Roger Responde 71-79

ROGER RESPONDE

Dúvidas e curiosidades sobre os livros e o Universalismo Crístico? Roger responde!
Toda semana Roger responderá às perguntas mais frequentes de seus leitores relacionadas aos seus livros e ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Mande a sua pergunta para: uc.novaera@gmail.com

71 – Pergunta (25/04/2011): Prezado Roger, lendo a sua resposta a pergunta 56 de 10/01/2011  fiquei um pouco confuso diante das outras informações que eu tenho. Compreendo a ideia de que o mundo espiritual é mental, a simbologia do cordão de prata e também todo o poder de atuação da hierarquia caída. Mas seria realmente possível alguém desencarnar pela atuação de alguém, ainda que contra a vontade de Deus? Também seria possível alguém ser possuído sem dar o seu consentimento para isso?
Faço esses questionamentos porque entendo que ninguém tem poder de atuar sobre as nossas vidas sem o nosso consentimento e contrariando a vontade do Criador. Penso que por mais complexo e desconhecido seja o mundo espiritual, o poder de Deus e o livre arbítrio estão sempre em primeiro plano.
Aproveito para dizer que os seus dois últimos livros sobre Atlântida estão demais! Não somente pela sua coragem em relatar a forma como você acabou sendo seduzido pelo “lado negro da força”, mas principalmente por descrever a postura dos seres mais iluminados diante do seu comportamento. Achei super interessante no final do primeiro livro quando Andrey conversa com Kundo. Isso ajuda a gente entender a postura dos seres de Luz em relação a nós. Uma última questão…nas suas experiências mediúnicas e viagens astrais, você já se deparou como a Mestra Ascensionada Kwan Yin? Parabéns pelos livros!

Roger:
Não precisamos dar um consentimento formal para sermos possuídos… basta nos distanciarmos da luz, termos obsessores terríveis e pensamentos e ações voltados para o mal ou para energias negativas. Se não fosse assim, os hospícios não teriam tantos pacientes que, em muitas vezes, são apenas possessos ou obsediados que não deram autorização para isso. E isso não ocorre contra a vontade de Deus. O Criador não rege as nossas vidas diretamente, ofertando “graças divinas”. Nós é que vivemos sob a influência implacável da lei natural de ação e reação (carma).

Concordo com tua colocação sobre o livre arbítrio. Basta que o provável candidato a possesso ou obsediado utilize o seu livre arbítrio para libertar-se de toda a carga inconsciente do passado que lhe atrela ao seu obsessor (que pode se apossar de seu corpo e alma através de uma simbiose energética). Não basta apenas não querer ser possuído. Tu achas que uma pessoa que se suicida deseja verdadeiramente isso? E alguém que vive em depressão? Tu crê que essa pessoa ama viver assim? Ou é vítima de algo mais profundo que não encontra explicação? Somente uma pessoa lúcida controla a si mesmo. A grande maioria dos encarnados mal controla seus pensamentos e sentimentos, tornando-se vítimas de obsessões e, em situações mais graves e raras, de possessões.

E obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Sobre a mestra apontada na pergunta. Não sei te dizer. Eles se apresentam de diversas formas, de acordo com a nossa sintonia e crença. Por exemplo, Akhenaton e  Seraphis Bey são duas identidades do mesmo espírito. Mas ele sempre se apresentou para mim com a personalidade de Akhenaton. Jamais o vi como Seraphis.



72 – Pergunta (02/05/2011): Prezado Roger, quero expressar a emoção que estou sentindo nesse momento, ao terminar seu livro UNIVERSALISMO CRÍSTICO. Sinto-me com o peito iluminado, inundado pelo amor e pelo contentamento em ter encontrado, finalmente, uma literatura que se coadune com meus sentimentos e pensamentos. Já passei pelo catolicismo e por alguns centros espíritas. Porém, confesso, não consegui me encaixar em nenhum deles. A filosofia, em si, é maravilhosa. Porém, carregada de culpa, de lógicas matemáticas quanto à lei de ação e reação e, muito mais, pela carga emocional dos homens que a interpretam. Sempre acreditei em um Deus soberanamente justo e bom e, por isso, quando ouvia certas interpretações, aquilo me doía na alma. Há anos estou buscando meu crescimento espiritual, libertando-me, procurando ascender pelo amor.
Ao ler o seu livro, senti que mais alguém também pensa e sente como eu. Em minha vida, muitas vezes acabei adoecendo por me fechar e negar, quando não consegui me encaixar em certos padrões sociais e religiosos. Fechei-me em meu “casulo”, adormecendo certos sentimentos. Mas, a vida é um ciclo ascendente e o adormecido acorda, desperta. Estou vivenciando agora, mais uma vez, e graças a você, a experiência do despertar.
Porém, tenho uma dúvida. Neste despertar, também despertou, novamente, minha mediunidade. Tenho sentido no peito uma sensação diferente. Tem dias que estou em um verdadeiro torpor. Recebi alguns convites para trabalhar mediunicamente em centros espíritas, mas… como sempre, fico com receio. Minha pergunta é: Como o Universalismo Crístico atuará em relação ao desenvolvimento e educação da mediunidade? Ainda precisaremos das casas espíritas para isto? Ou, como você disse, tudo é mental e temos que aprender por conta própria (às vezes sinto que não conseguirei…)?

