já conseguem ver mais além, é essencial.

A partir desse cenário de amplo crescimento de adeptos do UC sem religião, precisamos acelerar o nascimento e desenvolvimento dos núcleos regionais do Universalismo Crístico para que sejam criadas estruturas independentes para abrigar aqueles que desejam prosseguir em sua jornada espiritual livre das religiões. Só assim poderemos criar cursos e ambiente para um saudável desenvolvimento mediúnico, além de um espaço para divulgação dos conhecimentos espirituais de todos os grandes mestres da humanidade, e ,também, iniciativas para inclusão social e educacional das comunidades locais, etc. etc.

Cada vez mais todos que se sintonizam com o ideal do Universalismo Crístico, (fato que ocorre também pelo compromisso assumido no plano espiritual antes de reencarnarmos), devem partir para a ação, procurando apoiar os grupos regionais que já surgiram (veja os grupos já formados nesse site, link “grupos”), trazendo a sua contribuição e, também, partindo para o pioneirismo, estabelecendo os grupos em regiões que ainda não existem. Lembrem-se, estamos construindo a estrada por onde as gerações futuras trafegarão por séculos e séculos. Todos nós estamos fazendo história! Feliz daquele que participar ativamente desse grande momento evolutivo de nossa humanidade.

E sempre é importante lembrar que os grupos que se formarem e os atuais devem manter sempre uma visão e um perfil de atuação universalista, sem agregar as idiossincrasias das religiões. Os grupos regionais do UC devem ser livres de dogmas, procedimentos e rituais que venham a caracterizá-los como um apêndice de qualquer outra religião. O Universalismo Crístico é uma filosofia espiritual que utiliza-se de estudos universais para apoiar o desenvolvimento espiritual de seus adeptos. Todas as crenças específicas, não aceitas universalmente, devem ser apenas objeto de debate. Jamais devem tornar-se uma crença absoluta e arraigada dentro dessa agremiação que tem por função ser um fértil terreno de debates e estudos. O ideal do Universalismo Crístico é uma forma de pensar absolutamente livre. Jamais deve se aprisionar às crenças pessoais de quem quer seja.

71 – Pergunta (25/04/2011): Prezado Roger, lendo a sua resposta a pergunta 56 de 10/01/2011  fiquei um pouco confuso diante das outras informações que eu tenho. Compreendo a ideia de que o mundo espiritual é mental, a simbologia do cordão de prata e também todo o poder de atuação da hierarquia caída. Mas seria realmente possível alguém desencarnar pela atuação de alguém, ainda que contra a vontade de Deus? Também seria possível alguém ser possuído sem dar o seu consentimento para isso?
Faço esses questionamentos porque entendo que ninguém tem poder de atuar sobre as nossas vidas sem o nosso consentimento e contrariando a vontade do Criador. Penso que por mais complexo e desconhecido seja o mundo espiritual, o poder de Deus e o livre arbítrio estão sempre em primeiro plano.
Aproveito para dizer que os seus dois últimos livros sobre Atlântida estão demais! Não somente pela sua coragem em relatar a forma como você acabou sendo seduzido pelo “lado negro da força”, mas principalmente por descrever a postura dos seres mais iluminados diante do seu comportamento. Achei super interessante no final do primeiro livro quando Andrey conversa com Kundo. Isso ajuda a gente entender a postura dos seres de Luz em relação a nós. Uma última questão…nas suas experiências mediúnicas e viagens astrais, você já se deparou como a Mestra Ascensionada Kwan Yin? Parabéns pelos livros!

Roger:
Não precisamos dar um consentimento formal para sermos possuídos… basta nos distanciarmos da luz, termos obsessores terríveis e pensamentos e ações voltados para o mal ou para energias negativas. Se não fosse assim, os hospícios não teriam tantos pacientes que, em muitas vezes, são apenas possessos ou obsediados que não deram autorização para isso. E isso não ocorre contra a vontade de Deus. O Criador não rege as nossas vidas diretamente, ofertando “graças divinas”. Nós é que vivemos sob a influência implacável da lei natural de ação e reação (carma).

Concordo com tua colocação sobre o livre arbítrio. Basta que o provável candidato a possesso ou obsediado utilize o seu livre arbítrio para libertar-se de toda a carga inconsciente do passado que lhe atrela ao seu obsessor (que pode se apossar de seu corpo e alma através de uma simbiose energética). Não basta apenas não querer ser possuído. Tu achas que uma pessoa que se suicida deseja verdadeiramente isso? E alguém que vive em depressão? Tu crê que essa pessoa ama viver assim? Ou é vítima de algo mais profundo que não encontra explicação? Somente uma pessoa lúcida controla a si mesmo. A grande maioria dos encarnados mal controla seus pensamentos e sentimentos, tornando-se vítimas de obsessões e, em situações mais graves e raras, de possessões.

E obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Sobre a mestra apontada na pergunta. Não sei te dizer. Eles se apresentam de diversas formas, de acordo com a nossa sintonia e crença. Por exemplo, Akhenaton e  Seraphis Bey são duas identidades do mesmo espírito. Mas ele sempre se apresentou para mim com a personalidade de Akhenaton. Jamais o vi como Seraphis.

70 – Pergunta (18/04/2011): Gostaria de saber, para refletir e aprender, como se dá o seu processo de elaboração dos livros, sempre escrito na 1º pessoa, ou seja relatado por você mesmo. Desdobrado você assiste as imagens numa tela, ou elas aparecem na sua mente em vigília (ou não), durante a escrita? Ou ambas as coisas? Você rememora os desdobramentos e os diálogos com seus guias na íntegra ? Lhe ditam alguma coisa, tipo psicografia intuitiva?
Como é elaborado o “enredo”? Você mescla informações suas com a de seus mentores, o que facilita o intercâmbio? (Afinal Ramatís disse que os estudos do Hercílio o tornavam mais apto a registrar suas ideias.). Você estuda coisas sobre Alcyone, a sociedade secreta nazista, que lhe dão subsídios na escrita e na compreensão do que querem lhe transmitir?  Imagino que seja uma missão árdua a sua. O esquecimento dos acontecimentos vividos durante o desdobramento descansa e alivia o médium e a todas as pessoas, no geral. Como é o seu caso, ainda mais diante do grau de “surrealismo” de experiências que me parecem vividas no plano mental, acima do astral, você consegue se desligar para manter uma vida terrena equilibrada?

Roger: Essa pergunta é pertinente e interessante. Geralmente nos eventos de divulgação do Universalismo Crístico que participo, essa é uma questão sempre presente. Portanto é importante respondê-la aqui. Vamos lá! Para entender bem a mecânica de nossos nove livros é importante ter lido a todos. Creio que esse não é o caso de quem realizou essa pergunta. Nossos livros são elaborados através dos mais diversos estilos mediúnicos.

Nosso primeiro livro “A história de um anjo” foi elaborado durante os primeiros anos da década de cinquenta do século passado, no astral, antes da minha encarnação, que ocorreu em 1969. Todas as narrativas ocorridas no astral foram acompanhadas por mim, ao lado de Hermes, quando eu estava desencarnado. A segunda parte do livro, que faz uma projeção da ação dos espíritos missionários responsáveis pela união da consciência espiritual da humanidade, modelo básico do Universalismo Crístico, foi realizada através de uma análise da programação traçada para suas missões. Não existe fatalismo. As coisas não acontecerão exatamente como ali está narrado. Trata-se apenas de uma narrativa demonstrando a ação da luz para a transformação da Terra na Nova Era nas próximas décadas. E esse livro serve como exemplo e modelo para que nós façamos, também, a nossa parte. É o fim da era dos gurus. Não temos que esperar líderes ou espíritos iluminados para nos conduzirem. Nós somos a luz! E através de nossa ação conjunta, o mundo se transformará.

Já o livro “Sob o signo de aquário” é um livro tradicional de projeção astral. Cada capítulo é uma noite em que saí em projeção astral com os mentores para, no dia seguinte, com a ajuda deles, relatar os fatos vividos. O elevado grau de lucidez da narrativa é devido, também, aos esclarecimentos posteriores que os mentores deram ao texto, durante a sua elaboração, geralmente na noite seguinte a do meu desdobramento espiritual.

