Roger Reponde 80-90

ROGER RESPONDE 2011
Dúvidas e curiosidades sobre os livros e o projeto Universalismo Crístico na Terra? Roger responde!
Toda semana Roger responderá às perguntas mais frequentes de seus leitores relacionadas aos seus livros e ao projeto Universalismo Crístico na Terra.

Mande a sua pergunta para: uc.novaera@gmail.com

80/81/82 – Perguntas (27/06/2011 , 04/07/2011 e 11/07/2011): Em primeiro lugar, gostaria de agradecer-lhe pela oportunidade de recuperar a minha religiosidade há muito deixada em segundo plano. Li o livro “Akhenaton” e gostei bastante da história e me abriu a porta para conhecer um pouco melhor o “Universalismo Crístico”. Conversando com meu cunhado – que foi quem me indicou o livro e o Universalismo Crístico, me surgiram muitas dúvidas. Abaixo seguem elas compiladas em resumo:
1 – Não que eu discorde da lei “ame ao próximo como a si mesmo”, mas por que ela necessariamente deve ser aceita como uma verdade absoluta? O “UC” não diz que devemos refletir e meditar para encontrarmos as respostas?
2 – Em sua palestra, tu comentaste que os planetas são como anos escolares, então se não conseguimos evoluir em determinado planeta, somos reprovados (exilados) e tentamos de novo. Continuando nesta analogia, sabemos que a escola é para aprendermos e termos mais chances de termos um futuro melhor. A pergunta é: qual é o objetivo de reencarnarmos, encontrarmos o caminho da luz etc.? Os espíritos “arcanjos” já foram imperfeitos como nós e assim haverão para todo o sempre? Se sim, qual é o grande objetivo disso?
3 – Em “Akhenaton” tu cita que há um grande espírito de luz em processo de redução vibracional. Como é isso?
Peço-lhe perdão pela ignorância de minhas perguntas, mas a grande pedra que fica em meu caminho sempre que penso em minha espiritualidade é neste objetivo maior. Simplesmente não me faz sentido. E sempre deixei de lado este aspecto de minha vida, pois todas as respostas que obtive até hoje foram vagas, ou simples “É assim porque Deus quis.”.


Roger:
Caros leitores, hoje postaremos uma resposta tripla com três perguntas, abrangendo as próximas 3 semanas, devido a nossa viagem para o Egito com o grupo de leitores que se permitiu essa inesquecível experiência. Os sonhos só fazem sentido quando nos mobilizamos para realizá-los. Parabéns a todos que batalharam para realizar esse sonho há tanto tempo acalentado. Hoje embarcamos para a terra dos faraós e em breve acordaremos de frente para as pirâmides de Gizé. Onze dias inesquecíveis nos aguardam.

Sobre a primeira pergunta do leitor, basta entendermos que o amor e Deus são sinônimos. E isso é uma verdade amplamente defendida por todas as religiões, em todas as épocas. A unanimidade das religiões a respeito do amor já nos leva a crer que essa é uma verdade absoluta. Sem amor, a harmonia não existe; guerras se instalam, o progresso se interrompe e a felicidade, objetivo de todas as almas, deixa de existir. Aqui não falamos no amor como os gestos ou comportamentos pessoais de cada um. As vezes, pessoas meigas e delicadas entendem que o amor é algo somente compreendido como sendo o seu comportamento doce e conciliador. Amor, em sua mais ampla expressão, significa gerar equilíbrio e harmonia, promovendo ações que visem o bem comum. E em algumas vezes é necessário posturas mais firmes. Uma mãe doce que não repreende e educa o filho rebelde não está agindo com amor.  Se o leitor procurar conhecer a concepção do amor em sua mais ampla abrangência perceberá que a lei espiritual que nos ensina a “amar ao nosso próximo como a nós mesmos” é a mais perfeita regra de harmonia universal. Claro que dentro da estrutura de livre pensar do Universalismo Crístico qualquer um pode questionar inclusive essa verdade absoluta. No entanto, creio ser muito difícil alguém tecer argumentos lógicos e racionais a respeito desse tema.