Roger: Temos recebido cada vez mais manifestações como essa. E isso é uma agradável surpresa! Quando estabelecemos o roteiro de implantação do Universalismo Crístico na Terra, sempre com o sábio aconselhamento de Hermes e dos demais mentores espirituais, definimos como meta inicial que o Universalismo Crístico deveria ser um ideal que permeasse todas as religiões, revitalizando-as, para que atendessem às necessidades de seus fiéis. A função do Universalismo Crístico, nesse momento, não era de substituir as religiões, mas auxiliá-las a evoluírem em um mundo em constante movimento. Qualquer pessoa desavisada, mesmo com a força atual das igrejas de massas, se fizer uma sincera reflexão, livre de paixões, perceberá que esse modelo está em franco declínio. Uma pessoa lúcida não tem como negar essa evidência. Basta apenas uma mínima conscientização espiritual para perceber que as religiões, da forma em que se encontram, pouco tem a oferecer para o real progresso espiritual de seus seguidores.

Acreditávamos que somente na próxima geração a humanidade estaria totalmente liberta de rótulos religiosos e da visão patriarcal das religiões. Mas, para a nossa agradável surpresa, percebemos um número expressivo de pessoas, de todas as idades, desejando prosseguir em sua jornada de crescimento espiritual independente das religiões. Contudo, isso não nos isenta do compromisso de dar subsídios aqueles que desejam prosseguir em suas religiões, contudo, provocando os debates internos oferecidos pelo ideal do Universalismo Crístico. As religiões precisam ser instigadas a esse debate filosófico. E o apoio, de seus membros que já conseguem ver mais além, é essencial.

A partir desse cenário de amplo crescimento de adeptos do UC sem religião, precisamos acelerar o nascimento e desenvolvimento dos núcleos regionais do Universalismo Crístico para que sejam criadas estruturas independentes para abrigar aqueles que desejam prosseguir em sua jornada espiritual livre das religiões. Só assim poderemos criar cursos e ambiente para um saudável desenvolvimento mediúnico, além de um espaço para divulgação dos conhecimentos espirituais de todos os grandes mestres da humanidade, e ,também, iniciativas para inclusão social e educacional das comunidades locais, etc. etc.

Cada vez mais todos que se sintonizam com o ideal do Universalismo Crístico, (fato que ocorre também pelo compromisso assumido no plano espiritual antes de reencarnarmos), devem partir para a ação, procurando apoiar os grupos regionais que já surgiram (veja os grupos já formados nesse site, link “grupos”), trazendo a sua contribuição e, também, partindo para o pioneirismo, estabelecendo os grupos em regiões que ainda não existem. Lembrem-se, estamos construindo a estrada por onde as gerações futuras trafegarão por séculos e séculos. Todos nós estamos fazendo história! Feliz daquele que participar ativamente desse grande momento evolutivo de nossa humanidade.

E sempre é importante lembrar que os grupos que se formarem e os atuais devem manter sempre uma visão e um perfil de atuação universalista, sem agregar as idiossincrasias das religiões. Os grupos regionais do UC devem ser livres de dogmas, procedimentos e rituais que venham a caracterizá-los como um apêndice de qualquer outra religião. O Universalismo Crístico é uma filosofia espiritual que utiliza-se de estudos universais para apoiar o desenvolvimento espiritual de seus adeptos. Todas as crenças específicas, não aceitas universalmente, devem ser apenas objeto de debate. Jamais devem tornar-se uma crença absoluta e arraigada dentro dessa agremiação que tem por função ser um fértil terreno de debates e estudos. O ideal do Universalismo Crístico é uma forma de pensar absolutamente livre. Jamais deve se aprisionar às crenças pessoais de quem quer seja.


73 – Pergunta (09/05/2011): Caro Roger, fiquei extremamente impressionado com os relatos da primeira parte do livro Universalismo Crístico, e também de como aquela pirâmide foi desarmada com ajuda de Arnach no livro Atlântida – No reino das Trevas, especialmente no fato de como o mundo mental e o controle sobre ele pode nos ser essencial para sairmos do inferno e entrarmos no céu, instantaneamente.  Este tem sido o meu maior desafio nos últimos anos: manter um padrão de pensamentos, emoções e sentimentos o minimamente elevado para sair do inferno a que nos impomos. O “orai e vigiai” sob essa ótica mental.  E as leituras de seus livros tem sido muito empolgantes (só entrei em contato agora em 2011) também porque os temas mentais são raros e muito esparsos na literatura espiritualista. Ao que parece, o entendimento desse “mundo mental” deve ser importantíssimo no controle dessas nossas oscilações entre treva e luz e o rompimento com a vida de ilusão que nos sujeitamos.
Talvez assim assuntos como corpo mental, redesdobramento (a partir do corpo astral), vidência mental, psicometria, premonição, ideoplastia, criação e manipulação energética seriam melhor compreendidos.
E como me sinto meio preso ao paradigma de entender o mundo mental como sendo a dimensão imediatamente superior à astral, conforme entendi no contato com apometria ; gostaria muito que você elucidasse mais sobre a forma como você compreende o mundo mental. Se possível, também nos desse mais alguns exemplos de fatos ou eventos vividos que só se explicam “via mental” para que possamos compreender melhor essa visão que extrapola os cinco sentidos e que nos ajudaria em muito na expansão de nossas consciências.

Roger: Caro leitor, na minha opinião tu entendes muito bem o plano mental, bem mais do que humildemente reconheces em tua mensagem. As tuas colocações não poderiam ser mais lúcidas e pertinentes. A desativação da pirâmide hipnótica no livro Atlântida – No reino das Trevas narra de forma bem interessante como isso se processa. Na verdade, a definitiva libertação do mundo das ilusões ocorre quando compreendemos a natureza do plano mental. E o interessante é que de lá que nós surgimos, a essência do espírito, a centelha divina, sem forma e plena de luz. Realmente somos feitos à imagem e semelhança de Deus. E isso significa que somos essencialmente espíritos, e não a imagem humana de um velhinho de barbas longas sentado sobre nuvens.

