Todas de 2010

ROGER RESPONDE 2010


54 – Pergunta (27/12/2010):  Roger, você já leu o livro “Transição Planetária”, do Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, recém lançado? O livro é excelente e aborda muitas informações que você já nos traz desde o ano 2000, a partir de sua primeira publicação “A história de um anjo”. Por anos eu tentei abordar os temas de seus livros em minhas palestras na casa espírita que frequento, mas era tolhido pela direção da casa que dizia que os seus livros não são referendados pela FEB. Agora com as confirmações do Divaldo, poderei questioná-los sobre isso! Obrigado por todo o trabalho que você tem feito em nome da Espiritualidade, independente das religiões! Deus te abençoe, irmão. Como diz o próprio livro do Divaldo: “O bem não se detém ante qualquer tipo de fronteira, limite, preconceito, porque é emanação divina para a edificação da vida”.


Roger: Sim. Eu já li o livro. Ele é excelente! A mediunidade do Divaldo é uma grande benção para todos que buscam Espiritualidade. Ele, apesar de estar em avançada idade, mantém-se progressista e não se aprisiona as crenças que ajudou a construir no passado. Sabe que a humanidade deve evoluir para outros níveis de compreensão espiritual. Contudo, em meio a ensinamentos de vanguarda em seu novo livro, ele repreende aqueles que questionam os dogmas espíritas. Essa atitude provavelmente tem a finalidade de evitar maiores atritos com os conservadores. Ele já teve problemas quando começou a abordar a questão das crianças do terceiro milênio, vulgarmente chamadas de índigo. Divaldo é o médium mais lúcido dentro do cenário espírita. Obviamente, ele tem que ser ponderado em suas colocações para não gerar melindres em quem ainda não está pronto para abandonar seus próprios dogmas e sua visão sectária a respeito das religiões. No auge de sua sabedoria, Divaldo sabe esperar e caminha na velocidade certa, dentro do cenário em que está inserido.

Leiam o livro, pois ele é realmente ótimo. Fiquei muito feliz em ler informações que já abordávamos há anos como, por exemplo, o novo estágio espiritual da humanidade, abandonando o instinto e rumando para o despertar da consciência, o exílio dos rebeldes para os mundos de ordem inferior, a Terra como herança para os pacíficos, influência de espíritos extraterrestres auxiliando-nos nesse período de transição, entre outras importantes informações sempre relatadas com o brilhantismo característico do Divaldo.

Esse livro, para o nosso trabalho, é bem importante! Apesar de serem informações reservadas, facilitará as nossas exposições, pois poderemos realizar as nossas palestras e divulgações dos livros utilizando como referendo essa bela obra do mais importante médium encarnado no momento. Como bem afirma o leitor, finalmente será possível falar para os irmãos espíritas mais abertamente sobre esses temas tão importantes nesse período em que vivemos. Chegou o momento de aprofundar as informações espirituais nesse meio. A comunidade espírita já está madura para ir além do que tradicionalmente tem recebido nas últimas décadas. As casas espíritas têm que perceber que consolar aqueles que as procuram é importante, contudo, esclarecê-los é de vital importância. Temos que ensinar a pescar, e não apenas ficar dando o peixe.

53 – Pergunta (20/12/2010):  Desde que comecei a ler os seus livros, muitas coisas mudaram em meu íntimo. Não vejo mais o mundo com os mesmos olhos, como muitos outros leitores têm manifestado. Inclusive as festas de fim de ano, o Natal e a entrada do novo ano, me parecem agora tão fúteis e vazias. Gostaria que a Nova Era já estivesse implantada na Terra e pudéssemos celebrar essas datas com o devido valor espiritual que elas merecem. O nascimento de Jesus se tornou apenas uma festa comercial, onde o papai Noel é o centro das atenções e as famílias representam um “falso teatro de confraternização”, que representa a mediocridade de nossos valores. Vi esses dias uma frase de uma atriz dizendo que para o Natal ela gostaria de receber um bom comprimido para dormir ou uma passagem para viajar, demonstrando o esgotamento emocional que todos vivemos frente a essa visão superficial de data tão importante.  O que você pode nos dizer a respeito disso?

Roger: Em nosso livro, “A Nova Era – Orientações espirituais para o 3° milênio”,  já externamos a nossa opinião a respeito desse tema. Realmente, é lamentável observarmos o quanto o homem atual permitiu se alienar em busca de uma fuga dos seus compromissos espirituais. O homem moderno acredita que substituindo a mensagem de renovação interior de Jesus pelo conto de fadas do papai Noel será mais feliz. Mas, a cada ano que passa, a superficial troca de presentes materiais provoca um vazio ainda maior em todos, porque percebem que novos tempos são chegados e a escola de evolução espiritual, que chamamos de planeta Terra, exigirá de seus alunos novos horizontes evolutivos. A infantilidade com que tratamos a vida, não será mais tolerada. E aqueles que tem olhos para ver, já percebem isso.

A crença no papai Noel deveria ser incentivada apenas para crianças de até 7 anos. Isso se os pais veem algo de proveitoso nessa crença imatura. Acima dessa idade, todos deveriam ter real consciência da importância de uma reflexão sobre os ensinamentos espirituais trazidos por Jesus. Ao invés das conversas fúteis, da comilança e das bebidas desenfreadas, deveríamos ater-nos a reflexões sobre as nossas atitudes durante o ano com relação aos ensinamentos desse grande mestre, analisando, assim, o nosso progresso evolutivo no período. É lamentável, mas tornar-se uma pessoa melhor, tornou-se algo secundário para a humanidade em geral. E isso pode não parecer, mas acarreta no campo psicológico das pessoas uma terrível frustração. Na área inconsciente de sua mente, o individuo percebe a sua falência espiritual. Descobre que a vida está passando rapidamente mas ele nada faz para tornar-se uma pessoa melhor, ou seja, adquirir os valores da alma, que são as riquezas imperecíveis da alma. Ano após ano esse cenário se repete, até que uma angústia se apodera de sua alma, e por não saber como resolver isso, termina se deprimindo simplesmente por ouvir as alienantes músicas natalinas, que retratam muito bem a sintonia com o “velho mundo” que está por extinguir-se. Isso pode parecer apenas um clichê, mas volto a afirmar: abandonem o mundo das ilusões e busquem sua espiritualidade interior, sua verdadeira conexão com Deus, só assim se libertarão da tristeza, da depressão e do grande vazio que impera nos corações que já estão cansados do circo em que a vida humana se tornou.

A confraternização natalina através da troca de presentes é saudável, mas de forma alguma pode estar em primeiro plano. Lembrem-se: acima de tudo, Natal é Cristo! Aproveitem essa data especial para debaterem e refletirem sobre os ensinamentos de Jesus e o quanto o estão aplicando em suas vidas, de forma descontraída e fraterna, sem ritualismos. E convidem-no para participar de suas festas natalinas! Tenho certeza que ele ficará muito feliz com esse convite. Infelizmente, o homem atualmente só se lembra de Jesus quando uma familiar está hospitalizado, entre a vida e a morte, ou quando ocorrem tragédias. Na festa de seu aniversário, geralmente, ele é desprezado por aqueles a quem deu a vida para ensinar-lhes o caminho da Luz.

52 – Pergunta (13/12/2010):  Roger,  tenho uma noção elementar da doutrina espírita embora tenha nascido neste berço. Diante de tantas “idas e vindas” para à casa espírita e embora  ouvir dentro de mim “uma voz” dizendo que meu momento já chegou, somente há pouquíssimo tempo decidi ler um livro seu que estava em minha estante há alguns anos, “AKHENATON”.
Uma vontade imensa  de ler me invadiu, então decidi pelo seu livro porque sempre tive uma paixão muito grande pelas histórias do Egito. Entrei em êxtase. Também não havia como não entrar… Dei então continuidade com Moisés I e II, Atlântida I e II, agora estou lendo A história de um anjo e já estou com A Nova Era a minha espera. Quero ler os outros 2 que se não me engano são os que faltam das suas obras.
Comecei através deles, a ter uma outra visão não sei se do espiritismo, ou da vida e o desenvolvimento dos fatos… Não sei dizer, mas sei que percebi que preciso sair do vício de achar que o fato de dizer que sou espírita ou de frequentar vez ou outra a casa ou fazer o evangelho no lar, etc., vão me tornar uma pessoa diferente “salva”, sem sequer me atentar para o melhoramento do meu íntimo, meu comportamento diante das situações corriqueiras, minhas tendências…  Não via isso dessa forma tão peculiar… Vergonha… Não sei exprimir o que sinto diante de tanta ignorância.
Quero te agradecer, por ter despertado através dessas obras tão maravilhosas, a vontade de mudança e buscar o conhecimento. Não quero tomar mais ainda seu tempo com meus temas pessoais, porém, gostaria que me tirasse uma dúvida. Tenho falado dos teus livros para aqueles que me cercam, e me entristece muito o fato de algumas dessas pessoas colocarem em dúvida a veracidade das obras pelo fato de não serem reconhecidas pela FEB (Federação Espírita Brasileira). Por que não são, já que as mesmas trazem informações tão sensatas?

Roger: Antes de iniciar essa resposta, gostaria de agradecer a todos os leitores pelas perguntas pertinentes e inteligentes que temos recebido. Estamos, nessa semana, comemorando um ano da coluna “Roger Responde”. E é a participação de vocês, leitores, que tornou esse canal de comunicação algo tão importante e rico em informações para todos nós. Espero continuar recebendo mais e mais perguntas para darmos prosseguimento a esse trabalho. Muitas delas não puderam ser respondidas, devido a grande quantidade, ou  serem informações que não devem ser revaladas ou, também, por simplesmente não ter a resposta para dar-lhes nesse momento, mas sei que os leitores compreendem isso.

A pergunta da semana é bem interessante. Primeiro porque coloca “em xeque” o rótulo de ser espírita e segundo por causa da visão que temos da instituição burocrática denominada FEB. Os nossos livros cada vez mais procuram demonstrar ao leitor que as religiões nada mais são do que instrumentos que nos ligam a Deus. São apenas ferramentas que nos fazem compreender o objetivo maior da vida, que é evoluir rumo à luz de Deus. As religiões não são times de futebol, e, portanto, não devem ser adoradas como tal. Gastemos as nossas energias na louvável ação de nos tornarmos pessoas melhores, e não defendendo ideias que, com o passar do tempo, tornam-se obsoletas, devido ao natural avanço da humanidade. Já faz muito tempo que abandonei o rótulo de espírita. Hoje em dia me orgulho apenas do título de “irmão” de todos os seres do Universo, de todas as crenças, que reconhecem em Deus o Espírito Criador do Universo. Como afirmamos em determinado trecho do livro Atlântida – No reino das Trevas: “As religiões são instituições humanas! As mensagens incólumes dos grandes mestres, que procuramos resgatar através de nossos relatos, é que foram divinas. As religiões são como rodinhas auxiliares de uma bicicleta infantil; quando aprendemos a nos equilibrar, não necessitamos mais delas. Insistir em manter essas rodinhas, após aprender a andar de bicicleta, prejudica e atrasa o deslocamento, fazendo-nos perder os melhores momentos do passeio. A aquisição da verdadeira consciência espiritual nos faz compreender os caminhos que devemos seguir para alcançarmos a verdadeira felicidade, independente de crenças sectárias.”

E sobre a questão da FEB não reconhecer os nossos livros, isso na verdade não tem nada a ver com eles serem verdadeiros ou não. Trata-se apenas de uma questão política desta entidade. Por algum motivo, provavelmente influências das trevas, no século passado, a citada entidade resolveu abolir do cenário espírita os livros e mensagens do espírito Ramatís (sem justa causa e sem argumentos sólidos), causando grave prejuízo aos planos da Alta Espiritualidade para a evolução do espiritismo, que, assim como Kardec preceituou, deveria ser uma filosofia progressista. Infelizmente os órgãos oficias espíritas engessaram o espiritismo, tornando-o uma religião sectária, como suas antecessoras, devido a visão estreita de suas lideranças nas ultimas décadas, assim como nos alerta o livro “Os Dragões”, do espírito Maria Modesto, psicografado por Wanderley Oliveira. Por sinal, um excelente livro. Hoje em dia o espírita ortodoxo condena quem pensa diferente, assim como fora feito no passado com as mensagens libertadoras que inovaram o cenário espiritual da humanidade. Foi assim com Allan Kardec, que teve seus livros queimados no “Auto de fé de Barcelona” pela Igreja, e, anteriormente, com Jesus, que foi crucificado por trazer a mensagem do amor para a evolução do modelo espiritual vigente em sua época. O próprio Akhenaton, que foi citado nessa pergunta, sofreu a mesma intolerância religiosa, antes mesmo de Jesus. Analisando a História, fica claro perceber que pessoas retrógradas tem dificuldade em aceitar o novo. Quando Chico Xavier escreveu o livro “Obreiros da Vida Eterna”, em 1946, a obra foi considerada como ficção por membros dessa instituição. Hoje, obviamente, ela já é amplamente aceita.

Como os nossos livros são a continuação do processo de universalização das religiões iniciado por Ramatís, através do médium Hercílio Maes, é natural que os burocratas da FEB desconsiderem o nosso trabalho. Porém, em nenhum momento, poderão avaliar a veracidade de nossas informações; principalmente porque não são qualificados para isso. Infelizmente essa organização dá sua chancela a algumas obras espíritas que são motivo de chacota pelos céticos. No campo espiritual tudo é muito subjetivo,  mas existem livros publicados e apoiados pela FEB com absurdos erros históricos e científicos, fato que coloca o espiritismo em descrédito no cenário acadêmico. Obviamente que não citarei essas obras por motivos éticos. Mas, por exemplo, existem relatos sobre a época do faraó Akhenaton, (sobre o qual escrevemos e que o leitor bem reconheceu o valor), que são completamente equivocados. Já recebi vários e-mails relatando esses erros históricos, que estudantes iniciantes de Egiptologia detectam com facilidade. Seriam esses livros mediúnicos verídicos? Por que a FEB dá seu apoio a eles? Provavelmente, nada mais que a velha política de interesses: alinhamento de pensamento, sem compromisso com a evolução tão defendida por Kardec. O medo das mudanças evolutivas naturais, os aflige, assim como ocorreu com Caifás ao se deparar com a mensagem libertadora do sublime rabi da Galiléia; ou, então, como aconteceu com os sacerdotes de Amon quando perderam seus privilégios com a revolução espiritual promovida por Akhenaton no antigo Egito.

No entanto, temos que compreender esse comportamento tão comum na história de nossa imatura humanidade. Não se pode pedir a uma instituição com os olhos voltados para o passado que apoie projetos de vanguarda. É como pedir a Igreja Católica, com raízes medievais, que reconheça a veracidade do espiritismo moderno, por exemplo. Temos que ter paciência e aguardar a ação das mentes progressistas dentro do cenário espírita. E isso é apenas uma questão de tempo. As novas gerações tomarão os postos de controle da doutrina no futuro e promoverão as evoluções necessárias, fruto natural de suas mentes mais abertas e aguçadas.

Por isso sempre recomendo aos leitores: cuidado com as determinações absolutistas das instituições burocráticas religiosas. Atenham-se as mensagens dos grandes mestres que as inspiraram. Busquem a verdade por suas próprias mãos! Os seguidores das religiões são pessoas falíveis como todos nós e, no caso do espiritismo, ainda é pior, porque são espíritos muito endividados que receberam a benção de trabalhar em nome dessa nova revelação para saldar seus débitos do passado, como nos narra diversas obras mediúnicas. A Nova Era será fundamentalmente baseada na filosofia de “busca de Espiritualidade”. Será o fim da era da submissão a líderes religiosos. “Busque a verdade e a verdade te libertará”. E certamente ela não está nas mãos dos homens, que geralmente colocam os seus interesses pessoais acima dos interesses divinos. Sendo assim, onde poderemos encontrar a verdade que tanto procuramos para iluminar os nossos caminhos? O melhor juiz para a busca da verdade é a nossa própria consciência. Jamais deleguem essa importante tarefa a outrem. Isso significa escravizar-se ao pensamento alheio, que é tão passível de erro quanto o seu próprio.

Logo, esperamos que no futuro a FEB seja dirigida por líderes de mente aberta que resgatem o real papel dessa instituição, que hoje em dia está sendo negligenciado. As casas espíritas com visão mais aberta terminam se descredenciando por não tolerarem a imposição de tamanho atraso em suas convicções e ficam sem o apoio de uma importante instituição que poderia lhes nortear os rumos e dar subsídios para realizarem suas atividades. É uma pena que isso venha a ocorrer nos dias atuais, quando já obtivemos diversos avanços no campo da compreensão e universalização do saber espiritual.

51 – Pergunta (06/12/2010):  Acabo de ler o livro “Atlântida – No Reino das Trevas” e, de antemão, cumprimento-o pela obra. Uma questão me deixa intrigado e gostaria de esclarecimento. A narrativa me deixou a impressão de que os magos negros atlantes, por seu conhecimento e poder, suplantaram de certa forma os padecimentos que seriam esperados tanto no plano astral como em futuras encarnações. Tome-se como exemplo o caso de Arnach. Após a queda do continente atlante, construiu para si um ‘império mental’ a seu gosto que perdurou por milênios; viveu sua ‘falsa’ realidade por longo tempo até retornar para a luz e viver a experiência física novamente. Certo é que não podemos nos afastar da colheita obrigatória nem de pagar nosso último ceitil; porém, o que nos pareceu com a narrativa é que o espírito avançado no campo psíquico/mental, ainda que imensamente atrasado no amor ao próximo, leva uma ‘vantagem’ sobre o espírito mais simplório. Reforço que esta é uma impressão que o livro me suscita; não creio que seja assim. Por isso, gostaria de mais explicações nesse ponto.


Roger: O mundo espiritual é essencialmente de natureza mental, ou seja, um reflexo de nossa própria consciência. Se somos virtuosos, a nossa mente sintoniza-se com as esferas sublimes, entrando em uma frequência de luz. Porém, se vivemos em desacordo com a lei suprema “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem”, nossa mente, em sua estrutura inconsciente, cobra-nos por estarmos em conflito com esse principio divino, precipitando-nos às sombras, onde se fará presente em nossa tela mental todas as coisas que abominamos, entre elas, dor (na condição de remorso) e miséria.

Naturalmente esse é o destino das almas corrompidas, principalmente devido a carga trazida através de todos os relatos das religiões a cerca do Inferno. Assim é, para espíritos comuns, inevitável que a consciência cobre o seu preço, infligindo a ele até mesmo deformações no corpo perispiritual, por mais que o infrator deseje se enganar. No entanto, os magos negros atlantes são seres que sempre possuíram assombroso poder mental, desenvolvido com afinco em seus rituais de magia e hipnose. Após desencarnarem na extinta Atlântida, perceberam que poderiam controlar inclusive a área inconsciente de suas mentes, projetando para si um mundo ilusório de conforto, poder e requinte, mesmo vivendo no reino das sombras. E é essa a maior perdição das sombras… O prazer de viver na opulência. Caso não fosse assim, todos retornariam para a luz rapidamente. Mas Deus precisa dos senhores da escuridão para ajudar no trabalho de despertamento das almas primitivas, que estagnam no processo evolutivo. Assim como nós precisamos dos policiais e do exército para livrar os morros cariocas da criminalidade. Eles não ouviriam a mensagem evangélica. Pastores, padres e demais líderes espirituais não seriam ouvidos. Criminosos contumazes necessitam de forças mais intensas para serem chamados à razão. Assim ocorre também com as consciências mais primitivas de nosso mundo.

Certamente que ninguém foge da colheita daquilo que plantou, como sabiamente nos ensinou Jesus. No entanto, Deus permite esse “momentâneo” período de ilusão dos magos negros para que obtenham um aprendizado de acordo com as suas necessidades evolutivas incomuns. Deus não deseja o sofrimento e a autopunição de seus filhos. Nós é que nos flagelamos com os dramas de nossas próprias consciências. Deus não condena, apenas aguarda serenamente a nossa redenção espiritual. Ele espera pacientemente que retifiquemos os nossos erros e que aprendamos a viver em harmonia com o Universo.

Arnach pode ter passado ao leitor a ideia de impunidade; mas, no transcorrer desses séculos, também teve as suas amarguras, e se protegeu dela, da forma que lhe era possível, com a armadura da ilusão. Hoje em dia ele necessitará realizar uma grande tarefa transformadora no mundo dos homens para resgatar os seus erros. Ele pagará até o ultimo ceitil, como reza a Lei Maior, mas com um verdadeiro trabalho voltado para o Bem coletivo. É isso que Deus espera de nós… que nos tornemos pessoas melhores. Dor e sofrimento é uma construção da mente humana em desalinho com a sua natureza divina. Lembrem-se: culpa e medo são construções de nossas mentes. Deus não quer isso para nós. Nós construímos esses sentimentos deturpados e promovemos um autoflagelo que muitas vezes nem percebemos.

Se não fosse dessa forma, Deus teria privilegiado Paulo de Tarso, que era um assassino de cristãos até o seu encontro com Jesus na estrada para Damasco, onde modificou totalmente a sua vida para a Luz e foi recebido no plano espiritual como um grande vencedor e passou a habitar as paragens celestiais.

E como nos narra o livro, caso Arnach fracasse nessa missão abençoada, sofrerá a ação implacável da lei cármica, sem privilégios, porque a lei de Deus é igual para todos, mas sempre respeitando o momento evolutivo de cada um. Deus oferece o remédio de acordo com a enfermidade de cada alma. Carma é reeducação da alma. Não é punição! Depende somente de como vemos o mundo. Para alguns, nascer em situação menos favorável é castigo divino. Já para almas focadas no Bem é oportunidade de trabalho em nome do Cristo dentro de um cenário mais instigante. Existem médicos que preferem atuar na África ou em outras regiões assoladas pela miséria para levar o Bem a todos. Outros já preferem o conforto de seus consultórios. Quem está mais perto de Deus?