Na segunda questão, esse é um tema central de nossos livros também. Os planetas são escolas de evolução planetária. Qual a finalidade disso? Creio que o mesmo objetivo pelo qual estudamos em uma escola do mundo humano, ou seja, para termos um futuro melhor e mais feliz e nos tornarmos dignos cidadãos de nossa nação e, consequentemente, do mundo. A maior riqueza que podemos obter é o desenvolvimento de nossas consciências para assim termos uma participação mais digna e atuante na vida. Se fôssemos seres irracionais, talvez viver uma vida exclusivamente biológica, seria suficiente. Mas com a evolução individual de cada um, passamos naturalmente a buscar algo mais. E é isso que nos faz conhecer o grande mistério da vida criada por Deus. O objetivo da evolução é dar sentido as nossas próprias vidas e, ao mesmo tempo, contribuirmos com toda a obra de nosso Pai, o Criador Incriado. Todo o arcanjo já foi um espírito primário, assim como todo espírito primário um dia se tornará um arcanjo. A felicidade só é conquistada quando conhecemos amplamente a obra de Deus. Em uma comparação simples, seria algo como aquela pessoa que conhece um vinho altamente elaborado. Antes de conhecer, ela se contentava em beber qualquer tipo de vinho, depois de conhecer algo muito melhor, entende que aquele já não o faz mais feliz. O homem só é feliz em sua ignorância por desconhecer a grandeza que o espera quando obter elevado grau de consciência. Como diria Einstein: uma mente aberta a novas ideias, jamais volta ao seu tamanho original. Somos incapazes de involuir.

E na terceira pergunta referente ao livro Akhenaton, creio que o leitor está se referindo a preparação da reencarnação do “Grande Espírito”, que no livro refere-se a Jesus de Nazaré. Espíritos muito evoluídos  necessitam realizar um intrincado processo de redução de sua luz para poder habitar os limitados corpos da dimensão física. A consciência superdesenvolvida de Jesus teve dificuldades incríveis para manter-se aprisionada a um corpo ainda tão primário como os nossos. Por isso ele suou sangue em seus últimos momentos da vida física, demonstrando que seu cérebro físico não mais suportava a intensa energia espiritual que jorrava de seu excelso espírito.

A medida que fores lendo todos os nossos nove livros, encontrarás respostas bem detalhadas para todos esses questionamentos. Boa viagem em tua busca pelo conhecimento espiritual.


83 – Perguntas (18/07/2011): Oi Roger, moro em Teresina (PI), e sou uma grande admiradora de suas obras. Conheci seu trabalho através de um grupo mediúnico do qual faço parte. Aliás, é sobre isso que quero falar. Nosso grupo reúne três vezes na semana para estudar os assuntos espirituais, temos uma formação espírita, mas somos completamente abertos aos novos conhecimentos. Porém, recebemos muitas críticas de pessoas ligadas ao movimento espírita piauiense, por nos reunirmos na casa de uma amiga, que já tem uma grande caminhada! Além de estudar as obras, reservamos um tempo a desenvolvimento mediúnico. Exatamente por isto estamos sendo alvo de comentários. Em contato com a orientadora de nosso grupo, ela me pediu que te enviasse este email pedindo sua opinião sobre nossa atividade. Devemos seguir a máxima de Jesus que afirmou “onde um ou mais se reunirem em meu nome eu estarei presente”, ou existe de fato algum problema em desenvolvermos nosso trabalho em um local que não se constitua como um centro espírita ou terreiro de umbanda, ou algo parecido???
Atualmente estou lendo “Universalismo Crístico – O Futuro das Religiões” e estou impressionada com as pontuações sobre a nossa liberdade de pensamentos e sentimentos, que devem estar livres de dogmas adotados pelas religiões. Gostaria ainda de saber se há alguma previsão de você vir à região Nordeste para palestrar em algum evento.

Roger: Não há problema algum em realizar estudos espirituais fora de centros espíritas ou de qualquer outro centro religioso. Contudo, quanto a realizar trabalho de desenvolvimento mediúnico, é necessário algumas precauções, principalmente se o foco for receber espíritos menos esclarecidos para conduzi-los ao caminho da luz. Nesses casos, é necessário que o diretor dos trabalhos seja alguém experiente e disciplinado. Receber mentores espirituais também exige certa precaução, pois caso o grupo esteja desarmonizado, pode-se abrir as portas para espíritos fascinadores se passarem por mestres e ludibriarem o grupo com informações falsas e que levem o grupo à desunião.

Em regra geral, a precaução do movimento espírita piauiense é válida. Dentro de um centro espírita existe toda uma equipe espiritual que dá suporte aos trabalhos da Casa. Na residência de uma pessoa, não existe todo esse preparo, cabendo ao dirigente do grupo e toda a equipe, estarem sempre em plena sintonia com seus mentores para terem todo apoio e suporte. Já vi trabalhos mediúnicos sendo realizados em residências sem problema algum. Mas, o que quero dizer, é que para realizar isso o dirigente e a equipe precisam ter absoluta seriedade e responsabilidade. Qualquer desequilíbrio ou desarmonia pode resultar em problemas que venham inclusive a desarmonizar energeticamente esse próprio lar e seus moradores. Sempre é mais seguro realizar dentro de um local sagrado, ou seja, em uma casa pré-definida para servir somente para fins espirituais. Se vocês creem que o grupo possui elevado equilíbrio e que estão em plena sintonia com a equipe espiritual, não há problema. Caso contrário, melhor realizar em um centro espírita com todo o apoio que a Casa já oferece para trabalhos que envolvam diretamente a ação da Espiritualidade.