Porém, o processo evolutivo que nos leva da animalidade à angelitude é o que nos faz “descer” aos planos astral e físico para obtermos a consciência necessária com o objetivo de vivermos no verdadeiro mundo: o mundo do espírito, onde a felicidade e a plenitude são completas, livres de conceitos como tempo e espaço; sendo eterno e abrangendo a imensidão do Universo.

Como nossa mente física crê inicialmente que somos criaturas concebidas dentro do plano físico e vivemos dentro dessa realidade, acreditamos que as formas físicas se refletem no plano espiritual. Que lá, no mundo espiritual, viveremos em cidades humanas, com infraestrutura semelhante as da Terra, sendo perfeitas no astral superior e bizarras na dimensão infernal. No entanto, isso é apenas reflexo das consciências que ainda estagiam dentro dessa compreensão da vida. É difícil explicar como seria o mundo mental para quem vive ainda atrelado às limitadas rotinas da vida humana, que carece do mundo das formas e dos sentidos físicos para serem compreendidas. Por isso existem cidades astrais que são reflexos da vida humana. O objetivo é adequar o recém chegado do mundo físico (desencarnado) a uma realidade que atenda a sua compreensão. Existem cidades astrais que inclusive os desencarnados não sabem que morreram. Acreditam que estão apenas se recuperando de uma doença grave em um hospital. Simplesmente porque não creem na vida após a morte. O livro “E a vida continua”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, relata bem esses casos.

Tenha a certeza de nossa imensa dificuldade para relatar cidades astrais como o império do Amor Universal, que localiza-se no “sexto Céu”, dentro da limitada compreensão humana. Para isso, nos socorremos da natureza descritiva que mais faz o homem comum compreender a natureza de um reino celestial. O plano mental reflete a verdade cristalina de Deus, já o reino dimensional humano e o astral, onde residem almas com limitada consciência, nada mais são que projeções adequadas a percepção de cada um. Para um cristão, esse plano será adequado às suas fervorosas crenças cristãs, para um muçulmano estará adaptado as características religiosas de sua crença e consciência, e assim por diante, com todas as crenças… No entanto, todas elas, em essência, partem de uma mesma origem, no plano mental, que lhes traz a ilusão de adequar-se as suas crenças. Eis o ego humano reinando! Já quem rompe com seus paradigmas, e compreende o mundo mental, bebe água diretamente da fonte, enquanto aqueles que ainda estão aprisionados ao mundo das ilusões de seus próprios egos, bebem das torneiras locais e regionais, com todas as idiossincrasias culturais e religiosas que lhes rodeiam. Por exemplo: realizar uma oração decorada, sem introspecção, de forma mecânica, é beber das torneiras distantes de Deus, de forma escravizada às culturas religiosas. Entretanto, ligar a sua mente a do Criador, até mesmo sem palavras, mas mentalizando e sentindo a verdadeira comunhão com Deus, é beber diretamente da fonte, em perfeita sintonia com o mundo mental e original do Criador. Um dos papéis fundamentais do Universalismo Crístico é fazer a humanidade perceber isso.

No livro “Atlântida – No reino das Trevas” , eu e Arnach víamos a pirâmide como um artefato tecnológico, devido as nossas crenças, enquanto o troglodita que defendia a pirâmide a via como um antílope no qual realizávamos magia através da leitura de suas entranhas expostas dramaticamente sobre a mesa… Apenas crenças em busca de uma mesma essência que residia no plano mental, ou seja, dominar e reprogramar o processo de magismo que foi realizado há 12 mil anos e que foi gravado nos registros Akhasicos, com o objetivo de hipnotizar a humanidade para alienar-se com relação a sua própria evolução e consciência espiritual.

Tudo ocorre originalmente no plano mental. Nós é que ainda precisamos trazer essas informações para a nossa compreensão ainda escrava do mundo das formas. E isso atrasa a compreensão e, o pior, polui essas informações com distorções causadas pela nossas crenças limitadas. Por isso as religiões trazem informações tão diferentes e, algumas vezes, contraditórias. E isso ocorre em todos os segmentos da vida, desde a filosofia até a ciência.  Digo até a ciência, porque as compreensões limitadas de seus observadores, os fazem ter uma visão cartesiana e limitada do Todo, prejudicando o avanço da humanidade. Os cientistas também bebem das torneiras distantes… Beber a água da fonte é que faz toda a diferença…

Mesmo que compreendêssemos e rastreássemos o Universo inteiro, em toda a sua impressionante magnitude, ainda estaríamos limitados a apenas uma das diversas faces do Todo. O Universo é o plano físico. Deus, o Todo absoluto, rege o plano mental, e Ele, somente Ele, abrange o Todo da Criação, em suas multidimensões. Por isso ainda nos é impossível compreendê-Lo em toda a sua magnitude.

Por esse motivo, esse é o princípio primeiro da tábua de esmeraldas de Hermes Trimegisto: 1º – O princípio do Mentalismo: a mente é tudo. O universo é mental. Por sobre tudo aquilo que conhecemos há o plano de um Espírito Maior que não podemos conhecer.  Ele é a Lei. O Todo-Poderoso está em tudo!