A trilogia da “Implantação do monoteísmo na Terra”, composta pelos livros “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da terra prometida” foram elaborados a partir de um processo de regressão de memória. O mentor espiritual de nossos trabalhos, Hermes, achou que seria mais interessante que alguém simples do povo narrasse as histórias, e não ele, um grande mestre. Se ele narrasse, poderia acontecer o que geralmente ocorre, as pessoas não se identificarem com a necessidade de um processo de mudança interna porque isso ocorreu com um grande mestre, então, torna-se apenas digno de admiração. O leitor analisando e acompanhando as vivências de Radamés/Natanael pôde identificar-se e, assim, trabalhar-se internamente à medida que avançava na leitura, promovendo profundas reflexões.

O livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio” é o único elaborado através de psicografia tradicional. Eu e mais dois colaboradores elaboramos perguntas ao mentor espiritual Hermes Trimegisto, que as respondeu de forma mediúnica tradicional. A partir de suas respostas formulávamos novas perguntas sobre o tema, ou, então, ele mesmo nos solicitava perguntas mais específicas que nossas mentes não percebiam ou alcançavam.

O livro “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” é o foco central de todo o nosso trabalho. Todos os demais livros são “pontes” que levam o leitor da visão espiritual tradicional dos séculos passados para a visão espiritual do futuro. Esse livro funde os estilos mediúnicos apresentados nos livros “Sob o signo de aquário” e “A história de um anjo”. Na primeira parte, diálogos com os mestres da luz e com os magos negros sobre o Universalismo Crístico. Na segunda parte, uma narrativa sobre a ação daqueles que estão sintonizados com o Universalismo Crístico para implantá-lo no mundo, com o objetivo de atender as necessidades de entendimento espiritual para a Nova Era. O próprio simpósio do Universalismo Crístico ocorrido em Brasília no dia 03 de abril desse ano, é uma confirmação de uma das etapas narradas no próprio livro. Tudo depende apenas de nós mesmos.

E os livros “Atlântida – No reino da Luz” e “Atlântida – No reino das Trevas” seguem exatamente a mesma técnica mediúnica já apresentadas nos livros da trilogia “Implantação do monoteísmo na Terra”, além de terem capítulos introdutórios realizados com o mesmo processo apresentado no livro “Sob o signo de aquário”.

O próximo livro, que se chamará “Universalismo Crístico Avançado”, segue também esse mesmo processo. Será um apanhado de debates e estudos filosóficos com os mestres da espiritualidade para consolidar a visão espiritual do terceiro milênio na Terra. O nosso décimo livro será a consolidação definitiva de toda essa etapa de nosso trabalho.

Eu não realizo estudos sobre os temas dos livros, apesar de alguns assuntos já conhecer de antemão. Mas, após os livros estarem prontos, procuro realizar uma pesquisa a respeito para ver se as informações estão coerentes com os estudos históricos, arqueológicos e científicos. Fiz isso principalmente nos livros sobre o antigo Egito, para verificar se os nomes estavam corretos, etc. Acho um desrespeito com os leitores livros com erros dessa natureza. Portanto, procuro evitar ao máximo. Livros devem instruir, e não passar informações equivocadas.

Algumas vezes recebo e-mails procurando comparar o nosso livro Akhenaton com outros elaborados por outros autores. Só o que posso dizer é: comparem os textos com as informações históricas, já comprovadas, desse período. E com relação aos livros sobre a Atlântida, não temos nenhuma informação comprovada de fato, portanto, querer comparar livros com informações hipotéticas baseadas em crenças não comprovadas, não vai nos levar a lugar algum. Não discuto crenças, apenas fatos. Crenças são pessoais. Cada um acredita no que quiser e desejar.
69 – Pergunta (11/04/2011): Amigo Roger, parabéns novamente por sua última obra. Já li todos os seus livros, e o que mais me fascina é a facilidade com que você transmite as informações. É uma linguagem ao mesmo tempo simples e completa, de fácil compreensão mas rica em detalhes. Aproveito a oportunidade para lhe perguntar: Estamos adentrando numa Nova Era, como muitos já comentam. Filmes, livros e programas de televisão falam sobre o fim do mundo como o conhecemos, falam dos Maias, I Ching e tudo mais. Ramatís nas  obras de Hercilio Maes também comenta sobre o Planeta X, ou o Chupão. Os espíritas também. E você, qual  sua opinião sobre o assunto? Leio suas respostas em seu site, e vejo que você espera a partir de 2012 energias positivas para a Terra. Mas  como fica o tão esperado planeta Chupão, ou melhor, a separação do Joio e do Trigo, como aconteceu com você ( e comigo provavelmente ) na época de Capela? Não está para breve?
Eu considero ter bons conhecimentos sobre o lado espiritual, a ciência e a ordem das coisas, apesar de usar esse conhecimento com pouca sabedoria. Entretanto, não tenho muita percepção mediúnica, nunca vi ou ouvi espíritos, apesar de acreditar que em muitos casos fui intuído. E é por essa intuição que acho que uma mudança radical irá ocorrer em breve, não só espiritualmente nas novas encarnações da Terra, mas fisicamente no Globo. Isso já ocorreu várias vezes, e acredito que  ocorrerá novamente, e em breve. Você não tem essa impressão?

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Falamos sobre essas questões no nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, durante todo o terceiro capítulo: “O exílio planetário e o seu objetivo”. Nesse capítulo falamos sobre o astro intruso e as transformações para a nova era. Somente não aprofundamos as questões mais apocalípticas porque esse não é o objetivo de nosso trabalho. O foco central de nossa mensagem é convidar os leitores a uma reforma íntima, ou seja, uma mudança de consciência. Creio que relatar catástrofes apenas atiça a curiosidade e pouco contribui para a sincera mudança interna das pessoas.

Mas, aqueles que tiverem olhos para ver, perceberão que muito do que é relatado nos livros já está acontecendo. Desde os impactos na atmosfera física e espiritual de nosso planeta até a gradual verticalização de seu eixo. E acreditamos que esses acontecimentos irão se intensificar, mesmo após a entrada da “era da Luz” em 2012. Esses são dois fenômenos complementares, mas de natureza oposta. A entrada no cinturão de fótons propiciará uma sintonia mais plena e favorável aqueles que serão eleitos, mas isso não impedirá que os habitantes da Terra resgatem os seus carmas coletivos. Na década de 2030 provavelmente ocorrerão as maiores tragédias, época em que passará bem próximo à Terra o asteroide Apophis. Após esse período, a humanidade terrena começará a subir definitivamente o seu padrão vibratório, permitindo-nos vislumbrar a futura Terra dos eleitos do Cristo, tão sabiamente profetizada por Jesus, quando nos disse: Bem aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.

68 – Pergunta (04/04/2011): O que mais me chama atenção em seus livros, são algumas descrições de sensações que os personagens passam, como vaidades, egoísmos, ou seja, sensações que todos sentimos, mas nem sempre admitimos, nos seus livros é muito bem expresso e causa a reflexão. A minha pergunta é sobre a evolução dos magos, pois como espíritos tão baixos podem ser mais inteligente que nós. Como eles podem ter tanto poder se são tão pouco evoluídos?  Ou eles na verdade são evoluídos, mas sem moral?
Para terminar faço uma deixa que não é pergunta nem pegadinha, no livro Akhenaton, você diz que teve sua primeira experiência com Ramatis, sob a encarnação de Meri-Rá. Mas no livro Atlântida, que ocorreu 12 mil anos antes, você narra a convivência com Ramatis sob o nome de Násser.

Roger: A tua afirmação está correta. Os magos negros tem uma evolução da consciência superior, fruto de anos de estudo e aperfeiçoamento. Assim como um cientista, que é um gênio nas áreas técnicas, mas tem o coração frio e indiferente. No campo moral é que reside a inferioridade deles e é nesse ponto que se diferenciam dos espíritos de luz. Para atingir a angelitude, precisam trabalhar o seu “corpo emocional”. No “corpo mental” já estão bem desenvolvidos; mais do que inúmeros trabalhadores da luz que conhecemos nas esferas intermediárias.