50 – Pergunta (29/11/2010): “Post no Orkut”: Atlântida de Roger…verdade ou mentira? Caros amigos, ultimamente tenho refletido bastante sobre as leituras que tenho realizado nos últimos anos. Sei que não devemos aceitar tudo o que lemos, e temos que nos questionar sempre sobre a lógica e veracidade da obra, fazer comparações, sendo imparciais, “olhando de fora”, para não cairmos nas garras da fascinação. Foi com esse intuito que sentei e peguei os livros de Roger Bottini Paranhos, sobre a Atlântida. Os livros contém um conteúdo moral inegável, passando uma mensagem de esperança, amor e amizade, mas encontrei algumas narrações que me deixaram “com um pé atrás”. Ao iniciar a leitura de Atlântida I, estava bastante entusiasmado em conhecer a história do continente perdido sob uma nova ótica, que respondesse as questões que a ciência é incapaz de responder. Conforme fui avançando na leitura, comecei a achar estranho quando o Roger mencionava trechos de outros de seus livros, sobre suas outras encarnações, onde sempre se colocava na personalidade de alguém conhecido e influente na história da humanidade, mesmo a humanidade contando entre 30 a 40 bilhões de espíritos diferentes. É muito fácil dizer ter sido Leonardo DaVinci, Dom Pedro, o rei da Inglaterra, Buda, Platão e Elvis Presley, e tem muita gente que jura de pés juntos que foi várias celebridades como essas em encarnações passadas. Mas, até aí, tudo bem, pois, apesar de 99,99% difícil, não considero isso algo impossível de acontecer. Terminei o primeiro livro e iniciei a leitura de Atlântida II. Neste segundo livro, minha desconfiança aumentou bastante, quando Roger acrescentou sua suposta relação íntima com duas deusas perfeitas e tremendamente sexy, que estranhamente eram completamente viciadas em fazer sexo com ele, e pior, AO MESMO TEMPO!   Esse tipo de coisa é difícil de levar a sério, pois isso é, nada mais nada menos, a fantasia de todos os meninos adolescentes: ter duas admiradoras fanáticas lindas e perfeitas, que andam grudadas com ele pra lá e pra cá, na frente de toda a sociedade, causando inveja em todos os outros homens e ciúmes em todas as outras mulheres, que o seguiriam incondicionalmente e aceitariam todas as suas decisões, que fossem loucas por ele, e que fossem ótimas na cama, não só na cama como na piscina, na mesa, etc, e as duas juntas! Até mesmo a descrição das vestimentas das gêmeas, ousadas e eróticas, ficou um tanto surreal……nos sonhos ocultos dos adolescentes rejeitados, esse é um jeito dos meninos fugirem da realidade dura e cruel, onde são baixinhos, feios, nerds, chatos ou impopulares, e são obrigados a criarem essas idealizações de mulheres, que são perfeitas em todos os sentidos, as “amiguinhas” imaginárias para suprir suas necessidades de serem amados por alguém no mundo e causar boa impressão nos outros, coisa que não acontece no mundo real. Bom, terminada a parte das gêmeas, outra característica da narrativa que me deixou desconfiado foi o Roger ter se colocado como o rei atlante no final; mais uma vez celebridade! Além de ser celebridade, toda a sua roda de amigos também é formada por grandes celebridades da história, isso é muito difícil de acreditar! Pra finalizar, o “estopim” que me deixou convencido de que essa não é uma história verídica, foi o fato de Roger ter mencionado que a estrela Alcyone é o centro da galáxia. Ora, se ele foi assistido por seu mentor Hermes o tempo todo, como Hermes deixaria esse erro tão bobo escapar e se perpetuar no livro? Por acaso o inteligentíssimo Hermes não sabe que o centro da galáxia é o buraco negro supermassivo ”Sagittarius A” ou simplesmente “Sag.A.”, que está a cerca de 30 mil anos-luz daqui na direção das constelações de Sagitário e Escorpião, enquanto Alcyone está a apenas 410 anos-luz na direção oposta, na constelação de Touro?? Anteriormente, eu havia mandado um alerta para o Roger sobre o mesmo equívoco de Alcyone, que estava em uma das respostas do site do Universalismo Crístico. Eu mostrei algumas informações, matérias e vídeos que provavam que a estrela Alcyone está longe de ser o centro da galáxia. Ele analisou o material e agradeceu o aviso sobre esse equívoco. Sua resposta foi:
“Oi, realmente tu tens razão. Existem teorias bem consistentes a respeito disso, contradizendo informações anteriores. Os astrônomos vivem se contradizendo, portanto, o ideal é não mergulhar muito nessa seara em nossos livros. Estive verificando as informações relativas a isso no próprio livro. Falamos somente de estarmos nos aproximando do cinturão de fótons da estrela Alcyone. Não falamos em orbitá-la e nem que está no centro da nossa galáxia. Apenas que é uma estrela da região central do nosso céu. Algo vago…Era melhor evitar essa informação de aproximação/afastamento de Alcyone, porém, infelizmente, o livro já foi impresso. Agora é torcer para esses detalhes não chamarem a atenção dos leitores mais críticos. Até mesmo porque essa é apenas uma informação secundária do livro. Trabalhar com muitas informações em um curto espaço de tempo, faz-nos correr esses riscos. Quanto ao site, já dei uma adequada naquela resposta. Obrigado pela ajuda, Roger.”
No entanto, ele disse sim que Alcyone é o centro da galáxia em um trecho. Eu fico me perguntando: se a narração dessa história é resultado das lembranças e dos registros akásicos, além das lembranças exatas de diálogos durante o desdobramento consciente, então alguém do outro lado falou pra ele que Alcyone era o centro da galáxia. Mas se a ciência de lá é mais avançada, como puderam cometer esse erro que nem mesmo a ciência de cá, dos encarnados, comete?  Peço que deem suas opiniões sobre esse meu dilema, afinal, eu gosto muito dos livros de Roger. Talvez eu esteja enganado. Se esse for o caso, peço que me ajudem a acreditar, com informações que comprovem a veracidade de Atlântida I e II.


Roger: Realmente existem informações que são incríveis. Toda semana surge um ganhador na Mega-Sena entre milhões de apostas. A gente nem acredita que seja possível acertar as seis dezenas, mas quase toda semana surge um ganhador. Difícil de acontecer, mas é possível… Talvez o ideal fosse eu e Hermes inventarmos o nome de um espírito fictício e dizermos que ele está narrando a história. Seria uma forma de tirar os holofotes de cima de mim e, dessa forma, tranquilizar leitores com perfil cético. Mas, temos um pacto com a verdade… Preferimos que os nossos livros sejam vistos como ficção do que pactuar com uma mentira somente para conforto dos leitores. Existem bilhões de espíritos no planeta, mas quantos possuem consciência para relatar essas informações? Mais lógico é que alguém que tenha consciência desses fatos os tenha protagonizado, do que aqueles que ainda vivem em um nível profundo de alienação (que é, infelizmente, a grande maioria da população da Terra). Ademais, se eu dissesse que fui um dos mestres, que era pura luz, aí não faria sentido, dado o meu real nível de evolução na atualidade. Mas, o Andrey, reflita… faz muito sentido…

Sobre as gêmeas serem a fantasia de todo adolescente nerd… Acho que esse perfil não se enquadra na minha personalidade… pelo menos não nessa vida, talvez no passado distante… quem sabe?! E não sei se isso é o sonho de todo adolescente nerd, mas, para os que é, certamente o realizarão no futuro, em alguma encarnação, através da lei de atração. Somos o que pensamos e atingimos os objetivos que vibram em nosso íntimo. A fé remove montanhas. Para mim, isso já é algo realizado, por tanto não causa eco em minha alma. Nem tinha me preocupado com isso durante a elaboração do livro. Nessa minha longa estrada já vivi tanta coisa que poucas nessa vida me impressionam…
Costumo dizer que aquelas coisas que mais nos incomodam são justamente as que ainda nos causam desconforto por não as termos como bem resolvidas dentro de nós. Reflita sobre isto! Na minha opinião, a história das gêmeas é até um grito de liberdade para as mulheres, que ainda, inconscientemente, estão aprisionadas ao modelo cristão medieval, que as diminui e limita em seu real potencial, sempre submetendo-as à crença de que o modelo social e cultural vigente é o que esperam delas. Isso causa nelas muitos traumas e anos de terapia…

E sobre a questão da estrela Alcyone, que já havíamos conversado e tu expos nesse post, se tu fosse médium entenderia que não existe perfeição na comunicação mediúnica. Os leitores só não percebem mais falhas em todos os livros que leem porque o espectro de conhecimento deles, em geral, é limitado. Tu percebeu essa questão especifica porque a astronomia é um foco especial de interesse de tua personalidade.

Houve um erro de captação. Hermes desejava explicar que a estrela Alcyone centralizará a irradiação necessária para a entrada da Era da Luz e eu entendi como estrela central da galáxia devido a essa salada de informações que lemos todos os dias… Se as vezes compreendemos mal o que disse um amigo, imagine um tema complexo ditado por um espírito com uma mente muito a frente e ainda em outra dimensão…

Os nossos livros até trabalham com paradigmas mais amplos, mas, estamos longe da perfeição. Analisando pela tua ótica, então, o que dizer dos livros espíritas sobre o antigo Egito com gritantes erros históricos? É mentira ou limitação mediúnica? Os livros de Chico Xavier serão também mentiras? Já que o perfil que ele apresenta dos apóstolos segue à risca a visão oficial da Igreja, sendo que hoje sabemos, através de pesquisas históricas, que muitos deles (Maria Madalena, Judas, etc) tinham um outro perfil. Emmanuel apresenta ensinamentos algumas vezes machistas, colocando a mulher em um segundo plano, virtuosa somente quando é uma boa mãe e dona de casa submissa… visão católica medieval… apenas limitação de paradigmas… verdades relativas…

Por fim, sugiro que leia os meus e os demais livros mediúnicos com atenção. Se prenda mais a essência da mensagem e menos aos fatos. Se nem mesmo os relatos históricos de poucos anos atrás, apresentados como fatos, não podemos confiar plenamente, porque dependem do ponto de vista do observador, o que dirá, então, de livros capturados através de percepção mediúnica? Em essência, o que interessa, é a mensagem e o ideal do Universalismo Crístico. Ele é a “verdade sublime” que navega pelo mar de informações subjetivas dos nossos livros.

E, infelizmente, a Atlântida não possui referências históricas, dificultando, ainda mais, conhecer verdadeiramente essa história.
Como tu pode pedir, a quem quer que seja, “informações que comprovem a veracidade de Atlântida 1 e 2”?? As informações que qualquer um fornecer serão somente crenças, e não fatos! Creio que tu só terá uma resposta final sobre esse tema, quando retornar definitivamente ao Mundo Espiritual. Talvez aí poderemos, quem sabe, conversarmos em um cenário maravilhoso e inenarrável para a visão humana, e lá tomaremos uma xícara de chá procurando identificar fraternalmente acertos e erros desses livros, e debateremos, também, qual a contribuição da mensagem dos meus livros orientados por Hermes para o avanço espiritual da humanidade no terceiro milênio.

P.S.: Como tu utilizou nossa conversa privada nesse post, creio que não se importará de eu publicar essas tuas reflexões, nas próximas semanas, em nossa coluna “Roger Responde” no site WWW.universalismocristico.com.br Pode ser útil para outros leitores que possuam dúvidas semelhantes, mas, por um motivo ou outro, não desejam se manifestar.

49 – Pergunta (22/11/2010): Roger, você acredita que o Universalismo Crístico se manterá puro com o transcorrer das décadas? Geralmente as pessoas, com o tempo, distorcem as verdades imortais, como aconteceu com todas as religiões, e que você muito bem relata em seus livros. Você acredita que o Universalismo Crístico não será distorcido ou, então, não se criarão dissidências a partir dele?

Roger: O Universalismo Crístico é uma ideia, e não uma seita ou organização religiosa. Ele possui uma essência incorruptível baseada em seus três alicerces fundamentais: (I) : o amor ao próximo como a si mesmo buscando cultivar as virtudes crísticas de forma verdadeira e incondicional refletindo diretamente o amor do próprio Criador. (II) a crença na reencarnação do espírito e do carma, pois sem esses princípios não existe justiça divina. (III) a busca incessante pela sabedoria espiritual aliada ao progresso filosófico e científico com o objetivo de promover a evolução integral da humanidade.

Além desses três princípios fundamentais, o Universalismo Crístico possui dois roteiros inabaláveis: (I) A lei do amor. Tudo que foge da maior das virtudes deve ser descartado, pois não provém de Deus. (II) A busca da verdade. Jesus nos ensinou: “Conhece a verdade e a verdade te libertará”.  A verdade está onde estão o bom senso e a lógica.

Se alguma dissidência ou novas ideias fugirem desses três alicerces e dois roteiros, poderá ser chamada de qualquer coisa, menos de Universalismo Crístico. E cabe a cada um de nós, que buscamos a universalidade do saber espiritual, jamais dar respaldo a essas novas dissidências que fogem desses princípios. Obviamente que devemos sempre respeitar as ideias alheias e até mesmo apoiá-las, se forem  alicerçadas no amor, no entanto, não podemos jamais permitir que o Universalismo Crístico corrompa a sua essência. A essência do UC já é bem ampla e permissiva. Trata-se apenas de um roteiro que tem por objetivo apoiar a caminhada espiritual da humanidade, permitindo a todos liberdade de ação. Se consentirmos que seu “esqueleto central” seja corrompido, o Universalismo Crístico perderá a sua importância e destaque acima das religiões, e tornar-se-á mais uma das milhares de crenças e seitas que existem pelo mundo. Somente a sua estrutura consolidada e incorruptível manterá a sua mensagem universal e perene.

O Universalismo Crístico é a “chave” de tudo… é a pedra filosofal da Nova Era! E tal tesouro precisa ser protegido pelos templários modernos de quaisquer distorções e incompreensões, com verdadeiro espírito de amor e fraternidade.

48 – Pergunta (15/11/2010): Isto é mais um relato do que uma pergunta, mas, intuí que seria útil. Quando o Universalismo Crístico surgiu em meu caminho, serviu como gatilho para inúmeros disparos de consciência, e o primeiro livro que li foi o próprio “Universalismo Crístico – O Futuro das Religiões”. O que mais marcou minha vida a partir daquele momento foi o conceito “Amor/Apego”, eu achava que vivia um relacionamento feliz, eram muitas brigas, ciúmes, discussões infrutíferas, picuinhas de almas presas aos grilhões da condicionalidade. Quando li o livro, tentei empregar o conceito do “amor incondicional”, a minha noiva ficava louca quando queria brigar e eu me forçava a manter-me sereno, dizendo que me recusava que nosso relacionamento se mantivesse tão imaturo, tudo o que eu me disciplinava a falar e sentir era o bom sentimento do carinho. E me mantive assim durante meses, eu vibrava para que ela entendesse isso, sem forçar, esperando o tempo necessário das mudanças, até que ela leu o U.C e compreendeu o porque do que eu estava fazendo. Hoje, caminhamos juntos, ajudando-nos mutuamente em nossa evoluções, sempre nos disciplinando para o caminho do bem. Somos muito felizes. Então eu sou grato ao U.C, e a você Roger, por nos fornecer esse gatilho de evolução. Respeitar o tempo de evolução de cada um, não é abandoná-lo a mercê de seus obscuros sentimentos, nossa mente tem muito poder de auxílio, paciência e emanação luminosa ajudam, ainda mais com a força da transformadora era de Aquário.

Roger: Realmente essa não é uma pergunta, mas concordo com a tua intuição, é um depoimento útil a todos nós. Eis o objetivo de nosso trabalho. Todas as dificuldades não são nada comparadas com a alegria de receber relatos como esse, ou, então, de um presidiário que diz ter-se transformado com a leitura do livro “Sob o Signo de Aquário”, ou do adolescente que abandonou as drogas ao ler o livro “A história de um anjo”, ou aquele leitor que viajou ao Egito depois de ler o Akhenaton, e descobriu um novo sentido para sua vida, etc, etc…

O entendimento do conceito “amor/apego” é tão fundamental para a nossa verdadeira compreensão do amor que, em nossas palestras de divulgação do Universalismo Crístico, para embasar melhor o primeiro dos três princípios do UC, narramos a maravilhosa história de Jesus, chamada “No caminho do amor”, que foi originalmente psicografada por Chico Xavier, no livro “Contos e Apólogos, (irmão X), e a reproduzimos em nosso livro “Sob o Signo de Aquário – Narrações sobre viagens astrais”.  Nesse texto, Jesus nos mostra, com seu brilhantismo habitual, as duas faces do amor: a primeira baseada no apego e no desejo, fruto dos caprichos egoístas de almas infantis. A segunda, que é a personificação de Deus, é o amor doação, aquele que somente as almas em busca da luz conquistam e compreendem.

Estamos vivendo um momento especial na história da humanidade. Uma nova consciência está surgindo. O ingresso da humanidade na “era de Aquário” simboliza a necessária mudança na forma como devemos empreender nossa evolução espiritual. É o fim da era da submissão aos dogmas religiosos alienantes; e o início da busca consciente de Espiritualidade. Feliz daquele que compreende isso e empreende a sua caminhada rumo à autoiluminação consciente.

47 – Pergunta (08//11/2010): No momento em que os atlantes-capelinos estavam construindo os barcos para partirem da Atlântida, antes de seu afundamento, me veio a ideia de que esse acontecimento deu origem a história da “arca de Noé”. Será que é possível, já que o livro nos mostra tantos exemplos de crenças e lendas que se construíram a partir dos fatos acontecidos na Grande Ilha? Assim como as lendas da deusa Ártemis, dos deuses escandinavos, Odin e Thor, etc…

Roger: Sim. São tantas informações nesse último livro que algumas nos “escaparam” em sua elaboração.  Como já relatamos no livro “Moisés – Em busca da Terra Prometida”, quase a totalidade dos textos do Velho Testamento são baseados em lendas ou, então, em linguagens figuradas, interpretativas, das coisas como realmente aconteceram. É só analisarmos a partida dos atlantes-capelinos da Atlântida, antes de seu trágico fim, e rapidamente podemos perceber que a lenda de Noé se enquadra facilmente na interpretação desse acontecimento.

Inclusive, a decadência da sociedade atlante reflete diretamente a narrativa de que “Deus decidiu destruir o mundo por causa de sua perversidade”. Imaginem os primitivos habitantes do mundo primevo interpretando os acontecimentos fantásticos que se sucederam através de sua estreita visão de mundo… Fica fácil compreender que não poderíamos ter interpretações muito diferentes desta. Por fim, “Deus faz um pacto com Noé e sua descendência”, que nada mais é do que o compromisso dos atlantes que se salvaram do afundamento da Atlântida no sentido de trabalhar ativamente pela evolução das civilizações do mundo primevo.

Como afirmei na pergunta anterior, em uma futura adaptação para o cinema, com mais calma e tranquilidade, deveremos encadear todos esses fatos. Para escrever um livro por ano, tenho que me desdobrar em meu trabalho profissional e demais atividades para dar conta da agenda designada pelos mentores espirituais. Não sou um Dan Brown que ganha milhões a cada publicação e tem até um escritório de pesquisas para fornecer informações que atendam aos seus futuros livros. Além disso, estou longe de uma mediunidade brilhante e de uma capacidade de trabalho notável como a de Chico Xavier, apesar de todo empenho de Hermes e da equipe espiritual nesse sentido. Logo, o leitor terá que perdoar esses pequenos lapsos desse escriba que lhes escreve. Meus agradecimentos ao leitor que elaborou essa pergunta, e por mais essa importante lembrança que não deveria ter ficado de fora do relato oficial do livro.

46 – Pergunta (01/11/2010): Eu gostaria de saber qual foi a origem das gêmeas? Quem eram seus pais? Como puderam ser gêmeas, mas com características bem específicas das duas raças atlantes? No livro “Atlântida – No reino da Luz” elas surgem repentinamente quando os grandes mestres as levam para o mundo primevo para ficarem aos cuidados de Andrey e Evelyn. Explique-nos mais! Elas são fascinantes demais. Gostaria de saber mais ao seu respeito.

Roger: No livro “Atlântida – no reino da Luz” procuramos ao máximo evitar relatos mais trágicos e dolorosos, priorizando focar as narrativas na elevada filosofia dos grandes mestres e nos primeiros conflitos psicológicos dos atlantes-capelinos que detinham o poder sobre a enigmática energia Vril. Portanto, optamos por não relatar, com detalhes, o fato que levou os mestres a esconder as pequenas gêmeas, então com quatro anos de idade, na dimensão do mundo primevo.

Os pais de Sol e Lua foram friamente assassinados por se negarem a utilizar seu poder com o Vril em favor das facções em guerra. O pai das gêmeas era da raça branca e a mãe da raça vermelha. Eram almas devotadas ao bem e jamais se submeteriam à ação coercitiva da força das trevas. Depois de serem mortos por negarem-se a colaborar, Gadeir interessou-se por suas filhas, acreditando que, em breve, elas apresentariam os mesmos poderes de seus país; fato que levou os mestres a rapidamente levá-las ao nosso encontro, em nosso exílio voluntario no mundo primevo, às margens do Nilo de outrora.