Infelizmente algumas casas espíritas ainda estão presas ao passado, dificultando estudos mais avançados e visões universalistas, o que impele seus frequentadores a realizar seus estudos em outros locais. Sendo assim, os estudos mais avançados podem ser realizados em suas residências, mas seria prudente deixar o desenvolvimento mediúnico para o centro espírita, local do qual não podem se desligar se desejam auxiliar a Espiritualidade Superior a promover o progresso espiritual nesses locais. Se todos que tiverem a visão mais aberta se afastarem dos centros espíritas, o que será da Doutrina Espírita no futuro? Tornar-se-á uma religião arcaica e escravizada ao passado, em meio a um mundo em constante movimento.

Sobre palestras no Nordeste, no ano passado estive em Maceió, Natal e Recife. Esse ano realizarei poucas palestras, devido a dedicar-me a outros projetos, entre eles, a elaboração do livro “Universalismo Crístico Avançado”, que exigirá esforços e dedicação especiais.


84 – Perguntas (25/07/2011): Roger, tenho lido vários livros que abordam as faces das trevas e tenho encontrado informações diferentes das suas obras que trazem relatos sobre magos negros e dragões. No seu livro sobre a Atlântida você afirma que os magos negros estão acima dos dragões, mas não é  o que afirmam outras literaturas. O que você pode nos dizer a respeito.

Roger: Tenho recebido alguns e-mails levantando essa mesma questão. E já tinha respondido esse questionamento na coluna “Roger Responde 2010”, pergunta número 06, do dia 18/01/2010. Sobre se li esses livros, na verdade, hoje em dia, o meu tempo para leituras é muito restrito. Geralmente só leio as obras que são indicadas pelos mestres espirituais e aquelas que podem vir a ajudar na ampliação da minha visão na elaboração de trabalhos futuros. Sobre esse tema, li apenas o livro “Os Dragões”, do espírito Maria Modesto, psicografado por Wanderley Oliveira. Achei um livro muito bom.

Sobre o tema magos negros e dragões posso falar com tranquilidade, até mesmo por já ter vivido diretamente nesse meio. O que deve estar causando confusão em outros livros é a denominação dada aos magos negros. Essa ordem espiritual, se podemos chamar assim, é oriunda da extinta Atlântida. Os verdadeiros e originais magos negros são apenas o grupo de sacerdotes do Vril que viviam na Grande Ilha e corromperam seu domínio sobre o quinto elemento com o objetivo de utilizá-lo para o mal. Esses seriam os magos negros atlantes. No próprio livro, no penúltimo capítulo, afirmamos: “Com o passar do tempo, todos aqueles que foram treinados pelos genuínos magos negros atlantes receberam essa mesma denominação. Mas, em sua maioria, eram apenas antigos atlantes que nunca possuíram poder algum com o Vril, no entanto, se destacaram na complexa hierarquia do lado negro no transcorrer dos milênios”.

E com o passar dos milênios, espíritos que nem viveram na Atlântida, começaram a receber essa mesma denominação de magos negros, por mediuns que pouco compreendiam a origem antiga desse termo e, também, por espíritos maléficos que desejavam demonstrar poder e, portanto, se apresentavam com esse terrível título. Contudo, eram apenas espíritos primários, facilmente dominados pelos dragões, fato que causou a falsa impressão de os dragões serem superiores aos verdadeiros magos negros atlantes. Um fato realmente impossível de acontecer dado o histórico desses últimos doze mil anos.

Os genuínos magos negros atlantes sempre viveram em regiões pouco acessíveis a consciências primarias. Raramente são percebidos. Eles são arredios e evitam contato com aqueles que consideram inferiores a eles. Raramente veremos um genuíno mago negro manifestando-se mediunicamente. O caso de Arnach com meu grupo mediúnico foi raro. Ocorreu devido a nossa ligação do passado.

E, como afirma o livro “Atlântida – no reino das trevas”,: “Os dragões são espíritos primitivos, que concentram os seus processamentos mentais na região do cérebro conhecida como reptiliana. Eis o motivo de serem designados por esse nome! A sua forma perispiritual torna-se animalizada, geralmente em forma de réptil, pois reflete diretamente a região cerebral de suas manifestações mais comuns. Eles não reagem diretamente por meio da emoção ou da razão, e sim por instinto. Parecem zumbis selvagens seguindo o comando de seus líderes. E o ódio em seus corações é algo realmente assustador. Milênios voltados para o mal provocaram essa metamorfose em seus corpos espirituais, sendo um processo lento e difícil resgatá-los para o caminho da luz.