E sobre a pegadinha. Realmente foi falha minha. Bem observado! Na época do livro Akhenaton, eu havia obtido poucas informações a respeito da Atlântida. Não tinha a consciência que tenho agora para escrever esses livros. Tanto que Hermes achou melhor não respeitar a ordem cronológica dos fatos para preservar minha psique. Caso eu soubesse de tudo isso que ocorreu na Atlântida lá em 2001 (quando escrevemos Akhenaton) talvez eu tivesse surtado.

E para tu perceberes como esses detalhes são complicados, ainda mais em um livro como Akhenaton, que tem mais de 750 mil caracteres, veja que na pergunta tu também te equivocaste. Os acontecimentos da Atlântida ocorreram 9 mil anos antes da décima oitava dinastia egípcia, e não 12 mil, como afirmaste. Hoje em dia, em seis meses, lidamos com mais informações do que nossos avós lidavam durante toda a vida. Impossível não ocorrer equívocos.

67 – Pergunta (28/03/2011): Estou estudando o Universalismo Crístico e estou achando o assunto muito lógico e interessante, no entanto, gostaria que você me falasse um pouco em que consiste a Maçonaria e a Ordem Rosa Cruz para o Universalismo Crístico, ou seja, estas Ordens já estão ultrapassadas, ou elas ainda são detentoras de verdades que nem todos ainda estão preparados para tomar conhecimento? Fale-nos também sobre o batismo nas águas conforme o evangelismo prega. Ele é somente um ritual exteriorizado ou tem alguma valia espiritual? Precisa ou não precisa se batizar?

Roger: O Universalismo Crístico é um instrumento que visa auxiliar a humanidade em sua compreensão da vida como um todo, provocando reflexões a respeito de cada crença e abrindo os horizontes para uma melhor compreensão da Espiritualidade. A função do Universalismo Crístico não é julgar as demais crenças. Todas possuem, em essência, valores imperecíveis que devem ser respeitados e acatados. Somente a forma como são entendidas e praticadas que deve ser revista. Por exemplo, a mensagem sublime contida nos dez mandamentos coloca o judaísmo como uma das mais importantes religiões do cenário mundial, entretanto, o conjunto de rituais e costumes que surgiram a partir da formação desse notável povo deve ser refletido e analisado para o futuro.

Da mesma forma, a maçonaria corresponde a uma das mais importantes ordens iniciáticas de  nossa história. O progresso da humanidade inúmeras vezes surgiu das mãos de livres pensadores adeptos dessa louvável confraria. Inclusive, tenho vários amigos maçons e já realizei palestras para eles expondo a ideia do Universalismo Crístico. E eles sempre atestaram a essência do Universalismo Crístico como exatamente a essência de suas convicções. Ou seja, crer em um Ser Supremo, o Criador, o Grande Arquiteto do Universo, independente das crenças religiosas individuais de seus adeptos. Porém, como no caso do judaísmo, os seus rituais precisam ser analisados para entender até que ponto eles ainda possuem força para promover o progresso espiritual e humano de seus adeptos.

O rito nada mais é do que a materialização de um comando mental. A consagração no plano físico de uma magia mental, com a finalidade de gravar nas mentes e corações instruções e comandos puramente mentais. O Universalismo Crístico defende a causa de que no futuro a humanidade da Nova Era não necessitará de rituais, porque terá a capacidade de realizar a sua transformação interior através de um “puro comando mental” para si mesmo.

Um exemplo de ritual que está sendo aos poucos abolido, encontra-se em meio ao cenário espírita. Antigamente os passes eram realizados de forma ritualística e individual. Hoje em dia é realizada apenas uma imposição de mãos coletiva. Obviamente que existem casos que necessitam de “passes especiais” que são atendidos de forma individual. Não é a esses casos que me refiro.

Sobre o batismo, é o que comentamos acima. É apenas um ritual de aceitação da mensagem do Cristo em nossas vidas. É mais sensato quando realizado no final da adolescência, momento em que geralmente o ser humano se descobre e pode realizar um pacto dessa natureza; muito semelhante ao ritual de iniciação da maçonaria, que é um momento de grande responsabilidade para o neófito. Uma criança recém nascida ser batizada, não faz muito sentido, pois ela ainda não tem compreensão da crença religiosa que está abraçando, por escolha dos pais.

Se precisa ou não se batizar, costumo dizer que é algo semelhante a doação de órgãos. Se a pessoa já tem maturidade espiritual necessária para entender que não precisará do órgão físico no plano espiritual, tudo bem! Da mesma forma, se já possui maturidade espiritual para assumir compromissos sinceros e verdadeiros consigo mesmo e com Deus somente com uma convicção mental íntima, o ritual não é necessário. Depende de cada um. E realizar ou não; não eleva nem diminui ninguém. No entanto, se a evolução espiritual natural nos levará futuramente a viver no plano mental, devemos  passar a pensar além das formas e ritos humanos. Como diz-nos Hermes: A mente é tudo! O universo é mental! O Todo Poderoso está em tudo porque ele rege a sua criação a partir desse plano.
66 – Pergunta (21/03/2011): Roger, assisti a um documentário na TV a Cabo sob o título “OVNI´s Nazistas”. Nesse documentário é apresentada a tese de que as aparições de vários OVNI´s nos EUA após a segunda guerra mundial ocorreu devido aos americanos terem levado os cientistas nazistas para seu país (isentando-os do julgamento por seus crimes de guerra) e lá eles teriam trabalhado em diversos projetos ultramodernos para época no ramo da engenharia e aeronáutica. Ao ver o documentário, logo me veio a mente as explicações dos teus livros sobre a Atlântida de que Hitler e o partido nazista obtiveram informações das tecnologias atlantes (através de métodos ocultistas) e tentaram implantá-las. Como a guerra acabou antes, várias plantas de projetos ficaram inacabadas, despertando o interesse dos Americanos. Estou certo nessa dedução?


Roger: Sim, meu amigo. Não poderias estar mais certo. Foi exatamente isso que aconteceu. Vamos aos fatos. Himmler realizou diversas reuniões ocultistas com a presença de quatro mulheres médiuns que serviram de canal para muitas informações trazidas pelos magos negros atlantes para a construção de armamentos que viriam dar a vitória definitiva para a instauração de um império nazista mundial. Seria a supremacia da raça ariana, tão desejada por Gadeir, sob a égide da suástica. Vários desses projetos foram desenvolvidos pelos nazistas, mas não ficaram prontos a tempo. Com a vitória dos aliados, os americanos se interessaram por aqueles projetos inacabados e pelo potencial dos engenheiros nazistas. Eles já tinham demonstrado a sua capacidade desenvolvendo o primeiro avião a jato, em foma de delta, que fora um sucesso na guerra. Logo, mereciam crédito.

No entanto, projetos como os “discos” e o surreal “sino” jamais obtiveram êxito pela falta de um elemento fundamental: o domínio da energia Vril. Os americanos, então, tentaram desenvolver naves com essas aerodinamicas mas utilizando propulsão a jato, algo completamente incompatível com a aerodinamica e a força motriz necessária para esses veículos. Os primeiros testes começaram a ser realizados em torno de um ano após o final da segunda guerra mundial, com muitas aparições nos céus e quedas de equipamentos por diversas regiões dos EUA. Como os projetos eram ultra-secretos e o povo americano começou a crer na presenças de extraterrestres, a força aérea americana resolveu não negar essas informações e, até mesmo, sutilmente, passou a apoiar a ideia de que o mundo estava sendo visitado por seres extraterrestres, para assim desviar a atenção do povo. Nesse caso específico não estamos nos referindo ao fenomeno denominado como “foo fighter” que se trata de outra coisa.