Apesar de serem gêmeas univitelinas, Sol e Lua eram idênticas, mas com algumas pequenas variações que destacavam suas raças. A cor da pele, dos cabelos e dos olhos eram praticamente as suas únicas diferenças. Elas possuíam uma semelhança realmente notável que tentamos retratar (dentro do possível) nas capas dos livros. E devemos lembrar que a constituição genética dos atlantes não era oriunda da evolução do Homo sapiens, assim como nós, fato que não permite enquadrá-las dentro de nossos atuais conhecimentos genéticos.

Mas não se preocupem! Essas informações importantes, que ficaram de fora dos livros, estarão presentes no roteiro de adaptação para o cinema, quando for o momento de realizar essa empolgante super produção. Não existe relato sobre a Atlântida com esse nível de abrangência. É só uma questão de tempo para esses dois livros tornarem-se um filme grandioso. Mas isso exigirá uma equipe ao nível das produções de George Lucas, James Cameron ou Steven Spielberg. Seria um crime filmar essa fascinante história em um patamar inferior ao dos grandes épicos de Hollywood. A saga sobre a Atlântida tem os ingredientes necessários para alçarmos o tema Espiritualidade ao nível dos blockbusters mundiais, a exemplo de Senhor dos Anéis, Guerra nas Estrelas, Matrix, Harry Potter, etc.. Esses dois livros talvez sejam a porta de entrada para a universalização do conhecimento e da filosofia espiritual entre as grandes massas. Precisamos trabalhar firme para que isso ocorra, com fé em Deus e no engajamento do público leitor.

A pergunta da semana que vem, sobre a “arca de Noé”, procuraremos, também, melhor relatá-la quando ocorrer a futura adaptação para o cinema.


45 – Pergunta (25/10/2010): Recentemente, em uma reunião espírita que participei, foi posto em pauta a “Natureza de Jesus”. Relatando perguntas como: Jesus era médium? Era Deus?… na primeira pergunta lembrei de uma colocação do livro Universalismo Crístico, onde é relatado que Jesus era médium do Cristo. Porém, a resposta dos espíritas foi “Não”, ele não era médium! Eu não indaguei nada para não me sentir um pouco afastado da discussão e, possivelmente, inferior aos conceitos “espíritas”. A colocação que eles fizeram foi que Jesus era um ser de suprema elevação espiritual e não precisava da mediunidade para pregar o que ele estava destinado a pregar. Mas ainda tenho minhas dúvidas. Em que conceito ele poderia ser médium do Cristo? E aproveitando a oportunidade gostaria que você diferenciasse Jesus do Cristo, pois os espíritas tem plena convicção que Jesus é o próprio Cristo.

Roger: Se fôssemos perguntar aos membros das demais religiões cristãs se Jesus é Deus, certamente responderiam que “absolutamente sim”. Quanto mais admiramos uma personalidade incomum, mais fácil fica divinizá-la. Foi assim no antigo Egito. O próprio Hermes, o mentor espiritual de nosso trabalho, foi divinizado como o deus Toth na antiguidade, devido a sua existência incomum naquele período, e também como a deusa Ártemis na época da Atlântida, conforme relatamos no livro “Atlântida – No reino das Trevas”.

Os espíritas já conseguiram se libertar dessa extrema admiração à personalidade incomum de Jesus, aceitando-o como um espírito excelso, e não mais como se fosse o próprio Deus. Antes do Espiritismo essa seria uma visão inconcebível! Portanto, é natural que os espíritas ortodoxos sintam-se melindrados com a afirmação de que Jesus não é o Cristo. Aos olhos deles, isso seria “diminuí-lo” a um patamar que não conseguem aceitar, devido a imensa admiração que possuem pelo Mestre dos mestres. No entanto, não existe demérito nenhum em ser médium do Cristo Planetário. Pelo contrário, essa é uma tarefa grandiosa designada apenas a espíritos incomuns, como Jesus, que veio a tornar-se governador espiritual da Terra durante toda a era de Peixes.

O Cristo Planetário é o “Logos” do planeta Terra, espírito que já viveu a “segunda morte”, que é a desintegração do corpo perispiritual; ele, portanto, vive somente no plano mental. Dessa forma, não possui condições de reencarnar em um corpo físico, pois não tem mais o veiculo intermediário (perispírito) para isso. O interessante é que Jesus, nos dias atuais, também já não o possui mais. Ele já sofreu a “segunda morte” por causa de sua fantástica ascensão, fruto de sua notável missão há dois mil anos e de sua regência durante esse período. Logo, aqueles que esperam a volta de Jesus encarnado, devem compreender que ele não possui mais condições para retornar ao mundo físico, além de estar envolvido em incumbências ainda mais superiores no Mundo Maior. Se todos evoluímos com o passar dos séculos, imaginem Jesus o quanto evolui nos últimos 20 séculos! E quem crê que ele já era perfeito e não precisa mais evoluir, ainda está mais enganado. A evolução é infinita e o plano evolutivo da Terra é um dos mais primários do Universo.

Deixemos as paixões religiosas à parte, e procuremos refletir racionalmente que Jesus trata-se de um amado irmão em estágio mais avançado de evolução, que desceu de seu reino de Luz para mostrar-nos o caminho da iluminação. Apenas isso. Endeusá-lo apenas atesta a nossa fraqueza para seguir seu admirável exemplo de vida, apontando-o como uma meta inatingível, digna somente de um Deus vivo. Por isso sempre afirmo que Jesus não veio para salvar-nos. Ele nem pode fazer isso! Salvar-se cabe somente a cada um de nós, através do aprendizado das lições ministradas por esse genial professor, um dos mais notáveis intérpretes do Cristo em toda a história da Terra.
E se acreditarmos que Jesus era o Cristo, então a sua missão falhou, pois o mundo todo não é cristão e nem vai o ser no futuro. É, (e foi no passado), inútil tentar “cristianizar os povos bárbaros” como foi feito na época das Cruzadas. Agora se percebermos que ele era médium do Cristo, encarregado de implantar a visão crística na cultura ocidental, então tudo muda de figura. Vemos que ele, ao lado dos demais avatares do planeta, realizaram com êxito suas missões, trazendo a toda humanidade a mensagem do amor e da sabedoria crística: “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faças aos outros aquilo que não gostaria que te fizessem”. (Veja a lei áurea das 10 maiores religiões da Terra na página “Apresentação” nesse mesmo site).
Se nos despirmos da paixão emocional de adorarmos Jesus, quase como se fosse uma divindade, e o analisarmos racionalmente como um dos maiores mestres que já viveu na Terra, perceberemos que faz muito sentido a afirmação de que Jesus não era Deus e também não era o Cristo. E que Deus ilumine, hoje e sempre, esse nosso grande irmão que instruiu a civilização ocidental, oferecendo-lhe o roteiro para libertar-se da escuridão.

44– Pergunta (18/10/2010): “Em função da sua resposta à pergunta de nº 30, pergunto: você afirma, com base no alerta dado por Hermes, “não devemos esperar que algum espírito iluminado realize um trabalho especial e indiscutível”. Esse alerta não se choca com toda a ótica do seu livro “A História de um Anjo”, onde Gabriel se apresenta, justamente, como esse ser especial, que vem à Terra com o propósito de reunir todas as religiões cristãs e, assim, difundir todo o conceito do Universalismo Crístico?”

Roger: “A tua colocação está correta. Nos livros “A história de um anjo” e “Universalismo Crístico” centralizamos a ação na figura de um ou mais personagens de destaque para facilitar a compreensão dessa missão que, na verdade, cabe a todos aqueles que despertarem para a consciência espiritual do terceiro milênio. É o fim da era dos gurus e líderes espirituais infalíveis. Cada um deve fazer a sua parte e a ninguém deve ser dado o poder da palavra absoluta e infalível. A construção do Universalismo Crístico deve ser feita através do debate sadio e sensato, sem melindres. Ninguém pode ser arvorar como dono infalível da verdade. Corroborarmos essa atitude é voltarmos à época em que se construíam filosofias espiritualistas a partir da percepção de pessoas tão limitadas quanto nós, mas que se vestiam de uma aura mística e absoluta para impor suas ideias, geralmente distorcendo a mensagem cristalina dos grandes intérpretes crísticos da Terra.

Hermes afirmou no posfácio do livro “A história de um anjo” que esperava que a figura simbólica de Gabriel servisse como um “detonador psíquico” com o objetivo de despertar os encarnados sobre as transformações necessárias em suas almas para atender as mudanças de consciência previstas para o terceiro milênio. Que todos nós nos inspiremos em personagens como Gabriel e Rafael para fazermos nossa parte e, no futuro, talvez eles estejam lado a lado conosco em nome desse ideal, sem, no entanto, nos preocuparmos em estarmos trabalhando junto a figuras tão representativas, até mesmo porque nosso empenho e dedicação se assemelharão aos deles, tornando-nos verdadeiramente iguais, através da cristalina compreensão da mensagem simbolizada por eles nos livros citados acima.

No Universalismo Crístico não existem generais e soldados. A hierarquia absolutamente não existe. Nele, somos todos irmãos, com igual voz nos debates e estudos, contudo precisamos realizar uma verdadeira reflexão interna e sinceros estudos para estarmos à altura da seriedade necessária para a instigante busca proposta por essa abrangente filosofia. Como diria Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo!”, e tudo mais te será revelado.”

43- Pergunta (11/10/2010): Antes de mais nada, gostaria de congratulá-lo pelas obras, que estão sendo um importante farol para a nova era na literatura espiritualista. Tanto em A História de Um Anjo quanto em Universalismo Crístico percebi que a narrativa se comporta de maneira dual: hora como uma verdadeira prévia de acontecimentos futuros (acontecimentos reais, com personagens reais); hora como uma exemplificação simbólica de como será o processo de implantação das novas ideias no planeta. A primeira noção pode parecer uma leitura literal, ‘ao pé da letra’ e restrita, mas creio que as próprias obras indicam esse sentido. Isto posto, como analisar a ‘prévia’ do ‘nascimento’ do Universalismo Crístico nas obras, se este é um conceito já amplamente debatido e divulgado nos dias atuais por vários outros ‘personagens’. Gostaria de uma elucidação desse ponto.”

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Quando Allan Kardec codificou o Espiritismo, as comunicações com os espíritos já existiam desde a antiguidade e eram amplamente estudadas pelas sociedades iniciáticas, no entanto, ele esclareceu e criou uma metodologia de compreensão didática e popular sobre o assunto. Da mesma forma, estamos somente estabelecendo e divulgando uma metodologia clara para compreensão da ideia do Universalismo Crístico.

Tu citas em tua pergunta que o conceito do Universalismo Crístico já é amplamente debatido e divulgado. Antes de lançarmos o livro sobre esse tema em 2007, realizei pesquisas no Google com esse termo e somente duas ocorrências surgiram. A primeira era a referencia que fazíamos a esse termo em nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, publicado em 2003, e a outra referia-se a uma mensagem de Ramatís dirigida ao grupo Bandeirantes da Luz de São Paulo. Logo, parece-me que esse tema não era amplamente debatido através dessa metodologia, mas sim era um sentimento natural daqueles que estão prontos para a visão universalista de entender os temas espirituais. Como já disse em outras oportunidades (vide pergunta nº 37), Universalismo Crístico e Espiritualismo Universalista são duas coisas diferentes. O primeiro é uma metodologia de compreensão espiritual, liberta de rituais, e o segundo trata-se de uma visão religiosa mais abrangente, porém ainda afeita aos tradicionais modelos religiosos. No nosso entender o Espiritualismo Universalista é uma adaptação das religiões já existentes, e não propriamente um conceito puro de Universalismo Crístico.

Talvez até em grupos de estudo e conversas restritas o tema já fosse discutido, mas não de forma de mais amplo alcance, como está ocorrendo agora com o surgimento de grupos regionais a partir do organismo nacional criado a partir do livro. Nessas últimas semanas tivemos três novas adesões iluminadas: o início da formação dos grupos da Bahia, Pernambuco e do Ceará, que se unem aos já existentes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. São Paulo também já está dando seus primeiros passos. Em breve a consciência espiritual do terceiro milênio será sim amplamente divulgada e debatida em todo o cenário nacional, a partir do esforço conjunto de todos.

Se o Universalismo Crístico já existia, diríamos que sim, no fundo do coração daqueles que buscam uma compreensão espiritual superior, contudo estamos tornando-o visível e compreensível às massas. Os jovens que protagonizam a implantação do Universalismo Crístico no livro de mesmo nome, somos todos nós, espalhados por todo o Brasil, que estamos focados na concretização desse ideal na Terra.”

42- Pergunta (04/10/2010): “Um dia li teu livro “A história de um Anjo”, acho que era este o título, achei muito bonito, até pesquisei para ver se o anjo estava mesmo por ai reencarnado… mas confesso que tive alguns preconceitos… Posteriormente, li Moisés, Atlântida 1 e estava esperando o 2 com bastante ansiedade e soube que já está à venda. Gostei demais do livro “Sob o signo de aquário”. Só há uns questionamentos: porque o título do livro Atlântida, não é “A história de um jovem atlante”? Sabe, você narra sua história na verdade, você é realmente aquele personagem? Outra coisa, você nunca ouviu falar do Dr. José Lacerda de Azevedo, seu livro “Espírito e Matéria” abordam muito do que tratas neste livro “Sob o signo”. Você coloca como se os aparelhos parasitas fossem a grande coqueluche… brother, me senti triste, pois Dr. Lacerda a quem prezamos de coração era aí de tua cidade, um grande pesquisador e foi a pessoa que melhor pesquisou este assunto. Adorei saber de teu e-mail…estava com estes questionamentos na garganta. Abraço. Desculpe o desabafo…de qualquer modo gosto do teu trabalho.

“Roger: Várias perguntas desse e-mail estão respondidas na coluna “Roger Responde” do site WWW.universalismocristico.com.br Lá tu encontrarás respostas e esclarecimentos sobre o nosso trabalho.

Sobre as informações do livro “Sob o Signo de Aquário”, claro que conheço o trabalho do Dr. Lacerda, que é excelente por sinal. Porém, o nosso trabalho visa principalmente atingir a um público leigo, e não a estudiosos do assunto, como é o teu caso. Para muitos desses leitores as informações ali contidas são novidades. Talvez a grande falha tenha sido não citarmos os estudos do Dr. Lacerda no livro, mas creio que isso foi uma decisão dos mentores, haja vista o preconceito que ele ainda sofre dentro do retrógrado cenário espírita, assim como ocorre com Ramatís, que também é um dos mentores espirituais de nossos trabalhos.

Eu não me enquadro no perfil de escritor espírita ou apométrico. Sou apenas um romancista espiritualista que tenta trazer informações profundas para um público menos preocupado com os dogmas das religiões, mas procuramos atuar em todos os segmentos. Essa é a essência do Universalismo Crístico (veja no site).  Existem outros escritores mais qualificados que eu para abranger estudos mais atuais e profundos sobre Apometria. Somente o nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais do terceiro milênio” é que é mais técnico. Os demais são romances que buscam conscientizar o leitor mais pela reflexão e emoção, do que por questões técnicas espirituais.

E os dois livros sobre a Atlântida (vol.2 lançado faz pouco) são mais válidos pela reflexão sobre “A história do jovem atlante” do que se narrássemos aquilo que já estamos acostumados na literatura sobre esse tema, e que, em geral, pouco acrescenta ao nosso crescimento interior.”

41- Pergunta (27/09/2010): “Desde que li o livro Universalismo Crístico a minha forma de ver o mundo mudou radicalmente. Já tinha lido vários livros espíritas e de outras religiões. Mas parecia que eles eram apenas um doce refresco para a minha alma. E assim eu ia levando a minha vida sem maiores reflexões. Como se as leituras fossem apenas novelas para eu me distrair. Mas lendo o livro Universalismo Crístico e os demais que você publicou, tudo mudou para mim. Não consigo mais ver o mundo da forma de antes. As coisas que me interessavam antes passaram a ser tão pequenas; as que me divertiam, agora parecem tão bobas. E o pior, o meu marido não está me acompanhando nessa nova forma de ver o mundo e está agindo de forma revoltada e negativa, condenando-me por eu ter mudado. Peço a ele que me acompanhe, mas ele diz que essas ideias são coisas de louco e que eu deveria pensar menos e aproveitar mais o nosso privilegiado padrão de vida. Mas não posso mais… Pouco a pouco nos distanciamos. Sinto como se fôssemos dois estranhos sem sintonia alguma. O que você pode me dizer para me ajudar? Estou muito aflita.

“Roger: A pergunta dessa semana é de cunho pessoal. No entanto, devido ao significativo números de e-mails que tenho recebido com essa mesma questão, resolvi respondê-lo de forma geral, porque talvez atenda a necessidade de outras pessoas que estejam passando pelo mesma situação, mas que sintam receio em se expor. Os nossos livros tem realmente uma proposta diferenciada que é percebida por “aqueles que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir”, como disse-nos Jesus. Eles vão muito além de histórias românticas e despretensiosas. O caráter reflexivo da mensagem coordenada por Hermes, abre novos horizontes, provocando o despertamento daqueles que estão prontos e somente aguardavam que o “gatilho” em suas consciências fosse destravado. Infelizmente nossos cônjuges muitas vezes não estão preparados para essa súbita ampliação da consciência, provocando desentendimentos e a perda da afinidade do casal.

A partir dessa situação, podemos entender, então, o que Jesus desejava dizer quando afirmou: “Vim para lançar fogo a Terra; e que é o que desejo senão que ele se acenda?… Julgais que eu tenha vindo trazer paz à Terra? Não, eu vos afirmo; ao contrário, vim trazer a divisão. (LUCAS, cap. XII, vv. 49 a 51.)” A divisão é a natural separação entre aqueles que compreendem a nova revelação e aqueles que desejam manter-se escravizados ao velho estilo de vida, materialista e alienante. Mas no futuro todos se congraçarão na mudança, assim como ocorre hoje em dia com a mensagem de amor universal de Jesus, que, independente das religiões, tornou-se exemplo de civilidade entre os homens. E isso é mais comum do que se pensa. Inclusive, justamente no livro Universalismo Crístico, isso é relatado. O pai do iluminado Rafael desperta logo no início da obra, mas a sua mãe mantém-se na cegueira espiritual, até o momento final do livro, quando também sofre um maravilhoso insight e liberta-se da ignorância espiritual.

Mesmo sendo assim, não podemos condenar o cônjuge que mantém-se irredutível em seu processo de mudança. Lembrem-se que quando o casamento ou a união ocorreu, pensávamos como ele, e por isso aceitamos o projeto de vida em comum. Logo, condená-lo agora por não aceitar uma mudança que ainda não compreende, é injusto. Devemos respeitar o tempo das pessoas. Almas despertam de dentro para fora, e não ao contrário. Nada faz-nos mudar, a não ser uma revelação interna, a partir de nossas experiências acumuladas no decorrer do tempo, e em seu devido tempo. Um fruto não pode ser colhido antes de amadurecer.

Cabe a aquele que despertou, portanto, decidir, se deseja aguardar um despertamento futuro do cônjuge, trabalhando silenciosamente para isso, ou então optar por seguir sua trilha evolutiva por outros caminhos. Na minha opinião, o casamento não é indissolúvel. Quando as almas se separam por um significativo período, distanciando-se definitivamente, sem sintonia de ideais e sem afinidade, é porque o casamento já acabou. Mas deve permanecer sempre o afeto e o amor mútuo, principalmente se existirem filhos que sejam frutos dessa união.”

40- Pergunta (20/09/2010): “Gosto muito de seus livros, e acredito que o Universalismo Crístico responde a muitos de meus questionamentos pessoais. A respeito do livro Akhenaton tenho uma séria dúvida e angústia. Ele foi o único de seus livros que não consegui ler até o fim. Explico. A mim, me pareceu que a forma de Akhenaton ao administrar os negócios públicos do Egito (tendo que conciliá-las com as necessidades de implementação de uma nova consciência coletiva considerando os anseios e crenças do povo da época) não detinha capacidade política e administrativa suficientes para isso. A mim, me pareceu que em alguns momentos ele agia como um autista feliz, sem conseguir interpretar o mundo real em que ele vivia e sem compreender os imperativos e as necessidades que o cargo dele,enquanto administrador de um Estado exigia. Era como se ele quisesse colocar o mundo de cabeça para baixo em um curto período de tempo e esperasse que todo mundo agora soubesse andar em um espaço invertido. Os homens, seus valores, sua moral e suas instituições não mudam da noite para o dia. É um processo lento e por vezes silencioso e não é preciso colocar o mundo de cabeça para baixo para mudá-lo. A falta de expertise política de Akhenaton me deixou muito angustiada. Além disso, pergunto: se não há registros dos feitos de Akhenaton no mundo, melhor, se dele nada nos foi legado, a não ser aquilo que você relata, de que valeu aquela sua experiência para o mundo?”

“Roger: Entendo a tua pergunta. E ele mesmo, Akhenaton, reconhece que cometeu erros nesse sentido. No entanto, te pergunto, se a missão de Jesus não foi similar nesse sentido? O Mestre dos mestres também quis colocar o mundo de cabeça para baixo, atacando diretamente a estrutura corrupta do Sinédrio judeu, fato que o levou à crucificação.  A única diferença era que Jesus não tinha o poder governamental, enquanto Akhenaton era o rei mais poderoso do mundo da época. Ele sonhou com um mundo de paz, sem guerras, sem violência. Como afirmam os egiptólogos modernos, ele era como um “hippie californiano” pregando a Era de Aquário com uma antecedência de mais de trinta séculos. Akhenaton era um homem muito a frente do seu tempo. E talvez seu maior erro tenha sido não perceber isso. Se tu leres o livro até o final, verás que nos últimos capítulos tem uma interessante reflexão sobre os egípcios não estarem preparados para essa mudança. Eles não tinham como crer em um Deus tão abstrato como Aton. Radamés reflete sobre isso após a morte de Akhenaton. Inclusive, a crença em santos, feitos de pedra, que perdura até os dias atuais, é um reflexo dessa dificuldade humana de crer em um Deus intangível.