74 – Pergunta (16/05/2011): Nos seus livros, nota-se a predominância da importância do ponto de vista espiritual, dos valores do espírito; (o que inclusive dá veracidade aos fatos narrados que seriam facilmente lidos como ficção); exemplos de orgulho, egoísmo, arrogância e vaidade que existiam há muito tempo como você mesmo narra e também agora na nossa sociedade, cada vez mais corrompendo esses valores verdadeiros e sagrados, e sendo principal causa de nossa falência. Então, tendo como foco principal essas imperfeições, não seria possível, analisando do ponto de vista científico, descobrir as causas disso?… encontro em livros espíritas, onde se diz que a causa é a ignorância do espírito simples e ignorante, ou que temos que trabalhar a fraternidade, a humildade, reencarnar mais algumas vezes para nos melhorar cada vez mais e arrancar de vez os males do orgulho e do egoísmo (o que concordo plenamente)… mas não seria possível descobrir tecnicamente o porquê de sermos assim?… Se diz que o tímido tem vergonha porque é muito orgulhoso de chegar nas meninas, então ele bebe umas e outras e parece que aquela vergonha some; já está conversando com a menina (e olha que foi uma substância, o álcool)… pesquisando na internet achei até uma afirmação que dizia: “O egoísmo e o orgulho têm a sua fonte num sentimento natural: O INSTINTO DE CONSERVAÇÃO. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porque Deus nada pode fazer de inútil” pode estar errado não sei…. mas  ainda tem aquela que aponta para uma parte primitiva mais ou menos no meio de nosso cérebro chamada de “complexo r”, que é responsável por instintos de sobrevivência, reprodução, agressividade, etc …. ou ainda a nossa incapacidade de manipular perfeitamente ainda nossos sentimentos e emoções nos colocam literalmente presos numa “MATRIX”… enfim, será que não existe  uma explicação (científica)?, ou então é porque simplesmente ainda somos “crianças espirituais e estamos crescendo”?

Roger:  A explicação central para essa tua dúvida, creio que encontramos na luta entre a animalidade e a angelitude que todo espírito, que encontra-se no grau de evolução em que nos encontramos, deve travar contra si mesmo. Deus nos criou simples e ignorantes. Dessa forma, quando realizamos as primeiras encarnações no mundo hominal, sofremos vigorosamente sob a ação dos instintos do corpo que nos serve de instrumento. A tarefa evolutiva do espírito é desenvolver a sua consciência para libertar-se desses instintos primários, que foram úteis em uma época onde éramos pouco mais que animais, mas não no estágio de consciência que nos encontramos. Não me refiro aqui ao instinto de preservação da vida que nos afasta naturalmente de situações que causariam dano ou a morte de nosso corpo físico, mas sim  a aqueles instintos selvagens que nos levam a práticas que contrariam a máxima “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem”, devido a nossa ambição, egoísmo, ciúme, raiva, ódio, revolta, e todos demais sentimentos anticrísticos que ainda dominam os nossos egos.

Além disso, o  nosso código genético é trabalhado pela Espiritualidade para também ser intensificada características que melhor atendam às nossas necessidades evolutivas. Por exemplo, uma pessoa que precisa desenvolver a virtude da tolerância, será propensa a ter um sistema nervoso irritadiço, com o objetivo de intensificar essa luta interna. Alguém escravo dos vícios em existências anteriores, terá tendência genética a sucumbir a isso, como a medicina já tem descoberto através de genes específicos de algumas pessoas com maior tendência à dependência química. A finalidade, obviamente, é trabalhar o espírito, promover sua evolução, estimulando-o a adquirir forças para vencer as suas fraquezas e obter total libertação. Obviamente que a lei do carma está intimamente ligada a esse processo.

No livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio” abordamos essas questões nos capítulos 9 e 10, “Vícios do corpo” e “Vícios da alma”. Ali fica claro que recebemos em nossas encarnações no plano físico corpos adequados às nossas necessidades cármicas e, também, projetados para provocar uma estimulação inversa, com a finalidade de vencer nossos desequilíbrios milenares. Por isso, geralmente, grandes sábios abençoam suas mazelas, pois reconhecem nelas um exercício para a vitória do “eu superior”. Muito desses desequilíbrios também residem em nosso próprio inconsciente, marcado por crenças equivocadas e distorcidas no transcorrer dos séculos. A alma deve procurar ser livre e consciente de si. Respirar fundo e procurar se desligar dessa já longa escravidão ao mundo das ilusões para finalmente tornar-se verdadeiramente senhora de si mesmo.

E, como afirmamos nesse mesmo livro, os avanços da medicina no campo da engenharia genética permitirão a humanidade do futuro obter para a encarnação física corpos livres de toda essa carga de enfermidades e desequilíbrios. E por que somente agora Deus permitiu isso? Porque nas próximas décadas passarão a reencarnar na Terra as almas eleitas para a Nova Era. Espíritos vencedores! Que não possuirão carmas degenerativos e  já superaram essa etapa evolutiva primitiva. O nosso mundo deixará de ser de expiações e provas para tornar-se um mundo de regeneração espiritual, conforme já informado por diversas fontes espirituais.

.


75 – Pergunta (23/05/2011): Gostaria de saber um pouco mais sobre a energia Vril. Hoje, em nossos tempos, mesmo nessa atmosfera psíquica poluída, será que existe alguém portador dessa energia Vril? Se existir , será que essa energia tem outro nome? Caso exista, como essa pessoa exerce o poder da energia Vril, e qual seria o seu alcance. E aproveitando a oportunidade,daria para lançar um livro sobre a Lemúria? Ela afundou pelos mesmos motivos que a Atlântida?