Já os magos negros são seres profundamente racionais e elegantes. Prezam o diálogo e a negociação. Eles processam a sua interação com o mundo externo através das refinadas estruturas do córtex cerebral: a área mais racional e nobre do cérebro. Adoram hipnotizar as suas vítimas em meio ao diálogo. São verdadeiros vampiros! Raramente se alteram em uma discussão, pois sabem que, por esse meio, não obterão uma vitória consistente. Costumam realizar planos de longo prazo, enquanto os dragões geralmente são imediatistas”.


85 – Pergunta (01/08/2011): Roger, existem muitas pessoas e entidades relacionadas ao bem estar dos animais, mas muitos recriminam isso, com a desculpa de que deveríamos nos preocupar com crianças sem comida na África, etc. Inclusive no livro Transição Planetária, do Divaldo Franco, há uma passagem condenando o ato dessas pessoas que doam seu tempo e dinheiro para amparar nossos irmãozinhos menores. Gostaria de saber o que você e os nossos irmãos do mais alto acham disso?

Roger: Eu acredito que existem muitas formas e caminhos para se trabalhar em nome de Deus. E que existem trabalhadores que são chamados a atuar em cada uma delas. Cada pessoa deve seguir a sua intuição e trabalhar por aquilo a que seu coração é chamado. Eu recebo criticas, também, por não estar revertendo os direitos autorais de nossos livros para a caridade, assim como fizeram médiuns notáveis como Chico Xavier. No entanto, creio que o meu chamado para trabalhar em nome de Deus está diretamente ligado à conscientização espiritual da humanidade. Eu preciso focar em atingir o maior número de pessoas possíveis, através de ampla divulgação de uma mensagem que ainda assusta as religiões tradicionais. E posso fazer isso tranquilamente porque sei que outros valorosos trabalhadores do Alto estão amparando os necessitados, auxiliando hospitais, vestindo e alimentando os que estão desamparados, assim como outros, como tu, estão trabalhando em prol de nossos irmãos menores, ou seja, os animais. Cada um deve seguir trabalhando ativamente na seara de Luz ao qual é chamado em nome de Deus e do Cristo Planetário da Terra. O que seriam dos animais se não tivessem ninguém para os defender da brutalidade humana?

Não se preocupe com as críticas. Elas sempre existirão. É da natureza ainda imperfeita de nossa humanidade “olhar mais para o cisco no olho de seu irmão, do que para o galho encravado em seu olho”. Apenas o que deves procurar avaliar é, se o mesmo sentimento que tens para com os animais, o  tens para com toda a criação de Deus. Algumas pessoas amam os animais e detestam os homens. Isso é sintoma de desequilíbrio espiritual; de um trauma mal resolvido que cobrará o seu preço carmicamente em determinado momento. Uma pessoa que ama verdadeiramente os animais, também sabe (e deve) amar e compreender os seus semelhantes. Francisco de Assis, em sua existência, demonstrava esse exemplo como ninguém.

Respeito e valorizo o ideal em defesa dos animais. A humanidade tem evoluído no que diz respeito a tratar os animais com respeito e dignidade, porém ainda há muito a ser feito nesse sentido. Não poderemos descansar enquanto animais tiverem suas peles arrancadas, em vida, apenas para atender aos fúteis ditames da moda. Ou, então, serem escravos como veículos de tração de seres embrutecidos que os tratam com violência; mais parecendo que o “animal” está sentado na carroça dando chicotadas em um doce ser indefeso. E, mais para o futuro, fazer ver ao homem, que podemos nos nutrir através de outras formas de alimento, que não seja a carne de indefesos seres vivos, assim como nós. Mas a evolução não se dá “aos saltos” e, sim, passo a passo. Nosso papel é fazer com que a humanidade caminhe hoje e sempre em direção à Luz de Deus. Um ser que rompe com a “alienação”, compreendendo seu papel no mundo, está em movimento. Cedo ou tarde, ele vislumbrará a Luz.