Creio que Deus, em sua infinita sabedoria, programou a missão de Akhenaton para mostrar mais uma vez aos seus filhos que Ele sempre nos permite o caminho da evolução através do amor e da sabedoria. Por não seguirmos esse caminho luminoso, necessariamente temos que trilhar o caminho da dor e do sofrimento para despertar. E foi isso que fez o Altíssimo enviando cem anos depois Moisés para realizar o projeto que era imprescindível para evolução espiritual da Terra. Se tivéssemos lucidez espiritual, talvez perceberíamos que todo o sofrimento que enfrentamos é ocasionado por nossa cegueira espiritual. Quando nos afastamos do caminho harmônico, alertas amoráveis são acionados, mas geralmente estamos surdos e cegos a uma salutar reflexão, fato que desencadeia sobre nossas cabeças o terrível guante da dor para despertar-nos.

Os feitos de Akhenaton foram apagados da história. Até recentemente, devido a ignorância dos homens, seu reinado era desconhecido. Como eu disse, ele estava muito além do seu tempo. Agora a sua história está sendo reavivada em uma época de maior compreensão da humanidade. Tudo tem o seu tempo. O próprio Saint Germain, herdeiro do posto de governador espiritual da Terra para a Era de Aquário, sucessor de Jesus, é um ilustre desconhecido da grande maioria dos encarnados. Porém isso não será sempre assim. Tudo tem o seu tempo… Em breve conheceremos todo o trabalho realizado por esse grande mestre, desde os tempos em que era o notável mestre Kundô na Atlântida, passando por sua importante existência como José, pai de Jesus, momento em que ele foi bem mais que um simples carpinteiro, até chegar a sua encarnação excepcional como conde de Saint Germain, durante os eventos notáveis da Revolução Francesa, momento em que a humanidade despertou em sua consciência a importância do ideal de liberdade, igualdade e fraternidade, mesmo dentro de um período de terror, que ainda foi sucedido pelos impulsos ditatoriais de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. Este último, fazemos interessantes análises durante o transcorrer de nosso último livro “Atlântida – No reino das Trevas”.

39- Pergunta (13/09/2010): “Em relação a informação que consta no livro Universalismo Crístico que Allan Kardec foi Akhenaton e na pergunta 36 do site que ele também foi Seraphis Bay. Me corrija se eu estiver errado, mas então essas três personalidades são o mesmo espírito e Allan Kardec já está ascensionado; estou correto? Gostaria, se possível, que você contasse como visualizou esse fato, se foi Hermes que lhe mostrou, como foi… Fiquei contente, mas no meu meio de convívio, infelizmente,  tem pessoas que não acreditam nesses fatos… Você  poderia me esclarecer isso?”

“Roger: Estabelecer na Terra, uma religião, ainda mais com a importância e a complexidade do Espiritismo, é uma tarefa para espíritos de elevado quilate espiritual. Algum dia as pessoas perceberão isso. E essa questão é mais uma forma de constatar a impossibilidade de Chico Xavier ser a reencarnação de Allan Kardec, apesar de o maior médium do século vinte ser, também, um espírito brilhante. Entretanto, a tarefa de ser intérprete do Cristo Planetário é uma tarefa legada somente a almas incomuns, que já ascencionaram, segundo os padrões de nosso mundo.

Além de ter vivido na personalidade de Akhenaton, Allan Kardec foi, também, Atônis, o sacerdote do sol na Atlântida, e Andrey era seu filho. Logo, por mais incrível que isso possa parecer, Allan Kardec foi meu pai na extinta Atlântida e um inesquecível amigo no antigo Egito, durante seu reinado como o faraó filho do Sol. Logo, sei o que estou dizendo. Essas informações são obtidas através de um processo de regressão de memória conduzido por Hermes, que é o mentor espiritual de todos os nossos livros.

Revelar Allan Kardec como reencarnação de Akhenaton foi uma tarefa muito estudada e amadurecida. Desde a elaboração do livro “Akhenaton – A revolução espiritual do Antigo Egito” que estudamos se essa informação deveria ou não ser revelada. Durante dois anos amadurecemos essa ideia e depois, quando me senti seguro para atestar essa informação, confirmada e reconfirmada por Hermes, revelamos no livro “Moisés – Em busca da Terra Prometida”. Não achamos fundamental ou importante revelar quem foi quem em encarnações anteriores. Isso gera, muitas vezes, curiosidades e especulações infrutíferas. Mas nesse caso especifico existia a finalidade de fazer o leitor compreender o processo evolutivo da humanidade no decorrer dos séculos. Assim, como agora, estamos revelando a personalidade de Moisés, na Atlântida, como o rei da raça vermelha, Atlas; para assim a humanidade compreender como se desenrolou a evolução espiritual da Terra.

O fantástico fato de Moisés, na personalidade de Atlas, ter evoluído pela linha negra, como sacerdote das trevas por um período de 2 mil anos, antes de iniciar sua caminhada para a luz, onde realizou as missões notáveis nas personalidade de Moisés e Maomé, tornando-o, também, um espírito ascensionado, é, sem duvida, motivo para muita reflexão em meio ao nosso cenário espiritualista, que não compreende que a ação das trevas também é regida por Deus. Não existe um diabo rivalizando com Deus. O Criador dos Mundos é soberano. Ele rege o Bem e o Mal com o objetivo de promover a nossa evolução. Nada foge ao seu controle.

Mas, como costumo afirmar, esse não é o fator importante dos nossos livros. Isso não é relevante, e sim a mensagem de renovação ali contida, que é dirigida diretamente por Hermes, mas também, indiretamente, por Akhenaton (Allan Kardec) e Ramatís, entre outros. Todos eles são mestres ascensionados, responsáveis, junto com Jesus, Saint Germain, entre outros, pela evolução conjunta de nosso mundo.

Se o leitor ler os nossos livros como ficção, não tem importância. Não estou aqui buscando créditos ou reconhecimento. Já fico muito feliz quando uma simples e isolada reflexão desperta o leitor, fazendo-o ver o mundo com outros olhos, independente de crer ou não nas informações espirituais ali contidas. Existe a “informação espiritual” e a “filosofia espiritual”. Acho muito mais interessante que o leitor foque sua atenção na “filosofia espiritual”. Quem assimila conceitos como “ama ao teu próximo como a ti mesmo” tem um ganho espiritual infinitamente maior do que aquele que se prende ao “que é” ou “não é” no plano espiritual.

Alguns leitores mais tradicionais possuem dificuldade em aceitar novas informações, por estarem demasiadamente apegado às suas antigas crenças. Renegam novidades coerentes e defendem teses antigas algumas vezes até já derrubadas pela ciência ou pela arqueologia moderna. A filosofia espiritual, que é o que realmente importa para a nossa evolução, é cristalina, apenas devemos aprender a despertá-la dentro de nós. Caro leitor, o mundo reflete apenas as nossas limitadas percepções, portanto, não se prenda a letra que mata, mas sim ao espírito que vivifica!

Não importa se acreditamos que Allan Kardec é Akhenaton e também Seraphis Bay, mas sim que tenhamos condições espirituais de poder reconhecê-lo quando chegarmos ao mundo espiritual. E isso depende apenas do despertar de nossa consciência. O filme Nosso Lar está aí para mostrar, com brilhantismo, essa realidade aos espíritas, aos adeptos das demais religiões e aos ateus.”

38- Pergunta (06/09/2010): “Estou começando a conhecer mais sobre o seu trabalho e de seus mentores! Gostaria de saber quem é Hermes Trimegisto? Se trata de um espírito arcangélico? Sou realmente uma entusiasta dos ensinamentos de Hemes e acho fascinante ele se comunicar conosco!!!!

“Roger: Nesse mesmo site, no link “Introdução”, explica quem foi Hermes no passado e seu trabalho. Ele ficou conhecido por trazer ensinamentos de grande profundidade, que eram compreendidos apenas por seus discípulos mais preparados. Por isso, o termo “hermético” tornou-se sinônimo de algo muito fechado ou de difícil entendimento. No entanto, o trabalho que ele realiza conosco atualmente tem uma proposta oposta a essa. Como a Terra está chegando em uma época de abrangente desenvolvimento espiritual de sua humanidade, Hermes tem trazido informações profundas que até mesmo adolescentes compreendem com naturalidade, através de uma linguagem moderna e simples, facilitando a compreensão espiritual das novas gerações.

Em nossos livros são relatadas diversas de suas existências. Nos livros Atlântida – No reino da luz e Atlântida – No reino das Trevas, ele é a nobre Ártemis. Em Akhenaton – A revolução espiritual do Antigo Egito, narramos sua encarnação como Ramósis, o sumo sacerdote do templo de Osíris, em Moisés – o libertador de Israel e Moisés – Em busca da Terra Prometida, ele é Henok, o chefe da tribo dos levitas. Entre outras elucidações que são feitas também no livro Sob o signo de Aquário, onde é revelada outras informações sobre esse grande mestre no plano espiritual.

Hermes é um dos grandes avatares de nossa humanidade, e foi ele quem trouxe a mensagem crística para o antigo Egito, através da famosa “Tábua de Esmeraldas” (texto que também está reproduzido nesse site), em sua encarnação como Toth, que veio a tornar-se o deus da escrita e da sabedoria entre os egípcios, durante a unificação do Alto e do Baixo Egito há 5.100 anos.

Hoje em dia ele é um mestre ascensionado, que não necessita mais encarnar em nosso mundo, salvo para missões de esclarecimento de nossa humanidade. Ao lado de grandes mestres, que também executaram notáveis missões de esclarecimento espiritual no decorrer de nossa história, como por exemplo, Jesus, Krishna, Akhenaton, Buda, Zoroastro, Moisés, etc…, ele coordena diversas atividades que visam promover o nosso mundo ao nível de entendimento necessário para a Terra do terceiro milênio: a Nova Era.”

37- Pergunta (30/08/2010): “Roger, você aparece na Wikipédia como um dos principais adeptos corrente de pensamento Espiritualista Universalista. Qual a relação (ou diferença) entre Espiritualismo Universalista e o Universalismo Crístico?

“Roger: Não fui em quem criou o perfil no Wikipédia. E ele é atualizado com frequência. Essa é a proposta do Wikipédia para manter dados corretos e atualizados. Mas a designação de certa forma é pertinente. O termo Espiritualista Universalista tem tudo a ver com o nosso trabalho, que é desprovido de rótulos, buscando estudar as correntes do conhecimento espiritualista de forma abrangente e desprovida de dogmas.

Entretanto, Espiritualismo Universalista e Universalismo Crístico não são a mesma coisa. O primeiro poderíamos entender como a designação daqueles que desejam se identificar com uma corrente religiosa com princípios espirituais mais avançados, rompendo com o rigor das religiões tradicionais. Já o Universalismo Crístico é uma metodologia de estudo e compreensão espiritual, que independe das religiões. Ninguém poderá se chamar de “Universalista Crístico” no futuro, porque não se trata de uma religião, que tentará impor, com o passar do tempo, seus dogmas. As religiões terminam naturalmente impondo suas verdades como absolutas; o Universalismo Crístico parte do pressuposto inverso, que todos nós devemos buscar essa verdade através do estudo e da expansão de nossas consciências, a partir de nossas experiências e reflexões, e jamais porque alguém determinou que fosse assim.

O novo padrão espiritual do terceiro milênio, o Universalismo Crístico, não deve ser visto como uma “salada de religiões”, porém como a união de todos aqueles que sentem a luz de Deus em seus corações convidando-os à construção de um mundo melhor e a uma compreensão maior dos desígnios de Deus. Sinceramente, não importa no que acreditamos, mas sim como as nossas crenças nos transformam para nos tornarmos pessoas melhores, contribuindo, assim, para que o amor de Deus vença as imperfeições e limitações de nossos egos…”

36- Pergunta (23/08/2010): “Li recentemente “Atlântida – No Reino da Luz” e “Akhenaton –  A revolução espiritual do antigo Egito”.  Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo magnífico trabalho que tens feito. As obras são fascinantes. Sou cientista e muitas vezes me identifico com o sentimento de frustração e raiva de Andrey e Radamés. Isto porque tento conversar com as pessoas sobre esse assunto (dos livros) e ninguém tem a mesma empolgação de falar nesse assunto. Desde pequena sempre tive muitas perguntas na minha cabeça e com os teus livros tenho sanado diversas.
Tenho dois questionamentos sobre tuas obras. Em relação a obra “Atlântida – No Reino da Luz”: Os espíritos atlantes encarnados (não capelinos) de onde vieram? Os espíritos encarnados no mundo primevo eram originários apenas de Tríade (capelinos)? O mestre Seraphis Bey viveu em Atlântida?  Em relação a obra “Akhenaton –  A revolução espiritual do antigo Egito”, nosso querido Hermes, após ter vivido em Atlântida como Artemis, ele só reencarnou novamente no Egito no período pré dinástico?


“Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Os espíritos atlantes, da época de ouro, anteriores a chegada dos capelinos, evoluíam na dimensão da Atlântida há milênios. Foram eles que construíram a Grande Pirâmide, milênios antes. A sua saída durante a chegada dos capelinos deveu-se a terem ascensionado a esferas ainda mais superiores. A sua origem, eu não saberia dizer. Não tenho essa informação. Mas provavelmente vieram para a Terra em um passado remoto, migrando de outros mundos também. No passado, certamente, cometeram seus erros e foram espíritos primários, assim como nós hoje. Um dia nos tornaremos seres iluminados como eles. Essa é a lei de evolução a que todo filho de Deus está submetido.

Os espíritos encarnados no mundo primevo da Terra naquele período, eram, em boa parte, oriundos de Capela, mas também já viviam aqui, na terra da 3D, espíritos que se individualizaram a partir de almas grupos de animais. A evolução é única. A nossa alma, antes de se individualizar e tornar-se apta para encarnar no mundo hominal, passa pelos reinos mineral, vegetal e animal, onde experimenta as primeiras sensações e adquire lampejos de consciência, antes de individualizar-se no seio da alma grupo de determinada espécie e partir para a sua primeira experiência no mundo humano. Claro que as suas primeiras experiências são muito primitivas. A missão dos capelinos, além de cumprir seu exílio, era de ajudar a promover o progresso dessas almas bem primárias que estavam iniciando o seu processo de evolução na 3D da Terra. E era esse o papel dos atlantes da era de ouro, antes da chegada dos capelinos. Os atlantes foram os grandes professores de nossa humanidade, apesar de algumas pessoas crerem que os “gigantes que vinham do céu”, para ensinar-lhes, tratavam-se de extraterrestres.

Seraphis Bey,  mestre do quarto raio, segundo os estudos teosóficos, é o próprio Akhenaton. Sendo assim, ele viveu na Atlântida na personalidade de Atônis, que era o pai de Andrey. Os mestres se apresentam com “roupagens” diferentes, adequando-se a cada crença. Inclusive eles se apresentam, algumas vezes, até como pretos velhos em terreiros de Umbanda. A mensagem de Deus é uma só. A nossa limitada compreensão é que exige formas diferenciadas de dizer a mesma coisa, devido as nossas crenças sectárias. Chegará o dia em que eles nos instruirão de alma para alma, sem a necessidade de rótulos.

Não sei informar se Hermes teve encarnações entre o período da Atlântida e sua grandiosa encarnação como Toth, quando compilou os famosos princípios Herméticos, durante a fundação da primeira dinastia egípcia, na unificação do Alto e Baixo Egito, ao lado de Menés, que era Atlas reencarnado. Ele evita revelar informações que não sejam objeto de trabalho nos livros. Inclusive o que sei sobre as minhas encarnações é o que está registrado nos livros. Pouco a pouco, ele vai expandindo a minha consciência para narrarmos as histórias que possam ser úteis para a caminhada dos leitores. Talvez, no futuro, essa tua última pergunta seja respondida nas páginas dos livros que virão.”

35- Pergunta 5/5 (16/08/2010): “Atlântida- No reino das Trevas” começa de forma surpreendente. No capítulo introdutório você faz um relato sensacional sobre a desativação de uma das quatro pirâmides hipnóticas que foram construídas no astral pelos magos negros com a finalidade de manter a humanidade terrena entorpecida com relação às questões espirituais. Isso desde a época da Atlântida.
Como última pergunta dessa série de cinco sobre o novo livro, gostaríamos de saber o que você  poderia adiantar aos leitores sobre essas informações que são relatadas com profundidade no capítulo introdutório?

“Roger: O período de transição para a Nova Era se intensificará a partir do dia 21 de dezembro de 2012, momento em que a Terra ingressará definitivamente na “Era da Luz”, devido a entrar novamente na esfera de ação do cinturão de fótons da estrela Alcyone. Esse fato não é apenas um simbolismo. Ele realmente mudará a frequência de nosso planeta permitindo que as novas gerações possam integrar-se de forma mais plena ao futuro “mundo dos eleitos para a Nova Era”. As crianças que sofrem dificuldades comportamentais para se adaptar a esse “velho mundo”, respirarão aliviadas. Nesse novo período, a baixa frequência em que vivemos, marcada pela alienação espiritual e os hábitos distanciados dos verdadeiros valores espirituais, terá menos influência sobre a humanidade e passará a se extinguir gradativamente nas próximas décadas.

Essas pirâmides foram construídas em um passado remoto, logo após a vitória dos magos negros sobre os dragões e durante o início da regência destes no astral inferior da Terra. No entanto, nada ocorre sem a concordância de Deus. Esse era o carma de nossa civilização. Necessitávamos evoluir dentro desse modelo em que as pessoas teriam que realizar um significativo esforço para encontrar Deus dentro de si, através da fé e da vitória sobre o seu próprio ego. Era uma necessidade direta dos céticos exilados de Capela, que passaram a compor a grande maioria da população da Terra.

Com a chegada da Nova Era, e consequentemente um novo padrão de evolução espiritual, as novas gerações, aqueles que venceram as suas imperfeições em encarnações anteriores, terão uma percepção mais plena da realidade imortal. A desativação dessas pirâmides será importante nesse sentido, mas isso, também, depende da ampliação da consciência de cada um. As ditas “crianças Índigo”, que nada mais são do que esses espíritos aqui mesmo de nosso mundo, que se elegeram por seus méritos em encarnações anteriores, terão menos dificuldade para adaptar-se, porque o mundo mudará, deixando de receber alienados para receber espíritos conscientes de sua origem imortal e, consequentemente, dotados de dignos valores espirituais, baseados no respeito e no amor ao próximo. Essa nova ascendência de espíritos dignos sobre a humanidade é que mudará o cenário caótico e triste em que vivemos, onde o materialismo e a alienação espiritual vigoram. Essa será a verdadeira e definitiva vitória da luz sobre as trevas. E não o arcaico moralismo cultural das religiões, que procura estabelecer como verdade absoluta as suas limitadas crenças sectárias.“

34- Pergunta 4/5 (09/08/2010): “O livro “Atlântida- No reino das Trevas” é repleto de narrativas épicas, como por exemplo as batalhas, homem a homem, entre os exércitos branco e vermelho, os fantásticos duelos dos sacerdotes do Vril e, também, o apoteótico cataclismo que levou a Grande Ilha para as profundezas do oceano Atlântico. No entanto, em minha opinião, o momento mais impressionante do livro é a batalha no astral entre os magos negros atlantes e os dragões, após a submersão da Atlântida, para ver quem regeria o astral inferior da Terra. Por isso perguntamos, existe alguma programação de Hermes para termos um livro exclusivo sobre esse intrigante tema?

“Roger: Esse capítulo, eu também achei muito interessante, ao ponto de deixar o apocalipse atlante realmente em um segundo plano. E eis que o afundamento da Atlântida naturalmente seria o ponto máximo da narrativa, contudo, tornou-se secundário perto do capítulo a que te referes. Nem eu sabia que Hermes tinha intenção de abordarmos esse tema (e suas consequências) nesse livro. Nele podemos entender melhor o perfil desses enigmáticos seres, que inspiraram a lenda dos vampiros, no caso dos magos negros, e dos demônios, com relação aos dragões. Esse capítulo mostra-nos, também, as suas ações e a função dos magos negros como “Senhores do Carma” na regência evolutiva da humanidade terrena pelo lado negro, sempre sob o olhar regulador das Altas Esferas Espirituais. Aquilo que chamamos de caos e anarquia, em nada foge ao planejamento divino, apenas ainda não o compreendemos. E, inclusive, a ação do mal na Terra é fruto da lei de ação e reação que rege os nossos destinos. Infelizmente, a nossa imaturidade espiritual nos leva a necessitar da dor para despertarmos, e esse é o papel desses terríveis seres. Antes de acusar as trevas pelos nossos infortúnios, vamos analisar as nossas vidas para vermos se não estamos “acionando”, com o nosso mal proceder, os mecanismos da justiça divina, através da lei de ação e reação. Quem planta espinhos, jamais colherá flores. Se ilude quem pensa o contrário.

Creio que a curto prazo não existe a intenção de abordarmos esse tema em um livro exclusivo. Porém, isso depende das decisões de Hermes. Talvez ocorra como no caso da Atlântida, que foi mencionada em 2002 no livro “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”, e agora recebeu dois livros exclusivos. O projeto que tenho conhecimento a curto prazo é o de consolidar o ideal do Universalismo Crístico, motivo pelo qual o próximo livro tratará exclusivamente desse assunto.