Roger:  A energia Vril nada mais é que do que o “fluído cósmico universal” definido por Allan Kardec no livro dos Espíritos, ou seja, a matéria em seu estado mais elementar; nada mais que energia livre e que pode ser amplamente manipulada, tanto por espíritos desencarnados, como por encarnados. A diferença está no grau de manipulação dessa energia que era realizado pelos sacerdotes do Vril da extinta Atlântida.  O que os sábios indianos chamam de prana ou os chineses de “chi” ou “ki” também é uma boa definição para o Vril, apesar de ser uma definição limitada e incompleta. E já que muitos comparam a nossa série Atlântida à saga Guerra nas Estrelas, de George Lucas, diríamos que o Vril seria algo semelhante ao “poder da força” dos Jedis.

Na época da Atlântida era possível realizar coisas realmente fantásticas a partir da manipulação do Vril, devido a atmosfera propícia da Grande Ilha, e até mesmo do mundo primevo, além da consciência altamente desenvolvida dos atlantes. E essas informações não estão apenas em nossos livros. Edgar Cayce, grande profeta do século passado, os próprios estudos teosóficos, entre outros, trouxeram-nos valiosas informações a respeito, apesar de, em sua maioria, serem muito superficiais. Esse conhecimento inclusive atiçou a curiosidade do partido nazista durante a segunda guerra mundial, como afirmamos no livro “Atlântida – no reino das trevas”.

Hoje em dia, existem pessoas que manipulam essa energia, mas de forma bem moderada. Como foi visto no livro “Atlântida – No reino da Luz”, a manipulação do Vril era utilizada para realizar curas. E isso é feito, também, hoje em dia, por meio de técnicas de curas das mais diversas, como o Reiki e o passe magnético, por exemplo. A maioria desses curadores manipula o Vril, porém não percebe isso conscientemente. Obviamente que manipulações sofisticadas, que atuam na matéria mais densa ao nosso redor, é ainda de domínio de raríssimos encarnados nos dias atuais. O mestre indiano Sai Baba, que desencarnou faz poucos dias, era um deles, apesar de alguns críticos acreditarem que o que ele realizava nesse sentido era uma farsa. Esses hábeis manipuladores do Vril dos tempos atuais, os magos modernos, realizam fenômenos bem interessantes que modificam a realidade ao seu redor, contudo muitos não percebem, por estarem incapacitados para compreender os sutis fatores que verdadeiramente regem a vida. Mas aquele que está desperto, percebe. Tudo o que ocorre no plano físico, tem origem no mental. Assim sendo, a mente desses sábios, de todas as áreas, é que conduzirá a humanidade a uma nova consciência.

E com o passar das próximas décadas mais e mais filhos de Deus conscientes surgirão dominando o “fluído cósmico universal” (Vril), sendo que no futuro nossos meios de transporte novamente serão movidos por essa fascinante força limpa, aliviando o nosso ecossistema dos meios energéticos atuais que poluem diariamente a nossa atmosfera com resíduos tóxicos e, no caso de matrizes mais graves, gerando desastres radioativos, como ocorreu recentemente no Japão. Por sinal, na “terra do Sol Nascente” reencarnam sistematicamente muitos antigos atlantes que manipularam o Vril de forma indevida no passado, causando as tragédias radioativas que contribuíram para o fim da Atlântida. Nos tempos atuais, necessitam realizar um compulsório resgate cármico nesse sentido, como observamos nas tragédias de Hiroshima e Nagasaki e, agora, na usina de Fukushima.

Sobre a Lemúria, jamais recebemos qualquer informação sobre a existência desse continente. Não estou dizendo aqui que ele não existiu. Mas, assim como informações sobre extraterrestres no plano físico, jamais Hermes ou outro orientador espiritual me sinalizou com a existência da Lemúria. Particularmente, em meu íntimo, sinto que a Lemúria não tenha existido. Mas essa é uma opinião pessoal minha.


76 – Pergunta (30/05/2011): Olá Roger. Parabéns pela forma como você divulga seus conhecimentos e pelo esforço na divulgação do Universalismo Crístico. Lendo seus livros, principalmente os dois sobre a Atlântida, surgiram algumas (muitas) duvidas e gostaria, se possível, que você comentasse sobre elas. Qual o critério geral de alguns exilados capelinos terem encarnado em Atlântida e outros encarnado diretamente no ‘mundo primevo’ da Terra? (é ‘apenas’ questão de nível evolutivo?). Infere-se de seus livros que muitas (todas?) divindades egípcias foram atlantes. Você tem informação sobre Horus e Ptah ou relaciona elas com algum personagem de seus livros? Tanto a luz como as trevas trabalham para o Criador. Assim, pode-se considerar que conforme os magos negos atlantes de 1° escalão ascenderam para luz, os de 2° escalão (referidos no livro Atlântida – no reino das trevas como muitos nazistas) passaram a fazer o trabalho ´sujo´(trabalho necessário de agentes karmicos)? Seria isso?  (até que eles também passem para luz). Você cita o processo de Arnach para Luz, mas não cita Ryu. Ele também está passando para luz? Voce acha que Gadeir e Pantaeur ainda tem ‘jeito’ ou serão exilados novamente? Nos seus livros deu para se ter uma boa ideia da passagem dos magos negros para a luz. Você tem alguma ideia de como é a passagem dos dragões para a luz? Sobre o nazismo, Hitler parece ser mais um médium obsidiado e iludido do que um mago negro atlante (seria ambos? Ou não seria nem um pouco iludido?). Você o relaciona com algum personagem atlante? (ou naquela época não era ninguém?). Você acredita que o poder de Hitler de hipnotizar as massas era devido apenas ao uso da pirâmide hipnótica e da obsessão de Gadeir ou tinha algo mais? Antecipadamente agradeço seus comentários.