86 – Pergunta (08/08/2011): Primeiro, eu gostaria de te parabenizar pelos teus livros. Desde que eu li o Akhenaton, é fácil perceber a qualidade e foi fácil sentir que era uma obra que valia a pena ler. Agora estou terminando de ler “Atlântida – No Reino da Luz”, outro livro genial, esclarecedor e que tirou muitas dúvidas minhas sobre o que eu pensava, sentia… e até bateu uma saudade e mexeu muito com o meu emocional ler esse livro.
Minha pergunta envolve outra coisa: você defende abertamente o Universalismo Crístico, em que devemos pegar o que cada religião tem de bom, com o que eu concordo absolutamente, tanto que sempre me interessei por diversas religiões, inclusive hinduísmo, umbanda, xintoísmo, entre outros. Você nos trouxe livros como o Akhenaton e o de Moisés (eu não li ainda estes, mas estou louco para lê-los), esclarecendo uma série de histórias distorcidas com informações mais precisas da espiritualidade, como as 10 pragas do Egito (que vc cita também no primeiro volume de Atlântida). A minha dúvida é: você pretende escrever livros esclarecendo mais sobre a formação e base das várias outras religiões, como o hinduísmo, o islamismo (já citou que Maomé foi outra reencarnação de Atlas), o xintoísmo (adoro Japão e por isso me interesso por isso, que tem uma magia muito interessante), até mesmo uma história sobre o que realmente aconteceu durante toda a vida de Jesus (incluindo infância e adolescência), assim como as informações acerca das outras religiões? Pergunto isso porque Hermes Trimegisto citou que a próxima obra depois da Atlântida envolveria ainda o Universalismo Crístico de forma mais complexa e profunda, com o que eu fiquei extremamente curioso. De qualquer forma, por mais que obras incluindo isso não estejam nos planos, o que você acha da ideia? Não daria um bom fundamento para o Universalismo Crístico?

Roger: Se bem me recordo, já falei sobre algo semelhante aqui na coluna Roger Responde. Sim. Se Deus permitir, escreveremos todos esses trabalhos e muito mais. O enfoque de nossa obra gira em torno do que tu levantaste nessa pergunta, ou seja, difundir o ideal do Universalismo Crístico, e isso envolve, também, utilizar importantes relatos históricos vividos pelo narrador em encarnações passadas para que a humanidade compreenda o processo de evolução espiritual de nosso mundo no decorrer dos séculos.

Entretanto, essa agenda de trabalho está nas mãos de Hermes. Sempre fico sabendo qual será o próximo livro a ser escrito enquanto elaboro o anterior. Mas não tenho todas as informações antecipadas, até mesmo para não comprometer a concentração necessária ao livro que estamos trabalhando naquele determinado momento. O livro sobre Jesus, já afirmamos que será uma trilogia, abordando diversos aspectos da vida do grande mestre. O livro sobre Maomé e o Islamismo creio que será, também, uma questão de tempo, devido a presença de “Atlas – Menés – Moisés – Maomé” em nossas obras anteriores.

Admiro muito o Japão (manancial de ex-atlantes) e o xintoísmo. Na minha opinião, um dos melhores livros já escrito é “Shogun”, de James Clavell e um dos melhores filmes da história do cinema é “O último Samurai”, estrelado por Tom Cruise. Os valores de honradez e dignidade do antigo Japão demonstram sua grande espiritualidade. Portanto, vamos ver se Hermes ouve o teu pedido. Ele escuta a todos, inclusive aqueles que generosamente elevam seus pensamentos a ele em oração. Os leitores não precisam me enviar e-mails pedindo para eu mandar um abraço a ele, pois Hermes está em sintonia com os pensamentos de todos aqueles que se cativam com seus sábios ensinamentos, reproduzidos aqui no plano material por esse seu fiel discípulo. Ele ouve a todos nós, assim como Jesus e os demais grandes mestres o fazem. São almas onipresentes em nosso mundo.

No entanto, no momento, mais importante do que escrever um livro atrás do outro, é fazer com que um número infinitamente maior de leitores tenham acesso à nossa literatura. Quanto mais divulgarmos, mais pessoas pelo Brasil e pelo mundo terão acesso a essas importantes informações que transformam vidas. Algumas vezes fico pensativo quando uma pessoa me diz que leu o livro “A história de um anjo” e que esse mágico livro mudou sua vida. Essa obra foi lançada há mais de dez anos e só agora está chegando nas mãos de algumas pessoas, que já deveriam tê-lo lido há muito tempo… Isso é uma lástima! Estamos com algumas propostas para transformar esse (e outros livros) em filme. Talvez uma versão cinematográfica desperte um número significativo de leitores para a proposta do Universalismo Crístico, que é um livro que, também, está infinitamente aquém do número de leitores que deveriam o estar lendo. Os livros mais lidos não são os melhores, mas sim os que são mais divulgados… Portanto, infelizmente, tenho que diminuir o ritmo da elaboração de novos livros para fazer esse trabalho de divulgação, o qual, ainda, recebemos pouco apoio para realizar.

E essa luta é difícil, em meio a tantos títulos literários e, também, devido a concorrência feroz da internet, por meio das mídias sociais, chats, etc… que tem consumido o tempo que antigamente as pessoas dedicavam à leitura. Por causa do fenômeno da internet estamos tendo que elaborar livros menores, por incrível que isso possa parecer. É necessário compactar os textos e narrativas porque as pessoas cada vez têm dedicado menos tempo ao saudável habito da leitura. Com a saga da Atlântida tivemos que fazer isso, enfocando somente no drama central da história, para assim atingir mais leitores, principalmente aqueles que se dizem sem “tempo para ler livros”.