Lembro aos leitores que se identificam com essa ideia sobre a importância de divulgá-la sempre. Indiquem aos amigos o livro Universalismo Crístico e o site www.universalismocristico.com.br . Somente o nosso esforço conjunto poderá despertar a humanidade para uma nova forma de pensar, agir e viver. Temos a grata oportunidade de fazermos a diferença em beneficio dos planos da Luz e em prol de nossos irmãos. Não vamos esconder a luz debaixo da mesa ou enterrar os talentos que recebemos de Deus. Temos uma significativa consciência espiritual em meio a um mundo obscurecido pela alienação espiritual! Façamos a nossa parte e o Universo conspirará para a nossa felicidade hoje e sempre. A felicidade eterna está em participar do grande plano divino. Feliz daquele que já percebeu isso.”

33- Pergunta 3/5 (02/08/2010): “Nesse novo livro, percebemos, também, uma linguagem diferenciada dos demais, em alguns momentos com um sutil apelo sensual ainda não utilizado em suas obras. Poderíamos afirmar que você foi um pouco mais além do estilo das magníficas obras de Rochester, nesse quesito. O que poderia dizer-nos sobre isso e como você espera que seja a reação dos leitores a esse novo estilo?”

Roger: O livro “Atlântida – No reino das Trevas” é um livro especial e diferenciado. Ele traz uma abordagem que não é comum em nossos trabalhos, ou seja, ver os fatos pelo olhar do lado sombrio. Naturalmente, tive que ser fiel a cada momento, a cada narrativa. Claro que sem perder a elegância e os termos condizentes com uma literatura espiritualista voltada para o amor e a busca da luz de Deus. Em nosso trabalho sempre buscamos ser o mais verdadeiro possível. Logo, não faria sentido algum “mascararmos” esse livro para realizarmos uma narrativa com enfoque somente altamente espiritualizado, como é o usual em nossos livros. Decididamente esse não é o objetivo desse livro. Também, não é a nossa proposta ficar batendo e menosprezando a ação do lado negro, como é tão comum lermos em outros livros desse gênero. Jamais utilizaríamos esse clichê antifraterno, sectário e de aspecto doutrinário, típico das religiões em geral.

Não estamos aqui realizando uma defesa da ação das trevas, no entanto é ingenuidade desprezar o que podemos aprender com o lado sombrio. Rotulá-los de ignorantes porque não seguem a mesma estrada que nós, é um comportamento semelhante ao daqueles que julgam de forma negativa aquilo que desconhecem, por puro medo ou arrogância. Podemos encontrar a presença de Deus tanto na luz como nas trevas, basta termos lucidez e sabedoria para isso. Não existe um demônio soberano regendo as trevas. Talvez até alguns acreditem nisso. E esse é um comportamento muito comum entre os dragões. Mas é pura ilusão. Somente Deus é o Senhor de toda a Criação! Luz e treva estão sob o seu Augusto controle.

Nesse livro tivemos uma rara oportunidade de utilizar um outro estilo literário, e isso com o apoio e a autorização de Hermes, o mentor espiritual de nossos livros, portanto tenham a certeza de que cada linha relatada está em conformidade com as Altas Esferas Espirituais que coordenam o nosso trabalho. Os leitores que lerem o livro com a mente aberta, procurando absorver os ensinamentos ali contidos, sem “pré-conceitos” estabelecidos, terão a oportunidade de enriquecerem a sua compreensão do mundo, através de um outro prisma. Já aqueles que se “fecharem”, perderão uma boa oportunidade de crescimento interior.

Devemos abrir as nossas mentes, somente assim poderemos compreender melhor o Espírito Criador. Criticar e negar a existência do outro lado das questões, somente nos dará um atestado de ignorância com relação a compreensão alheia. Além do mais, geralmente criticamos mais intensamente aquilo que ainda nos fragiliza. Vemos o cisco no olho de nosso irmão, devido a termos uma trave em nossos olhos. As pessoas que ficam horrorizadas com certas atitudes e narrativas é porque ainda não se resolveram bem naquela específica questão que condenam. A alma sábia e livre trata a tudo com moderação, respeito e interesse, mesmo quando as questões em foco não fazem mais parte de seu ego. Elas simplesmente não se afetam, mas desejam estudar e analisar com o objetivo de adquirir aprendizado. O sábio é puro equilíbrio…

Procurei relatar o livro “Atlântida – No reino das Trevas” da exata forma como eu sentia e agia naquele distante período, há 12 mil anos, porém, nos momentos em que relatava os textos como narrador, fiz as iluminadas reflexões necessárias, sempre sob a orientação de Hermes, a nobre Ártemis nesse livro. Contudo, abusei um pouco desse estilo, digamos assim… mais profano, até mesmo como um exercício literário para mim e, também, para não tornar-me repetitivo para os leitores mais exigentes. Mas fiquem tranquilos, pois em nosso próximo livro que abordará o Universalismo Crístico de forma mais avançada, traremos um conjunto de diálogos com Hermes, em diferentes paisagens, repleto das mais elevadas reflexões espirituais, bem ao estilo “mestre e discípulo”. Algo bem distante desse mundo sensual e sombrio do livro “Atlântida – No reino das Trevas”, que será lançado agora em setembro. Essa obra, apesar de mostrar o passado distante, reflete bem o momento presente de nossa humanidade, e o leitor poderá facilmente se identificar nesse cenário, ou identificar personalidade atuais. Esse livro, também é um importante objeto de estudo para todo aquele que busca o despertamento espiritual. Confiem em mim! O livro é fabuloso dentro daquilo a que se propõem.

32- Pergunta 2/5 (26/07/2010): “Temos recebido dezenas de e-mails com um mesmo questionamento. O que poderia nos adiantar sobre as fantásticas gêmeas, Sol e Lua? Elas, em sua rápida aparição no livro “Atlântida – No reino da Luz”, impressionaram os leitores com suas personalidades cativantes. Você poderia falar sobre a participação delas no novo livro? Percebe-se uma grande energia nelas já no volume 1, prenunciando uma participação brilhante na sequencia da narrativa.”

Roger: Sim. As gêmeas no volume 2 passam de coadjuvantes a protagonistas da narrativa. O livro “Atlântida – No reino das Trevas”, após o interessante capítulo introdutório, inicia-se vinte anos depois da morte de Evelyn. As gêmeas, naquela época, já eram duas jovens de 25 anos e terão uma atuação envolvente e com profunda personalidade na sequencia da história. Elas faziam parte do pequeno grupo de últimos atlantes que nasceram com poder sobre o Vril, fato que tornou-as peças fundamentais durante os acontecimentos que levaram a Atlântida ao seu trágico destino.

Inclusive, é difícil dizer qual personagem é mais expressivo no “Atlântida – No reino das Trevas”. Atlas, Gadeir, Andrey, Arnach, Sol e Lua, todos tem participações marcantes e profundamente reflexivas e psicológicas, provocando fortes sensações e questionamentos internos nos leitores. Essa é a proposta do livro. Acredito que as gêmeas tocarão especialmente as mulheres, pois elas têm um perfil muito atraente e idealizado, não só por serem mulheres deslumbrantes, mas, também, por serem sábias e poderosas, algo que é o sonho íntimo de muitas mulheres.

Contudo, apesar de entender a curiosidade e ansiedade de alguns leitores por informações a respeito delas, creio que antecipar informações prejudicaria a surpresa e o ineditismo da leitura, portanto prefiro não trazer muitos detalhes a respeito desse assunto. Apenas posso garantir-lhes que elas terão participação ativa até a última página do livro.

31- Pergunta 1/5 (19/07/2010): “Roger, com a conclusão do livro “Atlântida – No reino das Trevas”, nós, da equipe do projeto Universalismo Crístico, que já tivemos a oportunidade de ler o livro para desenvolver a capa, auxiliar na revisão dos textos, etc., gostaríamos de fazer uma série de cinco perguntas sobre o novo livro. Nessa primeira pergunta, gostaríamos de saber o que você espera da reação dos leitores sobre a mudança de perfil dos livros, distanciando-se cada vez mais do formato tradicional dos livros espíritas, ou seja, menos doutrinário e mais reflexivo. Como você vê isso e como espera que seja a reação dos leitores a essa nova obra que, ao nosso entender, é simplesmente extraordinária, eletrizante do princípio ao fim, e apresenta uma linguagem mais universal, atendendo a outros públicos?

Roger: O livro “Atlântida – No reino da Luz” consolidou uma nova orientação já implementada na obra “Universalismo Crístico – O futuro das religiões”. Como eu já havia afirmado em outra oportunidade, todos os livros anteriores ao livro UC foram elaborados com a finalidade de construir uma “ponte” que levasse os leitores da “velha” para a “nova” forma de pensar sobre Espiritualidade. Desde os nossos primeiros trabalhos, eu e Hermes afirmamos, também, que jamais “choveríamos no molhado”. Não perderíamos o precioso tempo dos leitores para falar o que já foi dito em outras obras, apenas trocando o nome das personagens ou, então, criando uma nova nomenclatura para dizer as mesmas coisas que já foram ditas no passado. Tomamos por base algumas informações já consolidadas, com a finalidade de situar o leitor, mas sempre procurando trazer algo inovador sobre determinado tema, com o objetivo de atender às necessidades iminentes da Nova Era.

Mesmo assim, recebi algumas críticas de leitores, que me acusaram de estar mais preocupado em enaltecer o meu ego do que narrar os acontecimentos que são o foco central dos livros. O que posso dizer a esses leitores é que o novo livro somente vai intensificar ainda mais essa tendência. Entretanto, convido-os a lê-lo, pois é um livro realmente notável sobre a Atlântida. As questões em aberto no volume 1 são explicadas nesse livro, fazendo com que 80% da história do continente perdido seja entendida nesse desfecho. O Atlântida 2 naturalmente é muito mais informativo, pois ele é a grande apoteose, o momento em que as coisas se revelam. O Atlântida 1 tem a finalidade de inserir o leitor no contexto e narrar brevemente a época de ouro dos atlantes. Tenho a ousadia de dizer que jamais foi escrito algo semelhante e com tantos detalhes reveladores sobre a Atlântida e o início de nossa atual civilização.

O volume 2, mesmo relatando um período trevoso, é rico em ensinamentos de alta profundidade espiritual, de forma elegante mesmo quando relata as ações do lado negro. Fiquem tranquilos quanto a isso. O livro é agradável até mesmo para os mais sensíveis e não é demasiadamente pesado, como os livros desse gênero. Pelo contrário, os levará, em certos momentos, a elevados sentimentos de amor e admiração pela beleza da obra de Deus, que rege tanto a luz, como as trevas.

Nesse livro, o leitor terá a oportunidade de ver uma outra visão sobre as trevas e perceberá que eles não são nossos inimigos odiosos, e sim nossos irmãos, filhos do mesmo Pai, vibrando ainda em uma outra sintonia, que não está, assim, tão distante da nossa. As vezes, a nossa arrogância nos faz pensar que estamos à altura dos espíritos iluminados e que devemos aprender somente com eles, mas, na verdade, os espíritos da linha negra tem muito a nos ensinar, através do exemplo do que não devemos fazer e também pelo seu conhecimento. Reflexões como as apresentadas nesse livro nos fazem ver que agimos, em muitas ocasiões, como eles, mas o nosso ego nos cega e não permite-nos perceber isso. O livro “Atlântida – No reino das Trevas” é uma aula de reflexão interior. Preparem-se para uma viagem ainda mais profunda e indagadora do que a do volume 1.

E gostaria que todos os leitores da fase do livro “A história de um anjo” nos seguissem nessa caminhada, porém, isso não depende de mim. Temos que seguir a nossa jornada e respeitar o livre arbítrio dos outros. É necessário cumprir as determinações de Hermes. E como ele mesmo diz no prefácio do livro Universalismo Crístico: “Todo aquele que deseja ser livre e busca procurar a verdade por suas próprias mãos, sendo senhor de seu próprio destino, que nos siga nas próximas páginas…” Ou seja, nos siga nos próximos livros!

O que nos deixa feliz é que, mesmo perdendo alguns leitores mais ortodoxos e presos a “velha forma de pensar”, mesmo assim, mais e mais pessoas despertam para o Universalismo Crístico, crescendo exponencialmente o número de adeptos da “nova forma de pensar”, independente de crenças religiosas sectárias. Essa é a essência de nossa tarefa! Fico feliz em saber que estamos atingindo o nosso objetivo, que é utilizar a linguagem e as narrativas certas para a forma de compreensão espiritual das novas gerações. Se elas mostrarem que estamos no caminho certo, então continuaremos nesse mesmo ritmo e direção, firmes e confiantes na assistência da Alta Espiritualidade.”

30- Pergunta (12/07/2010): “Acabei recentemente a leitura do livro Universalismo Crístico e concordo plenamente com os 3 Pilares propostos para a grande integração das religiões no futuro. Não obstante, quando no livro estes conceitos são apresentados por Rafael para os representantes das religiões, eles não são compreendidos e aceitos pelos religiosos, que abandonam a reunião bastante aborrecidos e de forma acintosa. Você não acha que para uma adoção do Universalismo Crístico nos dias atuais seriam necessários um grande Ser centralizador das ideias e ações do UC, bem como muitos “Rafaeis”, totalmente desprovidos de ego e vaidade, comungando um objetivo comum para que a mensagem pudesse ser divulgada uniformemente e bem acolhida pelas pessoas das mais diversas vertentes religiosas? Isto não seria uma utopia quando pensamos à nível nacional e mais ainda quando extrapolamos para a escala mundial?”

Roger: Em diversos momentos, Hermes, que é o coordenador do projeto Universalismo Crístico, alertou-nos que deveríamos abandonar a busca por gurus. Esse não é o caminho na Nova Era. Portanto, não devemos esperar que algum espírito iluminado realize um trabalho especial e indiscutível. Mesmo porque isso não funciona a curto prazo. O próprio Jesus só foi reconhecido séculos depois de realizada a sua missão.

No entanto, a tua segunda proposta de muitos “Rafaeis” é o objetivo a ser atingido. A implantação do Universalismo Crístico na Terra realmente necessita da participação efetiva de todos aqueles que se identificarem com a mensagem contida nesse livro. Não podemos esperar as coisas acontecerem de braços cruzados. A Nova Era que todos sonhamos para o futuro da humanidade exige que descruzemos os braços e partamos para a ação. Os lideres e burocratas das religiões não realizarão esse papel, pelo contrário, trabalharão para que ela não aconteça. O desejo de status e poder fala muito alto ao ego humano. Cabe então a cada um de nós levantarmos essa bandeira de liberdade espiritual e consciencial. Acreditamos que com a futura publicação do livro “Universalismo Crístico Avançado”, possamos clarear ainda mais essa ideia que, sem dúvida, é a visão espiritual mais adequada para uma civilização madura e liberta de cabrestos religiosos.

E como bem afirmaste na pergunta, cada um de nós deve se despir de seu ego e de suas vaidades, procurando manter incólume a essência do Universalismo Crístico, que é um debate de ideias e filosofias de entendimento espiritual, sem estabelecer verdades indiscutíveis. Os donos da verdade não devem possuir espaço dentro do U.C., pois ele é democrático e aberto, mas sem perder a ordem e a metodologia sensata. Ideias obscuras e sem lucidez devem ser avaliadas com atenção e rechaçadas se não se sustentarem em um diálogo fraterno. E aquilo que já está consolidado, como o amor ao próximo e demais sábias filosofias inerentes a todas as grandes religiões do mundo devem ser reavivadas nos corações das pessoas que, hoje em dia, infelizmente, mais vivem os rituais religiosos, do que buscam adquirir espiritualidade.

29- Pergunta (05/07/2010): “Roger, veja essa notícia sobre Tutankhamon: link. Essa nova pesquisa sobre a morte do faraó fecha com a resposta que você deu na pergunta 13, do dia 08/03/2010. Realmente, resquícios de malária no DNA de sua múmia não significa que ele foi a óbito por esse motivo. Abraços e continuo aguardando ansiosamente o “Atlântida – no reino das Trevas“.

Roger: Essa não é uma pergunta, e sim uma constatação. Mesmo assim, gostaria de tecer alguns comentários. Talvez, seja muito difícil resgatarmos essas informações à luz da ciência. Mesmo com todos os avanços científicos, realizar exames em múmias com mais de três mil anos de existência não trará uma conclusão sólida e indiscutível. É o mesmo caso do santo sudário de Turim. A cada século que passa, ele sofre novas contaminações, tornando-se impossível datá-lo com técnicas como a do “carbono 14”, e atestar sua autenticidade. Porém, infelizmente, os cientistas têm o mau hábito de apresentarem as suas teses como indiscutíveis, enquanto tudo que vem do plano espiritual é visto como crendices. Tanto na astronomia, como na ciência, de forma geral, vemos todos os dias teses antes aceitas como indiscutíveis sendo derrubadas. Portanto, devemos sempre mantermos nossas mentes abertas a novos estudos e jamais aceitar qualquer informação como verdade absoluta. A única verdade absoluta que temos até o momento é que o amor e a harmonia são o caminho indiscutível para a nossa ascese evolutiva e refletem perfeitamente a essência de Deus.

A própria Atlântida, talvez, nos apresente apenas insignificantes vestígios no futuro, que provavelmente não atestarão definitivamente todo o esplendor dessa civilização. Muitos, inclusive, afirmam que ela nem existiu ou, então, não passou de uma ilhota qualquer perdida nas imediações do portal de Hércules.

É provável que somente o domínio do acesso aos registros akhásicos, no futuro, possam nos dar informações definitivas sobre essas questões tão intrigantes. E creio que todos se surpreenderão, pois a forma de pensar, agir e viver dessas civilizações eram bem diferentes do nosso modo de viver. Se fôssemos narrá-las exatamente como pensavam e agiam, o leitor teria dificuldade em compreendê-las. Para nós, parece muito natural lermos alguns livros sobre o antigo Egito que só falta aparecer uma loja de “fast food” na esquina da avenida das Esfinges, mas o mundo deles, em geral, era bem diferente disso.”

28- Pergunta (28/06/2010): “Acabei de ler Atlântida – No Reino da Luz e estou com uma dúvida. Após a destruição do continente atlante, a grande pirâmide de cristal ficou submersa na região que hoje chamamos de Triângulo das Bermudas, daí a razão das alterações nos radares de alguns navios e aeronaves, e do desaparecimento de outros tantos (certamente caíram, no caso dos aviões, ou afundaram, no caso dos navios). A minha pergunta é: então até hoje a energia Vril ainda se encontra ativa na pirâmide, correndo por entre suas paredes? Seria possível?

Roger: Como explicamos na primeira pergunta dessa coluna, muitas das informações que ficaram sem maiores detalhes ou esclarecimentos no livro “Atlântida – No reino da Luz” serão respondidas no final dessa saga, no livro “Atlântida – No reino das Trevas”, que será lançado no início de setembro desse ano. Aproveito para informar a todos que o livro já está concluído. No momento estamos realizando as revisões e acabamentos finais para enviá-lo à editora. Ele terá em torno de 30 a 50 páginas a mais que o primeiro e posso garantir-lhes que será uma leitura eletrizante. Impossível parar de ler!

Abaixo segue um pequeno trecho do livro, em primeira mão, que esclarece a dúvida do leitor:

O Vril passara a vibrar em sua forma inversa, após a ruptura de seu maior templo. De alguma forma, até mesmo o símbolo máximo da inteligência atlante vingava-se de nós, os capelinos céticos e arrogantes, os amaldiçoados algozes daquele paraíso sagrado!

Talvez esse rompimento das paredes da pirâmide, liberando as cadeias de Vril, tenha contribuído para os fenômenos que até hoje ocorrem no Triângulo das Bermudas, como, por exemplo, o desaparecimento de navios e aeronaves, além da alteração da leitura dos instrumentos de navegação.

A energia Vril é autossuficiente! Se fosse trabalhada por sacerdotes hábeis poderia tornar-se eterna, principalmente em um ambiente neutro e sem influências mentais, como o fundo do mar das Bahamas. A chama de Antúlio era uma prova disso. Ela permaneceu incólume por séculos, até a sociedade atlante começar a se corromper.

27- Pergunta (21/06/2010): “Também adoro os seus livros! É uma nova e maravilhosa forma de abordar o tema Espiritualidade, de maneira moderna e clara. Eu gostaria de saber o que você faz com o dinheiro que recebe da venda dos livros? Já são quase nove títulos. Deve trazer um bom retorno financeiro. Existe algum projeto espiritual ao qual você destina esses valores?”

Roger: Mais uma vez, obrigado pelo apoio de todos vocês ao nosso trabalho. É isso que nos dá forças para continuarmos nessa abençoada tarefa de divulgar as Verdades Imortais. O coordenador espiritual de nossos trabalhos, Hermes, definiu, desde a publicação de nosso primeiro livro, “A história de um anjo”, que todos os direitos autorais de nossos livros devem ficar sob o meu poder para trabalharmos na divulgação do Universalismo Crístico e, posteriormente, quando a visão espiritual do futuro estiver implantada, criarmos uma grande instituição com o objetivo de educar e espiritualizar as novas gerações. Nossas crianças e adolescentes precisam disso.

Como os nossos livros não estão atrelados a nenhuma religião ou organização específica, só podemos contar com o apoio desses recursos e dos leitores que nos auxiliam no trabalho de divulgação. Por isso insistimos tanto para que todos auxiliem na divulgação. Cada nova pessoa que conhece o nosso trabalho e adquire os livros é mais um passo que podemos dar para atingirmos esse objetivo. Quem crê que o Universalismo Crístico é o caminho, precisa se empenhar para auxiliar-nos nessa difícil tarefa de tornar esse trabalho reconhecido no cenário literário de nosso país.