Roger: No livro “Atlântida – no reino da Luz” explicamos que os espíritos menos endividados carmicamente e com capacidade intelectual mais desenvolvida, principalmente os cientistas, receberam a oportunidade de reencarnar na frequência mais equilibrada e sutil da Atlântida, para assim auxiliarem no processo de evolução espiritual da Terra, enquanto os demais adentraram na densa atmosfera do mundo primevo, sofrendo uma terrível e sofrível adaptação. Fato semelhante ao que ocorrerá com os futuros exilados da Terra ao serem conduzidos pelo astro intruso após a conclusão da seleção de fim dos tempos que já está ocorrendo na Terra, e que se intensificará nas próximas décadas. Informações estas que aprofundamos no livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, no terceiro capítulo, “O exílio planetário e o seu objetivo”.

Nem todas as divindades egípcias, gregas ou romanas foram oriundas da Atlântida. O próprio deus Hórus, nada mais era do que a forma encontrada pelos faraós egípcios para se divinizarem em vida. Os reis egípcios vendiam a ideia de que eram filhos diretos de Osíris e Isis, que eram os deuses que fundaram a nação do vale do Nilo. O povo, então, adorava os faraós como divindades, o que terminava evitando rebeliões e até mesmo atentados contra a vida dos soberanos. Quem seria louco o suficiente para afrontar um deus vivo?

Não diria que os magos negros atlantes do primeiro escalão foram para luz. Gadeir e Galeato eram do primeiro escalão e prosseguem regendo as trevas. Alguns, naturalmente, não foram citados diretamente no livro porque seu poder na época era restrito e insignificante para o contexto da narrativa. Adolf Hitler era um deles. Apesar de ter tido uma participação terrível no cenário do mundo físico do século vinte, ele não possuía muitos poderes na Atlântida. Era apenas um coadjuvante naquele cenário. Os espíritos que ficam no astral coordenando é que são os mais perigosos. Eles, assim como os grandes mestres da luz, reencarnam somente quando necessário, preferem ficar orquestrando seus projetos utilizando-se de seus discípulos no mundo físico. A encarnação de Jesus e de avatares em geral são raras exceções.

Sobre Ryu, afirmamos no final do livro “Atlântida – No reino das Trevas” que ele voltou para luz um pouco antes da descida de Jesus ao mundo físico. E que essa vivência direta com o Messias o transformou de forma definitiva para o caminho da luz. Mas não se preocupe em saber mais detalhes. Essa história será contada em breve, em três eletrizantes volumes.

Quem será exilado em breve… Boa pergunta. Isso somente pode ser respondido analisando o íntimo de cada um. Algo somente acessível a Deus e aos grandes mestres. As vezes defendemos pessoas que parecem muito nobres, mas no fundo trata-se apenas de uma máscara; enquanto condenamos pessoas francas e sinceras que dizem o que pensam, mas não enxergamos o seu coração de ouro por contrariarem nossas crenças limitadas e pessoais. Tudo é muito relativo. E geralmente não temos todas as informações para entender a beleza da alma de cada um.

Sobre os dragões, falaremos sobre eles novamente nas próximas semanas. Já respondemos sobre as diferenças hierárquicas entre magos negros e dragões (pergunta 06 – 18/01/2010), mas esses questionamentos andam muito frequentes por causa de outras literaturas. Somos todos filhos de Deus, com nossas peculiaridades, independente da agremiação que estamos associados, todos passamos para luz da mesma forma, que é através do reconhecimento da força soberana do amor. Somente isso. No caso de dragões e magos negros o processo é mais complexo, devido ao seu elevado nível de conhecimento e poder. Mas no fundo, o que realmente transforma é, sem dúvida, a força do amor.

O poder de Hitler não era fruto somente do poder da pirâmide hipnótica e dos seus mentores espirituais sombrios. O seu carisma e discurso hipnótico também surtiram poderoso efeito. Mas nada aconteceria sem o consentimento coletivo de sua nação. Todos são responsáveis de uma forma ou de outra pelo mal cometido. Não existe espaço para vítimas e algozes. O distanciamento da lei de amor, ensinado por todos os grandes mestres espirituais da Terra, reflexo direto do próprio Criador, jamais pode ser alegado por essa ou aquela razão. Desde crianças somos ensinados a amar e respeitar os nossos semelhantes. Não existem argumentações que justifiquem uma ação contrária a lei máxima de todas as religiões. Hitler foi somente o detonador psíquico de todo um grupo de espíritos que agiu ou de forma ativa ou passiva para as atrocidades que foram cometidas.


77 – Pergunta (06/06/2011): Roger, você já leu o texto “Folha Espírita publica revelações de Chico Xavier sobre o destino da Terra”, que está hospedado no site: http://www.vinhadeluz.com.br//site/noticia.php?id=760 ???  (Caro leitor, leia o texto do link antes de ler a resposta).
Nesse texto são apresentadas informações, ditas diretamente pela santa boca de Chico Xavier, sobre o adiamento de catástrofes que ocorreriam no período de transição para a Nova Era. Irmão, o que você tem a nos dizer sobre isso?