87 – Pergunta (15/08/2011): Li recentemente numa tacada só a duologia sobre a Atlântida e gostei bastante. Sei que o fundamento do livro é moral, no entanto, tenho um lado racional que tem muita curiosidade em conhecer a história da humanidade. Só o fato da grande pirâmide atlante ter sido construída há pelo menos 30000 anos antes de sua encarnação na Atlântida é fascinante, o que nos faz pensar que a era de ouro atlante já existia há pelo menos 42000 anos atrás! Você disse na última questão que intimamente não acredita na existência da Lemúria. Tenho dúvidas a respeito, porém, não consigo acreditar na tradição da teosofia que diz que os lemurianos eram meio reptilianos, com um olho só.
Contudo, farei uma pergunta sobre outro assunto. Quando você era um mago negro no astral, construiu, através de sua hábil manipulação mental do Vril, um palácio. No entanto, num único segundo de culpa, todo o seu palácio ruiu e você e as gêmeas se viram atirados ao charco. Disso se conclui que tudo é mental. Porém, uma mente, mesmo que poderosa, precisa de energia, e você diz que os magos negros vampirizam a energia dos espíritos sofredores dos charcos para manterem seus impérios (como as máquinas faziam com os humanos no filme “Matrix”). O que gostaria de saber é se os magos negros vampirizam também “à distância” os encarnados. Antes de tudo obrigado!


Roger:
Os magos negros vampirizam à distância, mas utilizando-se de um sistema de cadeia energética. Eles não vão até a vítima para sugar-lhe as energias como fazem os obsessores comuns. Eles fazem isso enviando seus comandados que sugam das vítimas sintonizadas com ações anticrísticas  o elemento astral que alimenta os seus impérios.  Uma comparação clara desse processo, seria o próprio tráfico de drogas. O chefe de um grande cartel de cocaína não vende a droga diretamente. Quem leva o produto maléfico ao usuário final são traficantes menores, bem abaixo nessa sinistra escala hierárquica,  mas, o chefão, é quem recebe a maior quota desse retorno financeiro. O processo obsessivo regido por magos negros e dragões é muito semelhante, só que a moeda ambicionada não é o dinheiro, e, sim, a energia astral da vitima viciada e em sintonia com o mal. Não é por acaso que a nossa humanidade tem raros momentos de felicidade e vive em constante depressão…

Somente em alguns raros casos eles atuam diretamente vampirizando encarnados, mas isso ocorre em casos bem específicos e que são de especial interesse deles. Como eu afirmei na pergunta número 84, do dia 25/07/2011: os magos negros são arredios e evitam contato com aqueles que consideram inferiores a eles. Jamais “bebem da fonte” por acharem a nossa humanidade desprezível. Apenas absorvem a energia gerada a partir da egrégora formada por seus milhares de comandados.

Vale sempre lembrar que esse tema é instigante e prende a atenção dos leitores. No entanto, devemos focar nossa atenção nos exemplos de Luz e na mensagem renovadora trazida pelos grandes mestres espirituais de nossa humanidade. O Evangelho de Jesus e sua mensagem libertadora tem mais força que a ação de mil magos negros. E, quem está em sintonia com essa mensagem, jamais será atingido pela ação das sombras. Evitem fascinar-se demasiadamente pelas curiosidades das sombras. Alimentem suas mentes com histórias de Luz! Quanto mais povoarmos nossas mentes com pensamentos voltados para o amor e a luz, mais felizes seremos, afastando definitivamente a tristeza e a depressão de nossa vidas.

88 – Pergunta (22/08/2011): Roger, gostaria de agradecer pelo seu trabalho e dizer-lhe que muito tenho aprendido com ele. Comprei o livro “A História de um Anjo – 1ª edição” no ano 2000 e desde então procuro seguir seus passos através de seus livros e recentemente no site. Gostaria que você me esclarecesse sobre um assunto que já te rendeu aborrecimentos.  Nas leituras que faço procuro perceber o entendimento espiritual dos livros, as mensagens implícitas e não simplesmente o que está escrito. Isso eu aprendi lendo seus livros e os de Ramatís. Algumas coisas que leio eu descarto de imediato, outras eu deixo em “stand by” para futuro entendimento. Reconheço minha ignorância espiritual.
A pergunta diz respeito ao seu encontro com Jesus, narrado no cap. XIV do livro “A História de um Anjo.” Desde que li o livro pela primeira vez, (já li várias) esse assunto ficou remoendo em minha mente. Já li o comentário do livro no site e conforme Hermes explicou – “para Jesus nada é impossível”. Você também já explicou que participou daquela reunião no plano espiritual quando ainda estava desencarnado.  Na narração do livro, o Roger do presente foi  levado por Hermes a ver e relembrar a reunião para a confecção do livro no plano material. Como um fato que ocorreu no passado pode se misturar a realidade presente? Como Jesus no passado se dirigiu ao Roger do presente, se o Roger do presente não estava lá naquele momento?
Roger, não veja esse meu questionamento como uma dúvida ao seu trabalho, muito pelo contrário, eu admiro seu trabalho inovador e estou tentando entender tudo isso e ver se existe alguma explicação. Talvez na nossa atual imaturidade espiritual, ainda não seja possível entendermos determinadas situações. A melhor explicação que tenho no momento seria de Willian Shakespeare – “existe muito mais entre a terra e o céu do que pode imaginar a nossa vã filosofia”. Qualquer outro comentário que puder me enviar ficarei imensamente grato.