Assim, o rápido avanço tecnológico do período pós-guerra levou a compreensão dos leigos ao terreno dos “contos de fadas”, fazendo-os crer que os OVNI’s (fisicamente observados) eram de origem extraterrestre. Na verdade nada mais eram que o impressionante avanço tecnologico, oriundo de tecnologia atlante, obtido por meio de informações mediunicas. Isso causou preocupação nas altas esferas espirituais, pois antecipou a era de desenvolvimento tecnológico da atual humanidade, que ainda encontrava-se muito imatura. O período tenebroso da “guerra fria” entre americanos e soviéticos foi o mais claro resultado dessa antecipação do conhecimento do assombroso poder energético da fissão nuclear, que jamais chegaria ao domínio do homem nessa época se dependesse das forças da Luz.

E como já afirmamos no livro “Sob o Signo de Aquário”, em entrevista com o espírito extraterrestre Shien, a presença de ET´s na Terra acontece somente na dimensão espiritual. Eles estão na Terra auxiliando-nos nesse período de transição planetária somente no plano espiritual. Visões ou contatos com esses seres só ocorrem através de manifestações mediunicas, de vidência, materializações, etc… ou, então, através de interpretações equivocadas, como essa, muito bem observada pelo leitor. É possível encontrar várias informações adicionais sobre esse tema em uma rápida pesquisa na Internet.

65 – Pergunta (14/03/2011): Roger Bottini foi filho de Kardec em outra encarnação? O que dizem os membros dessa comunidade acerca dessa teoria??? (Post do Orkut).


Roger:
Meu querido amigo, não se comporte como um “fariseu moderno”… Jesus, quando veio ao mundo, apresentou-se como o messias de Israel e, por causa de pessoas com o teu comportamento, ele não foi aceito e foi conduzido ao triste calvário na cruz. Imagine o alcance da mensagem de Jesus, na época, se não fosse esse estúpido desserviço dos fariseus. Por favor, não queira estar no time deles… Sei que tu tens muito mais a oferecer à Causa da Luz do que apenas isso… Todos já percebemos as intenções de teus posts na minha comunidade do Orkut: criar discórdia para defender as tuas “verdades absolutas.”  E essa tua sórdida atitude não atingirá o seu objetivo… Quem despertou para o Universalismo Crístico pensa por sua própria cabeça. Não usa cabresto! E também se preocupa é com a essência dos ensinamentos, e não com sensacionalismos.

E se tu perguntas quem eu sou é porque pensas em algo… Quem tu dirias que sou? Um falso profeta ou um mistificador? Eu sei quem eu sou. E quem eu sou está relatado em todos os nossos 9 livros. E como disse-nos Jesus: “Conhece-se a árvore por seus frutos!” Eis os meus frutos, que ofereço a todos, de coração, expondo-me até demasiadamente. E aqueles que leram sabem que meus frutos proveem de Deus. Os leitores apresentam amostras disso diariamente. 98% dos e-mails que recebo são com declarações nesse sentido. De vez em quando aparece um questionador, assim como tu. Mas é bom… isso só faz brilhar mais luz sobre o nosso trabalho…

Meu amigo, espero te encontrar em breve do nosso lado, pois creio que tu não gostarias de entrar para a história como os fariseus que levaram Jesus à cruz ou, então, como os inquisidores medievais que queimaram, vivas, pessoas inocentes na fogueira, sob a estúpida argumentação de bruxaria. Inclusive papai, ops…, quer dizer, Allan Kardec, sofreu essa terrível execução na personalidade de Jan Huss. Espero que quando eu acessar esses registros para narrar essa história no futuro, não te encontres lá, ao pé da fogueira de Jan Huss, ansioso para impedir mais uma iniciativa do Alto para trazer Luz a esse nosso mundo físico já tão cansado da escuridão.

64 – Pergunta (07/03/2011): Muito se fala sobre a reencarnação nos tempos atuais de espíritos missionários que já estão vindo para auxiliar no progresso da humanidade. Recentemente ouvi boatos de que Emmanuel, o ex mentor de Chico Xavier, estaria já reencarnado há alguns anos no Brasil. O que sabes sobre isso? Também gostaria que esclarecesses um pouco a respeito do papel das outras nações além do Brasil na entrada ao novo ciclo evolutivo da Terra. Isso porque me parece que muitas nações se encontram alienadas e alheias ao verdadeiro propósito da vida na Terra.

Muito espíritas estão dizendo que Emmanuel está encarnado no Brasil para cumprir uma missão, e as conversas que ouço são de teor que o próprio Chico antes de morrer confirmou, apesar de eu não ter escutado ele mesmo dizer e nem ter lido sobre tal fato em lugar algum, mas nas casas espíritas que estou indo estão meio que de forma tímida dizendo que ele está mesmo reencarnado. Você sabe de algo? Apesar de que não devemos nos atentar para isso e esperar um salvador e sim nos tornarmos nossos próprios salvadores, mas em meu intimo sei que alguém vai vir e difundir um trabalho assim como o seu. Posso sentir e gostaria que soubesse que considero você um desses que estaria marcado para vir e iluminar.


Roger: Obrigado pelas tuas generosas palavras. A reencarnação de Emmanuel não é boato. Ele reencarnou mesmo no ano 2000. Ele deveria retornar somente depois do desencarne de Chico Xavier, mas como este teve sua encarnação estendida em mais seis anos, Emmanuel terminou voltando antes mesmo do desencarne de seu pupilo dileto. Joana de Angelis também está prestes a reencarnar. Deve ocorrer a sua volta no ano 2015. Mas isso não significa que Divaldo desencarnará nesse ano. Não confundam as coisas.

Outros diversos espíritos com avançada consciência reencarnarão nos próximos anos, promovendo um avanço do entendimento espiritual da humanidade como um todo. Espíritos como Gabriel e Rafael, dos livros “A história de um anjo” e “Universalismo Crístico” simbolizam essa tendência que se tornará cada vez mais comum nas próximas décadas.

E sobre o papel das demais nações no novo ciclo evolutivo da Terra, pouco a pouco, conseguiremos visualizar isso melhor. Quem vê o Brasil de fora, também não percebe os focos de luz que se propagam, ainda de forma pouco expressiva. Movimentos espirituais ainda são pouco significativos para a mídia e para as massas. Ainda somos vistos como algo estranho, que eles não entendem. O que vemos são modelos religiosos burocráticos, como também existe no restante do mundo. Para nós, espiritualistas, parecemos ser expressivos porque estamos inseridos dentro desse cenário, porém a grande maioria da população ainda vive absolutamente alienada a isso.

Além disso, um importante sinal de mudança já estamos percebendo com a onda de liberdade que está se propagando pelo Oriente Médio. Trata-se de um verdadeiro despertar de consciência democrática  que se alastra, libertando os povos de ditadores inescrupulosos, ampliando as mentes das pessoas para uma futura libertação religiosa também.  Assim como os homens despertam para a necessidade de liberdade política, em breve perceberão a necessidade de obterem sua liberdade espiritual, sobrepondo-se aos dogmas das religiões. É tudo uma questão de tempo. A essência dos valores espirituais será compreendida e aplicada pelos homens, que finalmente abandonarão suas crenças religiosas tradicionais, que são apenas fruto da cultura e dos preconceitos de uma era que já passou.

63 – Pergunta (28/02/2011): Em nenhum dos livros da trilogia do Monoteísmo na Terra você cita a presença das gêmeas, apesar dos outros personagens todos fazerem parte do palco encarnatório no geral. Do mesmo jeito que você veio a acrescentar seu conhecimento naquela situação toda, imagino que elas também teriam, devido seu já destacado grau de conhecimento das leis divinas. Você sabe se elas estiveram nessas encarnações também, sendo próximas ou não do seu círculo consanguíneo? Ou elas ficaram em auxílio no projeto do plano astral?

Eu gostaria de saber se as gêmeas estavam presentes na época de Akhenaton e depois na época de Moisés. Por que você não cita a presença delas naquela época? É algo que não deve ser revelado? Se estão encarnadas agora, você poderia localizá-las ou reconhecê-las caso as encontrasse pessoalmente?

Roger: Nem todas as informações me são reveladas de uma só vez. Por exemplo, no livro “Sob o signo de Aquário” temos uma reunião no astral onde Akhenaton está presente. Naquele instante, eu nem imaginava que o próximo livro a ser elaborado seria justamente sobre os fatos ocorridos durante o seu reinado na décima oitava dinastia egípcia. Nesse mesmo livro, tive encontros sinistros com o mago negro Arnach, que só depois viria a tomar consciência que fora, para mim, quase como um irmão durante os tempos da Atlântida.