Roger: Fico muito feliz que informações como essa tenham chegado ao conhecimento público, ainda mais se realmente trata-se de palavras de nosso grande médium Chico Xavier. Ele, sem dúvida, é o mais brilhante canal mediúnico que conhecemos. E o mais interessante é que são informações polêmicas que até hoje em dia dividem alguns espiritualistas, mais especificamente do segmento espírita. Não me refiro àqueles que estão na busca da luz interior, em verdadeira comunhão com Deus, mas sim àqueles que mais se preocupam com a “letra que mata, do que com o espírito que vivifica”. Esses últimos, passam suas vidas questionando livros espirituais que não atendam aos seus egos escravizados por suas limitadas crenças. Um exemplo disso, é o sistemático ataque que sempre sofreram as obras de Ramatís por parte dessas pessoas de visão estreita; principalmente devido às revelações de seu profético livro “Mensagens do Astral”, recebido mediunicamente pelo médium Hercílio Maes e publicado em 1956.

Ou seja, esse livro foi escrito bem antes do ano de 1969, momento em que houve a reunião do astral, citada no texto da pergunta, dando uma moratória de 50 anos a nossa humanidade para procurar corrigir-se antes dos cataclismos de fim dos tempos. No livro de Ramatís, o sábio mentor afirma que esses acontecimentos ocorreriam no final do século vinte. E, pelo que vemos nas referências de Chico, era isso que realmente aconteceria. Se aqueles que criticam a obra de Ramatís tivessem um pouco de sensibilidade, perceberiam que um conjunto de livros com tal valor moral e com tão ricas informações jamais poderia ser obra do acaso ou de um mistificador. Certamente as Inteligências Superiores que regem o destino de nosso mundo estavam coordenando as atividades realizadas pelo médium Hercílio Maes. Se a obra de Ramatís fosse uma farsa, não estaria viva há mais de 50 anos e, logicamente, que eu não estaria dando prosseguimento ao seu trabalho inicial que agora culmina com o  projeto Universalismo Crístico na Terra, do qual Ramatís foi um dos idealizadores (através do trabalho com Hercílio Maes e, também, no astral) e agora dá a sua contribuição de forma mais indireta através de minha mediunidade, coordenada por Hermes. Logo, a obra “Mensagens do Astral” é mais atual e verídica do que nunca, basta darmos um “upgrade” nas datas referidas por Ramatís nesse livro. Vejam que as questões sobre aquecimento global e comprometimento da camada de ozônio já eram referenciadas nesse importante livro. Além de muitas outras que estão se confirmando diariamente.

Voltando ao texto, vemos que as datas mencionadas por Chico Xavier fecham muito bem. Realmente, os eventos de fim dos tempos foram adiados e, a partir da próxima década, começaram a se intensificar os sinais de efetivação da transição planetária, sendo que por volta de 2036 teremos os mais impressionantes eventos. Particularmente, não gosto de falar sobre esses temas, apesar de serem importantes para a conscientização da humanidade. Sem dúvida alguma, acho mais louvável que os encarnados evoluam por amor aos seus semelhantes, e não porque suas almas estão a risco de sofrerem graves tragédias e/ou o terrível exílio para um mundo primitivo de ordem inferior, assim como aconteceu em nosso passado, durante o exílio de Capela, e que narramos em nossos dois últimos livros sobre a Atlântida.

No final dessa resposta, nada mais posso dizer do que a clássica frase de Jesus a respeito desse tema: “Aqueles que tiverem olhos para ver que vejam. Os que tiverem ouvidos para ouvir, que ouçam.”  Enquanto os teóricos e céticos discutem  o “sexo dos anjos”, o iniciado percebe em seu íntimo os acontecimentos que estão próximos de eclodir nas próximas décadas. Mas ele não se desespera e não faz alarde, na verdade pouco se preocupa com isso, apenas procura realizar a reforma íntima tão urgente e procura despertar seus irmãos para a inadiável prática do “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros aquilo que não gostaria que te fizessem.” E, certamente, as profecias catastróficas se cumprirão menos intensamente à medida que o homem compreender esse sublime ensinamento divino. As profecias são alertas de Deus, e não fatos imutáveis. E elas atuam mais intensamente justamente naqueles que mais precisam de um efetivo despertar. A dor e o sofrimento são instrumentos divinos para acordar os mais alienados com respeito aos sagrados objetivos da vida.


78 – Pergunta (13/06/2011): Amigo Roger, primeiro gostaria de parabenizar a você, Hermes e todos os trabalhadores da luz pelo esplêndido trabalho. Depois de começar a ler seus livros foi como se houvesse despertado algo em mim que faz com que ajudar o próximo seja um dever. Obrigado! Minha mãe também é uma grande fã do seu trabalho e ela gostaria de saber sua opinião sobre o dízimo. Tenho uma dúvida em relação ao momento da desencarnação. No livro “Akhenaton – A Revolução Espiritual do Antigo Egito” (página 136 e 137) Meri-Rá nos dá a entender que a conservação do corpo contribui para o espírito e para o trabalho da Alta Espiritualidade na conclusão da total separação do corpo e espírito, porque as energias vitais permanecem algum tempo impregnadas no corpo somático após a libertação do espírito. Quer dizer que mortes em que o corpo é destruído parcial ou totalmente há maior dificuldade na total libertação do espírito? Seria então uma atitude errada cremar o corpo, já que o corpo é desintegrado após a morte?