Roger: Quando iniciamos os trabalhos para a elaboração do livro “A história de um anjo” eu tinha apenas 20 anos. Muitas coisas que ocorriam fugiam a minha compreensão que ainda encontrava-se limitada para entender plenamente o inovador projeto que Hermes desejava realizar através de minha mediunidade. Todos, naquela época, estávamos acostumados com trabalhos mediúnicos onde o médium é apenas uma “caneta viva” do espírito comunicante. Portanto, as projeções mentais que me eram apresentadas durante a elaboração de nosso livro, me pareciam como reflexos de uma projeção astral que estava ocorrendo naquele exato momento. Somente anos depois compreendi que eu havia vivenciado uma regressão de memória para um período anterior a minha reencarnação no ano de 1969. As narrativas astrais, a presença de Jesus e todos os demais fatos relativos a primeira parte do livro (antes da reencarnação de Gabriel) eram rememorações de fatos vividos por mim, em espírito, antes de reencarnar em meados da década de 1950. Por isso fica um pouco difícil de compreender. Eu estava relatando fatos do passado, mas me utilizando do presente para descrevê-los porque no momento da elaboração do livro isso também não estava bem claro para mim.

E como já afirmamos no link que segue abaixo, a primeira parte do livro, antes da reencarnação de Gabriel, ocorreu na década de 50 do século passado, época em que eu ainda estava no plano espiritual e vivenciei em espírito todos os fatos narrados e, agora, reencarnado, relatei através de processo de regressão de memória, como se eu fosse um repórter. Já a segunda parte foi um relato sobre a possível atuação de Gabriel nos anos futuros de acordo com o plano traçado para a sua encarnação. Estes fatos foram estudados no plano astral, sob a orientação de Hermes e após relatados no livro. Vi o livro no Império do Amor Universal, porque antes de reencarnar já havíamos presenciado aqueles fatos e analisado a futura missão de Gabriel e dos “transformadores para a Nova Era”. Logo o projeto já estava pronto, só faltava materializarmos no mundo físico. Mais informações aqui!


89 – Pergunta (29/08/2011): Roger, nos livros sobre a Atlântida você afirma que foi o personagem Andrey e, também, os personagens Radamés, no livro Akhenaton,  e Natanael, nos livros sobre Moisés. Como pode ser isso? Já que no livro Akhenaton é afirmado na capa que o livro foi “orientado por Hermes e Radamés” e nos livros sobre Moisés foi “orientado por Hermes e Natanael”. Você mesmo canalizou a sua própria consciência? O espírito é indivisível. Como você pode ser médium de si próprio?

Roger: Quando lançamos o livro “A história de um anjo”, sofremos algumas críticas dos espíritas ortodoxos devido ao diálogo realizado com Jesus, entre outras coisas. No ano seguinte lançamos o livro “Sob o Signo de Aquário”, que tinha diálogos com Saint Germain, Ramatís e outros mestres, além de abordar informações que iam do Espiritismo tradicional, passavam pela Apometria e iam até a Teosofia. Esse estilo diferenciado foi alvo de críticas também. Como afirmamos na pergunta anterior, estávamos iniciando uma nova proposta de canalização mediúnica, diferente do que todos estavam acostumados. Então, no final de 2001, Hermes sugere que a narrativa dos livros sobre Akhenaton e Moisés fossem narrados diretamente por mim, que havia vivido junto a ele naquele período. Hermes achou que seria mais interessante um simples homem do povo narrar as histórias, ao invés dele, que era (e é) um grande mestre. Essa proximidade “leitor-narrador” geraria uma empatia positiva na transformação íntima de cada um. Hemes constatou que seria mais motivador para o leitor identificar-se com uma pessoa de seu mesmo nível evolutivo, lutando por seu crescimento espiritual, do que ele, que já é um grande mestre. Geralmente as pessoas admiram seres celestiais, mas, por não fazerem parte real de suas vidas, não se mobilizam para transformar-se em direção à Luz, achando-se incapazes e indignos de atingirem tal condição espiritual.