Durante a elaboração da trilogia da implantação do monoteísmo na Terra, eu não tinha consciência das gêmeas, nessa minha atual existência. E os coordenadores do trabalho não as revelaram à luz da minha consciência em nenhum instante, naquela época. Talvez estivessem lá, talvez não, como muitos outros personagens que não são narrados por não serem de interesse direto do projeto dos livros. E, também, no próprio livro Atlântida – No reino das Trevas, é relatado que fomos separados algumas vezes para quebrar esse elo profundo que nos ligou por tantos séculos.

Sol e Lua estão encarnadas agora, como também relata o livro. Só saberei se poderei reconhecê-las quando encontrá-las pessoalmente. E espero sinceramente que isso aconteça. Será um momento marcante e especial para todos nós.

62 – Pergunta (21/02/2011): Revendo o livro Universalismo Crístico algo me chamou a atenção. Akhenaton, ao comentar o segundo pilar do UC, diz que a “reencarnação ainda deve ser qualificada como uma verdade relativa no mundo físico, por causa da falta de comprovação categórica…”. Tudo bem! Todavia, o físico indiano Amit Goswami, PhD em Física Quântica, em seu livro A FÍSICA DA ALMA, comprova cientificamente a reencarnação utilizando-se desta disciplina. Uma consulta rápida na internet mostrou que ele é bem conhecido do público brasileiro, já tendo sido, inclusive, entrevistado em um programa de televisão. Não seria o caso de considerar a reencarnação como já comprovada cientificamente e que mais comprovações virão se somar a esta?

Roger: Entendo a tua colocação e também concordo com ela. Entretanto, a ciência tradicional ainda reluta em aceitar os postulados da física quântica. Tratam-na como objeto de estudo, e não como verdade acadêmica indiscutível. Como estamos lidando com crenças de diversas religiões, é prudente aguardarmos manifestações de outros pesquisadores ou, até mesmo, uma aceitação oficial sobre o tema.

Esses dias, um professor de psicologia social da universidade Cornell, chamado Daryl J. Bem, apresentou um estudo tentando comprovar a parapsicologia, ao apresentar fortes evidencias de Percepção Extrasensorial (PES), ou seja, a capacidade de pressentir o futuro. Por ser um tema que foge o ramo da ciência tradicional, a tese está sofrendo diversos ataques e sendo alvo de ironias. Sem dúvida, qualquer comprovação cientifica de abordagens espirituais terá que lutar contra os céticos até o último instante, por vários anos; até o momento em que seja apresentada uma comprovação definitiva e indiscutível.

Mas, com certeza, no nosso próximo livro sobre o Universalismo Crístico avançado faremos essas considerações que tu argumentas sabiamente em tua pergunta. Não fizemos antes porque as verdades relativas precisam ser trabalhadas gradualmente para que a humanidade possa entrar de forma equilibrada na visão espiritual do terceiro milênio. Uma nova verdade precisa ser enraizada com cuidado em solos áridos, caso contrário, virá a se perder.

61 – Pergunta (14/02/2011): Roger, acabo de ler o volume 1 sobre Atlântida e te parabenizo pela excelente narrativa, rica em detalhes e abundante em lu(z)cidez! Conseguiste, mais uma vez, nos brindar com uma obra fantástica e inovadora, rompendo com a obscuridade e incertezas que sempre permearam os fatos relativos à Atlântida. Combinar fatos histórico à Luz da espiritualidade sempre traz imensos esclarecimentos sobre as trilhas que as civilizações do passado percorreram. Gostaria que comentasse mais sobre o momento em que você é arrebatado de Trion e de forma consciente conseguiu narrar a ‘‘segunda morte’’. Fiquei bastante curioso com o ocorrido, pois no caso relatado no livro, ele ocorreu não por uma sutilização e sublimação energética mas sim por uma readequação bioenergética a um local novo. Como se dá a derrocada do psicossoma? A exemplo do cordão de prata, existiria um cordão de ouro a ser desconectado? E no estado puro e indivisível de Espírito, quais as percepções que você teve em relação ao estado de ‘‘primeira morte’’? Com votos de felicidade e muitas páginas em 2011.

Roger: Boa pergunta! Já que falamos sobre o “cordão prateado” na pergunta 56, nada mais interessante do que falarmos sobre o “cordão dourado” nessa. Assim como o cordão prateado tem a função de estabelecer a conexão e as trocas energéticas entre o corpo físico e o perispiritual, o cordão de ouro é responsável por esse mesmo processo entre o corpo perispiritual básico, normalmente designado como corpo astral, e o corpo mental, que poderíamos afirmar como sendo o corpo de manifestação espiritual mais próximo de nossa centelha divina, ou seja, o espírito propriamente dito. Em suma, de maneira mais prática, para melhor entendimento, poderíamos dizer que o cordão de ouro é o elemento de ligação entre o corpo perispiritual e o próprio espírito imortal.

O cordão dourado energeticamente é muito sutil, e por isso geralmente não é percebido por médiuns. Eis o motivo de raramente ser relatado nas literaturas espiritualistas. No livro “Atlântida – No Reino das Trevas”, no capítulo introdutório, Hermes nos aconselha a acessarmos a pirâmide no campo mental. Naquele instante, nos projetamos de nossos corpos astrais, ligados pelo cordão de ouro, e acessamos a pirâmide no campo mental e lá a desarmamos definitivamente. Após obtermos êxito na missão, fomos tracionados novamente para os nossos perispíritos, pelo mesmo cordão dourado, devido aos ataques das sombras que sofríamos naquela dimensão inferior. Cabe lembrar, assim como relatamos na pergunta 56, que o cordão prateado e o dourado, não são cabos físicos, mas sim elementos energéticos de natureza espiritual, sem limitações físicas. E vejam que interessante, Arnach não estava reencarnado naquele momento, mas mesmo assim estava ligado ao seu corpo astral pelo fio dourado. São duas instâncias diferentes!

Mas, vamos a pergunta! Realmente, a “segunda morte”, ou seja, a desintegração do perispírito, ocorre no momento em que a nossa consciência evolui a patamares superiores, libertando-se da necessidade de viver no mundo das formas. Com isso, passa a viver apenas no plano mental, experimentando existências inimagináveis a nossa limitada condição atual. Nesse momento, o “cordão dourado” se rompe e o corpo perispiritual se decompõem, assim como acontece com o corpo físico com o rompimento do cordão prateado.

Um fato interessante é que Jesus já vivia no plano mental e, para reencarnar em nosso mundo físico há dois mil anos, teve de reconstruir o seu perispírito. Portanto, ele viveu dois renascimentos: um no mundo físico e outro no mundo astral inferior. Esses dois renascimentos, na verdade, foram a sua verdadeira “paixão”. Um processo bem difícil e doloroso para espíritos que já atingiram a iluminação. A morte de Jesus na cruz foi sua libertação; seus dois renascimentos, um verdadeiro calvário. Algo como tentar aprisionar um raio cristalino de luz em um jarro de barro mergulhado em um pântano.

E esse é um processo semelhante ao que ocorre com espíritos exilados para mundos inferiores. Claro que, observada as devidas proporções. Não é possível viajar pelo espaço com corpos de natureza biológica, mesmo que sutil, como é o corpo astral. A viagem se faz no mental e, no novo destino, deve-se reconstruir o corpo perispiritual com os elementos astrais e biológicos do novo mundo. Dependendo da diferença de vibração entre os mundos, esse é um processo bem doloroso, como já explicamos no livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o 3 milênio” e, também, no “Atlântida – No reino da Luz”.

A sensação de “segunda morte” é menos traumática que da “primeira morte”. A morte física, por ser mais grosseira, causa mais impressões sensoriais. A segunda morte parece mais uma libertação das sensações humanas, como se a nossa alma pudesse abraçar o universo, independente dos limites espaciais. No entanto, as percepções humanas típicas, como os cinco sentidos, se perdem. É uma relação puramente mental com o Universo, mas, por incrível que isso possa parecer, é mais ampla e detalhada, apesar da ausência da visão, audição e demais sentidos.