E mesmo com todo esse esforço conjunto, infelizmente o retorno ainda é inexpressivo. Recebemos através da venda dos livros um valor muito pequeno. Editoras, distribuidoras, lojistas, transportes, divulgações, etc… consomem quase a totalidade do valor final que o leitor paga quando adquire um livro. Como muitos sabem, somente escritores consagrados ou que tem editora própria conseguem significativo retorno, ainda mais no Brasil, que é um país que lê muito pouco. Recebemos em torno de R$1,50 por livro vendido. Quase nada. Necessitaríamos de um volume muito grande de vendas para atingirmos os objetivos traçados pela Alta Espiritualidade para atender ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Devido a isso, estamos inclusive estudando a possibilidade de criarmos uma ONG focada no Universalismo Crístico para custear os diversos projetos de esclarecimento espiritual que estão parados por falta de recursos. Cada dia mais pessoas estão se engajando nessa nova forma de pensar sobre Espiritualidade e desejam de alguma forma colaborar. Precisamos organizar esse amplo leque de possibilidades para que todos, da forma que for, possam dar a sua contribuição para a construção de um mundo melhor e mais espiritualizado, independente das crenças religiosas de cada um.

26- Pergunta (14/06/2010): “Primeiramente gostaria de dizer que eu e minha mãe adoramos seus livros! Sua linguagem é muito didática e gostosa de ler! Sou cientista e gosto tanto de estudar sobre assuntos espirituais que até montei um grupo de estudos na USP sobre ciência e espiritualidade que a cada dia aparecem mais interessados! Existe apenas uma dúvida que não entrou na minha cabeça e da minha mãe: não conseguimos aceitar as encarnações de Moisés à que você se refere no livro da Atlântida. Como Moisés, um ser extremamente elevado e pacífico, poderia vir a ser Maomé, que incitou tantas guerras? Preferimos acreditar no livro “Moisés, o vidente do Sinai” psicografado por Josefa Rosália tendo como espírito Hilarion de Monte Nebo. Lá, de acordo com o arquivo da Luz, que não mente jamais, as encarnações de Moisés foram: Juno e Numo na Lemúria, Anfião e Antúlio na Atlântida; Abel, Krishna e Buda. Sendo sua última reencarnação como Jesus. Assim sendo, gostaria que verificasse com seus guias espirituais a veracidade de minhas afirmações em relação a esse assunto.

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Vejam que interessante! A pergunta da semana passada apontava Moisés como um homem totalmente ambicioso, interesseiro, manipulador, vingativo e egocêntrico. E na de hoje ele é apresentado como uma das encarnações do próprio Jesus, o mais excelso espírito que já desceu à face da Terra da terceira dimensão. Por isso afirmei na semana passada que os livros mediúnicos devem ser apreciados com cautela, procurando se ater mais a essência da mensagem do que aos textos literalmente.

As informações que trazemos em nossa trilogia: “Implantação do Monoteísmo na Terra” (Akhenaton – A Revolução Espiritual do Antigo Egito, Moisés – O Libertador de Israel e Moisés – Em busca da Terra Prometida) foram orientados por Hermes e seguem a visão trazida por Ramatís em meados do século passado. Ramatís nos mostra que o Cristo Planetário jamais encarnou na Terra e, sim, utilizou-se de diversos médiuns, espíritos incomuns, para trazer a sua mensagem a cada povo do mundo. Esses médiuns são os mesmos avatares que citaste na pergunta (entre outros), sendo que nenhum deles é o mesmo espírito. Inclusive Jesus só encarnou em nosso mundo na personalidade que conhecemos há 2.000 anos. Todos estes avatares foram “mediunizados” pelo Cristo para executarem as suas missões. Por isso a semelhança das mensagens espirituais em todo o mundo. Em resumo: Jesus, por exemplo, não era o Cristo, mas sim o médium do Cristo, que trata-se de uma entidade da categoria dos arcanjos, que são responsáveis pela evolução das diversas escolas evolutivas do Universo e que estão impossibilitados de habitar um limitado corpo físico devido a expansão de sua luz, fruto de uma evolução de milhões de anos.

Já as informações que trazes em teu e-mail são procedentes da médium argentina Josefa Rosália Luque Álvarez. Ela crê e divulgou em seus textos que o Cristo reencarnou nos avatares que citas em tua mensagem e, portanto, todos eram o mesmo espírito. Peço que reflitas sobre a afirmação que tu fizeste em tua pergunta: “Lá, de acordo com o arquivo da Luz, que não mente jamais,…”. Creio também que o “arquivo da Luz” não mente jamais. A pergunta é: “E quem leu esse arquivo da Luz?” Esse médium estaria apto a interpretar essas informações, codificadas na linguagem celestial, e traduzi-las para a humana, sem distorcê-las? Pense sobre isto.

Eu li os livros que citaste e, por exemplo, soa-me estranha a ideia de que Ramsés era amigo de Moisés e que pediu para ele partir com o povo hebreu porque o povo egípcio havia se corrompido. Todos os registros históricos desse famoso faraó apontam para uma personalidade completamente diferente da apresentada no livro “Moisés – o vidente do Sinai”. Ramsés era um guerreiro impiedoso, e por isso ele construiu um império que se manteve intacto durante todo o seu reinado (62 anos). Ele desencarnou com mais de 90 anos de idade.

Além disso a personalidade de Moisés no “Velho Testamento” (mesmo que deturpada em alguns pontos) é radicalmente oposta à bondade e à mansuetude angelical apontada nesse livro. Não existe similaridade entre o Moisés apontado nesse livro com o Moisés bíblico. E devemos lembrar que Akhenaton (informações históricas comprovadas por arqueólogos) tentou realizar uma transição pacífica para o monoteísmo 100 anos antes e não obteve êxito. A evolução espiritual das massas era muito crua para isso há 3.300 anos. Como Moisés conseguiria realizar isso sendo bondoso e manso? Como libertar e liderar um povo rebelde e em meio a diversas guerras no deserto apenas usando de docilidade para com os inimigos?

Os médiuns em geral estão sempre aprisionados aos seus próprios paradigmas (assim como o homem em geral). É muito difícil ao espírito comunicante trazer informações que ultrapassem a compreensão e o sistema de crenças dos médiuns. Por mais que o médium seja qualificado, ele ainda é escravo de suas limitações psíquicas. Ele sente a mensagem do mentor, mas não consegue romper com as suas crenças pré-estabelecidas, contaminando a mensagem pura que vem dos planos superiores.

Qual médium está mais próximo da verdade? Impossível definir. A não ser que comparemos o relato mediúnico às informações históricas e científicas que a humanidade física já possui. Como ainda tateamos no escuro com relação a comprovações incontestáveis, o ideal é nos prendermos a essência da mensagem, e não a informações pontuais que possam ter sido distorcidas pela limitação dos médiuns, que são todos humanos e falíveis.

Em resumo: creia naquilo que te faz feliz e auxilia a tua caminhada. Mas também permita-se ao questionamento de tuas próprias crenças. A verdade está onde se encontra o bom senso e a lógica. O amor já sabemos onde encontrar: ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faças aos outros aquilo que não gostaria que te fizessem.”

25- Pergunta (07/06/2010): “Sou leitor apaixonado de seus livros escritos com o amparo do iluminado Hermes. Li toda a trilogia Akhenaton + Moisés 1 e 2 e fiquei muito emocionado em diversas passagens e relatos contados sob a ótica de Radamés e Natanael. Recentemente li também o livro “O Faraó Mernephta” escrito com o amparo de J. W. Rochester (Ed. do Conhecimento) que nos mostra uma versão na qual Moisés é um homem totalmente ambicioso, interesseiro, manipulador, vingativo e egocêntrico, além de pessoas e passagens muito divergentes das mostradas em sua obra. Como entender relatos divergentes e até antagônicos de espíritos que dizem ter presenciado os mesmos acontecimentos? Como separar o joio do trigo?”

Roger: Não gosto de comentar livros de outros autores. No entanto a pergunta é excelente e também pertinente. Nesse caso é necessário uma explicação devido a essas divergências apresentadas pelo leitor. Não é raro os médiuns contaminarem os textos que recebem da Espiritualidade com seus pensamentos e crenças. Já falamos sobre isso em outras oportunidades. E não me excluo dessa situação. Médiuns completamente isentos teriam que ter uma consciência muito ampla para abrangerem o pensamento superior dos mentores e os compreender além de suas crenças e de suas limitadas percepções de mundo. O próprio Chico Xavier, o médium mais brilhante que conhecemos, também deixou-se afetar por suas crenças em alguns de seus livros, não reproduzindo com fidelidade o que a Espiritualidade lhe passava. Por isso os livros mediúnicos devem ser sempre estudados com cautela e sem paixão. Recomendo até mesmo a se prenderem mais a essência das mensagens do que ao conteúdo “ipsis literis”, ou seja, ao “pé da letra”.

Os livros de Rochester, psicografados pela médium russa Wera Krijnowskaya, são um bom exemplo disso. Em várias de suas obras é possível perceber um terrível anti-semitismo, que seria totalmente inadequado nos dias de hoje, após o holocausto que vitimou milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial. Como ela escreveu os seus livros no final do século dezenove, tinha portanto a liberdade para atacar abertamente os judeus sem sofrer qualquer tipo de censura ou reprovação. Isso fica notório em vários livros seus, como por exemplo, “O Chanceler de Ferro do Antigo Egito”, “A vingança do Judeu” e o livro citado na pergunta “o Faraó Merneptah”. Os judeus são sempre citados nesses livros como traiçoeiros, odiosos, interesseiros e agiotas desprezíveis. Segundo esses livros, são desprezados pela sociedade em que vivem e desejam vingar-se disso. Esse é um tema recorrente nos livros de Rochester. Mesmo assim, eles são muito interessantes e com uma narrativa de encher os olhos.

A médium viveu na Rússia durante o período final da dinastia Romanov, antes da Revolução Russa, período em que a nobreza vivia de heranças, sem trabalhar, e abusava de festas fúteis, como ela muito bem retrata em seus livros. Os judeus emprestavam dinheiro a muitos desses nobres falidos e depois cobravam inclusive com a penhora de seus bens, deixando-os na miséria. Talvez ela e seu esposo tenham passado por situações difíceis com seus credores judeus e ela repercutiu isso nos livros. Nota-se um ódio gratuito a tudo que se refere ao povo judeu em seus livros. Ela também se baseou nos textos distorcidos da Bíblia, ao pé da letra, para descarregar a sua ira sobre eles.

E outro ponto que pode gerar as divergências é que Merneptah era o próprio Rochester. E ele não era um espírito iluminado na época em que utilizou-se da médium para narrar as suas experiências. Talvez tenha feito o que é muito comum entre nós, humanos: ele defendeu seus próprios pontos de vista.

Além disso pode haver também as nossas falhas na captação mediúnica e na interpretação dos fatos. Como eu era o próprio Natanael, e vivi próximo a Moisés desde os tempos da Atlântida, quando ele viveu como Atlas, posso ter “defendido” de forma exagerada as suas atitudes nos eventos da libertação do povo judeu da escravidão no Egito.

Livro: O Faraó Mernephta – J. W. Rochester (Ed. do Conhecimento)

24- Pergunta (31/05/2010): “Eu estou lendo o seu livro “Atlântida – No reino da luz” e tive uma dúvida: os personagens Andrey e Evelyn realmente existiram, e você foi Andrey em sua vida passada? Também quero lhe perguntar se o Vril, energia que gosto de estudar e comprei até seu livro por causa dela, poderia ser usada em nosso tempo, alguém poderia usá-la ainda neste século ou ainda teríamos que esperar mais para conseguirmos usar está tão poderosa energia? E outra pergunta, já li muito sobre a sociedade Vril, nos tempos da guerra, e eles se comunicavam com seres de outros planetas, a energia Vril poderia fazer isto, conectar nossas mentes com outros seres de outros planeta? Bom trabalho, estou gostando muito da leitura de seu livro, obrigado por nos oferecer esta excelente leitura em busca do saber.

Roger: As informações espirituais que escrevemos são baseadas em fatos sob a orientação de Hermes. Os únicos relatos que ainda não sei se são uma simbologia ou fatos a acontecer, são os referentes a Gabriel no livro “A história de um anjo” e os de Rafael no livro “Universalismo Crístico”. Hermes não deixa claro esse assunto por motivos que já expomos aqui em pergunta anterior. Tudo mais é fato! Não escrevemos ficção. No entanto, a realidade está de acordo com a percepção de cada um. Não nos importamos se as pessoas leem as nossas histórias como se fossem ficção. O importante é a mensagem espiritual inserida dentro delas. Se o leitor acredita ou não que fui Andrey, Radamés ou Natanael e que Crystal foi Evelyn, Isetnefret ou Rute, isso não faz diferença. O que importa para nós é o quanto essas narrativas podem transformar as pessoas rumo a uma verdadeira consciência espiritual. Fazemos o nosso trabalho com o máximo de seriedade e comprometimento. O objetivo é oferecer informações e reflexões que nos auxiliem a nos tornarmos pessoas melhores.

Algumas pessoas afirmam que seria muita coincidência eu ter vivido sempre em momentos tão especiais da história da humanidade e próximo dos acontecimentos que marcaram o mundo. Inclusive isso acontecerá também na narrativa sobre a vida de Jesus. Quanto a isso só posso reproduzir a mesma pergunta que Andrey faz ao final da história da Atlântida: Por que, Espírito Criador, me colocas em meio a esses fatos tão fundamentais de nossa história? Provavelmente seja para fazer o que eu faço agora: relatá-los como testemunha ocular dos fatos. Elucidando, assim, o que o tempo, os interesses dos poderosos ou apenas a incompreensão da época, distorceu.

Outros poucos leitores protestam, dizendo que só quero exaltar o meu ego nos livros. Mas não me importo. Não é para eles que escrevo! E sim para pessoas de mente aberta, aqueles que já se libertaram da “velha forma de pensar”.

Creio que no livro Atlântida – No reino da Luz afirmamos que a humanidade futura da Terra voltará a dominar o Vril. Na verdade o fluido cósmico universal está aí, cada vez mais presente, ao alcance de todos. Infelizmente ainda não temos a capacidade desenvolvida para manipulá-lo como os antigos atlantes faziam. Ainda nesse século, ele será novamente manipulado a olhos vistos. Por enquanto alguns poucos iniciados estão tendo essa oportunidade, tão rara como o oricalco. Mas nada que possa ser revelado.

No livro Atlântida – No reino das trevas falaremos sobre a sociedade do Vril e sobre os estudos realizados pelos nazistas, inspirados pelas trevas, para dominar essa energia e consequentemente o mundo. Graças a intervenção do Alto, eles não conseguiram. Inclusive o desenvolvimento da bomba atômica foi um trabalho sutil realizado pelos magos das sombras tanto entre os alemães como entre os americanos.

Existe também muita lenda por trás do Vril. Não se pode acreditar em tudo que lemos por aí. Inclusive não sei nada a respeito da utilização do Vril para comunicar-se com outros planetas.

23- Pergunta (24/05/2010): “Lendo o livro Atlântida no Reino da Luz me bateu uma curiosidade à respeito de uma coisa: a enorme semelhança com os filmes da série “Star Wars”! Foi algo proposital fazer essas alusões aos nomes e particularidades do filme no seu livro ou você nem percebeu? O lado negro, ou lado escuro, e Magos Negros que podem ser comparados aos “Sith” do filme; O poder do Vril, que pode ser comparado ao poder “Jedi” do filme; a menção que Gadeir faz sobre a possibilidade de Atlas criar um exército de “Clones”, como os do filme; a grande guerra que ocorre entre o lado negro e o lado da luz, exatamente como a guerra do filme; as gêmeas, que lembram o fato de, no filme, haver um casal de gêmeos, etc… É impressionante!

Roger: Essa é uma resposta que talvez não agrade a todos ou gere descrença. O fato é que George Lucas, o criador da série Star Wars, é um atlante-capelino que viveu os acontecimentos finais da Atlântida e, portanto, guarda em seu inconsciente as informações que serviram de base para o seu roteiro de ficção científica espacial. Certamente a Espiritualidade Superior se utilizou disso, aliando a capacidade tecnológica de Lucas, típica dos capelinos, para criar um dos mais importantes enredos cinematográficos da história do cinema. Lembrem-se, como disse-nos Kardec: somos mais governados por espíritos do que podemos imaginar! A fronteira entre “imaginação” e “realidade invisível aos olhos” é bem pequena. As obras de Julio Verne são uma prova disso.

Seria muito difícil utilizarmos informações da época, relatar aspectos culturais e a linguagem da extinta Atlântida, segundo os moldes dos dias atuais. Por exemplo, realizar uma tradução literal da saudação dos atlantes não faria sentido algum nos dias atuais, porque era adequada a uma cultura já extinta. Não traria o entendimento necessário! Já tivemos essa dificuldade ao relatar os fatos ocorridos no antigo Egito durante o reinado do faraó Akhenaton. Portanto, nos utilizamos da linguagem utilizada por Geroge Lucas na série Star Wars. A saudação “Que a paz do Espírito Criador esteja com você” é uma representação semelhante a utilizada pelos Jedi no filme e retrata melhor a intenção dos sacerdotes do Vril da época de ouro da Atlântida.

Já a “força” relatada por Lucas no filme, representa o poder do Vril dos antigos atlantes, e assim por diante. Ele captou em uma linguagem bem atual aqueles acontecimentos, e nós nos utilizamos da linguagem que ele popularizou para tentar narrar a história como ela foi dentro de uma forma fácil e simples de compreender, sem a utilização de termos incompreensíveis que nada acrescentariam ao objetivo maior da obra, que é provocar reflexão sobre os caminhos do Bem e do Mal e também sobre o início e fim dos ciclos de evolução das civilizações, fato muito atual no momento em que vivemos e que a Terra como um todo está passando.

Sobre as gêmeas, nisso em nada se casa com a série “Star Wars”. Os leitores terão uma leitura surpreendente delas no livro Atlântida – No reino das Trevas. Elas deixam de ser coadjuvantes e tornam-se personagens fundamentais da narrativa. Lembrem-se: “O Bem e o Mal são apenas os dois opostos da mesma força!” Assim como o calor e o frio são os dois opostos de algo que chamamos temperatura.

22- Pergunta (17/05/2010): “Você viu o filme sobre a vida de Chico Xavier? O que achou?”

Roger: Sim! O filme é bom, mas poderia ter um enfoque maior na mensagem espiritual trazida pelo Chico. Entendo que o diretor quis fazer um filme que não fosse doutrinário para alcançar um público maior, sem dar a ideia de estar defendo essa ou aquela religião. Mas senti falta de um conteúdo espiritual mais rico, que abordasse com profundidade a reforma íntima e o entendimento espiritual da vida, ao invés de dar ênfase às cartas de familiares que desencarnaram, que é algo que consola, mas não esclarece.

Espero que o filme “Nosso Lar”, baseado nesse excelente livro de Chico Xavier, que estreará em setembro, seja mais esclarecedor e retrate com mais profundidade a Vida Imortal. Estamos entrando na era do cinema espiritual. É fundamental que as pessoas lotem as salas de cinema e demonstrem a força desse tipo de filme para que mais produções sejam realizadas. Os filmes possuem um alcance muito maior que os livros. Infelizmente as pessoas não têm o hábito da leitura, mas filmes são sempre muito assistidos. Esse é um excelente caminho para popularizar as importantes mensagens espirituais que são canalizadas do Alto, auxiliando na mudança do padrão espiritual da humanidade. Creio que se o Brasil investir no filão do cinema espiritual, poderá se tornar referência mundial nesse ramo, alastrando para o mundo um conhecimento que hoje em dia está muito restrito ao nosso país: o saber espiritual!

Esperamos também que esse movimento no futuro permita que nossos livros tornem-se filmes. Na verdade eles já são elaborados em formato de roteiro de filme. O livro “A história de um anjo” parece um filme que se tornou livro. A trilogia Akhenaton, Moisés, o libertador de Israel e Moisés, em Busca da Terra Prometida também dariam ótimos filmes. Sem falar no épico Atlântida No reino da Luz e No Reino das Trevas. Este seria, sem dúvida, uma película inesquecível.

Assista o trailer dos filmes:

Chico Xavier, O filme (youtube)
Nosso Lar (youtube)

21- Pergunta (10/05/2010): “Estou lendo o livro “Sob o signo de Aquário” e estou no capítulo que fala sobre os implantes eletrônicos e estou achando surpreendente e ao mesmo tempo horrível! Gostaria de te perguntar como podemos saber se estamos com o tal implante? Quais seriam os “sintomas” físicos ou emocionais que apresentamos quando estamos com tal equipamento?”

Roger: Ilude-se quem crê que o plano espiritual é menos avançado tecnologicamente que o físico. E também quem acha que os espíritos das sombras se resumem a seres ignorantes e turrões. Entre eles existem grandes cientistas com elevado poder mental, fator fundamental para realizar qualquer técnica avançada, tanto da luz como das trevas.

Como diz no livro, esses dispositivos provocam sintomas como fortes dores de cabeça, irritabilidade e profundo estresse. Eles são instalados pelas equipes das sombras no corpo elétrico, uma das subdivisões do corpo astral, onde desencadeia-se todas as descargas energéticas oriundas do sistema nervoso central.

Para sabermos se temos algum dispositivo eletrônico de obsessão instalado basta meditarmos sobre o nosso comportamento no dia a dia e analisar os sintomas descritos acima. Bem que essas técnicas mais avançadas de obsessão geralmente são utilizadas em encarnados mais perseverantes e que realizam alguma atividade em prol do bem da humanidade. No restante da humanidade, alienada com respeito ao mundo invisível, qualquer obsessão básica realizada por espíritos ainda perturbados já é suficiente e menos custoso de realizar.Nos capítulos 4 e 7 do livro citado existem informações detalhadas sobre o assunto.