Roger: Obrigado pelo apoio teu e de tua mãe ao nosso trabalho. Sobre o dizimo, é complicado dar uma resposta definitiva. Se for uma contribuição espontânea, sem pressões, mas com responsabilidade dos contribuintes, é possível realizar grandes trabalhos sociais e, principalmente, de esclarecimento espiritual da humanidade. Contudo, se for ferramenta de manipulação utilizada por religiosos inescrupulosos, certamente, é algo desprezível. É uma pena que aqueles que tem consciência para construir um mundo novo, geralmente creem que não devam se mobilizar para isso, apoiando iniciativas em que acreditam, enquanto os ardilosos manipuladores recebem graciosamente a renda mensal de pessoas de pouca consciência que mal tem condições de sustentar suas famílias.  Esse é um tema para ampla dissertação. E o nosso espaço semanal aqui é muito pequeno para debatê-lo. Sou a favor do dízimo consciente! Ofertado por pessoas que acompanham e saibam o destino dos fundos. Já o dízimo exploratório, com o objetivo de enriquecimento ilícito, na minha opinião deveria ser tratado judicialmente como crime.

Sobre a questão do desprendimento do espírito do corpo, temos importantes informações a respeito na literatura espírita. Em nossos dois primeiros livros “A história de um anjo” e “Sob o signo de aquário” também abordamos essas peculiaridades de cada desencarne. Espíritos iluminados, como Gabriel do livro “A história de um anjo”, geralmente realizam o desligamento total espírito-corpo em apenas alguns poucos segundos. No caso dele, especificamente, o leitor deve lembrar que ele já estava desligado do corpo antes mesmo de vir a falecer, apenas utilizando-se do veículo físico como um instrumento para verbalizar o seu pensamento nos momentos finais de sua existência.

No entanto, em espíritos enrijecidos, materialistas e que possuem suas consciências gravemente alienadas pelo mundo ilusório da vida humana, estes sofrem imensa dificuldade para efetivar o desligamento dos seus laços que ligam o corpo perispiritual ao físico. Até mesmo por não crerem no fenômeno do retorno à vida espiritual. Por isso, é sempre recomendado, expressamente, que o corpo seja cremado somente 72 horas após a morte. Antes disso, o espírito pode estar imantado ainda ao corpo e vivenciar e sentir todo o drama da incineração do veículo físico, sofrendo dores e terrores atrozes. O processo natural de decomposição orgânica é menos impactante, tendo em vista que o espírito se liberta bem antes do agravamento desse processo. Salvo no caso dos suicidas, que interrompem prematuramente a sua existência. Esses últimos vivenciam por longo período os impactos da morte, devido a ficarem ligados pelos laços perispirituais ao corpo físico. Suicidas não devem ser cremados em hipótese alguma.

Sobre a citação de Meri-Rá no livro Akhenaton, é evidente que rituais de sepultamento que envolvam o corpo físico em boas vibrações, preservando as energias etéreas, propiciam um desenlace mais tranquilo e harmonioso para o espírito. Procedimentos dessa matureza não é algo efetivamente necessário. Depende muito da necessidade do espírito que está desencarnando. Boas orações funcionam tão bem quanto os antigos ritos fúnebres do Egito faraônico em qualquer caso. A humanidade moderna está perdendo o hábito da oração por achá-la muito formal e, em alguns casos, piegas. Mas a oração nada mais é do que uma conversa íntima com Deus e com os mentores espirituais, elevando as vibrações espirituais. Façam-na com a linguagem que lhes for mais familiar e confortável.

E no que diz respeito as vibrações espirituais para um bom desencarne, o problema maior hoje em dia reside no mecanicismo religioso dos dias atuais (pura formalidade) e na indiferença cética dos entes queridos, que não creem que daquele corpo sem vida está sendo operado um magnífico processo de renascimento da alma do falecido para o Mundo Maior. E no “lado de lá” uma festa está sendo realizada para recebê-lo, obviamente se sua vida tenha sido digna e valorosa.


79 – Pergunta (20/06/2011): Roger, eu gostaria de saber se algum dia você escreverá mais sobre as três primeiras dinastias do antigo Egito. Quando, de acordo com o seu Livro Akhenaton, as verdades espirituais eram de conhecimento geral. Gostaria de ter mais informações de como era a relação entre os primeiros faraós e os sábios que tinham conhecimentos atlantes, como Imhotep, Toth e outras encarnações dos grandes sábios de Atlântida. Esse me parece um tema extremamente interessante.

Roger: No final do livro “Atlântida – No reino das trevas”, informamos que a primeira encarnação de Andrey, depois de sete mil anos como mago negro nas trevas, ocorreu durante a unificação do Alto e do Baixo Egito, ao lado de Atlas, que reencarnou como o primeiro faraó do antigo Egito, Menés. Nesse mesmo período, Hermes estava reencarnado como Toth, em sua mais brilhante vivência na Terra, período em que trouxe à civilização egípcia ensinamentos notáveis que o alçaram a condição de avatar espiritual da Terra. Ser um avatar é uma condição rara. Significa ser mediador direto do Cristo Planetário de nosso mundo. Hermes, (Toth nessa encarnação), exerceu atividade espiritual semelhante a Antúlio na Atlântida, Akhenaton posteriormente no Egito, Zoroastro na Pérsia, Moisés na palestina, Maomé no mundo islâmico, Jesus entre os judeus, entre outros poucos; recebendo diretamente a inspiração do espírito responsável pela evolução da Terra para traçar o roteiro de evolução de nosso mundo, adequando sua sublime mensagem “ama ao teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não gostaria que te fizessem” às culturas mais diversas de nosso planeta.

Caro leitor, certamente esse livro será escrito futuramente. E ele será bem interessante, tanto pelo enfoque espiritual, devido ao legado de Hermes Trimegisto, quanto pelo aspecto histórico da fundação das dinastias faraônicas do Egito antigo, que levaram esse outrora glorioso povo a tornar-se a civilização mais avançada de sua época.

Deixe uma resposta