60 – Pergunta (07/02/2011): Caro Roger, também parabenizo o leitor pela bela visão crística apresentada na questão 55. Da mesma forma que ele, eu também li todos os seus livros na ordem em que foram publicados e espero ansioso por novas obras suas em parceria com Hermes, principalmente aquela já prometida da época de Jesus. Eu percebi também em sua obra que a evolução dos espíritos se dá de forma bastante lenta e, desde a época da Atlântida, muitos espíritos estão ainda reencarnando para queimar carmas em busca de sua angelitude.  Baseando-me neste fato, fico cada vez mais duvidoso com relação aos trabalhos de desobsessão realizados em Terreiros de Umbanda, Centros Espíritas e Casas Apométricas, nos quais apenas em meia hora de “conversas doutrinantes”  se consegue convencer um mago negro ou um espírito de baixa vibração a seguir pelo caminho da luz. Recordando-me dos recorrentes embates sem vencedores com Arnach e Galeato, onde fortíssimas argumentações são confrontadas pelo lado negro e pelo caminho crístico, fico ainda mais cético com relação a estas doutrinações instantâneas, que utiliza normalmente no meu entender uma retórica repetitiva e de baixo poder de convencimento. Onde está havendo exagero e o processo está equivocado? Nas sagas dos espíritos que vêm caminhando por milhares de anos em direção a Luz ou nas seções de desobsessão realizadas até mesmo em uma única reunião de atendimento espiritual?

Roger: Caro leitor,  a tua colocação já diz tudo. E isso é algo que acontece comumente nos processos de doutrinação/desobsessão: animismo dos médiuns e sugestionamento dos doutrinadores. Não se converte um mago negro ou um dragão com meia dúzia de palavras… Eles tem muito mais conhecimento que nós. Somente atingindo o seu coração, com verdadeiro sentimento de amor, depois de muito refletirem, é que voltam para a luz. Assim como ocorreu com Arnach, desde o livro “Sob o Signo de Aquário” até sua redenção no “Atlântida – No reino das Trevas” e que esperamos ocorra com Galeato e muitos outros no futuro.

Espíritos com o conhecimento dos magos negros não serão jamais doutrinados através de nossa abordagem limitada. Eles estão no plano astral, com ampla compreensão das coisas, enquanto estamos aqui com a nossa visão limitada a apenas essa existência. O que os faz abandonarem o caminho das trevas é um processo lento e reflexivo, muitas vezes através de “despertamentos inconscientes” que levam anos, décadas ou, até mesmo, séculos. Creio que o nosso exemplo, verdadeiramente sincero, é muito mais efetivo do que qualquer argumentação evangélica. E isso é  o que falta muito nos doutrinadores, seja de que segmento for, espíritas, umbandistas, apômetras, evangélicos, católicos, etc…(todos trabalham com esse tipo de atividade mas denominam com outros nomes). O problema não está em nossa “falta de santidade”, mas sim em não reconhecer que somos criaturas ainda imperfeitas. Os magos negros dão risadas dos falsos moralistas, hipócritas e enganadores. No entanto admiram aqueles que reconhecem os seus erros e fraquezas, colocando toda a autoridade moral nas mãos de Jesus e dos mentores espirituais, como tão comumente lemos nas obras de Chico e Divaldo.

Já presenciei diversas doutrinações que mais parecem um teatro. O médium diz sempre as mesmas coisas, seguindo um terrível e metódico animismo, enquanto o doutrinador segue o seu script de “frases de efeito” sem real consideração ou interesse pelo espírito comunicante. É comum o doutrinador estar mais preocupado com o seu ego e a admiração dos presentes do que com o real problema. E, assim, em uma simbiose anímica entre os encarnados, o espírito que está sendo esclarecido retira-se dando risadas, isso ocorre comumente com doutrinação de magos negros ou dragões, que não estão preocupados em serem esclarecidos. Claro que espíritos simples, que necessitam apenas de socorro, absorvem a necessária energia magnética desse processo, e recebem depois um verdadeiro esclarecimento pelos mentores no mundo espiritual. Mas vejam bem, para os espíritos desencarnados, (seja de que natureza forem), o comportamento consciente e solidário dos encarnados, tem importante reflexo em suas almas, convidando-os para uma verdadeira renovação; haja vista a vitória espiritual no mundo físico ser algo realmente admirável para todos.

Um excelente livro, que deveria ser leitura obrigatória de todos os médiuns que trabalham com desobsessão/doutrinação, é o “Diálogo com as Sombras”, do escritor espírita Hermínio de Miranda. O exercício mediúnico é algo que exige muito estudo e principalmente reflexão e desenvolvimento de sensibilidade por parte de médiuns e doutrinadores. Realizar esse processo de forma “automática”, como se todo o atendimento seguisse uma “receita de bolo” é um passo para a falência do processo e, consequentemente, dos médiuns. Cada caso é um universo novo e deve ser tratado como tal. Jamais pré-julguem o espírito comunicante segundo seus princípios preconceituosos. Jesus tratou com amor e carinho prostitutas e cobradores de impostos; e, até hoje, ainda vemos pessoas pré-julgando seus irmãos, emitindo seus “pré-conceitos” do que é certo e do que é errado, segundo seus costumes e hábitos, muitas vezes hipócritas ou absolutamente equivocados. De médiuns assim, o inferno está cheio. A Alta Espiritualidade da Terra precisa de médiuns sinceros, que reconheçam suas fraquezas, e que procuram seguir os ensinamentos de Jesus, principalmente “o ama ao teu próximo como a si mesmo”, independente de quem seja esse próximo. Sabemos que existem vários trabalhadores valorosos também, voltados para o trabalho sincero e verdadeiro. Entretanto, sempre cabe alertar sobre esses desvios tão comuns e rotineiros.

59 – Pergunta (31/01/2011): Em outras ocasiões já demonstrei meu apreço pelo teu trabalho, ao qual me sinto muito ligado. Parabéns e obrigado!  Acompanho assiduamente a coluna “Roger responde” e, ao ler as perguntas 38 e 39 e suas respectivas respostas fiquei com uma dúvida: Akhenaton e Hermes são dois espíritos remanescentes da antiga Atlântida e trabalham juntos pela nossa evolução desde essa época, ok!; se Akhenaton foi Allan Kardec, onde estava Hermes neste momento? Estava encarnado ou desencarnado? Qual foi a sua participação na elaboração das obras básicas do Espiritismo?
Tenho esta dúvida por que sou oriundo do espiritismo e considero o UC um aperfeiçoamento deste. Notei que o nome HERMES não aparece no prolegômenos do Livro dos Espíritos e nas “instruções dos espíritos” no Evangelho Segundo o Espiritismo. Não que isso seja necessário, mas o nome HERMES numa destas obras não tornaria o UC mais facilmente aceito, mais abrangente?

Roger: Existem vários momentos na história de nossa humanidade que foram importantes para a sua evolução. A própria revolução francesa não teve diretamente caráter religioso ou espiritual, mas foi amplamente acompanhada por esses mestres para trazer uma nova consciência baseada nos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. Mesmo com o apoio e o controle desses mestres, várias atrocidades foram cometidas durante a execução desse projeto de luz, como o triste “período do Terror”, quando a guilhotina ceifou centenas de vidas, demonstrando que o esforço pela disseminação da luz sempre tem que lutar contra a ação das trevas em mundos imperfeitos como a Terra.

A revolução francesa e o espiritismo foram dois eventos muito próximos e, portanto, não puderam contar com a presença física dos mesmos mestres. A reencarnação de almas ascensionadas não ocorre de forma tão rápida e, naquela época, estávamos longe do padrão de longevidade que teremos nos séculos futuros, devido as doenças e guerras do passado. E, por incrivel que possa parecer para alguns, esses mestres são mais importantes e úteis no plano espiritual do que no físico. Quando eles reencarnam, vários de seus projetos no astral ficam comprometidos. No entanto, por amor ao cenário evolutivo da vida física, se desdobram para trazerem luz ao nosso mundo e cumprirem os planos do Cristo para a Terra.