20- Pergunta (03/05/2010): “Não sei se é normal o que sinto, mas, cada vez que leio um de seus livros, ou que leio algo no site Universalismo Crístico, sinto como se estivesse perturbado por dentro, como se estivesse ansioso por saber ou entender coisas que sinto que já sei, mas que ainda não me são compreendidas. Ou seja, sinto que tudo isso mexe com minha mente e, às vezes, me deixa em estado pensativo profundo. O que seria isso?

Roger: O trabalho que estamos realizando sob a orientação de Hermes tem a finalidade principal, entre outras, de despertar os espíritos encarnados na Terra que já estão sintonizados com a frequência espiritual da Nova Era. A linguagem e as reflexões internas propostas no transcorrer dos textos são como mantras que atuam no âmago da alma de quem também se comprometeu no plano espiritual, antes de reencarnar, a abraçar a causa de trabalhar pela transformação do mundo para o terceiro milênio.

Feliz daquele que sente isso, porque, apesar dos conflitos iniciais que viverá por ainda não compreender bem do que se trata, em breve, se for perseverante na busca por respostas, se integrará a uma consciência cósmica superior. E o fato de sentir essa sintonia com a visão espiritual do terceiro milênio já é uma amostra de que está preparado para prosseguir reencarnando na Terra da Nova Era, trabalhando para construir um mundo melhor e desperto para a realidade da Vida Imortal. Em breve chegaremos a era da libertação da alienação espiritual em que se encontra a humanidade. Ela se tornará ciente de sua natureza espiritual, acima da vida humana.

O mundo físico não é a nossa pátria, mas sim apenas um breve local de estágio para aprendizado de nossa alma imortal. Bem aventurados os mansos e pacíficos porque estes herdarão a Terra.

19- Pergunta (26/04/2010): “Amo seus livros.Creio que aprendi a lê-los com a mente aberta, liberta dos paradigmas, conforme você indica. Ao reler alguns deles percebi muitas outras coisas que não havia percebido anteriormente. Realmente é uma leitura transformadora. Peço a Deus em minhas orações para que as pessoas despertem para a visão espiritual do 3° milênio: o Universalismo Crístico.
Eu gostaria de perguntar sobre como está sendo a elaboração do livro “Atlântida – No reino das Trevas”. Tenho percebido em algumas respostas suas que você está um pouco estressado e menos amoroso como estávamos acostumados. Estão ocorrendo ataques das sombras a esse projeto? De alguma forma eles estão lhe influenciando para irritá-lo e assim essa revelação não chegar as nossas mãos?


Roger: Fico feliz em saber que tu estás compreendendo, em essência, a mensagem. Eis o meu sonho dourado nesse mundo! E que Deus ouça as tuas preces para que possamos ter, em breve, uma humanidade que entenda a mensagem do Universalismo Crístico, sem distorcê-la de acordo com os seus traumas, bloqueios, ou visões carregadas de preconceito por não conseguirem libertar-se do modelo espiritual anterior.

A elaboração do livro “Atlântida – No reino das Trevas” realmente está sendo muito difícil. Os ataques das sombras estão sendo contínuos, procurando prejudicar a concretização desse projeto. Infelizmente é comum termos o apoio dos leitores quando estão satisfeitos ou com algum interesse específico, mas quando necessitamos de auxílio, em momentos de dificuldade energética ou ataques obsessivos, geralmente se melindram ou retiram o apoio. Esperam somente receber, jamais apoiar ou se doar por esse projeto que é de todos nós. Isso é natural do ser humano, entretanto todos os estudos espirituais que realizamos poderiam ser suficientes para percebermos, compreendermos e refletirmos sobre isso. A vida não é um mar de rosas e não tenho a alma abnegada como o nosso querido Chico Xavier, que a tudo se submetia por amor à causa que abraçou. Na verdade não me proponho a isso. O meu caminho nessa existência é outro.

O novo livro traz informações sobre a ação dos magos negros atlantes no processo de alienação espiritual da humanidade, suas tentativas de impor seu poder sobre a humanidade no transcorrer dos séculos, principalmente durante a segunda guerra mundial, o poder da energia inversa do Vril, a manipulação do “Sol Negro”, entre outras informações. É natural que desejem evitar o acesso da humanidade a essas informações. Mas tenho certeza que isso seria bem pior se os livros tivessem um alcance significativo. Eles sabem que pouquíssimas pessoas leem e compreendem a mensagem, portanto os ataques não são tão incisivos, apesar de causar alguns estragos em minha psique, desequilibrando-me em momentos de vacilo. Mas tenho realizado trabalhos espirituais em centros espíritas para evitar a obsessão sutil que realizam e também para desativar os dispositivos que regularmente instalam em meu corpo astral com essa finalidade. Além, obviamente, de realizar a prática salutar do “Evangelho no Lar”, que é fundamental para afastar a ação desses nossos irmãos que ainda trabalham pelo domínio das trevas.

Apesar de tudo isso, temos uma boa notícia para dar aos leitores que apreciam o nosso trabalho. Nesse domingo concluímos 50% do novo livro. E podemos afirmar que, além das informações inéditas, o leitor será brindado com uma leitura instigante do início ao fim.

18 – Pergunta (19/04/2010): “Antes de tudo gostaria de parabeniza-lo pelo trabalho de divulgação do Universalismo Crístico e também agradecer a você e aos mentores, especialmente ao Hermes.
Tenho umas dúvidas e se for possível e oportuno responder eu ficaria muito grato. O desenho que a faixa de terras do continente atlântico forma parece não ter conexão alguma com as extremidades da Eurafrica e das Américas. Algo como uma peça de um quebra-cabeça que não faz parte do jogo. Pergunto: a Atlântida é uma faixa de terras deslocadas do super continente Pangéia? No caso positivo, por que então aparenta não ter nenhuma ligação com os outros continentes?Gostaria de saber também, qual o tronco biológico dos corpos usados na Atlântida. Se a raça primitiva provém do macaco, qual a raiz das raças existentes da Atlântida?


Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho! Os abraços e os agradecimentos a Hermes e aos demais mentores são sempre ouvidos por eles. São almas em avançado estado de evolução, que percebem com facilidade os nossos sentimentos, principalmente os mais sublimes. Muitas pessoas me escrevem pedindo que eu envie um abraço a eles. Todos podem fazer isso diretamente em suas preces ou após as leituras. Garanto que eles ouvirão e responderão no íntimo de cada um.

A pangéia, continente único durante a formação da Terra, contornado por um único Oceano primordial, se fragmentou há milhões de anos. No meu entender, a conexão entre a América e a Euráfrica é visível, quando observamos o mapa mundial, demonstrando ser impossível existir um continente das proporções da Atlântida entre eles, desde as primeiras fases de formação do nosso planeta. A Atlântida, conforme narra o livro, fazia parte da quarta dimensão da Terra e foi descendo, gradativamente, para o plano físico grosseiro da Terra durante os seus últimos séculos. Processo que se acelerou nos derradeiros anos, fazendo com que navegadores do mundo primevo descobrissem a “ilha mítica”. A Atlântida tornou-se então um elemento extraordinário em uma dimensão que não era a sua. Tanto que a sua submersão até hoje é um mistério. Na região do Triângulo das Bermudas, alguns pesquisadores na década de 70 do século passado afirmaram ter encontrado a Grande Pirâmide. Quando retornaram lá com equipamentos mais apropriados para a expedição, ela já tinha desaparecido, demonstrando a sua natureza semimaterial. Eis o grande mistério do Triângulo das Bermudas, região onde navios e aviões desaparecem com frequência sem deixar vestígios. Sem falar nas estranhas alterações ocorridas nas bússolas devido a energia intensa ainda gerada pelo Vril constante nas paredes internas da pirâmide submersa.

Sobre o tronco biológico dos corpos usados na Atlântida, eles eram oriundos do processo biológico mais sutil da quarta dimensão. Provavelmente provinham de uma evolução natural de hominídeos daquela dimensão. Como isso havia ocorrido há vários milhares de anos, Arnach desconhecia esse fato, e achava-se um ser divino, em comparação com os hominídeos da Terra que mal estavam avançando para um organismo mais evoluído de manifestação física. Os próprios habitantes do mundo primevo chamavam os atlantes de “filhos dos deuses”, fato que tornava a soberba de alguns atlantes distanciados da luz ainda maior.

17 – Pergunta (12/04/2010): “Acompanho seu site e leio seus livros! E o admiro muito! Gostaria de tirar uma dúvida, sobre o espírito de Nefertiti. No seu livro, “Atlântida no reino da Luz”, Atônis era o sumo sacerdote do templo do sol, em Atlântida, que logo seria o grande faraó Akhenaton no antigo Egito! No livro Akhenaton você comenta “muito” sobre Nefertiti e do amor que ela possuía por Akhenaton e ambos tinham uma encarnação altiva, recíproca, em que, um ajudava o outro. E em outros livros espíritas os dois sempre reencarnaram juntos. Mas você não relata Nefertiti encarnada em Atlântida por quê?Em “Moisés – Em Busca da Terra Prometida” e “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” você afirma que a última encarnação de Akhenaton ocorreu na personalidade de Allan Kardec. Então Nefertiti poderia ser Amélie Gabrielle Boudet, a esposa de kardec? A historia dos casais são idênticas, um ajuda o outro, inclusive Amélie depois que Kardec morreu cuidou e com empenho e devotamento continuou o  trabalho de codificação do Espiritismo idealizado por Kardec, assim como Nefertiti fez após a morte de Akhenaton! O que acontece com Nefertiti?

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho! No livro Akhenaton, no capítulo inicial sobre a Atlântida, afirmamos que Criste (esposa de Atônis) reencarnou no futuro como a rainha Nefertiti, mas creio que esquecemos de fazer essa afirmação no livro Atlântida. Realmente foi uma falha de informação. Tu estás certa! Nem todos os leitores leem todos os livros. No livro “Atlântida – No reino das Trevas” colocaremos essa referência. Muito bem lembrado. Nos livros “Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da Terra Prometida”, afirmamos que Nefertiti reencarnou como Séfora, a esposa de Moisés, enquanto Akhenaton era o sacerdote de Heliópolis, Amenófis, que foi o responsável pela iniciação espiritual de Moisés.

O conceito de alma gêmea é algo que também deve ser analisado. Não existem “almas gêmeas”, e sim “almas afins”, que evoluem juntas por afinidade. Nós somos seres integrais. Não dependemos de outra alma para existir e nos completar. Entretanto criamos afinidades em nossa infinita jornada evolutiva e amamos de forma mais especial esses espíritos afins. Mas com o passar dos milênios, abandonamos essa característica, digamos assim “mais humana”, e partimos para um amor verdadeiramente espiritual e universal, assim como o do Cristo, que é igualitário a todos os seres do Universo, independente de afinidade. Esse sentimento de amor especial a determinado espírito é algo característico em nosso limitado nível evolutivo.

Sobre Nefertiti ser Amélie Gabrielle Boudet, vejam como não é difícil desvendar esses mistérios. Basta analisar o perfil psicológico e comportamental para perceber que Amélie Gabrielle Boudet era Nefertiti reencarnada ao lado de sua “alma afim” com o objetivo de concretizarem em conjunto a missão de implantar o Espiritismo na Terra. Infelizmente até pouco tempo a humanidade ainda vivia uma época de sombras com relação ao papel da mulher, relegando-as a um segundo plano. O Egito Antigo foi uma época de ouro para a manifestação do espírito feminino, permitindo que Nefertiti se destacasse de forma mais intensa e atuante.

16 – Pergunta (29/03/2010):Li todos os seus livros (exceto o A Nova Era) e gostei de todos. Sou adepto do Universalismo Crístico e procuro divulgar conforme minhas possibilidades. Gostaria de perguntar, em meus estudos sobre espiritualidade aprendi que muitas são as motivações de uma reencarnação, entre elas, manter a forma humana. No seu livro “A história de um anjo”, durante um de seus encontros com Arnach, você diz que ele não poderia manter aquela forma humana por muito tempo. É possível sabermos qual a forma dele quando não está na forma humana?”

Roger: Os livros em que Arnach é mencionado são: Sob o Signo de Aquário, Universalismo Crístico e Atlântida – No reino da Luz. (E, a partir de setembro, em Atlântida – No reino das Trevas). O livro em que afirmamos que Arnach não poderia manter-se belo e elegante é o livro Sob o Signo de Aquário. Naquele momento afirmamos que ele não conseguiria manter uma forma perispiritual no astral de beleza e elegância porque espíritos endividados por suas práticas maléficas maculam com cargas espirituais negativas à sua “túnica nupcial” ou seja, o corpo astral.

Não afirmamos que ele não manterá uma “forma humana”, mas sim que essa, em sua real condição espiritual, não seria bela e harmônica, como ele se apresentava através de vigoroso poder mental. Ela seria deformada e envolta por uma graxa negra, como normalmente se apresentam os espíritos sintonizados com as trevas. Inclusive alguns deles se apresentam apenas como um “esqueleto” coberto por um manto negro, devido a não conseguirem se desligar do corpo físico que abandonaram após a morte. Nestes casos, acompanham a decomposição natural do corpo que lhe servia de instrumento durante a vida. Existem outras situações, de acordo com cada nível consciencial. Espíritos com baixa consciência e que alimentam ódio doentio, por exemplo, transformam-se em formas ovoides.

15 – Pergunta (22/03/2010):Há várias décadas as mais diversas linhas de crença e pensamento vem falando sobre A Nova Era, ou mais especificamente A Era de Aquário. Isso fica escrito e explorado no seu livro ”Sob o Signo de Aquário”! Segundo você nos narra nessas belas páginas a Terra passará a ter Saint Germain como novo Regente Espiritual, sucedendo Jesus, nos guiando rumo a novos avanços do Planeta Gaia. E quanto ao Cristo Cósmico? O mesmo Ser que vem servindo de filtro e amparo das energia de incompreensíveis de planos elevados seguirá nos banhando de Luz ou haverá também uma sucessão com a entrada da era Violeta? Gostaria que você explorasse um pouco o assunto.”

Roger: Como já afirmamos no livro “A Nova Era – Orientações Espirituais para o Terceiro Milênio” e também no livro “Sob o Signo de Aquário – Narrações sobre Viagens Astrais”, Jesus e o Cristo não são a mesma entidade espiritual. Jesus foi o maior entre os médiuns do Cristo e está encerrando o seu atual mandato de governador espiritual da Terra, cargo que está sendo cedido a Saint Germain neste processo atual de transição planetária. A Nova Era, a era de Aquário, será regida pelo mestre da Chama Violeta. Já o Cristo é uma entidade de evolução mais avançada e que não possui mais forma de manifestação física. Ele é uma essência que interpenetra todo o globo terrestre e rege o processo evolutivo de nosso planeta. Por não poder mais manifestar-se no limitado mundo das formas físicas, ele “inspirou” almas de alto quilate espiritual, como Jesus, Krishna, Buda, Zoroastro, Antúlio, Moisés, Maomé, Confúncio, entre outros, para realizar as inesquecíveis missões de esclarecimento espiritual que observamos no decorrer da história de nossa humanidade, em meio as mais diferentes culturas.

A governança espiritual da Terra está passando das mãos de Jesus para Saint Germain. Já o espírito do Cristo Planetário só abandonará a sua tarefa de ser a “alma do nosso mundo” quando ocorrer a morte do planeta. A Terra é o seu corpo e eis a sua missão: manter vivo esse organismo, esse maravilhoso ser vivo que chamamos de Gaia, e que o homem insiste em agredir com a sua busca insana por poder e riquezas transitórias.

O Cristo Planetário assumiu essa incumbência desde a gestação da vida em nosso planeta e só se desligará dele com a sua extinção. Apesar de parecer um tempo gigantesco aos olhos de nossa curta existência física, para espíritos da categoria dos Arcanjos, esse é um breve momento em sua caminhada eterna. Além do mais o seu processo de evolução se encontra em faixas inimagináveis a nossa limitada compreensão. O Cristo Planetário é o representante direto de Deus na Terra. O “transformador energético” que modula a Luz Divina de acordo com a nossa baixa capacidade receptiva.

Lembramos que o termo “Cristo Planetário”, utilizado para designá-lo, foi só uma forma de identificação a partir da interpretação evangélica que nos diz que Jesus era médium de um ser maior, denominado de Cristo (O Ungido) por seus seguidores. (Não me chameis de mestre, pois temos um único mestre, e ele é o Cristo). Assim derivamos o termo Crístico, do termo Cristão, para representar claramente a mensagem recebida por todos os médiuns do Cristo na história de nossa civilização, e não somente a mensagem recebida por Jesus Cristo (Jesus médium do Cristo).

Essas informações também podem ser obtidas com mais detalhes nos livros “O Sublime Peregrino” e o “Evangelho à Luz do Cosmo” de Ramatís, Editora do Conhecimento.

14 – Pergunta (15/03/2010):Alguns livros espíritas afirmam que Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec. Entretanto nos livros “Moisés – Em Busca da Terra Prometida” e “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” você afirma que a última encarnação de Akhenaton ocorreu na personalidade de Allan Kardec. Depois não encarnou mais. Sendo assim podemos entender que Chico não é a reencarnação de Kardec. Poderia explicar isso?”

Roger: Sim. Chico não foi Kardec. E isso é facilmente observado analisando o perfil psicológico dos dois e suas respectivas encarnações. A pedagoga espírita Dora Incontri realizou um estudo bem interessante e consistente a respeito desse tema. Veja no site: www.opiniaoespirita.org/cnek_di.htm

Chico Xavier sem dúvida alguma conquistou um grande avanço espiritual em sua última encarnação. Mas colocá-lo na mesma condição espiritual de Allan Kardec, cuja as principais identidades anteriores foram a do sumo sacerdote do templo do sol, Atônis na Atlântida, o grande faraó Akhenaton no antigo Egito, o sacerdote Amenófis que instruiu Moisés no templo de Heliópolis e depois o grande educador Jan Huss, é realizar uma comparação despropositada e ilógica. Uma tentativa inconsciente das massas de não querer reconhecer que um espírito mediano pode conquistar elevada condição espiritual em uma heroica encarnação. Essa é uma forma de dizer: “Chico era um espírito de elevado quilate espiritual, por isso a sua vida foi brilhante. Homens comuns não podem realizar obras divinas.” Percebam que é uma tentativa inconsciente de justificar o próprio fracasso espiritual, colocando-se na condição de indigno de atingir tal elevação espiritual. Ou seja: somente almas iluminadas podem obter sucesso evolutivo.

Para algumas pessoas é mais fácil ficar adorando Chico e outros santos e não fazer nada por sua própria evolução espiritual. Dizem “amém” aos grandes mestres e depois vão assistir novelas na televisão, de forma alienada, sem realizar nenhuma reforma interior. Não é isso que esperam de nós os que lutaram para espiritualizar o nosso mundo.

A humanidade em geral prefere colocar Jesus em um altar e cultuá-lo, ao invés de chamar o Divino Amigo para suas vidas e assim aprender com o Grande Professor das Almas. Não vou cansar de repetir: Jesus não era o Salvador! Ele nunca salvou ninguém. Ele foi o Divino Professor que nos trouxe a eterna lição do amor e da evolução espiritual. Aqueles que ficarem sentados esperando serem salvos, “morrerão” de corpo e alma, pois retornarão ao plano espiritual sem agregar nada à sua evolução.

Os próprios problemas de saúde que Chico teve no transcorrer da vida (e que ele venceu com nobreza e dignidade) demonstram que possuía carmas a resgatar e não se tratava de uma alma ascensionada. Além disso, Kardec reencarnou na época de Cristo como o centurião Cornélius. Aquele que disse a Jesus: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Uma palavra vossa e meu servo estará curado.” Nessa mesma época Chico Xavier estava encarnado como Flávia, a filha do senador romano Publio Lentulus (que era Emmanuel, seu mentor). Como então Chico (Flávia) poderia ser Kardec (Cornelius) se ambos estavam reencarnados ao mesmo tempo naquele período?

13 – Pergunta (08/03/2010):Li o livro sobre Akhenaton. Adorei. Gostaria de esclarecer umas dúvidas que vi num documentário da discovery na data de hoje 01/03/2010 e fizeram uns testes na múmia de Tutankhamon. Vamos lá: descobriram que tinha uma fratura no osso perto do joelho(fêmur), além de uma deformidade no pé (osteonecrose) causada por uma doença. Então fizeram um exame para de DNA para malária e descobriram o DNA do parasita na múmia dele. Então, o diagnóstico da morte foi malária. No sarcófago tinha também muitos cajados (mais de 50) que acreditam que usava, pois mancava de uma perna (osteonecrose). E no livro fala que sofreu um atentado e tinha uma lesão entre a cabeça e o pescoço. Se for possível, gostaria de que me esclarecesse essas descobertas.”

Roger: Para quem leu o livro Akhenaton, gostaria de informar que a história continua nos livros “Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da Terra Prometida”. Trata-se de uma trilogia. Muitos leitores não sabem disso.

Sobre as novas descobertas divulgadas, costumo dizer que a morte do rei Tut é tão polemica quanta a veracidade do Santo Sudário de Turim. Muitas especulações e poucas informações realmente consistentes. Os cientistas creem que suas informações são altamente confiáveis e refletem a mais absoluta verdade. No entanto, alguns anos depois as suas teses (aprisionadas a paradigmas limitados) são derrubadas. E isso se repete em todos os campos, tanto na astronomia, como na arqueologia e também nas ciências médicas.

A malária era conhecida no antigo Egito como “doença mágica”. Inclusive Ramósis estudava suas causas para tentar debelar aquele mal que chegou a afligir, em alguns períodos, mais da metade da população. Muitos habitantes do Vale do Nilo naquele período teriam indícios dessa doença, mas isso não significa que foram a óbito especificamente por esse motivo. Os antigos egípcios eram bons médicos. Muitos casos de malária eram curados utilizando-se tratamentos desconhecidos pela medicina moderna, mas que deixariam resquícios no DNA.