Então, para evitar novas críticas, simplesmente omiti que o narrador (Radamés) era eu mesmo, e que havia obtido aquelas informações através de regressão de memória orientada por Hermes. A editora do Conhecimento optou por colocar que as obras eram “mediúnicas orientadas por Hermes/Radamés e Hermes/Natanael”. No entanto, já sugeri que a editora retire essas indicações. Esses são os nossos únicos livros que fazem referência a serem obras mediúnicas. Isso será importante até mesmo para atingirmos um público maior. Os nossos livros seguem um modelo de elaboração diferente dos espíritas, são “Universalistas Crísticos”, causando uma impressão equivocada de nosso trabalho por parte dos leitores de outras crenças quando percebem a indicação de que são “mediúnicos”. Infelizmente quem não é espírita tem preconceito com livros espíritas. Talvez até por não gostarem da linguagem, algumas vezes, excessivamente doutrinária. Os nossos livros são de “espiritualidade” e não de “religião”.

Sendo assim, eu não canalizei a mim mesmo. Foi apenas uma regressão de memória. O curioso é que muitas pessoas, bem sintonizadas, perceberam imediatamente que Radamés era eu mesmo e me relatavam isso, pessoalmente ou por e-mail. Já outras chegavam a dizer que estavam recebendo em seus trabalhos mediúnicos o espírito Radamés. Alguns até diziam que ele era o diretor dos trabalhos espirituais de sua Casa. Claro que era um engano, pois eu estou aqui mesmo, encarnado, e não participei em nenhum momento dessas atividades relatadas. Vejam como a mediunidade é algo delicado e deve ser sempre analisada com critério e cuidado. Mais importante que a famosa preocupação de quem é o espírito comunicante, devemos observar a qualidade moral dos ensinamentos e os valores crísticos da entidade; ou, até mesmo, analisar se não é apenas uma manifestação anímica do médium.



90 – Pergunta (05/09/2011):Gostaria de lhe fazer uma pergunta  e acho que seria até interessante que ela fosse colocada, se conveniente, no site do Universalismo Crístico: Tenho lido muito sobre a guerra entre os índios peles vermelhas e os brancos ( americanos) na conquista do Oeste do século XIX. Os relatos se parecem em muito com a guerra dos brancos e vermelhos da Atlântida, com a única diferença de que os vermelhos eram do Leste ( e não do Oeste) e da presença do Vril ( no caso da Atlântida). Contudo a postura ecológica e a bravura dos vermelhos contra a atitude antiecológica e o desenvolvimento tecnológico dos brancos reedita a Atlântida, no Reino das Trevas na América do século XIX. Há mais do que coincidência nessa “reedição”? Atlantes daquela época teriam reencarnado na América, repetindo o processo? Gostaria que, se possível, você me esclarecesse.

Roger: Como diz o ditado bíblico: “Não há nada de novo sob o sol.” A Terra é cenário de evolução do mesmo grupo de espíritos durante todo o último ciclo evolutivo, que se iniciou nos últimos cem anos antes do afundamento da Atlântida. Portanto, é natural que as histórias se repitam em outras terras e em outras épocas; mas com as mesmas almas, apenas vestindo novas roupagens físicas. Um grande número de atlantes permeou todos os fatos históricos de nossa humanidade atual, em alguns casos, reeditando de forma muito semelhante os mesmos erros do passado, como nesse caso bem relatado pelo leitor.

Já respondemos em outra pergunta sobre a ligação do atual povo japonês com os atlantes também, no que diz respeito aos “carmas radioativos” que a terra do sol nascente tanto sofre. E o povo norte americano também descende diretamente desses conflitos, originados pelos guerreiros atlantes capelinos. Muitas almas daquele período evoluíram no transcorrer dos milênios, entretanto, outras ainda continuam vivendo escravizadas ao mundo das ilusões do ego humano.

A nação norte americana até os dias atuais demonstra muito o perfil dos atlantes capelinos. Um povo  extremamente científico e  materialista. Em geral não conseguem viver em paz se não forem os senhores do mundo, assim como ocorreu na extinta Atlântida, onde a raça branca não suportou a ideia de viver em igualdade de condições com seus irmãos da raça vermelha. E isso se repetiu, como bem disse o leitor, na conquista do Oeste pelo homem branco americano, no século XIX.

Somente quando o homem compreender que é um espírito imortal, vivendo experiências de aprendizado na matéria, é que perceberá o quanto vive repetindo os mesmos erros, vida após vida, e atrasando o seu encontro definitivo com a verdadeira felicidade; aquela que se encontra no “reino dos Céus”, e não nos “tesouros que a traça rói e a ferrugem consome”,  como nos ensinou o mestres dos mestres!

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