Hermes não esteve presente fisicamente durante a codificação do Espiritismo. Essa tarefa coube a outros grandes mestres. Entretanto, do plano astral, ajudou constantemente ao seu irmão de longa jornada que se encontrava reeencarnado na personalidade de Allan Kardec. E a doutrina espírita não cita Hermes porque o foco do trabalho de Allan Kardec foi a cultura espiritual ocidental. Além do que, o objetivo era trazer uma compreensão espiritual popular, de fácil compreensão. E, todos sabemos, que os ensinamentos herméticos são para iniciados, por serem de dificil entendimento. Ainda mais no século dezenove, época em que a humanidade era ainda mais alienada que nos dias atuais e os ensinamentos de Hermes eram de interesse, em geral, apenas dos alquimicos.


58 – Pergunta (24/01/2011): No livro “Atlântida – No reino das trevas” você chega a comentar em alguma parte que a influência do magos negros no astral inferior chegou a atingir Albert Einstein enquanto encarnado com o objetivo de se chegar a conclusão da bomba atômica, o que acabou ocorrendo. Até onde eu entendo ele cumpriu a parte dele em trazer pra Terra o que se comprometeu, sua ideia nunca foi criar uma bomba, tanto que existem relatos que ele entrou em depressão quando viu o que fizeram com suas teorias. Essa influência foi direta nele ou alguns espíritos acabaram distorcendo as teorias à seu bel prazer e usando de forma reversa à natureza?

Roger: Em 1941 tem início o Projeto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atômica), que foi conduzido pelo General Leslie R. Groves e a sua pesquisa foi dirigida pelo fisico estadounidense judeu J. Robert Oppenheimer, após ter ficado claro que uma arma de fissão nuclear era possível e que a Alemanha Nazista estava também investigando a construção de tais armas para si. Oppenheimer tentou insistentemente convencer o presidente Roosevelt da necessidade de construir a bomba atômica, antes dos nazistas, mas havia uma indecisão a respeito do tema. Albert Einstein, então, foi convencido por Oppenheimer de que deveria elaborar uma carta ao presidente alertando-o da urgência desse projeto. Einstein, um pacifista, com sua visão entorpecida pelo medo, foi sutilmente envolvido pela ação das trevas para dar seu definitivo apoio a construção dessa terrível arma. Por isso costumo afirmar que o medo e a culpa são os maiores instrumentos das trevas para nos dominarem e bloquearem os grandes projeto de luz que todos deveríamos realizar em nossas vidas. Einstein era um cientista com indiscutivel influência, e isso levou o presidente americano a acatar, sem a mínima hesitação, a sua decisão sobre a importância de iniciar o projeto mais sinistro da historia atual de nossa humanidade, e que se desdobra até os dias atuais, levando nações como a Coréia do Norte a matar o seu povo de fome para investir seus limitados recursos no desenvolvimento de tal tecnologia.

De uma forma ou de outra, isso viria a acontecer, é da natureza humana, ainda imperfeita e guerreira. No entanto,  no livro somente realçamos a ação das trevas em todas as frentes para atingir os seus objetivos. Einstein foi um cidadão exemplar, mas nem ele fugiu da ação das entidades sombrias para servir de instrumento para o mal.

Posteriormente, Einstein emitiu um pronunciamento oficial sobre o referido tema, demonstrando pesar sobre a decisão que teve de tomar, motivado pelo medo da ação nazista, em que diz: “Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se veem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de antissocial ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por ideias simples e claras.

Por isso nós afirmamos no livro “Atlântida – No reino das Trevas”: “Gadeir logo percebeu que o nazismo fracassaria e passou a estimular os americanos a construir a bomba atômica. Utilizando uma das maiores armas das sombras: o medo, eles manipularam inclusive o famoso cientista Albert Einstein para que esse, instigado pelo temor de que os alemães desenvolvessem a bomba antes dos americanos, desse seu apoio à construção do artefato que ceifaria milhares de vidas japonesas e instauraria a era da Guerra Fria no mundo”.
57 – Pergunta (17/01/2011):  Primeiramente, gostaria de dar parabéns pelo livro Atlântida no Reino das Trevas… Como sempre, muitas conexões feitas e dúvidas tiradas… e melhor ainda… novos questionamentos surgiram… No final de Atlântida no Reino das Trevas, vocês escrevem: “O Espírito Criador, em sua Mente Suprema, consegue prever com exatidão as ações de seus filhos com milênios de antecedência, apenas analisando seu perfil psicológico. Para Deus, o mistério absolutamente não existe.” Temos nosso livre arbítrio, mas se Deus sabe como tudo vai acontecer, a espiritualidade maior, os espíritos mais elevados, devem também ter consciência disso tudo… então por que alguns “fracassos” não puderam ser evitados? Como no caso da tentativa de Akhenaton em implantar a crença de um único Deus. Se existe uma previsão, por que tantas guerras? tantos desastres? Não poderíamos evitar isso? Gostaria que você falasse mais a respeito do livre arbítrio, fiquei um pouco confusa, porque no fundo parece que não temos tanta liberdade assim, já que tudo já está previsto.

Eu tenho uma pergunta para você, e vi que estava apurado em suas viagens, vou coloca-la aqui novamente se você puder me responder: é sobre o livre-arbítrio. No Atlântida vol2, você fala sobre ele e como Deus conhece seus filhos amados. Como “funciona” então o livre-arbítrio? Uma vez que temos uma missão, um comprometimento com a vida e conosco mesmo o livre arbítrio permite que escolhamos as atitudes e ações no caminho, mas o caminho já está traçado? Seria assim que ele age em nossas vidas?

Roger: Essa questão realmente é um pouco complicada. Vamos tentar colocar de forma clara e objetiva. O livre-arbítrio, ou seja, a liberdade de escolha, é um direito fundamental de todos os filhos de Deus. A escolha de nossos próprios caminhos, ou seja, tomarmos as nossas próprias decisões, é que nos caracteriza como verdadeiros filhos de Deus, e não apenas robôs autômatos, que agem segundo a vontade da Mente Suprema de Deus. A beleza da vida está em nossa individualidade e liberdade de decisão, independente das consequências. Espíritos que já se iluminaram, sentem-se realizados através dessa liberdade e conquista, já os que ainda se encontram na estrada da imperfeição, por sua limitada consciência, terminam semeando o caos durante a sua caminhada evolutiva, causando distúrbios nos projetos de luz, que terminam ocasionando fracassos.A nossa imperfeição espiritual faz com que tomemos decisões equivocadas, mas que nos levam ao aprendizado. E Deus não está preocupado com resultados imediatos, mas sim com o proveito que tomamos da lição ensinada pela vida. Para o Criador, a “aprovação” no final do período de aprendizagem só tem real valor se realmente tivermos evoluído, ou seja, aprendido a lição necessária em nosso momento evolutivo.

Mas, então, como Deus sabe tudo de antemão, com milênios de antecedência? Veja, estamos falando de uma Inteligência incompreensível a nossa natureza de espíritos ainda imperfeitos. Falar de Deus, sempre é um desafio. Como analisar um Ser que jamais foi criado, que sempre existiu? A nossa mente mal consegue refletir sobre algo que jamais teve um princípio, quanto mais entender a Inteligência Suprema e sua capacidade de análise psicológica do comportamento de seus filhos no transcorrer dos milênios. Analisando os nossos filhos na infância, devido a convivência diária, podemos perceber quais serão suas inclinações futuras na vida adulta. Mesmo assim erramos muitas vezes… Já o Espírito Criador consegue avaliar-nos por centenas de encarnações futuras, por milhares de anos, e acertar com 100% de precisão quais serão as nossas escolhas. A mente Dele é o Todo, nela residem o passado, o presente e o futuro. Em Deus não existe espaço nem tempo. E isso não é fácil de compreendermos devido aos limitados paradigmas da vida humana.