Era costume colocar nos sarcófagos os objetos que o morto precisaria utilizar no pós-vida. Os encarregados do funeral de Tut acreditaram que ele precisaria dos cajados para se locomover na terra do Sol Poente, já que falecera decorrente de um forte trauma que havia enfraquecido gravemente o seu organismo. Os nossos idosos também usam bengalas para sustentar o seu corpo enfraquecido, e não apenas porque tenham fraturas aqui ou ali.

O egiptólogo Howard Carter quando removeu a múmia do sarcófago em 1922 causou-lhe graves danos, chegando ao ponto de serrá-la em várias partes, dificultando, com certeza, qualquer tipo de avaliação 3.300 anos depois da morte do faraó menino. Inclusive a múmia estava tão impregnada de resina que até o teste de DNA ficou sob suspeita. A medicina atual mal consegue obter resultados conclusivos com pessoas vivas, imaginem avaliar um corpo infestado por fungos e bactérias por um período de 3.300 anos…

Corridas de bigas e caçadas eram comuns naquele período. Era o “hobby” da realeza. Nada impede que ele tenha sofrido alguns acidentes e fraturas decorrentes disso.

Esses documentários e revistas precisam vender, então eles mesmos especulam coisas que já tinham sido atestadas por outras pesquisas, como a paternidade de Akhenaton, por exemplo. O documentário trata essa questão como se ninguém soubesse anteriormente que Akhenaton era o pai de Tut. O exame de DNA apenas comprovou essa informação que já tinha sido atestada por outras provas arqueológicas, apesar deles alegarem que não.

Infelizmente o faraó Tutankhamon gera muito dinheiro. Ele é o Michael Jackson do antigo Egito! Inclusive a verdadeira múmia de Nefertiti (que eles alegam já ter encontrado) está ao lado da tumba de Tut. Mas as autoridades egípcias não exploram aquele local porque teriam que fechar a visitação a tumba de Tut. Isso resultaria em uma perda financeira com o turismo da ordem de milhões de dólares por ano.

12 – Pergunta (01/03/2010):Você poderia nos dizer mais sobre as ‘senhas secretas’ (ou mensagens subliminares) em seus livros, mencionadas na entrevista sobre o livro Atlântida? Qual a razão delas estarem presentes nos livros? Tem autorização dos mentores espirituais para falar sobre isso? Elas atuam no nosso inconsciente despertando exatamente o que? Você falará mais sobre isso no livro Atlântida – No reino das Trevas Vol2?

Roger: Os leitores, a medida que vão ampliando as suas consciências, passam a perceber alguns pequenos detalhes narrados nas entrelinhas do texto. Da mesma maneira que as vezes falamos em linguagem figurada na frente das crianças para que essas não entendam assuntos somente adequados a adultos, assim são as senhas secretas de nossos livros.

O leitor à medida que começa a ter uma visão espiritual mais abrangente, passa a perceber esses códigos sutis. Principalmente nos últimos trabalhos: “Universalismo Crístico” e “Atlântida” esses códigos se fazem mais presentes. Como disse-nos, Jesus: “Aquele que tiver olhos para ver, que veja”.

Enquanto alguns se debatem com questões menores, discutindo sobre a veracidade ou não dos fatos narrados nos livros, o sábio, no silêncio de seu coração, opta por absorver a essência da mensagem e, por já ter maturidade espiritual, absorve essa essência e deixa escapar de seu rosto um sutil sorriso de satisfação, quando encontra claramente (aos seus olhos) as senhas secretas.

Por meio dessa forma de elaboração dos textos conseguimos atingir a uma variada gama de leitores, falando claramente ao nível consciente e também despertando almas através de reflexões inconscientes. Não há como descrever como isso ocorre no mundo íntimo de cada indivíduo. Ocorre uma mudança na forma de ver e viver o mundo. Simplesmente não há uma resposta consciente para isso.

No livro “Atlântida – No reino das Trevas” falaremos mais sobre essas questões que eram a espinha dorsal tanto da magia branca como da magia negra atlante, que era mental, e não ritualística, como muitos pensam. A magia ritualística surgiu posteriormente no mundo primevo devido a incompreensão aos sofisticados comandos mentais mágicos dos atlantes.

11 – Pergunta (22/02/2010): “Relendo seu maravilhoso livro ‘Sob o Signo de Aquário’ novamente me encanto com a simplicidade de Gaijin e a elevação de Shien. Gostaria que você explicasse mais sobre os Elementais: interação com os homens, origem de sua energia, manipulação dos e seus efeitos e etc. Grande abraço e votos pra que continue esse trabalho maravilhoso.

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. São vocês, os leitores, que nos dão forças para continuarmos nessa abençoada tarefa de divulgar as Verdades Eternas. Todas as formas de vida criadas por Deus, possuem alma, ou seja, uma entidade espiritual que impulsiona a vida daquele organismo biológico. No mundo hominal isso ocorre por meio de uma alma consciente e individualizada que reencarna infinitas vezes para promover a sua evolução espiritual. No caso dos animais irracionais e vegetais (almas ainda não individualizadas), isso é realizado por almas-grupos que regem toda uma determinada espécie, de forma interligada entre si.

O filme Avatar, de James Cameron, nos mostra isso muito bem. O povo de Pandora conhecia essa energia sutil dos espíritos da Natureza e sabia comunicar-se com ela. Logo, os Elementais são os espíritos da Natureza responsáveis pela energia desse organismo vivo, que é o nosso planeta. Gaia! A Terra é um ser vivo. Portanto, os Elementais são os espíritos dos elementos da Terra, que coordenam as mais diversas espécies da Natureza.

Aquele que entende a linguagem dos Elementais e consegue percebê-la, torna-se um médium dessa energia e adquire habilidade para manipulá-la em beneficio dos seus semelhantes, quer através de curas por meio dessa energia ou, então, através da higienização astral do planeta. Realizar exercícios de meditação em locais da Natureza onde se sinta a sua Grande Energia e também amá-la verdadeiramente, de forma indistinta, tanto aos animais como aos vegetais, permite um eficaz desenvolvimento dessa faculdade. Mas não basta apenas meditar. É preciso despertar a consciência para compreender uma outra relação com o mundo e com a Natureza!

10 – Pergunta (15/02/2010): “Sobre  “O Cristo Planetário”. Radamés ou Hermes fala no Grande Espírito que é Jesus. Ele fala que o Cristo planetário inspirou Jesus. Fala também em Deus Criador e em Javé, Jeová ou Iavé. Quem é o Cristo planetário?!
Quem Realmente entregou a Moisés as tábuas da Lei?! Jesus ou o Cristo planetário?!”

Roger: O Cristo Planetário foi  quem entregou as tábuas da Lei a Moisés. Moisés, assim como Jesus, foi médium do Cristo Planetário, que é um espírito da categoria dos arcanjos, sem condições de encarnar na Terra devido a sua imensa luz. Informações mais detalhadas sobre isso em nosso livro “A Nova Era” ou então no livro “O Sublime Peregrino” de Ramatís.

09 – Pergunta (08/02/2010):Como a Atlântida poderia estar localizada na quarta dimensão se os atlantes eram de carne e osso? E, sendo eles pertencentes à quarta dimensão como passavam com tanta facilidade para a terceira e eram tão bem visualizados pelos seres primitivos?
Seres de outros planetas também chegaram em naves (discos voadores) para visitar ou explorar a Terra?”

Roger: Como afirma o livro, a Atlântida desceu para uma dimensão intermediária, entre a quarta e a terceira, com a finalidade de civilizar os povos do mundo primitivo da Terra: a terceira dimensão. Os atlantes não eram seres de “carne e osso” como nós. Viviam em uma esfera biológica superior e mais sutil. Não descendiam dos primatas. Por esse motivo Arnach sempre afirmava que jamais viveria no “mundo dos macacos”, ou seja, reencarnar nos corpos primitivos do mundo primevo da Terra. Portanto os atlantes viviam entre os dois planos, parecendo aos olhos dos habitantes primevos como seres quintessenciados, a semelhança dos elfos, fadas e duendes da mitologia nórdica. Hoje em dia isso não ocorre mais. A dimensão mais próxima que temos contato é com a espiritual, que é muito sutil para interagirmos da mesma forma como ocorria com os atlantes no passado.

Seres de outros planetas estão sempre nos visitando para auxiliar-nos em nossa evolução, mas eles manifestam-se somente nas dimensões espirituais superiores.

08 – Pergunta (01/02/2010):O Universalismo Crístico está programado para ser implantado em etapas? Quais seriam essas etapas?

Roger: O Universalismo Crístico por si só já é uma “etapa” do grande projeto de preparação da Terra para a Nova Era. A sua criação tem a finalidade de atender ao anseio natural da humanidade por uma visão espiritual liberta e progressista. No final do último Best-seller de Dan Brown, “O símbolo perdido”, é possível perceber uma defesa natural e espontânea dos personagens ao Universalismo Crístico, obviamente sem citar esse nome que foi estruturado por nós.

É importante que os leitores leiam livros modernos e isentos de ranços doutrinários. Um novo mundo se descortina aos olhos da humanidade, e aqueles que levantam bandeiras separativas e que cultuam a crítica destrutiva como forma de defender as suas crenças, em breve estarão semeando “palavras mortas” aos olhos do mundo.
A implantação do Universalismo Crístico depende fundamentalmente de todos nós. Definir etapas e prazos, frente a uma humanidade que em sua grande parte mal compreende princípios elementares de Espiritualidade e que a outra parte ainda está escravizada a crenças ultrapassadas, é muito difícil.

Cada dia fica mais claro que o Universalismo Crístico está mais próximo das pessoas que não defendem nenhuma religião e são livres pensadores. Os religiosos sentem grande desconforto em abandonar os seus dogmas e ritos.
Logo, só podemos contar com o apoio, em todos os sentidos, daqueles que já despertaram para o caminho do futuro. As etapas de implantação do Universalismo Crístico serão consolidadas de acordo com o esforço que cada um de nós realizar em prol da divulgação dessa ideia.

07 – Pergunta (25/01/2010):Gostaria de saber, também, como você tomou conhecimento de toda aquela história ocorrida na Atlântida, se o assunto não foi obtido por via mediúnica. Foi através do Registro Akashico? E por que o nome do Hermes não está mais na capa?

Roger: No capitulo introdutório do livro “Atlântida – No reino da Luz” creio que fica claro que ele foi escrito através de um processo de regressão de memória conduzido por Hermes, assim como ocorreu nos livros Akhenaton, onde fui Radamés, e nos livros sobre Moisés, quando vivi como Natanael. Nesses livros anteriores isso não fica claro porque ainda não tínhamos consolidado o nosso trabalho. Era necessário conquistar uma cumplicidade com os leitores para que isso fosse melhor compreendido.

O nome de “Hermes” e o termo “psicografia” não estaremos mais colocando na capa dos livros para atingir um público maior. Os nossos livros seguem um modelo de elaboração diferente dos espíritas, são Universalistas Crísticos, causando uma impressão equivocada de nosso trabalho por parte dos leitores de outras crenças quando percebem a indicação de que são “mediúnicos”. Infelizmente quem não é espírita tem preconceito com livros espíritas. Talvez até por não gostar da linguagem, algumas vezes, excessivamente doutrinária.

06 – Pergunta (18/01/2010):Quanto aos magos negros, algo me intrigou no seu relato, pois já tinha lido em livros escritos por outro médium sobre aqueles senhores da escuridão, assim denominados pelo espírito que escreveu através dele, que alguns daqueles espíritos nunca reencarnaram na Terra e por isso tinham o corpo perispiritual bastante deformados. Aí eu pergunto: Por que o Arnach se conserva até agora perfeito e bonito?”

Roger: No próximo livro “Atlântida – No reino das Trevas” muitas dessas questões ficarão claras. Os magos negros são espíritos exilados de Capela e que dominaram o cenário da Atlântida durante as décadas finais até a sua submersão. São espíritos requintados, com grande domínio sobre a energia Vril e que levaram esse poder consigo para o astral. Eles conseguem manipular o mundo ao seu redor, criando uma vida ilusória de beleza e conforto, no entanto precisam prestar contas ao Criador como todos os filhos de Deus.

Os espíritos conhecidos como Dragões são entidades primitivas do mundo terreno, grotescas e deselegantes, que até tentaram submeter os magos negros após o afundamento do continente. Houve uma grande guerra no astral logo após o cataclismo. Essa batalha foi vencida rapidamente pelos magos negros, que dominaram os Dragões e tornaram-se os “senhores do Karma”, os responsáveis por promover a evolução nos níveis mais primários da Terra, regendo essas esferas muitas vezes em comum acordo com os ditames das esferas de Luz.

Os magos negros são os príncipes da escuridão e, em geral, estabelecem acordos respeitando as determinações gerais que descem do Alto. São diplomatas do astral inferior. Já os Dragões são criaturas ignorantes, sádicas e repulsivas, que não aceitam a inevitabilidade das leis criadas por Deus. Os magos negros raramente são vistos por médiuns ou espíritos socorristas. Eles geralmente se localizam em esferas espirituais pouco acessíveis e de lá regem seus domínios. O retorno de um mago negro para a Luz é algo sempre muito comemorado, pois são grandes formadores de opinião no astral inferior. Muitos trabalhadores das sombras o seguem em sua volta para a Luz provocando grandes transformações no cenário da luta entre o Bem e o Mal na Terra.

05 – Pergunta (11/01/2010):O que tens a nos dizer sobre as previsões catastróficas que estão sendo feitas para o dia 21/12/2012, quando encerra-se o calendário Maia?”

Roger: Mais importante do que preocupar-se com o “fim do mundo” é procurar manter-se sintonizado com as virtudes crísticas e assim credenciar-se para poder viver um processo de evolução superior na Terra da Nova Era.

Além disso, o mundo não irá acabar em 2012. O calendário Maia termina nessa data porque tratava-se apenas do fim de mais um ciclo, chamado por eles de “Contagem Longa”. Eles encerraram esse cálculo simplesmente porque o faziam de forma manual, sem computadores. Acreditaram que 2012 estava muito longe de sua época para prosseguirem realizando a contagem de uma Nova Era que surgiria muito depois de sua geração.

Portanto, surgirá um novo ciclo de evolução depois de 2012. E será uma boa mudança! Entraremos na Era da Luz, por meio da energia benéfica da estrela Alcione, que nos banhará nesse período com seu anel de fótons, mudando a frequência vibracional da Terra. Evento este que não ocorre desde a submersão da Atlântida, há 12 mil anos. A partir dessa mudança vibracional, “aqueles que tiverem olhos para ver”, ou seja, estiverem nessa sintonia, perceberão importantes mudanças no planeta e poderão definitivamente eleger-se para a Nova Era na Terra por meio de uma mudança definitiva de suas vidas em direção ao “caminho da Luz”.

No capitulo introdutório e no transcorrer do livro “Atlântida – No reino das Trevas”, Hermes nos trará esses esclarecimentos de forma mais abrangente.

04 – Pergunta (04/01/2010):O personagem Gabriel do livro “A história de um anjo” seria o mesmo arcanjo Gabriel que anunciou à Maria que ela conceberia Jesus?”

Roger: Muitas pessoas tem feito essa confusão. O espírito que anunciou a vinda de Jesus, trata-se de um arcanjo, espírito avançadíssimo que não mais encarna no mundo físico da Terra. O seu nome no astral obviamente é outro.

O nome Gabriel, que lhe foi atribuído, significa simplesmente “mensageiro de Deus”, que era o que ele estava  realizando no momento da Anunciação. Com o passar do tempo várias crianças foram recebendo o nome de Gabriel, assim como ocorre com as crianças que são batizadas como Maria ou Miriam em homenagem à mãe de Jesus.

O espírito Gabriel do livro “A história de um anjo”, portanto, não é o anunciador do nascimento de Jesus, mas um espírito que lhe é muito próximo.
Mais informações aqui!

03 – Pergunta (28/12/2009):Qual o papel da Umbanda [e das outras religiões] no seu conceito de Universalismo Crístico?”

Roger: O conceito de Universalismo Crístico é um só. Não é de minha propriedade, nem de ninguém. Ao contrário do que alguns pensam, o Universalismo Crístico não se trata de um multi-culturalismo onde todos pensam conforme a sua religião e serão respeitados por isso. Esse é um pressuposto da própria Constituição Brasileira e um ato de amor e respeito aos semelhantes que já devíamos ter conquistado há muito tempo.

O Universalismo Crístico é uma metodologia de compreensão espiritual que tem por meta analisar as crenças e a sabedoria de todas as religiões com o objetivo de, através de estudos e debates, construir uma visão unificada sobre as questões espirituais, libertando-se de dogmas e rituais que não atenderão às necessidades de espiritualização das gerações futuras. A partir desses estudos, cada um define o ritmo de sua caminhada e presta satisfações somente a sua própria consciência. O Universalista Crístico se despe de rótulos! Ele não precisa de identidade religiosa, porque já está Uno com Deus.

Fundamentalmente o Universalismo Crístico é um convite a um sensato processo de espiritualização interna. Eis a diferença fundamental entre espiritualizar-se e cultivar crenças religiosas. Espiritualizar-se é uma caminhada de autodescobrimento e evolução. Religiosidade é apego a crenças mais culturais do que necessariamente espirituais. O livro Universalismo Crístico aborda esse entendimento com profundidade.

Basta perguntar-se até aonde suas crenças provocam reflexões internas. Religiosidade é um conjunto de respostas estabelecidas por lideres espirituais. Espiritualização é um conjunto de perguntas internas, que abrem as portas de nossas mentes e corações. Esse último é a essência da busca do Universalismo Crístico. Aquele que despertou para a busca da Verdade sabe que as respostas que realmente interessam estão dentro de si mesmo.

02 – Pergunta (21/12/2009):O que devemos entender pelos personagens Gabriel de “A história de um anjo” e Rafael do livro “Universalismo Crístico”? Eles são reais ou trata-se de ficção?”

Roger: Essa é uma pergunta que talvez somente o tempo irá responder. Nas vezes que questionei Hermes sobre isso ele foi enfático em afirmar que devemos focar nossas atenções na mensagem de renovação espiritual contida nesses livros. Segundo ele, esses personagens simbolizam a programação da Alta Espiritualidade da Terra para as transformações que ocorrerão na Terra nas próximas décadas.

A união faz a força! Não devemos ficar procurando ou esperando gurus espirituais que devam realizar o trabalho que cabe a todos nós. Talvez no futuro vejamos Gabriel e Rafael trabalhando junto a todos os homens e mulheres de boa vontade que desejam construir um mundo novo, mas não com o destaque apresentado no livro. Cabe lembrar que o Messias veio a Terra há dois mil anos, mas poucos o reconheceram, devido ao sublime rabi da Galiléia não atender às expectativas de riqueza e pompa que o povo de Israel esperava.

Aqueles que viverem a mensagem contida nos livros, perceberão as mudanças que se tornarão cada vez mais intensas a partir de 2012. E compreenderão definitivamente a mensagem implícita contida em todos os nossos livros. Dentro deles existem códigos que somente são acessíveis às mentes que já ampliaram as suas consciências, libertando-se de sectarismos e rótulos. Não devemos nos prender a letra que mata, mas sim ao espírito dos textos, que é o que vivifica! “Aquele que tiver olhos para ver, verá”. Mais informações aqui!

01 – Pergunta (14/12/2009):No livro “Atlântida – No reino da Luz” é enfocado mais o aspecto psicológico do personagem central, ao invés de trazer mais detalhes sobre a Atlântida como um todo. Poderia explicar-nos o que o levou a essa decisão?”

Roger:
As decisões não dependem apenas de mim. As linhas mestras são traçadas pelo coordenador espiritual de nosso trabalho: Hermes. E ele optou por essa abordagem com razão! É mais importante trazer uma mensagem reflexiva aos leitores, fazendo-os refletir sobre si mesmos (a partir da experiência de Andrey), do que ficar narrando aspectos sócio-culturais de uma civilização que já se perdeu no tempo.

O nosso trabalho tem por objetivo convidar os leitores a mudanças práticas em suas vidas. O mundo está cheio de teorias que somente enchem os olhos, mas que não provocam transformação interior. Em nossa opinião, de nada vale estudar profundos tratados espirituais e continuar com a alma distanciada do amor, ou seja, indiferente a uma sincera busca de evolução espiritual. É comum vermos nos dias atuais pessoas que possuem grande conhecimento sobre espiritualidade, porém com medíocre evolução espiritual, e nem percebem isso por estarem com a visão voltada para os seus próprios egos.

Ademais, acreditamos que o livro é muito rico em revelações. “Atlântida – No reino da Luz” traz informações consistentes sobre o Vril, a época de ouro da Atlântida, o trabalho dos atlantes na dimensão primitiva da Terra, o exílio de Capela, etc. Até hoje vi raríssimos trabalhos com informação consistente e confiável sobre esse instigante tema. Muitos rituais, fantasias e informações vazias…, mas poucas revelações concretas. Acredito que o nosso livro é muito rico nesse aspecto e ainda possui esse fantástico diferencial: ele provoca reflexão, causando preciosas mudanças internas nos leitores que estão prontos para o despertar.

Lembramos, também, que trata-se de uma obra em dois volumes. Sem dúvida alguma muitas das questões que ficaram em aberto serão esclarecidas no volume 2. E o livro foi escrito assim de forma proposital, permitindo que a leitura do “Atlântida – No reino das Trevas” seja rica em surpresas e revelações inesquecíveis.

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