E somente o Cristo Planetário, espírito responsável pela evolução da Terra, tem acesso completo a essas informações assim tão amplas. Nem mesmo os grandes mestres da Terra, como Jesus, entre outros, tem tamanha consciência dos futuros da humanidade e das individualidades das consciências que evoluem na Terra. Portanto, trabalham com esperança no futuro, realizando os projetos que, quando são falhos, mesmo assim oferecem importante aprendizado para a humanidade como um todo. O fracasso de implantar o monoteísmo na Terra, realizado por Akhenaton, que narramos no livro “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, não foi uma perda, mas sim uma necessária escola para os espíritos que evoluíam em nosso mundo naquele período. Talvez se o projeto de Akhenaton tivesse dado certo, sem a humanidade ter os reais valores para compreender a sua mensagem, teríamos problemas futuros nos estágios seguintes da evolução coletiva de nosso planeta, assim como acontece quando um aluno é aprovado para o nível seguinte em sua escola sem ter aprendido adequadamente a matéria.


56 – Pergunta (10/01/2011):  No Livro Universalismo Crístico, durante o desdobramento, que é narrado no começo do livro, quando você está conversando com o “mago das trevas” ele ameaça romper o seu Cordão Prateado. A partir disso, procurei realmente saber se o cordão poderia ser rompido, pesquisei na internet e encontrei trechos de literaturas espíritas que afirmavam: O Cordão só poderá ser rompido com o desencarne, com a morte do corpo físico. Também encontrei essa proposta de rompimento no livro “Sob o signo de Aquário”. Em pesquisa no Google encontrei entre outras: “Desse modo não é possível a ‘tomada do corpo por outro espírito’, ‘me perder durante a projeção e nunca mais voltar’, ‘enroscar meu cordão e rompe-lo’, ou ainda ‘um espírito cortar meu cordão’. Essas são apenas fantasias e mitos criados por muitas ordens esotéricas.” O que você pode nos dizer a respeito dessas informações que me parecem contraditórias?

Roger: O cordão prateado é mais uma simbologia para entendermos a ligação do espírito ao seu corpo físico, quando encarnado, do que propriamente o fato de um fio que nos liga ao nosso corpo, no momento em que estamos projetados no astral. Imaginem bilhões de espíritos trafegando libertos de seus corpos, por distâncias de milhares de quilômetros,… seria algo como bilhões de cabos de fibra ótica entrelaçados pelo globo terrestre. Algo meio sem sentido, não é mesmo? Se um determinado espírito retornasse por outro caminho ao seu corpo, ficaria enredado em bilhões de outros “fios prateados”, causando o caos no tráfego extracorpóreo…

O cordão prateado é somente uma forma simbólica de descrever o “elo” que mantém o corpo físico ligado ao espírito, mas ele não é de natureza física, como um cabo de fibra ótica, mas sim um elemento de ordem espiritual, sem estar preso a correlação “espaço-tempo”. Com o seu amadurecimento espiritual, a humanidade perceberá que as narrativas referentes a temas espirituais que se baseiam nas formas materiais da vida humana não fazem sentido. Elas apenas servem para elucidar o nosso entendimento das coisas espirituais. Por exemplo, espíritos vivendo em casas, sentados em cadeiras e tomando sopas no plano astral só ocorrem nas mentes de espíritos recém desencarnados e de pouca evolução ou, então, nas narrativas dos mentores espirituais para termos um melhor entendimento de um mundo que foge de nossa ainda limitada compreensão materialista. O universo espiritual é mental, e não físico.

Os estudos espíritas são louváveis instrumento de pesquisa, assim como todos os ramos da ciência, no entanto, assim como a ciência humana, ainda não dominam completamente toda a abrangência do conhecimento que se propõem a estudar, portanto não podemos atestar suas informações como absolutas. Com o passar dos anos, novas verdades se revelam, e sábio é aquele que não se prende ao passado e busca ampliar o seu entendimento espiritual.

Mas no que diz respeito a pergunta, realmente não é comum ocorrer o “rompimento” do cordão prateado pela ação de outros espíritos que não sejam aqueles designados pela Alta Espiritualidade a procederem o desencarne do espírito em seu momento extremo. Entretanto, não existe regra sem exceção. Por exemplo, a tomada do corpo por outro espírito, os casos de possessões, são raros, mas ocorrem. Existem relatos bem interessantes. E no que diz respeito a ação dos magos negros, todo o cuidado é pouco. Obviamente que os espíritos protetores não permitiriam que esses espíritos das sombras efetivassem as ameaças que me fizeram durantes as narrativas citadas acima. Essas ameaças tiveram mais a finalidade de provocar-me medo e tensão para me desestabilizar emocionalmente naquelas ocasiões.

Contudo, recomendo sempre as pessoas que evitem se envolver com esse tipo de entidades espirituais. Ainda mais se não tiverem uma “boa retaguarda” protegendo-os. É comum vermos médiuns que se envolvem com esses espíritos que possuem vigoroso poder e, por se distanciarem da luz do Cristo, devido a indução hipnótica destas, sofrerem terríveis consequências. Sendo muitas delas levadas à morte por vários meios, entre eles, o próprio rompimento do cordão prateado, resultando em mortes inesperadas e inexplicáveis. Se “orarmos e vigiarmos” estaremos com a proteção dos espíritos de luz, mas se nos distanciarmos do caminho da luz, estaremos por nossa conta e risco. Essa é uma regra de segurança elementar, mas que médiuns fascinados esquecem rapidamente, quando sob a influência sinistra de espíritos das sombras.

Inclusive, depois de terminarmos o livro “Atlântida – No reino das Trevas”, Hermes alertou-me que deveremos trabalhar, nos próximos livros, em temas de muita luz, paz e amor, porque as emanações e impressões deletérias dos magos negros ficam impregnadas no próprio médium, causando perigosa fascinação, mesmo com o trabalho sendo conduzido pelos mestres da Luz. Temas como de nosso último livro, de forma central, novamente, somente daqui há alguns bons anos.

55 – Pergunta (03/01/2011):  Li todos os livros do Roger e na mesma sequência do lançamento. Tenho lido muito durante os meus 58  anos e aprendi muita coisa. A conclusão que cheguei depois de tanto ler é que independente da história e conteúdo, o mais importante é a mensagem contida em cada livro. Depois de me preocupar se tenho a marca da besta, se vou ficar por aqui ou não, concluí que o mais importante não é para onde vou, mas o que vou poder contribuir em qualquer mundo que Deus me oferecer. Todos têm muito a aprender, e esse aprendizado se faz vagarosamente e Deus é tão maravilhoso que espera milênios para que possamos dar um passo. Em um dos livros do espírito  Ramatís, ele mencionou uma obra chamada Harpas Eternas, comprei o livro e descobri que a obra completa é composta por 14 livros. Li todos, maravilhosos, eu recomendo. Em um dos livros, o guia espiritual, Hilarião de Monte Nebo, informa que Jesus teve sete encarnações aqui na Terra, sendo uma delas a personalidade de Antúlio na própria Atlântida. Gostaria de saber se isto é verdade. É obvio que verdade ou não isto não vai mudar a minha vida, é pura curiosidade.

Roger: Caro leitor, essa pergunta já foi respondida na questão número 26, do dia 14/06/2010, da coluna “Roger Responde 2010”. Eu poderia ter lhe dito isso diretamente por e-mail, como estou fazendo com todas aquelas perguntas que já foram respondidas no site anteriormente, mas que porventura o leitor não tenha percebido.

No entanto, a tua reflexão inicial foi tão profunda e maravilhosa que decidi dividi-la com os demais leitores. Creio que, mesmo que eu me esforçasse muito, não conseguiria resumir de forma tão singela, e ao mesmo tempo profunda, tudo que temos procurado dizer a todos. Essa é essência! Parabéns por ter compreendido! Continue pensando dessa forma que a tua luz interior e as decorrentes ações de tua forma de pensar te levarão finalmente a “Grande Revelação”, que é impossível de ser descrita, pois só pode ser vivida, por aqueles que atingirem o ápice da compreensão espiritual. Prossiga por esse caminho, e quando chegares ao final dessa atual jornada humana, ingressarás no plano espiritual de forma exitosa.



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